{"id":27680,"date":"2005-08-02T08:54:57","date_gmt":"2005-08-02T11:54:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=27680"},"modified":"2014-12-17T09:02:47","modified_gmt":"2014-12-17T12:02:47","slug":"paul-auster-e-achei-que-meu-pai-fosse-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/08\/02\/paul-auster-e-achei-que-meu-pai-fosse-deus\/","title":{"rendered":"Paul Auster e &#8220;Achei Que Meu Pai Fosse Deus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27681\" title=\"paul1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/paul1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Scream &amp; Yell come\u00e7ou a ser editado na Web, em 2000, havia uma se\u00e7\u00e3o chamada &#8220;Poemas e Contos&#8221;, cuja proposta era trazer obras de gente nova com algo a dizer. A se\u00e7\u00e3o continua no ar, mas deixou de ser atualizada porque buscamos dar um direcionamento mais jornal\u00edstico ao site, focando em textos sobre cultura pop. E principalmente porque todo mundo se acredita poeta e escritor&#8230; com raz\u00e3o: somos todos contadores de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAchei Que Meu Pai Fosse Deus\u201d, colet\u00e2nea de contos da vida norte-americana compilada pelo escritor Paul Auster confirma essa vis\u00e3o, e vai al\u00e9m ao exibir 121 textos extraordin\u00e1rios de gente comum, que emocionam por seu lirismo, beleza e simplicidade. Auster, autor de dezenas de livros sensacionais (e ao menos um cl\u00e1ssico: \u201cA Inven\u00e7\u00e3o da Solid\u00e3o\u201d), retira o foco de luz de si mesmo e o joga sobre pequenas hist\u00f3rias recheadas de magia, mist\u00e9rio e pequenos milagres. \u201cAchei Que Meu Pai Fosse Deus\u201d \u00e9 um livro imperd\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os contos s\u00e3o frutos de um programa que o escritor apresentava na rede National Public Radio (NPR), com 680 retransmissoras espalhadas pelos Estados Unidos. Primeiramente foi oferecido ao escritor um programa mensal em que ele apresentaria um texto pr\u00f3prio. Auster n\u00e3o gostou da ideia, mas sua mulher, a tamb\u00e9m escritora Siri Hustvedt, sugeriu que ele pedisse para que os ouvintes lhes mandassem as hist\u00f3rias. Auster foi ao r\u00e1dio e explicou aos ouvintes o projeto estabelecendo tr\u00eas pr\u00e9-requisitos para os textos: que eles fossem verdadeiros, curtos e que desafiassem nossas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia do escritor era de que o ouvinte n\u00e3o se devia se preocupar em nunca ter escrito uma hist\u00f3ria. &#8220;Todo mundo conhece boas hist\u00f3rias e, se um bom n\u00famero de pessoas aceitasse o convite para participar, come\u00e7ar\u00edamos inevitavelmente a aprender coisas surpreendentes sobre n\u00f3s mesmos e os outros. O esp\u00edrito do projeto era inteiramente democr\u00e1tico. Todos os ouvintes estavam convidados a colaborar e prometi que leria todas as hist\u00f3rias que chegassem&#8221;, conta o organizador no pref\u00e1cio do livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ano depois, o projeto come\u00e7ou em dezembro de 1999, Auster tinha mais de 4 mil hist\u00f3rias nas m\u00e3os. &#8220;A maioria era suficientemente emocionante para prender a minha aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 a \u00faltima palavra&#8221;, diz o escritor. &#8220;Todos n\u00f3s temos vida interior. Todos n\u00f3s sentimos que fazemos parte do mundo e, contudo, nos sentimos exilados dele. Todos n\u00f3s ardemos no fogo da nossa exist\u00eancia. As palavras s\u00e3o necess\u00e1rias para expressar o que est\u00e1 dentro de n\u00f3s&#8221;, acredita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos 4 mil textos, 121 enriquecem a edi\u00e7\u00e3o nacional, divididos em 10 se\u00e7\u00f5es: animais, objetos, fam\u00edlias, situa\u00e7\u00f5es c\u00f4micas, estranhos, guerra, amor, morte, sonhos e medita\u00e7\u00f5es. A idade dos autores varia dos 20 aos 90 anos. J\u00e1 a edi\u00e7\u00e3o norte-americana compila 179 hist\u00f3rias, pois 58 contos foram cortados pelo tradutor da edi\u00e7\u00e3o brasileira, que os considerou &#8216;muito americanos&#8217; para o leitor local, o que surge como \u00fanico defeito da empreitada, j\u00e1 que a grande maioria das hist\u00f3rias \u00e9 totalmente americana, mas permite o paralelo universal, assim como serve para justificar a cren\u00e7a de Auster nas &#8220;for\u00e7as misteriosas que atuam em nossas vidas, em nossas hist\u00f3rias de fam\u00edlia, em nossas mentes e corpos, em nossas almas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um bom exemplo \u00e9 a impressionante (e tocante, e bela) hist\u00f3ria de Rascal, um cachorrinho branco de manchas pretas que, sozinho e inocentemente, conseguiu eliminar a poderosa e tem\u00edvel Ku Klux Klan da cidade de Broken Bow, no estado de Nebraska. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a candura de ver uma institui\u00e7\u00e3o racista cair pelo abanar de rabo de um d\u00f3cil cachorrinho, mas tamb\u00e9m a prova inevit\u00e1vel que o mundo \u00e9 feito de pequenos milagres, e de que eles vivem acontecendo ao nosso redor. O \u00faltimo conto do livro, \u201cUma Tristeza Mediana\u201d, escrito por Ameni Rozsa, tamb\u00e9m est\u00e1 na categoria dos not\u00e1veis e traz a autora falando de seus fins de relacionamentos, de sua paix\u00e3o pelo r\u00e1dio, e dos novos apartamentos que aluga ap\u00f3s um desastre amoroso:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;E agora, agora que esqueci, as coisas se preparam para dissolver de novo. Um outro amor ir\u00e1 embora; vou pegar um apartamento sozinha&#8221;, diz ela. &#8220;Tr\u00eamula, nervosa, ligo o r\u00e1dio, pela primeira vez em meses. Paul Auster est\u00e1 lendo uma hist\u00f3ria sobre uma garota que perdeu o pai e que arrastou uma \u00e1rvore de Natal pelas ruas de uma meia-noite no Brooklin. Ele pede que enviemos hist\u00f3rias. H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de que sejam curtas e verdadeiras. Mas eu n\u00e3o tenho mortes, viagens dignas de serem relatadas. N\u00e3o tenho golpes de sorte s\u00fabita ou trag\u00e9dias incr\u00edveis. Tenho apenas uma tristeza mediana&#8221;, e finaliza: &#8220;O r\u00e1dio est\u00e1 me convidando a voltar. Reconheci o convite quando escrevi estas linhas. Esta \u00e9 minha hist\u00f3ria, que se completa com o cl\u00edmax que \u00e9 agora. \u00c0s vezes, \u00e9 boa fortuna ser abandonado. Enquanto estamos procurando por nossas perdas, o nosso eu talvez se insinue de volta, para dentro de n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os destaques ainda d\u00e1 para incluir a comovente hist\u00f3ria \u201cSem-teto em Prescott\u201d, Arizona, que traz o relato de B.C., que aos 57 anos decidiu pedir demiss\u00e3o de seu emprego de secret\u00e1ria de um advogado, depositar todo o dinheiro da rescis\u00e3o na poupan\u00e7a e viver dos juros, como uma sem-teto (&#8220;Sou an\u00f4nima. N\u00e3o estou inscrita em nenhum programa do governo&#8221;, diz ela); o delicioso relato \u201cMartini com um Toque\u201d, em que Dave Ryan poetisa sobre o prazer da bebida (&#8220;O Martini \u00e9 Mahler, a cerveja \u00e9 Bartok&#8221;, define a certa altura); e o conto que d\u00e1 t\u00edtulo ao livro, em que um menino achava que o pai fosse Deus, pois sua mera presen\u00e7a causou a morte do vizinho malvado (&#8220;O vizinho parou de gritar, olhou para meu pai, ficou vermelho, depois p\u00farpura, p\u00f4s as m\u00e3os no peito, ficou cinza, dobrou-se e caiu lentamente no ch\u00e3o&#8221;, conta). E muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAchei Que Meu Pai Fosse Deus\u201d \u00e9 um dos mais belos livros j\u00e1 escritos e sua for\u00e7a reside em lidar com a emo\u00e7\u00e3o bruta de pessoas com hist\u00f3rias para contar, e que s\u00f3 estavam esperando uma pequena chance de dividir com o mundo seus pequenos milagres, suas grandes coincid\u00eancias, o charme de um mundo que insiste em nos surpreender com pequenas demonstra\u00e7\u00f5es de imprevisibilidade, coincid\u00eancias e acasos. Ao dar voz aos comuns, Auster engrandece a literatura mundial com um livro essencial para se entender que &#8220;nunca fomos perfeitos, mas somos reais&#8221;. Todos n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trechos do livro \u201cAchei Que Meu Pai Fosse Deus\u201d, colet\u00e2nea organizada