{"id":25563,"date":"2014-06-17T18:57:31","date_gmt":"2014-06-17T21:57:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25563"},"modified":"2016-09-28T19:52:17","modified_gmt":"2016-09-28T22:52:17","slug":"entrevista-lestics-e-o-sexto-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/17\/entrevista-lestics-e-o-sexto-disco\/","title":{"rendered":"Entrevista: Lestics e o sexto disco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25564\" title=\"lestics-1-foto-de-gabriele-diola\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/lestics-1-foto-de-gabriele-diola.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/lestics-1-foto-de-gabriele-diola.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/lestics-1-foto-de-gabriele-diola-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que uma banda deve fazer quando um de seus principais integrantes tem de deixar o barco? No caso dos paulistanos dos Lestics, a melhor op\u00e7\u00e3o parece simplesmente ter seguido em frente. Depois de ver Umberto Serpieri, tecladista e membro fundador do grupo, deixar a cidade de S\u00e3o Paulo, o agora trio Lestics (Olavo Rocha, letras e voz; Marcelo Patu, baixo e viol\u00f5es; Marcos Xuxa, bateria) volta \u00e0 tona com um de seus melhores trabalhos, o tem\u00e1tico \u201cSeis\u201d (<a href=\"http:\/\/www.lestics.com.br\/\" target=\"_blank\">download gratuito no site oficial<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em maio, \u201cSeis\u201d (o sexto trabalho do grupo, na ativa desde 2007, traz apenas seis can\u00e7\u00f5es) mostra uma expans\u00e3o na sonoridade da banda: dos flertes ac\u00fasticos com o folk, o Lestics agora se imp\u00f5e com arranjos elaborados, com a presen\u00e7a de cordas, sanfonas e metais (vale prestar aten\u00e7\u00e3o no marcante trombone de Bocato em \u201cEntre Caracas e Paramaribo\u201d, que abre o disco). Apesar de ter poucas faixas, o grupo n\u00e3o encara \u201cSeis\u201d como um \u00e1lbum. \u201c\u00c9 um disco fechado, com come\u00e7o, meio e fim. Hoje em dia, as pessoas tendem a ouvir s\u00f3 as primeiras faixas de um disco. Se ele for curto, cada m\u00fasica tem mais chance de receber aten\u00e7\u00e3o\u201d, diz Olavo Rocha ao Scream &amp; Yell, em entrevista por email.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Liricamente, \u201cSeis\u201d \u00e9 um disco que flerta com a ideia de ser conceitual, contando hist\u00f3rias de um casal \u00e0 beira do rompimento \u2013 um prato cheio para as letras sempre ir\u00f4nicas e conturbadas de Olavo, um dos pontos altos do grupo. \u201cQuis fazer letras menos confessionais e mais narrativas, como nas m\u00fasicas caipiras de antigamente, que gosto muito. O romantismo torto do disco acabou nascendo dessa busca por hist\u00f3rias\u201d, explica ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista a seguir, Olavo fala sobre a produ\u00e7\u00e3o e as inspira\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o de \u201cSeis\u201d, retrato tamb\u00e9m de uma banda que j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser chamada de iniciante, mas, que, como a maior parte dos bons grupos musicais do Pa\u00eds, n\u00e3o consegue se sustentar com suas can\u00e7\u00f5es, apesar de sua dedica\u00e7\u00e3o para isso. \u201cA banda n\u00e3o \u00e9 um hobby, \u00e9 um trabalho. Para ganhar dinheiro e bancar o trabalho com a m\u00fasica, tenho outro trabalho. A banda \u00e9 um trabalho com o sentido de produzir alguma coisa, uma ideia complicada de se assimilar quando se enxerga o capitalismo como uma for\u00e7a da natureza (n\u00e3o \u00e9)\u201d, comenta o vocalista. \u201cCostumo dizer que n\u00e3o vivo da m\u00fasica, mas sim para a m\u00fasica\u201d. Com a palavra, Lestics.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0rtDu_a4fUI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0rtDu_a4fUI\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00eas disseram que o &#8220;Seis&#8221; ia ser um disco quase conceitual, confesso ter ficado um pouco assustado&#8230; (risos). O que motivou a hist\u00f3ria e o conceito do disco?