{"id":27199,"date":"2014-11-06T11:08:13","date_gmt":"2014-11-06T14:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=27199"},"modified":"2016-09-03T11:35:04","modified_gmt":"2016-09-03T14:35:04","slug":"scream-yell-recomenda-camera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/06\/scream-yell-recomenda-camera\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: C\u00e2mera"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27200\" title=\"camera1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/camera1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oriundos de Belo Horizonte, a C\u00e2mera \u00e9 outro belo exemplo da nova m\u00fasica produzida nas Gerais. \u201cExiste alguma coisa na atmosfera de Belo Horizonte que ficou desde o Clube da Esquina e o boom do Sepultura\u201d, pontua Andr\u00e9 Travassos, que integra a banda, formada em 2009, junto com Bruno Faleiro, Henrique Cunha, Matheus Fleming e Diogo Gazzinelli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apostando em uma sonoridade ligada ao indie com letras em bom ingl\u00eas, o grupo lan\u00e7ou de forma independente em 2011 os EPs \u201cNot Tourist\u201d e \u201cInvisible Houses\u201d, trabalhos que renderam elogios por parte da cr\u00edtica e shows em v\u00e1rias localidades do pa\u00eds. E ent\u00e3o se recolheu para gravar o primeiro \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos depois surge \u201cMountain Tops\u201d, gravado de forma serena. Em entrevista realizada por e-mail para o Scream &amp; Yell, Andr\u00e9 comenta sobre a efervescente cena local, a entrada para o cast da gravadora Balaclava Records e o mercado fonogr\u00e1fico atual. E avisa: \u201cAntes de qualquer coisa temos um compromisso com a m\u00fasica\u201d. Com voc\u00eas, C\u00e2mera.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"450\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/playlists\/49556623&amp;color=ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O fato de voc\u00eas serem belo-horizontinos colabora de alguma forma na sonoridade da C\u00e2mera?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. Existe alguma coisa na atmosfera de Belo Horizonte que ficou desde o Clube da Esquina e o boom do Sepultura. Coincidentemente, ambos sa\u00edram do bairro de Santa Tereza, que ainda \u00e9 um reduto bo\u00eamio\/cultural da cidade. Apesar de n\u00e3o termos vindo desse bairro, respiramos esse clima musical inerente \u00e0 cidade. Al\u00e9m dessa m\u00edstica, existe tamb\u00e9m o fato da cena atual ser muito ativa e competente. Bandas de diferentes estilos dividindo o palco e propondo para o p\u00fablico encontros, por vezes, inusitados, mas que s\u00f3 fortalecem o nosso cen\u00e1rio. S\u00e3o tantas boas bandas fazendo um trabalho t\u00e3o bem feito e criterioso o que acaba gerando uma influ\u00eancia m\u00fatua e muito saud\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De fato, a cena de BH tem crescido nos \u00faltimos anos, rendendo inclusive turn\u00eas pelo exterior como aconteceu com a Constatina, Graveola e o Zimun. Para voc\u00eas, quais fatores colaboraram para tamanho crescimento?<\/strong><br \/>\nAcho que principalmente a profissionaliza\u00e7\u00e3o da cena. Pode parecer um pouco estranho, mas acho que \u00e9 isso mesmo. As bandas se levando um pouco mais a s\u00e9rio, acreditando no seu trabalho e acima de tudo investindo tempo e dedica\u00e7\u00e3o nele. Isso tudo com o respaldo de um p\u00fablico que vem se consolidando e atuando como catalisador disso tudo. Claro que ainda temos um grande caminho pela frente, mas se compararmos com 6, 7 anos atr\u00e1s a coisa est\u00e1 bem diferente. A internet \u00e9 sem d\u00favida nenhuma uma grande ferramenta para n\u00f3s tamb\u00e9m. Uma maneira extremamente eficaz de divulgar nosso trabalho em lugares distantes e circular por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr\u00eas anos separam os dois primeios EPs (\u201cNot Tourist\u201d e \u201cInvisible Houses\u201d) de \u201cMountain Tops\u201d. A banda n\u00e3o estava em estado de hiberna\u00e7\u00e3o, pois apresenta\u00e7\u00f5es ocorreram durante o per\u00edodo. Como fora produzir este trabalho, sem se render a poss\u00edveis press\u00f5es externas?