por Paul Auster<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rascal, de<\/strong> <strong>Yale Huffman, Denver, Colorado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O ressurgimento da Ku Klux Klan na d\u00e9cada de 1920 foi um fen\u00f4meno que ningu\u00e9m explicou completamente. De repente, as cidades do Meio-Oeste se viram nas garras dessa ordem secreta cujo objetivo era eliminar os negros e os judeus de nossa sociedade. Em cidades como Broken Bow, no Nebraska, que tinha apenas duas fam\u00edlias de negros e uma de judeus, o alvo eram os cat\u00f3licos. Os membros da Klan espalhavam que o papa estava preparando a tomada da Am\u00e9rica, que os por\u00f5es das igrejas eram arsenais e que padres e freiras faziam orgias depois da missa. J\u00e1 que a Primeira Guerra Mundial acabara e que os hunos haviam sido derrotados, havia um novo foco para os homens que precisavam odiar algu\u00e9m. O espantoso era a quantidade dessa gente.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em Broken Bow e Custer County, dezenas deles foram atra\u00eddos pela m\u00edstica da sociedade secreta masculina que apelava para o anseio do &#8220;N\u00f3s contra Eles&#8221;, que parece ser universal entre os homens. Duas das pessoas que se opuseram a isso foram os banqueiros locais: John Richardson e meu pai, Y. B. Huffman. Quando um telefonema da Klan avisou que deveriam boicotar os cat\u00f3licos, eles desafiaram a ordem. Uma vez que ambos os bancos locais resistiram, a tentativa da Klan foi frustrada, mas minha m\u00e3e, Martha, pagou por isso na elei\u00e7\u00e3o do conselho da escola: foi derrotada pelo boato difamador de que estava tendo um caso com o farmac\u00eautico.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Chegou a \u00e9poca do desfile anual da Ku Klux Klan em torno da pra\u00e7a principal. Eles sempre escolhiam um s\u00e1bado de ver\u00e3o, quando a cidade estava cheia de fazendeiros e pecuaristas. Vestidos com t\u00fanicas brancas, chap\u00e9us c\u00f4nicos e m\u00e1scaras com buracos para os olhos, eles desfilavam para lembrar os cidad\u00e3os de sua dignidade e poder, liderados pela possante, mas an\u00f4nima, figura do Grande Kleage. A cal\u00e7ada ficava cheia de gente que especulava sobre a identidade dos desfilantes e cochichava sobre seus poderes misteriosos.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ent\u00e3o veio saltitando de uma viela um pequeno c\u00e3o branco com manchas pretas. Ora, assim como conhecia todo mundo na cidade, o pessoal de Broken Bow tamb\u00e9m conhecia os cachorros, pelo menos os mais proeminentes. Nosso pastor alem\u00e3o Hidda e o retriever de Art Melville eram personagens famosos.<br \/>\nO c\u00e3o manchado correu alegremente para o Grande Kleage e saltou nas suas pernas, clamando por uma festinha na cabe\u00e7a daquela m\u00e3o amada. &#8220;\u00c9 o Rascal&#8221;, come\u00e7ou o rumor, &#8220;aquele \u00e9 o Rascal, o cachorro de Doc Jensen&#8221;. Enquanto isso, o majestoso Grande Kleage tentava afastar com as pernas, enredadas na t\u00fanica longa, aquele que era obviamente seu c\u00e3o: &#8220;Pra casa, Rascal, pra casa!&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O rumor avan\u00e7ou mais r\u00e1pido pela cal\u00e7ado do que a prociss\u00e3o. As pessoas n\u00e3o cochichavam, elas falavam alto para deixar claro que sabiam. Cotovelos cutucavam os vizinhos, um riso abafado corria pela cal\u00e7ada como folhas que farfalham com uma rajada de vento. Ent\u00e3o, o filho de Doc Jensen apareceu e chamou o cachorro: &#8220;Aqui, Rascal! Aqui, Rascal&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Isso rompeu a tens\u00e3o. Algu\u00e9m rompeu o chamado. &#8220;Aqui, Rascal!&#8221;. Foi quando o riso reprimido se transformou em gargalhada e uma grande ventania de riso varreu a pra\u00e7a. Doc Jensen parou de chutar seu c\u00e3o e retomou sua marcha solene, mas os espectadores n\u00e3o deram bola: &#8220;Aqui, Rascal! Aqui, Rascal!