{"id":26272,"date":"2014-08-28T16:58:48","date_gmt":"2014-08-28T19:58:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=26272"},"modified":"2023-11-18T15:35:50","modified_gmt":"2023-11-18T18:35:50","slug":"em-belem-festival-se-rasgum-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/28\/em-belem-festival-se-rasgum-2014\/","title":{"rendered":"Em Bel\u00e9m, Festival Se Rasgum 2014"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26289\" title=\"arnaldo1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/arnaldo1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/arnaldo1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/arnaldo1-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda metade dos anos 00, a m\u00fasica inteligente brasileira sofria com a perda de espa\u00e7o em r\u00e1dios e TVs, cada vez mais voltados para a venda de publicidade (atrav\u00e9s de jab\u00e1s) e menos para a meritocracia, e a fal\u00eancia do modelo de gravadoras, que durante d\u00e9cadas ampliou o alcance dos artistas ditando rumos musicais, modas e comportamentos, mas que neste come\u00e7o do s\u00e9culo passou a trabalhar no modo xerox: detectar algum movimento surgido em meio ao p\u00fablico e reproduzir dezenas de artistas para abastecer esse mercado, um ato ao mesmo tempo de entrega de pontos e pura canalhice art\u00edstica que acabou soando como uma vergonhosa l\u00e1pide para uma ind\u00fastria que j\u00e1 foi decisiva nos rumos da m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26290\" title=\"publico1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/publico1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nesse cen\u00e1rio de terra arrasada (sem apoio de r\u00e1dios, TVs e gravadoras) que um boom de festivais independentes surgiu (e se uniu) em v\u00e1rios cantos do Brasil propondo-se ser a sa\u00edda para novos artistas, pois poderiam se conectar diretamente com o p\u00fablico. Poderiam. Colocando a pol\u00edtica \u00e0 frente da m\u00fasica e se esquecendo da import\u00e2ncia do p\u00fablico, um grande n\u00famero destes festivais desapareceu sem deixar saudades, e os que ficaram ou j\u00e1 estavam sedimentados quando o movimento surgiu (como os respeitados Abril Pro Rock, de Recife, surgido em 1993, e Goi\u00e2nia Noise, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o aconteceu em 1995), ou perceberam que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel produzir um festival sem olhar e\/ou se interessar pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26288\" title=\"vanguart\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/vanguart.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Festival Se Rasgum, de Bel\u00e9m, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o aconteceu em 2006, em meio ao boom de festivais independentes nacionais, \u00e9 um distinto integrante do segundo grupo, tendo sempre em sua programa\u00e7\u00e3o algum nome de destaque que consegue atravessar a barreira do independente e se conectar com uma parcela da massa, e traze-la para um ambiente tamb\u00e9m repleto de novos artistas. J\u00e1 passaram pelo Festival Se Rasgum desde 2006, entre tantos artistas, nomes como Mundo Livre S\/A, Cordel do Fogo Encantado, Plebe Rude, Na\u00e7\u00e3o Zumbi, Pato Fu, Lob\u00e3o, Leoni, Bid\u00ea ou Balde, Mallu Magalh\u00e3es, Jards Macal\u00e9 e Tom Z\u00e9, nomes que ultrapassam a barreira do indie e conseguem ati\u00e7ar a curiosidade de um novo (velho) p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26293\" title=\"turbo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/turbo.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo a receita de sucesso, a programa\u00e7\u00e3o 2014 reuniu nomes que j\u00e1 t\u00eam um p\u00fablico fiel, como Nei Lisboa, Silva, Gerson King Combo, Arnaldo Antunes, Vanguart (que tocou na primeira edi\u00e7\u00e3o do Se Rasgum, em 2006, e retornou em 2014 para ser coroado como um dos shows mais cantados pelo p\u00fablico nesta edi\u00e7\u00e3o) e os \u00eddolos locais F\u00e9lix Robatto e Felipe Cordeiro, com novas promessas da m\u00fasica brasileira (Camila Honda, Aeroplano, Molho Negro, Turbo) e artistas de trajet\u00f3ria respeitada como Acabou La Tequila, Pelvs, Violeta de Outono e Gangrena Gasosa, numa mistura que tinha tudo para dar certo. E