{"id":27901,"date":"2015-01-01T14:38:17","date_gmt":"2015-01-01T17:38:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=27901"},"modified":"2016-09-01T01:43:34","modified_gmt":"2016-09-01T04:43:34","slug":"discografia-comentada-ramones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/01\/discografia-comentada-ramones\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: Ramones"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27902\" title=\"ramones2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones2-300x248.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarenta anos ap\u00f3s seu lan\u00e7amento (abril de 2014), o \u00e1lbum de estreia dos Ramones recebeu o disco de ouro nos Estados Unidos, prova tanto de que seu legado continua vigente quanto do status de banda cult em seu pa\u00eds natal. Se eles foram influentes e famosos em muitos pa\u00edses mundo afora (especialmente na Am\u00e9rica do Sul), nunca obtiveram, enquanto ativos, reconhecimento em seu pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Ramones s\u00e3o como o vinho, ou seja, assuntos sobre o qual j\u00e1 se escreveu muita bobagem. Afinal, ambos s\u00e3o, ao mesmo tempo, simples e complexos, alvos de coment\u00e1rios not\u00e1veis e de tolices desmesuradas, capazes de proporcionar momentos \u00f3timos ou p\u00e9ssimos. E ambos com muito mais por tr\u00e1s de sua apar\u00eancia do que a primeira vis\u00e3o pode sugerir&#8230; e possivelmente danosos se consumidos em excesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explicando essa \u00faltima met\u00e1fora: h\u00e1 quem associe, at\u00e9 hoje, os Ramones com incompet\u00eancia instrumental, citando sua influ\u00eancia para justificar a indig\u00eancia na execu\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es. Nada mais injusto: se \u00e9 verdade que melodias complexas passam longe da proposta da banda, \u00e9 tamb\u00e9m verdade que o estilo de guitarra de Johnny \u00e9 bastante pessoal e, segundo muitos m\u00fasicos, inimit\u00e1vel. Tamb\u00e9m \u00e9 justo lembrar que a batida criada por Tommy, e depois acelerada e popularizada por Marky, \u00e9 outra assinatura musical da banda. Para n\u00e3o falar de sua capacidade em aliar melodias sessentistas \u00e0 urg\u00eancia das primeiras grava\u00e7\u00f5es de rock\u2019n\u2019roll. Dentro de suas limita\u00e7\u00f5es, os Ramones encontraram sua identidade pessoal, que foi preservada, tanto quanto poss\u00edvel, pela m\u00e3o de ferro de Johnny, respons\u00e1vel por administrar as idiossincrasias de Joey e Dee Dee \u2013 os compositores mais prol\u00edficos, e tamb\u00e9m as personalidades mais perturbadas, da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 1974 a 1996, apenas o vocalista Joey (Jeffrey Hyman) e o guitarrista Johnny (John Cummings) permaneceram \u2013 ainda que na maior parte desses anos o relacionamento dos dois tenha se limitado \u00e0s conversas profissionais inescap\u00e1veis. E da forma\u00e7\u00e3o original, completada por Tommy (Tomas Erdelyi, bateria) e Dee Dee (Douglas Colvin, baixo e backing vocals), nenhum sobreviveu. O legado hoje \u00e9 mantido pelo incans\u00e1vel Mary (Marc Bell), que n\u00e3o cansa de emprestar suas baquetas a quem o chamar, e em menor propor\u00e7\u00e3o por CJ (Christopher Ward), o baixista que entrou na banda em 1989, com apenas 22 anos de idade. Outros ex-Ramones s\u00e3o os bateristas Elvis (Clem Burke, do Blondie), que tocou em apenas dois shows, e o discreto Richie (Richard Reinhardt).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizer que a discografia dos Ramones \u00e9 extensa \u00e9 quase eufemismo: s\u00e3o 14 \u00e1lbuns de est\u00fadio e seis ao vivo. H\u00e1 ainda v\u00e1rias colet\u00e2neas \u00e1lbuns solo e projetos paralelos dos integrantes, al\u00e9m de mais de 40 discos-tributo feitos por artistas mainstream ou independentes de v\u00e1rios pa\u00edses diferentes. Tanto quanto poss\u00edvel, esses discos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos tributos, ser\u00e3o comentados aqui. Vale apontar ainda que os oito primeiros discos de est\u00fadio tiveram vers\u00f5es expandidas e remasterizadas lan\u00e7adas pelo Rhino Records em 2001 e 2002. Esses extras tamb\u00e9m ser\u00e3o apontados no texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma \u00faltima ressalva: quando se apontam os sucessos de cada disco, deve ser notada a recep\u00e7\u00e3o dada \u00e0s can\u00e7\u00f5es entre os f\u00e3s ou nos rankings de pa\u00edses que n\u00e3o os Estados Unidos, j\u00e1 que o desempenho dos Ramones nas paradas de seu pa\u00eds foi p\u00edfio. Mas chega de conversa: hey ho, let\u2019s go.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27903 aligncenter\" title=\"ramones3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ramones (abril de 1976)<\/strong><br \/>\nO disco que ensinou o mundo que tr\u00eas acordem podem ser tudo o que voc\u00ea precisa. O disco cuja capa mostrou a garotos em diversas partes do globo que jeans rasgados, camiseta e jaqueta de couro bastam para ser cool. Que diz que todos os garotos querem cheirar cola, porque n\u00e3o t\u00eam mais nada para fazer. Que toca pelo tempo suficiente para animar uma festa e acaba antes da pol\u00edcia chegar (14 faixas em cerca de 28 minutos). O disco que lan\u00e7ou o c\u00e2ntico de \u201cHey! Ho! Let\u2019s Go!\u201d. Que ensinou ao mundo como contar de um a quatro, com f\u00faria, em ingl\u00eas. Que devolveu ao rock o senso de perigo e rebeldia. Que tinha m\u00fasicas sobre filmes de terror baratos. Que transformava hits a\u00e7ucarados do rock em pauladas distorcidas. Que tem letras de apenas dois versos. Que foi gravado em uma semana de est\u00fadio, por pouco mais de 6 mil d\u00f3lares. Que influenciou Clash, Sex Pistols, Vandals, Damned, Buzzcocks. O disco que voc\u00ea precisa ouvir agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2001: basicamente, demos \u2013 de \u201cI Wanna Be Your Boyfriend\u201d, \u201cJudy Is a Punk\u201d e \u201cNow I Wanna Sniff Some Glue\u201d (que est\u00e3o no disco em sua vers\u00e3o final); de \u201cYou Should Never Have Opened That Door\u201d (que entraria no \u00e1lbum \u201cLeave Home\u201d) e \u201cI Don\u2019t Care\u201d (de \u201cRocket to Russia\u201d); e as nunca lan\u00e7adas em \u00e1lbum \u201cI Can\u2019t Be\u201d e \u201cI Don\u2019t Wanna Be Learned \/ I Don\u2019t Wanna Be Tamed\u201d. Al\u00e9m delas, h\u00e1 a vers\u00e3o de \u201cBlitzkrieg Bop\u201d tirada do single original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cBlitzkrieg Bop\u201d, \u201cBeat On The Brat\u201d, \u201cHavana Affair\u201d, \u201cToday Your Love, Tomorrow the World\u201d, \u201cI Wanna Be Your Boyfriend\u201d, \u201cI Don\u2019t Wanna Go Down On The Basement\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27904 aligncenter\" title=\"ramones4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leave Home (janeiro de 1977)<\/strong><br \/>\nGravado com mais tempo e dinheiro (10 mil d\u00f3lares, quase o dobro do disco de estreia), \u201cLeave Home\u201d \u00e9 um disco melhor mixado e masterizado, com um som cheio e vibrante, uma preciosidade de puro frescor rocker. Faz bonito na pancadaria, com \u201cGlad to See You Go\u201d, \u201cCommando\u201d, \u201cPinhead\u201d (a faixa que trouxe o brado \u201cgabba gabba hey\u201d, \u201cparafraseado\u201d de uma fala do bizarro filme \u201cFreaks\u201d, de 1932) e outras. Mas faz mais bonito ainda nos temas inspirados pelo surf rock (\u201cSuzy Is a Headbanger\u201d, o cover dos Rivieras \u201cCalifornia Sun\u201d) e nos mais rom\u00e2nticos, como \u201cOh Oh I Love Her So\u201d e \u201cI Remember You\u201d. O \u00e1lbum teve diferentes vers\u00f5es na Inglaterra e nos Estados Unidos, j\u00e1 que a faixa \u201dCarbona Not Glue\u201d s\u00f3 esteve presente na primeira prensagem \u2013 o empres\u00e1rio Danny Fields achou melhor remov\u00ea-la por temer um processo da empresa que detinha o direito do nome Carbona, a marca de um popular solvente. A faixa foi substitu\u00edda na reedi\u00e7\u00e3o americana por \u201cSheena Is a Punk Rocker\u201d, e na edi\u00e7\u00e3o inglesa pelo outtake \u201cBabysitter\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2001: o \u00e1lbum \u00e9 apresentado em sua lista original de temas, com \u201cCarbona Not Glue\u201d como quinta-faixa, e \u201cBabysitter\u201d entrando como b\u00f4nus, deixando \u201cSheena Is a Punk Rocker\u201d de fora (ela estar\u00e1 presente em \u201cRocket To Russia\u201d). Traz ainda 16 can\u00e7\u00f5es pin\u00e7adas de \u201cLeave Home\u201d e seu antecessor gravadas ao vivo no The Roxy (Los Angeles) em dezembro de 1976.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cPinhead\u201d, \u201cSuzy Is A Headbanger\u201d, \u201cCommando\u201d, \u201cSwallow My Pride\u201d, \u201cCalifornia Sun\u201d, \u201cGimme Gimme Shock Treatment\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27905 aligncenter\" title=\"ramones5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones5.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones5.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones5-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones5-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rocket to Russia (novembro de 1977)<\/strong><br \/>\nTudo que j\u00e1 era muito bom nos dois primeiros discos atinge seu \u00e1pice em \u201cRocket to Russia\u201d. A arejad\u00edssima produ\u00e7\u00e3o de Tony Bongiovi (em parceria com Tommy Ramone) captou \u2013 como nunca antes e nunca depois \u2013 o som da guitarra de Johnny, a marca\u00e7\u00e3o precisa de Dee Dee e a batida \u00fanica de Tommy. Aqui, a ideia de unir o som do rock\u2019n\u2019roll dos anos 50 com o pop e o som garageiro dos 60 e a urg\u00eancia do quarteto atingiu um ponto de equil\u00edbrio perfeito. Como escreveu o cr\u00edtico Andr\u00e9 Forastieri num <a href=\"http:\/\/rateyourmusic.com\/release\/album\/ramones\/rocket_to_russia\/\" target=\"_blank\">texto antol\u00f3gico<\/a> da se\u00e7\u00e3o Discoteca B\u00e1sica, da revista Bizz, \u201centre \u2018Rockaway Beach\u2019 e \u2018Teenage Lobotomy\u2019 est\u00e1 tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre rock\u201d (Bizz 77). Foi o primeiro disco da banda a ser lan\u00e7ado no Brasil (em 1987), o que talvez ajude a explicar a devo\u00e7\u00e3o criada em torno da banda por aqui. Al\u00e9m do som, havia a iconografia poderosa da banda, fosse na imagem da capa (os quatro novamente retratados em preto e branco, exibindo seu visual de jeans e couro enquanto apoiados em um muro deteriorado) ou nos desenhos do encarte e da contracapa, feitos por John Holmstrom. Dois \u00f3timos covers \u2013 \u201cDo You Wanna Dance?