{"id":29579,"date":"2015-03-09T11:04:55","date_gmt":"2015-03-09T14:04:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=29579"},"modified":"2016-09-01T01:41:18","modified_gmt":"2016-09-01T04:41:18","slug":"discografia-comentada-cassia-eller","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/09\/discografia-comentada-cassia-eller\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: C\u00e1ssia Eller"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29592\" title=\"cassia13\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia13.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia13.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia13-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia13-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual \u00e9 a primeira imagem que vem \u00e0 sua cabe\u00e7a quando se fala em C\u00e1ssia Eller? A mulher que mostra os peitos para 100 mil espectadores cantando \u201cSmells Like Teen Spirit\u201d no Rock in Rio? A garotinha esperando o \u00f4nibus da escola de \u201cMalandragem\u201d? A artista de apliques em um quarto de hotel chique no clipe de \u201cO Segundo Sol\u201d? Ou a crooner de voz suave e interpreta\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica de \u201cNon Je Ne Regrette Rien\u201d em seu Ac\u00fastico MTV?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dona de voz e personalidade \u00edmpares, C\u00e1ssia Eller \u00e9 comumente inclu\u00edda por muita gente no grupo das principais cantoras da m\u00fasica brasileira das \u00faltimas d\u00e9cadas. Sua morte, por um infarto do mioc\u00e1rdio, em dezembro de 2001, frustrou o que poderia ter sido a coroa\u00e7\u00e3o de uma carreira interessante, cheia de sucessos, mas marcada por discos irregulares, grande sucessos radiof\u00f4nicos e muitas p\u00e9rolas escondidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel dividir a carreira de C\u00e1ssia Eller em quatro duplas de discos: a fase Vanguarda Paulista (\u201cCassia Eller\u201d e \u201cO Marginal\u201d), a primeira guinada pop (\u201cC\u00e1ssia Eller\u201d e \u201cViol\u00f5es\u201d), o tributo a Cazuza (os dois \u201cVeneno\u201d) e o sucesso sob a batuta de Nando Reis. Em todas elas \u00e9 poss\u00edvel notar o ecletismo da cantora, sua fixa\u00e7\u00e3o por algumas figuras tradicionais do rock (Beatles, Cazuza e Legi\u00e3o Urbana, especialmente). Outra quest\u00e3o interessante \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o de faixas: muitas de suas m\u00fasicas aparecem tr\u00eas vezes na discografia (caso de \u201cMalandragem\u201d, \u201cE.C.T.\u201d, \u201cPor Enquanto\u201d, \u201cN\u00f3s\u201d ou \u201c1\u00ba de Julho\u201d), em vers\u00f5es que costumam n\u00e3o diferir muito \u2013 um desperd\u00edcio, talvez?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de comentar os discos de est\u00fadio, incluem-se aqui os discos ao vivo que C\u00e1ssia lan\u00e7ou em vida, por dois motivos: sua frequ\u00eancia (s\u00e3o tr\u00eas em 11 anos de carreira discogr\u00e1fica) e por sua import\u00e2ncia. Em diversos momentos do document\u00e1rio \u201cC\u00e1ssia Eller\u201d (2015), de Paulo Henrique Fontenelle, fica clara a no\u00e7\u00e3o de que a cantora era um animal de palco, pouco afeita a seus trabalhos em est\u00fadio. Al\u00e9m disso, os coment\u00e1rios a seguir tamb\u00e9m incluem o registro p\u00f3stumo \u201cDez de Dezembro\u201d, grava\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas postumamente (como o grande show do \u201cRock in Rio 3\u201d), raridades, a biografia \u201cApenas Uma Garotinha\u201d, lan\u00e7ada em 2005 pela editora Planeta, e o document\u00e1rio \u201cC\u00e1ssia Eller\u201d, de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final de tudo, a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de definir a cantora em uma descri\u00e7\u00e3o precisa (\u201cfera, bicho, anjo, mulher, m\u00e3e, filha, irm\u00e3, menina, Deus, deusa\u201d, como fez Renato Russo), mas sim ajudar um ne\u00f3fito a explorar sua discografia, buscando p\u00e9rolas perdidas ou revisitando as can\u00e7\u00f5es que ningu\u00e9m diz aguentar mais ouvir (mas ainda canta junto nas rodinhas de viol\u00e3o). Com voc\u00eas, C\u00e1ssia Eller.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29580 aligncenter\" title=\"cassia1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia1.