{"id":25786,"date":"2014-07-08T10:56:54","date_gmt":"2014-07-08T13:56:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25786"},"modified":"2023-08-10T00:36:50","modified_gmt":"2023-08-10T03:36:50","slug":"discografia-comentada-sinead-oconnor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/08\/discografia-comentada-sinead-oconnor\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: Todos os discos de Sin\u00e9ad O&#8217;Connor"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sin\u00e9ad O\u2019Connor ser\u00e1 sempre lembrada por tr\u00eas raz\u00f5es: sua careca, seu sucesso arrasa-cora\u00e7\u00f5es \u201cNothing Compares 2 U\u201d e suas pol\u00eamicas (que v\u00e3o de uma foto do Papa rasgada no Saturday Night Live, em 1992, at\u00e9 uma recente troca de farpas virtual com Miley Cyrus). Por\u00e9m, a irlandesa vai muito al\u00e9m: Sin\u00e9ad tem uma carreira vers\u00e1til, colabora\u00e7\u00f5es das mais variadas e material suficiente para provar que ela pode frequentar o seleto grupo das grandes artistas pop dos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo das can\u00e7\u00f5es seu espa\u00e7o de entrega e at\u00e9 mesmo de busca de compreens\u00e3o, O\u2019Connor levou ao extremo a rela\u00e7\u00e3o entre suas can\u00e7\u00f5es e sua vida, fazendo da sua discografia uma montanha-russa cheia de curvas e novas op\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o desde um disco inteiro com salmos b\u00edblicos, outro de vers\u00f5es jazz e um disco s\u00f3 com can\u00e7\u00f5es tradicionais irlandesas. Nisso tudo, permaneceram a cabe\u00e7a raspada e sua acidez constante, pronta para questionar a fam\u00edlia, a igreja e outras institui\u00e7\u00f5es que a tentem contrariar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temas como o amor e religiosidade sempre permearam e influenciaram a obra de Sin\u00e9ad, mas nada \u00e9 t\u00e3o constante em seu trabalho quanto a sua conturbada rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e, que a abusava sexualmente na inf\u00e2ncia. Sendo assim, a maternidade permeia seus discos, seja no papel de Sin\u00e9ad-filha quanto no de Sin\u00e9ad-m\u00e3e, a partir dos anos 90. Trabalhando com artistas como Peter Gabriel, Prince, U2, Moby, Asian Dub Foudation, Massive Attack e, mais recentemente, John Grant, Sin\u00e9ad possui uma discografia ampla e cheia de trabalhos que merecem serem descobertos, provando sua versatilidade, intensidade e talento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25788\" title=\"sinead_lion\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead_lion.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead_lion.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead_lion-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lion and the Cobra (1987)<\/strong><br \/>\nA estreia de Sin\u00e9ad traz duas capas que representam muito do que ela era nessa \u00e9poca: em uma (a vers\u00e3o para o mercado norte-americano) ela aparece emotiva, com olhar cabisbaixo, uma met\u00e1fora de sua melancolia; na outra (a vers\u00e3o para o resto do mundo) ela aparece revolta, como um animal acuado em busca de defesa, pronta para o ataque; duas Sin\u00e9ads que surgem correlatas na genialidade das can\u00e7\u00f5es aqui apresentadas. O t\u00edtulo adv\u00e9m do salmo 91 da B\u00edblia, que diz: \u201cPisar\u00e1s o le\u00e3o e a cobra; calcar\u00e1s aos p\u00e9s o filho do le\u00e3o e a serpente.