{"id":26082,"date":"2014-07-30T00:52:32","date_gmt":"2014-07-30T03:52:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=26082"},"modified":"2017-07-21T11:23:54","modified_gmt":"2017-07-21T14:23:54","slug":"o-punk-que-sobreviveu-a-segregacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/30\/o-punk-que-sobreviveu-a-segregacao\/","title":{"rendered":"O Punk que sobreviveu \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26083\" title=\"soweto1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/soweto1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/guilhermeolhier\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guilherme Olhier<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se fala em punk rock, logo se pensa em Londres, Nova York, CBGB\u2019s, Ramones, Sex Pistols, The Clash e por a\u00ed vai, certo? Mas o lema \u201cFa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d tamb\u00e9m se espalhou para outros cantos do mundo e foi parar na \u00c1frica. Isso mesmo: a cena punk africana nasceu na mesma \u00e9poca do resto do mundo e teve suas particularidades. Se no Reino Unido o problema dos punks era com a monarquia, na \u00c1frica a luta era contra o Apartheid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Apartheid, (estado de separa\u00e7\u00e3o em africano) foi implantado na \u00c1frica do Sul nas elei\u00e7\u00f5es de 1948 pelo Partido Nacional, liderado por Daniel Fran\u00e7ois Malan, um cl\u00e9rigo da Igreja Reformada Holandesa, e foi um dos maiores regimes de segrega\u00e7\u00e3o racial no mundo por longos 46 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa \u00e9poca, a discrimina\u00e7\u00e3o racial j\u00e1 era uma realidade e grande parte dos 2,5 milh\u00f5es de sul-africanos brancos queria segregar o pa\u00eds entre \u201cbrancos\u201d e \u201cn\u00e3o brancos\u201d, o que levou o governo a classificar os habitantes em quatro grupos (\u201cbrancos\u201d, \u201cnegros\u201d, \u201cde cor\u201d e \u201cindianos\u201d) e criar in\u00fameras priva\u00e7\u00f5es, como o casamento entre duas pessoas de ra\u00e7as diferentes, que era ilegal. Praias, pra\u00e7as, \u00f4nibus e servi\u00e7os p\u00fablicos como educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade foram segregados e os que eram oferecidos aos negros tinham qualidade muito inferior \u00e0queles prestados aos brancos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As divis\u00f5es se sucederam e in\u00fameras leis deste tipo eram criadas, tornando a vida, principalmente dos negros, cada vez mais dif\u00edcil. At\u00e9 o fim do Apartheid no pa\u00eds em 1994, cerca de 300 leis foram criadas com esse prop\u00f3sito. A resist\u00eancia veio e a m\u00fasica n\u00e3o poderia ficar de fora. \u00c9 dif\u00edcil imaginar que com tanta opress\u00e3o e viol\u00eancia tomando o pa\u00eds pudesse haver algu\u00e9m com colh\u00f5es suficientes para fazer m\u00fasica de protesto, mas muitas bandas punks surgiram na metade da d\u00e9cada de 1970 e come\u00e7o dos anos 80 na \u00c1frica e entraram em uma batalha contra as infinitas restri\u00e7\u00f5es impostas, de forma que o \u201cFa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d (DIY) talvez fosse o \u00fanico caminho a ser seguido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 16 de junho de 1976 ocorreu um dos mais sangrentos epis\u00f3dios da rebeli\u00e3o negra no pa\u00eds. No Levante de Soweto (Soweto Uprising), como a data ficou conhecida, cerca de 20 mil jovens estudantes negros protestavam contra a inferioridade das \u201cescolas negras\u201d, com salas superlotadas e professores mal qualificados. Al\u00e9m disso, um ano antes o governo obrigara o ensino na l\u00edngua afric\u00e2ner, o que revoltou os estudantes que teriam ser fluentes em uma nova l\u00edngua, al\u00e9m do ingl\u00eas. Planejada para ser uma marcha pac\u00edfica, a confus\u00e3o surgiu quando a pol\u00edcia cercou os estudantes, lan\u00e7ou bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e atirou contra crian\u00e7as. 