{"id":29374,"date":"2015-02-25T11:44:36","date_gmt":"2015-02-25T14:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=29374"},"modified":"2021-02-25T12:24:14","modified_gmt":"2021-02-25T15:24:14","slug":"para-entender-butthole-surfers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/25\/para-entender-butthole-surfers\/","title":{"rendered":"Para Entender: Butthole Surfers"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29375\" title=\"butt1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt1-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea conhece os Butthole Surfers, \u00e9 bem prov\u00e1vel que eles ocupem um lugar remoto em sua mem\u00f3ria: \u00e9 a banda que teria dado a Daniel Johnston o \u00e1cido que o enlouqueceu; s\u00e3o os autores de &#8220;Pepper&#8221;, cujo clipe rodou um bocado na MTV h\u00e1 mais ou menos uma d\u00e9cada; uns malucos que volta e meia apareciam na revista Bizz em mat\u00e9rias que ressaltavam mais sua excentricidade que sua m\u00fasica. Ou talvez voc\u00ea n\u00e3o saiba quem s\u00e3o. Depende da idade e do quanto tempo da sua vida voc\u00ea dedicou a procurar bandas estranhas (anos 1990, lembra?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses texanos fazem por merecer todas as refer\u00eancias acima (inclusive o desconhecimento), e a Bizz, que j\u00e1 os mencionava num long\u00ednquo texto da se\u00e7\u00e3o Por\u00e3o em meados dos anos 1980, n\u00e3o estava errada em apontar suas impressionantes idiossincrasias de palco. Mas a loucura \u2013 eis aqui um caso onde a palavra n\u00e3o \u00e9 mera figura de linguagem \u2013 ia al\u00e9m das performances e dos v\u00eddeos. Havia arte na m\u00fasica que eles criavam \u2013 e que talvez n\u00e3o criem nunca mais, j\u00e1 que o \u00faltimo disco de est\u00fadio foi lan\u00e7ado em 2001, e embora nunca tenha sido anunciado oficialmente o fim da banda, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que eles voltem a se agrupar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria, por\u00e9m, come\u00e7a muito antes: mais exatamente, em 1976, quando dois estudantes da Universidade de San Antonio, Gibby Haynes e Paul Leary, se conheceram e descobriram compartilhar interesses: m\u00fasica incomum, escatologia, imagens chocantes e humor negro. Criaram um fanzine para veicular essas obsess\u00f5es, o Strange V.D. e s\u00f3 montariam uma banda em 1981, na qual ambos assumiam guitarras e vocais, e eram acompanhados pelos irm\u00e3os Quinn e Scott Matthews (baixo e bateria, respectivamente), que poucas semanas depois abandonariam o barco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29376\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"butt2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usaram v\u00e1rios nomes absurdos at\u00e9 adotarem a singela alcunha (\u201cos Surfistas do Olho do Cu\u201d) com a qual seguiram carreira. Foi um \u201cbatismo por engano\u201d: antes de um show, o cidad\u00e3o que ia apresentar a banda se esqueceu do nome dela (na \u00e9poca era The Inalienable Right to Eat Fred Astaire\u2019s Asshole, ou O Direito Inalien\u00e1vel de Comer o Rabo do Fred Astaire). Por isso, usou o t\u00edtulo da primeira can\u00e7\u00e3o no setlist como o nome da banda. \u201cComo aquela noite foi a primeira vez em que ganhamos algum dinheiro, decidimos manter o nome. S\u00f3 que demorou meses at\u00e9 a gente ver a cor de grana novamente\u201d, explicaria Leary em 1993 ao jornalista Jos\u00e9 Julio do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som explorava as fronteiras entre hardcore e psicodelia, trazendo sementes do noise e do rock alternativo dos anos 1990 (Kurt Cobain era f\u00e3za\u00e7o). Estavam ali, lado a lado com o Sonic Youth e o Pussy Galore (da qual fazia parte Jon Spencer), mas eram ainda mais an\u00e1rquicos. Por anos, mantiveram dois bateristas (um deles, King Cofffey, segue com a banda at\u00e9 hoje, compondo, com Haynes e Leary, o n\u00facleo central dos Surfers), que surravam seus kits em p\u00e9, usando muitos surdos e ton-tons, ficando entre o tribal e o industrial. Leary exploraria as possibilidades de sua guitarra extrair ru\u00eddos at\u00e9 o limite, mas n\u00e3o negava o fato de ser um m\u00fasico h\u00e1bil, de forma\u00e7\u00e3o virtuosa. Aos poucos, ele