{"id":25594,"date":"2014-06-19T10:34:19","date_gmt":"2014-06-19T13:34:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25594"},"modified":"2016-09-09T17:58:24","modified_gmt":"2016-09-09T20:58:24","slug":"a-historia-de-syd-barret","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/19\/a-historia-de-syd-barret\/","title":{"rendered":"Crazy Diamond, a hist\u00f3ria de Syd Barrett"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25596\" title=\"syd\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/syd.jpg\" alt=\"\" width=\"312\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/syd.jpg 312w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/syd-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">Adriano Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como afirmar se uma vida realmente valeu a pena? S\u00e3o tantos pesos, medidas e considera\u00e7\u00f5es que podem fazer parte desse questionamento inicialmente simples que, no fim, nenhuma resposta parece ser correta (e completa). Ter uma vida pacata sendo um bom cidad\u00e3o, feliz em sua tranquilidade, valida uma vida? Ou \u00e9 necess\u00e1rio criar grandes obras, ser reconhecido no seu c\u00edrculo e esbanjar criatividade mesmo que em poucos anos de brilho? \u00c9 bem dif\u00edcil afirmar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ingl\u00eas Roger Keith Barrett transitou por estes dois extremos, e sua trajet\u00f3ria \u00e9 contada no livro \u201cCrazy Diamond \u2013 Syd Barrett e o Surgimento do Pink Floyd\u201d, que a Sonora Editora lan\u00e7ou aqui em 2013, com 224 p\u00e1ginas e tradu\u00e7\u00e3o de Ma\u00edra Contrucci Jamel. Escrito a quatro m\u00e3os por Mike Watkinson e Pete Anderson, o livro teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada l\u00e1 fora em 1991, ganhando novos adornos ap\u00f3s o falecimento do biografado em 2006, na sua acolhedora e querida Cambridge, que ele utilizou como ex\u00edlio volunt\u00e1rio na maior parte da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCrazy Diamond\u201d \u00e9 um trabalho valoroso para f\u00e3s do Pink Floyd e interessante para amantes da arte pop em geral. Trata da forma\u00e7\u00e3o da banda, quando Syd Barrett conhece Nick Mason, Roger Waters, Richard Wright e David Gilmour, que posteriormente lhe substituiria no grupo. Do estouro local quando os primeiros singles \u201cArnold Layne\u201d e \u201cSee Emily Play\u201d os levaram a programas como o Top Of The Pops at\u00e9 a derrocada e a sa\u00edda da banda em 1968, encontramos um personagem repleto de singularidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Syd Barrett era o \u201cdono\u201d da banda nesse in\u00edcio. Compunha, cantava e tocava guitarra. Esse reflexo din\u00e2mico pode ser visto no \u00e1lbum de estreia do Pink Floyd, o cl\u00e1ssico \u201cThe Piper At The Gates Of Dawn\u201d, lan\u00e7ado em agosto de 1967. Ele deixou o grupo em abril de 1968, e, por isso, pouco participa de segundo disco, \u201cA Saucerful Of Secrets\u201d, lan\u00e7ado em junho daquele ano (uma boa exce\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cJugband Blues\u201d, que fecha o trabalho). Sua criatividade musical, no entanto, continuou ativa (mesmo que de modo camuflado e confuso) nos discos solo \u201cThe Madcap Laughs\u201d e \u201cBarrett\u201d, ambos de 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25597\" title=\"syd2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/syd2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/syd2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/syd2-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caracter\u00edsticas da personalidade do artista, como inova\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de tonalidades pouco comuns para a \u00e9poca (em parte derivadas do uso de \u00e1cido), se por si s\u00f3 n\u00e3o criaram a psicodelia, foram fundamentais para que esta acontecesse e se expandisse. No entanto, Syd Barrett pagou um pre\u00e7o pelo uso excessivo da droga, que foi respons\u00e1vel por constantes altera\u00e7\u00f5es de humor e o esgotamento de sua genialidade aflorando o sentimento de inquietude que sempre lhe acompanhara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos pontos interessantes do livro \u00e9 apontar que, sem a sa\u00edda de Syd Barrett, o Pink Floyd nunca teria acontecido da maneira que aconteceu. Mike Watkinson e Pete Anderson tamb\u00e9m elucidam a sa\u00edda de Barrett