<\/strong><br \/>\nHahaha, eu falei \u201cquase conceitual\u201d e os caras da banda ficaram me zoando depois. Mas n\u00e3o acho a explica\u00e7\u00e3o t\u00e3o ruim assim&#8230; O \u201cSeis\u201d n\u00e3o \u00e9 como o \u201c9 sonhos\u201d (primeiro disco, de 2007), que era um \u00e1lbum conceitual, ponto. No disco novo a gente buscou um trabalho coeso, tanto tematicamente quanto na sonoridade, mas n\u00e3o existia um \u201cconceito\u201d a princ\u00edpio. No processo as m\u00fasicas foram se alinhavando, e o resultado \u00e9 que d\u00e1 pra ouvir o disco como se ele tratasse de uma \u00fanica hist\u00f3ria. O \u201cquase conceitual\u201d \u00e9 porque essa leitura \u00e9 bem aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Seis&#8221; \u00e9 um EP, um disco &#8220;long-play&#8221;, um monte de m\u00fasicas juntas&#8230; Como voc\u00eas o conceberam como &#8220;produto&#8221;? Ou, nos dias de hoje, tanto faz?<\/strong><br \/>\nA gente v\u00ea o trabalho como um \u00e1lbum regular na nossa discografia. Ele se chama \u201cSeis\u201d inclusive pra deixar isso claro: n\u00e3o \u00e9 o nosso primeiro EP, \u00e9 o nosso sexto \u00e1lbum. \u00c9 um disco fechado, com come\u00e7o, meio e fim. Dito isso, ele \u00e9 curto porque se resolve em seis faixas. E tamb\u00e9m porque a gente quer que todas essas faixas sejam ouvidas. D\u00e1 at\u00e9 pra dizer que existe a\u00ed um racioc\u00ednio \u201cmercadol\u00f3gico\u201d (pode adicionar mentalmente mais umas duzentas aspas nesse termo, porque estrat\u00e9gia de mercado n\u00e3o \u00e9 o nosso forte). Acontece que num disco de 11 ou 12 m\u00fasicas, metade vai ser pouco ouvida (isso \u00e9 um chute, mas tem por a\u00ed estat\u00edsticas a respeito). Hoje em dia as pessoas tendem a ouvir s\u00f3 as primeiras faixas de um disco. Se ele for curto, cada m\u00fasica tem mais chance de receber aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre o &#8220;Hist\u00f3ria Universal do Esquecimento&#8221; (2012) e este novo disco, o Lestics perdeu um dos integrantes fundadores, Umberto Serpieri. Por que ele saiu? E como \u00e9 ir adiante sem ele?<\/strong><br \/>\nO Umberto saiu porque se mudou de S\u00e3o Paulo&#8230; \u00c9 o que se pode chamar de \u201cmotivo de for\u00e7a maior\u201d. Pra banda foi um baque, l\u00f3gico. A gente se gosta demais e tem uma puta hist\u00f3ria juntos, de amizade, de afinidade, de m\u00fasica. Ent\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 pra dizer que foi um processo f\u00e1cil. Mas n\u00e3o passou pela nossa cabe\u00e7a (minha, do Patu, do Xuxa) acabar com o Lestics. O que rolou foi um levanta, sacode a poeira e tal. A gente entrou no est\u00fadio e come\u00e7ou a trabalhar nas m\u00fasicas novas. E o disco saiu do jeito que a gente queria, o que me deixa muito feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma coisa interessante no &#8220;Seis&#8221; \u00e9 o apuro dos arranjos, com destaque para as cordas (cheguei at\u00e9 a brincar entre amigos que &#8220;Desvario&#8221; era o Lestics sinf\u00f4nico) e o trombone do Bocato em &#8220;Entre Caracas e Paramaribo&#8221;, elementos que n\u00e3o eram expl\u00edcitos nos trabalhos anteriores do grupo. Foi ao acaso essa escolha? Que influ\u00eancias entraram no processo de imaginar a paisagem sonora do &#8220;Seis&#8221;?<\/strong><br \/>\nA gente sempre quis fazer um disco com cordas, metais, m\u00fasicos convidados e tudo mais. Isso est\u00e1 nas entrelinhas dos arranjos nos discos anteriores. Mas sempre acab\u00e1vamos fazendo o trabalho todo \u201cinternamente\u201d, at\u00e9 pelas condi\u00e7\u00f5es mais caseiras de grava\u00e7\u00e3o. No \u201cSeis\u201d rolou a oportunidade de gravar o disco inteiro no Est\u00fadio Eletrof\u00f4nico, com a produ\u00e7\u00e3o do Marcio Tucunduva. E o trabalho do Marcio foi fundamental para o disco soar como soa. Ele \u00e9 um compositor que eu admiro faz tempo, e, como produtor, \u00e9 um cara sens\u00edvel, cuidadoso. A gente misturou as nossas influ\u00eancias, fomos construindo juntos a sonoridade do disco. N\u00e3o d\u00e1 pra calcular o n\u00famero de refer\u00eancias musicais que a gente foi jogando na mesa nesse per\u00edodo. As nossas conversas sobre m\u00fasica duravam horas e horas, \u00e9 um papo que come\u00e7a e voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea o tempo passar&#8230; Ainda mais se o Bocato est\u00e1 na roda, porque as hist\u00f3rias dele s\u00e3o insuper\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As suas letras sempre soaram um bocado ir\u00f4nicas e conturbadas, mas nunca com um peso t\u00e3o rom\u00e2ntico quanto aqui. Como foi explorar esse lado exclusivamente em um trabalho?