{"id":29732,"date":"2015-03-16T18:42:29","date_gmt":"2015-03-16T21:42:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=29732"},"modified":"2016-07-12T11:35:42","modified_gmt":"2016-07-12T14:35:42","slug":"tres-perguntas-far-from-alaska","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/16\/tres-perguntas-far-from-alaska\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Far From Alaska"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29733\" title=\"farfromalaska\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/farfromalaska.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"445\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/renata_arruda\" target=\"_blank\">Renata Arruda<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel por um dos melhores lan\u00e7amentos nacionais de 2014 e uma das atra\u00e7\u00f5es nacionais do Lollapalooza Brasil 2015, a banda potiguar Far From Alaska ganhou visibilidade em 2012, ap\u00f3s ser a vencedora do concurso Som Pra Todos, em que conseguiu um contrato de distribui\u00e7\u00e3o com a gravadora Deck e ainda emplacou um show de abertura no festival Planeta Terra, no mesmo ano, tocando no mesmo dia que o Garbage. A banda conseguiu chamar a aten\u00e7\u00e3o de Shirley Manson, que usou a fan page do Garbage para elogi\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca, tudo o que eles tinham com essa forma\u00e7\u00e3o era um EP, \u201cStereochrome\u201d, cujo primeiro single, \u201cThievery\u201d conquistara o p\u00fablico e imprensa local. Mas seus integrantes n\u00e3o eram estreantes: Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria) j\u00e1 eram veteranos na cena, vindo de bandas como Talma&amp;Gadelha, Planant, Calistoga e Venice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio de 2014, o Far From Alaska finalmente apresentou \u201cmodeHuman\u201d, seu primeiro \u00e1lbum cheio. \u201cA ideia, no in\u00edcio, era trabalhar somente com m\u00fasicas in\u00e9ditas at\u00e9 que no decorrer da grava\u00e7\u00e3o decidimos incluir as m\u00fasicas do \u2018Stereochrome EP\u2019 regravadas dentro da est\u00e9tica do novo \u00e1lbum\u201d, explicou Eduardo Filgueira. \u201cEssa inclus\u00e3o foi muito pelo fato de que toda essa leva de m\u00fasicas faz parte desse primeiro momento da banda, de surgimento, de forma\u00e7\u00e3o de uma identidade, etc. Percebemos que todas as m\u00fasicas contam um pouco sobre rela\u00e7\u00f5es humanas e como muitas vezes s\u00e3o il\u00f3gicas, da\u00ed tudo se encaixou\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indo na contram\u00e3o do recorrente decreto da \u201cmorte do rock\u201d, a banda apresenta um som pesado e cativante. Eles evitam citar influ\u00eancias diretas (embora j\u00e1 tenham declarado que elas passam por QOTSA, Jack White, Deftones, Bob Marley, Lady Gaga e Lana del Rey), afirmando que, por vivermos em um mundo onde a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 constante, tudo fica guardado no subconsciente, podendo aparecer sem inten\u00e7\u00e3o: \u201cA menos que a banda esteja querendo fazer um tributo \u00e0 uma banda que curta, ou copiar mesmo, \u00e9 muito dif\u00edcil definir \u2018as influ\u00eancias\u2019. (\u2026) O mundo [\u00e9] ca\u00f3tico onde todo mundo v\u00ea tudo, l\u00ea tudo, escuta tudo. Quanto mais livre for sua rela\u00e7\u00e3o com o conte\u00fado que voc\u00ea absorve diariamente, mais longe voc\u00ea vai conseguir chegar com sua criatividade na hora de compor e mais original vai ser o resultado\u201d, defende Eduardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, Eduardo e Cris respondem tr\u00eas perguntas que v\u00e3o desde suas influ\u00eancias \u00e0s suas impress\u00f5es sobre as cenas de Goi\u00e2nia, Rio Grande do Norte (\u201cAmbas t\u00eam uma forte cultura rock, muitos eventos, bandas e produtores dedicados a movimentar o rock\u201d) e S\u00e3o Paulo, cidade para onde se mudaram recentemente (\u201cEstar em um ponto mais central no Brasil facilita tocar em mais lugares e abre mais possibilidades\u201d). Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/G0WfeT3KgmI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/G0WfeT3KgmI\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em tempos em que vira e mexe se declara a \u201cmorte do rock\u201d, com an\u00e1lises que falam sobre como o g\u00eanero se tornou nicho e perdeu seu elemento transgressor, voc\u00eas chegam na contram\u00e3o, crescendo cada vez mais \u2014 e ainda cantando em ingl\u00eas. Como analisam isso?<\/strong><br \/>\nCris Botarelli \u2013 Dif\u00edcil. Odeio essa declara\u00e7\u00e3o, o rock nunca vai morrer. Ali\u00e1s, ele continua se espalhando cada vez mais! Voc\u00ea j\u00e1 percebeu que \u00e9 s\u00f3 gente mais velha que fala isso? Curioso, n\u00e9? O que morreu \u00e9 esse acesso limitado a bandas novas de outrora, que, por deixar o p\u00fablico na depend\u00eancia da m\u00eddia, das gravadoras e etc, acabavam concentrando todo o foco no rock de antigamente e consolidando as lendas como Beatles, Hendrix, Led Zeppelin, etc\u2026 Com o tempo e o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico mais bandas foram surgindo, sendo conhecidas e reconhecidas como \u00edcones e a m\u00fasica deixou de ter qualquer fronteira (que bom!). \u00c9 por isso que acho que hoje n\u00e3o temos novas lendas e \u00e9 por isso tamb\u00e9m que uma banda l\u00e1 do Rio Grande do Norte consegue p\u00fablico no Rio Grande do Sul. O que temos s\u00e3o centenas de novos \u00edcones para absolutamente todos os gostos, artistas incr\u00edveis compartilhando o p\u00fablico. Por isso, nem morto est\u00e1 e nem precisamos da \u201csalva\u00e7\u00e3o do rock\u201d (outra express\u00e3o que n\u00e3o sou f\u00e3 risos) porque ele est\u00e1 muito bem obrigado, n\u00e3o precisa ser salvo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas bandas costumam deixar seus estados para viver principalmente em S\u00e3o Paulo, onde dizem haver mais p\u00fablico, estrutura e facilidade de locomo\u00e7\u00e3o. O que acham disso? Ao mesmo tempo, li voc\u00eas dizerem que acham as cenas de Natal e Goi\u00e2nia as melhores do Brasil. O que outros estados podem aprender com as cenas de Natal e Goi\u00e2nia, na opini\u00e3o de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEduardo \u2013 Mais p\u00fablico? Acho que nunca dissemos isso. S\u00e3o Paulo \u00e9 t\u00e3o diverso quanto controverso. Eu n\u00e3o vejo uma movimenta\u00e7\u00e3o grande da cena independente da cidade, por exemplo. N\u00e3o vejo tantos festivais de bandas locais, pessoas consumindo com empolga\u00e7\u00e3o a cena (de S\u00e3o Paulo)\u2026 N\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o a que estamos acostumados em Natal, pelo menos, ou ent\u00e3o n\u00e3o conhecemos o suficiente, o que tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel. Agora, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 facilidade de locomo\u00e7\u00e3o, sim, de fato. Log\u00edstica \u00e9 realmente algo complicado (caro principalmente) pra n\u00f3s, tanto que somos mais uma banda que se mudou para S\u00e3o Paulo. Estar em um ponto mais central no Brasil facilita tocar em mais lugares e abre mais possibilidades. Quanto \u00e0 Goi\u00e2nia e Natal, ambas t\u00eam uma forte cultura rock, muitos eventos, bandas e produtores dedicados a movimentar o rock. \u00c9 uma cena que vem sendo constru\u00edda h\u00e1 muito tempo e que agora est\u00e1 dando mais frutos. Acho que essa \u00e9 a principal caracter\u00edstica destas cidades, o rock \u00e9 um trabalho constante, independente de altos ou baixos, persistente contra tudo e todos. E os frutos s\u00e3o o ideal que toda banda gostaria: p\u00fablico atento, que consome sua m\u00fasica e n\u00e3o tem vergonha de curti-la, vai aos shows, vibra, acompanha, e sim: paga ingresso. Mas tudo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o lenta e ao mesmo tempo uma desconstru\u00e7\u00e3o desse senso comum do brasileiro de valorizar mais o que \u00e9 de fora da sua cidade, do seu estado, da sua regi\u00e3o