{"id":30134,"date":"2015-04-12T11:54:56","date_gmt":"2015-04-12T14:54:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30134"},"modified":"2015-06-19T11:20:43","modified_gmt":"2015-06-19T14:20:43","slug":"tres-cdswilson-knopfler-e-sexsmith","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/12\/tres-cdswilson-knopfler-e-sexsmith\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas CDs: Wilson, Knopfler e Sexsmith"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-30135  aligncenter\" title=\"brianwilson\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/brianwilson.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/brianwilson.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/brianwilson-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/brianwilson-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cNo Pressure Pier\u201d, Brian Wilson (Capitol)<\/strong><br \/>\nD\u00e9cimo primeiro disco da carreira de Brian Wilson e primeiro \u00e1lbum de faixas in\u00e9ditas em sete anos, \u201cNo Pier Pressure\u201d (2015) se apoia na fama de convidados especiais, como se e o eterno beach boy necessitasse desse expediente frouxo. \u201cRunaway Dancer\u201d, com participa\u00e7\u00e3o de Sebu Simonian, do Capital Cities, tem batidinha fake rid\u00edcula e soa t\u00e3o insossa que parece aquelas balas gosmentas que grudam entre os dentes e incomodam tanto que a gente promete nunca mais experimenta-las. &#8220;On the Island&#8221; conta com o duo She and Him, Zooey Deschanel (com vozeir\u00e3o mais grosso que o habitual) e M. Ward, numa can\u00e7\u00e3o que resume o principal defeito de \u201cNo Pier Pressure\u201d: excesso de produ\u00e7\u00e3o. Nada soa espont\u00e2neo, divertido, emocional; tudo parece for\u00e7ado. H\u00e1 duas can\u00e7\u00f5es com astros de TV: Peter Hollens, estrela do The Sing-Off, n\u00e3o \u00e9 o problema de &#8220;Our Special Love&#8221;, mas sim o som terr\u00edvel da bateria; j\u00e1 &#8220;Guess You Had to Be There&#8221;, da cantora country Kacey Musgraves, que ficou em s\u00e9timo lugar no Nashville Star, soa uma can\u00e7\u00e3o dela com participa\u00e7\u00e3o de Brian. Os n\u00fameros com os ex-Beach Boys Al Jardine e David Marks soam menos vergonhosos, ainda que a intro musak de \u201cThe Right Time\u201d cause calafrios. Entre os raros destaques est\u00e3o a boa participa\u00e7\u00e3o de Nate Ruess, do grupo FUN! (isso mesmo), em \u201cSaturday Night\u201d, e a aus\u00eancia de Lana Del Rey (que n\u00e3o conseguiu gravar sua parte vocal por problemas de agenda) na grande can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, \u201cThe Last Song\u201d, uma linda balada que lamenta o fim dos Beach Boys.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-30136  aligncenter\" title=\"mark\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/mark.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/mark.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/mark-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/mark-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cTracker\u201d, Mark Knopfler (Mercury)<\/strong><br \/>\nLegitimo representante dos artistas vitimados pelo sucesso de massa, o guitarrista e vocalista Mark Knopfler segue sua batalha para se livrar da sombra do Dire Straits, uma banda que vendeu 30 milh\u00f5es de c\u00f3pias de um disco, \u201cBrothers in Arms\u201d, de 1985, cravando seis hits incontestes nas paradas e tocando tanto que, em determinado momento, bastava ecoar o riff de \u201cMoney for Nothing\u201d ou as trovoadas da faixa t\u00edtulo para que o ouvinte acusasse uma AVC. O imenso sucesso do Dire Straits rendeu fama e dinheiro para Mark Knopfler, por\u00e9m o enjoo causado pelo excesso de audi\u00e7\u00e3o de seus riffs e voz fez com muita gente associasse o nome do grande guitarrista (que, aos 65 anos, j\u00e1 dividiu \u00e1lbuns com Chet Atkins e Emmylou Harris, produziu Bob Dylan e Randy Newman e gravou nove trilhas sonoras) com algo ruim, o que \u00e9 uma imensa bobagem. \u201cPrivateering\u201d, o belo \u00e1lbum duplo lan\u00e7ado em 2012, j\u00e1 mostrava que valia a pena parar e ouvir com aten\u00e7\u00e3o o homem, e este rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cTracker\u201d mant\u00e9m a chama da boa m\u00fasica acesa apoiando-se em jazz, blues, m\u00fasica celta e folk \u2013 ainda que aqui e ali pelos quase 80 minutos da edi\u00e7\u00e3o deluxe do \u00e1lbum, o ouvinte esbarre em passagens que remetam a \u201cSultans of Swing\u201d e \u201cBrothers in Arms\u201d, entre outros cl\u00e1ssicos. Os riffs suaves de Mark Knopfler brilham em \u201cLaughs and Jokes and Drinks and Smokes\u201d (em que divide o arranjo com solos de violino), no folk \u201cRiver Towns\u201d, no r&amp;b \u201cHot Dog\u201d e no belo dueto com a cantora Ruth Moody (\u201cWherever I Go\u201d), destaques de um \u00e1lbum elegante e suavemente melanc\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-30137  aligncenter\" title=\"ronx1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ronx1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ronx1.