<\/strong><br \/>\nForam tr\u00eas anos que muitas coisas aconteceram nas nossas vidas pessoais\/profissionais e, por vezes, nos vimos obrigados a puxar o freio de m\u00e3o com a banda e nos dividirmos para dar conta de tudo que acontecia. Isso tudo acabou por tornar o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de \u201cMountain Tops\u201d mais longo do que ele poderia ter sido, mas no fundo sab\u00edamos que naquele determinado momento n\u00e3o adiantava passar com o carro na frente dos bois. Respiramos fundo, entendemos o momento que pass\u00e1vamos e sab\u00edamos que quando fosse a hora certa o disco sairia. N\u00e3o existiu nenhuma press\u00e3o, exceto a nossa pr\u00f3pria, de gravar um disco que nos orgulhasse e que representasse tudo o que vivemos nesses cinco anos de banda. Hoje, olhando para tr\u00e1s, percebemos que tudo valeu a pena!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sonoridade da banda, associada ao fato de se cantar em ingl\u00eas, contribuem para o car\u00e1ter universal em termos de receptividade. No Brasil, o trabalho de voc\u00eas \u00e9 visto com bons olhos. Como tem sido a recep\u00e7\u00e3o estrangeira?<\/strong><br \/>\nEsse \u00e9 o pr\u00f3ximo passo que queremos dar. At\u00e9 ent\u00e3o, estamos focados na divulga\u00e7\u00e3o do disco no Brasil, mas pretendemos investir no exterior no ano que vem e tentar viabilizar uma turn\u00ea na Europa e nos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMountain Tops\u201d representa n\u00e3o somente o lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum cheio, mas tamb\u00e9m a estreia num selo de maior porte (a Balaclava Records). Como se deu a parceria?<\/strong><br \/>\nA parceria come\u00e7ou na admira\u00e7\u00e3o m\u00fatua e imediata que rolou com a banda Single Parents, que acabaram por nos indicar ao selo. Esse papo come\u00e7ou quando ainda nem t\u00ednhamos entrado em est\u00fadio para gravar o \u201cMountain Tops\u201d, mas j\u00e1 existia a vontade de trabalhar juntos. Temos uma admira\u00e7\u00e3o muito grande por todos da Balaclava. Eles t\u00eam uma maneira muito respeitosa e profissional com o &#8220;fazer m\u00fasica&#8221;, e \u00e9 isso que buscamos. Pessoas dispostas a fazer acontecer sem esperar que as oportunidades caiam no colo. Esperamos que continuemos por muito tempo trabalhando juntos e que o crescimento do selo e de todo seu casting seja sempre cont\u00ednuo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O mercado fonogr\u00e1fico hoje se encontra em estado de transi\u00e7\u00e3o, pois f\u00f3rmulas diversas s\u00e3o testadas para fins de sobreviv\u00eancia art\u00edstica. Para a banda, quais s\u00e3o os caminhos a serem seguidos?<\/strong><br \/>\nAntes de qualquer coisa temos um compromisso com a m\u00fasica. Ela vem acima de qualquer estrat\u00e9gia ou f\u00f3rmula. Ainda sustentamos aquela vis\u00e3o rom\u00e2ntica de que se a m\u00fasica for boa, ela vai levar o artista pra frente, sem que necessariamente esse precise inventar a roda dia ap\u00f3s dia para se manter . Mas ao mesmo tempo \u00e9 instigante pensar em diferentes maneiras de propagar seu trabalho. Lan\u00e7ar m\u00e3o das redes sociais n\u00e3o \u00e9 mais estrat\u00e9gico, \u00e9 obrigat\u00f3rio. Quase todo mundo utiliza esses espa\u00e7os e dialoga de maneira muito direta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dUs9mR6ARrA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dUs9mR6ARrA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8dx5ZXqFXK8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8dx5ZXqFXK8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/46VAa3W8KnM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/46VAa3W8KnM\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator e colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">pignes.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apostando em uma sonoridade ligada ao indie com letras em bom ingl\u00eas, o grupo est\u00e1 lan\u00e7ando &#8220;Mountain Tops&#8221;. 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