&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esse foi o fim da Ku Kulx Klan em Broken Bow. Doc Jensen era um veterin\u00e1rio pass\u00e1vel de animais grandes, e manteve sua clientela de fazendeiros. Talvez gostassem de chama-lo para depois ter o que conversar com os vizinhos, mas poucos o provocavam. De vez em quando um garoto espertinho via Doc Jensen passar e gritava &#8220;Aqui, Rascal&#8221;. E, desde ent\u00e3o, o cachorrinho branco de manchas pretas ficou preso em casa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um Natal em fam\u00edlia, de Don Graves, Anchorage, Alasca<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Meu pai contou-me esta hist\u00f3ria. Ela aconteceu no come\u00e7o dos anos 20, em Seattle, antes de meu nascimento. Ele era o mais velho de seis irm\u00e3os e uma irm\u00e3, alguns dos quais haviam sa\u00eddo de casa.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>As finan\u00e7as da fam\u00edlia estavam p\u00e9ssimas. O neg\u00f3cio de meu pai fora \u00e0 fal\u00eancia, quase n\u00e3o havia empregos e o pa\u00eds estava perto de uma depress\u00e3o. Naquele ano, t\u00ednhamos uma \u00e1rvore de Natal, mas nada de presentes. Simplesmente n\u00e3o pod\u00edamos compr\u00e1-los. Na v\u00e9spera do Natal, fomos dormir deprimidos.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Entretanto, quando acordamos na manh\u00e3 do Natal, havia um monte inacredit\u00e1vel de presentes sob a \u00e1rvore. Tentamos nos controlar no caf\u00e9-da-manh\u00e3, mas foi a refei\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida de nossas vidas.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ent\u00e3o a divers\u00e3o come\u00e7ou. Minha m\u00e3e foi a primeira. Ficamos em volta dela, na expectativa, e quando ela abriu seu pacote vimos que ganhara um velho xale que ela havia &#8216;posto em lugar errado&#8217; v\u00e1rios meses antes. Meu pai ganhou um machado velho com o cabo quebrado. Minha irm\u00e3 ganhou seus velhos chinelos. Um dos meninos ganhou uma cal\u00e7a remendada e amassada. Eu ganhei um chap\u00e9u, o mesmo que achava que havia deixado num restaurante, um m\u00eas antes.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Cada coisa velha trouxe uma nova surpresa. N\u00e3o demorou para que todos estiv\u00e9ssemos rindo tanto que mal consegu\u00edamos abrir os pacotes. Mas de onde viera toda aquela generosidade? De meu irm\u00e3o Morris. Durante meses, ele escondera coisas velhas, das quais sabia que n\u00e3o dar\u00edamos falta. Ent\u00e3o, na v\u00e9spera do Natal, depois que todos foram para a cama, ele embrulhara em sil\u00eancio os presentes e os pusera sob a \u00e1rvore.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Foi um dos melhores Natais que tivemos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/paulauster.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"424\" \/><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Em \u201cInvis\u00edvel\u201d, Paul Auster trata de temas pol\u00eamicos e reviravoltas inesperadas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/04\/livro-invisivel-paul-auster\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Em \u201cSunset Park\u201d, Paul Auster cutuca o governo com poucas, mas \u00f3timas frases (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/22\/livros-sunset-park-paul-auster\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cViagens no Scriptorium\u201d, uma celebra\u00e7\u00e3o auto-indulgente de Paul Auster (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/08\/13\/livro-viagens-no-scriptorium-de-paul-auster\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cDi\u00e1rio de Inverno\u201d re\u00fane mem\u00f3rias de Auster resultando em mais um bonito livro (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/17\/livro-diario-de-inverno-de-paul-auster\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa Quando o Scream &amp; Yell come\u00e7ou a ser editado na Web, em 2000, havia uma se\u00e7\u00e3o chamada &#8220;Poemas e Contos&#8221;, \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/08\/02\/paul-auster-e-achei-que-meu-pai-fosse-deus\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27680"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27686,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27680\/revisions\/27686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}