{"id":27524,"date":"2014-12-07T23:39:36","date_gmt":"2014-12-08T01:39:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=27524"},"modified":"2023-03-29T01:06:00","modified_gmt":"2023-03-29T04:06:00","slug":"os-destaques-do-goiania-noise-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/07\/os-destaques-do-goiania-noise-2014\/","title":{"rendered":"Os destaques do Goi\u00e2nia Noise 2014"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27525\" title=\"noise2014_1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/renato_moikano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renato &#8220;Moikano&#8221; Beolchi<\/a><br \/>\nFotos por Fl\u00e1vio Monteiro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GOI\u00c2NIA NOISE 2014 &#8211; DIA 1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando vista de cima, Goi\u00e2nia parece extremamente rural. A paisagem na  aproxima\u00e7\u00e3o a\u00e9rea ao aeroporto da capital predomina entre o verde e um  vermelho de terra. Os primeiros momentos na cidade tamb\u00e9m n\u00e3o ajudam a  tirar essa impress\u00e3o campeira da cidade. A menos que seja fim do ano e  voc\u00ea esteja na cidade para o Goi\u00e2nia Noise Festival. A\u00ed, meu chapa, a  banda toca de outro jeito. E, a n\u00e3o ser que voc\u00ea venha de um lugar ainda  mais in\u00f3spito para rock do que a capital da m\u00fasica sertaneja, voc\u00ea vai  se sentir at\u00e9 envergonhado pela facilidade com que voc\u00ea virou roqueiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Completando duas d\u00e9cadas em 2014, o Goi\u00e2nia Noise Festival \u00e9 mais que um dos maiores festivais undergrounds do Brasil, \u00e9 quase uma guerrilha roqueira, uma rede independente sem muita divis\u00e3o entre f\u00e3s e artistas. Porque todos eles (quem organiza, quem toca, e quem vai ao festival) t\u00eam uma coisa em comum: s\u00e3o roqueiros. E ser roqueiro em Goi\u00e2nia \u00e9 bem mais que curtir um estilo musical. \u00c9 uma profiss\u00e3o de f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sururu come\u00e7ou de verdade algumas semanas antes, quando um festival de cinema organizado pelo festival trouxe document\u00e1rios preciosos para a cidade (na abertura, \u201cHated: G.G. Allin and the Murder Junkies\u201d (1993), de Todd Phillips). No quesito shows, a porrada come\u00e7ou na sexta, 05\/12, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, com seis bandas no line-up. Corre\u00e7\u00e3o. Teve Biohazard e mais cinco. E a exalta\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o se trata de americanismo ou s\u00edndrome de pangar\u00e9 de que \u201cos gringos s\u00e3o muito melhores que a gente\u201d. A quest\u00e3o \u00e9 que essa falta de fronteiras hier\u00e1rquicas entre todos os envolvidos no festival foi mais bem compreendida e executada pela banda do quase brasileiro Billy Graziadei.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27526\" title=\"noise2014_2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas&#8230; do in\u00edcio. Uma chuva de causar os mais profundos orgasmos pluviom\u00e9tricos em qualquer paulistano caiu durante sete horas em Goi\u00e2nia na sexta-feira. Sete horas! Por volta das 20h, o festival ainda n\u00e3o tinha come\u00e7ado por conta de atrasos em passagem de som, chegada de artistas, etc. Tudo aceit\u00e1vel depois de a cidade tomar \u00e1gua na cabe\u00e7a durante tanto tempo. Com o espa\u00e7o ainda bem vazio, o Ghon, banda local, abriu os trabalhos. Thrashz\u00e3o descarado e de qualidade \u2013 pena que tinha pouca gente e que a noite pendia mais pro hardcore.