{"id":25512,"date":"2014-06-14T16:04:32","date_gmt":"2014-06-14T19:04:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25512"},"modified":"2025-04-29T23:05:09","modified_gmt":"2025-04-30T02:05:09","slug":"radiohead-a-saga-atraves-dos-eps","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/14\/radiohead-a-saga-atraves-dos-eps\/","title":{"rendered":"Radiohead: A saga atrav\u00e9s dos EPs"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" title=\"radiohead1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com pouco mais de 25 anos de carreira e 8 discos de est\u00fadio lan\u00e7ados, o Radiohead pode se orgulhar de ter uma das discografias mais respeit\u00e1veis e impec\u00e1veis da hist\u00f3ria recente da m\u00fasica. Mesmo com o passar dos anos, o grupo continua se mantendo relevante, sempre se reinventando e buscando sonoridades novas a cada trabalho. No entanto, o que muitas vezes passa despercebido para a maioria do p\u00fablico e que, de fato, \u00e9 de total import\u00e2ncia para entender o rumo e a mudan\u00e7a de sonoridade que o grupo seguiu, s\u00e3o os peculiares compactos (ou Eps se preferir) que o quinteto lan\u00e7a paralelamente \u00e0 discografia oficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De menor dura\u00e7\u00e3o e com menor custo de produ\u00e7\u00e3o (pelo menos em teoria), os Extented Plays s\u00e3o uma boa op\u00e7\u00e3o para se testar ideias e explorar sonoridades, assim como o resultado de novos tipos de produ\u00e7\u00e3o. Devido aos riscos menores s\u00e3o uma manobra muito mais segura para uma banda testar \u201crascunhos\u201d de m\u00fasicas e ideias \u2013 assim como medir a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u2013 do que arriscar um \u00e1lbum completo, que envolveria or\u00e7amentos e processos muito mais complicados. Em se tratando de Radiohead, ent\u00e3o, isso \u00e9 crucial para entender sua trajet\u00f3ria: discos considerados inovadores como o elogiado \u201cOk Computer\u201d (1997) e o ambicioso \u201cKid A\u201d (2000) certamente teriam tido um processo muito mais tortuoso de produ\u00e7\u00e3o, ou, sequer teriam soado do jeito que soam se n\u00e3o fosse pelos compactos que os precederam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de \u00f3timas faixas perdidas, um detalhe \u00e9 not\u00e1vel na cronologia dos EPs do Radiohead: muitos deles costumam antecipar sonoridades e tem\u00e1ticas que a banda com o tempo amadurece e explora com mais profundidade nos \u00e1lbuns. Isso ocorre at\u00e9 na discografia oficial do grupo: muita gente v\u00ea \u201cPlanet Telex\u201d (do \u00e1lbum \u201cThe Bends\u201d, de 1995) como um pr\u00e9-\u201cOk Computer\u201d e \u201cAirbag\u201d (do pr\u00f3prio \u00e1lbum \u201cOk Computer\u201d) como um rascunho de futuros experimentos eletr\u00f4nicos, mas s\u00e3o nos EPs que isso parece se manifestar com mais vigor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a banda parece seguir um hiato, vale a pena relembrar fu\u00e7ar no ba\u00fa que a turma de Thom Yorke lan\u00e7ou at\u00e9 aqui. Um breve olhar sobre a cronologia dos compactos deixa a constata\u00e7\u00e3o de que o futuro do grupo provavelmente est\u00e1 em algum elemento perdido que a banda j\u00e1 mostrou ao p\u00fablico, seja em um lado-b, em uma faixa single, ou mesmo em alguma can\u00e7\u00e3o obscura que passou despercebida. Logo, n\u00e3o estranhe se no pr\u00f3ximo trabalho do quinteto, aparecer um disco inteiro baseado em alguma ideia perdida e deslocada da banda. Esse parece ser exatamente o m\u00e9todo de trabalho deles. Vamos aos EPs:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25516\" title=\"radiohead_drill1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_drill1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Drill EP (1992)<\/strong><br \/>\nPrimeiro registro de est\u00fadio da banda, lan\u00e7ado em maio de 1992 (\u201cPablo Honey\u201d, o primeiro disco, sairia apenas em fevereiro do ano seguinte), \u201cDrill\u201d explora o peso e a estrutura de tr\u00eas guitarras que a banda usaria na fase inicial de sua carreira, incluindo o \u00e1lbum de estreia. Na \u00e9poca, o Radiohead ainda sofria influ\u00eancias de v\u00e1rias escolas \u201cindie\u201d em alta na Inglaterra, com distor\u00e7\u00f5es, peso e vocais que hora parecem emular o rock de garagem do fim dos anos 80, com um leve piscar de olhos para o grunge e tamb\u00e9m para o shoegaze do come\u00e7o da d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o apenas quatro faixas de demonstra\u00e7\u00e3o (demo), mas h\u00e1 um lirismo peculiar nas