{"id":24987,"date":"2014-05-13T11:42:30","date_gmt":"2014-05-13T14:42:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=24987"},"modified":"2020-12-01T19:46:56","modified_gmt":"2020-12-01T22:46:56","slug":"discografia-comentada-babasonicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/13\/discografia-comentada-babasonicos\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: Babasonicos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24988\" title=\"babasonicos1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"499\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Leonardo Vinhas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fals\u00e1rios, viciados profissionais, foragidos com contrato, rom\u00e2nticos perversos: a banda argentina Babas\u00f3nicos escolheu muitas identidades ao longo de seus 23 anos de exist\u00eancia, e em todas foi provocante, muitas vezes \u00e0s custas de sua popularidade. Do hype underground \u00e0 presen\u00e7a massiva em est\u00e1dios e lideran\u00e7a de festivais, h\u00e1 uma hist\u00f3ria composta por uma m\u00fasica que pode ir do heavy ao pop radiof\u00f4nico sem que ambos os extremos descaracterizem a banda formada em Lan\u00fas, Buenos Aires, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00e9ritos est\u00e3o principalmente na qu\u00edmica rara que se estabeleceu entre seus integrantes. As letras do vocalista Adri\u00e1n \u201cD\u00e1rgelos\u201d Rodr\u00edguez (vocal) n\u00e3o encontram par no idioma espanhol, combinando neologismos, declara\u00e7\u00f5es de amor imprevis\u00edveis e refer\u00eancias liter\u00e1rias que podem ir de Robert Musli a Thomas Mann, mas n\u00e3o desprezam roteiros de filmes de baixo or\u00e7amento. D\u00e1rgelos teve nos companheiros Gabriel \u201cGabo\u201d Manelli (baixo) e Diego \u201cPanza\u201d Castellano (bateira) os principais arquitetos capazes de traduzir e estruturar suas ideias musicais, mas tamb\u00e9m coube ao guitarrista Mariano \u201cRoger\u201d Dominguez e ao tecladista Diego \u201cUma-T\u201d Tu\u00f1on os papeis de compositores, cada qual trazendo sua personalidade: Mariano com ecletismo que vai das baladas pastorais \u00e0 influ\u00eancia do rap, e Tun\u00f5n em faixas em que o arranjo e o ritmo s\u00e3o mais importantes que a melodia. Por fim, a figura de Diego \u201cUma\u201d Rodr\u00edguez, irm\u00e3o ca\u00e7ula da D\u00e1rgelos, que entrou na banda como percussionista improvisado e acabaria assumindo a segunda guitarra e o trompete, usando seu aprendizado instintivo de m\u00fasica para trazer solu\u00e7\u00f5es nada \u00f3bvias a can\u00e7\u00f5es aparentemente ordin\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e1rgelos, Tu\u00f1on e Panza eram colegas de inf\u00e2ncia. Depois de passarem por pequenas bandas esquec\u00edveis como Rosas del Diluvio e X-Tanz (\u201cEra tudo muito ruim, feio\u201d, recordaria Adri\u00e1n anos mais tarde), formaram os Babas\u00f3nicos junto com Diego Rodr\u00edguez. O nome havia sa\u00eddo da jun\u00e7\u00e3o de Sai Baba, guru cujos ensinamentos Tu\u00f1on seguia na \u00e9poca, e dos garageiros sessentistas The Sonics. Gabo tocava em outra banda, Juana La Loca, mas acabou se juntando aos Babas\u00f3nicos e trazendo com ele o guitarrista do Juana, Gabriel Guerrisi. A divis\u00e3o entre os dois grupos se mostraria imposs\u00edvel, e Guerrisi desistiu ap\u00f3s o primeiro show, enquanto Gabo optou por permanecer com os Babas. A entrada de Mariano estabilizaria a banda, e com essa forma\u00e7\u00e3o os Babas\u00f3nicos fizeram sua historia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arrogantes, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais \u201cos exc\u00eantricos do underground\u201d, e sim uma das maiores refer\u00eancias da m\u00fasica pop latino-americana. A est\u00e9tica e o ide\u00e1rio sempre foram \u00fanicos, e os formatos (rock pesado, pop rom\u00e2ntico, provoca\u00e7\u00f5es perversas, do\u00e7ura sexy, revivalismo da eletr\u00f4nica oitentista etc) eram apenas ferramentas para comunic\u00e1-los. Nem sempre os resultados estiveram \u00e0 altura das pretens\u00f5es, mas h\u00e1 na obra um legado que persiste apesar dos pequenos passos tortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24989 aligncenter\" title=\"babasonicos2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos2.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pasto (1992)<\/strong><br \/>\nG\u00eanios da autopromo\u00e7\u00e3o, os Babas\u00f3nicos conseguiram o direito de autoproduzir sua estreia, gravada num est\u00fadio montado em uma casa no bairro portenho de Ezeiza. O t\u00edtulo faz alus\u00e3o ao gramado onde os seis integrantes se esparramavam chapados nos intervalos das grava\u00e7\u00f5es \u2013 grava\u00e7\u00f5es, ali\u00e1s, que se tornaram lend\u00e1rias, pelo clima de hippismo tardio e inconsequ\u00eancia adolescente que se instalara entre m\u00fasicos e colaboradores. Essa alegria transparece no resultado final, mas \u00e9 verdade que \u201cPasto\u201d \u00e9 um disco de seu tempo: usa de todos os estilos que estavam em voga no momento, e por isso n\u00e3o envelheceu t\u00e3o bem. Est\u00e3o aqui o saco de gatos do funk metal (\u201cD-Generaci\u00f3n\u201d), Madchester (\u201cTripeando\u201d, \u201cSobre la Hierba\u201d, \u201cIndios\u201d, \u201cLa Era del Amor Part 1\u201d, \u201cChicos en el Pasto\u201d), grunge (\u201cSol Naranja\u201d, \u201cNatural\u201d), power ballads (\u201cBien\u201d), com as faixas entrecortadas por pequenas vinhetas. Tudo derivativo, mas feito com sinceridade e esmero. \u201cD-Generaci\u00f3n\u201d seria um dos primeiros (e mais bem-sucedidos) clipes da ent\u00e3o nascente MTV Latina, chupando a est\u00e9tica dos Beastie Boys e dos Red Hot Chili Peppers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cD-Generaci\u00f3n\u201d, \u201cSobre la Hierba\u201d, \u201cMargaritas\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cNatural\u201d, \u201cTripeando\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cSol Naranja\u201d<br \/>\nNota: 4,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24990 aligncenter\" title=\"babasonicos3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos3.