\u201d, versos recitados em irland\u00eas pela cantora new age Enya na m\u00fasica \u201cNever Get Old\u201d. A religiosidade se faz presente em outros versos do \u00e1lbum, envolto em misticidade, amor e num tanto de blasf\u00eamia. Sin\u00e9ad tinha apenas 20 anos na \u00e9poca e surgiu acompanhada aqui por John Reynolds (futuro marido) na bateria, Marco Pirrone (ex-Siouxse and the Banshees) na guitarra e Mike Clowes (ex-Friction Groove) no teclado. \u201cLion and the Cobra\u201d \u00e9 um \u00e1lbum de nuances r\u00edtmicas e de intensidade raras vezes vistos numa estreia, que amalgama guitarras, m\u00fasica pop e influ\u00eancias celtas com a raiva juvenil da irlandesa. Certamente, o \u00e1lbum mais intenso da carreira de Sin\u00e9ad. \u201cMandinka\u201d foi hit nos EUA e \u201cTroy\u201d ganhou um remix em 2002 tornando-se um hit dance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cMandinka\u201d, \u201cJerusalem\u201d, \u201cJust Like U Said Would B\u201d, \u201cDrink Before the War\u201d e \u201cJust Call Me Joe\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cTroy\u201d<br \/>\nNota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25791\" title=\"sinead5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I Do Not Want What I Haven\u2019t Got (1990)<\/strong><br \/>\nEis o \u00e1lbum respons\u00e1vel por apresentar Sin\u00e9ad ao mundo ancorado no sucesso estrondoso de \u201cNothing Compares 2 U\u201d, uma can\u00e7\u00e3o de Prince, que levou o disco ao primeiro lugar na Billboard. \u201cI Do Not Want What I Haven\u2019t Got\u201d segue a verve dram\u00e1tica e raivosa do primeiro disco, mas com mais influ\u00eancias de new age e da m\u00fasica tradicional irlandesa, tudo envolto num ar dramaticamente pop que arrebatou cora\u00e7\u00f5es despeda\u00e7ados. N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que este \u00e9 o disco mais importante da carreira de Sin\u00e9ad, n\u00e3o s\u00f3 pelos seus 7 milh\u00f5es de c\u00f3pias vendidos, mas por que h\u00e1 aqui uma s\u00edntese de tudo que ela \u00e9, desde os versos de cora\u00e7\u00e3o partido \u00e0 religiosidade amb\u00edgua. O clipe de Sin\u00e9ad, carequinha e chorosa, cantando a faixa escrita por Prince, foi o pico mais alto de sucesso do disco, rendendo quatro indica\u00e7\u00f5es ao Grammy Awards de 1991. Vencendo na categoria Best Alternative Music Perfomance, Sin\u00e9ad se negou a receber o pr\u00eamio em protesto a cerim\u00f4nia, que ela considerava \u201cpuro comercialismo\u201d. Sobre a grava\u00e7\u00e3o do disco, o engenheiro de som Chris Birkett, em entrevista a Rolling Stone americana, nos anos 90, disse que Sin\u00e9ad n\u00e3o gostava que modificassem o volume de sua voz na mixagem, e ainda usava uma t\u00e9cnica de microfone inversa (sempre se afastando do microfone quando cantava mais baixo e, contrariamente, aproximando-se demais dele quando elevava a voz, algo incomum). Ele, por\u00e9m, diz que as grava\u00e7\u00f5es foram tranquilas e que a de \u201cNothing Compares 2 U\u201d foi especialmente intensa, j\u00e1 que Sin\u00e9ad chegou ao est\u00fadio e de uma s\u00f3 vez gravaram a vers\u00e3o que est\u00e1 no disco (fato que o engenheiro acredita ter rela\u00e7\u00e3o com o namoro conturbado que a cantora tinha na \u00e9poca com seu empres\u00e1rio Fachtna O&#8217;Ceallaigh). \u201cI Do Not Want What I Haven\u2019t Got\u201d foi relan\u00e7ado em 2009 em edi\u00e7\u00e3o especial contando com um disco b\u00f4nus, com 10 m\u00fasicas, que incluem vers\u00f5es ao vivo e can\u00e7\u00f5es como \u201cMy Special Child\u201d e \u201cWhat Do You Want\u201d (originais de O\u2019Connor e nunca lan\u00e7adas em disco), al\u00e9m de covers de Cole Poter e John Lennon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cFeel So Different\u201d, \u201cThree Babies\u201d, \u201cThe Emperor\u2019s New Clothes\u201d e \u201cJump in the River\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cNothing Compares 2 U\u201d<br \/>\nNota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25792\" title=\"sinead6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Am I Not Your Girl? (1992)<\/strong><br \/>\nDepois do sucesso estrondoso de seu segundo disco, Sin\u00e9ad optou por um disco de covers, incluindo cl\u00e1ssicos como \u201cGloomy Sunday\u201d (a m\u00fasica dinamarquesa do suic\u00eddio) e \u201cDon\u2019t Cry For Me Argentina\u201d, al\u00e9m de \u201cHow Insensitive\u201d, a vers\u00e3o em ingl\u00eas de \u201cInsensatez\u201d, de Tom Jobim e Vin\u00edcius de Moraes. Segundo a artista, esse \u00e9 um disco que re\u00fane as can\u00e7\u00f5es que ela cresceu ouvindo e que, por conseq\u00fc\u00eancia, a fizeram tornar-se uma cantora. Um \u00e1lbum essencialmente jazz, que deixa de lado todas as guitarras do primeiro disco ou a influ\u00eancia celta do segundo \u00e1lbum, \u201cAm I Not Your Girl?