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ronx1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ronx1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCarousel One\u201d, Ron Sexsmith (Compass)<\/strong><br \/>\nQuando surgiu com seu segundo \u00e1lbum, \u201cRon Sexsmith\u201d, de 1995 (\u201cGrand Opera Lane\u201d, de 1991, o primeiro, independente, at\u00e9 hoje \u00e9 pouco conhecido), este m\u00fasico canadense parecia destinado ao sucesso. Por\u00e9m, ap\u00f3s a ressaca grunge, o mundo pop estava atento ao britpop e n\u00e3o muito interessado em can\u00e7\u00f5es doloridas de um rapaz que, no clipe de &#8220;Secret Heart\u201d, parecia um jovem e deslocado Roy Orbison (ou como elogiou o All Music Guide, provocante: \u201cCom franja nos olhos e uma apar\u00eancia inocente e anticool t\u00edpica de caras que sempre apanharam na escola e n\u00e3o podiam juntar duas palavras na frente de uma menina sem gaguejar, Ron Sexsmith deixa a d\u00favida se \u00e9 um mestre da afeta\u00e7\u00e3o ou um idiota erudito\u201d). Ap\u00f3s 20 anos de uma carreira err\u00e1tica (14 discos em 9 gravadoras diferentes), Ron Sexsmith ressurgiu ap\u00f3s dois elogiados bons discos \u2013 \u201cLong Player Late Bloomer\u201d (2011) e, principalmente, \u201cForever Endeavour\u201d (2013) \u2013, o que influenciou diretamente o bom humor presente neste novo \u201cCarousel One\u201d. Acompanhado de m\u00fasicos tarimbados (que acompanharam Bob Dylan, John Lennon, Graham Nash e John Lee Hooker, entre outros), Ron parece fazer as pazes consigo mesmo num \u00e1lbum primaveril em que canta a alegria de ter um cachorro (\u201cSaint Bernard\u201d), um amor ao lado da cama ao acordar (\u201cLoving You\u201d) e para fugir como Bonnie e Clyde (\u201cGetaway Car\u201d). \u201cN\u00e3o h\u00e1 necessidade de ter medo\u201d, ele canta em \u201cAll Our Tomorrows\u201d com uma experi\u00eancia que (m\u00e9dicos poderiam receitar) tem o poder de confortar e iluminar dias nublados de cora\u00e7\u00f5es e almas perdidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CgFF3n6xpM8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CgFF3n6xpM8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/M7-cpV_H_z4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/M7-cpV_H_z4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hfS5Ar92ZIg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hfS5Ar92ZIg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; 2004, o ano em que Brian Wilson ressurge na m\u00fasica pop (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/10\/18\/2004-o-ano-brian-wilson-na-musica-pop\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; DVD: um tributo especial para Brian Wilson com jeit\u00e3o de obrigat\u00f3rio (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/01\/01\/dvd-um-tributo-para-brian-wilson\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas discos: &#8220;Smile&#8221;, \u201cGettin\u2019 In Over My Head\u201d e \u201cLive At The Roxy Theatre (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/10\/18\/lancamentos-tres-discos-de-brian-wilson\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThat Lucky Old Sun\u201d, Brian Wilson: as melodias continuam inesquec\u00edveis (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/19\/bruce-springsteen-brian-wilson-e-paul-weller\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Do It Again: A Tribute to Pet Sounds&#8221; com Daniel Johnston e outros (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/20\/disco-da-semana-15\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThat\u2019s Why God Made The Radio\u201d: bel\u00edssima despedida dos Beach Boys (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/24\/a-belissima-despedida-dos-beach-boys\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cBrian Wilson Reimagines Gershwin\u201d \u00e9 uma homenagem elegante (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/26\/brian-wilson-eilen-jewell-e-neil-diamond\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Pequenas Cagadas e a Eternidade dos Beach Boys p\u00f3s-&#8220;Smile&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/21\/the-beach-boys-pos-smile\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Brian Wilson em SP: &#8220;um dos melhores eventos musicais da vida&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/personaltim.html\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nBrian Wilson decepciona em disco colaborativo; ex-Dire Straits lan\u00e7a outro bom disco; Ron Sexsmith encontra a paz\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/12\/tres-cdswilson-knopfler-e-sexsmith\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30134"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30134"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30502,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30134\/revisions\/30502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}