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos3-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos3-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trance Zomba (1994)<\/strong><br \/>\nPara os f\u00e3s da primeira fase dos Babas\u00f3nicos, esse \u00e9 \u201co\u201d disco. Mesmo continuando preso a alguns clich\u00eas dos anos 90, \u00e9 um grande passo \u00e0 frente em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum de estreia. O rap ocupa bastante espa\u00e7o, com guitarras heavy (\u201cDesarm\u00e1te\u201d, \u201cPoder \u00d1andu\u201d, \u201cMal\u00f3n\u201d) ou mais pop (\u201cPatinador Sagrado\u201d), mas j\u00e1 havia muitas faixas onde se podia perceber a identidade particular que a banda desenvolveria, principalmente na psicodelia de \u201cSheeba Baby\u201d, \u201cCoralcaraza\u201d, \u201cKoyote\u201d e \u201c\u00c1rbol Palmera\u201d. Apenas \u201cAscendiendo\u201d acenava para o disco anterior: no geral, o trabalho era mais conciso e musicalmente mais rico, ainda que prejudicado por grava\u00e7\u00f5es e mixagens prec\u00e1rias \u2013 a banda optara por gravar o disco em um est\u00fadio port\u00e1til. Verdade seja dita: mesmo com defici\u00eancias t\u00e9cnicas e com a dificuldade de afirmar as idiossincrasias da banda, \u201cTrance Zomba\u201d \u00e9 um disco intenso, que revela novos pontos de interesse a cada audi\u00e7\u00e3o. Marca a estreia de Walter Kleberis (\u201cPeggyn\u201d), ent\u00e3o um amigo de D\u00e1rgelos que fazia as vezes de figurinista, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de DJ e membro regular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cPatinador Sagrado\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cMonta\u00f1as de Agua\u201d, \u201cCoralcaraza\u201d, \u201cDesarm\u00e1te\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cPatinador Sagrado\u201d<br \/>\nNota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24991 aligncenter\" title=\"babasonicos4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos4.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos4.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos4-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos4-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dopadromo (1996)<\/strong><br \/>\nFinalmente no terceiro disco o agora septeto encontrava sua cara. N\u00e3o era um encontro tranquilo: \u201cDopadromo\u201d \u00e9 complexo, pesado e embalado por toneladas de subst\u00e2ncias il\u00edcitas. Sobressaem os neologismos de D\u00e1rgelos, os caminhos musicais imprevis\u00edveis, o exagero. O esp\u00edrito \u201cpaz e amor\u201d dos dois primeiros \u00e1lbuns \u00e9 substitu\u00eddo por cinismo, sacanagem e romances amorais. O resultado \u00e9 que mesmo formatos mais reconhec\u00edveis, como o hard rock \u201cSu Ciervo\u201d e a balada kitsch \u201cPerfume Casino\u201d, ganham forte verniz de estranheza a envolv\u00ea-los. Riffs altos e barulhentos, trilhas de western spaghetti, ares de filmes B e uma orquestra desafinada somavam para compor a sonoridade do disco, que encontrava sua express\u00e3o m\u00e1xima em \u201c\u00a1Viva Satana!\u201d, cl\u00e1ssico que ajudou a definir o imagin\u00e1rio babas\u00f3nico, um mundo sexy, inteligente e devasso. A can\u00e7\u00e3o revisita o cinema de Russ Meyer (o t\u00edtulo \u00e9 uma homenagem \u00e0 atriz Tura Satana, estrela de \u201cFaster, Pussycat! Kill! Kill!\u201d) em clima de Tom Jones enguitarrado. Primeira colabora\u00e7\u00e3o da banda com o produtor Andrew Weiss (ex-baixista da Rollins Band), que seria um parceiro importante nos dez anos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201c\u00a1Viva Satana!\u201d, \u201cPerfume Casino\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cSu Majestad\u201d, \u201cZumba\u201d, \u201cSu Ciervo\u201d, \u201cCalmatica\u201d<br \/>\nPreferida: \u201c\u00a1Viva Satana!\u201d<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24992 aligncenter\" title=\"babasonicos5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos5.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos5.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos5-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos5-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Babas\u00f3nica (1998)<\/strong><br \/>\nUma tentativa consciente de autossabotagem, do conceito \u00e0 capa. O que era cheio de nuances em \u201cDopadromo\u201d fica plano em \u201cBabas\u00f3nica\u201d, praticamente um disco tem\u00e1tico sobre o mal e suas variantes, das mais cafonas \u00e0s mais sombrias. Aleister Crowley, Charles Manson, demonologia, sexo bizarro: o gosto era duvidoso, e n\u00e3o s\u00f3 nas letras \u2013 a sonoridade buscava o heavy metal e o hard rock, com Black Sabbath dando o norte. As duas \u00fanicas baladas n\u00e3o ofereciam al\u00edvio \u2013 \u201cSharon Tate\u201d era especialmente desconfort\u00e1vel, um amontoado de bobagens cantadas de forma afetada por um Mariano perceptivelmente alterado. F\u00e3s renegaram o disco, a gravadora Sony dispensara a banda. Apesar disso, as turn\u00eas de longa dura\u00e7\u00e3o pelo interior da Argentina e por outros pa\u00edses se tornavam mais frequentes, ajudando a consolidar a aura de culto ao redor do grupo. Rejei\u00e7\u00e3o e crescimento andando juntos, e no meio disso tudo, uma grande can\u00e7\u00e3o de clipe horroroso (\u201cSeis Virg\u00e9nes Descalzas\u201d) perigava passar despercebida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cEgocripta\u201d, \u201cEl Adversario\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cEgocripta\u201d, \u201cEster Narc\u00f3tica\u201d, \u201cSatiro\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cSeis Virgenes Descalzas\u201d<br \/>\nNota: 3<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24993 aligncenter\" title=\"babasonicos6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos6.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos6.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos6-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos6-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Miami (1999)<\/strong><br \/>\nGravado em meio a uma crise pol\u00edtica na Argentina, \u201cMiami\u201d n\u00e3o \u00e9 um disco de can\u00e7\u00f5es, e sim de ideias musicais jogadas. \u201cA grava\u00e7\u00e3o foi ca\u00f3tica e tamb\u00e9m sofrida, n\u00e3o sab\u00edamos bem o que fazer, mas definitivamente foi uma boa experi\u00eancia\u201d, declararia Panza quase dez anos depois. Os integrantes traziam loops, temas ou mesmo pequenas passagens e tudo ia sendo gravado conforme aparecia, sem respeitar o processo habitual do est\u00fadio. Havia, inclusive, faixas em que a bateria foi gravada por \u00faltimo, invertendo a ordem habitual das coisas. As letras tamb\u00e9m se transformavam, trazendo mais personagens, como \u201cEl Playboy\u201d e \u201cEl S\u00famun\u201d. Muita coca\u00edna acompanhou as grava\u00e7\u00f5es, e, somada \u00e0 falta de objetivo definido, fez com que \u201cMiami\u201d fosse mais extenso do que deveria. A pr\u00f3pria banda j\u00e1 afirmou que umas seis ou sete can\u00e7\u00f5es ali contidas (entre as 18) eram dispens\u00e1veis. A prolixidade torna muito dif\u00edcil a audi\u00e7\u00e3o do come\u00e7o ao fim, ainda mais porque a altern\u00e2ncia entre o \u00e9pico, o dan\u00e7ante e o quimicamente et\u00e9reo n\u00e3o \u00e9 bem dosificada. Por\u00e9m, \u00e9 um disco