\u201d (originalmente de Bobby Freeman, ainda que a grava\u00e7\u00e3o ram\u00f4nica seja uma \u201celetrizada\u201d na vers\u00e3o veloz dos Beach Boys) e \u201cSurfin\u2019 Bird\u201d \u2013 se tornaram t\u00e3o emblem\u00e1ticos que muita gente at\u00e9 hoje acredita serem temas pr\u00f3prios da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2001: a demo da \u00f3tima \u201cSlug\u201d (can\u00e7\u00e3o incompreensivelmente dispensada do LP), vers\u00f5es de single de \u201cI Don\u2019t Care\u201d e \u201cSheena Is a Punk Rocker\u201d, uma primeira vers\u00e3o de \u201cNeedles and Pins\u201d, dos Searchers \u2013 que entraria em outro take no \u00e1lbum seguinte, \u201cRoad to Ruin\u201d, que contaria ainda com o lado B \u201cIt\u2019s a Long Way Back to Germany\u201d, aqui presente como faixa extra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: a bem de verdade, o disco todo, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de \u201cI Can\u2019t Give You Anything\u201d, \u201cLocket Love\u201d e \u201cWhy Is It Always This Way?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27906 aligncenter\" title=\"ramones6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones6.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones6.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones6-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones6-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Road to Ruin (setembro de 1978)<\/strong><br \/>\nCansados de n\u00e3o entrar nas paradas, os Ramones come\u00e7aram a tomar as primeiras medidas conscientes para mudar seu som e se tornarem mais acess\u00edveis. A balada brega \u201cQuestioningly\u201d (que Dee Dee comp\u00f4s apenas para mostrar \u00e0 m\u00e3e que era capaz de escrever uma can\u00e7\u00e3o de amor), o embalinho country-pop \u201cDon\u2019t Come Close\u201d (com direito a solo de guitarra!) e a j\u00e1 citada cover de \u201cNeedles and Pins\u201d eram acenos claros ao sucesso. Mas o sucesso n\u00e3o entendeu o recado, e os Ramones passaram despercebidos pelo grande p\u00fablico, mais uma vez. O som forjado nos tr\u00eas primeiros LPs continuava ali, em \u201cShe\u2019s The One\u201d, no hino antitudo \u201cI\u2019m Against It\u201d, na lassid\u00e3o de \u201cI Just Want to Have Something to Do\u201d e, acima de tudo, em \u201cI Wanna Be Sedated\u201d. Mas algo tinha mudado irreversivelmente. J\u00e1 se notava a auto repeti\u00e7\u00e3o (vide \u201cGo Mental\u201d e \u201cYea Yea\u201d), e o primeiro racha no relacionamento surgia: Tommy estava exausto das turn\u00eas e n\u00e3o mais a fim de segurar a bronca entre os g\u00eanios dif\u00edceis de seus tr\u00eas companheiros, ent\u00e3o deixou a banda e passou ao papel de produtor, ao lado de Ed Stasium (engenheiro de som de \u201cRocket to Russia\u201d). Marky, ex- Richard Hell &amp; The Voidoids, assumiu a bateria porque \u2013 segundo contado no livro \u201cMate-Me, Por Favor\u201d \u2013 ao contr\u00e1rio de sua banda anterior, os Ramones ao menos faziam shows e ele teria grana para pagar suas muitas contas vencidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2001: demos de \u201cYea Yea\u201d e da tola \u201cCome Back, She Cried a.k.a. I Walk Out\u201d, um medley ao vivo com \u201cBlitzkireg Bop\u201d, \u201cTeenage Lobotomy\u201d, \u201cCalifornia Sun\u201d, \u201cPinhead\u201d e \u201cShe\u2019s The One\u201d, constante na trilha do filme \u201cRock\u2019n\u2019Roll High School\u201d; e takes alternativos para duas faixas da mesma trilha sonora, o tema-t\u00edtulo e \u201cI Want You Around\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cI Wanna Be Sedated\u201d, \u201cI Just Want to Have Something to Do\u201d, \u201cNeedles &amp; Pins\u201d, \u201cShe\u2019s The One\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27907 aligncenter\" title=\"ramones7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>End of The Century (fevereiro de 1980)<\/strong><br \/>\nOs Ramones n\u00e3o precisaram pensar muito para ceder ao ass\u00e9dio de Phil Spector, que insistia em fazer um disco do quarteto. Parecia perfeito: o produtor lend\u00e1rio que lapidou boa parte das m\u00fasicas que os Ramones amavam, disposto a fazer um \u00e1lbum deles? N\u00e3o tinha como dar errado. Mas deu, e bastante. N\u00e3o bastasse Spector estar enlouquecido pelo abuso de drogas (a ponto de apontar uma pistola para os integrantes da banda e sua equipe de apoio, impedindo-os de sair de sua mans\u00e3o), ele tinha muito mais interesse em Joey do que nos demais. Al\u00e9m disso, Spector n\u00e3o soube trabalhar a energia bruta das composi\u00e7\u00f5es mais pesadas, e a banda queria fazer sucesso a todo custo e tentava sem \u00eaxito soar pop. O resultado \u00e9 um disco esquisito, tocado em grande parte por m\u00fasicos de est\u00fadio, j\u00e1 que Dee Dee se recusou a aguentar as sandices do produtor (\u201cAt\u00e9 hoje n\u00e3o sei como \u2018End of The Century\u2019 foi feito nem quem tocou o baixo\u201d, contaria Dee Dee, anos mais tarde, em sua autobiografia), enquanto Johnny e Marky gravaram apenas bases que foram complementadas ou mesmo substitu\u00eddas pelo trabalho de m\u00fasicos de est\u00fadio. A presen\u00e7a de Phil tamb\u00e9m afastou Tommy, que ficaria de fora dos discos da banda at\u00e9 \u201cToo Tough to Die\u201d (1984). Nem tudo s\u00e3o espinhos, entretanto: \u201cDo You Remember Rock\u2019n\u2019Roll Radio?\u201d, um queixume sobre o rock estar morrendo (esse papo \u00e9 velho, leitor&#8230;), \u00e9 uma j\u00f3ia, retr\u00f4 e eterna ao mesmo tempo. \u201cChinese Rocks\u201d, parceria de Dee Dee com Johnny Thunders, tamb\u00e9m \u00e9 \u00f3tima, apesar de inferior \u00e0 gravada originalmente pelos Heartbreakers. A cover de \u201cBaby, I Love You\u201d exagera um pouco na sacarose, mas nem isso afeta sua beleza. \u201cI\u2019m Affected\u201d \u00e9 um exemplo do que o \u00e1lbum poderia ter sido se Spector tivesse entendido o peso da banda. \u201cI Can\u2019t Make It on Time\u201d \u00e9 uma belezinha sessentista, e \u201cDanny Says\u201d, uma sentida can\u00e7\u00e3o sobre sentir-se s\u00f3 na estrada, \u00e9 o momento onde o g\u00eanio de Spector se faz sentir, valorizando uma das mais belas composi\u00e7\u00f5es dos Ramones. Ali\u00e1s, \u201cEnd of The Century\u201d foi o \u00faltimo \u00e1lbum dos Ramones em que as can\u00e7\u00f5es foram creditadas coletivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2002: \u201cI Want You Around\u201d reaparece, agora na mixagem final, e demos de \u201cI\u2019m Affected\u201d, \u201cDanny Says\u201d, \u201cDo You Remember Rock\u2019n\u2019Roll Radio?\u201d e das descartadas (e boas) \u201cPlease Don\u2019t Leave\u201d e \u201cAll the Way\u201d. H\u00e1 ainda um promo radiof\u00f4nico lan\u00e7ado \u00e0 \u00e9poca de seu lan\u00e7amento original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cDo You Remember Rock\u2019n\u2019Roll Radio?\u201d, \u201cChinese Rocks\u201d, \u201cRock\u2019n\u2019Roll High School\u201d, \u201cBaby, I Love You\u201d (que gozou de pequeno sucesso nas paradas do Reino Unido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27908 aligncenter\" title=\"pleasant\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/pleasant.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/pleasant.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/pleasant-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/pleasant-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pleasant Dreams (julho de 1981)<\/strong><br \/>\nTraumatizados pelo fracasso comercial e art\u00edstico de seu \u00e1lbum antecessor, os Ramones come\u00e7aram uma disputa interna por poder, na qual Joey levou uma discreta vantagem. Para piorar, Johnny come\u00e7ou a sair com Linda Danielle, a namorada de Joey, at\u00e9 que esta efetivamente o deixou para se casar com o guitarrista. Ambos cortaram rela\u00e7\u00f5es pessoais e jamais reatariam. Para piorar, Dee Dee estava imerso no v\u00edcio em drogas legais e ilegais, especialmente hero\u00edna. Ainda assim, assinou cinco can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, com Joey entregando as outras sete. A gravadora Sire empurrou o produtor Graham Gouldman, integrante da banda 10cc (\u201cI\u2019m Not in Love\u201d, lembra?), goela abaixo, mesmo com a banda insistindo em ter Steve Lillywhite nos consoles (!). Johnny desprezaria a produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, e os f\u00e3s mais punk reclamam at\u00e9 hoje do que dizem ser falta de punch, mas a verdade \u00e9 que \u201cPleasant Dreams\u201d funciona muito bem. \u00c9 o trabalho mais pop dos Ramones, com especial cuidado nos vocais \u2013 basta ouvir os coros de \u201cDon\u2019t Go\u201d ou a impec\u00e1vel performance de Joey em \u201c7-11\u201d. Gouldman tirou a sujeira, mas n\u00e3o o pique, tornando at\u00e9 can\u00e7\u00f5es perturbadas como \u201cYou Didn\u2019t Mean Anything to Me\u201d e \u201cYou Sound Like You\u2019re Sick\u201d (ambas de Dee Dee) em gemas power pop \u2013 embora pese um pouco a m\u00e3o na excessivamente new wave \u201cIt\u2019s Not My Place (in the 9 to 5 World\u201d), que mais parece Blondie com os vocais de Joey. Essa \u00faltima, junto com o single \u201cWe Want the Airwaves\u201d, renderam clipes datados e ris\u00edveis. E at\u00e9 hoje permanece a d\u00favida se \u201cThe KKK Took My Baby Away\u201d foi composta por Joey como um esc\u00e1rnio a Johnny (ele seria a \u201cKKK\u201d, devido a suas posi\u00e7\u00f5es de extrema direita): h\u00e1 depoimentos