\u201d \u00e9 um disco de interessante audi\u00e7\u00e3o, mas bem aqu\u00e9m da qualidade criativa de Sin\u00e9ad, j\u00e1 que essas vers\u00f5es poderiam ter sido gravadas por qualquer cantora de barzinho. \u201cAm I Not Your Girl?\u201d ainda foi sobrepujado por outros fatos, j\u00e1 que o ano de 1992 se tornou um marco de pol\u00eamicas na carreira da irlandesa, visto seus coment\u00e1rios mordazes em entrevistas e eventos, suas revela\u00e7\u00f5es sobre os abusos sexuais e emocionais que sofreu na inf\u00e2ncia e a cl\u00e1ssica apresenta\u00e7\u00e3o no SNL com a foto rasgada do Papa Jo\u00e3o Paulo II. Uma vers\u00e3o japonesa do \u00e1lbum acrescenta tr\u00eas faixas ao tracking list original:\u00a0 &#8220;My Heart Belongs to Daddy&#8221;, &#8220;Almost in Your Arms&#8221; e &#8220;Fly Me to the Moon.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cWhy don\u2019t you do right?\u201d, \u201cSecret Love\u201d e \u201cGloomy Sunday\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cHow Insensitive\u201d<br \/>\nNota: 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25793\" title=\"sinead4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead4-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Universal Mother (1994)<\/strong><br \/>\nProduzido e escrito em parceria com o seu ent\u00e3o marido, John Reynolds, seu quarto disco de est\u00fadio e terceiro de in\u00e9ditas foi recebido de forma amena por cr\u00edtica e p\u00fablico, visto que a imagem de Sin\u00e9ad j\u00e1 estava bastante nebulosa depois de tanta pol\u00eamica. Apesar disso, \u201cUniversal Mother\u201d \u00e9 um grande \u00e1lbum: inicia-se com uma vinheta na qual se ouve a voz da pol\u00eamica feminista Germaine Greer e logo adentra-se em \u201cFire on Babylon\u201d, uma das can\u00e7\u00f5es mais intensas dessa fase da cantora, que fala sobre o abuso de crian\u00e7as e antecipa a vertente reggae que se instalaria posteriormente em sua carreira. Ap\u00f3s essa pedrada surge uma Sin\u00e9ad mais contida, mais melanc\u00f3lica, em can\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de um pop mais calmo at\u00e9 flertes com a World Music que tanto se faz presente em sua obra. \u00c9 um disco de m\u00e3e apaixonada, de uma mulher que aparentemente est\u00e1 feliz em suas escolhas e que canta sussurradamente can\u00e7\u00f5es de ninar, como nos vers\u00f5es de \u201cMy Darling Child\u201d. Dentre essas pequenas can\u00e7\u00f5es apaixonadas, destaca-se a linda vers\u00e3o de \u201cAll Apologies\u201d, de Kurt Cobain (que havia suicidado-se alguns meses antes do lan\u00e7amento deste disco) e a produ\u00e7\u00e3o do irland\u00eas Phil Coulter, que tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelos pianos do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cRed Football\u201d, \u201cFamine\u201d e \u201cThank You For Hearing\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cFire on Babylon\u201d<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25794\" title=\"sinead7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Faith and Courage (2000)<\/strong><br \/>\nDepois da recep\u00e7\u00e3o morna que \u201cUniversal Mother\u201d obteve, Sin\u00e9ad s\u00f3 veio a lan\u00e7ar novo trabalho seis anos depois. O mediano \u201cFaith and Courage\u201d apresenta um misto de tentativa de reconex\u00e3o com seu