{"id":27969,"date":"2015-01-03T15:02:29","date_gmt":"2015-01-03T18:02:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=27969"},"modified":"2015-02-04T11:15:41","modified_gmt":"2015-02-04T14:15:41","slug":"cinema-homens-mulheres-e-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/03\/cinema-homens-mulheres-e-filhos\/","title":{"rendered":"Cinema: Homens, Mulheres e Filhos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27970\" title=\"homens1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/homens1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Don (Adam Sandler) \u00e9 um executivo que vive um momento de marasmo no casamento com Helen (Rosemarie DeWitt), aquela fase em que o sexo \u00e9 raro e que as lembran\u00e7as do passado parecem ser de outra pessoa, n\u00e3o deles pr\u00f3prios. A fam\u00edlia se sustenta por in\u00e9rcia e pelo filho, Chris (Travis Tope), um dos destaques do time de futebol americano da escola, viciado em pornografia digital e flertando com Hannah (Olivia Crocicchia), uma adolescente que sonha em ir para Hollywood, e posa para as lentes da m\u00e3e, que posta os ensaios sexy na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trama pula aqui para outro n\u00facleo, formado pela m\u00e3e de Hannah, Joan (Judy Greer), que engravidou de um produtor em Los Angeles e, bancada pela pens\u00e3o, cria a filha incutindo nela seus pr\u00f3prios sonhos. Em um evento organizado por Patricia (Jennifer Garner) para alertar sobre os perigos da vida online (falaremos dela mais pra frente), Joan conhece Kent (Dean Norris), que foi abandonado pela esposa e, al\u00e9m de lidar com o cora\u00e7\u00e3o partido, precisa encontrar uma forma de dialogar com o filho, Tim (Ansel Elgort).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filho (respira fundo, leitor)&#8230; Tim era o craque do time de futebol americano da escola (o mesmo que joga Chris), mas a separa\u00e7\u00e3o e a leitura equivocada de um v\u00eddeo na web fez com que ele se refugiasse em uma concha, abandonasse o futebol, e passasse a se dedicar a um jogo de RPG online (seu novo grupo de amigos) at\u00e9 se aproximar e se apaixonar por Brandy (Kaitlyn Dever), uma garota virtualmente cercada pela m\u00e3e, Patricia, que rastreia seus e-mails, suas mensagens em redes sociais, visando protege-la \u201cdos perigos do mundo virtual\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda faltou falar de Allison (Elena Kampouris), uma garota que, ap\u00f3s levar um fora de um veterano na escola, come\u00e7ou um processo de emagrecimento participando de um grupo na internet e a caminho de se tornar anor\u00e9xica. Faltou algo? Ah, sim: 90% de todo o problema causado nestes personagens tem rela\u00e7\u00e3o (manique\u00edsta) com o uso da internet, desde uma pulada de cerca (paga ou n\u00e3o paga) passando pelo incentivo \u00e0 pedofilia e pelo v\u00edcio no sexo virtual. Sem falar no isolamento do mundo real. Ou seja, muita coisa prum filme s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cineasta Jason Reitman costuma lidar bem com temas tabu, principalmente por deixar escorrer doses divertidas de cinismo em suas hist\u00f3rias, e se o resultado havia dado certo nos \u00f3timos \u201cObrigado por Fumar\u201d (2005) e \u201cJuno\u201d (2007), e come\u00e7ado a mostrar sinais de desgaste em \u201cAmor Sem Escalas\u201d (2009), a partir de \u201cJovens Adultos\u201d (2011) as coisas come\u00e7aram a degringolar na carreira do diretor, como se Jason Reitman tivesse envelhecido 50 anos em 2, e perdido o contato com a realidade, algo que \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d apenas amplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema de \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d (que custou US$ 16 milh\u00f5es e arrecadou s\u00f3 US$ 2 milh\u00f5es) n\u00e3o \u00e9 apenas querer abra\u00e7ar o mundo e resolver uma s\u00e9rie de quest\u00f5es complexas em 119 minutos de pel\u00edcula, mas tratar estes temas de maneira extremamente estereotipada. O personagem de Jennifer Garner, por exemplo, \u00e9 t\u00e3o for\u00e7ado que a atriz parece uma estudante iniciante de teatro interpretando o papel. Adam Sandler e Rosemarie DeWitt (sua primeira cena de sexo \u00e9 uma aula de \u201cn\u00e3o atua\u00e7\u00e3o\u201d) tamb\u00e9m n\u00e3o soam confort\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que Jason Reitman apoiou-se no prov\u00e1vel equivoco do autor Chad Kultgen, que, entrevista ao New York Times, contou que n\u00e3o queria fazer nenhum ju\u00edzo de valor com \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d, mas apenas dizer: \u201cIsto \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo. Acostume-se\u201d. Isso