{"id":25365,"date":"2014-06-06T17:49:02","date_gmt":"2014-06-06T20:49:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25365"},"modified":"2023-05-02T19:30:51","modified_gmt":"2023-05-02T22:30:51","slug":"balancao-festival-casarao-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/06\/balancao-festival-casarao-2014\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7\u00e3o: Festival Casar\u00e3o 2014 honra tradi\u00e7\u00e3o com edi\u00e7\u00e3o enxuta, mas excelente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25366\" title=\"casarao1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao1.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manter um projeto cultural em um pa\u00eds como o Brasil \u00e9 sempre um desafio. Agora multiplique isso por 15. Surgido em 2000 em Porto Velho, Rond\u00f4nia, o Festival Casar\u00e3o chegou a sua 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o em 2014, e o numero marcante \u00e9 um retrato da obstina\u00e7\u00e3o de um grupo de pessoas em propagar a boa m\u00fasica pelo estado, mesmo sem apoio de editais, da prefeitura e do estado. Sim, \u00e9 dif\u00edcil, e este baile de debutante independente deveria ser maior, deveria repercutir mais, mas a edi\u00e7\u00e3o reduzida do festival revelou-se um acerto devido \u00e0 escala\u00e7\u00e3o de um bom n\u00famero de artistas com sede de palco e compromisso com o p\u00fablico. Das edi\u00e7\u00f5es que o Scream &amp; Yell acompanhou, essa foi a de menor p\u00fablico, e a de melhores shows.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O descompasso diz mais sobre o cen\u00e1rio brasileiro da atualidade do que sobre o Festival Casar\u00e3o, mas \u00e9 importante buscar entender o momento: nos meio dos anos 2000, um circuito abrangente de festivais independentes parecia querer se formar, e, com isso, abrir as portas deste imenso Brasil para bandas de todo credo e cor. O esvaziamento da Abrafim, motivado pela ignor\u00e2ncia de um grupo de pessoas fora do eixo que se importava mais em mandar do que fazer, quebrou a corrente, e apenas os festivais que j\u00e1 eram festivais \u2013 antes do bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1 messi\u00e2nico de tal turma desagregar o cen\u00e1rio prestando enorme desservi\u00e7o \u00e0 m\u00fasica brasileira \u2013 seguiram em frente, tentando limpar a sujeira deixada no caminho pelos \u201cpol\u00edticos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios festivais sa\u00edram de cena, mas o Casar\u00e3o resistiu, e realizar um festival deste porte, mesmo que em menor escala, \u00e9 uma vit\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o e um importante aceno de que desistir n\u00e3o est\u00e1 nos planos. Pelo contr\u00e1rio, agregando novos parceiros, o Festival Casar\u00e3o amplia seu leque e se destaca como um importante foco de boa m\u00fasica na regi\u00e3o Norte, um local de troca de ideias musicais que coloca nomes de destaque no cen\u00e1rio independente (com discos na lista de Melhores do Ano de revistas como a Rolling Stone e de sites como o pr\u00f3prio Scream &amp; Yell) em contanto com a cena local, cada vez mais viva. Essa fa\u00edsca pode se transformar em fogueira, e s\u00f3 isso j\u00e1 justifica a realiza\u00e7\u00e3o de um festival como o Casar\u00e3o por anos e anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25368\" title=\"casarao2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao2.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dois dias no fim do m\u00eas de maio, o Pioneiros Pub, em Porto Velho, recebeu 20 shows com uma \u00f3tima estrutura de som num misto de celebra\u00e7\u00e3o de cena. Na sexta feira (30\/05), o trio Fuska 69, de Ariquemes (cidade de 100 mil habitantes a 200 quil\u00f4metros da capital do estado), abriu os trabalhos com um rock honesto, de letras de cunho social e influ\u00eancia oitentista. Na sequencia, Os Filhos da Casa da M\u00e3e (Acre) mostrou que ainda n\u00e3o encontrou o seu som, e desperdi\u00e7ou tempo tocando covers (Criolo, Roberto Carlos e Na\u00e7\u00e3o Zumbi) dispens\u00e1veis. O festival come\u00e7ou pra valer com a entrada da SexyTape, com um instrumental impactante, ainda que o vocal, datado e exagerado, n\u00e3o acompanhe o n\u00edvel da porrada. Vale ficar de olho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25369\" title=\"casarao3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao3.