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia1-298x300.jpg 298w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cassia Eller (1990)<\/strong><br \/>\nDepois de anos cantando em barzinhos e teatros de Bras\u00edlia, C\u00e1ssia Eller chegou a S\u00e3o Paulo no final dos anos 1980 como uma ilustre desconhecida. Foi s\u00f3 quando uma fita demo sua bancada por um tio empres\u00e1rio caiu na m\u00e3o do produtor Mayrton Bahia (respons\u00e1vel pelos principais discos da Legi\u00e3o Urbana), diretor art\u00edstico da Universal Music, que a sorte mudou e ela foi chamada para testes na Polygram. Lan\u00e7ado em 1990, o primeiro \u00e1lbum da cantora (sem acento no t\u00edtulo) j\u00e1 exibe seu ecletismo caracter\u00edstico, embora seja pouco palat\u00e1vel. \u00c9 f\u00e1cil perceber o talento vocal de C\u00e1ssia em faixas como a regrava\u00e7\u00e3o esperta de &#8220;Tutti Frutti&#8221;, do repert\u00f3rio de Little Richard, ou a releitura bem-humorada de &#8220;Rubens&#8221;, do Prem\u00ea. No entanto, o repert\u00f3rio pouco pop (h\u00e1 v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es da Vanguarda Paulistana, incluindo &#8220;J\u00e1 Deu Pra Sentir&#8221;, de Itamar Assump\u00e7\u00e3o, e &#8220;O Dedo de Deus&#8221;, de Arrigo Barnab\u00e9) e os arranjos com muitos sintetizadores, guitarras ardentes e alguma aproxima\u00e7\u00e3o com o jazz acabam atrapalhando o trabalho (para entender, ou\u00e7a a vers\u00e3o quase reggae para &#8220;Eleanor Rigby&#8221;, dos Beatles). N\u00e3o s\u00f3 por isso (mas tamb\u00e9m), o destaque de \u201cCassia Eller\u201d fica com &#8220;Por Enquanto&#8221;, da Legi\u00e3o Urbana, com introdu\u00e7\u00e3o de &#8220;I&#8217;ve Got a Feeling&#8221;. Enquanto quase todo o disco tem arranjos el\u00e9tricos, &#8220;Por Enquanto&#8221; se sobressai por sua veia ac\u00fastica: nas grava\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, C\u00e1ssia tentou v\u00e1rias vezes repetir a performance da fita demo, sem \u00eaxito. A vers\u00e3o que acabou sendo lan\u00e7ada (e agradou ao exigente Renato Russo) acabou sendo a \u201coriginal\u201d, dando \u00e0 cantora seu primeiro sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<br \/>\nOu\u00e7a: &#8220;Rubens&#8221;, &#8220;Por Enquanto&#8221;, &#8220;N\u00e3o Sei O Que Quero da Vida&#8221;, &#8220;Tutti Frutti&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29581 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"cassia2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"446\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Marginal (1992)<\/strong><br \/>\nGestado durante a fase \u201chippie\u201d de C\u00e1ssia Eller, quando a cantora, sua banda e seu empres\u00e1rio se mudaram para uma ch\u00e1cara no Rio de Janeiro ao melhor estilo Novos Baianos, \u201cO Marginal\u201d foi um dos primeiros discos brasileiros a serem lan\u00e7ados simultaneamente em LP e CD, como uma aposta da gravadora Universal \u2013 a bem produzida capa tamb\u00e9m \u00e9 outro sinal disso. O conte\u00fado, no entanto, n\u00e3o justificava a brincadeira, sendo o disco menos acess\u00edvel da cantora. Apesar de ser criado no Rio, \u201cO Marginal\u201d intensifica a rela\u00e7\u00e3o de Eller com o grupo da Vanguarda Paulistana, com novas releituras de Arrigo Barnab\u00e9 (\u201cTeu Bem\u201d), Itamar Assump\u00e7\u00e3o (\u201cSonhei Que Viajava Com Voc\u00ea\u201d) e M\u00e1rio Manga (\u201cAquele Grand\u00e3o\u201d), al\u00e9m de parcerias com Luiz Pinheiro (\u201cEles\u201d e a faixa-t\u00edtulo, tamb\u00e9m com participa\u00e7\u00e3o de Hermelino Neder). Fora da cena paulista, C\u00e1ssia tamb\u00e9m grava Luiz Melodia (\u201cSensa\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cAmn\u00e9sia\u201d), Beto Guedes (\u201cCaso Voc\u00ea Queira Saber\u201d) e uma raridade de Rita Lee, \u201cBobagem\u201d, mas sua expressividade esbarra no repert\u00f3rio \u201cdif\u00edcil\u201d do disco. Os melhores momentos do \u00e1lbum acabam sendo as duas covers de Jimi Hendrix, que fecham a conta do trabalho: \u201cIf Six Was Nine\u201d e \u201cHear My Train a Coming\u201d, em vigorosas interpreta\u00e7\u00f5es. Vinte anos depois, \u201cO Marginal\u201d passou para a hist\u00f3ria como o trabalho menos vendido de C\u00e1ssia, al\u00e9m de ajudar a refor\u00e7ar sua imagem como \u201croqueira\u201d (e como j\u00e1 dizia Rita Lee, roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido\u2026 ou marginal).