{"id":27399,"date":"2014-11-25T19:57:13","date_gmt":"2014-11-25T21:57:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=27399"},"modified":"2020-10-05T15:31:09","modified_gmt":"2020-10-05T18:31:09","slug":"o-terceiro-disco-de-marcia-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/25\/o-terceiro-disco-de-marcia-castro\/","title":{"rendered":"Entrevista: M\u00e1rcia Castro e o 3\u00ba disco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27408\" title=\"marcia3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/marcia3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcia Castro est\u00e1 de volta. Com \u201cDas Coisas Que Surgem\u201d, seu terceiro trabalho de est\u00fadio, a cantora baiana surge incans\u00e1vel na explora\u00e7\u00e3o de sonoridades enquanto trilha um caminho pr\u00f3prio que a afasta de \u201ccenas\u201d ou tend\u00eancias, que parecem imperar (e tornar tudo igual) na m\u00fasica brasileira. Mais coeso e maduro do que \u201cPecadinho\u201d (2007) e, com mais ousadia do que em \u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d (2012), \u201cDas Coisas Que Surgem\u201d imprime um competente terceiro passo balizado por um verdadeiro caldeir\u00e3o de sons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gui Amabis assina a produ\u00e7\u00e3o do novo trabalho, que ainda conta com a participa\u00e7\u00e3o da cantora Mayra Andrade, do saxofonista Thiago Fran\u00e7a (integrante do Met\u00e1 Met\u00e1) e do poeta Arruda em contribui\u00e7\u00f5es mais do que especiais em um disco que apresenta cinco (das onze can\u00e7\u00f5es) assinadas por M\u00e1rcia Castro \u2013 algumas escritas h\u00e1 anos e s\u00f3 agora amadurecidas. A inten\u00e7\u00e3o do trabalho aparece na sutileza de cada detalhe, e quase como uma narrativa com come\u00e7o, meio e fim, o disco d\u00e1 pistas do caminho a ser mostrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o t\u00edtulo da primeira faixa, \u201cOs Atalhos\u201d, at\u00e9 o doce solo dissonante no lamento de \u201cO Amor Tem Dessas\u201d, passando pela \u201cpsicodelia\u201d (com aspas) de \u201cMau Caminho\u201d, pela ginga inconstante de \u201cSem Mist\u00e9rio\u201d (da boa frase \u201cSe hoje eu te venero, amanh\u00e3 j\u00e1 nem te quero\u201d) at\u00e9 o recado final que resume a jornada e explica a busca em \u201cO Que Me Move\u201d,  \u201cDas Coisas Que Surgem\u201d n\u00e3o apenas apresenta um corpo coeso, quase geom\u00e9trico de can\u00e7\u00f5es, como busca expandir o leque sonoro em v\u00e1rios momentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se algo surge, sem aviso, tende a gerar mudan\u00e7as e dessas mudan\u00e7as, aos poucos, tendem a se formar novas impress\u00f5es e ideias. Por esse prisma, o disco parece tentar captar a ess\u00eancia desses surgimentos em uma impress\u00e3o bruta, sem ainda digerir os acontecimentos, o que mant\u00e9m uma espontaneidade marcante no conjunto. E para falar melhor sobre essas impress\u00f5es, Marcia Castro atendeu ao Scream &amp; Yell em conversa por e-mail, em que contou que \u201cqueria que o disco tivesse um jeito de vida cotidiana, de coisas simples, sentimentos ordin\u00e1rios, coisas minhas bem triviais\u201d. Confira o bate papo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-bVXoaLWLDo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-bVXoaLWLDo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No novo disco quem assina a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 Gui Amabis. O disco anterior tinha produ\u00e7\u00e3o do Guilherme Kastrup e do Rovilson Pascoal. Como foi a diferen\u00e7a de processo de cria\u00e7\u00e3o entre os dois trabalhos? Os dois tipos de produ\u00e7\u00e3o influenciaram muito no resultado final?