{"id":2629,"date":"2009-11-25T19:32:41","date_gmt":"2009-11-25T21:32:41","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=2629"},"modified":"2020-08-04T00:03:17","modified_gmt":"2020-08-04T03:03:17","slug":"o-rock-brasileiro-precisa-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/25\/o-rock-brasileiro-precisa-morrer\/","title":{"rendered":"O rock brasileiro precisa morrer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/vcunha\">Vladimir Cunha<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2630\" title=\"Capa do CD do Cine\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/cine.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/cine.jpg 400w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/cine-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/cine-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um poster do novo filme da Disney<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tecnicamente o rock \u00e9 um neg\u00f3cio limitado pra caralho. E justamente por conta disso ele sempre foi movido por sua capacidade de gerar possibilidades, sejam elas de fuga ou de auto-afirma\u00e7\u00e3o. O poder mobilizador do rock n\u00e3o est\u00e1 em uma resposta consciente a uma determinada constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. A m\u00fasica n\u00e3o arrebata ou emociona pelo seu aspecto formal e sim pelas possibilidades de cria\u00e7\u00e3o que permite ao ouvinte. Nos \u00faltimos 50 anos, o que o rock p\u00f4de oferecer nesse sentido sempre foi mais interessante do que aquilo que ofereceu como express\u00e3o art\u00edstica. \u00c9 o que explica a sua necessidade de reinven\u00e7\u00e3o e conflito consigo mesmo na qual est\u00e1 metido desde que, dos anos 60 em diante, gera\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos floresceram negando umas \u00e0s outras, conflitando s\u00edmbolos e pontos de vista, oferecendo aos ouvintes um ciclo cont\u00ednuo de morte e renascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi preciso que a Invas\u00e3o Brit\u00e2nica fornecesse um novo ponto de vista ao rock\u2019n\u2019roll para que, a partir dela, todos os sub-estilos do rock se desenvolvessem na segunda metade dos anos 60. E quando os c\u00f3digos e paradigmas dessa mesma gera\u00e7\u00e3o se transformaram na pretens\u00e3o vazia e elitista do rock progressivo \u2013 que fornecia escapismo, mas n\u00e3o divers\u00e3o e catarse &#8211; surge o punk rock, pronto para criar um novo horizonte de possibilidades para os jovens sem futuro de todo o mundo. Quando n\u00e3o se tem isso, trata-se apenas de m\u00fasica pop no seu pior sentido, um produto da ind\u00fastria do entretenimento com prop\u00f3sito e vida \u00fatil bastante definidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora imagine que voc\u00ea \u00e9 um garoto de 12 anos, ainda meio confuso com os pentelhos crescendo, as espinhas na cara e o s\u00fabito interesse nas meninas da rua, curando com muita punheta e site de mulher pelada o fato de que todas elas te acham um z\u00e9-man\u00e9. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais crian\u00e7a, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 adulto e precisa encontrar uma trilha sonora decente para esse per\u00edodo de turbul\u00eancia. Voc\u00ea sintoniza uma \u201cr\u00e1dio rock\u201d qualquer, liga a TV e ai vem a pergunta: que possibilidades de cria\u00e7\u00e3o, revolta e catarse oferece a voc\u00ea o rock brasileiro dos anos 00?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provavelmente nenhuma. Essa foi a \u00fanica resposta que passou pela minha cabe\u00e7a enquanto via a banda Cine lan\u00e7ar o clipe de &#8220;Garota Radical&#8221;, seu primeiro single, uma overdose de cores c\u00edtricas e penteados mirabolantes na qual os m\u00fasicos s\u00e3o apresentados como se fossem caixas de sab\u00e3o em p\u00f3. A produ\u00e7\u00e3o profissional e higi\u00eanica ocupa tanto espa\u00e7o que n\u00e3o existe aqui nenhuma brecha para a cria\u00e7\u00e3o de um novo olhar. Mas, espertamente, e por ser um produto voltado para adolescentes do sexo feminino, a imagina\u00e7\u00e3o foi deliberadamente substitu\u00edda pela fantasia, seja ela sexual ou afetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um ve\u00edculo de satisfa\u00e7\u00e3o imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e n\u00e3o em imagina\u00e7\u00e3o e for\u00e7a criativa, n\u00e3o possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percep\u00e7\u00e3o. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande\u2026 todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da ind\u00fastria cultural e como uma caricatura de transgress\u00e3o e n\u00e3o como proponentes de novas possibilidades de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quando o mundo \u00e9 uma merda<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2631 aligncenter\" title=\"Dinho Ouro Preto\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/capital.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junho de 2008. No est\u00fadio VIP do Mosh, um mega-complexo de est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o na Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, Marcelo Nova reclama da nova gera\u00e7\u00e3o do rock brasileiro enquanto Marc\u00e3o e Paci\u00eancia \u2013 que, junto comigo, vieram gravar um depoimento do m\u00fasico sobre o disco &#8220;Viva!&#8221;, do C\u00e2misa de V\u00eanus, para o \u00faltimo epis\u00f3dio de 2008 do Discoteca MTV \u2013 arrumam a luz e posicionam as c\u00e2meras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO problema, cara\u201d, grita Marcelo, agitado, \u201c\u00e9 que o adolescente PRECISA gritar que o mundo \u00e9 uma merda porque quando voc\u00ea \u00e9 adolescente o mundo \u00c9 UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo \u00e9 uma merda? NINGU\u00c9M, PORRA!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem n\u00e3o p\u00e1ra quieto. Enquanto fala, se mexe de um lado para o outro, dando um trabalho da porra para Marc\u00e3o, cada vez mais agoniado na impossibilidade de acertar a luz e a marca\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras. E ent\u00e3o d\u00e1 um pulo da cadeira quando me ouve falar a palavra \u201cemo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA\u00ed n\u00e3o\u2026 Emo \u00e9 foda. Esse neg\u00f3cio de emo me torra a porra do saco. Pega essas bandinhas a\u00ed\u2026 tudo com aquele cabelinho, aquele\u2026 aquele sebo no cabelo, aquela seborr\u00e9ia\u2026\u201d, diz ele de p\u00e9, gesticulando sem parar, eu dando risada, sem coragem de p\u00f4r ordem no recinto, \u201cLevei um chifre\u2019, \u2018ai meu cu\u2019, \u2018ai n\u00e3o sei o que\u2019\u2026 porra, isso n\u00e3o \u00e9 rock, meu filho. Isso \u00e9 uma porra de SERTANEJO DISFAR\u00c7ADO. PUTAQUEOPARIU!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele sabe do que est\u00e1 falando. Afinal teve o \u00edmpeto de gritar que o mundo era uma merda. E de me fazer, aos 12 anos, em 1986, criar um novo paradigma pessoal a partir das m\u00fasicas que gravou com o C\u00e2misa de V\u00eanus, aquele rock sombrio e barulhento com letras sobre estupro e morte; sobre yuppies em crise de identidade; capaz de misturar em uma mesma m\u00fasica marxismo, Jesus Cristo, Freud e p\u00f3s-punk. Foi atrav\u00e9s do C\u00e2misa de V\u00eanus que comecei a negar o pop brasileiro dos anos 80 e me interessei pelo movimento punk \u2013 na falta de um r\u00f3tulo melhor a imprensa brasileira da \u00e9poca associou Marcelo e companhia a bandas como The Clash e Sex Pistols. E foi o punk que me levou \u00e0 new wave, ao skate, ao p\u00f3s-punk, ao thrash metal e ao hardcore.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que n\u00e3o canso de me perguntar qual \u00e9 a do rock brasileiro nos anos 00. Acomodado nos j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o confort\u00e1veis bra\u00e7os da ind\u00fastria da m\u00fasica, cada vez mais combalida pela pirataria, ele se apresenta apenas como um acess\u00f3rio est\u00e9tico de revolta controlada, que n\u00e3o avan\u00e7a em suas proposi\u00e7\u00f5es justamente por se conformar aos jogos de poder e mercado. Como o pop supostamente sens\u00edvel do Capital Inicial, dos anos 80, mas renascido nos anos 00 e cada vez mais semelhante a um livro de auto-ajuda para adolescentes em crise; e a fantasia \u201csex, drugs &amp; rock\u2019n\u2019roll\u201d do Cachorro grande, milimetricamente sujos e descuidados, como se os Rolling Stones tivessem surgido repentinamente do provador de um brech\u00f3 da Benedito Calixto direto para um editorial do curso de moda da Funda\u00e7\u00e3o \u00c1lvares Penteado. Ou mesmo a suposta dureza de CPM 22, Fresno e NXZero, com suas tatuagens e visual estilizado, que se confronta com o vazio do discurso e a aus\u00eancia de imagina\u00e7\u00e3o, abra\u00e7ando como \u00fanica raz\u00e3o de sua exist\u00eancia a trilha sonora de uma adolesc\u00eancia conformada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hora de voltar ao clip do Cine. Um pop de videogame em cores berrantes como um v\u00eddeo de aer\u00f3bica da Jane Fonda. O que a banda oferece \u00e9 satura\u00e7\u00e3o sensorial e fantasias afetivas vagas, por\u00e9m em quantidade suficiente para estimular as primeiras explos\u00f5es hormonais de meninas rec\u00e9m-sa\u00eddas da inf\u00e2ncia. \u00c9 uma hist\u00f3ria de amor com come\u00e7o, meio e fim, envolvendo o vocalista aloirado e a Garota Radical que empresta seu nome \u00e0 m\u00fasica. Um tel\u00e3o espalha abstra\u00e7\u00f5es pelo cen\u00e1rio e a banda d\u00e1 uns pulinhos como um enxame de clones dos Mario Bros. E quando sobe o aviso de game over o impacto \u00e9 t\u00e3o profundo quando o de um comercial de pasta de dentes.