{"id":258,"date":"2007-01-04T15:42:07","date_gmt":"2007-01-04T17:42:07","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2007\/01\/04\/os-treze-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/"},"modified":"2014-01-05T14:33:57","modified_gmt":"2014-01-05T17:33:57","slug":"os-treze-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/01\/04\/os-treze-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/","title":{"rendered":"Os treze (!) discos mais influentes de todos os tempos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22770\" title=\"led1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/led1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/led1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/led1-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coluna da semana passada, sobre os dez discos mais influentes da hist\u00f3ria na \u00f3tica deste colunista (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/12\/28\/os-dez-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/\" target=\"_blank\">leia aqui<\/a>), rendeu um recorde de coment\u00e1rios. Muitos leitores concordaram com a grande maioria dos discos citados na lista, mas mesmo assim houve muita cobran\u00e7a. Algo importante, e que precisa ser dito novamente, \u00e9 que esta lista n\u00e3o pretende reunir &#8220;os melhores discos de todos os tempos&#8221;, e sim aqueles que mais influenciaram outros artistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo deste pressuposto, acho realmente complicado fazer uma lista dessas deixando de fora o Kraftwerk e o Led Zeppelin. O primeiro \u00e9 pai da chamada m\u00fasica eletr\u00f4nica e \u00e9 imposs\u00edvel imaginar o mundo hoje em dia se n\u00e3o fossem esses caras fazerem programa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas nos anos 70. J\u00e1 o Led, uma das bandas mais cobradas pelos leitores, \u00e9 uma das bandas que mais vendeu discos em todos os tempos. Eles institu\u00edram um padr\u00e3o de rock barulhento que foi copiado atrav\u00e9s das d\u00e9cadas (Bon Jovi e Guns n\u00e3o nos deixam mentir).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro nome que aparece nesta quase coluna de retorno de ano novo s\u00e3o os Stones. Sinceramente, um sentimento de confus\u00e3o paira sobre minha decis\u00e3o de incluir um \u00e1lbum deles na lista. N\u00e3o vejo um disco deles que tenha batido violentamente em outras bandas, mas j\u00e1 escrevi, sobre o excelente &#8220;A Bigger Bang&#8221; certa vez:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9 dif\u00edcil pra caralho levar os Stones \u00e0 s\u00e9rio nos dias de hoje. Sempre que penso neles, lembro de Mick Jagger fazendo biquinho e rebolando, as c\u00f3pias dos Beatles seis meses depois, o \u00e1lbum &#8220;Undercover&#8221;, a pose moribunda de Keith Richards (que j\u00e1 injetou na veia mais do que todo o novo rock), as brigas intermin\u00e1veis via imprensa mundial e Luciana Gimenez. OK, desculpa, o \u00faltimo item \u00e9 trabalho solo de Mick Jagger, mas como dissociar um Stone da banda se eles est\u00e3o ai h\u00e1 40 anos, e o rock tem 50?<\/em> <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/stones_bigger.htm\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Leia mais<\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, n\u00e3o h\u00e1 como culpar a banda por sobreviver tanto. Primeiro, porque enganar o p\u00fablico deve ser divertido. Segundo: v\u00e1 descobrir alguma coisa \u00fatil nos integrantes da banda que n\u00e3o seja tocar nos Stones. Eu duvido que Keith Richards saiba fazer outra coisa al\u00e9m de tocar. Ok, Ron Wood pinta, e \u00e9 um p\u00e9ssimo pintor, vamos combinar. E Jagger atua de vez em quando. Mas a for\u00e7a motriz dos quatro (incluindo o vov\u00f4 Charlie Watts, 64 anos nas costas) \u00e9 tocar em uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cr\u00edticos maletas sempre olham com desd\u00eam um novo disco do grupo enquanto dizem: &#8220;Quer conhecer os Stones? Ou\u00e7a Exile on Main Street.