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo depois, e com set enxuto pra ajudar a n\u00e3o atrasar muito o cronograma todo, veio o Coletivo Sui Generis. Hardcore puro como se tivesse sido parido nas ruas do Brooklyn, em Nova York. Agnostic Front, Cro-Mags, Sick Of It All ficariam orgulhosos. E na camiseta do vocalista Sedel, a sigla GHC, Goi\u00e2nia Hardcore. Montar banda de HC em S\u00e3o Paulo, Rio, \u00e9 f\u00e1cil. Encontrar tanta gente que curta isso numa cidade como Goi\u00e2nia \u00e9 onde mora a treta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo depois, o grande palco do teatro ficou mais bonito, mais perfumado. As quatro meninas do Girlie Hell promoveram um show curto demais pra quem precisava de um pouco de al\u00edvio da porrada musical. Longe delas baladinhas ou vocais melosos, mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se empolgar com a vis\u00e3o de Julia, Carol, Fernanda e a vocal Bullas despejando rock de gente grande na tua cara, magr\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27527\" title=\"noise2014_3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de ent\u00e3o, meu amigo, a porrada veio bem mais forte. Presentes em todas as edi\u00e7\u00f5es do festival, o Mechanics era a \u00faltima banda local da noite. A suruba toda \u00e9 comandada pelo vocalista Marcio Junior, que tamb\u00e9m \u00e9 da Monstro Discos, que tamb\u00e9m \u00e9 organizadora do festival. E tem duas baterias tocando ao vivo, ao mesmo tempo, no mesmo palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 era meia noite e a programa\u00e7\u00e3o dizia que era a vez do Matanza, do Rio de Janeiro. Mas uma altera\u00e7\u00e3o foi feita e o Biohazard, que fecharia a noite, subiu antes. A\u00ed a brincadeira acabou. Billy Graziadei e Bobby Hambel atropelaram o p\u00fablico com uma motoniveladora. Um set que s\u00f3 trouxe m\u00fasicas dos tr\u00eas primeiros discos banda, lan\u00e7ados entre 1990 e 1994: \u201cBiohazard\u201d, \u201cUrban Discipline\u201d e \u201cState Of The World Address\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim foi a banda tocando \u201cShades of Grey\u201d, \u201cWhat Makes Us Thick\u201d, \u201cUrban Discipline\u201d, \u201cTales From The Hard Side\u201d, \u201cFive Blocks To The Subway\u201d, \u201cBlack, White and Red All Over\u201d, \u201cLove Denied\u201d, \u201cPunishment\u201d e \u201cWe&#8217;re Only Gonna Die\u201d, cover do Bad Religion. Mas onde est\u00e1 o atropelo al\u00e9m de um setlist bem feito, e convenhamos, pouco ousado? Na atitude. Porque o Biohazard deixou bandas excelentes como Coletivo Sui Generis, Girlie Hell, apenas muito boas? Porque eles compreenderam, de modo perfeito, que o Goi\u00e2nia Noise Festival \u00e9 mais uma comunidade e menos um evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27528\" title=\"noise2014_4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_4.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo na segunda m\u00fasica um f\u00e3 subiu ao palco para um stage diving, aquele mergulho no escuro que voc\u00ea d\u00e1 sobre o p\u00fablico quando tem menos de 30 anos. Um seguran\u00e7a tentou tir\u00e1-lo, mas a rea\u00e7\u00e3o de Graziadei impediu. E n\u00e3o foi uma bronca teatral que o vocalista deu no seguran\u00e7a, daquelas que a gente v\u00ea o artista advogando a favor do f\u00e3 e que ganha a simpatia imediata do p\u00fablico. Foi quase um gesto, um sinal de que, ali, o palco e a pista eram exatamente a mesma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a\u00ed, para superar isso, a tarefa foi ingrata, mesmo sendo o Matanza uma das bandas mais esperadas da noite em estudo picareta, baseado no n\u00famero de camisetas. Como disse um conhecido diante da dif\u00edcil miss\u00e3o dos cariocas: \u201cte vira, malandro\u201d.  