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Cuiab\u00e1, o trio Branco ou Tinto mostrou as m\u00fasicas do \u00e1lbum \u201c50 Segundos\u201d, mais focado na can\u00e7\u00e3o do que no barulho, op\u00e7\u00e3o que se reflete no show, com o trio de instrumental correto, por\u00e9m deixando a sensa\u00e7\u00e3o de que as m\u00fasicas (e principalmente as letras) precisam ser mais bem trabalhadas. Na sequencia, estreando o formato voz e guitarra, Bruno Souto, respons\u00e1vel por um dos grandes discos de 2013, foi surpreendido pelo p\u00fablico, que fez coro em \u201cDentro\u201d, desnudada pelo formato. No meio do show, foi a sua vez de surpreender ao chamar Nevilton (tocando bateria) e Tiago Lob\u00e3o (de volta ao baixo), e o trio fez bonito em can\u00e7\u00f5es como \u201cEu e o Ver\u00e3o\u201d, \u201cEstado de Nuvem\u201d e numa \u00f3tima vers\u00e3o de \u201cCom Sabor de Choque El\u00e9trico\u201d, do primeiro disco da Volver (banda de Bruno Souto). Apresenta\u00e7\u00e3o classuda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25370\" title=\"xasarao4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/xasarao4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/xasarao4.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/xasarao4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar o primeiro dia, o quinteto acreano Los Porongas, praticamente jogando em casa, promoveu uma daquelas apresenta\u00e7\u00f5es inesquec\u00edveis, que trouxe, de abertura, uma can\u00e7\u00e3o nova, \u201cAo Sul\u201d. O p\u00fablico soltou a voz e cantou apaixonadamente com toda for\u00e7a dos pulm\u00f5es can\u00e7\u00f5es como \u201cSil\u00eancio\u201d, \u201cLego de Palavras\u201d e \u201cNada Al\u00e9m\u201d. Ali pelo meio do show, antes de apresentar a segunda in\u00e9dita da noite, \u201cInven\u00e7\u00e3o\u201d, o vocalista Diogo Soares falou: &#8220;Eu queria que o disco novo fosse ensolarado, mas ser\u00e1 um disco de estranhamento&#8221;, explicitando um sentimento indissoci\u00e1vel do momento atual da m\u00fasica brasileira, repleto de grandes bandas, grandes discos e pouco p\u00fablico. Em Porto Velho, o p\u00fablico n\u00e3o era t\u00e3o grande, mas compensou cada riff de guitarra de Carlos Gadelha, cada pancada na bateria de Anzol, cada berro de Diogo. Noite hist\u00f3rica na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25371\" title=\"casarao4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao4.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo dia do Festival Casar\u00e3o testava o formato de dois palcos no pequeno Pioneiros Pub. Do lado de fora, atra\u00e7\u00f5es do projeto Ac\u00fastico Lo Fi. Dentro do bar, o duo Wari, no segundo show da noite, foi a surpresa local mais interessante de todo o festival, por fugir do gueto punk metal (porta de entrada para centenas de m\u00fasicos) e apostar numa sonoridade de guitarra, baixo e programa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas que namora a sonoridade de nomes como Bloc Party e Interpol. Gilberto Garcia (guitarra, voz e programa\u00e7\u00f5es) e Felipe Lira (baixo) merecem aten\u00e7\u00e3o (sem contar que foram os \u00fanicos a usarem um tel\u00e3o entre as 20 bandas). Para honrar a ala hardcore local, a entidade trash Coveiros promoveu um massacre sonoro, mas pareceu mais \u00e0 vontade nos dois shows nos anos anteriores, em pra\u00e7a p\u00fablica, com liberdade para a molecada se socar, do que no Pioneiros Pub. Ainda assim, um grande show.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25372\" title=\"casarao5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao5.