fundamental para o amadurecimento do grupo, marcando o fim da experimenta\u00e7\u00e3o extrema e pontuando a transi\u00e7\u00e3o para formatos mais pop. E h\u00e1 dois grandes momentos: \u201cEl Ringo\u201d \u00e9 a melhor can\u00e7\u00e3o cantada por Mariano, e \u201c4 AM\u201d um exemplo perfeito da arquitetura sonora babas\u00f3nica, na qual as partes isoladas n\u00e3o fazem sentido, mas juntas criam uma pe\u00e7a irresist\u00edvel. \u201cMiami\u201d \u00e9 tamb\u00e9m a despedida do DJ Peggyn, que deixou o grupo ap\u00f3s o lan\u00e7amento para tentar uma infrut\u00edfera carreira solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201c4 AM\u201d, \u201cDesfachatados\u201d, \u201cEl Playboy\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cEl Ringo\u201d, \u201cValle de Valium\u201d, \u201cCasualidad\u201d<br \/>\nPreferida: \u201c4 AM\u201d<br \/>\nNota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24994 aligncenter\" title=\"babasonicos7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos7.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jessico (2001)<\/strong><br \/>\nNa ressaca do pior momento da hist\u00f3ria recente na Argentina, em que o descontentamento com a crise econ\u00f4mica provocava manifesta\u00e7\u00f5es violentas, saques e clima de inseguran\u00e7a generalizada, sa\u00eda \u201cJessico\u201d, disco que lan\u00e7ou os Babas\u00f3nicos ao estrelato. Estourar em plena crise \u00e9, de certa forma, adequado \u00e0 m\u00edtica da banda, mas a verdade \u00e9 que, sem Peggyn e muito bem entrosados como banda e com o produtor Andrew Weiss, os Babas\u00f3nicos conseguiram canalizar sua estranheza para um pop vibrante, t\u00e3o acess\u00edvel quanto sofisticado. O caos de \u201cMiami\u201d encontrava dire\u00e7\u00e3o e fincava a base na qual os Babas\u00f3nicos consolidariam sua ascens\u00e3o rumo ao t\u00edtulo de maior banda argentina do novo s\u00e9culo. \u201cEl Loco\u201d tinha riff de ukelele e solo de trompete, come\u00e7ava com o verso \u201cSou v\u00edtima de um Deus fr\u00e1gil e temperamental\u201d, trazia sexualidade adolescente no clipe, e ainda assim foi a primeira (e estourada) faixa de trabalho, puxando o caminho para muitas outras. \u201cLos Calientes\u201d, um dance pop de guitarras, viraria at\u00e9 jingle de propaganda de cerveja, enquanto \u201cSoy Rock\u201d (com guitarras processadas, clima de est\u00e1dio e o verso \u201csou muito puta \/ mas n\u00e3o trabalho para voc\u00ea\u201d) batizaria uma revista de m\u00fasica. \u201cRubi\u201d era uma balada delicada cujo clipe, lan\u00e7ado nas vers\u00f5es \u201cele\u201d e \u201cela\u201d, era um take \u00fanico de uma pessoa se masturbando at\u00e9 gozar. \u201cDel\u00e9ctrico\u201d nasceu de uma brincadeira que Panza e Diego Rodriguez fizeram sobre Gabo (apelidado \u201cdel\u00e9ctrico\u201d por ser t\u00e9cnico em eletr\u00f4nica, ficando respons\u00e1vel pelas instala\u00e7\u00f5es do est\u00fadio da banda). Soava uma tolice incompreens\u00edvel, mas virou o maior hit do disco ap\u00f3s um labuto que durou dias entre grava\u00e7\u00e3o e mixagem. \u201cYoli\u201d era um \u00e9pico pop, quase um \u201c\u00a1Viva Satana!\u201d desacelerado, sobre uma prostituta ou um travesti (n\u00e3o fica claro qual), e trazia um clima de \u201cdecad\u00eancia orgulhosa\u201d que tamb\u00e9m dava o tom do rock retr\u00f4 de \u201cFizz\u201d. Muitas cores, estilos e ideias num disco verdadeiramente brilhante, que ganhou uma reedi\u00e7\u00e3o dupla em 2012, com 11 faixas b\u00f4nus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cDel\u00e9ctrico\u201d, \u201cLos Calientes\u201d, \u201cEl Loco\u201d, \u201cFizz\u201d, \u201cRubi\u201d, \u201cSoy Rock\u201d, \u201cPendejo\u201d<br \/>\nMelhores faixas: os sucessos, \u201cYoli\u201d.<br \/>\nPreferida: \u201cEl Loco\u201d<br \/>\nNota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24995 aligncenter\" title=\"babasonicos8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos8.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Infame (2003)<\/strong><br \/>\nH\u00e1 vida depois do sucesso massivo? Com \u201cInfame\u201d, os Babas\u00f3nicos n\u00e3o s\u00f3 provavam que sim, como mostravam que essa vida poderia ser de um \u00eaxito ainda mais retumbante \u2013 metade das faixas se tornaria hit. O disco \u00e9 praticamente uma investiga\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o pop em todas as suas formas, das mais rom\u00e2nticas \u00e0s mais densas, quando n\u00e3o as duas coisas juntas \u2013 \u00e9 o caso de \u201cPutita\u201d, com sua inesquec\u00edvel introdu\u00e7\u00e3o de guitarra, a linha de baixo humilhante, as camadas de teclados e as xavecadas implac\u00e1veis da letra (\u201csem piedade deixa para tr\u00e1s um s\u00e9quito de v\u00e3 idolatria\u201d) que traz acenos \u00e0 obra de Rodolfo Fogwill (um dos mais renomados escritores argentinos contempor\u00e2neos, falecido em 2010). A burtbacharachiana \u201cCurtis\u201d, a deliciosa \u201cRisa\u201d e a sessentista \u201cFan de Scorpions\u201d seguem essa est\u00e9tica e est\u00e3o no mesmo elevado naipe, enquanto \u201cIrresponsables\u201d acelera essa f\u00f3rmula numa hist\u00f3ria de amor devassa. A velocidade continua alta no boogie primitivo e drogado \u201cSin Mi Diablo\u201d e as pistas de dan\u00e7a se abrem com \u201cSuturno\u201d,\u201d\u00bfY Qu\u00e9?\u201d e \u201cPistero\u201d (que faz uma breve refer\u00eancia aos Smiths). \u201cMareo\u201d faz pensar no que seria o bolero se tivesse surgido na \u00faltima d\u00e9cada. E \u201cOnce\u201d \u00e9, ao mesmo tempo, uma cr\u00edtica e uma celebra\u00e7\u00e3o da m\u00edtica do rock&#8217;n&#8217;roll. Porque, claro, o rock tamb\u00e9m \u00e9 pop, e \u201cInfame\u201d, j\u00e1 se disse, \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o do g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cPutita\u201d, \u201cRisa\u201d, \u201cIrresponsables\u201d, \u201cSin Mi Diablo\u201d, \u201cEstertor\u201d, \u201cPistero\u201d, \u201c\u00bfY Qu\u00e9?<br \/>\nMelhores faixas: \u201cOnce\u201d, \u201cIrresponsables\u201d, \u201cPutita\u201d, \u201cMareo\u201d, \u201cCurtis\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cRisa\u201d<br \/>\nNota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24996 aligncenter\" title=\"babasonicos9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos9.