{"id":2643,"date":"2009-11-28T13:06:00","date_gmt":"2009-11-28T15:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=2643"},"modified":"2018-06-27T12:17:27","modified_gmt":"2018-06-27T15:17:27","slug":"show-acdc-no-morumbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/28\/show-acdc-no-morumbi\/","title":{"rendered":"Show: AC\/DC no Morumbi"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2646\" title=\"AC\/DC\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/acdc.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por Tiago Trigo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Fotos: MRossi<\/strong> \/<strong> Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer unir metaleiros, punks, playboys ou simplesmente tioz\u00f5es que gostem do rock setentista? Chame o AC\/DC. Este raro dom \u00e9 um dos sustent\u00e1culos que mant\u00e9m a banda viva nos cora\u00e7\u00f5es da legi\u00e3o roqueira h\u00e1 mais de 35 anos. E colocar cerca de 70 mil pessoas no est\u00e1dio do Morumbi numa sexta-feira \u00e0 noite n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, ainda mais com ingredientes pitorescos da capital paulistana, como chuva forte, sem\u00e1foros quebrados e quase 200 km de congestionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enganou-se quem esperava condescend\u00eancia com o hor\u00e1rio devido ao caos urbano. Foram menos de dez minutos de toler\u00e2ncia, que nem podem ser chamados de atraso at\u00e9 as luzes acenderem e o tel\u00e3o preparar a entrada dos australianos. Garotos insandecidos mostram que o quinteto n\u00e3o sofre qualquer dificuldade para conquistar as novas gera\u00e7\u00f5es. Muitos, com certeza, n\u00e3o tinham idade para ver a turn\u00ea de &#8220;Ballbreaker&#8221;, que esteve no Brasil em 96 e nem sonhavam em nascer quando da primeira visita do grupo ao Brasil, no hist\u00f3rico Rock in Rio de 85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta noite de Morumbi lotado sem futebol, a maioria dos presentes j\u00e1 decorou o roteiro do show. O set list \u00e9 o mesmo de toda a turn\u00ea &#8220;Black Ice&#8221;, o que j\u00e1 causou reclama\u00e7\u00f5es de f\u00e3s, que sentem falta de alguns cl\u00e1ssicos da banda. De fato, &#8220;Jailbreak&#8221;, can\u00e7\u00e3o da \u00e9poca do falecido vocalista Bon Scott, faz falta. Mas, claro, assim que o grupo pisa no palco, a galera se empolga, mas o show come\u00e7a realmente com &#8220;Back in Black&#8221;, a terceira da lista, que faz o est\u00e1dio todo pular e cantar junto. O riff, quase banalizado por um comercial de TV, ainda est\u00e1 no Top 10 dos mais poderosos da hist\u00f3ria do rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ordem das m\u00fasicas \u00e9 preparada de maneira que as novas can\u00e7\u00f5es se encaixem durante tantos sucessos e n\u00e3o sofram hostilidade. Humilde, Brian Johnson n\u00e3o espera que a maioria do p\u00fablico reconhe\u00e7a as can\u00e7\u00f5es do rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u00e1lbum e as anuncia. &#8220;Esta se chama \u2018Black Ice\u2019.\u201d Embora menos inflamados, alguns roqueiros at\u00e9 tentam acompanh\u00e1-lo nos refr\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um cigarro no canto da boca em diversas m\u00fasicas e um ar despretensioso de quem faz uma jam session no quintal de casa com os amigos ap\u00f3s o churrasco de domingo, o baterista Phil Rudd \u00e9 sin\u00f4nimo de rel\u00f3gio. Mas, mais do que isso, \u00e9 um &#8220;escada&#8221;, comediante que prepara a piada para o companheiro de cena. Rudd se junta ao baixista Cliff Williams e ao guitarrisra Malcom Young no papel de cozinheiros\/carregadores de piano para que as estrelas de Brian Johnson e Angus Young brilhem. S\u00f3 os dois correm, pulam, se contorcem, jogam no ch\u00e3o e interagem com o p\u00fabico. O trio, atr\u00e1s, assiste a tudo e carrega as bases com precis\u00e3o matem\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Dirty Deeds Done Dirt Cheap&#8221; chega para ganhar o Morumbi, cujas arquibancadas piscam em vermelho com os chifres vendidos \u00e0 porta, s\u00edmbolo usado por Angus em &#8220;Highway to Hell&#8221;. O blues &#8220;The Jack&#8221; marca a metade do show, com o direito ao tradicional strip tease de Angus Young, que faz gra\u00e7a para a plateia at\u00e9 abaixar sua bermuda e exibir uma cueca com o logotipo do AC\/DC. \u00c9 hora de farra. Em seguida, com o p\u00fablico ainda se recuperando de um cl\u00e1ssico, Brian Johnson pula na corda e come\u00e7a a balan\u00e7ar o sino: o Morumbi pega fogo. Come\u00e7a &#8220;Hells Bells&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora ainda use um figurino de motorista de van, sua profiss\u00e3o antes de assumir os vocais do AC\/DC, Johnson d\u00e1 um show de carisma no palco contorcendo-se como se precisasse expurgar algo, e transborda energia. Definitivamente ele n\u00e3o est\u00e1 ali por dinheiro. Anuncia mais uma nova, &#8220;War Machine&#8221;, que \u00e9 a 12a. da noite e a \u00faltima de &#8220;Black Ice&#8221;. Foram quatro ao todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, s\u00f3 cl\u00e1ssico atr\u00e1s de cl\u00e1ssico, com &#8220;Dog Eat Dog&#8221; seguida de &#8220;Shook me All Night Long&#8221;, que volta a incendiar o est\u00e1dio, e depois &#8220;T.N.T.