A solu\u00e7\u00e3o foi apelar para o que se tinha \u00e0 m\u00e3o: come\u00e7o fren\u00e9tico, velocidade terminal e volume ensurdecedor. E assim, sem nenhum breve momento de sil\u00eancio, Jimmy e seus canalhas emendaram cinco m\u00fasicas, uma da bota da outra, antes de dar um oi para o p\u00fablico que estava por l\u00e1 quando j\u00e1 passava da uma da manh\u00e3. \u201cRessaca Sem Fim\u201d, \u201cRem\u00e9dios Demais\u201d, \u201cOdiosa Natureza Humana\u201d, \u201cO \u00daltimo Bar\u201d e \u201cTudo Errado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi s\u00f3 antes de \u201cClube dos Canalhas\u201d que come\u00e7ou o primeiro respiro. Mas nada que desse muito sossego ao f\u00f4lego. Porque ainda teve \u201cBarril de Whisky\u201d, \u201cCarv\u00e3o, Enxofre e Salitre\u201d, \u201cMulher Diabo\u201d, \u201cP\u00e9 Na Porta E Soco na Cara\u201d e \u201cEu N\u00e3o Gosto de Ningu\u00e9m\u201d. Tudo meio adolescente, e teatral? Sim, mas por ser um show de rock, quem disse que n\u00e3o somos adolescentes e teatrais? Ent\u00e3o deixa eu juntar minha adolesc\u00eancia e correr pro segundo dia que hoje tem Space Trucks, Hellbenders, Radio Moscow e Mundo Livre S\/A&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27529\" title=\"noise2014_5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_5.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GOI\u00c2NIA NOISE 2014 &#8211; DIA 2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se  o Centro Cultural Oscar Niemeyer \u00e9 uma esp\u00e9cie de Memorial da Am\u00e9rica  Latina vers\u00e3o Goi\u00e2nia, pela sua arquitetura e fun\u00e7\u00e3o cultural na cidade,  o Centro Martim Cerer\u00ea \u00e9 algo sem muita compara\u00e7\u00e3o para que nunca  esteve na capital goiana. \u00c9 quase uma grande pra\u00e7a com duas caixas  d&#8217;\u00e1gua desativadas que foram transformadas em pequenos teatros. Cada uma  comporta algo em torno de 600 e 700 pessoas. Cravado em um bairro  residencial da cidade, tem uma m\u00edstica e tanto: dizem os locais que,  quando os reservat\u00f3rios foram desativados, o lugar chegou a ser usado  por \u00f3rg\u00e3os da ditadura como centro de deten\u00e7\u00e3o e tortura de acusados de  subvers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O  lado externo do Martim Cerer\u00ea \u00e9 uma pra\u00e7a que os organizadores  preenchem com um grande bar, tendas de parceiros vendendo camisetas,  discos, acess\u00f3rios e comidas. No menu de 2014, pizza, hotdog enrolado em  bacon, yakissoba, churros e muito mais mandando um sonoro \u201cchupa\u201d para  festivais estrelados que vendem apenas hotpockets sem gosto a R$ 15.  Essa foi a recep\u00e7\u00e3o quando pisei pela primeira vez no Martim Cerer\u00ea para  o segundo dia do Goi\u00e2nia Noise Festival 2014 (o local abriga o festival  pela oitava vez!).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com  os ouvidos ainda zunindo do dia anterior, cheguei bem a tempo de ver o  primeiro dos 20 shows que se alternariam entre os dois teatros do lugar  (cada banda com direito a meia hora de som). Quase ningu\u00e9m estava por l\u00e1  pra ver o Off A Cliff, banda local que faz um rock oitentista bacana e  cheio de timbres e teclados. Tamb\u00e9m de Goi\u00e2nia, o Pedrada (antiga  Express\u00e3o Urbana) fez, para poucas testemunhas, um punk rock urbano  classic\u00e3o de vocais berrados. Redson, do C\u00f3lera, sorriu no c\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27559\" title=\"noise2014_7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  primeira grande surpresa veio com o Gonorants, de Bras\u00edlia. Se voc\u00ea n\u00e3o  conhece a banda, talvez a melhor forma de definir o estilo seja  hardcore ca\u00f3tico. Tudo com eles \u00e9 na base do caos. Por exemplo, o show  come\u00e7ou sem o guitarrista que ningu\u00e9m sabia onde estava. Na metade da  segunda m\u00fasica, um sujeito carregando guitarra nas costas surge  correndo, pula no palco monta seu equipamento em segundos e come\u00e7a a  tocar. Herdeiro direto dos Raimundos, Gonorants teria estourado  facilmente 20 anos atr\u00e1s. Letras escrachadas e uma facilidade para pesar  a m\u00e3o em riffs marcantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  tarde ainda seguiu com pouca gente para prestigiar o en\u00e9rgico show da  mineira The Dead Pixels, liderado pelo lend\u00e1rio Claudi\u00e3o Pilha, dono de  um visual meio Thurston Moore e praticante de guitarradas pouco  ortodoxas, no sentido mais positivo da express\u00e3o. Foi tamb\u00e9m o in\u00edcio de  uma sequ\u00eancia de shows espetaculares, que prosseguiu com Gasper, hip  hop num festival que leva na certid\u00e3o de nascimento o sobrenome Noise?  