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cIf Six Was Nine\u201d e \u201cHear My Train a Coming\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29582 aligncenter\" title=\"cassia3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C\u00e1ssia Eller (1994)<\/strong><br \/>\n\u00daltimo fruto do primeiro contrato de C\u00e1ssia Eller com a Universal, o disco de 1994 foi feito em condi\u00e7\u00f5es bastante diferentes dos trabalhos anteriores. A come\u00e7ar pelo fato de que, em 1993, a artista deu a luz a Chic\u00e3o, seu primeiro e \u00fanico filho. Sem dinheiro e sem plano de sa\u00fade, o parto do menino foi pago pela gravadora e coube \u00e0 cantora, por gratid\u00e3o, acolher as interfer\u00eancias da Universal ap\u00f3s dois \u00e1lbuns de baixas vendas e apenas um sucesso. Al\u00e9m de indicar um produtor tarimbado (Guto Gra\u00e7a Mello) e coloc\u00e1-la em um bom est\u00fadio (o Nas Nuvens, do Rio de Janeiro), a Universal ainda sugeriu duas can\u00e7\u00f5es ao projeto: \u201cPartners\u201d, um lado-B do RPM, e \u201cTry a Little Tenderness\u201d, de Otis Redding \u2013 em ambas, C\u00e1ssia comete grandes interpreta\u00e7\u00f5es, com destaque ainda para o solo de guitarra de Wander Taffo na primeira. Outra (boa) novidade \u00e9 a abertura da cantora a um repert\u00f3rio mais acess\u00edvel: h\u00e1 samba (\u201cNa Cad\u00eancia do Samba\u201d, de Ataulfo Alves), bai\u00e3o (\u201cCoron\u00e9 Ant\u00f4nio Bento\u201d, de Luiz Wanderlei e Jo\u00e3o do Vale, famosa na voz de Tim Maia) e standards do rock nacional (\u201cM\u00fasica Urbana 2&#8243;, da Legi\u00e3o; \u201cLanterna dos Afogados\u201d, dos Paralamas; \u201cMetr\u00f4 Linha 743\u201d, de Raul Seixas), em interpreta\u00e7\u00f5es corretas, por\u00e9m \u00e0s vezes prejudicadas (mais uma vez) por muitos sintetizadores. Seriam tr\u00eas can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, por\u00e9m, que fariam o disco ser o primeiro da artista a bater a marca das 100 mil c\u00f3pias vendidas: \u201c1\u00ba de Julho\u201d, feita especialmente por Renato Russo ap\u00f3s o nascimento de Chic\u00e3o; \u201cE.C.T.\u201d, uma parceria do trio Nando Reis \/ Carlinhos Brown \/ Marisa Monte; e uma faixa pin\u00e7ada do ba\u00fa de Cazuza que acabaria se tornando a mais popular representa\u00e7\u00e3o da personalidade de C\u00e1ssia Eller: \u201cMalandragem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<br \/>\nOu\u00e7a: \u201c1\u00ba de Julho\u201d, \u201cPartners\u201d, \u201cTry a Little Tenderness\u201d, \u201cCoron\u00e9 Ant\u00f4nio Bento\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29583 aligncenter\" title=\"cassia4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C\u00e1ssia Eller Ao Vivo (1996)<\/strong><br \/>\nApesar de ser um animal de palco (a cantora odiava, por exemplo, ouvir seus discos de est\u00fadio), C\u00e1ssia Eller foi sempre afeita a grandes p\u00fablicos. Mesmo com o sucesso de \u201cMalandragem\u201d, a cantora resolveu investir em uma turn\u00ea minimalista \u2013 ao menos, em produ\u00e7\u00e3o. Chamada informalmente de \u201cViol\u00f5es\u201d, a tour consistia apenas em C\u00e1ssia e os violonistas Walter Villa\u00e7a e Luciano Maur\u00edcio executando arranjos ac\u00fasticos, mas n\u00e3o por isso menos potentes. No repert\u00f3rio, ligeiras modifica\u00e7\u00f5es: para substituir \u201cPartners\u201d, Eller buscou uma in\u00e9dita de Nando Reis, \u201cNenhum Roberto\u201d, fortalecendo a rela\u00e7\u00e3o que, anos mais tarde, mudaria sua carreira. C\u00e1ssia ainda incorporou covers de Caetano (\u201cEu Sou Neguinha?\u201d), Bar\u00e3o Vermelho (\u201cN\u00e3o Amo Ningu\u00e9m\u201d) e uma bela can\u00e7\u00e3o flamenca de Ti\u00e3o Carvalho, \u201cN\u00f3s\u201d. As novas m\u00fasicas ajudaram na variedade do setlist da turn\u00ea, que era baseada firmemente em \u201cC\u00e1ssia Eller\u201d, de 1994 &#8211; dos dois primeiros discos, apenas \u201cPor Enquanto\u201d entrou. Pesa ainda o fator de que, junto a Walter e Luciano, C\u00e1ssia conseguiu criar arranjos mais vigorosos para as m\u00fasicas do \u00e1lbum, com destaque para \u201cMetr\u00f4 Linha 743\u201d e \u201cCoron\u00e9 Ant\u00f4nio Bento\u201d. O show do disco acabaria virando o disco do show em 1996, vendendo mais de 100 mil c\u00f3pias. Para os ne\u00f3fitos na obra da cantora, \u201cViol\u00f5es\u201d \u00e9 um \u00f3timo resumo de sua primeira fase, e, em sua simplicidade, acaba sendo o melhor registro ao vivo de sua carreira. (Em 2010, o trabalho tamb\u00e9m viraria DVD, baseado em show gravado pela TV Cultura em 1996, com direito a extras de entrevistas e apresenta\u00e7\u00f5es de C\u00e1ssia na emissora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cEu Sou Neguinha?