cantaria cada vez menos, deixando os vocais ao cargo de Gibby, dono de uma voz \u00fanica, simultaneamente grave e anasalada, entoando scats, gritos, lamentos e vocais pop numa mesma estrofe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao vivo, tudo ganhava contornos mais dif\u00edceis de assimilar. Gibby, do alto de seus quase 2 metros de altura, costumava terminar os shows pelado, \u00e0s vezes com um ramalhete de flores preso (ou enfiado) \u00e0 bunda; antes disso, provavelmente j\u00e1 teria ateado fogo a um prato de bateria. Filmes surrealistas e cenas de freak shows eram projetados atr\u00e1s da dupla de bateristas. Durante tr\u00eas anos, contaram com uma dan\u00e7arina nua (Kathleen Lynch) em suas fileiras, que rebolava, simulava atos sexuais e agress\u00f5es, e fazia malabarismos e contorcionismos \u2013 reza a lenda que, em pelo menos um show, ela e o vocalista teriam transado de fato durante o show.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29377\" title=\"butt3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt3-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7aram apenas oito LPs (mas v\u00e1rios EPs, ao vivos e bootlegs com in\u00e9ditas est\u00e3o dispon\u00edveis e h\u00e1 bastante material para download <a href=\"http:\/\/www.buttholesurfers.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no site oficial<\/a> e no Youtube), todos bastante diferentes entre si. Os anos gradualmente deixaram o som mais acess\u00edvel, assim como as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo iam tornando-se mais contidas. Flertaram com o mainstream no come\u00e7o dos anos 1990: disco produzido pro John Paul Jones (\u201cIndependent Worm Saloon\u201d, disparado o melhor de sua discografia), estiveram entre as atra\u00e7\u00f5es do primeiro Lollapalooza, faziam vinhetas para a MTV, eram presen\u00e7a constante em trilhas sonoras de Hollywood. Em 1996, tiveram seu maior hit, \u201cPepper\u201d, apesar de a letra ser uma esp\u00e9cie de vers\u00e3o violenta, perversa e redneck da \u201cQuadrilha\u201d, de Carlos Drummond de Andrade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, brigas com gravadoras e com outros colegas de profiss\u00e3o (de Ian MacKaye, do Fugazi, a Nick Cave e todo o R.E.M.), aliados ao abuso de drogas (principalmente de Haynes) sempre mantiveram a banda longe do sucesso massivo, mesmo quando ele era uma possibilidade real. \u201cWeird Revolution\u201d, o \u00faltimo disco de in\u00e9ditas (2001), n\u00e3o traz nenhum sinal de brilhantismo, apenas algumas faixas corretas, e deixou claro que, como banda, n\u00e3o havia muito mais a mostrar. Os shows foram ficando cada vez mais espor\u00e1dicos, e desde uma \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o em 2011 no Canad\u00e1, n\u00e3o se ouve mais falar deles. Haynes e Leary seguem produzindo v\u00e1rios artistas e colaborando em grava\u00e7\u00f5es alheias, separadamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o importa. Os Butthole Surfers j\u00e1 fizeram sua hist\u00f3ria, ultrajante, err\u00e1tica e politicamente incorreta. Como conv\u00e9m \u00e0 sua imagem, sua trajet\u00f3ria provou-se uma f\u00e1bula, sem moral ou \u201cfinal edificante\u201d. Mas escutando essas cinco can\u00e7\u00f5es (ou muitas outras, evidentemente),d\u00e1 para entender porque n\u00e3o houve outra banda como os Surfistas do Olho do Cu.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Butthole Surfers - Fast\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U3Xrn1ezf5c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFast (aka The Fart Song)\u201d<\/strong>: Inserido no final do curta em super 8 \u201cBar-B-Q-Movie\u201d (1988), o clipe traz todas as sandices c\u00eanicas que fizeram a fama da banda, enquanto o som exemplifica bem o hardcore dissonante dos primeiros anos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ricky\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y80A71asgIw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201dRicky\u201d<\/strong>: Coes\u00e3o para que? Os Surfers podiam ser botar um baixo \u00e0 frente, desfilar uma harmonia de tribo ind\u00edgena em p\u00e9 de guerra e enfileirar efeitos de guitarra \u2013 e ser considerados \u201cpop\u201d e \u201ccl\u00e1ssicos\u201d