{"id":29639,"date":"2005-11-30T13:49:44","date_gmt":"2005-11-30T16:49:44","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=29639"},"modified":"2015-03-12T14:04:45","modified_gmt":"2015-03-12T17:04:45","slug":"festival-claro-que-e-rock-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/30\/festival-claro-que-e-rock-2005\/","title":{"rendered":"Festival Claro Que \u00e9 Rock 2005"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29641\" title=\"claroqueerock1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/claroqueerock1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rias verdades puderam ser conferidas ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o do badalado festival Claro Que \u00e9 Rock, no \u00faltimo fim de semana, em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro: 1) O p\u00fablico brasileiro \u00e9 definitivamente dif\u00edcil de agradar 2) Os cariocas n\u00e3o prestigiam o rock 3) Mike Patton \u00e9 um mala 4) Festivais de grande porte s\u00e3o \u00f3timos para ferrar cambistas 5) Os t\u00e9cnicos de som brasileiros n\u00e3o conseguem equalizar o som de dois palcos da mesma forma: o som do Palco A estava beeem melhor que o do palco B 6) Iggy Pop e Trent Reznor s\u00e3o fodas 7) Uma pergunta: Onde se compra um daqueles arremessadores de confetes que o Wayne Coyne estava usando?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, tudo que deu certo em S\u00e3o Paulo n\u00e3o deu certo no Rio de Janeiro. Enquanto a capital paulista viu 25 mil pessoas circularem pela Ch\u00e1cara do J\u00f3quei, em hor\u00e1rios distintos (\u00e9 importante frisar), os cariocas colocaram apenas 12 mil pessoas na imensa Cidade do Rock, sofreram com longos atrasos (que n\u00e3o aconteceram em SP) que, por fim, causaram o cancelamento do show da Na\u00e7\u00e3o Zumbi e cortes nos set-lists de Flaming Lips e Sonic Youth. E enquanto era poss\u00edvel comprar de cambistas por R$ 30 um ingresso para a \u00e1rea VIP em S\u00e3o Paulo, no Rio de Janeiro teve ofert\u00e3o: tr\u00eas ingressos por R$ 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, fora os contratempos do Rio de Janeiro, a edi\u00e7\u00e3o paulistana do evento foi praticamente perfeita. Come\u00e7ou \u00e0s 15h com Ronei Jorge &amp; os Ladr\u00f5es de Bicicleta dando partida na final\u00edssima do concurso do festival (que foi vencido pelos ga\u00fachos do Cartolas) para pouco mais de cinco mil pessoas. Quando o festival come\u00e7ou mesmo, \u00e0s 19h, com o Good Charlotte, cerca de mais de 10 mil pessoas (umas cinco mil com menos de 18 anos) j\u00e1 caminhavam pelo local. Ao final, 25 mil pessoas pisaram na lama de um quase aut\u00eantico Woodstook brasileiro (ainda bem que n\u00e3o choveu!!!). Tirando as imensas filas para se comprar comida e os estacionamentos distantes, o Claro Que \u00e9 Rock se mostrou um bom grande festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas pessoas reclamaram do som (\u00f3timo), outras do local do festival (quem sabe preferiam a &#8220;limpeza&#8221; de um Credicard Hall). Por\u00e9m, vamos ao que interessa: m\u00fasica. &#8220;N\u00f3s somos o Suicidal Tendencies&#8221;, disse Mike Patton ao tomar o microfone com sua banda, Fantomas. A rigor, como diz um amigo, o Fantomas deve ser muuuito bom, ou ent\u00e3o muuuito ruim. Eu fico com a segunda hip\u00f3tese. Um crossover inaud\u00edvel dos piores clich\u00eas de punk e metal aliados a barulhinhos eletr\u00f4nicos. Uma brincadeira sem gra\u00e7a. Funciona como desconstru\u00e7\u00e3o e at\u00e9 tem seu valor est\u00e9tico em um festival de massa, um local em que a maioria do p\u00fablico ref\u00e9m de MTV vai ver bandas certinhas como o Good Charlotte, e d\u00e1 de cara com uma apresenta\u00e7\u00e3o totalmente surreal insana, mas \u00e9 o tipo de coisa que enche o saco ap\u00f3s dez minutos. Mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o Flaming Lips prometeu mundos e fundos ao p\u00fablico. &#8220;Voc\u00eas v\u00e3o ver o show mais foda de suas vidas&#8221;, disse Wayne Coyne. N\u00e3o foi, mas com certeza foi o mais divertido e um dos melhores de todo o festival com os Lips levando seu mundo de Disneyl\u00e2ndia para o palco. Uma dezena de bichinhos estilo Parmalat, confetes, bolha de pl\u00e1stico, guitarrista vestido de Papai Noel, baixista vestido de Caveira, uma loucura. Visualmente era imposs\u00edvel n\u00e3o ser conquistado pelo mundo fantasioso de Coyne, que ainda brindou o p\u00fablico com seus \u00f3timos v\u00eddeos feitos de pr\u00f3prio punho no tel\u00e3o (e que acabam de ganhar edi\u00e7\u00e3o nacional via DVD: &#8220;Void 1992-2005 Video Overview In Decelebration&#8221;). Se um show de rock \u00e9 divers\u00e3o e entretenimento, a apresenta\u00e7\u00e3o do Flaming Lips foi perfeita, apesar do quesito m\u00fasica ficar em segundo plano, e o vocalista ter um fiozinho de voz que sumia a todo o momento. Mesmo assim, cl\u00e1ssicos como &#8220;She Don&#8217;t Use Jelly&#8221;, &#8220;Race For Prize&#8221;, &#8220;Fight Test&#8221;, &#8220;Do You Realize?