Isso a\u00ed, malandro! Deixe teu preconceito em casa e v\u00e1 encarar um show  desse MC, que coloca no palco baixo, guitarra e viol\u00e3o, al\u00e9m de um DJ.  Ou\u00e7a: \u00e9 um tremendo som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo  depois foi a vez do Damn Stoned Birds dar aula de desprendimento.  Stoner na veia e um monte de imprevistos que deram apenas um tempero  para o show. Que tal voc\u00ea ter uma guitarra apenas e perder a primeira  corda, a mais aguda, ou mizinha para os iniciados? Tranquilo, certo?  Corte alguns solos e o que der pra adaptar passe para a corda de cima,  tamb\u00e9m apelidada de Si. Pois, ent\u00e3o que tal perder a \u00faltima corda, o  miz\u00e3o? Volte algumas linhas no texto e veja o estilo musical: stoner,  leia-se som grave. Meu chapa, tocar isso com quatro cordas, e ainda  fazer parecer que n\u00e3o tinha nada errado, \u00e9 coisa de gente grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27560\" title=\"noise2014_8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E  bora correr para o outro palco ver Overfuzz, dono de um grunge t\u00e3o  competente quanto anacr\u00f4nico. Dois moleques no palco fazendo barulho e  um baterista ensandecido. Receita perfeita de rock and roll de  qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  pr\u00f3xima boa surpresa da noite tinha sotaque de caipira norte-americano e  pegada de m\u00fasica de caminhoneiro. Them Old Crap \u00e9 de Londrina e toca um  bluegrass furioso com direito a bandolim, banjo, baixo ac\u00fastico e  viol\u00e3o. Nas letras, a tem\u00e1tica de beira de estrada e botecagem, cantadas  em portugu\u00eas. Olhos arregalados, incr\u00e9dulos com o que acabamos de  testemunhar, e um desejo urgente de ouvir esses caras em disco, que  segundo a banda deve sair em algum momento do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra  n\u00e3o dizer que o metal n\u00e3o deu as caras nesse dia, teve Revolted e  Spiritual Carnage arrega\u00e7ando t\u00edmpanos com thrash, black, grind e toda a  mix\u00f3rdia metaleira que \u00e9 composta por distor\u00e7\u00f5es, urros e massacre  percussivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da  escola mais tradicional do hardcore e stoner, o destaque ficou com o  Barizon, do Rio de Janeiro, que conseguiu contar com bom p\u00fablico e rodas  de pogo bem agitadas. Quase o mesmo feito alcan\u00e7ado pelo dom\u00e9stico  Hellbenders. A banda local \u00e9 venerada pelo p\u00fablico goiano e deu para  entender o motivo no curto show do festival. Teatro lotado e bolacha  comendo solta na pista. No pequeno palco, rock\u00e3o de qualidade, veloz e  raivoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27561\" title=\"noise2014_9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_9.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_9.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_9-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem  diferente da \u00fanica atra\u00e7\u00e3o gringa da noite, o Radio Moscow. O grupo foi  criado pelo guitarrista e vocalista Parker Griggs e contou com fila na  entrada e teatro lotado para ver a apresenta\u00e7\u00e3o de pouco mais de uma  hora. O estilo \u00e9 uma esp\u00e9cie de stoner e blues psicod\u00e9lico, cheio de  trechos instrumentais que carregam no DNA a sonoridade sessentista de  gente como Cream e Blue Cheer. Coisa fina \u2013 bem podia ter contado com um  espa\u00e7o maior pra comportar todo mundo que queria ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1  passava das duas da manh\u00e3 quando a \u00faltima atra\u00e7\u00e3o lembrou a todos que  este Goi\u00e2nia Noise Festival \u00e9 especial. Duas d\u00e9cadas de hist\u00f3ria  independente, meu irm\u00e3o. Com sotaque pernambucano, a Mundo Livre S\/A fez  festa dupla no Martim Cerer\u00ea. Porque os 20 anos de festival coincidem  com o anivers\u00e1rio do primeiro \u00e1lbum do grupo de Fred Zero Quatro, \u201cSamba  Esquema Noise\u201d. E para a festa, que tal tocar o disco inteiro na  \u00edntegra? Quem foi, viu! Ano que vem, organize-se e venha!