composi\u00e7\u00f5es, embora seu conte\u00fado n\u00e3o seja muito diferente do que v\u00e1rias outras bandas (Ride, Slowdive, The La&#8217;s) faziam no mesmo per\u00edodo. \u201cProve Yourself\u201d, faixa que abre o EP, foi retirada de \u201cManic Hedgehog\u201d, terceira demo do grupo lan\u00e7ada em fita cassete em maio de 1991, ainda quando eles atendiam pelo nome de On a Friday. A melodia parece um rascunho de coisas que o U2 j\u00e1 havia feito e o arranjo mostra vocais ligeiramente mais destacados e emotivos, em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o que a banda regravou para \u201cPablo Honey\u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Drill EP\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mr4WTxRYcCKSeYYcvsN8HdbmwwzQWmpK0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de \u201cProve Yourself\u201d, tanto \u201cYou\u201d quanto \u201cThinking About You\u201d tamb\u00e9m seriam retrabalhadas para \u201cPablo Honey\u201d, sendo que a segunda ganharia um novo arranjo, ac\u00fastico, muit\u00edssimo superior a esta vers\u00e3o el\u00e9trica presente em \u201cDrill\u201d. O EP ainda tem \u201cStupid Car\u201d, balada que fala sobre a neura de Thom Yorke com os perigos de se estar dentro de um autom\u00f3vel. A faixa foi inspirada em um acidente que o vocalista sofreu no come\u00e7o dos anos 90 e o pavor de ve\u00edculos seria aprofundado, com mais intensidade, na faixa \u201cAirbag\u201d, lan\u00e7ada em \u201cOk Computer\u201d cinco anos mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDrill EP\u201d serviu para a banda testar rascunhos de can\u00e7\u00f5es e explorar ideias que seriam desenvolvidas depois. Todas as faixas foram registradas no Courtyard Studio com produ\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia de Chris Huddford e mixagem de Timm Baldwin. Durante a grava\u00e7\u00e3o, a banda ainda assinava como On a Friday e s\u00f3 depois que as can\u00e7\u00f5es foram finalizadas que o quinteto mudou o nome para Radiohead (inspirados numa can\u00e7\u00e3o do Talking Heads). Comercialmente teve um desempenho modesto, batendo apenas na posi\u00e7\u00e3o 101 das paradas do Reino Unido. O lan\u00e7amento original teve 3000 c\u00f3pias e \u00e9 considerado um item raro, mas as quatro faixas est\u00e3o presentes na edi\u00e7\u00e3o deluxe dupla de \u201cPablo Honey\u201d, lan\u00e7ada em 2009.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25517\" title=\"radiohead_itch\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_itch.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_itch.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_itch-300x138.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Itch (1994)<\/strong><br \/>\nRegistro lan\u00e7ado apenas no Jap\u00e3o em junho de 1994 ap\u00f3s \u201cPlabo Honey\u201d e antes de \u201cThe Bends\u201d, \u201cItch\u201d \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de lados-b e vers\u00f5es ao vivo do per\u00edodo. O disco tem s\u00f3 duas in\u00e9ditas de est\u00fadio que apareceram como lados-b dos singles \u201cAnyone Can Play guitar\u201d e \u201cPop is dead\u201d respectivamente: a boa \u201cFaithless, The Wonder Boy\u201d (bastante tocada ao vivo no per\u00edodo) e a doce \u201cBanana Co.\u201d (em vers\u00e3o ac\u00fastica registrada na r\u00e1dio Signal One \u2013 uma vers\u00e3o el\u00e9trica seria lan\u00e7ada futuramente), que de certa forma adiantavam o caminho musicalmente mais elaborado e suave que a banda adotaria nos discos a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Stop Whispering\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LKK39WBsTSo?list=PL2zgbojpD3qJ63KwU8dZaAWZPbPOBHqos\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">In\u00e9dita tamb\u00e9m \u00e9 \u201cKiller Cars\u201d, em que Thom Yorke retoma o tema de \u201cStupid Car\u201d. A vers\u00e3o ac\u00fastica presente em \u201cItch\u201d foi retirada de um show em Chicago de junho de 1993 \u2013 deste show tamb\u00e9m sa\u00edram as vers\u00f5es de \u201cVegetable\u201d e \u201cYou\u201d presentes neste EP. A faixa \u201cStop Whispering (US Version)\u201d aparece em mixagem diferente da vers\u00e3o original e \u201cThinking About You\u201d aparece na mesma vers\u00e3o el\u00e9trica do EP \u201cDrill\u201d. Fechando o disquinho, \u201cCreep\u201d em registro ac\u00fastico gravado na KROQ-FM, de Los Angeles, em julho de 1993. Quem assina a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 Sean Slade e Paul Q. Kolderie, que haviam produzido o disco de estreia do grupo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25518\" title=\"radiohead_iron\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_iron.