{"id":26032,"date":"2014-07-24T13:03:29","date_gmt":"2014-07-24T16:03:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=26032"},"modified":"2026-03-14T17:17:23","modified_gmt":"2026-03-14T20:17:23","slug":"morrissey-a-morte-e-a-paz-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/24\/morrissey-a-morte-e-a-paz-mundial\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: Morrissey, a morte, a paz mundial e \u201cWorld Peace Is None of Your Business\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida n\u00e3o anda sendo muito cordial com Morrissey nos \u00faltimos dois anos. Em janeiro de 2013, o cantor foi internado em Detroit e diagnosticado com \u00falcera hemorr\u00e1gica, sendo obrigado a cancelar toda sua turn\u00ea. Em mar\u00e7o, nova baixa no hospital, desta vez para cuidar de seus dois pulm\u00f5es, que acusavam pneumonia. A terceira interna\u00e7\u00e3o aconteceu em junho deste ano, quando Morrissey desmaiou ap\u00f3s um show em Boston devido a uma infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa, ent\u00e3o, que o tema morte permeie a maior parte das 18 can\u00e7\u00f5es (12 na vers\u00e3o tradicional, 18 na edi\u00e7\u00e3o deluxe) que comp\u00f5e &#8220;World Peace Is None of Your Business&#8221;, seu d\u00e9cimo disco solo (o primeiro em cinco anos).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-94697 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mozz2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mozz2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mozz2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrissey, desde sempre, segue uma constante em sua carreira: mudan\u00e7as bruscas de sonoridade de um \u00e1lbum para o outro (uma <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">olhada detalhada em sua discografia<\/a> deixa isso bastante claro), e se o disco anterior, \u201cYears of Refusal\u201d (2009), trazia as guitarras sujas de Jesse Tobias em primeiro plano, &#8220;World Peace Is None of Your Business&#8221; aposta na delicadeza instrumental, mas n\u00e3o s\u00f3: h\u00e1 um acento world music (ambientado na sonoridade tradicional do bardo) que se espalha por boa parte das can\u00e7\u00f5es buscando casar as melodias com o olhar de Morrissey resgatado de suas andan\u00e7as por esse mundo velho sem porteira (aliado a um manual de ideais clich\u00eas que, ok, precisam ser ditos, mas n\u00e3o deixam de ser clich\u00eas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas can\u00e7\u00f5es do disco levam nomes de lugares (&#8220;Istanbul&#8221; e &#8220;Scandinavia&#8221;) enquanto outras citam cidades espanholas (&#8220;The Bullfighter Dies&#8221;), lugares franceses (&#8220;Kiss Me a Lot&#8221;) e pa\u00edses em que a pobreza \u00e9 vis\u00edvel: \u201cBrazil, Bahrain, Egypt, Ukraine\u201d, lista Morrissey na faixa t\u00edtulo (e primeiro single), completando: \u201cSo many people in pain\u201d. Na can\u00e7\u00e3o, aberta por mais de 30 segundos de percuss\u00e3o, Morrissey parte para o ataque: \u201cTrabalhe duro e pague docemente seus impostos: nunca pergunte por que\u201d e \u201cA pol\u00edcia ir\u00e1 paralis\u00e1-lo com suas armas: \u00e9 pra isso que o governo serve\u201d at\u00e9 concluir de forma provocativa: \u201cCada vez que voc\u00ea vota, voc\u00ea apoia o processo\u201d. Jesse Tobias sola absurdamente sobre uma base esparsa e quase m\u00e2ntrica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Morrissey - World Peace Is None Of Your Business (Spoken Word Video Version)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UZjIqQTh39Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda can\u00e7\u00e3o, &#8220;Neal Cassady Drops Dead&#8221; (que tamb\u00e9m cita Allen Ginsberg nominalmente) \u00e9 uma das duas melodias assinadas pelo tecladista Gustavo Mansur no \u00e1lbum (outras cinco levam o nome do fiel escudeiro Boz Boorer; Jesse Tobias tamb\u00e9m assina cinco). Mansur faz um solo de viol\u00e3o flamenco no meio da can\u00e7\u00e3o, cuja letra questiona (ap\u00f3s elencar doen\u00e7as no estilo \u201cO Pulso\u201d, dos Tit\u00e3s): \u201cV\u00edtima ou aventureiro: quais dos dois voc\u00ea \u00e9?