{"id":25686,"date":"2014-06-26T19:37:30","date_gmt":"2014-06-26T22:37:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25686"},"modified":"2023-03-29T02:00:35","modified_gmt":"2023-03-29T05:00:35","slug":"estreia-de-ian-ramil-surpreende","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/26\/estreia-de-ian-ramil-surpreende\/","title":{"rendered":"Estreia de Ian Ramil surpreende"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25687\" title=\"ian1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ian1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ian1.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ian1-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"mailto:alexdecassio@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alex de Cassio<\/a><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 pelo final dos anos oitenta, entre est\u00fadios fuleiros e pequenos clubes de Los Angeles, vagava uma banda iniciante influenciada por The Clash e Elvis Costello que, como centenas de outras, buscava um cantinho solar. O cantor e principal compositor desta se fazia conhecer apenas por Jake. Corridos mais ou menos uns sete anos, esta mesma banda lan\u00e7aria um \u00e1lbum de muito sucesso, com vendagens em torno de seis milh\u00f5es de c\u00f3pias, que a al\u00e7aria, por um curto espa\u00e7o de tempo, ao primeiro escal\u00e3o do mundo pop. A essa altura do campeonato, como assunto secund\u00e1rio, j\u00e1 se sabia o verdadeiro nome do tal Jake. Esta historieta sujeita a pequenas imprecis\u00f5es e fantasias, pertence a Jakob Dylan e os Wallflowers. Ela parece um ponto de partida razo\u00e1vel para pensar a estreia fonogr\u00e1fica de Ian Ramil, visto que h\u00e1 algum paralelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ian \u00e9 Ramil desde cedo, nas filipetas de pe\u00e7as de teatro no circuito das artes c\u00eanicas em Porto Alegre (onde n\u00e3o obteve \u00eaxito expressivo, embora tenha depois estrelado uma s\u00e9rie da MTV chamada \u201cT\u00f4 Frito\u201d) e tamb\u00e9m no interessante coletivo \u201cEscuta &#8211; O Som do Compositor\u201d, que promovia shows de novos artistas da cidade na Casa de Teatro. Carregar um nome que sozinho remete a um universo de s\u00edmbolos \u00e9 tarefa dura, um baita peso no lombo que implica em pr\u00f3s e contras. Entre as facilidades est\u00e1 o carinho e respeito imensur\u00e1veis que o pai (Vitor Ramil) conquistou para si \u2013 tanto do p\u00fablico, como da imprensa \u2013 e que se transfere em parte para o filho, mesmo que em forma de curiosidade ou boa vontade; no extremo oposto fica a desconfian\u00e7a que esse carinho e respeito transferidos podem causar em muitos. A favor ainda, a bonita m\u00edstica da fam\u00edlia aberta a escolha pelas artes, que aparece clara no incentivo p\u00fablico quando pai e filho se encontram no palco (ocasi\u00f5es sempre coloridas de orgulho paterno e chistes intimistas); contra, o quanto isso pode alimentar a tenta\u00e7\u00e3o maldosa de comparar diretamente as obras do Ramil maduro e do jovem (os tios Kleiton &amp; Kledir ficam fora dessa conta opressora; o segundo inclusive participa sem alarde em duas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora tente imaginar se, por ventura, a filia\u00e7\u00e3o de Jakob Dylan ganhasse peso nos meios de comunica\u00e7\u00e3o antes da chegada \u00e0 fama, ser\u00e1 que ele resistiria ao peso das especula\u00e7\u00f5es? Sabe-se l\u00e1. Era um outro tempo. A propor\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 outra, claro. Mas a conversa\u00e7\u00e3o entre os pr\u00f3s e contras apontados acima \u00e9 inevit\u00e1vel na hora de ouvir, absorver e comentar um \u00e1lbum como \u201cIan\u201d (2014), liberado para download gratuito no site oficial do compositor (<a href=\"http:\/\/www.ianramil.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ianramil.com\/<\/a>). E al\u00e9m da quest\u00e3o de parentesco, um observador mais atento vai lembrar tamb\u00e9m que Ian Ramil divide cr\u00e9ditos em can\u00e7\u00f5es do Apanhador S\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/j1IYbvOfghA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/j1IYbvOfghA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na audi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum se nota desde a abertura, com \u201cSegue o Bloco\u201d, um dos trunfos do jovem pelotense: a versatilidade da voz e seu timbre exc\u00eantrico. Ficando longe da escola Marcelo Camelo de interpreta\u00e7\u00e3o, a influ\u00eancia do Los Hermanos (para a qual, aparentemente, inexiste imunidade nesses dias) acaba atenuada e dilu\u00edda. E tamb\u00e9m nessa primeira faixa aparece, com direito a um solo de trompete mezzo jazz\u00edstico bem elegante, os bons trabalhos de metais que se espalham pelo \u00e1lbum e ancoram v\u00e1rios dos arranjos. Os pilotos s\u00e3o os rodados m\u00fasicos argentinos Christian Ter\u00e1n (sax bar\u00edtono, trompete e clarinete) e Santiago Castellani (trombone e tuba). O segundo emprestou a mesma tuba para a releitura de \u201cSapatos em Copacabana\u201d, de Vitor Ramil, presente no \u00e1lbum \u201cFoi no M\u00eas Que Vem\u201d (2013), e colaborou com Julietta Venegas no disco \u201cOtra Cosa\u201d (2010). Ambos t\u00eam cr\u00e9ditos no \u00faltimo esfor\u00e7o do Bajofondo. Suas participa\u00e7\u00f5es aqui s\u00e3o dign\u00edssimas, um grande acerto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo depois v\u00eam \u201cSeis Patinhos\u201d, que em um mundo ideal seria um sucesso comercial imenso, tocaria nas r\u00e1dios, coisa e tal. Ela come\u00e7a emulando \u201cStrawberry Fields Forever\u201d no sintetizador, traz uma melodia infantil que fica na cabe\u00e7a sem chatear, bem preenchida com versos sobre amor e possess\u00e3o ao mesmo tempo truncados e simples. Algumas das faixas que aparecem aqui ganharam o mundo previamente no ano passado em formato de single digital. A primeira delas, \u201cZero e Um\u201d, evolui de uma ambienta\u00e7\u00e3o ligeiramente opaca, nominando duas personagens que n\u00e3o se desenvolvem ou convencem (Lisa e Caio), mas logo evolui e ganha o jogo em definitivo com a entrada do coro. E tem algo na entona\u00e7\u00e3o desse refr\u00e3o (n\u00e3o importa) que lembra positivamente a safra recente do Humberto Gessinger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a pegada country de \u201cPelicano\u201d vale reparar melhor na produ\u00e7\u00e3o. Nota-se que \u00e9 um trabalho minucioso, feito com paci\u00eancia. Tudo t\u00e3o n\u00edtido e alto que vem aquela vontade bundona de dizer que nem parece que foi feito no Brasil. E o pior \u00e9 que n\u00e3o foi mesmo. As grava\u00e7\u00f5es aconteceram em Buenos Aires sob comando de Matias Cella (outro que trabalhou com Vitor e tamb\u00e9m com Jorge Drexler). J\u00e1 a masteriza\u00e7\u00e3o foi passada para Tom Baker, sujeito que traz na pesada bagagem servi\u00e7os prestados a tipos variados, de Trent Reznor \u00e0 Man\u00e1, passando por Alice Cooper, Caf\u00e9 Tacuba e Judas Priest (!). \u201cSuvenir\u201d, a pr\u00f3xima, passa em branco nas primeiras audi\u00e7\u00f5es. S\u00f3 mais tarde se corre o risco de pegar a disco para procurar por ela. Dando-nos mais ind\u00edcios sobre as inten\u00e7\u00f5es do autor, ela foi escolhida para ser o primeiro v\u00eddeo clipe (as bonitas imagens completam seu clima mon\u00f3tono e evocativo).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/oSsf1pkzgJE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/oSsf1pkzgJE\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 \u201cNescaf\u00e9\u201d est\u00e1 no centro do trabalho e presente no repert\u00f3rio h\u00e1 tempos. Em termos de arranjo, esta vers\u00e3o soa menos histri\u00f4nica e juvenil que o primeiro registro do Apanhador S\u00f3 (na estr\u00e9ia da banda em 2010) e mais atenta ao essencial se comparada aos invencionismos de \u201cAc\u00fastico Sucateiro\u201d (K7\/projeto do ano seguinte). O efeito dessa simplicidade \u00e9 fazer saltar aos ouvidos algo que estava parcialmente negligenciado: a for\u00e7a de sua poesia. J\u00e1 que o Apanhador S\u00f3 foi citado, \u201cAntes Que Tu Conte Outra\u201d (2013), um dos mais not\u00e1veis trabalhos dos \u00faltimos anos na m\u00fasica brasileira, tem esse verso: \u201cIan, t\u00f4 junto nessa de querer cantar \/ um verso com coragem, que sirva de bandagem pro que se quer curar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Versos corajosos n\u00e3o faltam aqui, nem sempre preocupados com linearidade e sentido, povoados com elementos de inf\u00e2ncia (diminutivos, animais do bem), idealiza\u00e7\u00f5es, personagens desajustados, versos em ingl\u00eas (n\u00e3o em espanhol, que seria a escolha mais \u00f3bvia) num resultado que exibe muito mais acertos do que erros. Mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a not\u00e1vel entre a l\u00edrica dos amigos: distante do esp\u00edrito greg\u00e1rio que o Apanhador S\u00f3 alimenta nos shows, com postura politizada e ativa, o jovem Ramil parece mais interessado em solitude e melancolia. Assim est\u00e1 posto em \u201cEntre o Cume e o P\u00e9\u201d: \u201cN\u00e3o preciso de voc\u00ea, tenho os meus amigos \/ ali\u00e1s, eu n\u00e3o preciso de nada, s\u00f3 do meu umbigo\u201d. Ou ainda nesse trecho de \u201cCabe\u00e7a de Painel\u201d: \u201cDe tudo que eles dizem, pouco eu posso ouvir\/ direto aqui do meu por\u00e3o, que \u00e9 o lugar onde eu falo um monte\u201d. Nessa faixa, Ian se aproxima do que poderia se chamar \u201cnova milonga\u201d, mas a can\u00e7\u00e3o cansa pela repeti\u00e7\u00e3o