{"id":25160,"date":"2014-05-24T11:26:38","date_gmt":"2014-05-24T14:26:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=25160"},"modified":"2020-10-15T10:57:51","modified_gmt":"2020-10-15T13:57:51","slug":"a-nova-cena-portuguesa-capicua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/24\/a-nova-cena-portuguesa-capicua\/","title":{"rendered":"A nova cena portuguesa: Capicua"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25161\" title=\"capicua\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/capicua.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a><\/strong>, de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSinto que na m\u00fasica pop h\u00e1 uma tend\u00eancia de mitificar ou endeusar as mulheres de uma forma romantizada ou hiper-sexualizada. O meu disco pretende mostr\u00e1-las como s\u00e3o na realidade e sermos livres na forma que queremos\u201d, diz-me Ana Matos, mais conhecida como Capicua, numa esplanada da Pra\u00e7a das Flores, em Lisboa. A rapper portuense lan\u00e7ou recentemente o \u00e1lbum \u201cSereia Louca\u201d com produ\u00e7\u00f5es de D-One, Conductor e Ride, entre outros, e participa\u00e7\u00f5es vocais de Gisela Jo\u00e3o, Aline Fraz\u00e3o e M7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sucessor de \u201cCapicua\u201d, de 2012, foco da nossa animada conversa, apresenta a diversidade feminina desmistificada, as nuances da morte e da passagem do tempo. \u201c\u00c9 um trabalho mais dif\u00edcil de grudar numa primeira audi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apela a um p\u00fablico adolescente ou distra\u00eddo\u201d, avalia Ana. Para al\u00e9m de temas memor\u00e1veis como a faixa-t\u00edtulo ou \u201cVayorken\u201d, o disco representa um alargamento de horizontes para Capicua em face da aproxima\u00e7\u00e3o a universos musicais como a m\u00fasica africana ou o fado, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um desses exemplos \u00e9 \u201cM\u00e3o Pesada\u201d, com pegada roqueira, no esp\u00edrito de \u201cBlakroc\u201d (um projeto do The Black Keys com MCs de hip-hop), fruto da colabora\u00e7\u00e3o com o guitarrista Pedro Geraldes (Linda Martini). A can\u00e7\u00e3o, independentemente do seu leve aroma de blues rock, trata do mito que rodeia as mulheres do norte de Portugal e sua expontaneidade. \u201cEu e M7 (companheira de palco de Capicua) achamos o assunto muito interessante e resolvemos brincar um pouco, mas falando das mulheres que revelam coragem em ser aut\u00eanticas\u201d, conta Ana Matos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o per\u00edodo compreendido entre a edi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum hom\u00f4nimo de estreia e a sua segunda mixtape, \u201cCapicua Goes West\u201d, com beats de Kanye West, em 2013, a rapper da cidade do Porto foi convidada para tocar ao vivo, colaborando com o m\u00fasico Mistah Isaac e o grupo They\u00b4re Heading West, resultando desses encontros releituras de temas anteriores no formato ac\u00fastico. \u201cMuitas pessoas me perguntavam onde poderiam encontrar aquelas vers\u00f5es e quando surgiu a ideia de fazer o \u2018Sereia Louca\u2019, inclui-as no disco como forma de imortalizar as boas experi\u00eancias que vivi\u201d, confessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu uno e separo todas as margens do mundo \/ Inundo tudo, mergulho tudo\u201d, canta Capicua na po\u00e9tica \u201cL\u00edquida\u201d, dando voz \u00e0s rimas inteligentes e ao car\u00e1ter eminentemente atual que sempre definiram o seu trajeto no panorama do hip-hop portugu\u00eas. \u201cA minha m\u00fasica, e o rap em geral, representa uma liberdade de express\u00e3o quase existencial\u201d, conclui. Consequentemente, o seu \u00faltimo clipe, \u201cM\u00e3o Pesada\u201d, espelha uma ideia do feminino com identidade. De Lisboa para o Brasil, Capicua conversou com o Scream &amp; Yell sobre o seu novo trabalho. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/58awapAjrmA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/58awapAjrmA\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No \u00e1lbum de estreia, voc\u00ea adotou uma abordagem direta e em \u201cSereia Louca\u201d a sua mensagem \u00e9 mais sutil. O que mudou nos dois \u00faltimos anos?