\u201c. O viol\u00e3o flamenco de Gustavo retorna (ao lado de acordeom!) em \u201cEarth Is the Loneliest Planet\u201d (num resultado muito melhor) com Morrissey sentenciando: \u201cOs seres humanos n\u00e3o s\u00e3o l\u00e1 muito humanos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No grupo de can\u00e7\u00f5es \u201cdiferentes\u201d ainda se encaixa a \u00e9pica \u201cI&#8217;m Not a Man\u201d, com quase oito minutos de dura\u00e7\u00e3o (um minuto e meio de introdu\u00e7\u00e3o angustiante e silenciosa que o produtor quis cortar, mas Morrissey manteve) e um crescendo grandioso que deve soar muito bem ao vivo. Na letra (uma das mais provocativas do disco \u2013 e um das melhores), Morrissey lista arqu\u00e9tipos de masculinidade (Don Juan, Casanova, atletas de h\u00f3quei, homens das cavernas, virilidade, matar e comer animais, c\u00e2ncer na pr\u00f3stata) para concluir: \u201cSe isso define ser homem: eu n\u00e3o sou um homem\u201d. Com abertura de trompete, a espanhola \u201cThe Bullfighter Dies\u201d lista cidades espanholas em que a tourada \u00e9 idolatrada, enquanto o vocalista canta: \u201cNingu\u00e9m chora quando o toureiro morre porque todos n\u00f3s queremos que o touro sobreviva\u201d. Ser\u00e1?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ironia, t\u00e3o t\u00edpica de Morrissey, soa pesada, raivosa e at\u00e9 s\u00e9ria em &#8220;World Peace Is None of Your Business&#8221; \u2013 como era de se esperar ap\u00f3s tantas visitas a hospitais. Ele n\u00e3o parece soar c\u00ednico como outrora nem quando diz para seu par \u201cbeija-lo muito\u201d seja no \u201cMausol\u00e9u da Bastilha, num curral, no jardim de uma igreja ou no quintal de sua m\u00e3e\u201d durante a excelente \u201cKiss Me A Lot\u201d, uma das can\u00e7\u00f5es mais pops do \u00e1lbum (com trompete no arranjo e solo metalizado de guitarra), e uma das melhores. Outro exemplo \u00e9 \u201cKick the Bride Down the Aisle\u201d, com backing vocal de Kristeen Young, harpa no arranjo e Morrissey detonando o matrim\u00f4nio (de forma mis\u00f3gina): \u201cChute a noiva do altar e n\u00e3o se engane: \u00e9 o melhor que voc\u00ea pode fazer para o bem de todos \/ Pois at\u00e9 vacas no pasto sabem mais do que sua noiva no altar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lado mais pesado (tematicamente) do \u00e1lbum traz a can\u00e7\u00e3o de levada indie (na linha do Belle and Sebastian) \u201cStaircase at the University\u201d, cuja letra narra a hist\u00f3ria de uma menina t\u00e3o pressionada a ter sucesso que opta por se jogar na escadaria da universidade \u201cpartindo a cabe\u00e7a em tr\u00eas partes\u201d. J\u00e1 \u201cIstanbul\u201d (com a bateria buscando reproduzir o caos de barulhos da cidade) flagra um pai reconhecendo o corpo do filho em um caix\u00e3o enquanto a ac\u00fastica \u201cMountjoy\u201d (nome de uma pris\u00e3o localizada no centro de Dublin) cita o romancista irland\u00eas Brendan Behan e define (de forma bastante \u00f3bvia): \u201cTodos n\u00f3s perdemos: ricos ou pobres, todos n\u00f3s perdemos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa obviedade (de certa forma at\u00e9 ent\u00e3o rara nos textos de Morrissey) j\u00e1 havia sido atestada na faixa t\u00edtulo, quando ele acusa a classe dominante dizendo que \u201cos ricos devem lucrar e ficar mais ricos \/ e os pobres devem ficar mais pobres\u201d. Outro sinal: \u201cTodos os melhores j\u00e1 morreram\u201d, ele canta em \u201cOboe Concerto\u201d, a faixa que encerra a vers\u00e3o tradicional do \u00e1lbum, para concluir (de forma brilhante): \u201cA gera\u00e7\u00e3o mais velha j\u00e1 tentou, suspirou e morreu, o que me leva \u00e0 sua fila local\u201d. Na clim\u00e1tica e teatralizada \u201cSmiler with Knife\u201d, ele avisa: \u201cPressione a l\u00e2mina contra a minha pele (&#8230;) Estou farto da vida (&#8230;) Sexo e amor n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MORRISSEY-THE BULL FIGHTER DIES\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OrQTxeLPMEg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as faixas extras, \u201cScandinavia\u201d (que integrou <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/06\/morrissey-e-a-selecao-brasileira-de-1982\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o set list de alguns shows<\/a> da turn\u00ea sul-americana do cantor em 2012) \u00e9 Morrissey em sua mais completa ess\u00eancia, uma pessoa que pode odiar um lugar em um minuto, e ama-lo no minuto seguinte: \u201cEu estava entediado em um fiorde e amaldi\u00e7oei o cora\u00e7\u00e3o e a alma da Escandin\u00e1via: deixe que as pessoas queimem; deixe que seus filhos chorem e morram em asilos de cegos. Mas ent\u00e3o voc\u00ea veio e estendeu sua m\u00e3o e me apaixonei por voc\u00ea e pela Escandin\u00e1via\u201d (h\u00e1 como n\u00e3o rir mesmo com o tom melodram\u00e1tico da can\u00e7\u00e3o?