deu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26273\" title=\"serasgum1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/serasgum1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/serasgum1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/serasgum1-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 27 atra\u00e7\u00f5es no line-up divididas em quatro dias e em tr\u00eas locais diferentes, o Se Rasgum 2014 deu a partida no reformado Teatro Margarida Schivasappa com a delicada Camila Honda mostrando seu rec\u00e9m-lan\u00e7ado primeiro disco, produzido por Felipe Cordeiro. Ainda que o som n\u00e3o estivesse perfeitamente equalizado (problema percept\u00edvel nos tr\u00eas shows no teatro), Camila se saiu bem numa performance que remete a uma Fernanda Takai (algo que a \u00f3tima cover de \u201cTwiggy,Twiggy\u201d, do Pizzacato 5, no final do show, aproximou ainda mais) com leve e charmoso acento brega (que a diferencia). A deliciosa \u201cFora de \u00c1rea\u201d mais as covers de \u201cSabi\u00e1\u201d (Luiz Gonzaga) e do hit local \u201cAparelhagem de Apartamento\u201d (Molho Negro) foram destaques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26274\" title=\"serasgum2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/serasgum2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ex-integrante (e principal compositor) d\u2019A Euterpia, nome respeitado no cen\u00e1rio local que encerrou recentemente as atividades, Antonio Novaes foi o mais prejudicado com o som embolado do teatro, pois suas texturas musicais exigem mais cuidado da mesa de som, o que n\u00e3o aconteceu. De camisa vermelha aberta no peito e regendo a banda (metais, backing vocal e baixo) no teclado, Novaes mostrou as can\u00e7\u00f5es de sua estreia solo, \u201cAnt\u00f4nimo\u201d, e uma sonoridade que o aproxima de Arrigo Barnab\u00e9 (como na deliciosa \u201cTenha Mais Cuidado\u201d), ainda que haja mais Brasil em suas can\u00e7\u00f5es, como exibe \u201cDo Tamanho do Mundo\u201d,  que fechou um \u00f3timo show com Camila Honda voltando ao palco e dividindo backings com Cacau Novais e um break exageradamente longo e provocante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26275\" title=\"serasgum3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/serasgum3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Principal nome da primeira noite, Nei Lisboa foi saudado calorosamente pelo p\u00fablico paraense, que recebeu com euforia, ainda nos primeiros acordes, m\u00fasicas como \u201cTelhados de Paris\u201d, \u201cBaladas\u201d (a mais cantada da noite) e \u201cRima Rica Frase Feita\u201d, tr\u00eas can\u00e7\u00f5es de \u201cHein?!\u201d, \u00e1lbum de 1988. O p\u00fablico pediu (Nei fez o bis no meio do show) e foi atendido: \u201cFaxineira\u201d, \u201cDeixa o Bicho\u201d (\u201cFaz tanto tempo que n\u00e3o toco essa que nem sei se lembro\u201d, confidenciou), \u201cBabalu\u201d e \u201cPor A\u00ed\u201d fizeram a felicidade da audi\u00eancia que lotou o teatro, e ainda ouviu \u201cVer\u00e3o em Calcut\u00e1\u201d, \u201cBar de Mulheres\u201d, \u201cPra te Lembrar\u201d e v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es novas, do \u00e1lbum \u201cA Vida Inteira\u201d, de 2013, como a excelente \u201cNo Boleto ou no Cart\u00e3o\u201d, encerrando a primeira noite do Se Rasgum.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26276\" title=\"biltre1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/biltre1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/biltre1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/biltre1-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo dia do festival, gratuito, aconteceu na agrad\u00e1vel Esta\u00e7\u00e3o das Docas, e foi aberto com o contradit\u00f3rio Ultranova, prog tardio que de novo n\u00e3o tem nada. Na sequencia, os cariocas da Biltre (um improv\u00e1vel cruzamento de Inimigos do Rei com Comunidade Nin-Jitzu) divertiram o p\u00fablico juntando batida dan\u00e7ante e letras engra\u00e7adinhas como a de \u201cChurros\u201d, cantada pelo p\u00fablico entre risos: \u201cO amor \u00e9 como um churros \/ \u00c9 t\u00e3o bom no primeiro peda\u00e7o \/ Mas depois \u00e9 um esfor\u00e7o danado \/ Pra espremer o docinho do fundo\u201d. Ainda houve tempo para uma homenagem ao biscoitinho de castanha do Par\u00e1, para uma can\u00e7\u00e3o inspirada em uma manchete do jornal Meia Hora e uma boa cover de \u201cPiranha\u201d, de