{"id":29439,"date":"2005-11-13T00:53:47","date_gmt":"2005-11-13T03:53:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=29439"},"modified":"2015-02-28T01:08:43","modified_gmt":"2015-02-28T04:08:43","slug":"tres-cds-kaiser-chiefs-devendra-sons-daughters","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/13\/tres-cds-kaiser-chiefs-devendra-sons-daughters\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas CDs: Kaiser Chiefs, Devendra, Sons and Daughters"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29440  aligncenter\" title=\"kaiser1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/kaiser1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/kaiser1.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/kaiser1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/kaiser1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Employment&#8221;, Kaiser Chiefs (Universal)<\/strong><br \/>\n14\/10\/2005<br \/>\nPelo jeito, a molecada do Novo Rock j\u00e1 est\u00e1 se cansando de surrupiar os anos 70 e 80. O pessoal do Kaiser Chiefs, por exemplo, at\u00e9 bate uma bolinha clonando bons momentos do grande Elvis Costello e do Undertones, mas no fim eles mostram que gostam mesmo \u00e9 de Blur. T\u00e1, tem um pouquinho de Gang of Four ali pelo meio, mas bem pouquinho. Mesmo sendo reverenciais ao extremo, n\u00e3o d\u00e1 para virar a cara para hits incontestes como as sensacionais &#8220;Everyday I Love You Less and Less&#8221; e &#8220;I Predict a Riot&#8221;. As duas can\u00e7\u00f5es abrem &#8220;Employment&#8221; e jogam o disco nas alturas, mas o resto do \u00e1lbum, se n\u00e3o decepciona, tamb\u00e9m n\u00e3o honra as duas faixas de abertura. E, vamos combinar: para cada duas grandes can\u00e7\u00f5es dos discos da maioria dessa molecada, duas can\u00e7\u00f5es deixam a gente vermelho de vergonha. No caso do Kaiser Chiefs s\u00e3o &#8220;Born To Be a Dancer&#8221; (o t\u00edtulo fala por si s\u00f3) e a faixa que encerra, &#8220;Caroline Yes&#8221;, cuja letra conta a hist\u00f3ria de um cara que perde a garota para outro, e pensa sobre o novo namorado da ex: &#8220;Voc\u00ea \u00e9 tudo que eu quero ser!&#8221; Na boa, essa molecada n\u00e3o aprendeu nada com os chifres p\u00fablicos que a Justine andou botando no Damon Albarn, n\u00e9. V\u00e3o seguir o mesmo caminho. Cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-29441  aligncenter\" title=\"sons\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sons.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sons.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sons-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sons-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;The Repulsion Box&#8221;, Sons and Daughters (Trama)<\/strong><br \/>\n13\/11\/2005<br \/>\nEm uma defini\u00e7\u00e3o da critica brit\u00e2nica, os escoceses do Sons and Daughters seriam o equivalente ao Birthday Party com PJ Harvey nos vocais junto com Nick Cave. A brincadeira, que tem como agravante a assinatura de Victor Van Vugt (que j\u00e1 trabalhou com Harvey e Cave) na produ\u00e7\u00e3o, tem at\u00e9 um fundinho de verdade, mas o Sons and Daughters seria quase que uma bandinha de col\u00e9gio de padres e freiras perto da dem\u00eancia do Birthday Party (como a grande maioria das bandas atuantes no cen\u00e1rio rock em 2005). Compara\u00e7\u00f5es de lado, &#8220;The Repulsion Box&#8221; \u00e9 um disca\u00e7o. A demente &#8220;Medicine&#8221;, que abre o \u00e1lbum com bateria marcada, riff sujo de guitarra e batida de bandolim (!), teria tudo para ser um hit do quilate de &#8220;Take Me Out&#8221; se a