que dizem que a can\u00e7\u00e3o j\u00e1 existia antes de o guitarrista come\u00e7ar a sair com Linda . De qualquer forma, o vocalista emprestaria esse sentido de esc\u00e1rnio a ela em seus c\u00edrculos mais \u00edntimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2002: certamente a melhor sele\u00e7\u00e3o de material extra das edi\u00e7\u00f5es da Rhino. H\u00e1 \u201cChop Suey\u201d, com vocais de Debbie Harry, Kate Pierson e Cindy Wilson (as \u00faltimas duas do B-52\u2019s); dois \u00f3timos outtakes que seriam reaproveitados em discos futuros (\u201cI Cant\u2019t Get You Out of My Mind\u201d e \u201cTouring\u201d) e demos para faixas que n\u00e3o vingaram: \u201cSleeping Trouble\u201d, \u201cKicks to Try\u201d, \u201cI\u2019m Not Na Answer\u201d e \u201cStares in This Town\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cWe Want The Airwaves\u201d, \u201cThe KKK Took My Baby Away\u201d, \u201cSitting In My Room\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27909 aligncenter\" title=\"ramones8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Subterranean Jungle (fevereiro de 1983)<\/strong><br \/>\nSe o clima no disco anterior estava ruim, aqui era muito pior: Marky estava no pico do seu alcoolismo e faltava a ensaios e grava\u00e7\u00f5es (e quando aparecia, costumava errar tudo), Dee Dee seguia afundando, e Johnny, rancoroso com as infrut\u00edferas tentativas de soar pop, assumia definitivamente o comando, deixando um ap\u00e1tico e depressivo Joey em segundo plano. Johnny se orgulharia de fazer um disco mais pesado, mas a verdade \u00e9 que, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de \u201cPsycho Therapy\u201d, nem mesmo os f\u00e3s se lembram do que h\u00e1 no disco. O fato de abrir com duas covers (\u201cLittle Bit of Soul\u201d, do The Music Explosion, e \u201cI Need Your Love\u201d, da banda The Poppees), e conter uma terceira mais para a frente (\u201cTime Has Come Today\u201d, dos Chambers Brothers), mostra o quanto a banda estava desajustada entre si. Vale dizer, por\u00e9m, que tais covers formam o melhor do \u00e1lbum, junto com a j\u00e1 citada \u201cPsycho Therapy\u201d. A baladinha \u201cMy-My Kind of Girl\u201d tamb\u00e9m tem sua gra\u00e7a. O resto n\u00e3o \u00e9 ruim, \u00e9 apenas&#8230; ordin\u00e1rio (OK, \u00e9 ruinzinho, sim). Marky foi expulso da banda durante as grava\u00e7\u00f5es. A bateria de \u201cTime Has Come Today\u201d foi gravada pelo m\u00fasico Billy Rogers, mas quem aparece segurando as baquetas no clipe da can\u00e7\u00e3o \u00e9 Richie Ramone, o substituto oficial que j\u00e1 come\u00e7aria a tocar na turn\u00ea do disco. Walter Lure, do Johnny Thunder &amp; The Heartbreakers, gravaria muitas guitarras no disco \u2013 as que Johnny n\u00e3o queria ou n\u00e3o conseguia tocar. Essa pr\u00e1tica se tornaria uma constante nos discos seguintes, com Lure ou outros m\u00fasicos executando os instrumentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2002: melhoram bastante a qualidade final do disco, com o mix original de \u201cIndian Giver\u201d (outro cover, dessa vez da banda-de-um-sucesso-s\u00f3 1910 Fruitgum Company), o outtake sessentista \u201cNew Girl In Town\u201d, uma demo ac\u00fastica de \u201cMy-My Kind of Girl\u201d e demos das abandonadas \u201cNo One to Blame\u201d, \u201cRoots of Hatred\u201d, \u201cBurning Along\u201d e \u201cUnhappy Girl\u201d (curiosamente, todas creditadas coletivamente \u00e0 banda, como n\u00e3o mais faziam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso: \u201cPsycho Therapy\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27910 aligncenter\" title=\"ramones9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones9.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Too Tough to Die (outubro de 1984)<\/strong><br \/>\nProvavelmente o \u00e1lbum dos Ramones feito nas condi\u00e7\u00f5es menos tumultuadas (\u201ctranquilas\u201d jamais seria o caso). Dee Dee entrara na reabilita\u00e7\u00e3o e estava s\u00f3brio havia meses, at\u00e9 mesmo fazendo exerc\u00edcios f\u00edsicos; Johnny seguia firme na dire\u00e7\u00e3o da banda e ningu\u00e9m parecia questionar muito isso; Richie trouxe um estilo pr\u00f3prio e totalmente diferente de seus antecessores; Joey lutava com um de seus piores per\u00edodos de alcoolismo e depress\u00e3o, mas n\u00e3o interferia no processo de composi\u00e7\u00e3o e colaborava tanto quanto podia. Al\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o ficava novamente a cargo da dupla Ed Stasium e Tommy Ramone, e os dois ajudaram a banda a (quase) deixar de lado as tentativas pop para assumir um som mais pesado (com influ\u00eancia do hardcore, diga-se). Como consequ\u00eancia, \u201cToo Tough to Die\u201d \u00e9 um \u00e1lbum encorpado, mas tamb\u00e9m cheio de varia\u00e7\u00f5es: Dee Dee assume a voz solo pela primeira vez, esgoelando-se em duas faixas, as velozes \u201cEndless Vacation\u201d e \u201cWart Hog\u201d (essa com o refr\u00e3o cantado por Richie). Tamb\u00e9m \u00e9 a primeira (e \u00fanica) vez em que os Ramones entregam uma faixa instrumental, \u201cDurango 95\u201d (de apenas 55 segundos) \u2013 que se tornaria a can\u00e7\u00e3o de abertura de quase todos os seus shows deste ano em diante. Outro debute \u00e9 o do m\u00fasico Daniel Rey, que tocaria guitarra em algumas faixas e se tornaria colaborador frequente da banda de 1987 para a frente. Richie contribui com uma composi\u00e7\u00e3o sua, o punkinho \u201cHumankind\u201d, mas as melhores faixas s\u00e3o as que trazem novidades: a cadenciada \u201cMama\u2019s Boy\u201d, a clim\u00e1tica balada hard \u201cI\u2019m Not Afraid of Life\u201d, a garageira faixa-t\u00edtulo e o solit\u00e1rio aceno pop (sintetizado, ainda por cima!) \u201cHowling at the Moon (Sha-La-La)\u201d, uma ode \u00e0 maconha que foi lan\u00e7ada inicialmente em um compacto produzido por Dave Stewart (ent\u00e3o nos Eurhythmics).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2002: t\u00e3o interessante e valorosa quanto a do disco anterior, a sele\u00e7\u00e3o compreende uma cover meio torta dos Rolling Stones (\u201cStreet Fighting Man\u201d, uma can\u00e7\u00e3o que Joey amava), demos cantadas por Dee Dee (\u201cToo Tough to Die\u201d, com viradas de bateria e tudo; a hil\u00e1ria tentativa de se mostrar politicamente consciente \u201cPlanet Earth 1988\u201d; \u201cEndless Vacation\u201d e \u201cDanger Zone\u201d), outras demos (\u201cDaytime Dilemma\u201d, \u201cNo Go\u201d, \u201cMama\u2019s Boy\u201d \u2013 com not\u00e1vel performance de Richie \u2013 e uma \u201cHowling at The Moon (Sha-La-La)\u201d que supera a vers\u00e3o final), e as sobras \u201cI\u2019m Not an Answer\u201d, \u201cSmash You\u201d e \u201cOut of Here\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cToo Tough to Die\u201d, \u201cMama\u2019s Boy\u201d, \u201cHowling at the Moon (Sha-La-La)\u201d, \u201cWart Hog\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27911 aligncenter\" title=\"ramones10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones10.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones10.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones10-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones10-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Animal Boy (maio de 1986)<\/strong><br \/>\nO disco \u00e9 quase todo comandado por Dee Dee, que assina, sozinho ou em parceria, nove das doze can\u00e7\u00f5es. S\u00e3o algumas de suas melhores composi\u00e7\u00f5es, mas a produ\u00e7\u00e3o de Jean Beauvoir (que tocara com os Plasmatics e Little Steven and the Disciples of Soul) erra feio, colocando timbres modernosos (para a \u00e9poca) e jogando fartas doses de eco, reverb e teclados onde estes n\u00e3o deveriam estar. A influ\u00eancia do hardcore continuava na faixa-t\u00edtulo e nas tolas \u201cEat that Rat\u201d (cantada pelo baixista) e \u201cFreak of Nature\u201d, s\u00f3 que isso n\u00e3o impedia que houvesse espa\u00e7o para baladas, como a bela \u201cSomething to Believe In\u201d e a chauvinista \u201cShe Belongs to Me\u201d \u2013 ambas desvalorizadas pelos arranjos e pela produ\u00e7\u00e3o, infelizmente. \u201cMental Hell\u201d era uma impressionante contribui\u00e7\u00e3o de Joey, retratando seu inferno pessoal sem meias palavras, enquanto \u201cSomebody Put Something In My Drink\u201d, de Richie, era uma rock song perfeita para as r\u00e1dios \u2013 que n\u00e3o a tocaram. Por\u00e9m, o marco do disco para os f\u00e3s \u00e9 \u201cBonzo Goes to Bitburg\u201d, can\u00e7\u00e3o que provocou uma crise na banda: a letra criticava uma visita do ent\u00e3o presidente Ronald Reagan a um cemit\u00e9rio militar nazista, e Johnny, republicano radical, n\u00e3o admitia que falassem mal \u201cdo melhor presidente que os EUA j\u00e1 tiveram\u201d, segundo suas palavras. Johnny se recusou a grav\u00e1-la, mas a can\u00e7\u00e3o era excelente, e acabou virando single. No disco, ela \u00e9 rebatizada como \u201cMy Brain Is Hanging Upside Down\u201d a pedido do guitarrista, que tamb\u00e9m n\u00e3o aceitava o pejorativo apelido de \u201cBonzo\u201d para o pol\u00edtico criticado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cMy Brain Is Hanging Upside Down\u201d, \u201cAnimal Boy\u201d, \u201cSomebody Put Something In My Drink\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27912 aligncenter\" title=\"ramones11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones11.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones11.