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>My Iron Lung (1994)<\/strong><br \/>\nEnquanto Thom Yorke e seus companheiros refletiam sobre o monstro que haviam criado com o sucesso do single \u201cCreep\u201d e a recep\u00e7\u00e3o positiva de \u201cPablo Honey\u201d, o clima entre a banda se tornava tenso, especialmente devido \u00e0 responsabilidade e expectativa que os preparos de um segundo disco geraram. Um novo EP foi o melhor modo de aliviar as tens\u00f5es. Lan\u00e7ado em outubro de 1994, \u201cMy Iron Lung\u201d re\u00fane oito faixas e \u00e9 um dos melhores registros que a banda j\u00e1 mostrou ao p\u00fablico, ainda que n\u00e3o tenha l\u00e1 devido reconhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nele h\u00e1 material gravado durante as sess\u00f5es (ent\u00e3o em andamento) do disco \u201cThe Bends\u201d assim como faixas mais introspectivas e experimenta\u00e7\u00f5es sonoras com efeitos que a banda (especialmente o criativo guitarrista Johnny Greenwood) passaria a adotar nos anos seguintes. \u00c9 visto como um \u00e1lbum de transi\u00e7\u00e3o e \u00e9 aberto com a cl\u00e1ssica \u201cMy Iron Lung\u201d (que apareceria em \u201cThe Bends\u201d nesta mesma vers\u00e3o), que exibe uma letra que funciona como uma auto-reflex\u00e3o sobre o momento que a banda enfrentava, assim como a rela\u00e7\u00e3o deles para com o sucesso de \u201cCreep\u201d: &#8220;This is our new song \/ just like the last one \/ a total waste of time \/ my iron lung&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"My Iron Lung\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_m_mRJ5ivSoMhkpuT8rWaJfsnTNXgFqyfI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 a soturna \u201cThe Trickster\u201d, com bons arranjos de guitarra, o rock b\u00e1sico de \u201cLewis (Mistreated)\u201d e a excelente &#8220;Punchdrunk Lovesick Singalong&#8221;, uma faixa et\u00e9rea e clim\u00e1tica repleta de efeitos e ecos que criam uma paisagem quase espacial que mais parece um perfeito um elo entre \u201cThe Bends\u201d e \u201cOk Computer\u201d. H\u00e1 ainda a bela &#8220;Permanent Daylight&#8221;, faixa que marcou presen\u00e7a em v\u00e1rios shows da \u00e9poca e conta com arranjo dissonante (lembrando coisas que o Sonic Youth fazia na fase \u201cDaydream Nation\u201d) e um vocal estranhamente abafado. O baterista Phil Selway j\u00e1 come\u00e7ava a experimentar influ\u00eancias de jazz al\u00e9m de andamentos \u201cquebrados\u201d e incomuns de bateria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A folk &#8220;Lozenge of Love&#8221; tr\u00e1s um complexo arranjo de viol\u00f5es al\u00e9m de um compasso incomum de melodia que flerta, levemente, com a m\u00fasica indiana, e que parece remeter a can\u00e7\u00f5es mais recentes do Radiohead, como \u201cFaust Arp\u201d e \u201cLittle by Little\u201d. H\u00e1 ainda a curta (apenas 1 minuto e 42 segundos), bonita e melanc\u00f3lica \u201cYou Never Wash Up After Yourself\u201d, praticamente s\u00f3 voz e guitarra. Pra ser absolutamente perfeito s\u00f3 faltou incluir \u201cTalk Show Host\u201d, que foi entregue para a trilha sonora de \u201cRomeu e Julieta\u201d (1996), adapta\u00e7\u00e3o de Baz Luhrmann com uma Claire Danes menina apaixonada por um Leonardo DiCaprio pr\u00e9 \u201cTitanic\u201d, e se tornaria um dos lados-b mais tocados ao vivo em toda a trajet\u00f3ria da banda (apareceu at\u00e9 nos shows da banda no Brasil em 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMy Iron Lung\u201d fecha com a mesma vers\u00e3o ac\u00fastica de \u201cCreep\u201d registrada em Los Angeles e presente em \u201cItch\u201d, e \u00e9 importante na carreira da banda por aproximar o quinteto do produtor Nigel Goodrich, que acompanha como engenheiro de som a grava\u00e7\u00e3o das faixas \u201cThe Trickster\u201d e \u201cLewis (Mistreated)\u201d e assina a produ\u00e7\u00e3o de &#8220;Permanent Daylight&#8221; (al\u00e9m de \u201cTalk Show Host\u201d). \u00c9 um EP que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de encontrar, mas suas seis faixas in\u00e9ditas aparecem na edi\u00e7\u00e3o deluxe de \u201cThe Bends\u201d lan\u00e7ada em 2009.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25519\" title=\"radiohead_surprises\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_surprises.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_surprises.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_surprises-300x138.