&#8221; e a sensacional &#8220;Yoshimi Battles The Pink Robbots&#8221; fizeram a festa do p\u00fablico, que ainda pode participar de um imenso karaok\u00ea na boa cover de &#8220;Bohemian Rhapsody&#8221;, do Queen, e ainda viu Coyne sacanear George W. Bush numa cover da poderosa &#8220;War Pigs&#8221;, do Black Sabbath, que encerrou a festa provando que mesmo no mundo da fantasia \u00e9 poss\u00edvel ser pol\u00edtico e oportuno. Simplesmente sensacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iggy &amp; The Stooges subiram no palco A do evento dispostos a sacanear o p\u00fablico. O som, alt\u00edssimo, impediu que o coro de 20 mil pessoas cantando &#8220;Now I wanna be your dog&#8221; sobrepusesse a excel\u00eancia de barulho que saia das caixas de som. No repert\u00f3rio, quase todas as p\u00e9rolas dos dois primeiros \u00e1lbuns cl\u00e1ssicos dos Stooges (&#8220;The Stooges&#8221;, de 1969, e &#8220;Fun House&#8221;, de 1970) se alternavam para a alegria e loucura dos f\u00e3s. No palco, os irm\u00e3os Ron (guitarra) e Scott Asheton (bateria) contavam com a presen\u00e7a hist\u00f3rica do baixista Mike Watt, lenda do rock norte-americano. E \u00e0 frente de tudo isso o insano, dem\u00f4nio, maluco e carism\u00e1tico Iggy Pop, que aos 58 anos se entregou de corpo e alma para o p\u00fablico brasileiro. Vestindo uma cal\u00e7a nacional modelo feminino de menos de 10 d\u00f3lares, Iggy passou todo o show se contorcendo, simulando sexo com caixas de som, e incentivando o p\u00fablico a invadir o palco. Cantou &#8220;No Fun&#8221; entre mais de quinze pessoas, que ora tomavam o microfone de sua m\u00e3o, ora o abra\u00e7avam, ora levavam a m\u00e3o ao rosto sem saber se acreditavam que estavam ao lado de uma lenda. Ao final, n\u00e3o quis deixar com que os invasores deixassem o palco, reclamou da ilumina\u00e7\u00e3o (&#8220;N\u00e3o quero saber se voc\u00eas s\u00e3o da televis\u00e3o ou do governo, acendam as luzes&#8221;, ordenou) e mostrou que efeitos e ilumina\u00e7\u00e3o s\u00e3o dispens\u00e1veis se voc\u00ea tem carisma, um bom repert\u00f3rio e \u00e9 um cara foda\u00e7o. Cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a lembran\u00e7a do show arrasador que a banda fez no Free Jazz alguns anos atr\u00e1s, o Sonic Youth era a certeza de uma apresenta\u00e7\u00e3o apote\u00f3tica. Grande engano. A rigor, existem dois Sonic Youth desde sempre. Um legal pra caralho (de hits como &#8220;100%&#8221;, &#8220;Teenage Riot&#8221;, &#8220;SugarKane&#8221; e do show no Brasil em 2001) e outro chato demais (de inaud\u00edveis \u00e1lbuns paralelos como &#8220;Anagrama&#8221;, &#8220;Goodbye 20th Century&#8221; e &#8220;Slaapkamers Met Slagroom&#8221;). O que se apresentou no Claro Que \u00e9 Rock trazia o clima charmoso do Sonic Youth cool soterrado pela execu\u00e7\u00e3o e a paix\u00e3o pela microfonia do Sonic Youth chato. Em uma palavra, o show foi tedioso. Boa parte da culpa pelo t\u00e9dio pode ser jogada sobre o repert\u00f3rio, com cinco longas can\u00e7\u00f5es do fraqu\u00edssimo &#8220;Sonic Nurse&#8221;, \u00e1lbum mais recente de est\u00fadio da banda, que fecha a trilogia Nova York iniciada com os bons &#8220;NYC Ghosts &amp; Flowers&#8221; (2000) e &#8220;Murray Street&#8221; (2002). Por\u00e9m, mesmo can\u00e7\u00f5es incendiarias como &#8220;Schizofrenia&#8221; e &#8220;Bull on the Heather&#8221; soaram p\u00e1lidas e desconfort\u00e1veis. Ao fim, a banda definiu a apresenta\u00e7\u00e3o com uma exaustiva e terrivelmente chata onda de microfonia que durou longos dois minutos e meio. Acredite: o Sonic Youth \u00e9 muito foda no palco, mas n\u00e3o esse Sonic Youth.