\u201d, \u201cNenhum Roberto\u201d, \u201cN\u00f3s\u201d, \u201cPor Enquanto\u201d, \u201cMetr\u00f4 Linha 743\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29584 aligncenter\" title=\"cassia5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veneno Antimonotonia (1997)<\/strong><br \/>\nDepois do sucesso comercial dos dois \u00faltimos discos, que ultrapassaram a marca de 100 mil c\u00f3pias vendidas, C\u00e1ssia tinha tudo para se firmar no cen\u00e1rio nacional. Para confirmar isso, a Polygram arregimentou o veterano Waly Salom\u00e3o para ser o produtor de seu novo trabalho. A princ\u00edpio, era ideia mesclar can\u00e7\u00f5es antigas com novidades, buscando refrescar o repert\u00f3rio da cantora. A dupla, no entanto, acabou surgindo com outra proposta: fazer um tributo \u2013 sem data comemorativa espec\u00edfica \u2013 a Cazuza, como se retribuindo o favor que foi \u201cMalandragem\u201d. Com a ben\u00e7\u00e3o de Lucinha Ara\u00fajo, que havia lan\u00e7ado naquele ano a vers\u00e3o da hist\u00f3ria de seu filho, o disco \u00e9, na vis\u00e3o da pr\u00f3pria C\u00e1ssia, \u201cas 14 mais\u201d do ex-vocalista do Bar\u00e3o Vermelho, em uma divis\u00e3o bem cuidada entre a trajet\u00f3ria do cantor em sua primeira banda e em carreira solo. A escolha do repert\u00f3rio \u00e9 correta, dividindo-se entre hits de Cazuza e alguns lados-B, mas o resultado acaba sendo aqu\u00e9m do esperado. Em can\u00e7\u00f5es consagradas, C\u00e1ssia sofre pela compara\u00e7\u00e3o (a vers\u00e3o de \u201cBrasil\u201d \u00e9 opaca perto da de Gal Costa, \u201cBete Balan\u00e7o\u201d e \u201cPro Dia Nascer Feliz\u201d n\u00e3o fazem sombra \u00e0s originais do Bar\u00e3o Vermelho, embora a leitura de \u201cTodo Amor Que Houver Nessa Vida\u201d seja um dos destaques do trabalho). Nos lados-B, o disco melhora consideravelmente, na revela\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es como \u201cMal Nenhum\u201d (parceria de Cazuza com Lob\u00e3o), \u201cBilly Neg\u00e3o\u201d ou \u201cObrigado (Por Ter Se Mandado)\u201d. Apesar de boas vendas (120 mil c\u00f3pias em um ano), \u201cVeneno\u201d n\u00e3o foi o salto que todo mundo esperava. Mas ele viria, logo em breve\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cBilly Neg\u00e3o\u201d, \u201cTodo Amor Que Houver Nessa Vida\u201d, \u201cObrigado\u201d, \u201cMal Nenhum\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29585 aligncenter\" title=\"cassia6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia6.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia6.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia6-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia6-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veneno Vivo, 1998<\/strong><br \/>\nSe \u201cVeneno Antimonotonia\u201d n\u00e3o era suficiente para homenagear Cazuza, C\u00e1ssia quis mais. \u201cVeneno Vivo\u201d registra a turn\u00ea do \u00e1lbum-tributo, que tamb\u00e9m contou com dire\u00e7\u00e3o de Waly Salom\u00e3o. O compositor de \u201cVapor Barato\u201d fez com que, pela primeira vez, a artista n\u00e3o apenas cantasse, mas seguisse marca\u00e7\u00f5es de palco e recitasse versos (at\u00e9 a ora\u00e7\u00e3o a Ave Maria foi inclu\u00edda no meio). Felizmente, a escolha do repert\u00f3rio privilegia os melhores momentos de \u201cAntimonotonia\u201d, com destaque para a vers\u00e3o en\u00e9rgica de \u201cObrigado\u201d ou o balan\u00e7o de \u201cBilly Neg\u00e3o\u201d, superiores \u00e0s vers\u00f5es de est\u00fadio. Outras inclus\u00f5es tamb\u00e9m chamam a aten\u00e7\u00e3o: a releitura da flamenca \u201cN\u00f3s\u201d, em dobradinha com \u201cMis Penas Lloraba Yo\u201d; a esperta apropria\u00e7\u00e3o de \u201cTodas as Mulheres do Mundo\u201d, de Rita Lee; e a curiosa homenagem \u201cEu Queria Ser C\u00e1ssia Eller\u201d, de P\u00e9ricles Cavalcanti. Seja como for, o resultado do disco \u00e9 misto: as regrava\u00e7\u00f5es de \u201cVida Bandida\u201d e \u201cFarrapo Humano\u201d, por exemplo, n\u00e3o adicionam nada \u00e0s originais de Lob\u00e3o e Luiz Melodia, o que tamb\u00e9m vale para a j\u00e1 desgastada \u201cGera\u00e7\u00e3o Coca Cola\u201d, da Legi\u00e3o Urbana, em arranjo claramente inspirado pelo hardcore. A f\u00faria de \u201cVeneno Vivo\u201d