<\/strong><br \/>\nForam constru\u00e7\u00f5es bem diferentes. O \u201cDe P\u00e9s No Ch\u00e3o\u201d foi um disco que nasceu do palco. Eu j\u00e1 tocava aquele repert\u00f3rio havia algum tempo, estava bem familiarizada com as m\u00fasicas e com a banda. Nesse sentido, introduzir o universo do palco no estudio foi um processo mais simples. J\u00e1 o \u201cDas Coisas Que Surgem\u201d foi concebido todo em est\u00fadio. Eu n\u00e3o tinha um repert\u00f3rio fechado quando comecei a trabalhar com Gui. \u00cdamos escolhendo m\u00fasica a m\u00fasica, discutindo aquelas escolhas. Depois ele fazia a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o minunciosamente em casa. Ao passo que ele ia pr\u00e9-produzindo, eu ia escutando, vendo, me encontrando nas m\u00fasicas para poder cantar em di\u00e1logo com a sonoridade que estava sendo proposta. Com todas as m\u00fasicas escolhidas e todas as pr\u00e9-produ\u00e7\u00f5es feitas, fomos pro estudio gravar com os m\u00fasicos. E logo em seguida, gravamos as vozes. Adoro o resultado dos dois trabalhos, porque houve uma entrega absoluta e muita compet\u00eancia de quem estava realizando comigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 verdade que algumas faixas com o Gui Amabis ficaram engavetadas tr\u00eas anos?<\/strong><br \/>\n\u00c9 verdade. Come\u00e7amos esse processo em 2010. Foi tudo muito r\u00e1pido. Fomos apresentados pela Patricia Palumbo, propus o trabalho, ele topou, definimos as tr\u00eas primeiras m\u00fasicas (\u201cNa Menina dos Meus Olhos\u201d, \u201cTr\u00eas da Madrugada\u201d e \u201cUm Bom Filme\u201d), entramos em est\u00fadio, gravamos\u2026 (mas) percebi que eu precisava de um tempo para entender melhor esse novo processo, essa nova sonoridade para existir de modo consistente dentro dela. E tamb\u00e9m eu tinha um disco pronto nos meus shows, queria registrar aquelas can\u00e7\u00f5es, tinha uma banda disposta, a fim de realizar esse \u00e1lbum. Foi da\u00ed que surgiu o \u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d. O projeto com Gui ficou em suspenso por um ano, mas na sequ\u00eancia voltamos a nos encontrar, a conversar. Foi \u00f3timo, pois nesse tempo amadurecemos o nosso processo, o nosso di\u00e1logo. Aproveitamos tudo das tr\u00eas faixas que gravamos em 2010 e implementamos algumas coisas nelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como rolou a aproxima\u00e7\u00e3o com Gui Amabis? J\u00e1 haviam tocado ou feito algo antes?<\/strong><br \/>\nQuem nos apresentou foi a Patricia Palumbo. Certo dia fomos almo\u00e7ar juntas e eu falei do desejo de encontrar algu\u00e9m de S\u00e3o Paulo para produzir um disco novo e ela sugeriu Gui. Pesquisei o trabalho dele, achei interessante todas as produ\u00e7\u00f5es, principalmente as trilhas, esse jeito de compor para hist\u00f3rias. Na sequ\u00eancia nos encontramos no lan\u00e7amento do \u201cEu Menti pra Voc\u00ea\u201d, de Karina Buhr, no Sesc Pomp\u00e9ia, marcamos um encontro e come\u00e7ou toda a hist\u00f3ria. Nos conhecemos j\u00e1 trabalhando. Foi tudo uma grande surpresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quanto aos m\u00fasicos que participaram da grava\u00e7\u00e3o? A banda que gravou o &#8220;De P\u00e9s no Ch\u00e3o&#8221; te acompanhava desde 2010, estrearam no show de Montreaux&#8230;  Mudou muita gente de l\u00e1 pra c\u00e1?<\/strong><br \/>\nEu deixei Gui a vontade para escolher os m\u00fasicos com os quais ele tivesse maior afinidade para a grava\u00e7\u00e3o do disco. Queria muito um m\u00fasico baiano que pudesse imprimir sutilmente esse molho baiano nas camadas de sons. Sugeri o Juninho Costa. Gui tambem curtiu a id\u00e9ia e trouxemos o Juninho da Bahia. Rolou uma liga muito boa da banda base que gravou o disco: Samuel Fraga (bateria), Regis Damasceno (baixo, viol\u00e3o) e Juninho Costa (guitarra). Da banda que gravou o disco, somente o Samuel Fraga entrou para a banda dos shows. Rovilson Pascoal e Ricardo Prado, parceiros de longa data, continuam na banda e o Lucas Martins entrou no contrabaixo. Mas temos tamb\u00e9m parceiros novos como o Hugo Carranca (bateria) e o Meno Del Picchia (baixo), que eventualmente