ou do seu pa\u00eds. Em Natal e em Goi\u00e2nia, por exemplo, existe o emblem\u00e1tico caso de festivais super bacanas, j\u00e1 consolidados, por onde rodam bandas do Brasil inteiro e de fora, mas que entre os headliners t\u00eam presen\u00e7a certa as bandas locais, que, ali\u00e1s, geralmente tem os shows mais bombados da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m das refer\u00eancias musicais, que outras influ\u00eancias inspiram o trabalho de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEduardo \u2013 Isso \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil responder, eu n\u00e3o entendo como as bandas t\u00eam uma resposta pronta pra isso. Voc\u00ea est\u00e1 vivendo em um mundo, est\u00e1 lendo mil coisas por dia, ouvindo mil m\u00fasicas, vendo trocentos filmes, e fica tudo ali guardado na sua mente, no seu subconsciente. A menos que a banda esteja querendo fazer um tributo \u00e0 uma banda que curta, ou copiar mesmo, \u00e9 muito dif\u00edcil definir \u201cas influ\u00eancias\u201d: tudo influencia, oras. Da vinheta do jornal ao seu caf\u00e9 da manh\u00e3, da hist\u00f3ria do seu amigo traidor a um conto de Andersen, passando pelo clipe da Lady Gaga. Sabe? Esse \u00e9 o nosso mundo. O mundo ca\u00f3tico onde todo mundo v\u00ea tudo, l\u00ea tudo, escuta tudo. Quanto mais livre for sua rela\u00e7\u00e3o com o conte\u00fado que voc\u00ea absorve diariamente, mais longe voc\u00ea vai conseguir chegar com sua criatividade na hora de compor e mais original vai ser o resultado. A arte, pra ser arte, deve ser livre. N\u00e3o pode ser feita pra caber numa caixinha com r\u00f3tulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/J1x890Fmqkc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/J1x890Fmqkc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/IC28G0kvp0k\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/IC28G0kvp0k\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UqkftYXPogM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UqkftYXPogM\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><span>&#8211; Renata Arruda (<\/span><a href=\"http:\/\/twitter.com\/renata_arruda\" target=\"_blank\">@renata_arruda<\/a><span>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/www.mardemarmore.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Prosa Espont\u00e2nea<\/a>.<\/span><br \/>\n&#8211; Foto do Far From Alaska: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/giovanna.hackradtrego\" target=\"_blank\">Giovanna Hackradt R\u00eago<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Far From Alaska: segundo melhor show do Por\u00e3o do Rock (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/03\/balanco-porao-do-rock-2014-brasilia\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Far From Alaska: segundo melhor show do Festival DoSol (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/15\/balanco-festival-dosol-2014-natal\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; DoSol: festival potiguar mostra a for\u00e7a da cena local (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/15\/balanco-festival-dosol-2014-natal\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Download gratuito: seis discos da safra 2013\/2014 potiguar para baixar (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/11\/15\/download-seis-discos-da-cena-potiguar\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Renata Arruda\n&#8220;O rock nunca vai morrer. Ali\u00e1s, ele continua se espalhando cada vez mais! J\u00e1 percebeu que \u00e9 s\u00f3 gente mais velha que diz isso?&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/16\/tres-perguntas-far-from-alaska\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[52],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29732"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29732"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31143,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29732\/revisions\/31143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}