Al\u00edpio Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26277\" title=\"camarones1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/camarones1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da divers\u00e3o das piadas em forma de m\u00fasica, o segundo dia do festival come\u00e7ou de verdade quando o quarteto potiguar Camarones Orquestra Guitarr\u00edstica pisou no palco com Anderson Foca e Fausto apostando nos riffs \u00e1speros e a baixista Ana Morena dando um show particular no quesito empolga\u00e7\u00e3o. Para o final, Camillo Royale (Turbo) e Jo\u00e3o Lemos (Molho Negro) acrescentaram mais duas guitarras \u00e0 forma\u00e7\u00e3o. Foi bonito. Encerrando de forma empolgante a noitada, a Orquestra Contempor\u00e2nea de Olinda fez todo mundo dan\u00e7ar com \u201cCiranda de Maluco\u201d e \u201cBoneco Gigante\u201d e antecipou a farra carnavalesca com \u201cSinha Pureza\u201d (de Pinduca) e marchinhas. Terminaram no meio do p\u00fablico, aplaudid\u00edssimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26283\" title=\"aeroplano\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aeroplano.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aeroplano.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aeroplano-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois dias mais badalados do festival aconteceram no Hangar, com dois palcos e uma maratona de 20 atra\u00e7\u00f5es que atravessou a madrugada \u2013 principalmente na primeira noite, prejudicada por um atraso de quase duas horas. Na sexta, as locais Aeroplano e Meio Amargo foram boas surpresas. Lan\u00e7ando seu segundo disco, a Aeroplano exibe um \u00f3timo trabalho de guitarras barulhentas fazendo a cama para letras acima da m\u00e9dia \u2013 embora ao vivo o vocal, anasalado a l\u00e1 Paulo Ricardo, deixe o conjunto um pouco datado. J\u00e1 a Meio Amargo, projeto de Lucas Padilha que conta com Jo\u00e3o Lemos (Molho Negro) na guitarra, apostou no pop rock folk blues esbarrando em alguns clich\u00eas, mas mostrando potencial no palco externo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26282\" title=\"gangrena\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/gangrena.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/gangrena.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/gangrena-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Sal\u00e3o, a hil\u00e1ria banda de sarav\u00e1 metal Gangrena Gasosa chegou intimando: \u201cSe Deus \u00e9 10, o Satan\u00e1s \u00e9 666\u201d. O show foi uma porradaria divertid\u00edssima, que colocou o sexteto carioca entre os destaques do festival, e fez de can\u00e7\u00f5es como \u201cN\u00e3o Entendi Matrix\u201d, \u201cQuem Gosta de Iron Maiden tamb\u00e9m Gosta de KLB\u201d e \u201cChuta Que \u00e9 Macumba\u201d bord\u00f5es na noite paraense. A empolga\u00e7\u00e3o foi tanta no show do Gangrena que eles poderiam emprestar um pouco de anima\u00e7\u00e3o para o m\u00edtico Acabou La Tequila, sele\u00e7\u00e3o indie (Kassin, Renatinho, Melvin e Nervoso) que tocou um punhado de hinos do underground (\u201cKung Fu\u201d, \u201cFlaming Moe\u201d, \u201cPra La em Tijuana\u201d) com o freio de m\u00e3o puxado. Foi bom, mas podia (deveria!) ser muito melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26281\" title=\"felix\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felix.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felix.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felix-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s perder uma apresenta\u00e7\u00e3o bastante elogiada da Aldo The Band (importante salientar que a \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o estava muito bem servida), o pr\u00f3ximo show da lista era de F\u00e9lix Robatto, o ex-La Pupuna, que mostrou nada menos que nove m\u00fasicas de seu ainda in\u00e9dito \u00e1lbum solo, que, pelo apresentado no show, deve aparecer em diversas listas de melhores do ano.  \u201cCerveja\u201d, de clipe rec\u00e9m-lan\u00e7ado, e a participa\u00e7\u00e3o de Lia Sophia, foram os grandes momentos da apresenta\u00e7\u00e3o. No Sal\u00e3o, uma imensa plateia aguardava ansiosamente Silva, que fez um bom show antecipando a como\u00e7\u00e3o que aconteceria com o Vanguart no mesmo palco: cada can\u00e7\u00e3o vinha precedida do grito emocionado da plateia, que cantou praticamente tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26280\" title=\"gersonking\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/gersonking.