p\u00fablico de m\u00fasica pop e caminhos que buscam o que ela viria encontrar posteriormente em sua carreira: o flerte com o reggae (mais forte que nunca nesse \u00e1lbum) e suas influ\u00eancias Rastafari. Destaca-se ainda vertentes de sua influ\u00eancia new age, com barulhinhos e instrumentos t\u00edpicos de um disco da Enya, e, acima de tudo, uma Sin\u00e9ad O\u2019Connor pop, num \u00e1lbum que envelheceu de forma rasa, mas que se encaixava perfeitamente naquela virada de s\u00e9culo. Pop na medida, o \u00e1lbum foi produzido por v\u00e1rias pessoas, entre elas, Wycleaf Jean, Anne Preven e Scott Cutler (estes \u00faltimos, respons\u00e1veis pelo hit \u201cTorn\u201d, cl\u00e1ssico do final dos anos 90 na voz de Natalie Imbruglia). \u00c9 o segundo \u00e1lbum de transi\u00e7\u00e3o da carreira da cantora, a ponte da Sin\u00e9ad pop para a vertente mais experimental e religiosa que afloraria nos anos 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cDaddy I\u2019m Fine\u201d, \u201cThe State I\u2019m In\u201d e \u201cThe lamb\u2019s book of life\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cNo Man\u2019s Woman\u201d<br \/>\nNota: 5,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25795\" title=\"sinead8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead8.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead8.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead8-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sean-N\u00f3s Nua (2002)<\/strong><br \/>\nEm seu sexto \u00e1lbum de est\u00fadio, Sin\u00e9ad fez um trabalho muito pessoal e regional, regravando apenas can\u00e7\u00f5es tradicionais da Irlanda, em uma roupagem cl\u00e1ssica, que nos leva a uma Irlanda medieval, daquelas dos filmes e dos cl\u00e1ssicos da literatura. Com instrumentos de corda e um ar de \u201cac\u00fastico na floresta\u201d, o \u00e1lbum traz O\u2019Connor contida, singela e buc\u00f3lica, neste primeiro \u00e1lbum que marca sua fase menos pop e mais pessoal. \u201cSean-N\u00f3s Nua\u201d \u00e9 intimista, mas n\u00e3o se fecha em si mesmo, fazendo da audi\u00e7\u00e3o uma viagem por can\u00e7\u00f5es que retratam a hist\u00f3ria e as ra\u00edzes do pa\u00eds natal da artista. Para quem estava acostumado \u00e0 raiva e a intensidade de Sin\u00e9ad pode ser uma surpresa ouvir mais de uma hora de Sin\u00e9ad no \u00e1lbum mais new age da carreira da irlandesa. Um dos grandes momentos \u00e9 o dueto ao lado do cantor folk Christy Moore (ex-Planxty), em \u201cLord Baker\u201d, uma f\u00e1bula amorosa de mais de 11 minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cLord Franklin\u201d, \u201cMolly Malone\u201d, \u201cPaddy\u2019s Lament\u201d e \u201cLord Baker\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cPeggy Gordon\u201d\u201d<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25796\" title=\"sinead9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead9.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Throw Down Your Arms (2005)<\/strong><br \/>\nO s\u00e9timo \u00e1lbum de est\u00fadio de Sin\u00e9ad \u00e9 seu \u00e1lbum reggae, gravado todo na Jamaica e formado por regrava\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos do g\u00eanero, de artistas como Burning Spear, The Abyssinians, Devon Russell, Peter Tosh e Bob Marley. Al\u00e9m do disco original, h\u00e1 um segundo disco apenas com as vers\u00f5es dub das mesmas can\u00e7\u00f5es, por\u00e9m ambos funcionam muito bem, j\u00e1 que a voz de Sin\u00e9ad surge t\u00e3o envolta nos ritmos do reggae que soa como se fosse seu ambiente natural. \u201cThrow Down Your Arms\u201d \u00e9 um \u00e1lbum de reggae fechadinho, que n\u00e3o incrementa nada ao ritmo e nem corre grandes riscos: um disco de vers\u00f5es de uma f\u00e3 do estilo. Essa subservi\u00eancia ao g\u00eanero funciona com a voz de O\u2019Connor indo da for\u00e7a de \u201cDownpressor