176 pessoas morreram, entre elas, Hector Pieterson, um garoto de apenas 13 anos, que se tornou um s\u00edmbolo do Levante de Soweto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo per\u00edodo, o punk rock come\u00e7ava a mostrar a sua for\u00e7a no resto do mundo e a \u00c1frica do Sul parecia o local perfeito para abra\u00e7ar a rebeldia, que vinha junto com a agressividade sonora e toda a est\u00e9tica envolvida no estilo. Ap\u00f3s o Levante de Soweto, todos os ingredientes para se formar uma revolu\u00e7\u00e3o estavam borbulhando e uma nova cena underground come\u00e7ava a nascer. Os jovens viram uma oportunidade para poder expressar toda sua frustra\u00e7\u00e3o sofrida no pa\u00eds e sair da vida ap\u00e1tica e tediosa que tomava conta da sociedade africana. As universidades tiveram um papel importante nesse contexto por unirem p\u00fablicos multirraciais em pequenos shows. Al\u00e9m disso, as lojas de disco conseguiam importar LPs das bandas do resto do mundo, o que fez muitos jovens come\u00e7arem a ouvir coisas como o Stooges e Ramones e decidirem montar suas pr\u00f3prias bandas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HMlohuQnj2Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das primeiras bandas de destaque no pa\u00eds foi o Wild Youth, de Durban, terceira maior cidade do pa\u00eds em n\u00famero de habitantes ap\u00f3s Joanesburgo e a Cidade do Cabo. Eles lan\u00e7aram seu primeiro e \u00fanico compacto, \u201cWot About Me\u201d, em 1979 com uma tiragem de apenas 300 c\u00f3pias, que se tornou instantaneamente um item de colecionador. No mesmo ano, o Wild Youth se apresentou no Majestic, um cinema que ficava em uma \u00e1rea de asi\u00e1ticos. A banda foi recebida com garrafas e tomates atirados no palco. O clima era tenso, mas o Wild Youth conseguiu atrair a aten\u00e7\u00e3o de alguns presentes. Meses depois, a banda voltou a tocar no mesmo lugar e os jovens j\u00e1 adoravam o novo estilo. Um jornal local da \u00e9poca abriu a mat\u00e9ria sobre o show dizendo: \u201cPor conta da lei, negros e brancos n\u00e3o podem dan\u00e7ar juntos, mas n\u00e3o h\u00e1 nada que diga que n\u00e3o podem curtir m\u00fasica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, a banda com mais representatividade na cena punk africana (e fora da \u00c1frica) foi, sem d\u00favida, o National Wake. Liderada por Ivan Kaye, juntamente com os irm\u00e3os Gary e Punka Khoza na \u201ccozinha\u201d e o guitarrista Steve Moni, a banda foi formada em Joanesburgo por volta de 1977, e, apesar de ter durado poucos anos, deixou sua marca para a hist\u00f3ria da m\u00fasica africana. O National Wake foi a primeira banda multirracial da \u00c1frica, o que j\u00e1 \u00e9 not\u00e1vel tendo em vista a situa\u00e7\u00e3o imposta pelo governo racista da \u00e9poca. Isso j\u00e1 bastava para \u201cinsultar\u201d as autoridades e a banda sofreu in\u00fameras persegui\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia, que fazia batidas frequentes na casa onde os integrantes moravam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, o quarteto desafiou as leis raciais tocando em diversos pequenos clubes e universidades at\u00e9 conseguir prensar 700 c\u00f3pias do que seria seu \u00fanico LP \u201c(Self Titled)\u201d, de 1981. Uma das m\u00fasicas que acabou se tornando mais conhecida foi \u201cInternational News\u201d, que criticava a censura na imprensa sul-africana e o controle da informa\u00e7\u00e3o pelo governo, mais especificamente o envio de tropas para Angola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um fato curioso \u00e9 que o \u00e1lbum tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado no Reino Unido e chegou \u00e0s m\u00e3os de John Peel, um dos Dj\u2019s mais influentes da cena inglesa e que dava espa\u00e7o para bandas underground no seu programa de r\u00e1dio Peel Sessions, na BBC Radio 1. Ap\u00f3s \u201cInternational News\u201d tocar no programa, o fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun, demonstrou