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem viu o show inteiro do Silva perdeu boa parte da apresenta\u00e7\u00e3o do lend\u00e1rio Gerson King Combo, um dos \u00edcones da soul music brasileira, que aos 69 anos continua colocando a galera pra suingar com vers\u00f5es de can\u00e7\u00f5es de Tim Maia, James Brown e hits pr\u00f3prios como \u201cMandamento Black\u201d e seu irresist\u00edvel refr\u00e3o: \u201cEu te amo, brother\u201d. J\u00e1 havia passado das 3 da manh\u00e3 quando o Vanguart entrou em cena, mas a grande maioria do p\u00fablico n\u00e3o arredou o p\u00e9, aguardando os cuiabanos e fazendo um coral arrepiante mesmo nas can\u00e7\u00f5es menos conhecidas do disco \u201cMuito Mais Que O Amor\u201d (2013), mostrando o excelente momento de uma das raras bandas dos anos 00 que j\u00e1 integram o primeiro escal\u00e3o do rock nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26279\" title=\"molhonegro\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/molhonegro.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quarto e \u00faltimo dia do Festival Se Rasgum 2014 mostrou um lado (pesado) de Bel\u00e9m bastante interessante com o Molho Negro fazendo uma grande apresenta\u00e7\u00e3o no sal\u00e3o e a Turbo, bastante prejudicada pelo som, mostrando for\u00e7a no palco Deck. Com disco novo na pra\u00e7a, o trio Molho Negro mostrou dom\u00ednio de palco, mas esbarrou na confian\u00e7a excessiva, que fez com que o final do show perdesse em empolga\u00e7\u00e3o para o come\u00e7o (vale dar uma sacada na lei do W defendida por Paul McCartney). J\u00e1 o quarteto Turbo, comandando por um empolgado Camillo Royale, sofreu com o som, que n\u00e3o saia das caixas como parecia estar soando no palco: a banda quebrando tudo l\u00e1 em cima, e as guitarras soando baixo entre a galera. Ainda assim foi poss\u00edvel perceber que h\u00e1 coisa boa ali para quem gosta de rock sujo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26278\" title=\"violeta\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/violeta.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/violeta.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/violeta-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com apenas Fabio Golfetti da forma\u00e7\u00e3o original, mas soando exatamente o mesmo de discos cl\u00e1ssicos do rock nacional como \u201cVioleta de Outono\u201d (1987) e \u201cEm Toda Parte\u201d (1989), o Violeta de Outono abriu a noite com dois hinos (\u201cDia Eterno\u201d e \u201cDecl\u00ednio de Maio\u201d), tocou can\u00e7\u00f5es de seus discos mais recentes (\u201cVolume 7\u201d, de 2007; e \u201cEspectro\u201d, de 2012), e chamou ao palco um convidado especial, o her\u00f3i local Pio Lobato, que assumiu a segunda guitarra numa poderosa vers\u00e3o de \u201cTomorrow Never Knows\u201d, dos Beatles, e em \u201cOutono\u201d. N\u00e3o resistindo ao apelo cativante do p\u00fablico, o Violeta ainda emendou mais uma m\u00fasica em um dos raros bis do festival. O show terminou com Pio agradecendo: \u201cEstou aqui como f\u00e3. E \u00e9 do caralho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26284\" title=\"pelvs\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pelvs.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pelvs.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pelvs-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pausa para alimenta\u00e7\u00e3o (o que custou o show de Jaloo, j\u00e1 que, devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o errada dos bares no lado externo do festival, estava complicado entrar no Deck ap\u00f3s qualquer show iniciado) e, na sequencia, os cariocas da Pelvs num baita show de (\u00e0s vezes duas, a maioria tr\u00eas, de vez em quando quatro) guitarras urrando de forma estridente. O repert\u00f3rio come\u00e7ou com um passeio pelo \u201cpresente\u201c (\u201cKeep Your Music Away\u201d, do \u00e1lbum \u201cAnotherspot\u201d, de 2006, mais \u201cBackdoor\u201d, \u201cShe&#8217;s Never Had a Drink\u201d e \u201cFreddy Car 311\u201d, do disco \u201cPeninsula\u201d, de 2001) e terminou como uma celebra\u00e7\u00e3o dos 20 anos do disco de estreia da banda, com tr\u00eas faixas de \u201cPeter Greenaway&#8217;s Surf\u201d (1994) e destaque para \u201cSurferena\u201d, num arranjo que chocava a levada suave de baixo e viol\u00e3o com o barulho da bateria e das guitarras. De arrepiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26287\" title=\"elmato\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elmato.