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Anoche (2005)<\/strong><br \/>\n\u201cA turn\u00ea de \u2018Infame\u2019 custou mais do que nossos corpos podiam suportar\u201d, diria Mariano Dominguez em 2007. Para se refugiar do esgotamento e das press\u00f5es gerados pela explos\u00e3o do disco de 2003 \u2013 e tamb\u00e9m porque Gabo Manelli j\u00e1 havia sido diagnosticado como portador do linfoma de Hodgkin, uma forma de c\u00e2ncer do sistema linf\u00e1tico \u2013 os Babas\u00f3nicos se isolaram em uma ch\u00e1cara em C\u00f3rdoba, sem assistentes, roadies ou fam\u00edlia, e passaram duas semanas compondo. Dessas sess\u00f5es sa\u00edram 20 can\u00e7\u00f5es, 14 das quais entrariam em \u201cAnoche\u201d. Parecia n\u00e3o haver limite para a capacidade da banda em tecer melodias precisas e arranj\u00e1-las de forma desconcertante. A dupla Andrew Weiss (produtor) e Phil Brown (respons\u00e1vel pela mixagem) garante uma qualidade de \u00e1udio impressionante, que real\u00e7a tanto as nuances da su\u00edte pop que \u00e9 a sequ\u00eancia \u201cCarismatico\u201d \/ \u201cYegua\u201d \/ \u201cUn Flash\u201d (enfileiradas de modo ao come\u00e7o de uma herdar o final da outra) como valoriza a energia bruta das guitarras furiosas de \u201cCiegos por el Diezmo\u201d e \u201cLuces\u201d. \u00c9 dif\u00edcil, e at\u00e9 injusto, apontar um destaque no disco (\u201cO primeiro a ser feito sob o efeito exclusivo de drogas que estimulam o tato\u201d, declarou D\u00e1rgelos \u00e0 \u00e9poca), mas n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o citar \u201cPobre Duende\u201d, coment\u00e1rio agudo sobre conflitos na rela\u00e7\u00e3o entre artista e p\u00fablico, folk lis\u00e9rgico que em 1 minuto e 23 segundos diz mais do que as obras completas de muitas bandas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cCarismatico\u201d, \u201cYegua\u201d, \u201cEl Colmo\u201d, \u201cPuesto\u201d, \u201cLuces\u201d, \u201cExam\u00e9nes\u201d, \u201cCapricho\u201d, \u201cPobre Duende\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cCarismatico\u201d, \u201cPobre Duende\u201d, \u201cMu\u00f1eco\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cLuces\u201d<br \/>\nNota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24997 aligncenter\" title=\"babasonicos10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos10.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos10.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos10-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos10-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Luces (2007)<\/strong><br \/>\n\u201cLuces\u201d \u00e9 o \u00fanico ao vivo dos Babas\u00f3nicos lan\u00e7ado at\u00e9 o momento, comercializado em um indissoci\u00e1vel pacote CD + DVD. Foi gravado ao vivo no Luna Park (Buenos Aires) durante a turn\u00ea de \u201cAnoche\u201d e traz apenas can\u00e7\u00f5es p\u00f3s-2000 (o CD tem duas in\u00e9ditas de est\u00fadio, a fraca \u201cTestigo de Nadie\u201d e a excelente \u201cConfundismo\u201d). J\u00e1 o v\u00eddeo tem mais cara de experimento art\u00edstico em v\u00eddeo do que registro de show. O diretor Agust\u00edn Alberdi filma a banda, tendo como guia e perspectiva as luzes de palco (!). A estranheza dos enquadramentos, a capta\u00e7\u00e3o de som discut\u00edvel (problema que se repete no CD) e o fato de n\u00e3o ser uma das melhores performances da banda ajudam a n\u00e3o recomendar uma sess\u00e3o de \u201cLuces\u201d para quem n\u00e3o for fan\u00e1tico pela banda. \u00c9 uma das \u00faltimas apresenta\u00e7\u00f5es de Gabo Manelli, o que \u00e9 uma pena, pois ele merecia um registro mais digno. Mas h\u00e1 de se reconhecer a ousadia de lan\u00e7ar este tipo de filme no auge da popularidade. Como extras, o clipe de \u201cLuces\u201d (\u00faltima faixa de \u201cAnoche\u201d) e um excelente curta que conta a hist\u00f3ria da banda a partir de trechos de seus clipes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25006 aligncenter\" title=\"babasonicos19\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos19.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mucho (2008)<\/strong><br \/>\nLan\u00e7ado na tristeza que sucedeu \u00e0 morte de Gabo Manelli no come\u00e7o de 2008, \u201cMucho\u201d \u00e9 um \u00e1lbum mais modesto e mais direto que seus antecessores, o que causou certa decep\u00e7\u00e3o tanto para cr\u00edticos como para f\u00e3s, mas o distanciamento trazido pelo tempo permite v\u00ea-lo como um disco bem-resolvido. Simples, \u00e9 verdade, mas coeso, inteligente e envolvente. Gabo n\u00e3o gravou \u2013 os baixos ficaram sob a responsabilidade de Carca, m\u00fasico de carreira underground escolhido pelo pr\u00f3prio Manelli \u2013 mas chegou a participar de algumas sess\u00f5es do disco, e ainda co-assinou duas faixas: a lind\u00edssima \u201cComo Eran las Cosas\u201d e a inclassific\u00e1vel \u201cEscamas\u201d \u2013 n\u00e3o por acaso, as melhores do disco. Merecem destaque tamb\u00e9m a garageira \u201cCuello Rojo\u201d, o nonsense oitentista de \u201cMicrodancing\u201d e o country rock \u201cEl \u00cddolo\u201d, no qual \u00e9 profetizada a morte de um rock star (seria o pr\u00f3prio D\u00e1rgelos?) com mordacidade e afeto. Algumas letras j\u00e1 come\u00e7avam a se aproximar do convencional, em especial as baladinhas \u201cLas Dem\u00e1s\u201d e \u201cNosotros\u201d, sinalizando a mudan\u00e7a (para pior) que viria nos discos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cPijamas\u201d, \u201cMicrodancing\u201d, \u201cLas Dem\u00e1s\u201d, \u201cEstoy Rabioso\u201d, \u201cEl \u00cddolo\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cEscamas\u201d, \u201cEl \u00cddolo\u201d, \u201cCuello Rojo\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cComo Eran las Cosas\u201d<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24999 aligncenter\" title=\"babasonicos12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos12.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Proposito (2011)<\/strong><br \/>\n\u00c9 o primeiro disco concebido sem a participa\u00e7\u00e3o de Gabo Manelli (Carca continuava no posto), e a aus\u00eancia do amigo mais pr\u00f3ximo \u2013 e parceiro mais frequente de D\u00e1rgelos \u2013 se faz notar. Apesar de \u00f3timos momentos individuais, o disco carece de for\u00e7a para se manter unido. Metade dele \u00e9 excelente, e o restante&#8230; Em \u201cBarranca Abajo\u201d e \u201cChisme de Zorro\u201d, por exemplo, a tentativa de obter um pop l\u00edmpido acaba se aproximando da assepsia total. A demagoga \u201cFiesta Popular\u201d constrange em sua inten\u00e7\u00e3o (fracassada) de ser um boogie popular para as massas. J\u00e1 em \u201cMu\u00f1eco de Haiti\u201d \u00e9 o convite \u00e0 dan\u00e7a que n\u00e3o funciona, estendendo-se ao longo de nove minutos em uma cansativa can\u00e7\u00e3o em tr\u00eas partes. \u201cDeshoras\u201d \u00e9 outro equ\u00edvoco gigante, um sub-Skank de tem\u00e1tica clich\u00ea. Ainda assim, essas duas foram hits massivos. As coisas mudam sensivelmente de qualidade nas boas baladas (\u201cEn Privado\u201d, \u201cEl Pupilo\u201d) e vai ficando ainda melhor na dobradinha \u201cTormento\/P\u00falpito\u201d, uma fantasia de fuga embalada pela