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones11-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones11-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Halfway to Sanity (setembro de 1987)<\/strong><br \/>\n\u201cVai ser realmente heavy, hard e metal\u201d, declarava Joey sobre o disco em sua primeira entrevista ao Brasil, numa edi\u00e7\u00e3o da Bizz de 1987. Voc\u00ea consegue imaginar os Ramones fazendo metal? Escute \u201cGarden of Serenity\u201d ou \u201cWorm Man\u201d e constate o (lament\u00e1vel) resultado. Na verdade, o que domina \u201cHalfway to Sanity\u201d \u00e9 um hardcore gen\u00e9rico, como exemplificado nas tontas \u201cWeasel Face\u201d e \u201cI Lost My Mind\u201d (outro vocal solo de Dee Dee). A tentativa de \u201cse modernizar\u201d s\u00f3 d\u00e1 certo em \u201cI Wanna Live\u201d, emocionante e poderosa can\u00e7\u00e3o sobre a luta de Dee Dee para resistir ao v\u00edcio (ao qual n\u00e3o resistiria). O baixista, ali\u00e1s, estava mais interessado em rap que em rock, o que \u2013 somado com novo per\u00edodo de abuso de drogas \u2013 come\u00e7aria a causar seu afastamento da banda. Richie tamb\u00e9m pularia fora ap\u00f3s o lan\u00e7amento do disco, cansado de ser exclu\u00eddo na divis\u00e3o dos lucros obtidos com merchandising da banda, mas ainda entregaria uma \u00faltima composi\u00e7\u00e3o, a britadeira clicheza\u00e7a \u201cI\u2019m Not Jesus\u201d (que tem at\u00e9 Pai Nosso rezado em latim no meio). Fora a citada \u201cI Wanna Live\u201d, os \u00fanicos bons momentos do disco seriam as tr\u00eas solit\u00e1rias composi\u00e7\u00f5es de Joey: a love song sessentista \u201cBye Bye Baby\u201d, a sombria \u201cDeath of Me\u201d e a delicinha bubblegum \u201cA Real Cool Time\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cI Wanna Live\u201d, \u201cBye Bye Baby\u201d.<br \/>\nNota: 4,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27913 aligncenter\" title=\"ramones12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones12.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brain Drain (maio de 1989)<\/strong><br \/>\nO disco foi saudado pela cr\u00edtica como um retorno \u00e0 grande forma dos Ramones, e a faixa \u201cPet Sematary\u201d foi um grande sucesso radiof\u00f4nico em v\u00e1rios pa\u00edses \u2013 a can\u00e7\u00e3o foi feita sob encomenda para a trilha do filme \u201cCemit\u00e9rio Maldito\u201d, j\u00e1 que Stephen King, roteirista do filme e autor do livro no qual ele \u00e9 baseado, \u00e9 f\u00e3 declarado dos Ramones. \u00c9 realmente um bom \u00e1lbum, apesar da produ\u00e7\u00e3o de Bill Laswell deixar a bateria muito \u00e0 frente na mixagem. Por outro lado, Laswell captaria a melhor performance vocal de Dee Dee, que canta quase em tom bluesy no pub rock \u201cPunishment Fits the Crime\u201d. O baixista novamente seria encarregado da maior parte das composi\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o aguentava mais a press\u00e3o para escrever can\u00e7\u00f5es, nem o controle de Johnny, tampouco sair em turn\u00ea com a banda. Como resultado do descontentamento, faltou \u00e0 maior parte das sess\u00f5es de est\u00fadio, e o baixo acabou sendo gravado majoritariamente por Daniel Rey (que \u00e9 creditado como co-autor de cinco das 12 faixas). Marky dividia, pela primeira vez, a autoria de can\u00e7\u00f5es, com Rey e ou outros Ramones (\u201cLearn to Listen\u201d e \u201cAll Screwed Up\u201d); Joey, por sua vez, contribui pouco: j\u00e1 sentia os primeiros sintomas do linfoma que viria a vitim\u00e1-lo em 2001. Havia reaproveitamentos: \u201cMerry Christmas\u201d j\u00e1 havia sa\u00eddo como lado B do single \u201cI Wanna Live\u201d, em 1987, e &#8220;Can&#8217;t Get You Outta My Mind&#8221; era uma regrava\u00e7\u00e3o de uma sobra de \u201cPleasant Dreams\u201d sutilmente rebatizada. Ambas boas, mas havia coisa boa entre as novidades: \u201cI Believe In Miracles\u201d se tornou uma favorita dos f\u00e3s (de bandas covers brasileiras&#8230;), o cover de Freddy Cannon, \u201cPalisades Park\u201d (escrita pelo picareta Charles Barris, autor do livro \u201cConfiss\u00f5es de uma Mente Perigosa\u201d), o power pop \u201cCome Back, Baby\u201d, e as j\u00e1 citadas \u201cPunishment Fits the Crime\u201d e \u201cAll Screwed Up\u201d. O selo Captain Oi! relan\u00e7aria o \u00e1lbum em CD com uma faixa b\u00f4nus: uma mixagem diferente para \u201cPet Sematary\u201d (a \u201dBill Laswell version\u201d), sem tantos efeitos nos vocais, sem teclados e com outro tratamento de guitarras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cPet Sematary\u201d, \u201cI Believe in Miracles\u201d, \u201cMerry Christmas (I Don\u2019t Want to Fight Tonight)\u201d, \u201cPalisades Park\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27914 aligncenter\" title=\"ramones13\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones13.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mondo Bizarro (setembro de 1992)<\/strong><br \/>\nPrimeiro disco de est\u00fadio com CJ, o baixista jovem que trouxe uma nova energia muito necess\u00e1ria \u00e0 banda, j\u00e1 exausta das turn\u00eas incessantes (que efetivamente garantiam sua sobreviv\u00eancia) e bastante desgastada na separa\u00e7\u00e3o entre \u201cJohnny e o resto\u201d. O garoto j\u00e1 come\u00e7ava assumindo o vocal em duas faixas \u2013 em parte pela m\u00e1 forma f\u00edsica de Joey (cuja voz falhava com frequ\u00eancia ao vivo, devido \u00e0 sua doen\u00e7a), em parte pelo desejo de Johnny em ter um vocalista que ele pudesse controlar. Uma dessas can\u00e7\u00f5es, \u201cStrength to Endure\u201d, se tornaria um hino para os f\u00e3s. Tratava-se, na verdade, de uma can\u00e7\u00e3o muito pessoal de Dee Dee, que a vendeu junto com outras duas (\u201cMain Man\u201d, tamb\u00e9m cantada por CJ, e \u201cPoison Heart\u201d, da trilha de \u201cCemit\u00e9rio Maldito 2\u201d) porque estava falido devido ao v\u00edcio, e desesperado atr\u00e1s de dinheiro \u2013 anos mais tarde, o baixista se diria \u201croubado\u201d nessa negocia\u00e7\u00e3o. Ter recorrido ao antigo companheiro e ao ba\u00fa de can\u00e7\u00f5es (\u201cTouring\u201d, \u201cIt\u2019s Gonna Be Alright\u201d e \u201cCensorship\u201d eram can\u00e7\u00f5es rejeitadas para discos da d\u00e9cada anterior) para garantir metade do disco mostra que a criatividade n\u00e3o aparecia com facilidade naqueles dias. Ainda assim, h\u00e1 \u00f3timas can\u00e7\u00f5es novas, todas de Joey, como a quase surf song \u201cHeidi Is a Headcase\u201d (outra personagem feminina para se somar \u00e0s cl\u00e1ssicas Judy punk, Sheena punk rocker e Suzy headbanger), a pesada \u201cCabbies on Crack\u201d (com um solo de Vernon Reid, do Living Colour, enterrado na mixagem final) e a linda \u201cI Won\u2019t Let It Happen\u201d, uma balada \u00e0 Kinks. Duas composi\u00e7\u00f5es de Marky apareciam sem muito brilho (\u201cThe Job that Ate My Brain\u201d e \u201cAnxiety\u201d), e ainda havia um cover dos Doors, \u201cTake It as It Comes\u201d. Muitos f\u00e3s criticam a produ\u00e7\u00e3o de Ed Stasium, agora condicionada a rock de est\u00e1dios, depois de haver produzido discos de sucesso para Living Colour e Smithreens. De fato, a sonoridade big rock n\u00e3o se adequa t\u00e3o bem aos Ramones, mas Stasium conseguiu deixar esse cata-cata de can\u00e7\u00f5es com um clima final arejado e coeso. Foi o \u00e1lbum mais vendido da banda no Brasil, chegando a disco de ouro \u2013 o que, na \u00e9poca, equivalia a 100 mil unidades vendidas. Algumas edi\u00e7\u00f5es em CD trazem o tema do primeiro desenho animado do Homem-Aranha (\u201cSpider-Man\u201d), originalmente gravada para a compila\u00e7\u00e3o \u201cSaturday Morning Cartoon\u2019s Greatest Hits\u201d, como faixa-b\u00f4nus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cStrength to Endure\u201d, \u201cPoison Heart\u201d, \u201cCensorshit\u201d, \u201cTouring\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27915 aligncenter\" title=\"ramones14\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones14.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acid Eaters (dezembro de 1993)<\/strong><br \/>\nComo os Ramones sempre tinham mostrado alta qualidade na realiza\u00e7\u00e3o de covers, era de se esperar que \u201cAcid Eaters\u201d, inteiramente dedicado a elas, fosse um disca\u00e7o. Mas as duas primeiras faixas j\u00e1 destru\u00edam a ilus\u00e3o: \u201cJourney to the Center of the Mind\u201d, original dos Amboy Dukes, vem cantada por CJ e embalada numa roupagem \u201cindie 90\u201d, enquanto nem a participa\u00e7\u00e3o de Pete Townshend nos vocais salva a aguada vers\u00e3o de \u201cSubstitute\u201d, sucesso do Who. Culpa do produtor Scott Hackwith, que queria \u201catualizar\u201d a banda para a gera\u00e7\u00e3o grunge, ou dos pr\u00f3prios Ramones? Possivelmente, um misto dos dois, j\u00e1 que tanto Johnny como CJ admitiriam anos depois que eles n\u00e3o conseguiam acertar o andamento ou o arranjo (ou ambos) de v\u00e1rias m\u00fasicas, citando \u201cSomebody to Love\u201d (do Jefferson Airplane) como o exemplo mais gritante. Desencontrada, a banda n\u00e3o honra suas pr\u00f3prias ra\u00edzes musicais, e chega at\u00e9 a estragar cl\u00e1ssicos pop como \u201cSurf City\u201d (Jan &amp; Dean) e \u201cSeven and Seven Is\u201d (Love). Salvam-se can\u00e7\u00f5es mais emocionais, como \u201cWhen I Was Young\u201d (Eric Burdon and The Animals), \u201cOut of Time\u201d (Rolling Stones) e \u201cCan\u2019t Seem to Make You Mine\u201d (The Seeds), nas quais Joey mostra seu melhor lado int\u00e9rprete. E \u201cMy Back Pages\u201d (Bob Dylan) \u00e9 \u00f3bvia, mas funciona. E s\u00f3. Havia rumores de que seria o \u00faltimo \u00e1lbum da banda. Felizmente n\u00e3o foi. A edi\u00e7\u00e3o japonesa do CD trazia ainda \u201dSurfin\u2019 Safari\u201d, dos Beach Boys.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cJourney to the Center of the Mind\u201d, \u201cSubstitute\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27916 aligncenter\" title=\"ramones15\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones15.