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o banho de \u00e1gua fria que foi a apresenta\u00e7\u00e3o do casal Thurston Moore\/Kim Gordon, o Nine Inch Nails se revelou uma expurga\u00e7\u00e3o de dem\u00f4nios. Em seu livro &#8220;Barulho&#8221;, o jornalista Andr\u00e9 Barciski comentava sobre um show do Nirvana que havia visto em Seattle, 1993: &#8220;Finalmente entendi o que um amigo me falou sobre um show do Ministry. <em>&#8216;Foi a coisa mais violenta que eu j\u00e1 vi&#8217;. Eu n\u00e3o entendia ou n\u00e3o acreditava. Agora sim deu para pegar o esp\u00edrito da coisa. A viol\u00eancia em quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aquela coisa escrota a que estamos acostumados, com imbecis armados de machadinhas querendo matar algu\u00e9m. Ningu\u00e9m sai machucado de um show do Nirvana, mas purificado. O Nirvana solta os bichos que existem em voc\u00ea&#8221;<\/em>. E \u00e9 mais ou menos isso que se pode dizer de uma apresenta\u00e7\u00e3o do Nine Inch Nails. Uma avalanche de bateria eletr\u00f4nica misturada a porradas humanas, baixo seq\u00fcenciado, guitarras poderosas, um jogo de luzes de palco absurdo e por cima de tudo isso o vocal insano do maluco de carteirinha Trent Reznor. Enquanto uns 700 gatos pingados urravam a cada nova m\u00fasica, uns outros 12 mil achavam que estavam em uma rave. Na boa, as letras surreais do g\u00eanio Trent Reznor esperam os \u00faltimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No repert\u00f3rio do Nine Inch Nails, pouca concess\u00e3o ao material novo, do bom (mas levezinho) &#8220;With Teeth&#8221; (2005), representado pela faixa t\u00edtulo e pelas boas &#8220;The Line Begins to Blur&#8221;, &#8220;The Hand That Feeds&#8221; e &#8220;Only&#8221;. De resto, Trent resgatou porradas de seus primeiros \u00e1lbuns como &#8220;Sin&#8221;, &#8220;Head Like a Hole&#8221; e &#8220;Terrible Lie&#8221; (&#8220;Pretty Hate Machine&#8221;, 1989), &#8220;March of the Pigs&#8221;, &#8220;Closer&#8221; e a foda\u00e7a &#8220;Hurt&#8221; apenas em voz e piano (&#8220;Downward Spiral&#8221;, 1994), e praticamente ignorou o constantemente detonado \u00e1lbum duplo &#8220;The Fragile&#8221; (1999), mixando &#8220;The Frail&#8221; com &#8220;The Wretched&#8221;. No geral, a apresenta\u00e7\u00e3o foi monstruosa, um tiquinho &#8220;poseur&#8221; (com instrumentos e pedestais constantemente jogados de um lado para o outro do palco) e teve, como \u00fanico ponto negativo, o avan\u00e7ado da hora. Por mais que a porrada estivesse saindo clara e alta pelas caixas de som, nem todo o p\u00fablico tinha pique para pular ensandecidamente \u00e0quela altura da madrugada. No entanto, quem questionava o NIN como headliner do festival teve motivos de sobra para entender a escolha ap\u00f3s um show memor\u00e1vel. E o que foi &#8220;Hurt&#8221;? S\u00f3 faltou Johnny Cash baixar no palco&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No saldo final, o Claro Que \u00e9 Rock conseguiu apagar o quase fiasco das apresenta\u00e7\u00f5es do Placebo no primeiro semestre, primou (em S\u00e3o Paulo) por uma boa organiza\u00e7\u00e3o no geral para um festival deste porte, e esbarrou em qualidade de shows com o Curitiba Rock Festival, com Stooges, NIN e Flaming Lips fazendo shows \u00e0 altura de Weezer e Mercury Rev. S\u00f3 precisa, para 2006, destacar melhor as bandas nacionais&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nGqVBec7UN8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nGqVBec7UN8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ynF34VMRZFU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ynF34VMRZFU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kj4n-i7-rHg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kj4n-i7-rHg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XDdRP-1jYvc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XDdRP-1jYvc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/T7_hOKLShM0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/T7_hOKLShM0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa V\u00e1rias verdades puderam ser conferidas ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o do badalado festival Claro Que \u00e9 Rock, no \u00faltimo fim de semana, \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/30\/festival-claro-que-e-rock-2005\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29639"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29639\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29642,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29639\/revisions\/29642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}