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No  domingo, finaleira do festival. Ainda tenho que fazer alongamento pra  curtir Relesp\u00fablica, Cachorro Grande, Korzus e Terrorizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27558\" title=\"noise2014_6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2014_6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GOI\u00c2NIA NOISE 2014 &#8211; DIA 3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos elementos mais ricos da natureza de um festival de rock consiste na descoberta de novos sons, bandas, estilos, misturas. Por isso, a gra\u00e7a de chegar cedo em um evento desses, bem antes dos estrelados headliners pintarem no palco, \u00e9 exatamente a possibilidade de sair de l\u00e1 com uma meia d\u00fazia de nomes de bandas nos ouvidos. \u00c9 assim que o rock se renova, e que os horizontes musicais dos f\u00e3s v\u00e3o se expandindo. Bl\u00e1, bl\u00e1, bl\u00e1, bonito discurso e tal. Mas o que fazer quando essas tais bandas novas s\u00e3o t\u00e3o furiosas que o resto do dia fica prejudicado, at\u00e9 chato? Como continuar acompanhando com aten\u00e7\u00e3o o resto do line-up mais famoso quando voc\u00ea n\u00e3o para de pensar na bandinha que fez um dos primeiros shows da sua vida tr\u00eas horas antes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi essa a bucha que a galera do Goiania Noise Festival largou no \u00faltimo dia do evento no Centro Cultural Martim Cerer\u00ea. Pouco depois das 17h, a primeira banda come\u00e7ou seu show pra quase ningu\u00e9m. Azar de quem n\u00e3o viu a Red Light House quebrar tudo com um stoner meio psicod\u00e9lico emanando de dois guitarristas extremamente competentes e que exploram muito bem texturas e timbres. Mais azar ainda de quem se espantou com a chuva que castigou a tarde de domingo goiana e perdeu o Dogman, dono de um som que lembra uma mistura de Red Fang e Alice in Chains. Vocalistas iniciantes, \u00e9 vital que voc\u00eas assistam a um show deles de olhos bem atentos na performance do vocalista Haig Berberian Jr. Aula de presen\u00e7a que garantiu \u00e0 banda um dos melhores shows do Goiania Noise Festival 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E era apenas a quarta banda do dia. Restavam 13 para fechar o festival. As coisas come\u00e7aram intensas. J\u00e1 tinha gasto algumas p\u00e1ginas do bloco de notas no smartphone anotando o que tinha visto e ainda estava bem longe da metade do dia. Rolou ainda Bang Bang Babies, que faz um psychobilly bem redondo. Apenas foi prejudicado pela for\u00e7a do show do Dogman, que fez a galera pular e aproveitou para se reidratar com cerveja enquanto rolava o show. A bizarrice metaleira extrema deixou uma multid\u00e3o de olhos arregalados quando a Lux\u00faria de Lillith veio em seguida. Duas garotas e um baterista de rostos pintados no melhor estilo black metal escandinavo e uma cole\u00e7\u00e3o de profana\u00e7\u00f5es religiosas nas letras. Como afirma Angelo Arede, da Gangrena Gasosa, \u201cRock \u00e9 agress\u00e3o, voc\u00ea tem que pegar pesado\u201d. Nesse mantra, nota 10 para a Lux\u00faria de Lillith.