do refr\u00e3o, cuja reuni\u00e3o de palavras soa desconjuntada e desarmoniosa (\u201ceu queria poder sempre ter a cabe\u00e7a de um cachorro de painel de carro\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 no final do disco irrompe outro fruto da associa\u00e7\u00e3o com o Apanhador S\u00f3, \u201cRota\u201d, que parece mais em casa no repert\u00f3rio de Ian, embora as leituras sejam equivalentes. Antes dela ainda, duas performances vocais interessantes, uma de nuances suaves em \u201cIm\u00e3 Ralo\u201d, outra de \u00edmpeto agressivo em \u201cHamburger\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25688\" title=\"ian2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ian2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da t\u00e3o falada abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00e3o a que estamos submetidos via internet, com seus canais para dar pitaco, repercutir e contra partir tudo, ainda n\u00e3o d\u00e1 para verificar efeitos claros na produ\u00e7\u00e3o cultural, e frente a ineditismos, resta especular com as pistas dadas. Observando os novos criadores na m\u00fasica popular (vale tamb\u00e9m para a literatura) \u00e9 poss\u00edvel perceber a quebra de marcas regionais fortes como um tra\u00e7o mais ou menos geral. O velho Rock Ga\u00facho, por exemplo, n\u00e3o existe mais. Ao menos n\u00e3o produz novos nomes, nem arregimenta fieis a causa como antes. O lance agora \u00e9 atirar a bola para o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista recente a um jornal de Porto Alegre, Ian Ramil definiu sua m\u00fasica como livre. N\u00e3o chega a tanto, mas ela abrange, dentro do formato can\u00f4nico da can\u00e7\u00e3o popular, uma infinidade de elementos e solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 testados sem nunca deixar parecendo o samba do crioulo doido. Nesse ponto Ian vence: \u00e9 nessa capacidade de harmonizar o abuso de signos, personalizando os elementos com as ferramentas certas, que est\u00e1 sua for\u00e7a e sinal de distin\u00e7\u00e3o entre tantas vozes e inten\u00e7\u00f5es; onde tudo \u00e9 ao mesmo tempo, onde tudo \u00e9 de gra\u00e7a. \u201cIan Ramil\u201d, o \u00e1lbum, tem consist\u00eancia e surpreende. De quebra realiza um amplo movimento ao criar uma marca que se diferencia claramente da do pai. Resta agora a curiosidade de saber como transportar \/ adaptar isso tudo para o palco e cair na estrada. \u00c9 bom acompanha-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wqxbkPirGVQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wqxbkPirGVQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pplwc3cgpaQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pplwc3cgpaQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Alex de Cassio (alexdecassio@gmail.com) estuda Letras em Porto Alegre e \u00e9 livreiro<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Humberto Gessinger: Tu n\u00e3o pode mais ser ouvinte passivo, tem que buscar coisas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/13\/entrevista-humberto-gessinger\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Apanhador S\u00f3: &#8220;A grande m\u00eddia domina a cultura nacional&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/01\/entrevista-a-nova-fase-do-apanhador-so\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Cinco v\u00eddeos: Apanhador S\u00f3 ao vivo no Audit\u00f3rio Ibirapuera (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/12\/apanhador-so-no-auditorio-ibirapuera\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Foi No M\u00eas Que Vem&#8221;, de Vitor Ramil, \u00e9 um trabalho de suspens\u00e3o temporal (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/29\/disco-do-ano-thiago-pereira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Otra Cosa&#8221;, de Julieta Venegas, mostra que p pop pode ser encantador e inteligente (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/19\/erika-martins-andreia-dias-e-julieta-venegas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cWomen And Country\u201d, de Jakob Dylan, retrata a desesperan\u00e7a norte-americana (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/14\/musica-women-country-jakob-dylan\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Alex de Cassio\n Ian vence pela capacidade de harmonizar o abuso de signos, personalizando os elementos com as ferramentas certas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/26\/estreia-de-ian-ramil-surpreende\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25686"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25686"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73713,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25686\/revisions\/73713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}