j\u00e1 \u00e9 um ju\u00edzo de valor, e se Kultgen teve mais espa\u00e7o para elaborar sua tese (quem leu o livro, manifeste-se), Reitman, reprisando um dos costumes de muitos em redes sociais, parece ter lido s\u00f3 a manchete de uma not\u00edcia e j\u00e1 tirado uma conclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, a internet \u00e9 a grande vil\u00e3 de \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d, ainda, que nos \u00faltimos segundos da proje\u00e7\u00e3o, Jason Reitman deixe \u00f3bvio que cada pessoa precisa saber lidar com o que tem em m\u00e3os. Assim como os avi\u00f5es n\u00e3o eram culpados pelos bombardeios em Hiroshima e Nagasaki e as drogas n\u00e3o s\u00e3o culpadas por viciar pessoas, a internet n\u00e3o \u00e9 culpada por oferecer um espa\u00e7o que, muitas vezes, \u00e9 usado de forma condenat\u00f3ria. Negar \u00e9 isso \u00e9 n\u00e3o aceitar \/ enxergar a imperfei\u00e7\u00e3o do ser-humano, que, sim, tem um lado pobre (beeem podre).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que o homem entendeu a descend\u00eancia que pais buscam reprisar para os filhos boas experi\u00eancias que tiveram ou que gostariam de ter tido, como se os filhos n\u00e3o tivessem um DNA pr\u00f3prio e fossem condenados a ser um boneco de ventr\u00edloquo numa triste confus\u00e3o que transforma educa\u00e7\u00e3o em manipula\u00e7\u00e3o. Em \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d, Jason Reitman peca exatamente por sugestionar uma valoriza\u00e7\u00e3o dessa educa\u00e7\u00e3o no segundo final, deixando para tr\u00e1s um rastro de caos pelo qual a internet \u00e9 culpada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase 20 anos ap\u00f3s a sua populariza\u00e7\u00e3o, a internet continua se renovando e dificultando seu entendimento, e coisas que n\u00e3o entendemos tendem tanto a assustar quanto a gerar obras como \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d, que soam mais como desservi\u00e7o do que como reflex\u00e3o, ainda que permitam avaliar que, sim, o problema somos n\u00f3s, como referenda a leitura de \u201cP\u00e1lido Ponto Azul\u201d, de Carl Sagan, que define: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhum indicio que ajuda possa vir nos salvar de nos mesmos\u201d. Reitman tentou, mas n\u00e3o conseguiu deixar isso claro. Uma pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27971\" title=\"homens2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/homens2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/homens2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/homens2-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com carreira iniciada na d\u00e9cada de 90, per\u00edodo em que dirigiu uma s\u00e9rie de curtas e atuou, Jason Reitman foi gradualmente aprendendo os of\u00edcios do pai (o tamb\u00e9m diretor Ivan Reitman) at\u00e9 que, em 2005, chega ao seu primeiro filme assumindo n\u00e3o s\u00f3 a dire\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m o roteiro (adaptado do romance de Christopher Buckley): \u201cObrigado por Fumar\u201d foi bastante elogiado e revelou o que seria sua marca registrada, fazer do m\u00ednimo o m\u00e1ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa qualidade pode ser estendida do acerto em \u201cObrigado por Fumar\u201d \u00e0 fofura indie de \u201cJuno\u201d (de 2007, indicado a quatro Oscars e vencedor de um, Melhor Roteiro, de Diablo Cody) e, num degrau mais baixo, o romance dram\u00e1tico \u201cAmor Sem Escalas\u201d (2009), que aumentou as indica\u00e7\u00f5es de Jason na Academia (foram seis), embora, merecidamente, o diretor e o filme tenham sa\u00eddo com as m\u00e3os abanando da premia\u00e7\u00e3o (a concorr\u00eancia estava alta).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, Jason Reitman mostrou com esses filmes (vale incluir \u201cJovens Adultos\u201d, de 2011, tentativa de reprisar a parceria com Diablo Cody, certeira em \u201cJuno\u201d, que n\u00e3o deu t\u00e3o certo) que consegue, partindo de um baixo or\u00e7amento para os padr\u00f5es hollywoodianos, criar filmes belos e reflexivos, carregados de boas doses de humor. Os roteiros com que trabalha, em sua ess\u00eancia, optam pela simplicidade ao dar voz a protagonistas individuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi assim com um executivo da ind\u00fastria do cigarro (\u201cObrigado por Fumar\u201d), uma gr\u00e1vida adolescente (\u201cJuno\u201d), um downsizer (o agente respons\u00e1vel por demiss\u00f5es em \u201cAmor sem Escalas\u201d), uma ghost writer em crise (\u201cJovens Adultos\u201d) e uma depressiva dona de casa (\u201cRef\u00e9m da Paix\u00e3o\u201d), exemplos de seus her\u00f3is, pois travam batalhas