{"id":24885,"date":"2014-05-06T11:09:38","date_gmt":"2014-05-06T14:09:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=24885"},"modified":"2023-03-29T02:02:43","modified_gmt":"2023-03-29T05:02:43","slug":"diario-de-viagem-constantina-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/06\/diario-de-viagem-constantina-na-europa\/","title":{"rendered":"Di\u00e1rio: Constantina na Europa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24889\" title=\"constantina\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/constantina.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2013, a banda de rock instrumental Constantina completou 10 anos de carreira, realizando a\u00e7\u00f5es comemorativas como o lan\u00e7amento do single \u201cColorir\u201d (2013) e shows em Belo Horizonte e S\u00e3o Paulo. Agora em 2014, o grupo lan\u00e7ou, no Brasil e na Inglaterra (pelo selo <a href=\"http:\/\/www.drycryrecords.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dry Cry Records<\/a>), \u201cPelicano\u201d (2014), seu sexto \u00e1lbum de in\u00e9ditas. O \u00e1lbum, que conta com quatro faixas gravadas entre 2007 e 2008 e est\u00e1 dispon\u00edvel via streaming e download gratuitos no <a href=\"http:\/\/www.constantina.art.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.constantina.art.br<\/a>, representa um resgate da hist\u00f3ria musical da banda e d\u00e1 continuidade \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es de 10 anos, o que inclui uma turn\u00ea europeia, entre 17 de abril e 20 de maio, passando pela Inglaterra, Su\u00ed\u00e7a e Portugal. Entre as apresenta\u00e7\u00f5es, acontecer\u00e3o passagens pelo <a href=\"http:\/\/www.focuswales.com\/music_eng\/constantina\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Focus Wales Festival<\/a> (Wrexham, Reino Unido), e casas de m\u00fasica independente como The Old Queens Head (Londres), Musigbistrot (Berna), Lounge (Lisboa) e Maus H\u00e1bitos (Porto). Na estrada pelo Velho Mundo, o Constatina far\u00e1 um Di\u00e1rio de Viagem, assinado pelo baterista Daniel Nunes, especial para o Scream &amp; Yell.\u00a0 Bora viajar com a banda:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24886\" title=\"paris\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paris.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paris.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paris-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paris-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><strong>DIARIO DE VIAGEM #1: BELO HORIZONTE, PARIS e LONDRES<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a1Hola Amigos!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>J\u00e1  estamos a alguns dias em terras europeias. Escrevo de Paris neste  momento (foto acima), onde ficaremos at\u00e9 semana que vem, partindo para  nosso pr\u00f3ximo destino, Bruxelas. Sa\u00edmos do Brasil &#8220;(re)carregados&#8221; com  as inspiradoras trocas que tivemos com a s\u00e9rie de concertos  #constantinanasala \u2013 fizemos dez shows ac\u00fasticos na casa de quem se  inscreveu na campanha e durante os shows passamos o chap\u00e9u para quem  quisesse contribuir com o valor desejado. Definitivamente, estes  encontros foram fundamentais para permanecermos acreditando em nossas  escolhas. Aqui me arrisco a dizer que este formato que escolhemos para  circular em salas das casas tem sido uma experi\u00eancia que nos tem feito  renovar o contato com nossas melodias e com as pessoas. Acho que \u00e9 um  formato que tem um futuro promissor no sentido de pensarmos forma\u00e7\u00e3o de  p\u00fablico. Existe ali uma pot\u00eancia de trocas incr\u00edvel! Sentimos que  deixamos de ser um acaso na noite das pessoas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>N\u00e3o  precisamos dizer que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver num contexto no qual diariamente  sentimos as dificuldades do caminhar com uma banda independente  brasileira pelo mundo. Mas n\u00e3o estamos aqui para enumerar estes  aspectos, mas sim para compartilhar com todos voc\u00eas algumas de nossas  experi\u00eancias, nestas, que est\u00e3o sendo um dos grandes aprendizados  vividos coletivamente pelo grupo. Faremos uma s\u00e9rie de quatro posts em  parceria com o blog Scream &amp; Yell relatando algumas \u201ccabe\u00e7adas na  parede\u201d e outras descobertas que tivemos a partir dos encontros que  tivemos, e teremos, por estas terras.<\/em><br \/>\n<em>Antes de tudo, gostaria apenas de falar sobre o processo de planejamento dessa tour.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em  dezembro passado recebemos um convite para participar do festival Focus  Wales, que acontece em Wrexham, na regi\u00e3o do Pa\u00eds de Gales. Batemos o  martelo e decidimos embarcar nessa viagem. A partir do convite do  festival, come\u00e7amos um planejamento para circularmos em outros pa\u00edses, e  assim poder viver as diversidades do contexto europeu. Decidimos,  inicialmente, uma poss\u00edvel rota onde poder\u00edamos mapear casas, festivais e  bandas que pud\u00e9ssemos contatar. Nossa rota ficou em UK, Fran\u00e7a,  B\u00e9lgica, Su\u00ed\u00e7a e Portugal. Algumas quest\u00f5es nos direcionaram para essa  rota.