<\/strong><br \/>\nJulgo que isso n\u00e3o tem tanto a ver com as mudan\u00e7as que vivi nos \u00faltimos dois anos e est\u00e1 mais relacionado com o ambiente do disco e deste aspeto aqu\u00e1tico e feminino que o rodeia, originando uma linguagem metaf\u00f3rica. O \u00e1lbum anterior tinha um frescor juvenil, era alegre e expont\u00e2neo. J\u00e1 o \u201cSereia Louca\u201d \u00e9 maduro e fala das mulheres na sua sombra de uma forma delicada, no ponto de vista do discurso, e os temas s\u00e3o emocionais. Se calhar, perdeu-se o impacto in-your-face, mas a mensagem manteve-se intacta na frontalidade, embora a linguagem seja mais po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As participa\u00e7\u00f5es do guitarrista Pedro Geraldes (Linda Martini) e da fadista Gisela Jo\u00e3o visaram um enriquecimento do disco?<\/strong><br \/>\nSim! Normalmente tenho uma perspetiva muito pragm\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s faixas. Come\u00e7o com uma ideia para uma m\u00fasica e a partir da\u00ed procuro o instrumental certo para servir o ambiente escolhido enquanto na escrita tento encontrar o registo adequado para o tema. Depois, busco a sonoridade e a fala indicada para a emo\u00e7\u00e3o pretendida e, por vezes, sinto que \u00e9 necess\u00e1rio um sample de voz, uma guitarra ou baixo para cumprir aquela vis\u00e3o espec\u00edfica que tenho para a faixa. Nesse sentido, quando preparo um disco n\u00e3o possuo uma ideia pr\u00e9-determinada e s\u00e3o as m\u00fasicas que me levam a essas necessidades. \u00c9 \u00f3bvio que \u00e9 um enriquecimento e sinto que algumas can\u00e7\u00f5es pediam algo que n\u00e3o estava no espectro do hip-hop e sugeriam outras linguagens. N\u00e3o tenho qualquer tipo de pudor em procurar contribui\u00e7\u00f5es noutros campos como o rock, fado, m\u00fasica africana (Aline Fraz\u00e3o) ou no universo indie e da folk (They\u2019re Heading West). Eu desenvolvo essas parcerias na medida em que fa\u00e7am sentido na minha m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para al\u00e9m da faixa-t\u00edtulo, em que medida o sonho influencia o seu m\u00e9todo de composi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nNeste disco, o conceito de sereia foi levado a v\u00e1rias dimens\u00f5es. Do ponto de vista formal, o \u00e1lbum tem duas metades, como as sereias. O primeiro CD (Cabe\u00e7a) tem 10 m\u00fasicas novas com instrumentais ao estilo do hip-hop habitual e na segunda parte (Cauda) est\u00e3o seis vers\u00f5es ac\u00fasticas de trabalhos anteriores. O car\u00e1ter hibrido do disco representa os dois lados das sereias. Relativamente \u00e0 tem\u00e1tica, existe a quest\u00e3o da mulher e da \u00e1gua, bem como a luz e a sombra (que as acompanha), porque s\u00e3o sedutoras, mas ao mesmo tempo mal\u00e9ficas e sinistras e essa duplicidade interessava-me muito. Em termos musicais, todos os instrumentais da primeira parte do disco t\u00eam samples de voz e eu quis lembrar o canto da sereia de uma forma simb\u00f3lica e sutil. Essa mesma ideia (que tamb\u00e9m representa um grito), est\u00e1 presente no trabalho, uma vez que existe a toada encantat\u00f3ria, \u00e0 procura do belo, mas ao mesmo tempo \u00e9 um clamor, porque fala de coisas que n\u00e3o s\u00e3o confort\u00e1veis ou funciona como den\u00fancia. O pr\u00f3prio \u00e1lbum, enquanto statement, representa o grito como canto, mas tamb\u00e9m a imputa\u00e7\u00e3o. Por vezes, queremos fazer coisas que n\u00e3o s\u00e3o da nossa natureza, como a sereia que queria usar sapatos, viver emo\u00e7\u00f5es an\u00e1logas, cal\u00e7ar os sapatos dos outros, experimentando habitats que n\u00e3o s\u00e3o os nossos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gosto particularmente da m\u00fasica \u201cA Mulher Do Cacilheiro\u201d. Como voc\u00ea associou a componente imag\u00e9tica com um certo desencanto social?<\/strong><br \/>\nA parte interessante do exerc\u00edcio de contar hist\u00f3rias \u00e9 tentarmos sentir a emo\u00e7\u00e3o do outro sem a ter vivido. \u00c9 como cal\u00e7ar os sapatos das pessoas e imaginar aquela vida ou experi\u00eancia. Nessa m\u00fasica, especificamente, para al\u00e9m de eu me ter colocado nos sapatos daquelas mulheres, h\u00e1 um duplo olhar: o de quem vive a experi\u00eancia e o de quem a observa. Isso n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de fazer, porque faz parte da humanidade. O que nos caracteriza como seres humanos \u00e9 sentirmos o que os outros vivem ou tentarmos imaginar o cotidiano do nosso semelhante. \u00c9 por a\u00ed que nos relacionamos, gostamos e compreendemos os outros. Aquela mulher do barco, mesmo estando no rio Tejo, na margem sul de Lisboa, com toda