banda tivesse trabalhado um pouquinho mais a melodia vocal. &#8220;Red Receiver&#8221; mostra como fazer uma (grande) can\u00e7\u00e3o &#8211; pesada e dan\u00e7ante &#8211; com bandolim, viol\u00e3o e nenhuma guitarra. Guitarradas ensurdecedoras apresentam &#8220;Hunt&#8221;, que logo em seguida segue numa batidinha reta de bateria deliciosa. &#8220;Chocked&#8221; \u00e9 o contr\u00e1rio: a introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 suave e o meio \u00e9 um inferno. H\u00e1 espa\u00e7o, ainda, para countrys sem-vergonha (&#8220;Taste The Last Girl&#8221;), punks songs inspiradas (&#8220;Rama Lama&#8221;) e at\u00e9 semelhan\u00e7as com Patti Smith (&#8220;Gone&#8221;) em um disco que surpreende de uma banda que dever\u00e1 dar muito o que falar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29442  aligncenter\" title=\"devendra\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/devendra.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Ni\u00f1o Rojo&#8221;, Devendra Banhart (Sum Records)<\/strong><br \/>\n13\/11\/2005<br \/>\nApontados por muitos como um g\u00eanio da estirpe de Bob Dylan, o jovem vision\u00e1rio Devendra Banhart aporta no Brasil com &#8220;Ni\u00f1o Rojo&#8221;, \u00e1lbum g\u00eameo separado no ber\u00e7o do elogiadissimo &#8220;Rejoicing In the Hands&#8221;, de 2004. As can\u00e7\u00f5es de Ni\u00f1o Rojo foram gravadas nas mesmas sess\u00f5es de &#8220;Rejoicing In the Hands&#8221;, mas poderiam ter sa\u00eddo de qualquer est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 50 anos. A atemporalidade do som de Banhart surge embalada em um som simplificado e m\u00e1gico, para o qual muitos tentam inventar r\u00f3tulos (freak-folk, alt-folk, folk-pop, free-folk), mas que nada mais \u00e9 do que o velho \u00e9 bom folk tocado com alma e coragem, porque \u00e9 preciso ser corajoso para tocar folk, j\u00e1 que o folk tem o dom de desmascarar mentirosos e falsos. Teoriza\u00e7\u00f5es pseudo-filos\u00f3ficas-viajantes \u00e0 parte, &#8220;Ni\u00f1o Rojo&#8221; \u00e9 um \u00e1lbum sensacional tal qual era (\u00e9) &#8220;Rejoicing In the Hands&#8221;. Abre com uma cover de Ella Jenkins (a inspirada &#8220;Wake Up Little Sparrow&#8221;) e distribui batidas de viol\u00e3o que brigam pela sua aten\u00e7\u00e3o com o mundo. Como o mundo n\u00e3o anda l\u00e1 grandes coisas, \u00e9 f\u00e1cil se jogar na atmosfera de &#8220;Ni\u00f1o Rojo&#8221; e ficar ali por horas e dias e semanas. Nada de can\u00e7\u00f5es em destaque. &#8220;Ni\u00f1o Rojo&#8221; \u00e9 para ser ouvido na integra. Enquanto n\u00e3o lan\u00e7a \u00e1lbum novo &#8211; a Sum Records promete para os pr\u00f3ximos meses a edi\u00e7\u00e3o nacional de &#8220;Rejoicing In the Hands&#8221; -, Devendra segue em turn\u00ea pelos Estados Unidos. Curiosidade: nos shows, Devendra apresenta uma vers\u00e3o para &#8220;Nine Out of Ten&#8221;, do &#8220;Transa&#8221; (1972), o \u00e1lbum londrino de Caetano Veloso. N\u00e3o se assuste. Devendra merece a sua confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa &#8220;Employment&#8221;, Kaiser Chiefs (Universal) 14\/10\/2005 Pelo jeito, a molecada do Novo Rock j\u00e1 est\u00e1 se cansando de surrupiar os anos \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/13\/tres-cds-kaiser-chiefs-devendra-sons-daughters\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29439"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29439"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29444,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29439\/revisions\/29444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}