grande interesse na banda, mas as negocia\u00e7\u00f5es acabaram n\u00e3o resultando em nada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n4eWEWXjkLE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do lan\u00e7amento do \u00e1lbum, a press\u00e3o da pol\u00edcia aumentou e a situa\u00e7\u00e3o foi ficando cada vez mais complicada para o National Wake. Com o controle do governo sobre r\u00e1dios e leis de distribui\u00e7\u00e3o restritas n\u00e3o havia como se sustentar, fazendo com que a casa em que os integrantes viviam fosse tomada, certamente um dos pontos decisivos para o fim do grupo. Mesmo assim, o National Wake abriu muitas portas e serviu de grande influ\u00eancia para as gera\u00e7\u00f5es futuras do punk no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um par\u00eantese. Na mesma \u00e9poca, outros artistas tamb\u00e9m contribu\u00edram com o movimento pela independ\u00eancia africana e tamb\u00e9m n\u00e3o tiveram vida f\u00e1cil. Seria injusto falar de m\u00fasica na \u00c1frica sem citar Fela Kuti: entre os in\u00fameros g\u00eaneros musicais africanos, talvez o mais conhecido seja o afrobeat, criado pelo nigeriano. Fela Amikulapo Ransome Kuti era o porta-voz da classe oper\u00e1ria; o \u201cWorking Class Hero\u201d africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como muitos artistas da \u00e9poca, Fela tinha uma veia contestat\u00f3ria extremamente pulsante e acabou sofrendo as consequ\u00eancias. O epis\u00f3dio mais cruel dessa persegui\u00e7\u00e3o aconteceu em 1977, quando Fela e sua banda Afrika 70 lan\u00e7aram o disco \u201cZombie\u201d, que atacava o ex\u00e9rcito nigeriano, referindo-se aos soldados como zumbis. Com o enorme sucesso do disco, o governo n\u00e3o deixou barato. Por conta do disco, o m\u00fasico foi brutalmente espancado e sua m\u00e3e idosa foi arremessada de uma janela, causando ferimentos fatais. A Rep\u00fablica Kalakuta, uma comuna formada pelo m\u00fasico na cidade de Lagos, foi incendiada, o est\u00fadio e os instrumentos da banda foram todos destru\u00eddos. Como resposta, Fela escreveu as m\u00fasicas \u201cCoffin for Head of State\u201d e \u201cUnknown Soldier\u201d, referindo-se ao inqu\u00e9rito policial, que afirmava que a destrui\u00e7\u00e3o havia sido feita por um soldado desconhecido.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HwLYHCCwGT0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando ao punk rock, outro nome que se destacou no in\u00edcio dos anos 80 foi o Power Age. A banda s\u00f3 engrenou ap\u00f3s a entrada do ex-baterista do Wild Youth, Rubin Rose, em 1982. O EP mais conhecido \u00e9 \u201cProtest to Survive\u201d, de 1985, e praticamente todas as letras protestavam contra o Apartheid, como o pr\u00f3prio t\u00edtulo sugere. O compacto ficou conhecido como \u201cStop Apartheid EP\u201d, por conter a m\u00fasica de mesmo nome. O refr\u00e3o pedia \u201cPare o Apartheid\u201d e um dos versos \u00e9: \u201cSaiam de suas conchas, parem com o \u00f3dio racial, vamos esquecer o passado e nos unir para o futuro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O compacto foi lan\u00e7ado apenas na Fran\u00e7a e a banda come\u00e7ou a se preocupar com a possibilidade de serem presos a qualquer momento. A paranoia e o medo constante vivido especialmente pelo baterista Rubin Rose culminou com a separa\u00e7\u00e3o da banda pouco tempo depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos mais violentos do Apartheid aconteceram entre 1985 e 1988, com campanhas para eliminar opositores, resultando na morte de centenas de negros, al\u00e9m do endurecimento da censura nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. O cen\u00e1rio era altamente desfavor\u00e1vel, mas de alguma maneira as bandas conseguiram dar o seu recado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 11 de fevereiro de 1990, um dos maiores l\u00edderes sul-africanos, Nelson Mandela, era solto da pris\u00e3o ap\u00f3s 27 anos. Quatro anos depois, nas elei\u00e7\u00f5es de abril de 1994, se tornaria o primeiro presidente negro do pa\u00eds, o que foi tamb\u00e9m o primeiro passo no longo processo de transi\u00e7\u00e3o para a democracia multirracial na \u00c1frica do Sul. As ruas foram tomadas por multid\u00f5es e o sentimento era de reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XlKW638GTps?