por seus f\u00e3s. \u201cRicky\u201d \u00e9 um dos grandes \u201cn\u00e3o hits\u201d de &#8220;Hairway to Steven&#8221;, o disco mais comentado da banda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Butthole Surfers - The Hurdy Gurdy Man (Hi-Fi VideoClip 1991\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/76yWZcsgwF8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cHurdy Gurdy Man\u201d<\/strong>: O original de Donovan \u00e9 um cl\u00e1ssico folk, com leve psicodelia e apelo radiof\u00f4nico. Os Surfers tiram o \u201clevemente\u201d e o \u201cfolk\u201d, amplificam o \u201capelo\u201d e mandam solos \u00e9picos, vocal \u201ctremido\u201d (de Paul Leary) e arranjos de cordas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Butthole Surfers - Goofy&#039;s Concern\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4_-J6w1RHGk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cGoofy\u2019s Concern\u201d<\/strong>: Exemplo perfeito da engenharia de John Paul Jones para &#8220;Independent Worm Saloon&#8221;: velocidade, peso, e um grito funcionando como refr\u00e3o. O ex-Led Zeppelin queria que os Surfers soassem mais diretos, e admirava Paul Leary a ponto de convid\u00e1-lo para tocar em seu disco &#8220;Zooma&#8221; e na subsequente turn\u00ea. Em resultado, sua produ\u00e7\u00e3o deu \u00e0 banda o melhor som de guitarra de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Butthole Surfers - Pepper\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CO8vBVUaKvk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPepper\u201d<\/strong><br \/>\nMais afeitos ao pop radiof\u00f4nico e \u00e0s programa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, os texanos lan\u00e7aram &#8220;Electric Larryland&#8221;, seu \u00e1lbum mais acess\u00edvel, em 1996. \u201cPepper\u201d foi o salto mainstream da banda, mostrando a sonoridade que identificaria os singles da \u00faltima fase produtiva dos Surfers (e tamb\u00e9m suas faixas para o cinema).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29378\" title=\"butt4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt4.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt4.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/butt4-292x300.jpg 292w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><strong>Para entender:<\/strong><br \/>\n&#8211; Para Entender: New Model Army -&gt; Extensa discografia que merece ser vasculhada (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/24\/para-entender-new-model-army\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para Entender: Los Fabulosos Cadillacs -&gt; Uma das maiores bandas da Am\u00e9rica Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/10\/09\/para-entender-los-fabulosos-cadillacs\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para Entender: The My Morning Jacket -&gt; Excelentes \u00e1lbuns e shows delirantes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/02\/para-entender-my-morning-jacket\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para Entender: The Replacements -&gt; Em seu auge, a banda lan\u00e7ou discos perfeitos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/28\/para-entender-the-replacements\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para Entender: Mano Negra -&gt; Uma das bandas mais influentes da Fran\u00e7a (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/01\/para-entender-mano-negra\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para Entender: Black Crowes -&gt; Uma m\u00fasica bela, intensa e pouco acomodada (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/16\/para-entender-black-crowes\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nM\u00fasica incomum, escatologia, imagens chocantes, humor negro, hardcore, psicodelia e shows absolutamente insanos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/25\/para-entender-butthole-surfers\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[131],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29374"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29374"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60216,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29374\/revisions\/60216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}