Man\u201d at\u00e9 a malemol\u00eancia enfuma\u00e7ada de \u201cCurly Locks\u201d, passando pela intensidade sentimental de \u201cJah Nuh Dead\u201d, cantada quase a capella e em meio \u00e0 chuva num tributo a beleza do reggae e aos ensinamentos Rastafari, que tanto influenciaram a vida e a carreira de Sin\u00e9ad. Eis um \u00e1lbum cheio de bons sentimentos e de um ritmo contagiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cJah Nuh Dead\u201d, \u201cDoor Peep\u201d, \u201cDownpressor Man\u201d, \u201cUntold Stories\u201d e \u201cWar\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cCurly Locks\u201d<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25797\" title=\"sinead10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead10.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Theology (2007)<\/strong><br \/>\nEste \u00e9 um disco duplo, divido em \u201cDublin Sessions\u201d, com vers\u00f5es ac\u00fasticas, e \u201cLondon Sessions\u201d, com a banda completa. As faixas s\u00e3o praticamente as mesmas em ambos os discos, com poucas exce\u00e7\u00f5es, como a vers\u00e3o de \u201cI Don\u2019t Know How to Love Him\u201d, de Andrew Lloyd Weber e Tim Rice, entoada pela personagem de Maria no musical \u201cJesus Christ Superstar\u201d. Como o t\u00edtulo anuncia, este \u00e9 o \u00e1lbum mais religioso de O\u2019Connor, com can\u00e7\u00f5es baseadas em passagens b\u00edblicas e salmos, em sua maioria de autoria da artista ou em poucas parcerias. \u201cTheology\u201d teve uma recep\u00e7\u00e3o bastante dividida na m\u00eddia, considerado por alguns um disco forte e m\u00edstico, por outros um disco ma\u00e7ante e repetitivo, o que se deve em sua maioria a op\u00e7\u00e3o por um disco duplo com as mesmas can\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que h\u00e1 certa discrep\u00e2ncia entre a qualidade de certas vers\u00f5es. O melhor exemplo disso \u00e9 o cover de \u201cWe People Who Are Darker Than Blue\u201d, do cantor soul Curtis Mayfield, que ganha, na vers\u00e3o com banda, uma malemol\u00eancia trip-hop e honra a verve R&amp;B da original, mas torna-se uma can\u00e7\u00e3o folk fraca no ac\u00fastico mostrando que \u201cTheology\u201d funcionaria melhor em um s\u00f3 disco, mesclando ambas as vers\u00f5es, pois teria assim mais f\u00f4lego e versatilidade. Por\u00e9m, como acontece em boa parte dos discos duplos, \u201cTheology\u201d \u00e9 longo demais. As vers\u00f5es com a banda (que tem um ar meio trip-hop anos 90) s\u00e3o mais intensas e m\u00edsticas que as vers\u00f5es ac\u00fasticas, onde a voz de Sin\u00e9ad parece c\u00e1lida e excessivamente singela, carecendo de for\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: em vers\u00e3o ac\u00fastica, \u201cWatcher of Men\u201d e \u201cOut of the Depths\u201d, j\u00e1 em vers\u00e3o com banda completa, \u201cI Don\u2019t Know How to Love Him\u201d, \u201cIf You Had A Vineyard\u201d e \u201cRivers of Babylon\u201d; em ambas as vers\u00f5es \u201cWatcher of Men\u201d e \u201c33\u201d.<br \/>\nPreferida: \u201cWe People Who Are Darker Than Blue\u201d (vers\u00e3o com banda)<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25798\" title=\"sinead11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead11.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>How About I Be Me (And You Be You?) (2012)<\/strong><br \/>\nSin\u00e9ad retorna aos contornos mais pops de suas can\u00e7\u00f5es neste \u00e1lbum novamente produzido pelo ex-marido John Reynolds, com quem n\u00e3o trabalhava desde 1997. H\u00e1 reggae, refer\u00eancias irlandesas, rock e tudo mais que a caracterizam, por\u00e9m com uma roupagem que parece advinda dos anos 90 direta para 2012, e o que poderia ser negativo soa muito coerente. Bem recebido pela cr\u00edtica e com boa vendagem, \u201cHow About I Be Me (And You Be You?)