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Surprises\/Running from Demons (1997)<\/strong><br \/>\nA popularidade do Radiohead cresceu de forma assombrosa em todo o mundo em apenas tr\u00eas anos. Se em 1994 eles eram apenas um grupo inseguro em lan\u00e7ar um segundo disco, no finzinho de 1997, ap\u00f3s a boa aceita\u00e7\u00e3o de cr\u00edtica e p\u00fablico de \u201cThe Bends\u201d (1995) e a quase unanimidade de elogios que cercou a recep\u00e7\u00e3o de \u201cOk Computer\u201d, o grupo, com a moral l\u00e1 em cima, desfrutava de uma postura de conforto e comodidade para se focar no trabalho. E qual foi o resultado disso? Mais um EP, \u00e9 claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com seis faixas, \u201cNo Surprises \/ Running from Demons\u201d foi lan\u00e7ado durante o auge da turn\u00ea que fez a banda excursionar pelo mundo todo. Ancorado no quarto single retirado de \u201cOk Computer\u201d, a linda \u201cNo Surprises\u201d, o trabalho foi planejado para ser lan\u00e7ado no mercado japon\u00eas visando promover parte da excurs\u00e3o que o grupo faria por l\u00e1 em janeiro de 1998 (v\u00e1rios shows e v\u00eddeos dessa turn\u00ea podem ser vistos no filme \u201cMeeting People is Easy\u201d, lan\u00e7ado em 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00fanebre \u201cPearly\u201d aparece em vers\u00e3o remixada \u2013 a original saiu alguns meses antes como lado-b do single \u201cParanoid Android\u201d. A letra fala de envelhecimento e questiona algu\u00e9m sobre como \u201cseus dentes parecem t\u00e3o perolados\u201d (a faixa n\u00e3o \u00e9 tocada ao vivo desde 2001). A et\u00e9rea \u201cMelatonin\u201d tem um discurso parecido, baseada quase somente em teclados e com uma boa linha de percuss\u00e3o. O EP ainda tr\u00e1s a g\u00e9lida \u201cMeeting In The Aisle\u201d, um marco para a banda por ser a primeira faixa instrumental gravada por eles e ser uma das primeiras vezes em que convidados apareceram em um registro de est\u00fadio. No caso, dois integrantes do grupo de trip-hop Zero 7 usando programa\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica. A m\u00fasica nunca tinha sido tocada ao vivo at\u00e9 2012, quando apareceu na turn\u00ea de \u201cThe King of Limbs\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"No Surprises - Radiohead\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2oN8Ps909t8?list=PL6MzYxxfXsdydTBB8YuV8wk0b6dhAgRZb\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jazzy e dark \u201cBishop&#8217;s Robes\u201d fala sobre abusos supostamente sofridos pelo vocalista na \u00e9poca de col\u00e9gio e destaca um arranjo interessante de guitarra em slide, efeito raramente usado pelo Radiohead. Encerrando o EP, a bel\u00edssima e fantasmag\u00f3rica \u201cA Reminder\u201d (mais uma faixa sobre envelhecer), com levada arrastada e cheia de efeitos e ru\u00eddos. H\u00e1 at\u00e9 um sampler de uma grava\u00e7\u00e3o feita pela banda dentro de uma esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 na cidade de Praga (quase uma \u201cClimbing Up The Walls\u201d parte 2) resultando em uma \u00f3tima faixa, que a foi tocada em um show pela \u00faltima vez em 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das cinco faixas in\u00e9ditas presentes em \u201cNo Surprises \/ Running from Demons\u201d, um EP raro e dific\u00edlimo de se encontrar, quatro est\u00e3o presentes na reedi\u00e7\u00e3o deluxe de \u201cOk Computer\u201d colocada no mercado em 2009 (&#8220;Pearly&#8221;, &#8220;Melatonin&#8221;, &#8220;Meeting in the Aisle&#8221; e &#8220;A Reminder&#8221;) enquanto &#8220;Bishop&#8217;s Robes&#8221; (lado b do single &#8220;Street Spirit (Fade Out)&#8221;) foi inclusa na edi\u00e7\u00e3o deluxe de \u201cThe Bends\u201d lan\u00e7ada em 2009. \u201cNo Surprises \/ Running from Demons\u201d \u00e9 um grande EP que, musicalmente, pode ser visto como intervalo entre o som de \u201cOk Computer\u201d e o estilo mais experimental e obscuro que a banda adotaria nos discos seguintes.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25520\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"radiohead_airbag\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_airbag.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"279\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Airbag \/ How i&#8217;m Driving? (1998)<\/strong><br \/>\nQuinto EP do grupo, \u201cAirbag \/ How i&#8217;m Driving?