<\/strong><br \/>\nNesse disco eu tentei deliberadamente mudar a cara das minhas letras. No fim das contas elas nem mudaram tanto, mas t\u00eam uns elementos novos, umas figuras diferentes, recursos que eu n\u00e3o costumava usar. Eu quis fazer letras mais narrativas, como nas m\u00fasicas caipiras de antigamente, que gosto muito. E menos confessionais. O romantismo torto do disco (porque ele \u00e9 bem torto) acabou nascendo dessa busca por hist\u00f3rias, ou por imagens sugestivas de uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TnbTVIDObvM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TnbTVIDObvM\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 tem ideia de como v\u00e3o lidar com os arranjos do disco ao vivo? Vai dar pra brincar com tantas sonoridades diferentes ou ter\u00e1 de ser uma coisa mais enxuta?<\/strong><br \/>\nSempre que for poss\u00edvel levar a sonoridade do disco para o palco, a gente quer levar. Por exemplo: vamos fazer um show de lan\u00e7amento no Serralheria no dia 3 de julho, e vai ter cordas, metais, teclados e tal. Mas o mais usual \u00e9 fazermos shows mais enxutos, adaptando os arranjos. O que n\u00e3o \u00e9 um problema pra gente. As m\u00fasicas s\u00e3o bonitas, elas tamb\u00e9m funcionam bem com arranjos mais simples.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nas redes sociais, quando voc\u00eas divulgaram &#8220;Desvario&#8221;, teve gente que brincou que agora o Lestics poderia tocar na novela das 7. Falando dessa perspectiva, como voc\u00eas sentem a banda em termos de viabilidade comercial? Ou, de uma maneira mais direta: em termos profissionais e de popularidade, aonde voc\u00eas acreditam que o Lestics pode chegar?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o fa\u00e7o ideia. Deve ter um jeito de tocar na novela, mas eu n\u00e3o sei qual \u00e9. E n\u00e3o conhe\u00e7o algu\u00e9m que saiba. E se conhe\u00e7o, esse algu\u00e9m n\u00e3o me contou. Ou esqueci de perguntar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ok, ainda pegando carona na pergunta anterior: como foi paga a produ\u00e7\u00e3o do &#8220;Seis&#8221;? E como \u00e9 a perspectiva financeira da banda? \u00c9 um &#8220;hobby&#8221;, um &#8220;a mais&#8221; ou as contas ficam no zero a zero?<\/strong><br \/>\nA banda n\u00e3o \u00e9 um hobby, \u00e9 um trabalho. Que, no caso, n\u00e3o obedece \u00e0 l\u00f3gica \u201ctrabalho = fonte de renda\u201d. Pra ganhar dinheiro, e pra bancar o trabalho com a m\u00fasica, eu tenho outro trabalho. O trabalho da banda tem um sentido diferente, o sentido de produzir alguma coisa. Uma coisa que tem um valor independente de grana. Meio complicado assimilar essa ideia quando se enxerga o capitalismo como um fato da vida, uma for\u00e7a da natureza (n\u00e3o \u00e9; pergunte \u00e0s abelhas e aos castores). Mas \u00e9 assim que tem funcionado. Eu costumo dizer que vivo para a m\u00fasica, e n\u00e3o da m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas trabalham a divulga\u00e7\u00e3o da banda? Existe alguma estrat\u00e9gia para fazer os Lestics aparecerem no meio do &#8220;oceano de irrelev\u00e2ncia horizontal da internet&#8221; (usando aqui uma express\u00e3o do Pena Schmidt)?