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O  primeiro ponto foi o fato de termos estabelecido melhores di\u00e1logos. S\u00e3o  lugares que, de alguma forma, j\u00e1 t\u00ednhamos conhecidos e\/ou parcerias, e  lugares que abriram portas para artistas independentes estrangeiros. Em  Portugal tivemos uma resposta muito boa a partir dos contatos que  fizemos. Acredito que a l\u00edngua seja um processo que facilite muito a  comunica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o podemos esquecer que tivemos algumas belas palavras  escritas por Andr\u00e9 Gomes, em seu jornal, Bodyspace.net, que fez com que  o Constantina j\u00e1 tivesse circulado por uma m\u00eddia especializada no pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pYyhXKYRBN4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pYyhXKYRBN4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O  segundo ponto de nossa rota est\u00e1 no fato de tentarmos fazer algo que  come\u00e7asse \u201cl\u00e1 por cima\u201d, e fosse descendo at\u00e9 Portugal, sendo este, o  \u00faltimo destino antes de voltarmos para casa. Digo isso, pois um dos  grandes problemas que vimos, logo de in\u00edcio, foi uma grande dificuldade  dos concertos independentes bancarem o translado entre cidades\/pa\u00edses.  Neste sentido, ficar \u201cziguezagueando\u201d dificultaria nossa busca por uma  turn\u00ea um pouco mais sustent\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em  paralelo a todo esse processo de contatar casas, produtores, amigos,  artistas e bandas, realizamos a inscri\u00e7\u00e3o no edital de interc\u00e2mbio do  programa M\u00fasica Minas. A viagem foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o no  edital e, tamb\u00e9m, aos nossos f\u00e3s atrav\u00e9s da campanha \u201cConstantina na sua  sala\u201d \u2013 hoje sentimos a import\u00e2ncia fundamental destas duas a\u00e7\u00f5es para a  sustentabilidade dessa circula\u00e7\u00e3o. Bom, ap\u00f3s muitos e-mails, reuni\u00f5es e  conversas, chegamos ao resultado de 10 concertos. Alguns com condi\u00e7\u00f5es  bem interessantes para uma banda, que ainda n\u00e3o havia pisado nas terras,  e outros n\u00e3o t\u00e3o legais assim. Embarcamos em todos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em  grande parte da nossa rota, encontramos, na nossa percep\u00e7\u00e3o, um  problema para uma banda estrangeira que vem fazer uma turn\u00ea. Grandes  partes das casas n\u00e3o possuem backline. Por aqui, o costume \u00e9 das bandas  levarem seus pr\u00f3prios equipamentos, tendo a casa apenas o sistema de PA.  Bom, para uma banda de fora isso pode ser um problema, porque ela  dever\u00e1 trazer seu backline, ou alugar ou comprar. No nosso caso  trouxemos nossos instrumentos b\u00e1sicos, como guitarras, baixo e  eletr\u00f4nicos, dois mini amplificadores de guitarra que cabem numa  malinha, pratos e uma caixa de bateria. Nosso sistema de baixo, por  muitas vezes n\u00e3o utiliza amplificador. Pr\u00e9 amplificamos o sinal e o  \u201cenviamos\u201d diretamente para o PA, junto com a eletr\u00f4nica. A bateria n\u00f3s  conseguimos em quase todos os shows, ficando apenas em Portugal, a op\u00e7\u00e3o  de locarmos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Definido  isto, debatemos qual seria o melhor meio de transporte para nossa  circula\u00e7\u00e3o entre cidades\/pa\u00edses. Pesquisando, chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que  entre UK, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Su\u00ed\u00e7a e dentro de Portugal, a forma mais  barata seria alugarmos um carro. Utilizaremos trem no trajeto apenas  entre Su\u00ed\u00e7a e Portugal, pois pagar a taxa de devolu\u00e7\u00e3o do carro num pa\u00eds  mais distante n\u00e3o sai barato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24888\" title=\"paris1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paris1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Bom,  resumindo acho que foi isso. Chegamos agora no dia do embarque! Viagem  super tranquila com imigra\u00e7\u00e3o feita em Portugal. Nosso destino foi  Fran\u00e7a, primeiro concerto no estilo #constantinanasala. Fizemos o show  na sala da casa da Pauline, uma nova amiga da banda. Pauline ir\u00e1  praticamente colocar a casa no ch\u00e3o e reconstruir\u00e1 uma nova casa, e  antes da reforma, ela resolveu fazer um concerto para dar boas vindas ao  Constantina! Uma linda experi\u00eancia para abrir essa s\u00e9rie de shows.  Ambiente bastante prop\u00edcio para conversas e uma delas foi de extrema  import\u00e2ncia para o entendimento do contexto local.