percuss\u00e3o obtida tanto nos bong\u00f4s como no timbre das guitarras. \u201cFlora y Fauno\u201d \u00e9 outro grande momento, um sinuoso di\u00e1logo (\u201cAo qual falta uma das partes\u201d, segundo D\u00e1rgelos) de tons graves. Mas o melhor \u00e9 mesmo \u201cIdeas\u201d, pop contundente (\u201cAgora esque\u00e7a-se de mim \/ j\u00e1 n\u00e3o somos amigos \/ e quero que goste de mim mesmo assim \/ como tudo na terra tem seu nome \/ isso se chama: \/ &#8216;formas n\u00e1ufragas viajam \u00e0 deriva \/ ao encontro do pr\u00f3prio nada&#8217;\u201d), com um coral sutil de Mariano segurando o refr\u00e3o e um final explosivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cDeshoras\u201d, \u201cTormento\u201d, \u201cIdeas\u201d, \u201cEl Pupilo\u201d, \u201cMu\u00f1eco de Haiti\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cTormento\u201d, \u201cFlora y Fauno\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cIdeas\u201d<br \/>\nNota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25000 aligncenter\" title=\"babasonicos13\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos13.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos13.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos13-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos13-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Romantisismico (2013)<\/strong><br \/>\nContratados pela Sony mexicana com o status de next big thing, os Babas\u00f3nicos t\u00eam em \u201cRomantisismico\u201d a pe\u00e7a principal num plano de domina\u00e7\u00e3o do mercado latino, inclusive dentro dos EUA. Infelizmente essa inten\u00e7\u00e3o comercial resultou num disco acomodado, que parece beber, sem sede ou vontade, em fontes que a banda j\u00e1 bebeu no passado. \u201cLa Lanza\u201d at\u00e9 que faz bem ao recuperar o pop brilhante de \u201cJessico\u201d, aqui atualizado com precisos apliques eletr\u00f4nicos e adornado por uma percuss\u00e3o envolvente. E h\u00e1 \u201cRun Run\u201d, uma sequ\u00eancia natural do pop l\u00edmpido de \u201cA Prop\u00f3sito\u201d. Mas o resto do disco n\u00e3o segura a onda. Tal qual \u201cMicrodancing\u201d, \u201cAduana de Palabras\u201d resgata os anos 80, s\u00f3 que neste caso parece um sub-Human League. \u201cEl Baile de Odin\u201d aumenta o volume das guitarras, mas n\u00e3o vai al\u00e9m de refugar o hard rock norte-americano. \u201cCelof\u00e1n\u201d tenta ser rom\u00e2ntica e \u00e9 apenas brega. \u201cHumo\u201d e \u201cCasi\u201d s\u00e3o esfor\u00e7os ac\u00fasticos aud\u00edveis, por\u00e9m nada acrescentam \u2013 o tipo de m\u00fasica que seria cab\u00edvel num dos \u201cdiscos pirata\u201d, mas n\u00e3o em um \u00e1lbum oficial. Enfim, uma sucess\u00e3o de \u201cquases\u201d e \u201cpor pouco\u201d que forma um conjunto final decepcionante. Os baixos foram todos gravados por Tuta Torres (ex-Illya Kuryaki and The Valderramas), que j\u00e1 exercera a fun\u00e7\u00e3o na turn\u00ea de \u201cA Proposito\u201d, e Carca formaliza o papel de multi-instrumentista que vinha desempenhando nos shows. Ambos seguem na condi\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos contratados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: \u201cLa Lanza\u201d<br \/>\nMelhores faixas: \u201cRun Run\u201d, \u201cUno Tres Dos\u201d, \u201cCasi\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cLa Lanza\u201d<br \/>\nNota: 5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/babasonicos.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde Adentro (Impuesto de F\u00e9) (2015)<\/strong><br \/>\n\u00c9 chato ver os Babas\u00f3nicos,&nbsp;que sempre se gabaram de jogar pelas pr\u00f3prias regras, incorrerem nos clich\u00eas da ind\u00fastria musical. \u201cDesde Adentro (Impuesto de F\u00e9)\u201d \u00e9 um \u00e1lbum ao vivo e majoritariamente ac\u00fastico, que segue o roteiro j\u00e1 mais que estabelecido de misturar os maiores hits (um ou outro levemente alterado) com algumas faixas obscuras, recuperadas ou para as r\u00e1dios ou para fazer a alegria dos f\u00e3s mais xiitas. Dito isso, cabe tamb\u00e9m reconhecer que os Babas n\u00e3o chegaram onde est\u00e3o sendo med\u00edocres. Mesmo que seus \u00faltimos discos, \u201cA Proposito\u201d (2011) e \u201cRomatisismico\u201d (2013) sejam bastante irregulares (tanto que n\u00e3o contribuem com nenhuma faixa para este compilado), eles ainda logram apresentar um material mais consistente que a maior parte do mainstream pop do mercado latino. E qualquer um que ouviu seu cat\u00e1logo sabe estar diante de uma das maiores bandas da hist\u00f3ria do rock latino-americano, ent\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 para desprezar um disco que tem \u201cPutita\u201d, \u201cIrresponsables\u201d e \u201cLos Calientes\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 \u00f3timo v\u00ea-los recuperar \u201cNatural\u201d, melhor faixa de seu \u00e1lbum de estreia, \u201cPasto\u201d (1992), e juntar algumas de suas can\u00e7\u00f5es mais sacanas (que bem poderiam terem sido usadas na \u00edntegra) em um medley: \u201cZumba\/Yol\u00ed\/\u00a1Viva Satana!\/La Roncha\u201d. \u201cVampi\u201d e \u201cEl Maestro\u201d s\u00e3o as in\u00e9ditas de praxe, corretas e an\u00f3dinas. O uso parcimonioso de teclados e beats programados em alguns momentos d\u00e1 um contraste interessante com a instrumenta\u00e7\u00e3o predominantemente desplugada, mas n\u00e3o d\u00e1 para perdoar as vers\u00f5es burocr\u00e1ticas de \u201cEl Colmo\u201d e \u201cC\u00f3mo Eran las Cosas\u201d. No final, \u00e9 um disco que faz sentido dentro da estrat\u00e9gia conjunta da banda e de sua gravadora (Sony M\u00e9xico) para ampliar seu dom\u00ednio no mainstream latino, especialmente na Am\u00e9rica do Norte: ter os hits em um formato mais \u201ccomportado\u201d acaba ajudando como um cart\u00e3o de visitas para o p\u00fablico mais massivo e acomodado. Para quem aprecia a inventividade dos Babas, por\u00e9m, \u00e9 um disco para ouvir e esquecer.