&#8221;. A boneca gigante de seios fartos Rosie aparece no palco em &#8220;Whole Lotta Rosie&#8221; como j\u00e1 aconteceu no show do est\u00e1dio do Pacaembu, h\u00e1 13 anos. \u00c9 imposs\u00edvel ficar parado com a can\u00e7\u00e3o, que deveria ser material em escolas de m\u00fasica em alguma aula de \u201cpegada ao vivo\u201d. Olhem e aprendam. &#8220;Let There Be Rock&#8221; encerra o set antes do bis, quando j\u00e1 estava provado que \u00e9 poss\u00edvel obter um som perfeito mesmo em um est\u00e1dio, onde n\u00e3o h\u00e1 ac\u00fastica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Angus Young passa um bom tempo brincando com sua guitarra, amea\u00e7ando pequenos solos e interagindo com seu p\u00fablico antes da banda deixar o palco. \u00c9 quase cansativo, mas como todo mundo sabe, faz parte do show. O guitarrista ganha um desconto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda n\u00e3o demora a voltar com o hit &#8220;Highway to Hell&#8221;. Young usa chifres, masca um chiclete imagin\u00e1rio e v\u00ea o est\u00e1dio inteiro cantar junto. Para fechar, o hino &#8220;For Those About To Rock (We Salute You)&#8221; faz o canh\u00e3o disparar. Composta h\u00e1 quase 30 anos, a m\u00fasica mostra que este tioz\u00f5es de 60 anos seguem alheios a modismos, ondas e r\u00f3tulos. Eles simplesmente fazem rock da melhor qualidade em quase duas horas de show. Simples assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima parada do trem AC\/DC \u00e9 em Buenos Aires, local que a banda escolheu para gravar um DVD da tour \u201cBlack Ice\u201d. Enquanto o Brasil recebeu apenas um show do AC\/DC neste passagem pela Am\u00e9rica do Sul,\u00a0 a cidade argentina esgotou tr\u00eas noites (02, 04 e 06 de dezembro) no Est\u00e1dio Monumental de Nunes, do River Plate. Tomara que estes cinco caras ainda durem um bom tempo nos palcos. Eles t\u00eam muitas almas a lavar mundo afora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"785\" class=\"size-full wp-image-2647 aligncenter\" title=\"AC\/DC\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/acdc2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/acdc2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/acdc2-229x300.jpg 229w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Set list:<br \/>\n1. &#8220;Rock&#8217;n roll train&#8221; &#8211; de &#8220;Black ice&#8221; (2008)<br \/>\n2. &#8220;Hell ain&#8217;t a bad place to Be&#8221;- de &#8220;Let there be rock&#8221; (1977)<br \/>\n3. &#8220;Back in black&#8221; &#8211; de &#8220;Back in black&#8221; (1980)<br \/>\n4. &#8220;Big Jack&#8221; &#8211; de &#8220;Black ice&#8221; (2008)<br \/>\n5. &#8220;Dirty deeds done dirt cheap&#8221; &#8211; de &#8220;Dirty deeds done dirt cheap&#8221; (1976)<br \/>\n6. &#8220;Shot down in flames&#8221; &#8211; de &#8220;Highway to hell&#8221; (1979)<br \/>\n7. &#8220;Thunderstruck&#8221; &#8211; de &#8220;The razor&#8217;s edge&#8221; (1990)<br \/>\n8. &#8220;Black ice&#8221; &#8211; de &#8220;Black ice&#8221; (2008)<br \/>\n9. &#8220;The Jack&#8221; &#8211; de &#8220;T.N.T.&#8221; (1975)<br \/>\n10. &#8220;Hells bells&#8221; &#8211; de &#8220;Back in black&#8221; (1980)<br \/>\n11. &#8220;Shoot to thrill&#8221; &#8211; de &#8220;Back in black&#8221; (1980)<br \/>\n12. &#8220;War machine&#8221; &#8211; de &#8220;Black ice&#8221; (2008)<br \/>\n13. &#8220;Dog eat dog&#8221; &#8211; de &#8220;Let there be rock&#8221; (1977)<br \/>\n14. &#8220;You shook me all night long&#8221; &#8211; de &#8220;Back in black&#8221; (1980)<br \/>\n15. &#8220;T.N.T.&#8221; &#8211; de &#8220;T.N.T.&#8221; (1975)<br \/>\n16. &#8220;Whole lotta Rosie&#8221; &#8211; de &#8220;Let there be rock&#8221; (1977)<br \/>\n17. &#8220;Let there be rock&#8221; &#8211; de &#8220;Let there be rock&#8221; (1977)<br \/>\nBIS<br \/>\n18. &#8220;Highway to hell&#8221; &#8211; de &#8220;Highway to hell&#8221; (1979)<br \/>\n19. &#8220;For those about to rock (We salute you)&#8221; &#8211; de &#8220;For those about to rock&#8221; (1981)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiago Trigo \u00e9 jornalista e assina o <a href=\"http:\/\/laschilenasnohisteriquean.wordpress.com\/\">Las Chilenas No Histeriquean<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Tiago Trigo\nQuer unir metaleiros, punks, playboys e tioz\u00f5es que gostem do rock? Chame o AC\/DC. Eles fazem isso e um pouco mais.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/28\/show-acdc-no-morumbi\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":61,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[33],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2643"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/61"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2643"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3331,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2643\/revisions\/3331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}