<br \/>\n<strong><br \/>\nO fim da Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2632 aligncenter\" title=\"Tit\u00e3s \" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/titas.jpg\" alt=\"\" \/><em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Acredite: eles queriam competir com o Carcass<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra mim o rock brasileiro acabou em 1991, quando Paralamas do Sucesso e Tit\u00e3s lan\u00e7aram os seus piores discos at\u00e9 ent\u00e3o, respectivamente &#8220;Os Gr\u00e3os&#8221; e &#8220;Tudo Ao Mesmo Tempo Agora&#8221;. Logo depois, o Nirvana dominou o mundo. Em compara\u00e7\u00e3o com o trio de Seattle, QUALQUER rock feito no Brasil soava anacr\u00f4nico, mofado e desprovido de sentido (Sepultura corria por fora e \u00e9 uma outra hist\u00f3ria). O Capital Inicial e a infame &#8220;Mickey Mouse em Moscou&#8217; s\u00f3 n\u00f3s deram mais certeza de que, naquele momento, era necess\u00e1rio virar as costas para o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram precisos tr\u00eas anos, duas bandas de Pernambuco, quatro moleques de Bras\u00edlia e um bando de maconheiros do Rio de Janeiro para que fosse poss\u00edvel confirmar a viabilidade de uma m\u00fasica pop genuinamente brasileira. O mangue bit, os Raimundos e o Planet Hemp mudaram tudo ao cruzar g\u00eaneros, desafiar conven\u00e7\u00f5es de mercado e estabelecer um novo padr\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o, que fugia do rock, se aproximava do rap e tinha como refer\u00eancia as contradi\u00e7\u00f5es das grandes cidades brasileiras. Suicidal Tendencies e forr\u00f3, hip-hop e a malandragem da Lapa, skate e maracatu. \u00cddolos pop de uma linhagem suburbana, a continua\u00e7\u00e3o p\u00f3s- moderna do imigrante que enxerga a metr\u00f3pole a partir de uma perspectiva muito particular. Cabelo carapinha, pele escura e dreadlocks em choque com o arianismo g\u00e9lido e encapotado do rock dos anos 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a onda que quebraria com toda a for\u00e7a em 1994 recuou e se diluiu, ainda que seus respingos estejam por a\u00ed. E o ciclo de destrui\u00e7\u00e3o pop se repete quando a m\u00fasica jovem feita hoje no Brasil, pelo menos a que se imp\u00f5e no mainstream, surge da nega\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada passada ao abra\u00e7ar o rock tradicional da mesma maneira que a gera\u00e7\u00e3o dos anos 80. O som \u00e9 californiano e o padr\u00e3o est\u00e9tico a ser perseguido n\u00e3o est\u00e1 na periferia das cidades brasileiras e sim nos sub\u00farbios norte-americanos; sejam eles reais, idealizados ou mesmo replicados de maneira pobre nos condom\u00ednios de S\u00e3o Paulo e da Barra da Tijuca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sa\u00edda pode estar na nova eletr\u00f4nica brasileira do Montage, dos tecnobregas de Bel\u00e9m do Par\u00e1 e do Bonde do Rol\u00ea ou at\u00e9 mesmo na nova MPB feita pela vanguarda paulistana liderada por Curumin, C\u00e9u, Lucas Santana e Fernando Catatau. Mas mesmos estes parecem pequenos e segmentados demais para fazer algum barulho fora do gueto chique da Vila Madalena. Enquanto isso, o rock brasileiro \u2013 ou o pop, caso seja preciso usar um termo mais amplo \u2013 continua devendo uma nova possibilidade de cria\u00e7\u00e3o e uma nova constru\u00e7\u00e3o de significados. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel dar vaz\u00e3o \u00e0 vontade adolescente de gritar que o mundo \u00e9 uma merda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vladimir Cunha \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/tudojoia.blog.com\/\">Tudo J\u00f3ia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Vladimir Cunha\nO novo rock nacional dos anos 00 saiu do provador de um brecho da Benedito Calixto? Ou de novo um filme da Disney?\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/25\/o-rock-brasileiro-precisa-morrer\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2629"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2629"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3429,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2629\/revisions\/3429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}