<\/p>\n<p>Nota: 5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/babasonicos.jpg\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Discutible (2018)<\/strong><br \/>\n\u201cDiscut\u00edvel\u201d: j\u00e1 a partir do t\u00edtulo, os Babas\u00f3nicos questionam o papel da m\u00fasica \u2013 e principalmente, do ouvinte \u2013 nesses tempos de audi\u00e7\u00e3o comandada por aplicativos. N\u00e3o \u00e0 toa a primeira faixa se chama \u201cLa Pregunta\u201d e indaga sobre o papel da arte, levantando ainda a d\u00favida se os tempos atuais n\u00e3o est\u00e3o ainda mais fechados e monopolizados que na era pr\u00e9-digital. Essa tem\u00e1tica se repete, com varia\u00e7\u00f5es, ao longo das outras nove faixas, bem como a est\u00e9tica musical: um som esparso, no qual nem todos os integrantes precisam tocar (h\u00e1 faixas sem bateria, ou sem guitarra, sem baixo\u2026) e arranjos esparsos emolduram as melodias da melhor estirpe babas\u00f3nica. \u00c9 quase uma volta \u00e0s ra\u00edzes da banda: antes de formarem os Babas\u00f3nicos, quatro de seus integrantes (os tr\u00eas Diegos \u2013 Tu\u00f1on, Castellano e Rodr\u00edguez \u2013 e o vocalista D\u00e1rgelos) tocavam em projetos de inspira\u00e7\u00e3o tecnopop ou new romantic. Notam-se aqui essas influ\u00eancias, bem como as de New Order e da fase mais madura do Depeche Mode, mas n\u00e3o deixa de ter a cara da banda em nenhum momento \u2013 at\u00e9 porque tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7o para can\u00e7\u00f5es conduzidas na guitarra, como a clim\u00e1tica \u201cAdi\u00f3s em Pompeya\u201d, o boogie \u201cCretino\u201d e a quase power pop \u201cTrans-Algo\u201d. \u201cDiscutible\u201d \u00e9 um \u00e1lbum provocante, com camadas que se revelam a cada nova audi\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 tamb\u00e9m um disco pop, acess\u00edvel e sem data de validade. Enfim, \u00e9 o \u00e1lbum que os Babas\u00f3nicos precisavam fazer para provar que seu lado mais ousado e criativo n\u00e3o havia desaparecido ap\u00f3s a morte do baixista Gabo Manelli em 2008.<\/p>\n<p>Nota: 9<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25001\" title=\"babasonicos14\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos14.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Discos \u201cextras\u201d<\/strong><br \/>\nEm 1998, os Babas\u00f3nicos abriram seu pr\u00f3prio selo, Bultaco, e por ele come\u00e7aram a lan\u00e7ar \u00e1lbuns com sobras de est\u00fadio. Compilados por Panza e vendidos diretamente pela banda \u00e0s lojas, s\u00e3o conhecidos como os \u201cdiscos piratas\u201d dos Babas\u00f3nicos, que foram essenciais para manter a banda durante os dois anos em que ficaram sem contrato. Embora sempre citados pela banda, s\u00e3o discos que n\u00e3o entram na contagem \u201coficial\u201d da discografia. Condi\u00e7\u00e3o semelhante t\u00eam \u201cMucho +\u201d e \u201cCarolo\u201d. Ambos foram lan\u00e7ados pelo selo Pop Art, dono do passe dos Babas\u00f3nicos entre 2001 e 2013, mas s\u00e3o tamb\u00e9m discos de sobras \u2013 o primeiro traz faixas que ficaram de fora de \u201cMucho\u201d e o segundo faz parte da edi\u00e7\u00e3o comemorativa de \u201cJ\u00e9ssico\u201d, e traz as sess\u00f5es que foram descartadas e n\u00e3o chegaram a merecer acabamento em est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25002 aligncenter\" title=\"babasonicos15\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos15.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V\u00f3rtice Marxista (1998)<\/strong><br \/>\n\u00c9 a \u201craspa do tacho\u201d dos tr\u00eas primeiros discos da banda. Funciona mais como curiosidade do que como quitute para o f\u00e3. S\u00e3o arroubos ainda crus de uma banda que n\u00e3o conseguia traduzir suas ambi\u00e7\u00f5es de forma eficiente. Os melhores momentos s\u00e3o justamente aqueles mais caretinhas, como o hard rock com suingue setentista de \u201cAntonio Fargas\u201d (uma estranha homennagem ao seriado \u201cStarsky &amp; Hutch\u201d) e o resqu\u00edcio shoegazer de \u201cForajidos de Siempre\u201d. O restante tem passagens psicod\u00e9licas que est\u00e3o mais perto da bad trip que de uma viagem curt\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhor faixas: \u201cForajidos de Siempre\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cAnotnio Fargas\u201d<br \/>\nNota: 4<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25003 aligncenter\" title=\"babasonicos16\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos16.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos16.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos16-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos16-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vedette (1999)<\/strong><br \/>\nSe algumas faixas contidas aqui tivessem sido aproveitadas em \u201cBabas\u00f3nica\u201d (1998), ele certamente teria sido um disco menos monoc\u00f3rdico. Se \u201cBabas\u00f3nica\u201d era pautado por coca\u00edna e anfetamina, \u201cVedette\u201d tinha mais ares de maconha e estupefacientes. Descartadas porque n\u00e3o tinham a agressividade pretendida para o \u00e1lbum, as can\u00e7\u00f5es de \u201cVedette\u201d est\u00e3o cheias de viol\u00f5es, \u00f3rg\u00e3os discretos e percuss\u00e3o. H\u00e1 certa malemol\u00eancia, mas tamb\u00e9m se nota ousadia e uma \u201c\u00e9pica introspectiva\u201d, se \u00e9 que tal coisa existe. \u00c9 o melhor e mais interessante dos \u201cdiscos piratas\u201d, trazendo elementos dos anos 60 e 70 para o mix final, letras sagazes e po\u00e9ticas, e uma altern\u00e2ncia de climas ditando um ritmo que convida \u00e0 audi\u00e7\u00e3o integral do \u00e1lbum \u2013 chega a parecer um disco oficial, e n\u00e3o uma compila\u00e7\u00e3o de sobras, de t\u00e3o bem resolvido. Sobressaem os jogos vocais e o clima sombrio de \u201cLa Hiedra Crece\u201d, a empolga\u00e7\u00e3o de \u201cMuchacha Magn\u00e9tica\u201d e a sedu\u00e7\u00e3o de \u201cBandido\u201d, que tem o refr\u00e3o \u201cSei que os maus vivem mais \/ e desfrutam melhor \/ que os homens de virtude\u201d, cantado por um D\u00e1rgelos em seu auge na capacidade de dar voz pr\u00f3pria aos personagens imaginados em sua cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhores faixas: \u201cLa Hiedra Crece\u201d, \u201cMuchacha Magnetica\u201d, \u201cDopamina\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cBandido\u201d<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25004 aligncenter\" title=\"babasonicos17\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos17.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Groncho (2000)<\/strong><br \/>\nAs sobras de Miami sensivelmente menos an\u00e1rquicas que o disco \u201coficial\u201d. As faixas s\u00e3o mais bem-acabadas, e h\u00e1 at\u00e9 composi\u00e7\u00f5es de estrutura mais convencional, como a balada semi-ac\u00fastica \u201cPop Silvia\u201d (cantada e composta por Mariano Dominguez) e o pop hipn\u00f3tico de \u201cDemasiado\u201d. \u201cPromotora\u201d e \u201cPavadas\u201d, por sua vez, foram concebidas segundo o conceito de Miami, mas nelas as camadas se sobrep\u00f5em de forma mais org\u00e2nica. \u201cPavadas\u201d, em especial, poderia ter sido um hit de voca\u00e7\u00e3o dan\u00e7ante, mesmo com a instrumenta\u00e7\u00e3o esparsa. Apesar da \u00faltima faixa (\u201cBoogie Bootique\u201d) n\u00e3o fazer nenhum sentido e da ang\u00fastia de \u201cDrogas Para Qu\u00e9\u201d, \u00e9 um disco bem mais interessante e apreci\u00e1vel que o \u00e1lbum de cujas sess\u00f5es as can\u00e7\u00f5es sa\u00edram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhores faixas: \u201cPavadas\u201d, \u201cDemasiado\u201d, \u201cClase Gala\u201d, \u201cEl Subito\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cPromotora\u201d<br \/>\nNota: 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25005 aligncenter\" title=\"babasonicos18\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos18.