\u201d \u00e9 praticamente um reempacotamento do EP anterior, s\u00f3 que focado para o mercado norte-americano. Inclui can\u00e7\u00f5es do \u201cOk Computer\u201d assim como lados-b lan\u00e7ados nos singles do disco. Abre com a feroz \u201cAirbag\u201d em uma mixagem um pouco diferente. A m\u00fasica, que apareceu originalmente no disco de 1997, marca a primeira vez que a banda usou programa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica em uma can\u00e7\u00e3o, no caso uma trilha de bateria processada, fortemente inspirada na m\u00fasica \u201cChangeling\u201d, do Dj Shadow, lan\u00e7ada em 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diferen\u00e7as de \u201cAirbag \/ How i&#8217;m Driving?\u201d para o EP \u201cRuinning from Demons\u201d ficam por conta das faixas extras, a suave \u201cPolyethylene\u201d (mais do mesmo, se comparado a coisas feitas anteriormente pelo grupo) e a in\u00e9dita \u201cPalo Alto\u201d, uma can\u00e7\u00e3o cheia de distor\u00e7\u00f5es e refr\u00e3o en\u00e9rgico, lembrando at\u00e9 coisas que o R.E.M. lan\u00e7ou durante a d\u00e9cada. O encarte traz o trecho de um texto do livro \u201cThe Chomsky Reader\u201d (1987), cole\u00e7\u00e3o de escritos pol\u00edticos de 1960 a 1980 do fil\u00f3sofo e ativista norte-americano Noam Chomsky.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Airbag [HQ] [FROM \u201cAIRBAG \/ HOW AM DRIVING?]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N3nbzoUNkrU?list=PL1JC0KMIkIHJpk6Qf4iDH77wWvK2yCW5L\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 ser relan\u00e7ado em 2007, \u201cAirbag \/ How i&#8217;m Driving?\u201d era um item muito cobi\u00e7ado por f\u00e3s fora dos Estados Unidos, chegando a ser vendido por pre\u00e7os altos em sites de leil\u00e3o. A capa tem algumas bizarrices, como o n\u00famero \u201c1426148550\u201d, um telefone em funcionamento no Reino Unido. F\u00e3s podiam ligar e deixar mensagens na secret\u00e1ria eletr\u00f4nica \u2013 que tinha uma mensagem gravada por Thom Yorke. As mensagens, supostamente foram sampleadas e usadas pela banda nos anos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora seu conte\u00fado seja quase o mesmo do EP anterior, o enfoque mais abrangente de divulga\u00e7\u00e3o fez com que \u201cAirbag \/ How i&#8217;m Driving?\u201d recebesse uma recep\u00e7\u00e3o bem maior de cr\u00edtica e p\u00fablico, a ponto do EP estrear na posi\u00e7\u00e3o 56 do Hot 200 da Billboard, vendendo 20 mil c\u00f3pias apenas na primeira semana! Embora tenha apenas 25 minutos de dura\u00e7\u00e3o, o disquinho conseguiu at\u00e9 receber indica\u00e7\u00e3o para o Grammy em 1999, na categoria \u201cMelhor Performance de M\u00fasica Alternativa\u201d, concorrendo com discos completos lan\u00e7ados por outros artistas (\u201cHello Nasty\u201d, dos Beastie Boys, levou a melhor na premia\u00e7\u00e3o). Todas as can\u00e7\u00f5es do EP foram relan\u00e7adas na reedi\u00e7\u00e3o deluxe do \u00e1lbum \u201cOk Computer\u201d, em 2009.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25521\" title=\"radiohead_might\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_might.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I Might Be Wrong: Live Recordings (2001)<\/strong><br \/>\nNa onda do sucesso da turn\u00ea \u201cKid A\u201d \/ \u201cAmnesiac\u201d, o grupo lan\u00e7ou \u201cI Might Be Wrong: Live Recordings\u201d, um novo EP (considerado por eles mesmos como um \u00e1lbum completo) com faixas dos dois discos em vers\u00e3o ao vivo. Se para muitos, \u201cKid A\u201d e \u201cAmnesiac\u201d injetaram DNA rob\u00f3tico e climas eletr\u00f4nicos em excesso no som da banda, este registro ao vivo, foi um jeito de humanizar o clima hostil que a sonoridade p\u00f3s \u201cKid A\u201d criou. N\u00e3o \u00e0 toa, as faixas presentes no lan\u00e7amento trazem diversas mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos \u00e1lbuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retiradas de shows em Oslo, Berlim, Oxford, Vaison la Romaine, Cleveland e Los Angeles durante a turn\u00ea de 2001, \u201cI Might Be Wrong: Live Recordings\u201d \u00e9 aberto com &#8220;The National Anthem&#8221;, e a faixa presente de \u201cKid A\u201d traz aqui um som de baixo mais destacado al\u00e9m de perder os arranjos de metais da vers\u00e3o de est\u00fadio. \u201cMorning Bell\u201d (outra de \u201cKid A\u201d) aparece em vers\u00e3o mais org\u00e2nica, sem elementos como a bateria eletr\u00f4nica, por exemplo. &#8220;Everything in Its Right Place&#8221; (que junto com \u201cIdioteque\u201d encerra as can\u00e7\u00f5es de \u201cKid A\u201d presentes no \u00e1lbum) aparece com uma sess\u00e3o de experimenta\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas no fim e tem quase tr\u00eas minutos a mais do que a vers\u00e3o de est\u00fadio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"I