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00fasica continuava representando os desejos pol\u00edticos e o esp\u00edrito do punk ainda n\u00e3o estava morto. Assim como aconteceu nos Estados Unidos durante a metade dos anos 90, o ska-punk come\u00e7ava a crescer. Nascido na Jamaica, o conversava diretamente com os estilos de m\u00fasica tocados na \u00c1frica. Bandas como Hog Hoggidy Hog e Fuzigish foram algumas que formaram uma nova cena do ska-punk na \u00c1frica do Sul e que n\u00e3o ficam devendo para nenhuma das bandas norte-americanas do per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se nos anos 70 o National Wake enfrentou problemas por ser uma banda com integrantes negros e brancos, com o fim do Apartheid isso se tornou comum em quase todas as bandas sul-africanas. A \u00c1frica do Sul formava uma nova identidade multirracial e come\u00e7ava a viver em uma \u201cna\u00e7\u00e3o arco-\u00edris\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interessante \u00e9 perceber que, apesar de grande parte da nova gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter vivido durante os anos de Apartheid, o discurso ainda \u00e9 muito politizado e muitos problemas antigos permanecem. Como em qualquer lugar do mundo, muitas bandas ainda produzem m\u00fasica de forma independente por falta de apoio ou dinheiro. Apesar disso, as ra\u00edzes da m\u00fasica e cultura africana no geral n\u00e3o se perderam no caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa \u00c1frica, a m\u00fasica n\u00e3o pode ser entretenimento, tem que ser revolu\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 com essa c\u00e9lebre frase do pr\u00f3prio Fela Kuti que o document\u00e1rio \u201cPunk in Africa\u201d (2012) come\u00e7a. O filme, dirigido por Keith Jones, traz toda a hist\u00f3ria do movimento punk na \u00c1frica do Sul, Zimb\u00e1bue e Mo\u00e7ambique, do fim dos anos 70 at\u00e9 a atualidade. Mais do que isso, o document\u00e1rio tra\u00e7a um panorama da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante e depois do Apartheid e a rela\u00e7\u00e3o dessas bandas em cada d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com imagens raras de shows da \u00e9poca e diversas entrevistas com os ex-integrantes das bandas, al\u00e9m de bandas atuais, \u201cPunk in Africa\u201d \u00e9 o registro mais importante sobre a cena punk africana que se tem not\u00edcia. Para quem \u00e9 f\u00e3 de punk rock \u00e9 um prato cheio para expandir o leque de bandas. A procura pelo som n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil, mas certamente vale todo o esfor\u00e7o, pois a revolu\u00e7\u00e3o precisa continuar!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h9XFeY7sAzQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7tiLNEWamw4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Upv7vN9sEYk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Guilherme Olhier (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/guilhermeolhier\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@guilhermeolhier<\/a>) \u00e9, segundo descri\u00e7\u00e3o no Twitter, um jornalista saudosista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A cena punk africana nasceu na mesma \u00e9poca que a do resto do mundo, mas teve que lutar contra o Apartheid\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/30\/o-punk-que-sobreviveu-a-segregacao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26082"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26082"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43546,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26082\/revisions\/43546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}