\u201d \u00e9 um disco que re\u00fane, al\u00e9m de John, outros artistas que j\u00e1 haviam trabalhado com Sin\u00e9ad em seus primeiros discos, dando a esse \u00e1lbum um ar de continua\u00e7\u00e3o daquilo que ela fazia em \u201cUniversal Mother\u201d. Com can\u00e7\u00f5es ora delicadas, ora en\u00e9rgicas, \u201cHow About I Be Me (And You Be You?)\u201d n\u00e3o \u00e9 um disco de ruptura nem mesmo de inova\u00e7\u00e3o: \u00e9 um trabalho da Sin\u00e9ad tentando se reconectar ao que ela fazia anteriormente. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum entregue apresentando uma Sin\u00e9ad quase vulner\u00e1vel, de religiosidade fr\u00e1gil e pronta pra remexer feridas, seja abuso de rem\u00e9dios, problemas familiares e profissionais e os abusos sexuais que perpassam o universo da irlandesa. Curiosamente, um dos grandes momentos do disco n\u00e3o vem das composi\u00e7\u00f5es de O\u2019Connor, mas sim de uma regrava\u00e7\u00e3o de John Grant, na bel\u00edssima \u201cQueen of Denmark\u201d (artista com o qual Sin\u00e9ad fez alguns shows ao vivo e at\u00e9 mesmo os backing vocals em seu \u00faltimo \u00e1lbum, o \u00f3timo \u201cPale Green Ghosts\u201d). \u201cHow About I Be Me (And You Be You?)\u201d tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado em uma vers\u00e3o especial tripla com um segundo CD reunindo faixas de shows em Dublin, Reykjavik e Londres; e um DVD com v\u00e1rios extras (entrevistas e performances ao vivo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201c4th &amp; Vine\u201d, \u201cReason with Me\u201d, \u201cTake of your shoes\u201d e \u201cV.I.P.\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cQueen of Denmark\u201d<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25799\" title=\"sinead12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead12.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I\u2019m Not Bossy, I\u2019m The Boss (2014)<\/strong><br \/>\nO nome original deste \u00e1lbum era \u201cThe Vishnu Room\u201d, por\u00e9m em ader\u00eancia a campanha <a href=\"https:\/\/banbossy.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ban Bossy<\/a>, Sin\u00e9ad optou pelo novo t\u00edtulo. A campanha, que tem o apoio da Beyonc\u00e9, consiste no empoderamento de mulheres, na busca por um maior n\u00famero de l\u00edderes femininas, que n\u00e3o se sentiriam reprimidas pelo uso da palavra \u201cbossy\u201d (algo como \u201cmandona\u201d). Al\u00e9m dessa mudan\u00e7a, Sin\u00e9ad aparece de cabelo Chanel preto na capa do disco e de cabelos ruivos na capa do single \u201cTake Me To Church\u201d. Segundo a cantora, as fotos de divulga\u00e7\u00e3o com perucas foram apenas uma estrat\u00e9gia de marketing, pois a gravadora acreditava que, com cabelos, maquiagem e uma produ\u00e7\u00e3o sensual, Sin\u00e9ad poderia virar not\u00edcia. E virou tanta not\u00edcia, que a gravadora decidiu por colocar a imagem como foto de capa, sendo que o disco j\u00e1 estava at\u00e9 mesmo sendo impresso com outra arte. A produ\u00e7\u00e3o fica novamente nas m\u00e3os de John Reynolds, que segue o que foi proposto no disco anterior, isto \u00e9, uma Sin\u00e9ad mais pr\u00f3xima daquela vista nos anos 90, entre guitarras e o pop. A can\u00e7\u00e3o que abre este disco \u00e9 a que dava t\u00edtulo ao disco anterior, \u201cHow About I Be Me\u201d. No todo, \u201cI\u2019m Not Bossy, I\u2019m The Boss\u201d \u00e9 formado por baladas t\u00edpicas de O\u2019Connor, com seus contornos pops, mas amalgamadas em suas refer\u00eancias irlandesas e jamaicanas. Os temas aqui s\u00e3o os costumeiros da artista (amor, dores, religi\u00e3o, culpa), por\u00e9m ao inv\u00e9s da quase vulnerabilidade do disco anterior, agora Sin\u00e9ad reaparece mais consciente, um tanto feroz e com uma for\u00e7a que remete ao seu in\u00edcio de carreira. A s\u00edntese disse tudo est\u00e1 em \u201cTake Me To Church\u201d, uma can\u00e7\u00e3o que fala