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elmato.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elmato-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os argentinos da \u00c9l Mat\u00f3 a un Polic\u00eda Motorizado fizeram um show de hits undergrounds portenhos no Se Rasgum, e quem esperava pelos maiores cl\u00e1ssicos da banda deixou o festival sorrindo e rouco ao gritar (em meio ao volume alto das guitarras) as letras de \u201cAmigo Piedra\u201d, \u201cMi Proximo Movimiento\u201d, \u201cChica Rutera\u201d, \u201cMas o Menos Bi\u00e9n\u201d e \u201cMujeres Bellas y Fuertes\u201d. Do Mississippi norte-americano, o trio noise Bass Drum of Death (duas guitarras e bateria), na estrada desde 2008, surpreendeu o p\u00fablico paraense com uma apresenta\u00e7\u00e3o consistente, que ainda carece de personalidade, mas ganha pontos no quesito empolga\u00e7\u00e3o. \u201cCrawling After You\u201d, da trilha do game GTA V, foi celebrada pelo bom p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26286\" title=\"bass\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bass.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na reta final, Felipe Cordeiro, acompanhado do pai Manoel Cordeiro e jogando em casa, fez uma apresenta\u00e7\u00e3o consagradora que animou at\u00e9 o pessoal da \u201cpipoca\u201d, que curtia o show da rua dan\u00e7ando agarradinho em can\u00e7\u00f5es como \u201cLambada com Farinha\u201d, \u201cLegal e Ilegal\u201d, \u201cProblema Seu\u201d, \u201cTarja Preta\u201d e as covers para \u201cMarcianita\u201d e \u201cAlma N\u00e3o Tem Cor\u201d. Mostrando versatilidade, Pio Lobato subiu ao palco para encorpar o carimb\u00f3 \u201cFogo na Morena\u201d e encerrar um grande show. Alta (bem alta) noite j\u00e1 se ia quando Arnaldo Antunes subiu ao palco para encerrar a 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Se Rasgum no show mais concorrido dos quatro dias do evento, que ainda teve Felipe Cordeiro no palco e can\u00e7\u00f5es do Tit\u00e3s em um set list mais dan\u00e7ante, que funcionou muito bem como encerramento do festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26285\" title=\"felipe\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felipe.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felipe.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felipe-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s v\u00e9speras de completar 10 anos, o Se Rasgum se firma como um dos principais festivais da regi\u00e3o Norte apostando em grandes nomes da m\u00fasica brasileira sem esquecer que \u00e9 preciso renovar o cen\u00e1rio, e o caso Vanguart \u00e9 o mais emblem\u00e1tico, j\u00e1 que a banda foi uma atra\u00e7\u00e3o do primeiro ano do festival, em 2006, e fechou com requintes de emo\u00e7\u00e3o a edi\u00e7\u00e3o 2014 do evento. Se a mescla de artistas na escolha do line-up merece aplausos, talvez seja oportuno analisar a viabilidade de um line-up t\u00e3o extenso, j\u00e1 que os atrasos nas duas noites prejudicaram o p\u00fablico. Ser\u00e1 realmente necess\u00e1rio juntar 10 bandas num mesmo dia do festival? O p\u00fablico aproveita mais do festival com tantos artistas, ou o cansa\u00e7o acaba cobrando seu pre\u00e7o no final da madrugada?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26292\" title=\"felipe2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felipe2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felipe2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/felipe2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, com muito mais acertos do que erros, o Festival Se Rasgum segue um modelo inspirador, que abre porta para as novidades (independente do estilo, importante salientar) sem renegar quem j\u00e1 est\u00e1 estabelecido. Quem ganha com isso \u00e9 o p\u00fablico, \u00e9 a cidade de Bel\u00e9m, que tem no calend\u00e1rio anual um festival que, al\u00e9m de valorizar a boa m\u00fasica, cria um ambiente agrad\u00e1vel para os frequentadores e movimenta a cena local. Que a f\u00f3rmula continue sendo lapidada e que o festival continue de olhos e ouvidos abertos para as coisas boas que a m\u00fasica