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em  nossos contatos com casas, pudemos perceber que as bandas que passam  pelos clubs tradicionais de rock ou salas de concerto, normalmente  precisam alugar as salas para realizar shows. Conversando com um grande  amigo, produtor local de uma casa de shows em Paris, ele nos contou um  pouco como as bandas e artistas tem se organizado para poder driblar  esta pol\u00edtica. As bandas e m\u00fasicos de um mesmo g\u00eanero qualquer, como o  Dub (dizem que aqui tem muito Dub) t\u00eam se organizado como pequenas  Oscips, reunindo for\u00e7as para realizar concertos coletivos, alugando  casas e organizando festas e\/ou shows coletivos. Como aqui na Fran\u00e7a a  verba para cultura \u00e9 super bem distribu\u00edda, segundo eles, entenderam que  ao se organizarem como Oscips eles podem potencializar suas produ\u00e7\u00f5es  dos artistas locais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Alguns  dias depois, partimos para Londres. Linda paisagem at\u00e9 chegarmos no  Eurotunnel. Sinaliza\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel! Tudo perfeito! Chegando em Londres  com uma GIGANTESCA dificuldade. Onde estacionar o carro??? Nossa&#8230;  algumas horas depois&#8230; pudemos entender que tinham garagens 24 horas  pr\u00f3ximas de onde est\u00e1vamos hospedados. Uma dica: pense duas vezes antes  de se fazer uma viagem de carro a Londres. \u00c9 uma cidade feita para se  deslocar com transportes p\u00fablicos e bicicleta. O que \u00e9 \u00f3timo! : )<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Adoramos  Londres! Cidade incr\u00edvel! Visitamos o Tate Modern. Incr\u00edvel, museu de  arte moderna e contempor\u00e2nea. Se forem a Londres, com certeza invistam  um tempo para visitar as galerias desse museu. Vale a pena! : ) Nosso  concerto na cidade foi realizado em parceira com o selo que lan\u00e7ou  nossos \u00faltimos dois discos pela Europa, Dry Cry Records. Tocamos num pub  super legal chamado The Old Queens Head. Pub tradicional de Londres,  nos fez lembrar os Pubs americanos, em NYC, com dois ambientes, um para  DJ&#8217;s e outro para bandas.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24887\" title=\"londres\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/londres.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Londres  (foto acima), assim como NYC , nos pareceu estar mais aberta e sens\u00edvel  ao mainstream. Pudemos conversar com Richard, diretor da Dry Cry, e ele  nos falou sobre a dificuldade que o selo encontra para mobilizar um  p\u00fablico que se atente a m\u00fasica independente local. Sentimos que ali, o  que escrevemos um pouco acima, h\u00e1 um desgaste do \u201cmodelo\u201d pub. Ainda  sim, tivemos uma recep\u00e7\u00e3o interessante. Ao fim da terceira m\u00fasica,  percebemos uma galera que come\u00e7ava a se desprender dan\u00e7ando, se  divertindo com nossos ritmos e melodias. Os ritmos quando saem do  tradicionalismo do rock e caminham para o universo mais \u201cxacoalhado\u201d,  faz mexer algo dentro das pessoas. Isso foi gostoso. Fez valer a noite!!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fomos  a \u00faltima banda a se apresentar na noite. Logo em seguida ao show,  colocamos os equipamentos no carro e emendamos madrugada a fora na  estrada a caminho de Wrexham, o pr\u00f3ximo destino&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sarav\u00e1 e em breve mais algumas palavras&#8230;<br \/>\nGracias e abra\u00e7os dos Constantinos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24934\" title=\"wrexham1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/wrexham1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/wrexham1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/wrexham1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/wrexham1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DIARIO DE VIAGEM #2: PA\u00cdS DE GALES, FOCUS WALES FESTIVAL, PARIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dymuniadau gorau Wales!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ap\u00f3s  terminar nosso show em Londres, seguimos viagem direto para o Pa\u00eds de  Gales, rumo a Wrexham, e chegamos por volta das 5 horas da manh\u00e3.  Cansados, fomos surpreendidos pelo atendente do hotel que conseguiu,  atrav\u00e9s de uma gin\u00e1stica, quartos antes do hor\u00e1rio do check in. N\u00e3o  lembramos o nome dele, pois era em gal\u00eas, mas as conversas, risadas e  simpatia ficar\u00e3o para sempre com a gente!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>J\u00e1  no dia seguinte fizemos o check in no festival. Wrexham \u00e9 uma pequenina  cidade na regi\u00e3o de Wales e o festival, h\u00e1 quatro anos, movimenta o  lugar de uma forma muito interessante. O <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/focuswales\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Focus Wales Festival<\/a> me pareceu ter a mesma estrutura do SXSW (EUA), ocupando igrejas,  galerias de arte, pubs e pra\u00e7as com shows durante o dia inteiro e  apresenta\u00e7\u00f5es de muitos artistas locais e v\u00e1rios estrangeiros. Logo, o  festival tem um papel pol\u00edtico-cultural important\u00edssimo para a regi\u00e3o.  