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a1Adi\u00f3s, Amigos! (julho de 1995)<\/strong><br \/>\nPensado desde o princ\u00edpio para ser o \u00faltimo \u00e1lbum da banda, poderia ter sido um disco pregui\u00e7oso ou excessivamente reverente (ou autorreferente). Em vez disso, a simplicidade toma conta, com riffs diretos, e uma produ\u00e7\u00e3o que garante corpo e volume sem descaracterizar o som \u2013 embora o andamento tenha sido sensivelmente reduzido para se adequar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade de Joey. O cantor estava bastante debilitado, e por isso CJ cantaria quatro faixas, todas compostas por Dee Dee, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de \u201cScattergun\u201d (de sua autoria, e com mais cara de Offspring do que de Ramones). Ainda assim, \u00e9 Joey quem entrega os momentos que fazem o disco: a genial balada psicod\u00e9lica \u201cShe Talks to Rainbows\u201d e a comovente \u201cLife\u2019s a Gas\u201d, uma senhora chupa\u00e7\u00e3o (homenagem?) \u00e0 can\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima do T. Rex. M\u00e9ritos tamb\u00e9m para sua atua\u00e7\u00e3o em temas comprados de Dee Dee (as pesadas \u201cIt\u2019s Not for Me to Know\u201d e \u201cBorn to Die in Berlin\u201d) e de Johnny Thunders &amp; The Heartbreakers (a empolgante \u201cBaby, I Love You\u201d). H\u00e1 outro bom cover \u2013 \u201cI Don\u2019t Want to Grow Up\u201d, de Tom Waits. A edi\u00e7\u00e3o japonesa do CD traria como b\u00f4nus mais covers: do Mot\u00f6rhead (\u201cR.A.M.O.N.E.S.\u201d, na voz de CJ) e, novamente, \u201cSpider-Man\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cI Don\u2019t Want To Grow Up\u201d, \u201cThe Crusher\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>CARREIRAS SOLO<br \/>\n<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora Johnny e Tommy, os demais Ramones tiveram uma extensa carreira musical paralela \u00e0 banda. A seguir, uma listagem brevemente comentada para cada integrante \u2013 \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do ef\u00eamero Clem Burke.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27926\" title=\"ramones25\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones25.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Joey Ramone: <\/strong>mesmo quando os Ramones ainda estavam atuantes, Joey n\u00e3o se furtava em colaborar em grava\u00e7\u00f5es de outros artistas. Ele se sentia feliz com o reconhecimento de bandas mais novas, e tamb\u00e9m ficava mais confort\u00e1vel em est\u00fadio do que no palco, devido \u00e0s complica\u00e7\u00f5es do linfoma. Em 1985 cantou, junto com Bruce Springsteen, Afrika Bambaataa, Lou Reed e outros \u2013 no single \u201cSun City\u201d, que repudiava o regime sul-africano do apartheid. Nos anos seguintes gravou faixas com Holly and The Italians, General Johnson, Die Toten Hosen, The Nomads, Spacemaid, Blackfire e outros. Em 1994, sob o nome de Sibling Rivalry, gravou um EP de tr\u00eas faixas com seu irm\u00e3o, Mickey Leigh, \u201cIn a Family Way\u201d, lan\u00e7ado pela Alternative Tentacles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos intervalos de seu tratamento contra o linfoma, Joey trabalhou em faixas para fazer sua estreia solo. Viria a falecer em abril de 2001, e o primeiro disco a levar seu nome, o single \u201cMerry Christmas (I Don\u2019t Want to Fight Tonight)\u201d (depois inclu\u00eddo no EP \u201cChristmas Spirit&#8230; In My House\u201d), sairia apenas em dezembro deste mesmo ano, trazendo uma vers\u00e3o mais delicada da can\u00e7\u00e3o ram\u00f4nica. Em 2002, o \u00e1lbum \u201cDon\u2019t Worry About Me\u201d causou como\u00e7\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que, fora a arrepiante faixa-t\u00edtulo, a certeira \u201cStop Thinking about It\u201d e o cover punk para \u201cWhat a Wonderful World\u201d, n\u00e3o h\u00e1 outras can\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis. Embora muitas sejam reveladoras de sua luta contra a terr\u00edvel enfermidade que o vitimou, o resultado emociona mais pela liga\u00e7\u00e3o do f\u00e3 com o cantor do que pela obra musical. J\u00e1 \u201c&#8230; Ya Know?\u201d foi lan\u00e7ado apenas em 2012, e compila faixas inacabadas, que foram conclu\u00eddas com grava\u00e7\u00f5es adicionais de amigos e m\u00fasicos de est\u00fadio. Vale mais como documento hist\u00f3rico do que como disco acabado (h\u00e1 can\u00e7\u00f5es nas quais n\u00e3o havia nada al\u00e9m da voz guia original, ainda com \u201cla-la-las\u201d e \u201coh-oh-ohs\u201d \u00e0 guisa de letra), ainda assim \u00e9 mais revelador que seu antecessor, pois representa melhor a ampla gama de estilos nos quais Joey gostava de se arriscar, do bubblegum ao folk, do rock-farofa a baladas \u00e0 T. Rex.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, o melhor trabalho de Joey p\u00f3s-Ramones \u00e9 \u201cShe Talks to Rainbows\u201d, EP de 1999 de Ronnie Spector produzido por ele e por Daniel Rey. F\u00e3 devotado das Ronettes, Joey convidou a cantora principal da banda para voltar ao est\u00fadio e gravar cinco faixas. Ainda que envelhecida, a voz de Ronnie brilha com toda sua for\u00e7a, e os produtores sabem dar os arranjos certos para valoriz\u00e1-la. H\u00e1 duas vers\u00f5es dos Ramones, \u201cBye Bye Baby\u201d (em dueto com Joey) e a faixa-t\u00edtulo, al\u00e9m de covers de Beach Boys, Johnny Thunders (\u201cYou Can\u2019t Put Your Arms Around a Memory\u201d, com Joey nos vocais de apoio) e Ronettes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27925\" title=\"ramones24\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones24.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones24.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones24-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Johnny Ramone: <\/strong>entre os f\u00e3s, correu por anos a lenda de que, ao final do \u00faltimo show dos Ramones, Johnny tirou sua guitarra dos ombros e deu-a a Eddie Vedder (que seguiu a banda em v\u00e1rias turn\u00eas), dizendo: \u201cFique com ela. Eu n\u00e3o preciso mais\u201d. Posteriormente, pessoas pr\u00f3ximas \u00e0 banda duvidaram do fato, dizendo que ele jamais deixaria de ganhar dinheiro se tivesse a oportunidade, e que teria vendido o instrumento ao vocalista do Pearl Jam. Lenda roqueira \u00e0 parte, o fato \u00e9 que Johnny se afastou completamente da m\u00fasica. Chegava a dizer que, ap\u00f3s aposentado, nunca mais tocou guitarra. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o teria sido sua participa\u00e7\u00e3o no \u00e1lbum \u201cA Special Tribute to Elvis\u201d (2000), dos Swing Cats, banda formada pelos ex-Stray Cats Lee Rocker e Slim Jim Phantom com o Mot\u00f6rhead Lemmy Kilmister. Johnny deixa sua assinatura guitarr\u00edstica em duas faixas, \u201cGood Rockin\u2019 Tonight\u201d e uma \u201cViva Las Vegas\u201d instrumental. Em setembro de 2004, Johnny faleceu devido a um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27923\" title=\"ramones22\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones22.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dee Dee Ramone: <\/strong>o primeiro disco do baixista, \u201cStanding on the Spotlight\u201d, saiu em 1989 creditado a Dee Dee King, e sua ruindade j\u00e1 faz parte do anedot\u00e1rio rock\u2019n\u2019roll. Muito influenciado pelo rap, o baixista tentou inserir elementos do g\u00eanero no meio de suas indissoci\u00e1veis ra\u00edzes punk e pop. Sa\u00edram algumas faixas bizarras misturadas a alguns roquinhos, e o pouco que poderia soar simp\u00e1tico \u00e9 destru\u00eddo pela produ\u00e7\u00e3o entupida de clich\u00eas oitentistas. Antes disso, mas no mesmo \u201cconceito\u201d, havia sa\u00eddo o single \u201cFunky Man\u201d, que rendeu um dos clipes mais involuntariamente engra\u00e7ados do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1994, fora dos Ramones havia cinco anos, lan\u00e7ou, sob o nome Dee Dee Ramone I.C.L.C., os toscos \u201cChinese Bitch\u201d (EP) e \u201cI Hate Freaks Like You\u201d (LP), sendo que do \u00faltimo sairiam \u201dMakin\u2019 Monsters for My Friends\u201d (com participa\u00e7\u00e3o de Nina Hagen) e \u201cIt\u2019s Not for Me to Know\u201d, que os Ramones regravariam em \u201c\u00a1Adi\u00f3s, Amigos!\u201d \u2013 a edi\u00e7\u00e3o argentina lan\u00e7ada pela Sick Boy Records compila os dois registros em um s\u00f3 CD. \u201cZonked!\u201d, de 1997 e primeiro creditado apenas como Dee Dee Ramone, \u00e9 muito melhor, com um sabor de americana e inspira\u00e7\u00e3o pop \u2013 pense que \u201cNever Never Again\u201d e \u201cDisguises\u201d n\u00e3o fariam feio em um disco do Teenage Fanclub! Os vocais ficam a cargo de Dee Dee, agora na guitarra, e de sua esposa, Barbara Zampini, baixista e companheira em todos os discos que se seguiriam. Produzido por Daniel Rey e com Marky Ramone na bateria, o disco honra a tradi\u00e7\u00e3o ram\u00f4nica, e traz Joey no vocal de uma faixa, \u201cI Am Seeing UFOs\u201d, que bem poderia ter se tornado um hit da banda se constasse em um \u00e1lbum do quarteto. Lux Interior, dos Cramps, tamb\u00e9m faz bonito em \u201cBad Horoscope\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seguinte, \u201cHop Around\u201d (2000), deita mais pregui\u00e7osamente na cama ram\u00f4nica, mas \u00e9 interessante para os f\u00e3s \u2013 vale correr atr\u00e1s do vinil, que tem uma nova vers\u00e3o de \u201cChinese Rocks\u201d no lugar da can\u00e7\u00e3o \u201cBorn to Lose\u201d, presente no CD. J\u00e1 \u201cGreatest &amp; Latest\u201d, do mesmo ano, \u00e9 um ca\u00e7a-n\u00edqueis no qual ele regrava hits dos Ramones. Em 2001, Dee Dee contribuiria com uma terrivelmente sincera vers\u00e3o de \u201cNegative Creep\u201d, do Nirvana, para o disco-tributo \u201cSmells Like Bleach\u201d \u2013 nem Kurt Cobain soava t\u00e3o autodepreciativo. Outro tributo que participaria seria \u201cA Punk Tribute to Metallica\u201d, com uma \u201cJump In The Fire\u201d infeliz. Em 2002, sairia um single em parceria com o Terrorgroupe, o despretensioso \u201cYouth Gone Mad featuring Dee Dee Ramone\u201d, cujo t\u00edtulo autoexplicativo d\u00e1 a letra: parecem moleques se divertindo numa jam com o tioz\u00e3o roqueiro. Lamentavelmente, esse seria o ano em que uma overdose de hero\u00edna finalmente daria \u00e0s drogas sua incontest\u00e1vel vit\u00f3ria na luta do m\u00fasico contra o v\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na It\u00e1lia, onde a pirataria n\u00e3o \u00e9 crime, sa\u00edram v\u00e1rios bootlegs de Dee Dee. Dois deles, com sobras de est\u00fadio, lados B e grava\u00e7\u00f5es toscas, s\u00e3o bem procurados pelos f\u00e3s: um intitulado apenas \u201cDee Dee Ramone Solo EP\u201d, e outro, \u201cI (Still) Hate Freaks Like You\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27921\" title=\"ramones20\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones20.