{"id":26695,"date":"2014-09-26T12:48:05","date_gmt":"2014-09-26T15:48:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=26695"},"modified":"2014-10-25T07:20:16","modified_gmt":"2014-10-25T10:20:16","slug":"qotsa-em-sao-paulo-impecavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/26\/qotsa-em-sao-paulo-impecavel\/","title":{"rendered":"QOTSA em S\u00e3o Paulo: Impec\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26697\" title=\"queen11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/queen11.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/queen11.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/queen11-300x219.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Final de turn\u00ea \u00e9 um momento complicado para muitas bandas, afinal, ap\u00f3s passar mais de um ano tocando quase todas as noites um repert\u00f3rio padr\u00e3o, a chance dos integrantes entrarem no modo autom\u00e1tico e do show perder em empolga\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme. Pode acontecer com qualquer banda, mas n\u00e3o com o Queens of The Stone Age, n\u00e3o nessa noite em S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s subir em um palco mais de 180 vezes defendendo o elogiado \u00e1lbum \u201c&#8230;Like Clockwork\u201d desde o start da tour, no Lollapalooza Brasil, em mar\u00e7o de 2013, o grupo de Josh Homme retornou para a capital paulista 18 meses depois ainda mais focado, violento e inspirado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a fila na porta do Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas dobrava o quarteir\u00e3o, cambistas corriam de um lado para o outro ofertando os ingressos \u2013 esgotados dois meses antes \u2013 por pre\u00e7os entre R$ 200 e R$ 300. L\u00e1 dentro, um calor de ver\u00e3o californiano fazia crescer a fila por \u00e1gua (R$ 6), refrigerante (R$ 8!) e cervejas (Skol gelada e Budweiser morna, qualquer por R$ 10). Um excelente p\u00fablico mostrava respeito e aten\u00e7\u00e3o pelo show de abertura, n\u00e3o \u00e0 toa: sozinho, Alain Johannes (ex-QOTSA e Them Crooked Vultures) tocou can\u00e7\u00f5es solo, de sua banda Eleven, do projeto Desert Sessions e at\u00e9 citou \u201cHangin&#8217; Tree\u201d, parceria com Josh Homme presente em \u201cSongs For The Deaf\u201d (2002). Saiu aplaudid\u00edssimo (ga\u00fachos, vale a pena chegar mais cedo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com aproximadamente meia hora de intervalo, o Queens of The Stone Age pisou no palco mostrando que estava a fim de tornar a noite antol\u00f3gica: \u201cYou Think I Ain&#8217;t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire\u201d abriu a porteira com um som absurdamente alto (e bom, algo raro no Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas), que come\u00e7ou encobrindo o vocal de Josh Homme, mas foi acertado durante a execu\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o. Dai pra frente, tudo lindo: em \u201cNo One Knows\u201d, a segunda, Josh at\u00e9 tentou se comunicar com a galera no meio da can\u00e7\u00e3o, mas um \u201c\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u201d acompanhando o riff de guitarra se mostrou t\u00e3o potente que impressionou o vocalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebrad\u00edssima, \u201cMy God Is the Sun\u201d (que estreou ao vivo no Lolla Brasil) foi trampolim para um que um dos grandes her\u00f3is da noite mostrasse suas armas: Jon Theodore, o baterista espetacular que redefiniu a sonoridade ao vivo do QOTSA aplicando breaks, requebrando o som, acelerando a porrada ao infinito. \u201cSmooth Sailing\u201d, outra do \u201c&#8230;Like Clockwork\u201d, mant\u00e9m o p\u00fablico aceso, e \u201cMonsters in the Parasol\u201d soa como gasolina e incendia o espa\u00e7o trazendo consigo \u201cI&#8217;m Designer\u201d. Ensandecido, o p\u00fablico come\u00e7a a gritar \u201cMexicola\u201d. Josh avisa: \u201cOk, acho que n\u00f3s vamos tocar \u2018Mexicola\u2019 hoje, vamos tocar tudo que voc\u00eas quiserem porque voc\u00eas merecem, mas a pr\u00f3xima se chama \u2018I Sat by the Ocean\u2019\u201d. Todos aprovam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intensa e clim\u00e1tica, a faixa t\u00edtulo ser\u00e1, provavelmente, a can\u00e7\u00e3o mais registrada em celulares durante a noite, e aqueles que entraram em transe s\u00e3o retirados com a porradaria de \u201cFeel Good Hit of the Summer\u201d (acrescida de cita\u00e7\u00e3o de &#8220;Never Let Me Down Again&#8221;, do Depeche Mode) e sua irm\u00e3 \u201cThe Lost Art of Keeping a Secret\u201d, hora de ver quem canta mais alto na plateia. O show se encaminha para o final alternando can\u00e7\u00f5es novas (\u201cIf I Had a