<\/strong><br \/>\nA gente faz o disco, disponibiliza pra download, faz o release, distribui pra imprensa por meio de uma assessoria, faz shows, faz um clipe, faz postagens no Facebook. E espera flutuar acima da irrelev\u00e2ncia horizontal da internet pela, aham, beleza da nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na \u00faltima entrevista que o Lestics deu ao S&amp;Y, em 2012, a grande pauta da vez eram discos bancados por editais e crowdfunding. Hoje, discute-se muito sobre a chegada do streaming e a monetiza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica digital. Procurei por Lestics nos principais servi\u00e7os do Pa\u00eds e n\u00e3o encontrei. Como voc\u00eas veem o streaming, tanto como artistas quanto como consumidores de m\u00fasica? Ele \u00e9 a sa\u00edda pra a crise da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica? Ou \u00e9 s\u00f3, como disse o Thom Yorke, &#8220;a flatul\u00eancia de um cad\u00e1ver&#8221;?<\/strong><br \/>\nAs nossas m\u00fasicas ainda n\u00e3o est\u00e3o nos servi\u00e7os de streaming porque, nesse esquema de \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d, de vez em quando tem umas coisas que voc\u00ea n\u00e3o faz. Isso a\u00ed a gente ainda n\u00e3o fez, mas vai fazer. Logo, prometo. Agora, se o streaming \u00e9 a sa\u00edda pra crise da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, a\u00ed eu j\u00e1 n\u00e3o sei. N\u00e3o conhe\u00e7o os n\u00fameros. Nem sei se ainda se pode falar em \u2018crise\u2019 em rela\u00e7\u00e3o aos remanescentes da velha ind\u00fastria. Outras formas de lucrar apareceram. A m\u00fasica por streaming provavelmente come\u00e7a a se somar a essas novas fontes de lucro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco acabou de sair, sim, mas depois dele, o que pode vir por a\u00ed? Lembro que, em 2012, voc\u00ea comentou sobre um disco ao vivo: ser\u00e1 que agora vai?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, o \u201cSeis\u201d acabou de sair&#8230; Agora \u00e9 hora de fazer shows, divulgar o trabalho. E depois, permanece a quest\u00e3o de 2012: d\u00e1 vontade de fazer o disco ao vivo, mas tamb\u00e9m d\u00e1 vontade de fazer m\u00fasicas novas. A gente sempre quer fazer m\u00fasicas novas, \u00e9 por isso que o Lestics j\u00e1 est\u00e1 no sexto disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ts2YKdoo9kE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ts2YKdoo9kE\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\">@noacapelas<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Pergunte ao Pop<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevista: Lestics (2012) -&gt; &#8220;O pa\u00eds precisa investir em cultura&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/12\/scream-yell-recomenda-lestics\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Quatro v\u00eddeos do Lestics ao vivo em S\u00e3o Paulo em 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/01\/19\/quatro-videos-do-lestics-ao-vivo-em-sp\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Aos Abutres\u201d, quarto disco dos Lestics, \u00e9 pop da melhor qualidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/04\/mechanics-lestics-e-cerebro-eletronico\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cEm faixas como \u2018Velho\u2019, o Lestics consegue quase tocar o c\u00e9u\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/11\/lancamento-comadre-fulozinha-e-lestics\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201c9 Sonhos\u201d e \u201cles tics\u201d, dois discos urgentes para serem baixados agora (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/23\/dois-discos-para-voce-baixar-agora\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Liricamente, \u201cSeis\u201d \u00e9 um disco que flerta com a ideia de ser conceitual, contando hist\u00f3rias de um casal \u00e0 beira do rompimento&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/17\/entrevista-lestics-e-o-sexto-disco\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[899],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25563"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25563"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25566,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25563\/revisions\/25566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}