tocam com a gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2kk_sD2czz4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2kk_sD2czz4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vi uma vez o Siba comentando sobre certas diferen\u00e7as que existem entre a grava\u00e7\u00e3o de um disco e a interpreta\u00e7\u00e3o que as m\u00fasicas recebem no palco. Houve essa preocupa\u00e7\u00e3o durante a produ\u00e7\u00e3o do \u201cDas Coisas Que Surgem\u201d? Desde o come\u00e7o tudo foi planejado para poder ser feito ao vivo ou isso apenas foi preocupa\u00e7\u00e3o em um segundo momento?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o pensamos nisso, porque eu j\u00e1 percebia que a produ\u00e7\u00e3o do Gui era enxuta. Muitas camadas do disco vinham dos samplers e era importante manter os samplers como samplers mesmo, no caso dos shows. Isso j\u00e1 me tranquilizava, tanto em termos est\u00e9ticos, para que o disco tivesse uma unidade, quanto em termos de log\u00edstica de show, porque hoje \u00e9 dif\u00edcil viajar com uma banda muito grande. Isso ou inviabiliza o show ou inviabiliza o som. A maior dificuldade na hora de montar o show foi ver onde pod\u00edamos e dev\u00edamos manter os samplers, ou onde era mais adequado elimin\u00e1-los e us\u00e1-los apenas como guia. Acho que encontramos um ponto de equil\u00edbrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pessoalmente achei que o disco tem um tom mais pessoal do que o seu trabalho anterior. Diria que h\u00e1 at\u00e9 um certo clima de confiss\u00e3o em algumas faixas. M\u00fasicas como \u201cBeijos de Ar\u201d e \u201cO Amor Tem Dessas\u201d parecem ter um qu\u00ea de lamento. Foi intencional? Coisas da vida pessoal acabam pesando muito para voc\u00ea na hora de escrever?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. A minha vida cotidiana \u00e9 substrato pra tudo que fa\u00e7o. Tem horas que a gente revela isso, tem horas que est\u00e1 impl\u00edcito. Mas n\u00e3o deixa de existir. O fato de compor as m\u00fasicas com o Arruda trouxeram muita pessoalidade pro trabalho, porque a gente vinha num fluxo muito gostoso de encontros casuais, conversas, cumplicidade. O discurso em primeira pessoa, vindo de quem comp\u00f5e e escreve revela esse tom confessional mesmo. Eu queria que o disco tivesse um jeito de vida cotidiana, de coisas simples, sentimentos ordin\u00e1rios, coisas minhas bem triviais. Ficou assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma entrevista da \u00e9poca do \u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d voc\u00ea dizia que dificilmente lan\u00e7aria um disco inteiro de composi\u00e7\u00f5es suas. O tempo passou e neste terceiro disco seu nome j\u00e1 aparece nos cr\u00e9ditos de cinco can\u00e7\u00f5es dentre as onze do trabalho&#8230;<\/strong><br \/>\nNa verdade, n\u00e3o foi intencional compor. Na breve pesquisa que fiz com novos compositores, n\u00e3o encontrava nada que eu achasse a minha cara, que tivesse o meu jeito naquele momento. Em contraponto, lia os e-mails\/poemas que Arruda me mandava e sentia uma vontade imensa de cantar aquelas palavras, de trazer m\u00fasica para elas, al\u00e9m de me inspirar tamb\u00e9m a escrever. Ent\u00e3o foi assim que surgiu o processo de composi\u00e7\u00e3o desse disco, que foi al\u00e9m do CD e gerou outras can\u00e7\u00f5es. Mas continuo achando dif\u00edcil cantar um disco inteiro de m\u00fasicas minhas. Eu me complemento muito no outro. \u00c9 um processo interessante o de se apropriar da obra de outra pessoa e dar sua vida a ela. Gosto desse desafio. Sou uma artista do fluxo. As coisas que me motivam variam muito. O que tenho certo em mim \u00e9 que se algo me motiva muito, me comove, eu deixo acontecer, eu fa\u00e7o acontecer. Pode ser algo bem tradicional, ou algo bem diferente. O que importa \u00e9 o quanto aquilo te mobiliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3jrm-ATwCvo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3jrm-ATwCvo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando em parcerias, no disco tamb\u00e9m aparecem a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade e o saxofonista Thiago Fran\u00e7a. Como foi a aproxima\u00e7\u00e3o com esse pessoal?