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introduzida por Diogo Soares, os conterr\u00e2neos d\u2019Os Descordantes, que j\u00e1 haviam feito uma boa apresenta\u00e7\u00e3o no festival em 2011, repetiram o acerto (e eles est\u00e3o prestes a lan\u00e7ar disco, outra banda para ficar de olho). De improviso, o vocalista e guitarrista Diego Torres come\u00e7ou a tocar \u201cT\u00e3o Perto, T\u00e3o Certo\u201d, da Volver, e convidou ao palco Bruno Souto, para uma vers\u00e3o improvisada que resume bem o clima de amizade que cercou o festival \u2013 ali\u00e1s, vale elencar os grandes momentos simb\u00f3licos do bom astral no evento, do qual ainda fazem parte Nevilton na bateria, sem camisa, e flutuando feliz durante a introdu\u00e7\u00e3o de \u201cCom Sabor de Choque El\u00e9trico\u201d, inclusa no repert\u00f3rio de Bruno Souto a seu pedido, e um beijo carinhoso de Daniel Groove em Diego Soares ao final de \u201cNada\u201d, que ambos cantaram juntos no show (e no disco) de Daniel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25373\" title=\"casarao6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao6.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao6.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima apresenta\u00e7\u00e3o dividiu a noite em duas: antes e depois de Jair Naves. Munido apenas de seu viol\u00e3o, em show semelhante ao feito em um teatro no Festival LAB, em Macei\u00f3, 2012, Jair sofreu com o falat\u00f3rio do p\u00fablico no pub, mas resistiu e entregou o que tem de melhor: can\u00e7\u00f5es fortes, densas e pesadas, que, segundo consta, fizeram meninas irem chorando para o banheiro da casa. No repert\u00f3rio, n\u00fameros como \u201cPronto Pra Morrer\u201d, \u201cUm Passo Por Vez\u201d, \u201cDe Branquid\u00e3o Hospitalar\u201d, \u201cSilenciosa\u201d e at\u00e9 um cover de sua ex-banda, Ludovic, \u201cVoc\u00ea Sempre Ter\u00e1 Algu\u00e9m A Seus P\u00e9s\u201d, fizeram da apresenta\u00e7\u00e3o de Jair Naves um dos destaques do festival. Na sequencia, mais soltos, o trio Os \u00daltimos (outra banda de Ariquemes) evolui ano a ano. O vocalista e guitarrista Tom Rodrigues estava falante (at\u00e9 excessivamente) contrastando com o sil\u00eancio do baixista Rog\u00e9rio enquanto o destaque ainda recai sobre a pegada vigorosa de Laura Brandhuber, cada vez melhor na bateria. Vem disco deles por ai tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25374\" title=\"casarao7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao7.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apelidado de O Presidente pelos amigos m\u00fasicos, Daniel Groove surgiu em excelente companhia, tendo o Los Porongas como banda de apoio, e a combina\u00e7\u00e3o deu caldo. Com sotaque que remete ao Raul Seixas do come\u00e7o dos anos 70, \u201cQuem Sera? Que Gosta Mais\u201d (que tamb\u00e9m abre o disco que Daniel lan\u00e7ou em 2013, \u201cO Giramundo\u201d) abriu o show revelando um frontman arretado, com pique de sobra, boa energia fluindo do palco e divertidas coreografias que roubam gestos de antigas chacretes. Entre os bons momentos do show est\u00e3o \u201cO Novo Brega\u201d (novo clipe do compositor), uma vers\u00e3o potente de \u201cJorge Maravilha\u201d (de quando Chico Buarque se transformou em Julinho da Adelaide) e \u201cNada\u201d, com participa\u00e7\u00e3o de Diogo Soares. Um grande show que terminou com \u201cO Giramundo\u201d, e Daniel pedindo amor e compreens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25375\" title=\"casarao8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao8.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao8.