Might Be Wrong\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_k2OCvUOodVYbtVXa9-Avha23imQ7Ttyb0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cI Might Be Wrong: Live Recordings\u201d registra a primeira execu\u00e7\u00e3o ao vivo de &#8220;Like Spinning Plates&#8221;, em uma vers\u00e3o muito diferente da registrada no disco \u201cAmnesiac\u201d: ela perde as diversas camadas de grava\u00e7\u00f5es invertidas e efeitos, que saem de cena em prol de um arranjo de piano e cordas. O \u00e1lbum se encerra com a \u00fanica vers\u00e3o oficial dispon\u00edvel de \u201dTrue Love Waits&#8221;, nunca antes lan\u00e7ada em vers\u00e3o de est\u00fadio, aqui em registro ac\u00fastico retirado de um show em Los Angeles, em agosto de 2001. At\u00e9 hoje \u00e9 o \u00fanico disco ao vivo j\u00e1 lan\u00e7ado oficialmente pelo grupo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25522\" title=\"radiohead_comlag\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_comlag.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COM LAG (2plus2isfive) (2004)<\/strong><br \/>\nO flerte com a eletr\u00f4nica, que a banda j\u00e1 demonstrava desde os anos 90, finalmente atinge aqui o status de relacionamento s\u00e9rio. Claro, no caminho ainda tiveram \u201cKid A\u201d (2000) e \u201cAmnesiac\u201d (2001), que dividiram opini\u00f5es, e \u201cHail To The Thief\u201d (2003), trio de \u00e1lbuns respons\u00e1veis por uma verdadeira imers\u00e3o do quinteto no g\u00eanero. Eis que em 2004 a banda j\u00e1 tinha mais do que experi\u00eancia suficiente pra experimentar com o estilo e isso se reflete at\u00e9 no t\u00edtulo deste EP: lag \u00e9 um termo da inform\u00e1tica para quando um aplicativo est\u00e1 travando ou sendo executado com erros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 2004 no Jap\u00e3o e na Austr\u00e1lia para promover a tour japonesa que o grupo fez em 2004, \u201cCOM LAG (2plus2isfive)\u201d \u00e9 uma colet\u00e2nea com 10 can\u00e7\u00f5es entre lados-b, faixas ao vivo e remixes do \u00e1lbum \u201cHail To The Thief\u201d. Abre com uma poderosa vers\u00e3o ao vivo de \u201c2+2=5\u201d (gravada em um show em Londres). \u201cRemyxomatosis\u201d \u00e9 uma vers\u00e3o drone e experimental da faixa \u201cMyxamatosis\u201d, aqui assinada pelo artista Chileno Cristian Vogel. \u201cI Will (Los Angeles Version)\u201d surge tocada pela banda completa em vers\u00e3op menos arrastada e mais \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d do que a lan\u00e7ada em \u201cHail To The Thief\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e9pica \u201cPaperbag Writer\u201d tem arranjo de cordas e clima meio retr\u00f4 aliado a batidas eletr\u00f4nicas, baixo pulsante e um vocal com eco. A jun\u00e7\u00e3o de elementos chama a aten\u00e7\u00e3o e antecipa algumas pira\u00e7\u00f5es que o Radiohead faria em \u201cThe King of Limbs\u201d (2011). Uma pegada mais convencional com um certo clima western aparece em \u201cI Am A Wicked Child\u201d, m\u00fasica boa \u2013 rola at\u00e9 um som de gaita na faixa mais org\u00e2nica deste EP. Sintetizadores, batidas rob\u00f3ticas e sons pr\u00e9-gravados aparecem na faixa \u201cI Am Citizen Insane\u201d, outra boa m\u00fasica instrumental do grupo, quase prima de \u201cMeeting In The Aisle\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Com Lag: 2+2=5\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_k8dV9kM2jCLpkZu4_dg6l4cXZEr8z7rcQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSkttrbrain&#8221; \u00e9 um remix cabe\u00e7udo e estranho de \u201cScatterbrain\u201d assinado por Kieran Hebden, o Four Tet, um trabalho que estraga um das mais simples e bonitas can\u00e7\u00f5es j\u00e1 gravadas pela banda. A balada \u201cGagging Order\u201d, com belos viol\u00f5es, \u00e9 mais um respiro org\u00e2nico em meio \u00e0s experimenta\u00e7\u00f5es que comandam a colet\u00e2nea. \u201cFog\u201d \u00e9 um registro de voz e piano gravado por Thom Yorke ao vivo no programa parisiense Planet 2Nite TV Show, em agosto de 2003, uma vers\u00e3o bem diferente da (eletr\u00f4nica repleta de barulhinhos) que saiu como lado-b no single \u201cKnives Out\u201d, de 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sonoramente, \u201cCOM LAG (2plus2isfive)\u201d \u00e9 o menos coeso EP que o grupo j\u00e1 lan\u00e7ou, embora tenha \u00f3timas faixas. Al\u00e9m de m\u00fasicas que apontam em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es, sem um foco espec\u00edfico, ele pouco tem a ver com o trabalho que o grupo lan\u00e7aria em seguida, \u201cIn Rainbows\u201d (2007), o que quebra certo padr\u00e3o que a banda possu\u00eda ao testar elementos antes de \u00e1lbuns completos. Talvez tenham testado coisas que acabaram descartando, ou, ainda, talvez possam at\u00e9 explorar elementos dele, em trabalhos futuros. As 10 can\u00e7\u00f5es de \u201cCOM LAG (2plus2isfive)\u201d foram lan\u00e7adas na reedi\u00e7\u00e3o deluxe do \u00e1lbum \u201cHail To The Thief\u201d, em 2009.