{"id":25323,"date":"2014-06-04T12:02:25","date_gmt":"2014-06-04T15:02:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25323"},"modified":"2016-09-03T11:39:02","modified_gmt":"2016-09-03T14:39:02","slug":"cd-turn-blue-the-black-keys","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/04\/cd-turn-blue-the-black-keys\/","title":{"rendered":"CD: Turn Blue, The Black Keys"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25324\" title=\"blackkeys1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/blackkeys1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/blackkeys1.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/blackkeys1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/blackkeys1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meados dos anos 90, o desenho &#8220;Pinky e C\u00e9rebro&#8221;, criado por Steven Spielberg e Tom Ruegger, foi uma febre entre crian\u00e7as e adolescentes. Para os de boa mem\u00f3ria, um dos momentos c\u00e9lebres da obra era o seu encerramento, no qual Pink questionava ao amigo: &#8220;O que faremos amanh\u00e3 \u00e0 noite?&#8221;, e C\u00e9rebro em tom sinistro respondia: &#8220;O que sempre fazemos todas as noites. Tentar conquistar o mundo!&#8221;. A alus\u00e3o aqui se faz necess\u00e1ria para se entender um pouco da carreira do duo americano The Black Keys.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com trajet\u00f3ria iniciada em 2001, a banda formada por Dan Auerbach e Patrick Carney surgiu em meio a um revival da cena blues garage na terra do Tio Sam tendo como concorrente o tamb\u00e9m duo White Stripes. Desta fase foram produzidos quatro \u00e1lbuns, \u201cThe Big Come Up\u201d (2002), \u201cThickfreakness\u201d (2003), \u201cRubber Factory\u201d (2004) e \u201cMagic Potion\u201d (2006), todos produzidos pela pr\u00f3pria banda em car\u00e1ter lo-fi, mas que garantiram a exposi\u00e7\u00e3o merecida, seja pelos elogios da cr\u00edtica, seja pela abertura de shows de artistas do calibre de Beck, Sleater-Kinney e Dashboard Confessional. Mas uma grande parcela do p\u00fablico ainda n\u00e3o havia se rendido ao duo e para tanto uma guinada sonora foi necess\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, a mudan\u00e7a gradual come\u00e7ou a ser pavimentada via \u201cAttack &amp; Release\u201d, primeiro disco com um produtor de fato colaborando no processo criativo: o hoje elogiad\u00edssimo Danger Mouse, que na \u00e9poca colhia os louros inicias da fama devido ao estrondoso sucesso de projeto Gnarls Barkley. Mouse soube dosar a ess\u00eancia suja da sonoridade da dupla casando de forma \u00edmpar com uma produ\u00e7\u00e3o polida resultando num dos discos daquele ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parceria deu t\u00e3o certo que para os \u00e1lbuns seguintes, o \u00f3timo \u201cBrothers\u201d (2010) e o multiplatinado \u201cEl Caminho\u201d (2011), o trabalho seguiu em plena forma resultando no ent\u00e3o sonhado sucesso mundial. Tanto barulho fez com que o duo virasse uma banda, sa\u00edsse das pequenas arenas e migrasse para ser headliner de festivais mundo afora. Os brasileiros, inclusive, vivenciaram parte deste fen\u00f4meno quando o Black Keys foi atra\u00e7\u00e3o principal na segunda noite do Lollapalooza Brasil 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/trk7P-9QDyc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/trk7P-9QDyc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, ao que parece a experi\u00eancia de estar no centro das aten\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi algo valoroso para o duo e a prova disso \u00e9 \u201cTurn Blue\u201d, \u00e1lbum lan\u00e7ado em maio de 2014 pelo duo. A aposta agora \u00e9 o retrocesso em todos os sentidos. Produzido novamente por Danger Mouse, em sua quarta parceira com a dupla, aqui \u00e9 vis\u00edvel a sa\u00edda da proposta de criar hinos a serem entoados em est\u00e1dios (tanto \u201cEl Camino\u201d quanto \u201cBrothers\u201d pareciam colet\u00e2neas com dezenas de hits) em prol de algo mais intimista e aud\u00edvel em seus detalhes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A can\u00e7\u00e3o de abertura, &#8220;Weight of Love&#8221;, j\u00e1 entrega de bandeja a nova sonoridade: em seus quase sete minutos, a can\u00e7\u00e3o mais longa criada pelo duo, \u201cWeight of Love&#8221; apresenta uma longa introdu\u00e7\u00e3o instrumental, um solo de guitarra e certo ar progressivo setentista, heran\u00e7a do Pink Floyd. O ar retr\u00f4, ali\u00e1s, \u00e9 o que conduz o disco. &#8220;In Time&#8221; \u00e9 carregada de suingue beirando o funk. A faixa t\u00edtulo \u00e9 uma balada que promove o encontro de blues de outrora com um toque de soul. Com potencial radiof\u00f4nico, a pegajosa &#8220;Fever&#8221;, primeira single do rebento, soa melodicamente como sobra de \u201cBrothers\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;Year in Review&#8221;, a bateria ligeiramente acelerada d\u00e1 o tom para que Dan solte o verbo sobre o seu doloroso processo de div\u00f3rcio, tema este que circunda todo o trabalho. Destacam se ainda a psicod\u00e9lica &#8220;Bullet in The Brain&#8221; e &#8220;It&#8217;s Up To You Now&#8221; faixa que consegue unir a lado rock do velho Keys com o balan\u00e7o setentista. &#8220;10 Lovers&#8221; \u00e9 um funk literal enquanto &#8220;Gotta Get Away&#8221;, faixa de encerramento, \u00e9 uma p\u00e9rola pop que encerra brilhantemente o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que o plano de dominar o mundo aparentemente tenha sido deixado de lado (o \u00e1lbum debutou em primeiro lugar na Billborad), h\u00e1 de vangloriar a ousada nova proposta escolhida pelo Black Keys. Afinal, mesmo que o resultado talvez n\u00e3o agrade aos f\u00e3s de primeira e \u00faltima hora, a qualidade impressa faz com que \u201cTurn Blue\u201d seja valorizado pelos detalhes, que saltam aos ouvidos quando se ouve o disco por v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes, um teste cada vez mais dif\u00edcil, e pelo qual o Black Keys passa com louvor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/D229nnV1d2o\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/D229nnV1d2o\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/BxS-58Mta8g\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/BxS-58Mta8g\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Co5WQiiUuOw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Co5WQiiUuOw\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator e colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">pignes.com<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; The Black Keys: &#8220;El Camino&#8221; \u00e9 um disco atl\u00e9tico. Duo ter\u00e1 que se reinventar (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/12\/black-keys-byddy-holly-e-decemberists\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211;\u00a0\u201cAttack and Release\u201d eleva o blues rock aos c\u00e9us, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/05\/21\/500-toques-death-cab-for-cutie-black-keys-wedding-present\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Som baixo frustra show do Black Keys no Festival Coachella 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/16\/coachella-day-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; The Black Keys agrada no Lollapalooza Brasil 2013 com profus\u00e3o de hits (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/30\/balanco-lollapalooza-brasil-2013\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Novamente com som baixo, The Black Keys decepciona em New Orleans (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/07\/new-orleans-jazz-fest-e-black-francis\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s criar hinos, duo aposta no retrocesso em todos os sentidos em prol de algo mais intimista e aud\u00edvel em seus detalhes \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/04\/cd-turn-blue-the-black-keys\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1004],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25323"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25323"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39775,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25323\/revisions\/39775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}