Tail\u201d, \u201cFairweather Friends\u201d, \u201cI Appear Missing\u201d) e hits (\u201cLittle Sister\u201d, \u201cMake It Wit Chu\u201d, \u201cSick, Sick, Sick\u201d) at\u00e9 o momento esperado: \u201cMexicola\u201d, do disco de estreia do QOTSA, que n\u00e3o tinha sido tocada nenhuma vez pela banda em 2014, surge violenta como um presente merecido para um p\u00fablico que deu um show \u00e0 parte na noite. Copos de cerveja s\u00e3o arremessados ao alto enquanto meninas s\u00e3o retiradas da muvuca com falta de ar (o ar-condicionado da casa n\u00e3o deu conta nessa noite). \u201cGo With the Flow\u201d passa a r\u00e9gua de forma irrepreens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No bis, \u201cThe Vampyre of Time and Memory\u201d (das dez can\u00e7\u00f5es do \u00faltimo \u00e1lbum, apenas &#8220;Keep Your Eyes Peeled&#8221; e &#8220;Kalopsia&#8221; ficam de fora) abre caminho para que \u201cDo It Again\u201d e, principalmente, \u201cA Song for the Dead\u201d fechem a noite de forma animalesca, com Joe Theodore distribuindo coices a torto e direito na bateria enquanto Josh Homme e Troy Van Leeuwen aumentam o peso das guitarras seguidos pelo baixista Michael Shuman e pelo tecladista (de uma nota s\u00f3 bem mais alta nessa \u00faltima can\u00e7\u00e3o) Dean Fertita. Basta o barulho no palco se encerrar para que um zumbido comece a zanzar na orelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua quarta passagem pelo Brasil, o Queens of The Stone Age fez, disparado, seu melhor show. O repert\u00f3rio mais extenso (as apresenta\u00e7\u00f5es anteriores haviam sido todas em festivais), o volume absurdo do som e, principalmente, a expressiva boa fase que o quinteto vive (e que culmina com um solo de Theodore em \u201cA Song for the Dead\u201d, reconhecimento p\u00fablico do trabalho do baterista neste novo Queens of The Stone Age) foram ingredientes que tornaram essa noite em S\u00e3o Paulo grandiosa. A turn\u00ea que come\u00e7ou na capital paulista de forma matadora em mar\u00e7o de 2013 e depois rodou o mundo se encerra no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, em Porto Alegre. O que esperar? Outro show impec\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Set List<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; You Think I Ain&#8217;t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire<br \/>\n&#8211; No One Knows<br \/>\n&#8211; My God Is the Sun<br \/>\n&#8211; Smooth Sailing<br \/>\n&#8211; Monsters in the Parasol<br \/>\n&#8211; I&#8217;m Designer<br \/>\n&#8211; I Sat by the Ocean<br \/>\n&#8211; \u2026Like Clockwork<br \/>\n&#8211; Feel Good Hit of the Summer (cita\u00e7\u00e3o de &#8220;Never Let Me Down Again&#8221;, do Depeche Mode)<br \/>\n&#8211; The Lost Art of Keeping a Secret<br \/>\n&#8211; If I Had a Tail<br \/>\n&#8211; Little Sister<br \/>\n&#8211; Fairweather Friends<br \/>\n&#8211; Make It Wit Chu<br \/>\n&#8211; I Appear Missing<br \/>\n&#8211; Sick, Sick, Sick<br \/>\n&#8211; Mexicola<br \/>\n&#8211; Go With the Flow<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bis<br \/>\n&#8211; The Vampyre of Time and Memory<br \/>\n&#8211; Do It Again<br \/>\n&#8211; A Song for the Dead<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26698\" title=\"queens3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/queens3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; QOTSA no Rock in Rio 2001: a nudez do baixista roubou o show (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/rir_resumo.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; QOTSA no SWU 2011: o melhor show dos tr\u00eas dias do festival (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/13\/tres-dias-de-swu-no-interior-de-sp\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; QOTSA no Lolla Brasil 2013: Um dos prov\u00e1veis shows do ano (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/30\/balanco-lollapalooza-brasil-2013\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; QOTSA no Oya Festival 2014: uma hora e meia de porrada. Perfeito. (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/06\/festivais-%C3%B8ya-festival-em-oslo\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nEm sua quarta passagem pelo pa\u00eds, Queens of The Stone Age faz, disparado, seu melhor show: focado, violento e inspirado.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/26\/qotsa-em-sao-paulo-impecavel\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26695"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26695"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26700,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26695\/revisions\/26700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}