proporciona. N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil manter um projeto cultural no Brasil por 9 anos, ent\u00e3o que as comemora\u00e7\u00f5es para o Festival Se Rasgum Ano 10 comecem j\u00e1. Bel\u00e9m merece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26291\" title=\"arnaldo2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/arnaldo2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>TOP 5 do Festival Se Rasgum 2014 <\/strong><br \/>\n1\u00b0 &#8211; Felipe Cordeiro (19 pontos &#8211; 4 votos)<br \/>\n2\u00b0 &#8211; Gangrena Gasosa (11 pontos &#8211; 3 votos)<br \/>\n2\u00b0 &#8211; Jaloo (11 pontos &#8211; 3 votos)<br \/>\n4\u00b0 &#8211; Nei Lisboa (8 pontos &#8211; 4 votos)<br \/>\n5\u00b0 &#8211; \u00c9l Mat\u00f3 a un Polic\u00eda Motorizado (6 pontos &#8211; 2 votos)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>QUEM VOTOU<br \/>\nAdriano Costa, do blog Coisa Pop (<a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\/2014\/08\/9o-festival-se-rasgum-belem-pa-20-23-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia a cobertura do festival<\/a>)<\/strong><br \/>\n1 &#8211; Gangrena Gasosa<br \/>\n2 &#8211; Violeta de Outono<br \/>\n3 &#8211; Nei Lisboa<br \/>\n4 &#8211; Molho Negro<br \/>\n5 &#8211; SILVA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Iuri Freberger, produtor<\/strong><br \/>\n1 &#8211; Felipe Cordeiro<br \/>\n2 &#8211; Jaloo<br \/>\n3 &#8211; \u00c9l Mat\u00f3 a un Polic\u00eda Motorizado<br \/>\n4 &#8211; Nei Lisboa<br \/>\n5 &#8211; Violeta de Outono<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Kamille Viola, do jornal O Dia<\/strong><br \/>\n1 &#8211; Felipe Cordeiro<br \/>\n2 &#8211; Jaloo<br \/>\n3 &#8211; Felix Robatto<br \/>\n4 &#8211; Gerson King Combo<br \/>\n5 &#8211; Gangrena Gasosa<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Marcelo Costa, do Scream &amp; Yell<\/strong><br \/>\n1 &#8211; Gangrena Gasosa<br \/>\n2 &#8211; Felipe Cordeiro<br \/>\n3 &#8211; \u00c9l Mat\u00f3 a un Polic\u00eda Motorizado<br \/>\n4 &#8211; Nei Lisboa<br \/>\n5 &#8211; Orquestra Contempor\u00e2nea de Olinda<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tathianna Nunes, da Revista O Grito<\/strong> <strong>(<a href=\"http:\/\/revistaogrito.ne10.uol.com.br\/page\/blog\/2014\/08\/25\/se-rasgum-2014-arnaldo-antunes-felipe-cordeiro-violeta-de-outono-e-pelvs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia a cobertura do festival<\/a>)<\/strong><br \/>\n1 &#8211; Felipe Cordeiro<br \/>\n2 &#8211; Aldo The Band<br \/>\n3 &#8211; Jaloo<br \/>\n4 &#8211; F\u00e9lix Robatto<br \/>\n5 &#8211; Nei Lisboa<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26319\" title=\"camarones\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/camarones.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/camarones.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/camarones-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Convidados elencam seus Top 5 do Festival Se Rasgum, Bel\u00e9m, 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/serasgum\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Se Rasgum 2011 cumpre com louvor a fun\u00e7\u00e3o de apresentar o novo ao p\u00fablico (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/serasgum\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Se Rasgum 2010: Bel\u00e9m tem potencial para se firmar como p\u00f3lo musical (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/16\/musica-v-festival-se-rasgum-em-belem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Se Rasgum 2009: Festival une sem radicalismos variadas vertentes musicais (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/23\/iv-festival-se-rasgum-em-belem\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nCom mais acertos que erros, festival segue um modelo inspirador, que valoriza novidades sem deixar de agradar o p\u00fablico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/28\/em-belem-festival-se-rasgum-2014\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6910],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26272"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26272"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26272\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78092,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26272\/revisions\/78092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}