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25523\" title=\"radiohead_kings\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_kings.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_kings.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_kings-300x138.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TKOL RMX 1234567 (2011)<\/strong><br \/>\nO relacionamento do Radiohead com a m\u00fasica eletr\u00f4nica alcan\u00e7a seu auge neste \u201cTKOL RMX 1234567\u201d, que n\u00e3o \u00e9 um EP, mas sim uma compila\u00e7\u00e3o de 19 remixes feitos a partir de faixas de \u201cKing of Limbs\u201d. Ao todo, sete singles foram lan\u00e7ados nos meses posteriores ao lan\u00e7amento do \u00e1lbum original contendo vers\u00f5es variadas das faixas, todas compiladas neste \u00e1lbum duplo. A variedade de abordagem impressiona mesmo nas faixas que aparecem mais de uma vez, e que soam praticamente como m\u00fasicas distintas devido \u00e0 compet\u00eancia e experimenta\u00e7\u00e3o sonora dos produtores convidados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Bloom (Harmonic 313 RMX)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AQtgsU-LWmI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 pra se ter uma ideia, \u201cTKOL RMX 1234567\u201d traz cinco vers\u00f5es de \u201cBloom\u201d (remixada por Harmonic 313, Mark Pritchard, Blawan, Jamie XX e Objekt), tr\u00eas de \u201cMorning Mr Magpie\u201d (em remixes assinados por Nathan Fake, Pearson Sound Scavenger e Modeselektor) e duas de \u201cLotus Flower\u201d (com Jacques Greene e SBTRKT nos bot\u00f5es). H\u00e1 tamb\u00e9m uma faixa bem interessante: \u201cTKOL\u201d, que cont\u00e9m elementos de v\u00e1rias m\u00fasicas agrupadas em uma s\u00f3. O \u00e1lbum passeia por g\u00eaneros diversos como o Dubstep, UK Garage, House e at\u00e9 IDM.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Separator (Four Tet RMX)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fxX4i-_A-MU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O time de produtores impressiona e vai de Four Tet, Caribou e Jamie XX at\u00e9 nomes mais obscuros como Jacques Greene, Nathan Fake e os alem\u00e3es do Modeselektor. Cada um deles injeta uma sonoridade poderosa no disco e torna o conjunto bastante plural. O \u00e1lbum foi lan\u00e7ado em outubro de 2011 em formato f\u00edsico e tamb\u00e9m digitalmente pelo site da banda \u2013 seguindo o padr\u00e3o dos singles separados de remixes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Codex - Illum Sphere RMX\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1s7RvkKijr0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma entrevista na \u00e9poca do lan\u00e7amento de \u201cTKOL RMX 1234567\u201d, Thom Yorke contou sobre a fascina\u00e7\u00e3o que possu\u00eda sobre a arte de remasterizar que, segundo ele, \u00e9 interessante para observar como ideias fluem no processo e como uma can\u00e7\u00e3o pode soar bem diferente ap\u00f3s a abordagem de outra pessoa. O resultado de \u201cTKOL RMX 1234567\u201d impressiona pela qualidade da produ\u00e7\u00e3o, mas faltam momentos envolventes e emocionantes. Entre os poucos pontos altos est\u00e3o \u201cBloom\u201d (no remix de Harmonic 313), \u201cSeparator\u201d (Four Tet) e \u201cCodex\u201d (Illum Sphere).<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25524\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"radiohead_above\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/radiohead_above.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FAIXAS PERDIDAS<\/strong><br \/>\nOs EP\u2019s do Radiohead n\u00e3o esgotam todo o material que a turma de Thom Yorke deixou pelo caminho, e que demonstra o potencial experimental do grupo quando n\u00e3o est\u00e1 sob os holofotes do lan\u00e7amento de um novo \u00e1lbum. Entre as faixas perdidas (quase todas compiladas em uma s\u00e9rie de bootlegs que atende pelo nome de \u201d<a href=\"http:\/\/eargasmos.blogspot.com.br\/2011\/02\/radiohead-towering-above-rest-1-24.