{"id":28911,"date":"2015-01-28T19:21:13","date_gmt":"2015-01-28T22:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=28911"},"modified":"2016-08-31T03:44:21","modified_gmt":"2016-08-31T06:44:21","slug":"a-nova-cena-portuguesa-eme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/28\/a-nova-cena-portuguesa-eme\/","title":{"rendered":"A nova cena portuguesa: \u00c9me"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-28912\" title=\"eme\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/eme.jpg\" alt=\"\" \/><strong>por <\/strong><strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a><\/strong>, de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Marcelo, o compositor e cantor lisboeta conhecido como \u00c9me, define-se como um int\u00e9rprete de m\u00fasica popular e um f\u00e3 confesso de Bob Dylan e da m\u00fasica norte-americana. Ao longo desta conversa, numa mesa do restaurante Maracan\u00e3, no centro de Lisboa, Jo\u00e3o Marcelo revelou uma enorme pondera\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o nas respostas, destacando a vontade de contar hist\u00f3rias atrav\u00e9s das can\u00e7\u00f5es e enfatizando o imediatismo da sua arte. \u201cDe uma forma geral, tento fazer m\u00fasica para aqui e agora\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como vocalista do grupo Os Passos em Volta, Marcelo tamb\u00e9m faz parte da fam\u00edlia Cafetra Records (selo independente portugu\u00eas que integra nomes como o Pega Monstro, Go Suck a Fuck e Putas B\u00eabadas, entre outros) e sob o nome art\u00edstico de \u00c9me lan\u00e7ou o EP \u201cPassa-se Alguma Coisa Estranha Aqui\u201d, em 2011, e no ano seguinte apresentou seu \u00e1lbum de estreia, \u201cG\u00e2ncia\u201d, reafirmando uma vontade permanente de escrever can\u00e7\u00f5es e apostando na colabora\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos com quem trabalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO \u00daltimo Siso\u201d (2014), seu disco mais recente, est\u00e1 dispon\u00edvel para audi\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/oeme.bandcamp.com\" target=\"_blank\">oeme.bandcamp.com<\/a> e revela uma evolu\u00e7\u00e3o nas composi\u00e7\u00f5es, ancoradas na guitarra el\u00e9trica, \u00f3rg\u00e3o, baixo e bateria, onde Marcelo transmite uma ideia de autenticidade emocional e coes\u00e3o sonora, flertando com o pop dos anos 80 (\u201cCara Que Tenho\u201d) ou revelando uma rela\u00e7\u00e3o de amor-\u00f3dio com a cidade de Lisboa, na excelente \u201cLisa\u201d. E a faixa \u201cTemos Medo\u201d, sobre a atual situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mica no pa\u00eds, \u00e9 apresentada pelo m\u00fasico de uma forma aberta, sem moralismos, na qual \u201cdeixa espa\u00e7o \u00e0 livre interpreta\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspeto importante do seu trabalho \u00e9 a crescente habilidade para gerar boas melodias, associadas com a l\u00edngua e a can\u00e7\u00e3o, procurando a matura\u00e7\u00e3o da palavra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como tem vivido. \u201cPreciso cada vez mais ler livros para encontrar hist\u00f3rias e temas legais\u201d, conta. A tentativa de criar uma maior liga\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica e a letra resulta da sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na \u00e1rea de literatura (cursou Estudos Art\u00edsticos, na cadeira de Artes e Culturas Comparadas, na Faculdade de Letras de Lisboa), onde desenvolveu a capacidade de misturar conceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Real\u00e7ando o fato de que \u201cA m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de l\u00edngua, mas sim de linguagem\u201d, Marcelo pretende visitar o Brasil para tocar ou mesmo como turista e acredita na possibilidade do p\u00fablico brasileiro apreciar suas can\u00e7\u00f5es: \u201cEspero que gostem de escutar um jovem escritor de can\u00e7\u00f5es portugu\u00eas com um sotaque estranho, numa realidade musical paralela \u00e0 sua\u201d. De Lisboa para o Brasil, Jo\u00e3o Marcelo conversou com o Scream &amp; Yell sobre a sua carreira. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DbkpC9tG7Ig\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DbkpC9tG7Ig\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sinto que em \u201cO \u00daltimo Siso\u201d voc\u00ea conseguiu adaptar melhor as can\u00e7\u00f5es \u00e0 sua personalidade. Concorda?