&#8221; Bobagem, bobagem, bobagem. Primeiro, porque se voc\u00ea est\u00e1 lendo isto aqui, j\u00e1 deve ter ouvido n\u00e3o s\u00f3 o &#8220;Exile&#8221;, como tamb\u00e9m, no m\u00ednimo, &#8220;Sticky Fingers&#8221;, &#8220;Let It Bleed&#8221; e &#8220;Beggar&#8217;s Banquet&#8221;. Segundo, porque a m\u00fasica pop, tal qual a conhecemos hoje em dia, foi inventada por algum man\u00e9 na d\u00e9cada de 60 e desenvolvida pelos Stones nas cinco d\u00e9cadas seguintes (tudo que as bandinhas novas vivem fazendo &#8211; de pris\u00f5es a micos at\u00e9 grandes can\u00e7\u00f5es &#8211; j\u00e1 foi feito por eles antes, e em \u00e9pocas muito mais perigosas). (&#8230;) D\u00e1 at\u00e9 para achar riffs de Keith Richards em centenas de m\u00fasicas lan\u00e7adas todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, vamos combinar o seguinte: vou colocar mais tr\u00eas discos na nossa lista Top Ten. Exato: a lista de dez discos mais influentes da hist\u00f3ria vai ter treze discos, ao inv\u00e9s de dez. Ou ent\u00e3o, cada um pega estes treze discos, e faz a sua listinha pr\u00f3pria Top Ten. Ser\u00e1 um belo exerc\u00edcio de dificuldade. Todos felizes? N\u00e3o. Ok, Stone Roses influenciou o britpop, mas existem bandas mais importantes que eles. Ponto final \ud83d\ude42<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora me diz: qual do Led?<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2007\/01\/led_zeppelin_1.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Led Zeppelin<\/strong>, Led Zeppelin (1969)<br \/>\nO primeiro disco do Led Zeppelin, de janeiro de 1969, \u00e9 o quinto \u00e1lbum mais vendido dos anos 60, com um total de vendas de 10 milh\u00f5es de c\u00f3pias. Assustado? Ent\u00e3o saiba que &#8220;Led Zeppelin 2&#8221;, lan\u00e7ado em outubro do mesmo ano, vendeu 12 milh\u00f5es de c\u00f3pias. Ou seja, em 1969, o Led Zeppelin vendeu 22 milh\u00f5es de discos. Dos cinco primeiros \u00e1lbuns mais vendidos dos anos 60, o primeiro, terceiro e quarto s\u00e3o dos Beatles, e s\u00f3 o Led revaliza em vendas com a banda de Paul e John. Isso significa muito. Ao colocar distor\u00e7\u00e3o no folk, e elevar o rock a n\u00edveis nunca antes imaginados, o Led estava criando uma linha evolutiva que encontra centenas de filhotes hoje em dia. Dos vocalistas de metal que tentam imitar o gog\u00f3 de Plant at\u00e9 os virtuoses que tentam ser Jimmy Page (sem contar a dem\u00eancia do batera John Bonham e o estilo de John Paul Jones). E tudo isso \u00e9 representado a perfei\u00e7\u00e3o logo no primeiro disco da banda, com cl\u00e1ssicos como &#8220;Good Times, Bad Times&#8221;, &#8220;Dazed and Confuzed&#8221; e &#8220;Communication Breakdown&#8221;. Voc\u00ea j\u00e1 prestou aten\u00e7\u00e3o, via fone de ouvidos, em quantas guitarras Page sobrep\u00f5e no arranjo desta \u00faltima? Ou\u00e7a&#8230; e babe.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2007\/01\/kraftwerk_autobahn.