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao8-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para encerrar o 15\u00ba Festival Casar\u00e3o, Nevilton e Tiago Lob\u00e3o se ajeitaram no formato guitarra, voz e bateria para tocar as can\u00e7\u00f5es em arranjos crus e sujos. Quem j\u00e1 teve a oportunidade de assistir a Nevilton no formato trio sabe do enorme potencial do grupo, e \u201cSacode\u201d, um grande disco repleto de camadas, perde um pouco de sua beleza neste formato mais enxuto, mas Nevilton n\u00e3o deixa a peteca cair, e encavala um set de deliciosas can\u00e7\u00f5es cantarol\u00e1veis que faz os presentes arrancarem o \u00faltimo fio de voz do fundo do peito. A poderosa \u201cCr\u00f4nica\u201d, com participa\u00e7\u00e3o de Daniel Groove, e os hits \u201cPressuposto\u201d, \u201cTempos de Maracuj\u00e1\u201d e \u201cPaz e Amores\u201d colocaram sorrisos no rosto dos presentes, que ainda arriscou um samba sujo numa vers\u00e3o endemoniada de \u201cCheia de Manias\u201d, do Ra\u00e7a Negra. Galera deixou o pub cantando \u201cDidididi\u00ea\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25376\" title=\"casarao9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao9.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O balan\u00e7o final \u00e9 t\u00e3o bom quanto preocupante. De qualidade elogi\u00e1vel, o Festival Casar\u00e3o 2014 promoveu duas noites repletas de boa m\u00fasica em Porto Velho, com grandes momentos e intera\u00e7\u00e3o entre artistas e p\u00fablico. No entanto, \u00e9 preciso valorizar o festival, algo que prefeitura e Estado n\u00e3o andam cumprindo. Zelar por aqueles que batalham pelo desenvolvimento cultural de sua cidade deveria ser meta das Secretarias de Cultura espalhadas por esse pa\u00eds, e uma edi\u00e7\u00e3o reduzida como est\u00e1 do Casar\u00e3o, mesmo que musicalmente positiva, faz temer quanto tempo a produ\u00e7\u00e3o do festival continuar\u00e1 produzindo eventos por \u201camor a causa\u201d. Fica a torcida para que este anivers\u00e1rio de 15 anos seja uma data n\u00e3o s\u00f3 para que a produ\u00e7\u00e3o repense o festival, mas tamb\u00e9m para que as iniciativas (privadas e p\u00fablicas) valorizem quem anda trabalhando pelo bem da cultura brasileira. Que o Casar\u00e3o alcance a 20\u00ba, 30\u00ba, 50\u00ba edi\u00e7\u00e3o. E que os grandes shows continuem acontecendo em Porto Velho. \u00c9 bonito de ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25377\" title=\"casarao10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/casarao10.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8211; Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a><span>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Scream &amp; Yell viajou para Porto Velho a convite da produ\u00e7\u00e3o do Festival Casar\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Assista a 15 v\u00eddeos do Festival Casar\u00e3o 2014, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/06\/03\/15-videos-do-festival-casarao-2014\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Balan\u00e7o: os destaques do Festival Casar\u00e3o 2013, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/festival-casarao-2013-porto-velho\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Balan\u00e7o: os destaques do Festival Casar\u00e3o 2012, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/casarao2012\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Balan\u00e7o: os destaques do Festival Tomarrock 2011, por Murilo Basso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/22\/missao-roraima-4%C2%BA-tomarrock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Balan\u00e7o: os destaques do Festival Casar\u00e3o 2010, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/06\/28\/festival-casarao-porto-velho\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nPorto Velho foi brindada com duas noites de excelente m\u00fasica na 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Casar\u00e3o, um evento que merece elogios\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/06\/balancao-festival-casarao-2014\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5693],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25365"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25365"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66458,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25365\/revisions\/66458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}