di\u00e1rias num mundo totalmente modificado, recheado de desafios pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que seu olhar se direcione para a cultura do cidad\u00e3o norte-americano comum, seu cinema conseguiu atingir ao p\u00fablico de maneira global, fator este que faz com que seus projetos sejam sucessos de bilheteria em sua maioria. Esta sina perdurou por bastante tempo, mas j\u00e1 vinha dando sinais de desgaste em \u201cJovens Adultos\u201d (que havia custado US$ 12 milh\u00f5es e faturado 22 milh\u00f5es) e, principalmente, em \u201cRef\u00e9m da Paix\u00e3o\u201d (custo de US$ 18 milh\u00f5es, lucro de 19 milh\u00f5es), encontrando o fundo do po\u00e7o em \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d (2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseado no livro de Chad Kultgen, o filme discute a mudan\u00e7a comportamental humana nos \u00faltimos tempos. O roteiro, escrito pela dupla Reitman\/Erin Cressida Wilson e narrado por Emma Thompson, come\u00e7a bem ao tra\u00e7ar um paralelo entre os anos 70, per\u00edodo em que a tecnologia ainda engatinhava (exemplificado pela sonda Voyager, que fora enviada com o objetivo principal de transportar elementos da cultura humana ao espa\u00e7o), com o grande salto dos totalmente modificados e nunca antes imaginados dias atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a breve premissa, o olhar cient\u00edfico d\u00e1 lugar a um analise aproximada da sociedade atual, largamente alterada desde o advento da internet. Para retratar a tamanha modifica\u00e7\u00e3o comportamental, Jason Reitman faz de seus personagens meros escravos das redes sociais e exp\u00f5e o isolamento que elas geram, retratando assim um painel fidedigno (e bastante amplo) do que visualizamos hoje, principalmente com os adolescentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As atua\u00e7\u00f5es do vasto elenco, composto por Adam Sandler, Jennifer Garner, os novatos Ansel Elgort e Kaitlyn Dever, por mais que se destaquem, maquiam o que de fato \u00e9 o grande problema do filme: a multiplicidade de tem\u00e1tica. Ao tentar abra\u00e7ar uma s\u00e9rie de temas (trai\u00e7\u00f5es, anorexia, a superficialidade humana e a sexualidade precoce, entre outros), Reitman tira for\u00e7a do mote central, fazendo com que o antes ambicioso e atual roteiro fosse de encontro a um intenso mergulho num sentimentalismo barato, ris\u00edvel, a beira do clich\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como uma an\u00e1lise feita num \u00fanico tu\u00edte, \u201cHomens, Mulheres e Filhos\u201d peca ao discutir uma pluralidade de temas de maneira vazia, em curto espa\u00e7o de tempo e deixando-os em suspenso. O olhar piedoso e raso do filme conduzido pelo talentoso Reitman, infelizmente, compactua com os tempos modernos, pois seguimos incapazes de perceber o que de fato \u00e9 simples: o grande problema da humanidade hoje \u00e9 n\u00e3o sabermos equacionar nossas a\u00e7\u00f5es e priorizar o que de fato nos \u00e9 importante: viver de forma n\u00e3o virtual.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kxrVDuxq8Nc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kxrVDuxq8Nc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8211; Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator e colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">pignes.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; O carisma de Juno, precocemente madura e exageradamente espirituosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/02\/10\/cinema-juno-de-jason-reitman\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; De modo criativo e c\u00f4mico, &#8220;Jovens Adultos&#8221; questiona ambi\u00e7\u00e3o e crescimento (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/05\/cinema-jovens-adultos-jason-reitman\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Amor Sem Escalas&#8221; e para jovens entenderem errado e adultos fingirem n\u00e3o entender (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/24\/amor-sem-escalas-jason-reitman\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa e Bruno Lisboa\nFilme de Jason Reitman soa mais como desservi\u00e7o do que reflex\u00e3o, ainda que permita avaliar que o problema somos n\u00f3s\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/03\/cinema-homens-mulheres-e-filhos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27969"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27969"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27969\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27975,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27969\/revisions\/27975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}