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones20.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones20-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tommy Ramone:<\/strong> Tommy ficou respons\u00e1vel por administrar o esp\u00f3lio da banda ap\u00f3s seu final, e o fez muito bem. Por\u00e9m, pouco apareceu em palcos e est\u00fadios. Fora a grava\u00e7\u00e3o com o The Bowery Electric Crew (veja alguns par\u00e1grafos abaixo), lan\u00e7ou apenas um disco com a dupla de bluegrass que formou com a musicista Claudia Tienan. Tommy tocava banjo (muit\u00edssimo bem) e cantava, e o \u00e1lbum \u2013 batizado com o nome do duo, Uncle Monk \u2013 \u00e9 uma pequena p\u00e9rola cult. Um c\u00e2ncer levou o baterista, \u00faltimo remanescente da forma\u00e7\u00e3o original, em julho de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27922\" title=\"ramones21\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones21.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones21.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones21-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marky Ramone<\/strong>: se algu\u00e9m \u00e9 o \u201coper\u00e1rio padr\u00e3o\u201d do rock, este \u00e9 Marc Bell. Ele j\u00e1 tinha gravado com as bandas Dust, Estus e Richard Hell and The Vodoids antes de entrar para os Ramones. Ap\u00f3s o fim destes, tocou em \u00e1lbuns de seus companheiros Joey e Dee Dee, lan\u00e7ou dois (fraqu\u00edssimos) discos com a banda Marky Ramone &amp; The Intruders, um ep\u00f4nimo em 1996 e \u201cThe Answer to Your Problems?\u201d em 1999; tocou num EP da ex-Runaways Cherie Currie (na faixa \u201cCherry Bomb\u201d) em 2007; participou da encarna\u00e7\u00e3o ca\u00e7a-n\u00edqueis do Misfits (com o baixista Jerry Only e o ex-Black Flag Dez Cadena na guitarra) que lan\u00e7ou o \u00e1lbum de covers \u201cProject 1950\u201d em 2003; gravou v\u00e1rios singles com os nomes Marky Ramone &amp; The Speedkings (que teve dois \u00e1lbuns, \u201cNi If\u2019s, And\u2019s or But\u2019s\u201d; e \u201cLegends Bleed\u201d) e Marky Ramone\u2019s Blitzkrieg, um \u00e1lbum com o Teenage Head&#8230; At\u00e9 no Brasil Marky gravou: um show com os Raimundos, toscamente registrado, virou o grosso do disco \u201c\u00c9ramos 4\u201d (2001), lan\u00e7ado ap\u00f3s a sa\u00edda do vocalista Rodolfo; fez ainda \u201cTequila Baby &amp; Marky Ramone Ao Vivo\u201d (2005). Em ambos os casos, sua participa\u00e7\u00e3o \u00e9 exclusivamente nos muitos covers dos Ramones presentes nos discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27928\" title=\"ramones26\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones26.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CJ Ramone<\/strong>: assim como Marky, vive alegremente do legado da banda. Antes dos Ramones, lan\u00e7ou dois discos, hoje rar\u00edssimos, com a banda de farofada suburbana Guitar Pete\u2019s Axe Attack, \u201cDead Soldier\u2019s Revenge\u201d (1985) e \u201cNightmare\u201d (1986). Depois que os Ramones se separaram, montou os Los Gusanos, que fizeram um LP ep\u00f4nimo e dois EPs; montou ainda os Warm Jets, que lan\u00e7aram um compacto antes de mudar o nome para Bad Chopper, que lan\u00e7aria um \u00fanico \u00e1lbum. Tudo um gen\u00e9rico meio sem gra\u00e7a da banda que o deixou famoso. Mas em 2012, fez seu primeiro solo, \u201cReconquista\u201d, e mostrou mais personalidade, ainda que mantendo a verve ram\u00f4nica. \u201cLast Chance to Dance\u201d saiu em 2014 e segue a simp\u00e1tica linha de seu antecessor. Fez ainda participa\u00e7\u00f5es vocais em grava\u00e7\u00f5es das bandas The Independents (\u201cLove Sucks\u201d) e Bien Desocupados (uma cover de \u201cPunishment Fits the Crime\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27929\" title=\"ramones27\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones27.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Richie Ramone: <\/strong>tinha participado de um \u00e1lbum do Velveteen em 1983, \u201cAfter Hours\u201d, antes de se juntar aos Ramones. Ainda teve tempo de colaborar no disco solo de Fred Schneider, dos B-52\u2019s, em 1984. Depois que deixou o quarteto, passou uns tempos dif\u00edceis e chegou at\u00e9 a trabalhar como carregador de tacos de golfe e m\u00fasico de cruzeiros de turismo. Em 2008, ele ganhou direitos sobre as can\u00e7\u00f5es que comp\u00f4s com os Ramones, o que o impulsionou a novos projetos \u2013 chegou at\u00e9 a compor uma pe\u00e7a cl\u00e1ssica para a orquestra californiana Pasadena Pops. Em 2013, fez seu pr\u00f3prio \u00e1lbum, \u201cEntitled\u201d, no qual regravou muitas de suas composi\u00e7\u00f5es para os Ramones e tamb\u00e9m coisas novas \u2013 infelizmente, tudo soando como um hard rock punkificado, for\u00e7ado e sem charme. Tocou ainda nas bandas Gobshites e Rock\u2019n\u2019Roll Rats, que lan\u00e7aram discos tamb\u00e9m em 2013. \u00c9 o \u00fanico Ramone a tocar no segundo de Joey, &#8230; \u201cYa Know?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27930\" title=\"ramones28\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones28.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Ramainz: <\/strong>projeto montado em 1996 por Dee Dee (guitarra e voz), sua esposa Barbara (baixo) e Marky (bateria), que em seu primeiro ano contou tamb\u00e9m com CJ (guitarra e voz), que depois deu lugar a Ben Trokan, guitarrista que j\u00e1 havia tocado com os Intruders. Era, pura e simplesmente, uma banda cover \u2013 mesmo que, em dado momento, tivesse tr\u00eas membros originais fazendo parte dela. Seu \u00fanico \u00e1lbum, \u201cLive in N.Y.C.\u201d saiu em 2002 e \u00e9 absolutamente desnecess\u00e1rio \u2013 para n\u00e3o dizer constrangedor. Com a morte de Dee Dee, a banda chegou ao fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27931 aligncenter\" title=\"ramones29\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones29.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Bowery Electric Crew:<\/strong> o m\u00fasico nova-iorquino Jed Davis comp\u00f4s uma homenagem a Joey Ramone em 2003, \u201cThe Bowery Electric\u201d, e conseguiu grav\u00e1-la com a participa\u00e7\u00e3o de Marky, CJ e Tommy (que tamb\u00e9m produziu a faixa), al\u00e9m de Daniel Rey. A grava\u00e7\u00e3o \u2013 hist\u00f3rica e emocionante, com uma simplicidade pop de dar gosto \u2013 foi lan\u00e7ada no ano seguinte pelo selo espanhol No Tomorrow em um disco chamado \u201cThe Bowery Electric EP (A Tribute to Joey Ramone)\u201d, que continha ainda registros das obscuras bandas Goin\u2019 Places e Suzy &amp; Los Quattro.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>COLET\u00c2NEAS<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27932\" title=\"ramones30\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones30.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"772\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones30.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones30-233x300.jpg 233w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRamones Mania\u201d, de 1988, foi a primeira compila\u00e7\u00e3o oficial, e o \u00fanico lan\u00e7amento da banda a ganhar disco de ouro nos EUA at\u00e9 a honraria ter se repetido com o \u00e1lbum de estreia em 2014. Originalmente comercializado em vinil duplo, foi sucesso tamb\u00e9m em CD, e trazia uma sele\u00e7\u00e3o bastante justa dos maiores sucessos at\u00e9 ent\u00e3o, ainda que compreensivelmente mais focada nos quatro primeiros discos. Na era pr\u00e9-internet, os f\u00e3s valorizavam a chance de ter as vers\u00f5es de single de \u201cSheena Is a Punk Rocker\u201d, \u201cHowling at The Moon (Sha-La-La)\u201d e \u201cNeedles and Pins\u201d (essa, ainda melhor que a do disco \u201cRoad to Ruin\u201d), um take alternativo de \u201cRock\u2019n\u2019Roll High School\u201d e o lado B \u201cIndian Giver\u201d misturados aos hits. O ic\u00f4nico clipe de \u201cI Wanna Be Sedated\u201d, com a banda impassiva enquanto uma insana algazarra acontece atr\u00e1s deles, foi criado para promover essa colet\u00e2nea. O Jap\u00e3o chegou a ver o lan\u00e7amento de um \u201cRamones Mania 2\u201d, que pretendia come\u00e7ar de onde a anterior parou, por\u00e9m suprimia as faixas de \u201cBrain Drain\u201d. Fora esse deslize, a lista de temas \u00e9 boa, ainda que sem surpresas ou novidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num per\u00edodo em que os discos originais estavam fora de cat\u00e1logo (1990), a dobradinha \u201cAll the Stuff (And More!)