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autobahn<\/strong>, Kraftwerk (1974)<br \/>\nOs pais da m\u00fasica eletr\u00f4nica conquistaram o mundo com seu quinto disco. At\u00e9 ent\u00e3o, a banda se resumia a Florian Schneider e Ralf H\u00fctter, com colabora\u00e7\u00f5es de outros m\u00fasicos (Karl Bartos entraria na banda ap\u00f3s &#8220;Autobahn&#8221;, na turn\u00ea que se seguiu ap\u00f3s o sucesso da vers\u00e3o editada da faixa t\u00edtulo, e participou da trilogia cl\u00e1ssica que se seguiu, formada por &#8220;Radio-Activity&#8221;, &#8220;Trans-Europe Express&#8221; e &#8220;The Man Machine&#8221;). &#8220;Autobahn&#8221; foi gravado por H\u00fctter e Schneider, acompanhados do guitarrista Klaus Roeder e do percussionista Wolfgang Fl\u00fcr. A faixa t\u00edtulo, de 22 minutos, ganhou uma vers\u00e3o mais curta, de 3 minutos, e se tornou um sucesso mundial. S\u00e3o apenas cinco faixas, mas causaram tanto impacto que a m\u00fasica pop nunca mais foi a mesma. At\u00e9 Bowie foi influenciado. Imposs\u00edvel imaginar a exist\u00eancia de Chemical Brothers sem o Kraftwerk. O segundo single, &#8220;Kommenenmelodie 2&#8221;, n\u00e3o repetiu o sucesso da faixa t\u00edtulo, mas \u00e9 um mon\u00f3lito pop de causar inveja, um exemplar raro do quanto a arte pode ser vision\u00e1ria quando bem executada.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2007\/01\/stones_sticky.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sticky Fingers<\/strong>, Rolling Stones (1971)<br \/>\nJagger e Richards passaram uma d\u00e9cada inteira sob a sombra do brilho de Lennon &amp; McCartney. John comentou, certa vez, que os Stones fazia seis meses depois o que os Beatles estavam fazendo hoje. Maldade, mas n\u00e3o mentira. \u00c9 claro, os Stones eram mais crus, mais rockers, mais sujos, feios e malvados que os Beatles, s\u00f3 que isso come\u00e7ou a funcionar a favor da banda apenas a partir de &#8220;Beggars Banquet&#8221; (1968), ganhou for\u00e7a com o \u00e1lbum do ano seguinte, &#8220;Let It Bleed&#8221; (1969), e se tornou cl\u00e1ssico em &#8220;Sticky Fingers&#8221;, o primeiro dos grandes \u00e1lbuns da carreira da banda. Os Beatles j\u00e1 n\u00e3o existiam mais, e o fim da banda de Liverpool funcionou a favor dos Stones. A banda passeia \u00e0 vontade em um \u00e1lbum denso, sinistro e drogado repleto de cl\u00e1ssicos como &#8220;Brown Sugar&#8221;, &#8220;Bitch&#8221;, &#8220;Wild Horses&#8221; e &#8220;Sister Morphine&#8221;. A capa provocativa, assinada por Andy Warhol, trazia um z\u00edper (a capa foi proibida na Espanha) de um jeans, procurando mostrar onde nascia o som dos Stones. Rock em som e imagem. Jagger, Richards e Cia iriam al\u00e9m no sensacional &#8220;Exile on Main Street&#8221; (1972), mas \u00e9 em &#8220;Sticky Fingers&#8221; que o mundo se ajoelha em frente \u00e0 banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o Google trouxe voc\u00ea a este post, conhe\u00e7a os outros 10 discos mais influentes <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/12\/28\/os-dez-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p>Ainda cabe um 14\u00ba?? Diga que sim, por favor: &#8220;Kind of Blue&#8221;, do Miles Davis (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/04\/05\/a-historia-da-obra-prima-de-miles-davis\/\">leia aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa A coluna da semana passada, sobre os dez discos mais influentes da hist\u00f3ria na \u00f3tica deste colunista (leia aqui), rendeu \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/01\/04\/os-treze-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=258"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":410,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258\/revisions\/410"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}