acabaria afugentando os f\u00e3s da leveza dos \u00e1lbuns de 1994 e 1996, vendendo apenas cerca de 50 mil unidades. Ainda assim, \u201cVeneno Vivo\u201d \u00e9 um disco importante: a dire\u00e7\u00e3o musical de Waly daria \u00e0 cantora cancha para seus dois trabalhos seguintes, e serve como uma boa \u201cdespedida de solteiro\u201d antes de um feliz casamento. A partir de agora, o mundo de C\u00e1ssia ficaria completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5,5<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cTodas as Mulheres do Mundo\u201d, \u201cObrigado\u201d, \u201cBilly Neg\u00e3o\u201d, \u201cN\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29586\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"cassia7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia7.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"443\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia7.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia7-300x295.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com Voc\u00ea, Meu Mundo Ficaria Completo (1999)<\/strong><br \/>\nA pecha de \u201croqueira intransigente\u201d sempre acompanhou C\u00e1ssia Eller. Pelo menos, at\u00e9 o dia em que Chic\u00e3o, na \u00e9poca com cinco anos de idade, disse para a m\u00e3e que ela n\u00e3o cantava. \u201cVoc\u00ea berra. Quem canta mesmo \u00e9 a Marisa Monte\u201d, teria dito o menino, f\u00e3 da cantora de \u201cBeija Eu\u201d. Acostumada a n\u00e3o seguir conselhos ou orienta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, C\u00e1ssia percebeu ali que precisava mudar o rumo de sua carreira. Foi quando seu rumo se cruzou de novo com o de Nando Reis: compondo muito na \u00e9poca da turn\u00ea do Ac\u00fastico dos Tit\u00e3s (1997), o compositor buscava abrir caminho para can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se encaixavam bem de sua banda. Ao reencontrar C\u00e1ssia via amigos em comum, encontrou uma voz \u2013 e acabou sendo convidado para produzir seu novo disco, junto com o m\u00fasico Luiz Brasil. Al\u00e9m de ceder quatro can\u00e7\u00f5es (o sucesso \u201cO Segundo Sol\u201d, que viraria o mundo da cantora de cabe\u00e7a para baixo, a bela balada \u201cAs Coisas T\u00e3o Mais Lindas\u201d, a empolgante \u201cInfernal\u201d e a faixa-t\u00edtulo), Reis ainda ajustou C\u00e1ssia com uma boa banda e azeitou os arranjos, com forte presen\u00e7a de percuss\u00e3o, eventuais sopros e uma \u00f3tima cozinha. Al\u00e9m disso, o cantor fez uma tour pelo ba\u00fa dos amigos para, pela primeira vez, fazer C\u00e1ssia Eller gravar um disco quase inteiro de in\u00e9ditas. Marisa Monte cedeu duas can\u00e7\u00f5es (o futuro hit \u201cPalavras ao Vento\u201d e \u201cUm Branco, Um Xis, Um Zero\u201d, com Pepeu Gomes e Arnaldo Antunes), enquanto Carlinhos Brown apareceu com \u201cMapa do Meu Nada\u201d. F\u00e3 de C\u00e1ssia, Caetano Veloso criou a arrojada \u201cGatas Extraordin\u00e1rias\u201d, \u00e0 moda das can\u00e7\u00f5es que fez para Gal nos anos 1970. At\u00e9 no visual a mudan\u00e7a \u00e9 percept\u00edvel, com destaque para a capa rom\u00e2ntica, em que C\u00e1ssia aparece de apliques, camiseta e calcinha. O resultado \u00e9 um gola\u00e7o: al\u00e9m do sucesso comercial, \u201cCom Voc\u00ea\u2026\u201d abriria portas para a cantora, sendo hoje um dos melhores discos de int\u00e9rprete da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cGatas Extraordin\u00e1rias\u201d, \u201cPalavras ao Vento\u201d, \u201cMapa do Meu Nada\u201d, \u201cO Segundo Sol\u201d, \u201cAs Coisas T\u00e3o Mais Lindas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29587 aligncenter\" title=\"cassia8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia8.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia8.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia8-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia8-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ac\u00fastico MTV (2001)<\/strong><br \/>\nUm dos principais projetos da MTV gringa \u2013 e importado para o Brasil \u2013 o Ac\u00fastico MTV vivia em 2000 uma fase de desgaste: depois de resgatar a carreira de \u00edcones do rock nacional (Tit\u00e3s, Rita Lee, Capital Inicial) em um formato de falsa colet\u00e2nea, o projeto havia recebido at\u00e9 mesmo artistas fora do padr\u00e3o da emissora, como Art Popular. Ainda assim, a exig\u00eancia era de aceitar apenas nomes de grandes vendagens, o que