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei como as outras pessoas trabalham mas, no meu caso, o processo de composi\u00e7\u00e3o passa sempre por uma tentativa de me visitar conscientemente. Embora eu n\u00e3o seja obsessivo, procuro encontrar em mim aquilo que pode ser colocado na m\u00fasica. Se isso reflete a minha personalidade ent\u00e3o talvez seja esse o rumo e tento explorar, nomeadamente, contradi\u00e7\u00f5es ou aspetos engra\u00e7ados. Eu gosto de brincar um pouco, mas criando v\u00e1rios sentidos. Para mim, o \u00f3cio \u00e9 o melhor caminho e a m\u00fasica popular \u00e9 um pouco assim, porque n\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Sem futilizar as pessoas, gosto de me divertir e tamb\u00e9m que as pessoas desfrutem disso. \u00c9 uma progress\u00e3o que n\u00e3o termina nesse disco e ir\u00e1 continuar sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em faixas como \u201cUm Lugar\u201d e \u201cCara Que Tenho\u201d, voc\u00ea se aproxima do pop com efic\u00e1cia. \u00c9 um caminho que pretende seguir no futuro?<\/strong><br \/>\nEspero que sim. Para mim o pop nunca foi depreciativo nem um estilo musical. \u00c9 tudo m\u00fasica popular e trata as pessoas de igual forma. O meu percurso resulta de v\u00e1rias influ\u00eancias, isso \u00e9 algo positivo e considero ser uma vantagem. No trabalho que estou desenvolvendo, escuto muito pop, sou fan\u00e1tico da sua cultura, e at\u00e9 enquadro Zeca Afonso nesse patamar, porque \u00e9 m\u00fasica popular. O mesmo posso dizer do Chico Buarque e Caetano Veloso. Quando penso em Michael Jackson, por exemplo, recordo-me do incr\u00edvel escritor de can\u00e7\u00f5es que ele era, independentemente do c\u00e2none considerado. De certa forma, sinto que quando o meu trabalho \u00e9 mais coeso, maior \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. \u00c9 uma esp\u00e9cie de id\u00edlio e fico contente em perceber isso. O pop acaba por ser uma pequena ilha concentrada no meio do consumo geral, em que o \u2018ready to go\u2019 n\u00e3o \u00e9 uma forma de construir algo para o artista nem para as pessoas. Nesse sentido, o verdadeiro pop \u00e9 algo que eu aprecio e considero importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O car\u00e1ter org\u00e2nico do disco \u00e9 apenas resultado da produ\u00e7\u00e3o de B Fachada ou foi algo que voc\u00ea equacionou previamente?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma mistura das duas coisas. N\u00f3s gravamos o disco com o Walter Benjamin (outro produtor do \u00e1lbum), em Alvito, na regi\u00e3o do Alentejo (sul de Portugal) e o tocamos com ele e o B Fachada mais a banda que me acompanha (Miguel Abras, J\u00falia Reis e Louren\u00e7o Crespo). Ficamos todos juntos e a grava\u00e7\u00e3o foi ao mesmo tempo. Al\u00e9m disso, registramos as can\u00e7\u00f5es em fita e o trabalho foi feito artesanalmente. Claro que n\u00e3o pensaria em faz\u00ea-lo de outra forma, porque sempre tive uma rela\u00e7\u00e3o palp\u00e1vel com a m\u00fasica. Aprendi a tocar viol\u00e3o com as m\u00e3os, atrav\u00e9s dos amigos, e a cantar cantando. O disco foi feito em progresso e quando o B Fachada se ofereceu para produzir o meu \u00e1lbum, fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o que ele entendeu aquilo que eu pretendia, sem ter de lhe explicar nada. Ele tem uma percep\u00e7\u00e3o intuitiva e tamb\u00e9m \u00e9 meu amigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea contou com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios m\u00fasicos do selo Cafetra Records no disco. Pretende manter estas colabora\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos \u00e1lbuns do \u00c9me?<\/strong><br \/>\nSim! A resposta \u00e9 plenamente afirmativa. Neste caso, a din\u00e2mica \u00e9 t\u00e3o boa (como acontece nos shows) e, at\u00e9 prova em contr\u00e1rio, apostarei neste grupo, porque gosto imenso do caminho que temos seguido. A J\u00falia Reis \u00e9 a \u00fanica baterista com quem consigo tocar, j\u00e1 tocamos n\u2019Os Passos em Volta, somos amigos e ela \u00e9 irrepreens\u00edvel do ponto de vista instrumental. O Miguel Abras (baixista) tem uma facilidade enorme de aprender e \u00e9 muito dedicado e o Louren\u00e7o Crespo (tecladista) tamb\u00e9m \u00e9 um excelente m\u00fasico. S\u00e3o pessoas com quem consigo partilhar uma sensibilidade intuitiva, aprendemos todos em conjunto e respeitam-me muito. Eles entendem a can\u00e7\u00e3o e sabem como podem ajudar a melhor\u00e1-la. Uma banda em que os m\u00fasicos s\u00e3o fabulosos e muito amigos \u00e9 algo genu\u00edno e raramente acontece. Acaba por ser um espelho do selo Cafetra Records e \u00e9 uma manobra de divers\u00e3o, porque o Abras tamb\u00e9m pertence ao Putas B\u00eabadas (uma banda noise rock destrutiva), o Louren\u00e7o toca no Kimo Ameba e a J\u00falia \u00e9 do Pega Monstro. De repente, gera-se uma disrup\u00e7\u00e3o e as pessoas t\u00eam o direito de se expressarem como querem, independentemente das suas capacidades. E um disco de m\u00fasica popular ocidental, como \u201cO \u00daltimo Siso\u201d, com arranjos can\u00f4nicos, provavelmente seria dif\u00edcil de fazer h\u00e1 seis anos. Ao mesmo tempo, n\u00e3o era para ser uma coisa amig\u00e1vel e mole, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma desconstru\u00e7\u00e3o do pop e revela algum respeito pelos modelos estabelecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c0 semelhan\u00e7a do trabalho desenvolvido pelo Deolinda, acredita que a m\u00fasica pop\/rock portuguesa poder\u00e1 ambicionar a internacionaliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nNunca pensei muito nisso. Mas o caminho \u00e9 tentar construir nas costas de quem est\u00e1 perto, ou seja, daqueles com quem podemos comunicar e fazer uma aprendizagem coletiva (artistas e criadores). Julgo que isso \u00e9 o mais importante e depois poder\u00e1 vir da\u00ed, atrelada, essa internacionaliza\u00e7\u00e3o. Em termos de subsist\u00eancia seria muito mais f\u00e1cil se tiv\u00e9ssemos uma \u00e1rea de influ\u00eancia maior para fazer shows, por exemplo. Relativamente ao Brasil, a dist\u00e2ncia pelo mar \u00e9 metaf\u00f3rica, porque podemos voar. Eles est\u00e3o bem servidos por m\u00fasica cantada em portugu\u00eas e a n\u00f3s compete-nos trabalhar para aprimorar as nossas can\u00e7\u00f5es. Tirando o caso do Zeca Afonso, a m\u00fasica que eu escutava quando garoto era brasileira e o Chico Buarque marcou-me muito. Gosto muito do Caetano Veloso e dos seus \u00e1lbuns cantados em ingl\u00eas, tal como \u201cTransa\u201d e \u201cCaetano\u201d e o disco \u201cSamba Esquema Novo\u201d, de Jorge Ben, influenciou-me bastante. Dos contempor\u00e2neos, adoro Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para onde deseja levar a sua m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nPretendo gerar cada vez mais significados, aperfei\u00e7oar e brincar com tudo. Experimentar e utilizar jogos de palavras s\u00e3o aspetos que pretendo desenvolver no futuro. Muita da minha forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 literatura e interessa-me a rela\u00e7\u00e3o das palavras com os sons. Sou suficientemente autocr\u00edtico, agrada-me muito que as pessoas gostem das minhas can\u00e7\u00f5es, mas estou longe de pretender que o p\u00fablico veja a m\u00fasica que fa\u00e7o da mesma forma que eu a vejo. Ir\u00e1 tudo depender de mim e da conviv\u00eancia desenvolvida com os outros. Estou pronto para receber influ\u00eancias e desde que eu n\u00e3o defraude as minhas expectativas n\u00e3o desiludirei ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LxV9rFt3Mv4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LxV9rFt3Mv4\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Ov6QKzZS9VY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Ov6QKzZS9VY\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/umzdLv-JPfQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/umzdLv-JPfQ\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Download: &#8220;Projeto Visto 2&#8221; une artistas portugueses e brasileiros em EP gratuito (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/14\/download-projeto-visto-2\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; D&#8217;Alva: &#8220;Ficamos mais atentos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ouvindo o disco das Spice Girls&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/20\/a-nova-cena-portuguesa-dalva\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ana Matos (Capicua): Infelizmente, chega pouco rap brasileiro a Portugal\u00a0 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/24\/a-nova-cena-portuguesa-capicua\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; The Legendary Tigerman: \u201cO rock e a dan\u00e7a devem ser momentos de liberta\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/06\/entrevista-the-legendary-tigerman\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Almanaque do rock portugu\u00eas: \u201cPortugal El\u00e9ctrico! Contracultura rock 1955-1982? (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/04\/24\/um-almanaque-do-rock-portugues\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cA m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de l\u00edngua, mas sim de linguagem\u201d, avisa esse portugu\u00eas f\u00e3 de Chico Buarque e Bob Dylan\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/28\/a-nova-cena-portuguesa-eme\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28911"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28911"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28911\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39658,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28911\/revisions\/39658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}