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>X (2009)<\/strong><br \/>\nAssim como &#8220;Mirrorball&#8221; \u00e9 um disco em que Pearl Jam \u201cquase\u201d sem Eddie Vedder acompanha Neil Young, &#8220;X&#8217; (tamb\u00e9m conhecido como &#8220;Por&#8221;) \u00e9 um disco dos Babas\u00f3nicos \u201cquase\u201d sem D\u00e1rgelos acompanhando Daniel Melero, que estava semi-recluso e seus \u00faltimos registros haviam sido dominados por experimenta\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas. Os Babas decidiram aproveitar a fama e a grana obtidas com seus \u00faltimos discos para, num gesto de gratid\u00e3o assumida, resgatar aquele que mais havia lhes apoiado no come\u00e7o, conseguindo o contrato para a grava\u00e7\u00e3o de Pasto e colocando-os para abrir os shows do Soda Stereo, ent\u00e3o no auge de seu sucesso. A condi\u00e7\u00e3o para a generosidade era a de que Melero se concentrasse em sua faceta de compositor pop e deixasse as guitarras e viol\u00f5es darem a cara do disco. O acordo se revelou bom para ambas as partes: produzido por Diego Tu\u00f1on e Diego Rodr\u00edguez e tendo os instrumentistas babas\u00f3nicos (mais Felix Cristiani, parceiro de Daniel) como \u201cbanda de apoio\u201d, Melero fez um de seus melhores discos. Sua voz grave e entona\u00e7\u00e3o narrativa misturadas \u00e0 ess\u00eancia babas\u00f4nica resultam num pop classudo e despojado, com influ\u00eancias do folk e dos baladeiros dos anos 60. D\u00e1rgelos s\u00f3 aparece dividindo os vocais e a autoria de \u201cCeloso\u201d, curiosamente a melhor faixa do \u00e1lbum. Tu\u00f1on e Diego produziriam o \u00e1lbum seguinte de Melero, o bom Supernatural (2011), que n\u00e3o contou com os demais Babas\u00f3nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhores faixas: \u201cEl Fantasma\u201d, \u201cNueva Era\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cCeloso\u201d<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24998 aligncenter\" title=\"babasonicos11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos11.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos11.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos11-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos11-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mucho + (2009)<\/strong><br \/>\nUm ano ap\u00f3s a primeira edi\u00e7\u00e3o de \u201cMucho\u201d chegar \u00e0s lojas foi lan\u00e7ada uma edi\u00e7\u00e3o especial chamada \u201cMucho +\u201d, pacote duplo com o disco original mais um outro de sobras de est\u00fadio. Este tinha sete can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, mixagens alternativas de \u201cNosotros\u201d e \u201cYo Anuncio\u201d e um remix de \u201cPijamas\u201d. Ainda assim, o disquinho extra tem identidade pr\u00f3pria e uma unidade percept\u00edvel. O rock mais direto de \u201cMucho\u201d d\u00e1 lugar a can\u00e7\u00f5es mais calmas, mas n\u00e3o frouxas. O pendor pop se mant\u00e9m, especialmente na serpenteante \u201cFormidable\u201d (um admir\u00e1vel entrela\u00e7amento de instrumentos que v\u00e3o se revezando no protagonismo da melodia sem que o ouvinte se d\u00ea conta) e na incisiva \u201cLetra Chica\u201d (\u201cConceda-me \/ at\u00e9 a mais absurda fantasia (\u2026) contente-me \/ ria como se f\u00f4ssemos felizes\u201d). \u201cEl Pozo\u201d e \u201cTodo Dicho\u201d aceleram um pouco mais o ritmo e pagam tributo ao U2 dos anos 2000, mas o romance de \u201cParece\u201d, \u201cParalelos\u201d e \u201cMientras Tanto\u201d, conduzidas por guitarras calmas, percuss\u00e3o discreta e trechos ac\u00fasticos, retomam o clima suave de um disco simples, despretensioso e muito bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhores faixas: \u201cFormidable\u201d, \u201cMientras Tanto\u201d, \u201cTodo Dicho\u201d<br \/>\nPreferida: \u201cLetra Chica\u201d<br \/>\nNota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25007 aligncenter\" title=\"babasonicos20\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos20.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carolo (2012)<\/strong><br \/>\n\u201cCarolo\u201d faz parte da edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 10 anos de \u201cJessico\u201d \u2013 curiosamente lan\u00e7ada em 2012, ou seja, onze anos depois do lan\u00e7amento. A banda declarou que ele era um souvenir destinado a mostrar ao p\u00fablico os caminhos que um disco percorre at\u00e9 seu final, e n\u00e3o um material a ser considerado como novo \u2013 tanto que n\u00e3o foi executado ao vivo. Sabiamente, porque n\u00e3o h\u00e1 nada digno de nota. Parecem rascunhos que n\u00e3o foram desenvolvidos, ou simplesmente composi\u00e7\u00f5es ruins. Absolutamente dispens\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhores faixas: n\u00e3o h\u00e1<br \/>\nPreferida: nenhuma<br \/>\nNota: 1<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25008\" title=\"babasonicos21\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos21.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos21.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos21-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trilhas sonoras e colet\u00e2neas<\/strong><br \/>\nForam tr\u00eas as ocasi\u00f5es nas quais os Babas\u00f3nicos se envolveram com trilhas. A mais completa delas foi, sem d\u00favida, \u201cLas Mantenidas Sin Sue\u00f1os\u201d feita sob encomenda para o filme hom\u00f4nimo de 2006. Lan\u00e7ada em CD, tem apenas 20 minutos e, a rigor, apenas tr\u00eas can\u00e7\u00f5es, sendo que uma delas, \u201cMantel Bucolico\u201d, aparece em tr\u00eas vers\u00f5es: ao piano, ao teclado e com a banda toda. As outras duas s\u00e3o a balada depressiva \u201cRapido y Juntos\u201d e a sensual \u201cLas Mantenidas\u201d. O resto do disco \u00e9 completado por temas incidentais. \u201cBabas\u00f3nicos vs. El P\u00fablico\u201d \u00e9 um experimento musical-liter\u00e1rio, assinado pela banda em parceira com o jornalista e escritor espanhol Bruno Galindo. Foi lan\u00e7ado no in\u00edcio de 2013, e traz Galindo declamando textos sobre bases dan\u00e7antes e vocalises de D\u00e1rgelos. S\u00e3o apenas quatro faixas, mas o resultado \u00e9 bastante interessante. A Sony lan\u00e7ou tr\u00eas compila\u00e7\u00f5es quase indistintas entre si, todas renegadas pela banda, reunindo material dos cinco primeiros discos \u201coficiais\u201d dos Babas\u00f3nicos. \u201cLus\u00f3nica\u201d, de 2002, talvez seja a melhor editada entre elas. O duplo \u201cObras Cumbres\u201d (tamb\u00e9m de 2002) sofre com uma masteriza\u00e7\u00e3o feita nas coxas, e o simples \u201cGrandes \u00c9xitos\u201d tem uma sele\u00e7\u00e3o de temas um pouco diferente (e menos feliz) que \u201cLus\u00f3nica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros registros<\/strong><br \/>\nOs Babas\u00f3nicos t\u00eam quatro discos de remixes: \u201cBabas\u00f3nica Electr\u00f3nica\u201d (1998), \u201cJessico Dancemix\u201d, \u201cJessico Megamix\u201d e \u201cMezclas Infame\u201d (2004), todos de tiragem limitada. O primeiro s\u00f3 interessa aos completistas mais empedernidos, j\u00e1 que foge completamente da proposta musical da banda, com recria\u00e7\u00f5es que em pouco ou nada se referem aos originais. \u201cJessico Megamix\u201d foi lan\u00e7ado para aproveitar o estouro do disco, e se n\u00e3o compromete, n\u00e3o oferece nada memor\u00e1vel. J\u00e1 \u201cJessico Dancemix\u201d e o de \u201cInfame\u201d t\u00eam seus pontos instigantes. O primeiro destaca uma interessante vers\u00e3o dan\u00e7ante de \u201cEl Loco\u201d, e o segundo traz remixes de bandas e artistas afins aos argentinos, como Vicotira Mil, Plastilina Mosh e Zucker, entre outros, al\u00e9m de um CD b\u00f4nus com quatro (!) recria\u00e7\u00f5es do megahit \u201cPutita\u201d, todas a cargo de Daniel Melero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda tamb\u00e9m deu as caras em discos de outros artistas. \u201c20 Grandes Exitos\u201d, colet\u00e2nea de 1998 dos Fabulosos Cadillacs, trazia duas faixas in\u00e9ditas \u2013 uma delas, uma esquisita recria\u00e7\u00e3o do hit \u201cMal Bicho\u201d acompanhados pelos Babas\u00f3nicos. O ex-Stone Roses Ian Brown ficou fascinado com os primeiros discos do sexteto argentino e chamou-os para colaborar em seu disco solo \u201cGolden Greats\u201d. A delirante faixa que nasceu nesse encontro foi batizada explicitamente de \u201cBabasonicos\u201d (\u201cPorque queria que me perguntassem sobre isso em entrevistas para eu poder falar da banda\u201d, disse o ingl\u00eas). D\u00e1rgelos tamb\u00e9m \u00e9 figurinha f\u00e1cil. J\u00e1 gravou com Onda Vaga, Kapanga, Litto Nebbia e outros, al\u00e9m de ser co-autor com Julieta Venegas da bela e delicada \u201cDebajo de Mi Lengua\u201d, can\u00e7\u00e3o presente em \u201cOtra Cosa\u201d, disco de 2010 da mexicana.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25009\" title=\"babasonicos22\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos22.jpg\" alt=\"\" width=\"334\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos22.jpg 334w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/babasonicos22-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 334px) 100vw, 334px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cArrogante Rock \u2013 Conversaciones con Babas\u00f3nicos\u201d faz parte de uma cole\u00e7\u00e3o de livros editada na Espanha pela editora Zona de Obras em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Autor. A ideia \u00e9 repassar a trajet\u00f3ria de um artista de forma cronol\u00f3gica e por entrevistas, focando principalmente no processo de cria\u00e7\u00e3o musical. Julieta Venegas, Molotov, Ariel Rot, Bersuit Vergarabat e outros est\u00e3o entre os que mereceram t\u00edtulo pr\u00f3prio. A edi\u00e7\u00e3o babas\u00f3nica \u00e9 assinada pelo jornalista argentino Roque Casciero e traz uma vis\u00e3o interna da banda com uma sinceridade que raramente se v\u00ea em uma biografia. O cap\u00edtulo que trata da sa\u00edda do DJ Peggyn chama especial aten\u00e7\u00e3o: \u00e9 bem pouco frequente uma banda se referir a um epis\u00f3dio de ruptura sem meias-palavras. \u00c9 um livro para qualquer interessado em m\u00fasica pop, mesmo que n\u00e3o conhe\u00e7a a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Pmp08j843p0\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Pmp08j843p0\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/a2cKv33Gkks\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/a2cKv33Gkks\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3PTQ75PXSAU\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3PTQ75PXSAU\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/61AvoA5wqxg\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/61AvoA5wqxg\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/a70SG6pXJgE\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/a70SG6pXJgE\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/D-wHCm2itIk\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/D-wHCm2itIk\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/v0N8kqu4ph0\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/v0N8kqu4ph0\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yel<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Quem diria que, em pleno 2013, surgiria um disco viciante com o do Los Barreiro (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/02\/09\/o-disco-divertidissimo-do-los-barreiro\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Um dos nomes mais celebrados do rock independente argentino: Valle de Mu\u00f1ecas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/25\/entrevista-valle-de-munecas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Fito Paez: \u201cImportante \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o constru\u00edda com as pessoas\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/10\/conexao-latina-fito-paez\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Jo\u00e3o Barone: \u201cCharly Garc\u00eda e Fito P\u00e1ez influenciaram Herbert mais que qualquer artista (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/11\/entrevista-joao-barone-fala-dos-paralamas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; El Cuarteto de Nos: \u201cO Uruguai \u00e9 um mercado muito pequeno para poder subsistir\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/18\/entrevista-el-cuarteto-de-nos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; La Vela Puerca: \u201cNunca uma banda uruguaia havia ido \u00e0 Europa em turn\u00ea\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/04\/conexao-latina-la-vela-puerca\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Los Mentas: \u201cChegamos aos 15 anos justamente por n\u00e3o nos levarmos muito a s\u00e9rio\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/04\/entrevista-los-mentas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ariel Minimal: \u201cO p\u00fablico sabe que n\u00e3o pode exigir nada de n\u00f3s\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/10\/conexao-latina-pez\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma das maiores refer\u00eancias da m\u00fasica pop latino-americana, o Babasonicos j\u00e1 foi do heavy ao pop radiof\u00f4nico. 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