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A suicida \u201cOne of Our Own\u201d narra a hist\u00f3ria de uma pessoa que perdeu seu par (\u201cEle morreu salvando a minha vida\u201d) e quer ir ao seu encontro (\u201cMe d\u00ea a arma. Eu te amo e n\u00e3o fa\u00e7o trabalho pela metade\u201d. Em \u201cForgive Someone\u201d, o personagem avisa: \u201cSe voc\u00ea perdoar algu\u00e9m, vou cortar minha pr\u00f3pria garganta\u201d. Com introdu\u00e7\u00e3o de cabar\u00e9 dos anos 30, \u201cArt Hounds\u201d atualiza \u201cPaint a Vulgar Picture\u201d de forma cruel (como n\u00e3o poderia deixar de ser) enquanto o personagem oferece uma ajuda (\u201cQuando voc\u00ea n\u00e3o puder suportar o mundo real, pegue minha m\u00e3o\u201d) que n\u00e3o pode dar (\u201cTomo quinze comprimidos para dormir e quinze para ficar acordado\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;World Peace Is None of Your Business&#8221; foi gravado em Saint-R\u00e9my-de-Provence, na Fran\u00e7a, local imortalizado por Van Gogh em quadros como \u201cA Noite Estrelada\u201d, e produzido por Joe Chiccarelli, que j\u00e1 havia trabalhado com Strokes e Alanis Morissette (a prov\u00e1vel liga\u00e7\u00e3o \u00e9 o guitarrista Jesse Tobias, que tamb\u00e9m tocou na banda de Alanis) e se surpreendeu com a dedica\u00e7\u00e3o do cantor: \u201cEu n\u00e3o tinha ideia de que ele se envolveria tanto no processo\u201d, contou o produtor <a href=\"http:\/\/radio.com\/2014\/07\/15\/morrissey-interview-world-peace-is-none-of-your-business-producer-joe-chiccarelli\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nesta entrevista<\/a>. \u201cQuero dizer em todos os aspectos&#8230; at\u00e9 na mixagem. Mesmo quando n\u00e3o estava no est\u00fadio, ele me enviava uma mensagem tipo, &#8216;Em dois minutos e 32 segundos desta can\u00e7\u00e3o, por favor, traga o viol\u00e3o para a direita\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As 18 can\u00e7\u00f5es de &#8220;World Peace Is None of Your Business&#8221; mostram um Morrissey mais verborr\u00e1gico do que o habitual (talvez no momento mais denso de sua carreira). Chega a ser um crime da gravadora n\u00e3o incluir as letras na vers\u00e3o simples do disco, e o fato do cantor declama-las em v\u00eddeos oficiais (sob o olhar e aten\u00e7\u00e3o de mulheres como Nancy Sinatra e Pamela Anderson) torna ainda mais \u00f3bvio (como se precisasse) o valor da palavra escrita para este homem, um dos poucos na m\u00fasica pop atual cujas letras merecem alguma reflex\u00e3o (concordando ou n\u00e3o com sua opini\u00e3o). Ame ou odeie, Morrissey est\u00e1 mais vivo do que nunca e lan\u00e7ou um dos \u00e1lbuns mais intensos de sua carreira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Morrissey - Istanbul (Spoken Word Video Version)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5JokvILYzwI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: todos os discos de Morrissey (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Morrissey ao vivo no Benic\u00e0ssim, 2008: &#8220;Tudo \u00e9 poss\u00edvel&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/21\/fib-2008-domingo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Morrissey ao vivo em Buenos Aires, 2004: &#8220;Eu sou Jean Cocteau&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/personaltim.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Morrissey ao vivo em Buenos Aires e Ros\u00e1rio, 2012: &#8220;Estranhamente depressivo&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/06\/morrissey-e-a-selecao-brasileira-de-1982\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; As duas cerejas do bolo \u201cGreatest Hits\u201d, de Morrissey (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/02\/18\/disco-da-semana-greatest-hits-de-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cRingleader Of The Tormentors\u201d: um Deus da m\u00fasica pop adulta (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/morrissey_tormentors.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cYou Are The Quarry &#8211; Special Edition\u201d: mais nove faixas in\u00e9ditas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/morrisseyquarry.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cMozipedia\u201d: uma enciclop\u00e9dia sobre Morrissey e os Smiths (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/12\/11\/livros-mozipedia-de-simon-goddard\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dos melhores \u00e1lbuns da carreira de um dos poucos artistas da m\u00fasica pop atual cujas letras merecem alguma reflex\u00e3o\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/24\/morrissey-a-morte-e-a-paz-mundial\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":94698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[313],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26032"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26032"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94699,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26032\/revisions\/94699"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94698"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}