sobre dor e culpa, em que Sin\u00e9ad pede complacentemente: \u201cGet me to church \/ but not the ones that hurt\u201d. Vale ressaltar a participa\u00e7\u00e3o de Sean Kuti (filho de Fela), que toca saxofone na \u00f3tima \u201cJames Brown\u201d. \u201cI\u2019m Not Bossy, I\u2019m The Boss\u201d prova que Sin\u00e9ad continua interessante, m\u00faltipla e envolvente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cHow About I Be Me\u201d, \u201cDense Water Deeper Down\u201d, \u201cHarbour\u201d, \u201cJames Brown\u201d, \u201cTake Me To Church\u201d e \u201cStreecars\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cThe Voice Of My Doctor\u201d<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25800\" title=\"sinead13\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead13.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Compila\u00e7\u00f5es, EP e Box<\/strong><br \/>\n\u201cSo Far\u2026 the Best of Sin\u00e9ad O\u2019Connor\u201d, a primeira compila\u00e7\u00e3o da obra de Sin\u00e9ad, foi lan\u00e7ada em 1997 incluindo can\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas nos quatro primeiros discos da cantora mais \u201cEmpire\u201d, ao lado do ingl\u00eas Bomb The Bass, e \u201cYou Made Me The Thief Of Your Heart\u201d, composta junto com o U2 para a trilha do filme \u201cEm Nome do Pai\u201d (1993), de Jim Sheridan. Conta tamb\u00e9m com \u201cThis is a Rebel Song\u201d, lan\u00e7ada no mesmo ano no EP \u201cGospeal Oak\u201d, que traz seis m\u00fasicas in\u00e9ditas (uma delas ao vivo). Quatro can\u00e7\u00f5es que integram o EP nunca foram lan\u00e7adas em discos oficiais de Sin\u00e9ad, apenas \u201cThis is a Rebel Song\u201d e \u201cHe Moved Through The Fair\u201d foram lan\u00e7adas em colet\u00e2neas, essa \u00faltima no box \u201cThe Black Album\u201d, em 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25801\" title=\"sinead14\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead14.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"520\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead14.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead14-300x260.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThe Black Album\u201d \u00e9 um sonho de todo f\u00e3: oito discos que re\u00fanem 123 m\u00fasicas indo de parcerias e covers at\u00e9 ao vivos raros. Nesse mar de m\u00fasicas sobressaem-se as vers\u00f5es de \u201cHouse of the Rising Sun\u201d, famosa na vers\u00e3o do The Animals, e \u201cChiquitita\u201d, do ABBA al\u00e9m de um dueto com Willie Nelson em \u201cDon\u2019t Give Up\u201d, no disco 1. Uma vers\u00e3o ao vivo de \u201cMother\u201d, do Pink Floyd, ao lado de Roger Waters, e a vers\u00e3o feita ao vivo para televis\u00e3o de \u201cSweet Dreams\u201d, ao lado de Kylie Minogue e Natalie Imbruglia, chamam a aten\u00e7\u00e3o no disco 2; a faixa \u201cCome Talk To Me\u201d, ao lado de Peter Gabriel, \u00e9 o destaque do disco 3; um dueto com Dusty Springfield em \u201cWhere Is The Woman Go\u201d reluz no disco 4; um vers\u00e3o ao vivo trist\u00edssima de \u201cWar\u201d, de Bob Marley e outra de \u201cYou Make Me Feel So Free\u201d, de Van Morrison, brilham no disco 5. H\u00e1 ainda parcerias com U2, Shane MacGowan (do The Pogues), Billy Bragg, Sarah McLachlan, entre muitos ao vivos e remixes de faixas j\u00e1 conhecidas de Sin\u00e9ad.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25802\" title=\"sinead15\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead15.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead15.