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27576\" title=\"noise2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed a maionese desandou de vez. Parecia uma banda caipira, mas era uma porrada sonora t\u00e3o grotesca e brutal. Se voc\u00ea nunca ouviu falar do DDO (Disc\u00edpulos de Origi) fa\u00e7a uma pausa na leitura e procure a banda no Facebook. Rage Against The Machine com sotaque caipira na voz raivosa de Tiago Bento. Ou Ro\u00e7a and Roll, como ele mesmo batiza. Ap\u00f3s o show (ou catarse?) fui bater um papo com ele, que me recebeu oferecendo: \u201cBeba do p\u00e9-de-boi\u201d, uma garrafinha revestida em couro animal em forma de pata de vaca. O conte\u00fado era uma cacha\u00e7a caseira, receita familiar dos Bento. \u201cO bisav\u00f4 da minha bisav\u00f3 criou essa receita. N\u00e3o pode ser vendida, apenas oferecida.\u201d E l\u00e1 se foi quase uma hora de papo sobre rezadeiras do cerrado, caga\u00e7os infantis de lendas regionais como a Caipora. \u201cTem que levar cacha\u00e7a, rapadura e fumo de corda pra oferecer, caso ela apare\u00e7a.\u201d A conversa toda apenas mostra a forma\u00e7\u00e3o cultural de Bento, e por consequ\u00eancia o som do DDO. E a cacha\u00e7a? Das melhores que j\u00e1 tomei na vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed em diante a coisa foi fluindo com uma sequ\u00eancia muito boa, mas n\u00e3o t\u00e3o arrebatadora. Ainda assim bons momentos valem destaque como o show do Boca Seca, um coletivo de hip hop que, a exemplo do que o Gasper fez no dia anterior, levou banda completa para fazer as bases. Inclusive com uma flauta transversal! O eterno garoto podre Mau mostrou seu novo projeto, O Sat\u00e2nico Dr. Mao e os Espi\u00f5es Secretos. Escolha acertada de repert\u00f3rio cheio de cl\u00e1ssicos como \u201cGaroto Podre\u201d, \u201cFuzilados da CSN\u201d, \u201cJohnny\u201d e \u201cPapai Noel, Velho Batuta\u201d pra fechar com uma homenagem ao bom velhinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma mudan\u00e7a nos palcos atravancou um pouco o festival neste momento. O Korzus que fecharia o Goi\u00e2nia Noise havia instalado uma bateria com bumbo duplo que ocupava grande parte do palco do Teatro Pygu\u00e1. Assim, Resson\u00e2ncia M\u00f3rfica, Cachorro Grande e Terrorizer tocariam no outro palco do Martim Cerer\u00ea. Mas a Relesp\u00fablica do Paran\u00e1 ainda se submeteria ao palco diminu\u00eddo do Pygu\u00e1. Mas n\u00e3o se submeteu a um corte do setlist. Vieram de longe pra tocar, e foi isso que fizeram, mesmo encavalando com o in\u00edcio do Resson\u00e2ncia M\u00f3rfica no outro teatro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27577\" title=\"noise3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise3.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um tempo maior de espera se fez para que os ga\u00fachos da Cachorro Grande tocassem no mesmo palco. Apostando no disco novo, o vocalista Beto Bruno e companhia tocaram cinco novas, causando um pouco de estranheza no p\u00fablico. Experientes, entretanto, lan\u00e7aram m\u00e3o de um cover para fechar o show e consagrar a noite. Porque com uma banda no palco, a \u00faltima impress\u00e3o \u00e9 a que fica. E no caso da gauchada, essa impress\u00e3o foi uma vers\u00e3o (ainda mais) en\u00e9rgica de \u201cHelter Skelter\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para respeitar o hor\u00e1rio original, os paulistanos do Korzus inverteram seu show com o dos americanos do Terrorizer. Metal muito pesado nas primeiras horas da segunda-feira. Alma lavada na tribo das camisetas pretas, e a sensa\u00e7\u00e3o de que a celebra\u00e7\u00e3o dos 20 anos do Goi\u00e2nia Noise Festival atingiu seu objetivo. Mostrar que a cena goiana \u00e9 uma das mais s\u00f3lidas e produtivas do rock nacional. A hist\u00f3ria, felizmente, continua ano que vem (e no outro, e no outro, e no outro)\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Top 10 melhores shows do Goiania Noise Festival 2014:<br \/>\n01 &#8211; DDO<br \/>\n02 &#8211; Biohazard<br \/>\n03 &#8211; Dogman<br \/>\n04 &#8211; Hellbenders<br \/>\n05 &#8211; Matanza<br \/>\n06 &#8211; Coletivo Suigeneris<br \/>\n07 &#8211; Them Old Crap<br \/>\n08 &#8211; Damn Stoned Birds<br \/>\n09 &#8211; Red Light House<br \/>\n10 &#8211; Gonorants<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27578\" title=\"noise4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise4.