n\u00e3o era o caso de C\u00e1ssia Eller na \u00e9poca. Apesar de terem uma imagem parecida, a rela\u00e7\u00e3o entre o canal de TV e a artista tamb\u00e9m n\u00e3o era pr\u00f3xima. Mesmo assim, isso n\u00e3o foi empecilho para que Anna Butler, diretora art\u00edstica do canal, bancasse um projeto com C\u00e1ssia, ap\u00f3s o sucesso de &#8220;O Segundo Sol&#8221;. A aposta acabou se revelando certeira: novamente com produ\u00e7\u00e3o de Nando Reis e Luiz Brasil, o disco re\u00fane n\u00e3o s\u00f3 os maiores sucessos da cantora como ainda expande seus horizontes de ~ecletismo~. Logo na primeira faixa, uma surpresa: quem esperava um berro encontrou uma regrava\u00e7\u00e3o de Edith Piaf (&#8220;Non, Je Ne Regrette Rien&#8221;), com C\u00e1ssia Eller em meio a rosas e cantando como nunca (resultado de tr\u00eas semanas de ensaios e isolamento com a banda em Teres\u00f3polis, no Rio). Al\u00e9m de revisitar seus cl\u00e1ssicos (&#8220;N\u00f3s&#8221;, &#8220;Malandragem&#8221;, &#8220;Por Enquanto&#8221;, &#8220;O Segundo Sol&#8221;), a cantora ainda exibe sambas (&#8220;V\u00e1 Morar Com O Diabo&#8221;, de Riach\u00e3o, e &#8220;Partido Alto&#8221;, de Chico Buarque), mostra mais duas boas baladas de Nando Reis (&#8220;Luz dos Olhos&#8221; e &#8220;Relic\u00e1rio&#8221;, com participa\u00e7\u00e3o do compositor) e traz os amigos da Na\u00e7\u00e3o Zumbi para o balan\u00e7o em &#8220;Quando a Mar\u00e9 Encher&#8221; e &#8220;De Esquina&#8221;, de \u2013 e com \u2013 o rapper paulistano Xis. Com direito a vendagem de mais de um milh\u00e3o de c\u00f3pias, o disco acabaria trazendo a C\u00e1ssia o sucesso popular que nunca teve, fazendo-a emendar mais de cem apresenta\u00e7\u00f5es em sete meses. No final de 2001, quando finalmente iria descansar para come\u00e7ar a pensar em um novo disco, a cantora acabaria morrendo dias antes do Ano Novo, v\u00edtima de um infarto do mioc\u00e1rdio. O Ac\u00fastico MTV acabaria sendo seu \u00faltimo disco, encerrando uma carreira interrompida no auge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cRelic\u00e1rio\u201d, \u201cPartido Alto\u201d, \u201cNon, Je Ne Regrette Rien\u201d, \u201cDe Esquina\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29588 aligncenter\" title=\"cassia9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia9.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dez de Dezembro (2002)<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o Ac\u00fastico, a inten\u00e7\u00e3o de C\u00e1ssia Eller era se firmar como grande int\u00e9rprete da m\u00fasica brasileira, seguindo a linha exibida em \u201cCom Voc\u00ea\u2026\u201d. Reportagens da \u00e9poca d\u00e3o conta de que, em seu pr\u00f3ximo disco de in\u00e9ditas, a cantora gravaria in\u00e9ditas de Lenine, Djavan e Chico Buarque. Acabou n\u00e3o acontecendo \u2013 e n\u00e3o h\u00e1 registros dessas faixas. Lan\u00e7ado em 2002, por\u00e9m, &#8220;Dez de Dezembro&#8221; (refer\u00eancia \u00e0 data de nascimento de C\u00e1ssia) acaba servindo como uma amostra do que poderia vir a seguir. Organizado por Ronaldo Villas e Nando Reis, o disco re\u00fane sobras e grava\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas da cantora ao longo de sua carreira, com destaque para uma dupla de can\u00e7\u00f5es do ex-tit\u00e3. Gravada pelo m\u00fasico em um disco de 2000, &#8220;All Star&#8221; funciona como verdadeiro mito de origem da rela\u00e7\u00e3o entre o compositor e sua int\u00e9rprete (que quis gravar a can\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o teve \u201cautoriza\u00e7\u00e3o\u201d), enquanto &#8220;No Recreio&#8221;, sobra das sess\u00f5es de &#8220;Com Voc\u00ea&#8230;&#8221;, tem letra rom\u00e2ntica e arranjo embebido em fortes guitarras. Duas covers de Beatles (&#8220;Get Back&#8221;, com Z\u00e9lia Duncan, e &#8220;Julia&#8221;) e duas grava\u00e7\u00f5es de est\u00fadio de can\u00e7\u00f5es j\u00e1 marca-registrada do repert\u00f3rio ao vivo da cantora (&#8220;Eu Sou Neguinha?&#8221;, com o rapper Xis, e &#8220;Nenhum Roberto&#8221;, com Roberto&#8230; Frejat) tamb\u00e9m recheiam o disco. A t\u00edtulo de curiosidade, ainda h\u00e1 &#8220;Little Wing&#8221;, de Hendrix, em interpreta\u00e7\u00e3o crua, e &#8220;Vila do Sossego&#8221;, de Z\u00e9 Ramalho, que deveria ter entrado no Ac\u00fastico MTV. Pelo sim, pelo n\u00e3o, &#8220;Dez de Dezembro&#8221; segue a regra dos discos &#8220;de sobras&#8221;: entre coisas legais e aleatoriedades, a sensa\u00e7\u00e3o que fica \u00e9 &#8220;mas por que tinha que acabar mesmo?