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/sinead15-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2003, Sin\u00e9ad lan\u00e7a a colet\u00e2nea \u201cShe Who Dwells in the Secret Place of the Most High Shall Abide Under the Shadow of the Almight\u201d, um disco duplo, contendo no primeiro faixas raras, covers e vers\u00f5es de m\u00fasicas j\u00e1 lan\u00e7adas pela cantora, no segundo apenas vers\u00f5es ao vivo. Dessa compila\u00e7\u00e3o, destacam-se a vers\u00e3o de \u201cLove Hurts\u201d, do Nazareth; a parceria com o Asian Dub Foundation na poderosa \u201c1000 Mirrors\u201d e a \u00f3tima \u201cBig Bunch of Junkie Lies\u201d, lan\u00e7ada apenas nesse disco. Em 2005 sai \u201cCollaborations\u201d reunindo suas parcerias com Massive Attack (a cantora emprestou a voz para algumas das mais belas can\u00e7\u00f5es de \u201c100th Window\u201d, de 2003), U2, Moby, Asian Dub Foundation, The The, Bomb The Bass, Peter Gabriel, Terry Hall e outros. No mesmo ano \u00e9 lan\u00e7ado a colet\u00e2nea \u201cEssential\u201d, que re\u00fane apenas can\u00e7\u00f5es dos quatro primeiros discos de Sin\u00e9ad, ignorando o \u201cFaith and Courage\u201d e \u201cSean-N\u00f3s Nua\u201d. Em 2011, Sin\u00e9ad participou da trilha sonora do longa \u201cAlbert Noobs\u201d, cantando a m\u00fasica \u201cLay Your Head Down\u201d, ao lado de Brian Byrne, que at\u00e9 o momento, foi lan\u00e7ada apenas na trilha oficial do filme, toda assinada por Brian.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sin\u00e9ad O&#039;Connor - Nothing Compares 2 U (Official Music Video) [HD]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0-EF60neguk?list=PL0VsusdxIjmGAMDitEKNwA7XmzftE_6Wm\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sin\u00e9ad O&#039;Connor - Nothing Compares 2 U (Live in Europe 1990)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G4yRUO5IR8o?list=PLC7D96EA8EE8657E5\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sinead O&#039;Connor Live at AB - Ancienne Belgique\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hJrX-ZcsbEo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sinead O&#039;Connor on MTV Most Wanted 1995\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UoYChLco4RM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SINEAD O&#039;CONNOR * 1990 * YEAR OF THE HORSE\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_iTviZRVKxA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sinead O&#039;Connor -  Dublin 2002\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j7depZr41Ts?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista na Revista <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaTudoeEtc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tudo &amp; Etc<\/a> e colabora na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/YouMeDancin\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">You! Me! Dancing!<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cTheology\u201d, Sin\u00e9ad O\u2019Connor (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/08\/sinead-oconnor-tori-amos-e-pj-harvey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cI Do Not Want What I Haven\u2019t Got \u2013 Limited Edition\u201d, Sin\u00e9ad O\u2019Connor (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/08\/31\/flaming-lips-sinead-o%E2%80%99connor-e-rem\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Babasonicos, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/13\/discografia-comentada-babasonicos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma carreira vers\u00e1til com material suficiente para provar que Sin\u00e9ad pode frequentar o seleto grupo das grandes artistas pop\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/08\/discografia-comentada-sinead-oconnor\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":75741,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[35,96,4917],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25786"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25786"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76106,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25786\/revisions\/76106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}