a hist\u00f3ria de 500 anos de colonialismo e mil\u00e9nios de patriarcado anteriores, segrega\u00e7\u00e3o urbana, etc, tamb\u00e9m poderia ter sido uma mulher viajando de trem na Europa ou num \u00f4nibus na cidade do Porto. Apesar de circunscrito a esse contexto \u00e9 f\u00e1cil entender aquela realidade, porque todos os dias nos cruzamos com mulheres em todo o lado. Eu tive a preocupa\u00e7\u00e3o de fazer um retrato quase cinematogr\u00e1fico, uma vez que existe sempre uma tentativa na escrita de puxar as pessoas para a m\u00fasica e tentar captar a sua aten\u00e7\u00e3o. H\u00e1 v\u00e1rias formas de fazer isso, desde logo o impacto da emo\u00e7\u00e3o, a abordagem c\u00f4mica (despertando sorrisos), e at\u00e9 o romantismo. Mas, tamb\u00e9m podemos tentar que os indiv\u00edduos visualizem a hist\u00f3ria que estamos a contar e, neste caso, tentei transportar as pessoas para aquele barco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe algu\u00e9m que voc\u00ea admire na cena hip-hop brasileira?<\/strong><br \/>\nEu e M7 temos uma liga\u00e7\u00e3o afetiva com o Brasil por v\u00e1rias raz\u00f5es. Porque gostamos muito de novelas, filmes, s\u00e9ries e, al\u00e9m disso, todas as semanas assisto ao programa \u201cDe frente com Gabi\u201d, da Mar\u00edlia Gabriela. Na verdade, vejo mais televis\u00e3o brasileira do que portuguesa (risos) e gosto muito da forma como eles utilizam a l\u00edngua portuguesa duma forma criativa, desempoeirada e livre. Tanto eu como M7 utilizamos alguns jarg\u00f5es brasileiros na nossa forma de falar. Uma grande amiga nossa vive em S\u00e3o Paulo e, por isso, temos uma vontade enorme de ir l\u00e1. O rapper brasileiro que mais me surpreendeu foi o Projota. Ele tem um lado emocional e puro que eu aprecio, muito autobiogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m ligado \u00e0 rua. Tamb\u00e9m gosto de Criolo, Emicida e Marcelo D2. Infelizmente, chega pouco rap brasileiro a Portugal e acredito que devem existir muitos outros bons artistas que n\u00e3o conhecemos e o inverso ainda \u00e9 mais verdadeiro. \u00c9 preciso estreitar o mar e embora eu saiba que o mercado brasileiro \u00e9 gigante, e eles n\u00e3o t\u00eam necessidade de buscar m\u00fasica em outros lugares, existe bom rap em Portugal, Angola e Mo\u00e7ambique e apesar de tudo estamos mais pr\u00f3ximos dos pa\u00edses lus\u00f3fonos africanos do que do Brasil. Gostaria de conhecer mais projetos brasileiros, mas o que chega a Portugal \u00e9 apenas a ponta do iceberg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea sente que contribuiu para uma maior visibilidade do hip-hop portugu\u00eas com \u201cSereia Louca\u201d?<\/strong><br \/>\nEspero que sim. A minha m\u00fasica teve bastante destaque e eu tento que o disco n\u00e3o apare\u00e7a numa l\u00f3gica de exce\u00e7\u00e3o. Existe uma tend\u00eancia para apresentar o meu trabalho e o de outros rappers, que furam no circuito mainstream, do tipo: \u201cAh! Mas este \u00e9 diferente\u201d. N\u00e3o \u00e9 isso que eu pretendo, porque tenho muito orgulho em fazer parte da cultura hip-hop e do trabalho desenvolvido pelos meus pares. \u00c0s vezes, as pessoas n\u00e3o t\u00eam no\u00e7\u00e3o disso, em face do imenso underground desconhecido e que tem poucas hip\u00f3teses de se promover no circuito mais abrangente. Por essa raz\u00e3o, gostaria que o meu trabalho ajudasse a divulgar o hip-hop enquanto cultura e o rap em geral e n\u00e3o tanto como uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ccsT7u0iB54\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ccsT7u0iB54\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ShP3libCJJs\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ShP3libCJJs\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Te0V0HtODWY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Te0V0HtODWY\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ana Matos, mais conhecida como a rapper portuguesa Capicua, fala sobre a mitifica\u00e7\u00e3o das mulheres, Brasil e seu novo disco\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/24\/a-nova-cena-portuguesa-capicua\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1813,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25160"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25160"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57858,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25160\/revisions\/57858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}