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nOu\u00e7a: \u201cNo Recreio\u201d, \u201cAll Star\u201d, \u201cVila do Sossego\u201d, \u201cNenhum Roberto\u201d.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>DISCOS P\u00d3STUMOS E RARIDADES<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29589\" title=\"cassia10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia10.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia10.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia10-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 de praxe com personalidades de grandes vendagens de discos cuja carreira acaba antes da curva, C\u00e1ssia Eller tem em sua discografia uma s\u00e9rie de trabalhos lan\u00e7ados depois de sua morte. A maioria deles s\u00e3o compila\u00e7\u00f5es de seus grandes sucessos com uma ou outra faixa in\u00e9dita &#8211; \u00e9 o caso de \u201cRelic\u00e1rio\u201d, colet\u00e2nea com apenas m\u00fasicas de Nando Reis gravadas pela cantora, que inclui as in\u00e9ditas \u201cBaby Love\u201d e \u201cUm Tiro no Cora\u00e7\u00e3o\u201d junto aos hits de \u201cCom Voc\u00ea\u2026&#8221;, ou das sele\u00e7\u00f5es de \u201cmelhores de\u201d que ficaram populares nos anos 1990. (C\u00e1ssia est\u00e1 em \u201cMillenium\u201d, \u201cMinha Hist\u00f3ria\u201d, \u201cSem Limite\u201d, &#8220;S\u00e9rie Gold\u201d, \u201cPerfil\u201d e outras do mesmo g\u00eanero). H\u00e1 ainda alguns bons trabalhos ao vivo, com destaque para o pirata \u201cLuau MTV\u201d, o sincero \u201cDo Lado do Avesso\u201d (um show de 2001 com C\u00e1ssia ao viol\u00e3o, sozinha) e para a expressiva grava\u00e7\u00e3o do show de C\u00e1ssia no terceiro Rock in Ri0, de 2001. Conduzida pela banda que gravou \u201cCom Voc\u00ea\u2026\u201d e participa\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00e3o Zumbi, a apresenta\u00e7\u00e3o mostra C\u00e1ssia em alta forma, com direito a uma leitura el\u00e9trica de \u201cSmells Like Teen Spirit\u201d, elogiada at\u00e9 por Dave Grohl, e porradas como \u201cPartido Alto\u201d e \u201cInfernal\u201d, sendo sua melhor grava\u00e7\u00e3o \u201cplugada\u201d ao vivo. Por fim, o disco \u201cRaridades\u201d compila outtakes e participa\u00e7\u00f5es da cantora em trabalhos de outros artistas (\u201cMilagreiro\u201d, de Djavan; \u201cMr. Scarecrow\u201d, de Herbert Vianna) e trilhas sonoras (\u201cNasci Para Chorar\u201d, cover de Erasmo inclu\u00edda em \u201cHouve Uma Vez Dois Ver\u00f5es\u201d, de Jorge Furtado), sendo um trabalho curioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29590 aligncenter\" title=\"cassia11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia11.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia11.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia11-224x300.jpg 224w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cApenas Uma Garotinha\u201d, Ana Claudia Landi e Eduardo Belo<\/strong> <strong>(2005)<\/strong><br \/>\nLan\u00e7ada em 2005 pela editora Planeta (e atualmente fora de cat\u00e1logo, mas dispon\u00edvel na Estante Virtual), \u201cApenas Uma Garotinha\u201d \u00e9 o \u00fanico trabalho biogr\u00e1fico a respeito de C\u00e1ssia publicado at\u00e9 os dias de hoje. Escrito ainda sob o impacto da morte da artista, o livro conta com detalhes a vida da cantora \u2013 com \u00eanfase para a narrativa de seus \u00faltimos dias e tamb\u00e9m para seus primeiros passos em Bras\u00edlia. Se o texto por vezes deixa de transpirar conhecimento sobre m\u00fasica, sendo uma leitura entediante em alguns dos momentos mais deliciosos (os detalhes sobre grava\u00e7\u00f5es de discos, por exemplo, poderiam aparecer melhor descritos e contados), por outro lado sobra em sentimentalismo, seja ao falar do nascimento de Chic\u00e3o ou da rela\u00e7\u00e3o entre C\u00e1ssia e Nando Reis, com direito a revelar o destino final do All Star azul da can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29591 aligncenter\" title=\"cassia12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia12.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia12.