<\/strong><br \/>\nMayra \u00e9 amiga de longa data, desde 2009, quando fomos apresentadas por Mariana Aydar. Desde ent\u00e3o, ficamos muito pr\u00f3ximas. Ela acompanhou o processo desse disco desde o in\u00edcio, ouviu e se encantou pelas tr\u00eas primeiras m\u00fasicas que produzimos em 2010. Da\u00ed, como admiro muito o trabalho dela, convidei-a para participar. Foi uma comunh\u00e3o, digamos. Gravamos as vozes nessa mesmo \u00e9poca, em 2010. O Thiago eu j\u00e1 conhecia das rodas de amigos em comum de Sampa, como o Kiko Dinucci. Acho-o um m\u00fasico sensacional, visceral, investigativo. Foram participa\u00e7\u00f5es realmente especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No \u00faltimo ano, quais artistas (ou bandas) voc\u00ea andou ouvindo? Dos artistas nacionais, muita coisa andou te chamando aten\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nNossa. Eu ou\u00e7o muita coisa, mas esse ano foi um ano que pesquisei menos do que geralmente costumo pesquisar. Ouvi muito o novo disco da Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Muito mesmo. O disco de estr\u00e9ia do conterr\u00e2neo Russo Passapusso. Os novos discos de outros dois conterr\u00e2neos: Lucas Santtana e Jurema. Ouvi a Academia da Berlinda. O novo disco da Alice Caymmi. Tem um grupo que tenho escutado muito, que \u00e9 o Hypnotic Brass Ensemble. E nessa semana estou escutando devagarzinho o novo disco do Tom Z\u00e9, cheio de participa\u00e7\u00f5es sensacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Te entrevistei em 2012, quando voc\u00ea falou sobre como a mudan\u00e7a (da Bahia para S\u00e3o Paulo) influenciava no desenvolvimento de ideias art\u00edsticas. Estando desde 2008 morando na cidade, esse processo continua? O que voc\u00ea diria que tem de S\u00e3o Paulo nas can\u00e7\u00f5es do \u201cDas Coisas Que Surgem\u201d?<\/strong><br \/>\nTem muita coisa!! Esse disco \u00e9 praticamente minha hist\u00f3ria com S\u00e3o Paulo: as letras que canto, o jeito do som, a rela\u00e7\u00e3o com Gui, com os m\u00fasicos. \u00c9 um disco que sintetiza o encontro transformador com essa cidade, crucial no meu processo art\u00edstico. S\u00e3o Paulo \u00e9 a grande protagonista nesse trabalho. Senti uma necessidade de revelar em m\u00fasica essa minha rela\u00e7\u00e3o de amor e conflito com Sampa. Agora, estamos resolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Ck0_df9W8po\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Ck0_df9W8po\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Bruno Leonel \u00e9 jornalista e j\u00e1 entrevistou <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/10\/entrevista-sergio-dias-os-mutantes\/\">Sergio Dias<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/29\/entrevista-siba\/\">Siba<\/a> para o Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Marcia Castro (2012): Para a m\u00fasica independente, a internet foi uma mudan\u00e7a geral (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/19\/entrevista-marcia-castro\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Leonel\nNovo disco n\u00e3o apenas apresenta um corpo coeso de can\u00e7\u00f5es como busca expandir o leque sonoro em v\u00e1rios momentos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/25\/o-terceiro-disco-de-marcia-castro\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27399"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27399"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27399\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57691,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27399\/revisions\/57691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}