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Towering Above the Rest<\/a>\u201d e soma o n\u00famero assustador de 24 discos) est\u00e3o can\u00e7\u00f5es de destaque como &#8220;Million Dollar Question&#8221; (b-side do primeiro single \u201cCreep\u201d, lan\u00e7ado em setembro de 1992), o single \u201cPop Is Dead\u201d (segundo single lan\u00e7ado pela banda em maio de 1993) e \u201cMaquiladora\u201d e \u201cHow Can You Be Sure?\u201d (b-sides dos singles \u201cHigh and Dry \/ Planet Telex\u201d e \u201cFake Plastic Trees\u201d, respectivamente).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"RADIOHEAD-FOG-01-TRANS-ATLANTIC DRAWL\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EDjjR_EX1Bk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do per\u00edodo \u201cOk Computer\u201d vale citar \u201cLull\u201d e \u201cHow I Made My Millions\u201d enquanto a radicaliza\u00e7\u00e3o da dobradinha \u201cKid A\u201d e \u201cAmnesiac\u201d \u00e9 muito bem representada pelos lados-b \u201cFast Track\u201d e \u201cKinetic\u201d (duas faixas repletas de ecos), \u201cThe Amazing Sounds of Orgy\u201d (em arranjo mantrico), \u201cTrans-Atlantic Drawl\u201d (novamente ecos e exageros de produ\u00e7\u00e3o entortados por tapes sobrepostos e riffs sujos de guitarra), &#8220;Cuttooth&#8221; (uma faixa mais tradicional e certinha) e &#8220;Worrywort&#8221;, que aproxima o Radiohead do Kraftwerk (com quem a banda excursionaria nos anos seguintes). A fase \u201cIn Rainbows\u201d traz b-sides como &#8220;Down Is the New Up&#8221; (de pegada jazz) e &#8220;4 Minute Warning&#8221; (construida sobre efeitos, percuss\u00e3o e piano). H\u00e1 mais, muito mais. E vale vasculhar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Down Is The New Up\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2tnz9sSGprc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - I Promise\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nlWR8hCFg_o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - The Daily Mail\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/McuHVXgR8dA?list=PLM9TRUPyDMiJJ8RQIkHSvnalkkfErqeYH\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Leonel<\/a> \u00e9 jornalista e j\u00e1 entrevistou <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/19\/entrevista-marcia-castro\/\">M\u00e1rcia Castro<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/29\/entrevista-siba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Siba <\/a>para o Scream &amp; Yell<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Radiohead honra o mito ao vivo em S\u00e3o Paulo, 2009, com show grandioso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/23\/radiohead-honra-o-mito-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cPablo Honey\u201d, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Bends\u201d, por Renata Honorato (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cOk Computer\u201d, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cKid A\u201d, por Lu\u00eds Henrique Pellanda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAmnesiac\u201d, por Marco Tomazzoni (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cHail To The Thief\u201d, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cIn Raibows\u201d, por Alexandre Matias (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/17\/in-rainbows-o-album-da-decada\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;The King of Limbs&#8221;, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/28\/cds-beady-eye-pj-harvey-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Radiohead e Iggy Pop em DVDs baratinhos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/05\/04\/radiohead-e-iggy-pop-em-dvd-baratinhos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cRocks\u201d, Radiohead: registro matador da banda ao vivo em 2001 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/08\/11\/bruce-springsteen-tom-waits-e-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; O dia em que o Sigur Ros roubou a festa do Radiohead na B\u00e9lgica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/05\/werchter-day-3\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Muitos EPs do Radiohead costumam antecipar sonoridades e tem\u00e1ticas que a banda amadurece e trabalha em \u00e1lbuns\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/14\/radiohead-a-saga-atraves-dos-eps\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25512"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25512"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25512\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88953,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25512\/revisions\/88953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}