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cassia12-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cC\u00e1ssia Eller\u201d, Paulo Henrique Fontenelle (2015)<\/strong><br \/>\nUm dos respons\u00e1veis pela onda de revaloriza\u00e7\u00e3o do mutante Arnaldo Baptista ap\u00f3s o document\u00e1rio \u201cLoki\u201d, de 2008, Paulo Henrique Fontenelle se debru\u00e7ou durante quatro anos sobre a vida de C\u00e1ssia Eller. A partir de uma inquieta\u00e7\u00e3o pessoal para saber mais sobre a artista e n\u00e3o ter onde buscar informa\u00e7\u00f5es, Fontenelle empreendeu uma pesquisa com mais de 40 entrevistas e 400 horas de imagens de arquivo para contar a hist\u00f3ria da cantora. O resultado \u00e9 um filme sentimental, levemente influenciado por \u201cSearching for Sugarman\u201d (nos grafismos de abertura, sobretudo). Se a pel\u00edcula \u00e0s vezes peca na repeti\u00e7\u00e3o de imagens e fotografias (e demoniza a imprensa quando devia apenas conden\u00e1-la, na sequ\u00eancia sobre a morte da cantora), sobra na execu\u00e7\u00e3o conduzida para emocionar o espectador. Em pouco mais de duas horas, as l\u00e1grimas podem correr soltas, especialmente no trecho final, em que a disputa da guarda de Chic\u00e3o se mistura a depoimentos sens\u00edveis sobre a trajet\u00f3ria de C\u00e1ssia Eller. (Vale a pena ainda prestar aten\u00e7\u00e3o na pesquisa de imagens, que tem cenas da cantora interpretando Billie Holiday em Bras\u00edlia e uma entrevista esperta de \u00c2ngela Ro R\u00f4 mandando um grande abra\u00e7o pra Zizi Possi na MTV).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/URc7JzKFm4Y\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/URc7JzKFm4Y\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6S1KlfEH0FA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6S1KlfEH0FA\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/t77UG5zyyIA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/t77UG5zyyIA\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XojjENoVgh4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XojjENoVgh4\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YNO16eG8rSE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YNO16eG8rSE\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\">@noacapelas<\/a>) \u00e9 jornalista, escreve para o Scream &amp; Yell desde 2010 e assina o blog <a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Pergunte ao Pop<\/a>.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><br \/>\n&#8211; Paulo Henrique Fontenelle: &#8220;Ela cantava o que acreditava&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/04\/entrevista-paulo-henrique-fontenelle\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; 10 anos sem C\u00e1ssia Eller: a chama da cantora permanece forte (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/17\/dez-anos-sem-cassia-eller\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Nando Reis: \u201cGosto de fazer m\u00fasicas para poder cantar\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/21\/entrevista-nando-reis\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cLoki\u201d exibe uma sinceridade t\u00e3o toc\u00e1vel que anula qualquer cr\u00edtica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/10\/29\/mostra-sp-loki-arnaldo-baptista\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; A vers\u00e3o domesticada de C\u00e1ssia Eller ao vivo em Taubat\u00e9, 1999 (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/cassiaeller.htm\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIAS COMENTANDAS:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Ramones, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/01\/discografia-comentada-ramones\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Sin\u00e9ad O\u2019Connor, por Renan Guerra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/08\/discografia-comentada-sinead-oconnor\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Babasonicos, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/13\/discografia-comentada-babasonicos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel dividir a carreira de C\u00e1ssia em quatro duplas de discos: fase Vanguarda Paulista, Guinada pop, Cazuza e Nando Reis\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/09\/discografia-comentada-cassia-eller\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[96],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29579"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29579"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29579\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39741,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29579\/revisions\/39741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}