\u201d fazia sentido: o volume 1 compilava os dois primeiros \u00e1lbuns mais quatro faixas b\u00f4nus, e o segundo trazia \u201cRocket to Russia\u201d e \u201cRoad to Ruin\u201d e, novamente, quatro extras. No caso do primeiro eram as demos de \u201cI Can\u2019t Be\u201d e \u201cI Don\u2019t Wanna Be Learned \/ I Don\u2019t Wanna Be Tamed\u201d, mais \u201cCalifornia Sun\u201d e \u201cI Don\u2019t Wanna Walk Around with You\u201d ao vivo; no segundo, demos de \u201cSlug\u201d, \u201cI Want You Around\u201d, \u201cI Don\u2019t Want to Live This Life (Anymore)\u201d e \u201cYea Yea\u201d. Hoje, \u00e9 recomendada apenas para completistas \u2013 mais pelos \u00f3timos encartes do que pelas faixas a mais, que podem ser encontradas em outras compila\u00e7\u00f5es ou nas edi\u00e7\u00f5es relan\u00e7adas pela Rhino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gravadora Chrysalis n\u00e3o teve pudor em explorar seu cat\u00e1logo ram\u00f4nico e lan\u00e7ou v\u00e1rias colet\u00e2neas: a insuficiente e injustamente titulada \u201cBest of the Chrysalis Years\u201d (2002, relan\u00e7ada em 2004 como \u201cThe Best of the Ramones\u201d); a excessiva \u201cThe Chrysalis Years\u201d, um CD triplo (sendo que um \u00e9 ao vivo), tamb\u00e9m de 2002; e \u201cEssential\u201d (2007). Nenhuma trouxe nada de novo, concentrando-se apenas em agrupar, em diferentes ordens e sele\u00e7\u00e3o ligeiramente distinta, can\u00e7\u00f5es do per\u00edodo compreendido entre \u201cBrain Drain\u201d e \u201cGreatest Hits Live\u201d. \u201cMasters of Rock\u201d, parte de uma s\u00e9rie de colet\u00e2neas padronizadas, saiu em 2001 sob o selo da EMI, dona da Chrysalis, cobrindo o mesmo per\u00edodo e n\u00e3o fazendo o m\u00ednimo sentido, com uma sele\u00e7\u00e3o pra l\u00e1 de duvidosa. \u201cGreatest Hits\u201d \u00e9 uma roubada cometida pela Warner: vinte faixas pin\u00e7adas dos seis primeiros \u00e1lbuns, mais \u201cPet Sematary\u201d e \u201cWart Hog\u201d. Esque\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHey! Ho! Let\u2019s Go: The Anthology\u201d (1999) \u00e9 um CD duplo com faixas de todos os discos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de \u201cAcid Eaters\u201d. Para algu\u00e9m que quer ter uma \u201cgeral\u201d da banda e sentir o clima de cada disco, \u00e9 de longe a mais indicada. Muitas das tiragens sa\u00edram num pack que trazia um encarte de 80 p\u00e1ginas assinadas por David Fricke (da revista Rolling Stone) e Danny Fields (ex-empres\u00e1rio da banda). V\u00e1 atr\u00e1s dessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLoud, Fast Ramones: Their Toughest Hits\u201d tem a mesma pretens\u00e3o do disco acima citado, mas o fato de ser um CD simples faz com que muita coisa boa fique de fora, mesmo que tenha sido tudo selecionado pelo pr\u00f3prio Johnny Ramone. As primeiras 50 mil c\u00f3pias continham um CD b\u00f4nus, \u201cRamones Smash You: Live \u201988\u201d, com oito can\u00e7\u00f5es gravadas em um show em Londres. \u00c9 o \u00fanico registro oficial de Richie ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A caixa \u201cWeird Tales of the Ramones\u201d \u00e9 o sonho do ramoneman\u00edaco: tr\u00eas CDs (totalizando 85 faixas), o DVD \u201cLifestyles of the Ramones\u201d (veja Filmes e V\u00eddeos, mais adiante), uma HQ sobre a banda, \u00f3culos 3D e um cart\u00e3o postal. O pacot\u00e3o foi lan\u00e7ado pela Rhino em 2005.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>OUTROS DISCOS<\/strong><\/h1>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27933\" title=\"ramones31\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones31.jpg\" alt=\"\" \/><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThe Ramones Family Tree\u201d \u00e9 um CD duplo que traz um bom apanhado do que os integrantes fizeram ap\u00f3s o fim da banda. Os discos solo de Joey ficam de fora, mas h\u00e1 grava\u00e7\u00f5es que ele produziu ou nas quais cantou (at\u00e9 um cover de John Cage aparece!), al\u00e9m de faixas de Dee Dee solo, Bad Chopper, Marky Ramone &amp; The Intruders, Uncle Monk e The Bowery Electric Crew, e outras que possam contar com um Ramone no meio \u2013 como a regrava\u00e7\u00e3o que Cherie Curie fez para \u201cCherry Bomb\u201d com Marky na bateria, por exemplo. Interessant\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThe Ramones Heard them Here First\u201d faz parte de uma s\u00e9rie lan\u00e7ada pela Ace Records, que traz as grava\u00e7\u00f5es originais de can\u00e7\u00f5es que outros artistas celebrizaram. Elvis Presley, David Bowie e Dusty Springfield est\u00e3o entre alguns dos contemplados pela boa sacada do selo. No caso dos Ramones, com tantos covers registrados, n\u00e3o tem como dar errado: s\u00e3o 24 faixas, que evidentemente n\u00e3o d\u00e3o conta de todo o material regravado pelos nova-iorquinos, mas garantem uma boa festa.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>DISCOS AO VIVO<\/strong><\/h1>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27934\" title=\"ramones32\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones32.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones32.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones32-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas coisas eram garantidas em um show dos Ramones: volume e velocidade. O resto \u2013 t\u00e9cnica, paix\u00e3o, surpresas \u2013 nem sempre aparecia. Por\u00e9m, em uma boa noite, o quarteto promovia uma fonte inesgot\u00e1vel de adrenalina. \u00c9 o que se constata em \u201cIt\u2019s Alive\u201d (1979), frequentemente mencionado em lista de melhores discos ao vivo de todos os tempos. S\u00e3o os Ramones, ainda com Tommy na bateria, tocando no reveill\u00f3n do London Theatre em 31 de dezembro de 1977. A banda no auge, e bem gravada: os f\u00e3s n\u00e3o podem esperar registro melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros dois t\u00edtulos contemplam o mesmo per\u00edodo: \u201cNYC 1978\u201d foi lan\u00e7ado s\u00f3 em 2003, mas traz um dos \u00faltimos shows com Tommy, j\u00e1 em 1978, mas a lista de faixas pouco difere de \u201cIt\u2019s Alive\u201d. Foi relan\u00e7ado em 2004 com o t\u00edtulo \u201cLive, January 7, 1978 At The Palladium, NYC\u201d, e com uma capa diferente. J\u00e1 \u201cYou Don\u2019t Come Close\u201d foi gravado em 1978 (e comercializado em um long\u00ednquo 2001) j\u00e1 com Marky nas baquetas, e tem apenas 11 faixas, al\u00e9m de um v\u00eddeo para \u201cRockaway Beach\u201d como b\u00f4nus. Apenas para completistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLoco Live\u201d (1991) \u00e9 considerado por CJ e Johnny como o pior disco ao vivo dos Ramones. Embora muito popular no Brasil, \u00e9 realmente um disco vergonhoso: soa como a mesma faixa tocada 30 vezes, com o andamento disparado e Joey, em p\u00e9ssima forma, errando tempos e melodias. Houve v\u00e1rias regrava\u00e7\u00f5es em est\u00fadio para \u201ccorrigir\u201d as falhas de execu\u00e7\u00e3o, mas a mixagem amadora planificou tudo e conferiu uma sonoridade insuport\u00e1vel. No Brasil, o vinil tinha tr\u00eas faixas a mais que o CD (\u201cHavana Affair\u201d, \u201cPalisades Park\u201d e \u201cI Just Want to Have Something to Do\u201d). N\u00e3o que fizesse diferen\u00e7a. Os masoquistas podem procurar a edi\u00e7\u00e3o dupla em CD da Captain Oi!, que traz todas as 37 baixas do show, realizado na Espanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cWe\u2019re Outta Here\u201d documenta o \u00faltimo show, feito em 6 de agosto de 1996 no The Palace, em Los Angeles. Os f\u00e3s n\u00e3o se conformam at\u00e9 hoje que os Ramones n\u00e3o tenham encerrado suas atividades em sua Nova Iorque natal; por outro lado, havia propostas milion\u00e1rias para que o \u00faltimo show fosse na Argentina. Segundo as biografias da banda, Joey teria vetado a op\u00e7\u00e3o sul-americana apenas porque sabia que negar a Johnny a oportunidade de ganhar tanto dinheiro por um show o aborreceria profundamente (o que de fato ocorreu); Johnny insistiu ent\u00e3o tocar em Los Angeles para ficar perto de seus novos e famosos amigos, como Nicolas Cage, Johnny Depp e Vincent Gallo, deslumbrado que estava com a admira\u00e7\u00e3o deles. Pol\u00eamicas \u00e0 parte, \u00e9 um bom show, mesmo com Joey no limite de sua capacidade vocal. H\u00e1 participa\u00e7\u00f5es algo apagadas de Chris Cornell e Ben Shepherd (Soundgarden), Lars Frederiksen e Tim Armstrong (Rancid), e Lemmy (Mot\u00f6rhead). Dee Dee Ramone e Eddie Vedder tamb\u00e9m contribuem, mas suas participa\u00e7\u00f5es \u2013 em \u201cLove Kills\u201d e \u201cAny Way You Want It\u201d, respectivamente \u2013 fazem muita diferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGreatest Hits Live\u201d \u00e9 um ca\u00e7a-n\u00edqueis descarado: apenas 16 faixas, com v\u00e1rias macetadas de est\u00fadio para equalizar instrumentos e corrigir os agora roufenhos vocais de Joey. Para induzir o f\u00e3 a desembolsas uns trocados, duas faixas in\u00e9ditas de est\u00fadio, ambas covers: \u201cR.A.M.O.N.E.S.\u201d, do Mot\u00f6rhead (e cantada por CJ), e \u201cAnyway You Want It\u201d (do Dave Clark Five). Dispens\u00e1veis, como o disco todo, ali\u00e1s.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>FILMES E V\u00cdDEOS<\/strong><\/h1>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27935\" title=\"ramones33\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones33.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLifestyles of the Ramones\u201d foi o primeiro lan\u00e7amento, ainda em VHS e depois em DVD. No Brasil, era facilmente encontrado em bancas de revistas durante a febre dos \u201cDVDs musicais de banca\u201d, na primeira metade dos anos 00. Trazia v\u00e1rios clipes (quase todos at\u00e9 1990), simples e divertidos, entremeados com entrevistas com a banda \u2013 que n\u00e3o convencia ao tentar manter o mito de \u201cfam\u00edlia feliz\u201d \u2013 entremeados com depoimentos da banda e de admiradores t\u00e3o diferentes como Debbie Harry, Little Steven, Chris Isaak e o pessoal do Anthrax. A vers\u00e3o que foi inclu\u00edda na caixa &#8220;Weird Tales of the Ramones&#8221; atualizava o DVD com clipes dos anos 1990 e mais artistas dando depoimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme \u201cRock\u2019n\u2019Roll High School\u201d, dirigido por Allan Arkush, \u00e9 bobo e datado, mas nem por isso chato. Diverte muito ver a canastrice de Joey, Marky, Johnny e Dee Dee (que teve terr\u00edveis dificuldades para dizer sua \u00fanica fala: \u201chey! Pizza!