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/noise4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Renato Beolchi (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/renato_moikano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@renato_moikano<\/a>) \u00e9 jornalista e guitarrista. Fotos de Fl\u00e1vio Monteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; 19\u00ba Goi\u00e2nia Noise honrou a promessa de barulho: felicidade roqueira garantida (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/12\/os-destaques-do-goiania-noise-2013\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leo Bigode fala do Noise 2012: \u201c\u00c9 muito gratificante olhar pra tr\u00e1s\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/11\/05\/tres-perguntas-leo-bigode-goiania-noise\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leo Bigode fala do Noise 2013: \u201cUm festival de rock. Sem hypes, sem modismos\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/11\/05\/tres-perguntas-leo-bigode-goiania-noise\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leo Razuk fala do Noise 2014: \u201cNunca imaginei que (o festival) fosse t\u00e3o longe\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/27\/leo-razuk-fala-dos-20-anos-do-goiania-noise\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Outros festivais de 2014:<\/strong><br \/>\n&#8211; A edi\u00e7\u00e3o de 2014 do El Mapa de Todos entregou mais do que prometeu (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/18\/balancao-festival-el-mapa-de-todos-2014\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas dias em Natal: Grandes shows e \u00f3timas surpresas no Festival DoSol (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/15\/balanco-festival-dosol-2014-natal\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Dois dias em Bras\u00edlia: Tit\u00e3s faz grande show no Festival Por\u00e3o do Rock 2014 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/03\/balanco-porao-do-rock-2014-brasilia\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Quatro dias em Bel\u00e9m: Festival Se Rasgum 2014 segue um modelo inspirador (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/28\/em-belem-festival-se-rasgum-2014\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; La Route du Rock 2014: muita lama e Portishead na Bretanha francesa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/22\/um-chiqueiro-chamado-la-route-du-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Em Oslo, \u00d8ya Fest: esses sabem fazer um festival de m\u00fasica de qualidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/06\/festivais-%C3%B8ya-festival-em-oslo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Festival Casar\u00e3o 2014 promove duas noites de boa m\u00fasica em Porto Velho (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/06\/balancao-festival-casarao-2014\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Stockholm Music &amp; Arts e a tempestade s\u00f4nica de Neil Young &amp; Crazy Horse (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/05\/festivais-stockholm-music-arts\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Renato Beolchi\nCompletando duas d\u00e9cadas em 2014, o Goi\u00e2nia Noise Festival \u00e9 mais que um dos maiores festivais undergrounds do Brasil&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/07\/os-destaques-do-goiania-noise-2014\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":126,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27524"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/126"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27524"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73670,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27524\/revisions\/73670"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}