da banda dizendo que a ideia comumente vendida de que ele fora escorra\u00e7ado do grupo e rejeitado pelos integrantes posteriormente \u00e9 mera bobagem. Segundo os bi\u00f3grafos, Syd simplesmente n\u00e3o tinha como continuar, ali\u00e1s, n\u00e3o queria continuar. O Pink Floyd, por sua vez, foi obrigado a conviver com sua sombra pairando em entrevistas, artigos e mat\u00e9rias de TV enquanto Barrett escolheu a paz da cidade natal para se recuperar e viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho vivaz que alcan\u00e7a um \u00e1pice magn\u00edfico e a posterior queda encontra paralelo na hist\u00f3ria de outros artistas, como Brian Wilson (Beach Boys), Peter Green (Fletwood Mac), Arnaldo Baptista (Os Mutantes): o pre\u00e7o de viver loucamente a \u00e9poca cobrou seu pre\u00e7o e a volta se tornou uma dif\u00edcil miss\u00e3o. Para Syd Barrett, essa volta nunca aconteceu. Ele nunca mais gravou nada ap\u00f3s esse per\u00edodo e nem quis mais conversa, apesar de receber propostas tentadoras de gravadoras dispostas a usufruir do mito criado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro \u201cCrazy Diamond\u201d demonstra n\u00e3o somente a intensidade do artista, como tamb\u00e9m sua import\u00e2ncia, mas fica no ar a quest\u00e3o de como o rock, e por extens\u00e3o a m\u00fasica pop, cria controversas auras de magnetismo. Como pode provocar tanto fasc\u00ednio uma obra t\u00e3o pequena (em quantidade)? E fica mais fascinante ainda ser oriunda de um cara at\u00edpico onde as can\u00e7\u00f5es falam de temas n\u00e3o muito b\u00e1sicos e tem formata\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es diferentes do pop costumeiro, ainda que as melodias apontem para esse lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso, s\u00f3 a m\u00fasica pode explicar. E \u00e9 a\u00ed que reside boa parte da sua gra\u00e7a. Roger Keith Barrett lan\u00e7ou apenas dois discos, \u201cThe Madcap Laughs\u201d e \u201cBarrett\u201d, em 1970, e ambos foram relan\u00e7ados nos anos 90 com faixas b\u00f4nus. Para ne\u00f3fitos, uma colet\u00e2nea dupla chamada \u201cWouldn\u2019t You Miss Me\u201d (lan\u00e7ada em 2001) \u00e9 totalmente recomend\u00e1vel enquanto quem quiser se aprofundar no trabalho do m\u00fasico pode procurar pelo box triplo \u201cCrazy Diamond\u201d, tamb\u00e9m lan\u00e7ado em 1993 e que, al\u00e9m de \u201cThe Madcap Laughs\u201d e \u201cBarrett\u201d (e suas faixas b\u00f4nus), inclui o p\u00f3stumo \u201cOpel\u201d, lan\u00e7ado em 1988 com faixas raras do artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mtlwVYvmvEs\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mtlwVYvmvEs\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Mhwmtj7kyi4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Mhwmtj7kyi4\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/W5Ky2ZB7vWY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/W5Ky2ZB7vWY\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uFgdLJiNZkE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uFgdLJiNZkE\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;The Madcap Laughs&#8221;, o primeiro disco de Syd Barret, comentado faixa a faixa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/12\/19\/faixa-a-faixa-the-madcap-laughs-syd-barrett\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; EMI inglesa se debru\u00e7a sobre o cat\u00e1logo do Pink Floyd \u201cWhy Pink Floyd\u2026?\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/06\/27\/cds-discovery-pink-floyd\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Roger Waters quer te fazer chorar. Saiba como foi o show \u201cThe Wall\u201d em L.A. (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/30\/roger-waters-ao-vivo-em-los-angeles\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Crazy Diamond&#8221; \u00e9 um trabalho valoroso para f\u00e3s do Pink Floyd e interessante para amantes da arte pop em geral&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/19\/a-historia-de-syd-barret\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[1203,1204],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25594"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25594"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25594\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40183,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25594\/revisions\/40183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}