\u201d), adulados por um grupo de alunos rebeldes, todos fan\u00e1ticos pela banda. \u00c9 mais engra\u00e7ado ainda se voc\u00ea pensar que o produtor Roger Corman queria que a banda em quest\u00e3o fosse o Cheap Trick, que declinou supostamente por problemas de agenda. A trilha sonora, dispon\u00edvel em CD, traz can\u00e7\u00f5es dos Ramones, claro (incluindo um medley de cinco faixas ao vivo), mas tinha tamb\u00e9m Nick Lowe, Brian Eno, Alice Cooper, Chuck Berry, Devo e outros artistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cWe\u2019re Outta Here\u201d, de 1997, padece de uma edi\u00e7\u00e3o que corta can\u00e7\u00f5es no meio e mostra momentos de descontra\u00e7\u00e3o da banda com seus convidados, mas n\u00e3o d\u00e1 para desprezar o registro do \u00faltimo show dos Ramones \u2013 ainda que o disco seja um documento mais digno e interessante (a filmagem \u00e9 bem amadora). O poder de fogo da banda ao vivo \u2013 assim como a eventual lassid\u00e3o instrumental, a adora\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s latino-americanos e outros marcos do imagin\u00e1rio ram\u00f4nico \u2013 \u00e9 melhor documentado no DVD duplo \u201cIt\u2019s Alive 1974 \u2013 1996\u201d, de 2007, que traz registros de diferentes shows e apresenta\u00e7\u00f5es de TV durante todo o per\u00edodo em que a banda existiu. Ou seja: come\u00e7a com uma prec\u00e1ria filmagem no CBGB no ano de estreia da banda, e termina com tr\u00eas can\u00e7\u00f5es captadas no est\u00e1dio do River Plate em 1996. Documento mais fiel da banda no palco n\u00e3o h\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRamones \u2013 Around the World\u201d \u00e9 um v\u00eddeo de 1993 que compila imagens captadas por Marky e sua c\u00e2mera amadora. Muitas de suas cenas foram usadas no filme \u201cRaw\u201d, de 2004, em que o cineasta John Cafiero teve uma preocupa\u00e7\u00e3o maior em contar uma hist\u00f3ria com os takes amadores de shows e bastidores filmados pelo baterista. Muitas dessas imagens, ali\u00e1s, constariam tamb\u00e9m em \u201cWe\u2019re Outta Here\u201d e no clipe de \u201cTouring\u201d. Como todo v\u00eddeo do tipo, \u00e9 mais indicado para f\u00e3s do que para ne\u00f3fitos ou admiradores ocasionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo n\u00e3o pode ser dito de \u201cEnd of the Century: The Story of The Ramones\u201d. Dirigido por Jim Fields e Michael Gramaglia, \u00e9 recomendado para f\u00e3s de document\u00e1rio, de m\u00fasica, dos Ramones, de estudos sobre a dificuldade de conviv\u00eancia entre seres humanos&#8230; Integrantes da banda, seus parentes e amigos, e o staff em volta dos Ramones d\u00e3o depoimentos que mostram qu\u00e3o intensa, conturbada e veloz foi a trajet\u00f3ria da banda. Desde Richie, de terno e cabelo bem aparado, falando sobre sua sa\u00edda, aos extras do DVD, com Tommy dizendo quem na verdade comp\u00f4s cada can\u00e7\u00e3o dos primeiros discos, n\u00e3o faltam momentos para encantar (ou desiludir) os f\u00e3s, e apresentar a banda de uma maneira que, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia sido feita de forma t\u00e3o crua. Indispens\u00e1vel.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>BIOGRAFIAS<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27936\" title=\"ramones34\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones34.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"578\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones34.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ramones34-300x289.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco biografias sobre a banda foram lan\u00e7adas no Brasil, duas delas escritas por ex-integrantes, cuja escrita reflete seus respectivos estilos de compor e tocar. \u201cCora\u00e7\u00e3o Envenenado \u2013 Minha Vida com os Ramones\u201d foi lan\u00e7ado pela editora Barracuda, esgotou a tiragem e n\u00e3o teve reimpress\u00e3o. \u00c9 a autobiografia de Dee Dee (em parceria com a jornalista Veronica Kofman), t\u00e3o err\u00e1tica, rancorosa e inquietante quanto seu autor. N\u00e3o \u00e9 indicada para marinheiros de primeira viagem, j\u00e1 que a narrativa n\u00e3o \u00e9 cronol\u00f3gica, omite per\u00edodos longos de tempo e apresenta personagens para depois se esquecer deles. Por\u00e9m, \u00e9 indispens\u00e1vel para os f\u00e3s, que nunca mais escutar\u00e3o can\u00e7\u00f5es como \u201cI Wanna Live\u201d, \u201cChinese Rocks\u201d, \u201cI Believe In Miracles\u201d, \u201c53rd &amp; 3rd\u201d e outras da mesma forma \u2013 ser\u00e3o sempre testemunhos da dolorosa luta que o baixista vivia contra seus dem\u00f4nios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 \u201cCommando\u201d \u00e9, como diz seu subt\u00edtulo, \u201cA Autobiografia de Johnny Ramone\u201d (editora Leya Brasil), seca e direta como os riffs da velha Mosrite do autor. \u00c9 a hist\u00f3ria da banda contada exclusivamente de seu ponto de vista, e se n\u00e3o \u00e9 simp\u00e1tica, \u00e9 sincera e elucidativa. Escrita durante os est\u00e1gios finais de seu tratamento contra o c\u00e2ncer, tem os cap\u00edtulos finais permeados pela imin\u00eancia da morte e pelo deslumbramento com a amizade com celebridades \u2013 enquanto os demais trechos n\u00e3o economizam no pouco caso para falar da maioria de seus ex-companheiros (Dee Dee e CJ s\u00e3o as exce\u00e7\u00f5es). Tem ainda coment\u00e1rios do pr\u00f3prio Johnny sobre cada disco dos Ramones, e v\u00e1rias de suas listas de \u201cmaiores de todos os tempos\u201d (incluindo a dos maiores republicanos), coisa que adorava fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Monte Melnick era gerente de turn\u00ea dos Ramones e v\u00edtima preferencial das cru\u00e9is brincadeiras que a banda cometia na estrada. \u201cNa Estrada com os Ramones\u201d (Edi\u00e7\u00f5es Ideal) \u00e9 a sua vers\u00e3o da hist\u00f3ria, e talvez a mais apropriada para quem quer descobrir mais sobre os Ramones. Usando o formato de entrevistas consagrado em \u201cMate-Me Por Favor\u201d (outro livro bastante recomend\u00e1vel para saber sobre os prim\u00f3rdios da banda), Monte e o jornalista Frank Meyer ajudam a equilibrar as vaidades e d\u00e3o os devidos cr\u00e9ditos para Tommy, CJ, Richie e o pr\u00f3prio Monte, que tiveram sua import\u00e2ncia subestimada no m\u00e9rito de manter a banda viva e contribuir com alguma renova\u00e7\u00e3o musical. Pode se argumentar que \u00e9 uma defesa em causa pr\u00f3pria, mas isso n\u00e3o tira o valor da obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHey Ho Let\u2019s Go \u2013 A Hist\u00f3ria dos Ramones\u201d (editora Madras) tamb\u00e9m usa o mesmo formato, mas a tradu\u00e7\u00e3o desleixada e a falta de revis\u00e3o atrapalham bastante a leitura. O jornalista Everett True n\u00e3o apura boatos levantados por seus entrevistados, o que tamb\u00e9m dep\u00f5e contra o livro. Por fim, \u201cEu Dormi com Joey Ramone\u201d (editora Dublinense) \u00e9 uma tentativa de Mickey Leigh, irm\u00e3o de Joey, de reivindicar alguma parcela de responsabilidade pela fama do irm\u00e3o. Por\u00e9m, nem a ajuda de Legs McNeil (fundador da revista-zine \u201cPunk!\u201d, que documentou o in\u00edcio e o crescimento da cena de Nova Iorque) ajudou Mick a superar a inveja que ele tinha de Joey nem o ressentimento por ter fracassado em sua pr\u00f3pria carreira. Leigh define a obra mais como um livro de suas mem\u00f3rias do que como uma biografia de Joey, por\u00e9m a impress\u00e3o que fica \u00e9 que foi, na melhor das hip\u00f3teses, um \u201cdesabafo terap\u00eautico\u201d de algu\u00e9m que olhou para seu passado e n\u00e3o gostou do que viu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nXpRBfC9Tq0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nXpRBfC9Tq0\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Eajk2uDWaP0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Eajk2uDWaP0\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/imf25Squ8ro\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/imf25Squ8ro\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YlW9Vo8yHzM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YlW9Vo8yHzM\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rAl-xzN8e-M\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rAl-xzN8e-M\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Livro: \u201cCora\u00e7\u00e3o Envenenado\u201d, Dee Dee Ramone: \u201cTriste, mas sincero e sem rodeios\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/11\/17\/livro-coracao-envenenado-deedee\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; DVD: \u201cEnd of Century, a Hist\u00f3ria dos Ramones\u201d: Uma fam\u00edlia bastaste problem\u00e1tica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/06\/02\/dvd-end-of-century-a-historia-dos-ramones\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cCommando\u201d, de Johnny Ramone, \u00e9 um livro duplamente relevante (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/04\/livro-commando-johnny-ramone\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Na Estrada com os Ramones&#8221; exibe um excelente acervo fotogr\u00e1fico da banda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/04\/biografias-iommi-ramones-springsteen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cEveryone Loves You When You\u2019re Dead\u2019: Olhando os \u00eddolos de perto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/13\/olhando-os-idolos-de-perto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; A mesma m\u00fasica: Ramones x Inocentes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/09\/13\/a-mesma-musica-ramones-x-inocentes\/\">aqui<\/a>) Ramones x Wander Wildner (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/08\/29\/mesma-musica-ramones-x-wandwe-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211;\u00a0 \u201c\u2026Ya Know?\u201d, Joey Ramone: farofadas desnecess\u00e1rias e algumas p\u00e9rolas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/18\/nacao-zumbi-joey-ramone-dr-john\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Sin\u00e9ad O\u2019Connor, por Renan Guerra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/08\/discografia-comentada-sinead-oconnor\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Babasonicos, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/13\/discografia-comentada-babasonicos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nTudo sobre os Ramones, uma banda como o vinho, ou seja, assuntos sobre o qual j\u00e1 se escreveu muita bobagem. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/01\/discografia-comentada-ramones\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27901"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27901"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27901\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39745,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27901\/revisions\/39745"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27901"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27901"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27901"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}