Para mim, existe uma safra de festivais de m\u00fasica independentes  espalhados pelo mundo que foram baseados no modelo do SXSW.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Conversamos  com v\u00e1rias pessoas que nos disseram viajar horas s\u00f3 para estar ali.  Percebemos uma pot\u00eancia em fomentar a produ\u00e7\u00e3o local, criando redes,  atrav\u00e9s das conex\u00f5es que s\u00e3o feitas por l\u00e1, e um grande papel em  forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico local. Percebemos isso atrav\u00e9s do circuito de  pain\u00e9is que s\u00e3o oferecidos pelo festival durante os seus quatro dias.  Outra coisa a dizer \u00e9 que toda a equipe de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 super competente e  muito recept\u00edvel. Desde o check in at\u00e9 o momento do show, n\u00e3o tivemos  problema algum. O que sentimos de Warexham \u00e9 que por l\u00e1 encontramos  pessoas do bem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24940\" title=\"jess\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/jess.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/jess.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/jess-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/jess-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Foi poss\u00edvel conhecer alguns artistas locais com os quais fizemos amizades. Uma excelente pianista chamada <a href=\"http:\/\/jess-hall.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jess Hall <\/a>foi uma das grandes surpresas. Jess se apresentou ao lado de <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/noel-doak\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Noel Doak<\/a> com uma performance impactante, al\u00e9m de uma voz linda e forte. Noel \u00e9  um multi instrumentista que \u201cloopa\u201d quase tudo que est\u00e1 no palco em  tempo real. Incr\u00edvel a din\u00e2mica do duo ao vivo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Chegado  o dia do show, tocamos em uma galeria que parece estar desativada. Um  mega espa\u00e7o aberto, super legal para concertos. Palco no ch\u00e3o. Pessoas  ao ch\u00e3o. Um clima gostoso. Fizemos o concerto na festa de encerramento  do festival em que reuniram todos os artistas, produtores e p\u00fablico que  ainda estavam por l\u00e1. Dividimos a noite com mais duas bandas locais: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TheEchoAndTheAlways\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Echo &amp; The Always<\/a>, um rock super bem feito com direito a guitarras, synths e trompetes; e o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/weareanimal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">We Are Animal<\/a>, banda local de destaque na cena. Excelente rock, forte, com percuss\u00f5es muito bem elaboradas e super bem tocado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nosso  concerto nesse dia foi um daqueles que nos faz lembrar o porqu\u00ea de  ainda continuar caminhando com este projeto, uma troca forte de energia  no palco! Por um momento o sal\u00e3o esteve tomado por nossas sonoridades, e  o que v\u00edamos do \u201cpalco\u201d era s\u00f3 sorrisos e ouvidos atentos. Como  t\u00ednhamos um set relativamente curto, fizemos uma escolha T\u00c1 TUM TUM  PISHHHHH!!!! Risos!!!! Ap\u00f3s o show, muitas pessoas se aproximaram  querendo comprar discos e conversar sobre nossa m\u00fasica. Foi uma  experi\u00eancia renovadora!! <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24935\" title=\"tocando-no-festival-focus\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/tocando-no-festival-focus.jpg\" alt=\"\" \/><\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O  legal de Wrexham \u00e9 que l\u00e1 voc\u00ea n\u00e3o precisa de carro para ir e voltar  aos lugares. Fizemos uma volta bem gostosa para o hotel, carregando  todos os equipamentos e com um bom sorriso no rosto. Um sorriso daqueles  que, como diria nosso grande amigo e irm\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Victoranpires\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Victor de Almeida<\/a>:  \u201ca m\u00fasica independente s\u00f3 existe porque existe amor de quem faz por  ela!\u201d. Algo mais ou menos por a\u00ed. Ali pudemos sentir o quanto isso faz  sentido.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No  dia seguinte, voltamos para Paris, nosso ponto de apoio da tour.  Chegando ao Eurotunnel, tivemos um atraso de 2 horas para embarcar,  resultando em um pequeno problema para devolver o carro. Decidimos  correr para pegar a locadora ainda aberta, e por conta disso, n\u00e3o  reabastecemos o carro. Tivemos que pagar uma multa relativamente alta  por um atraso de 15 minutos. Fazer o que n\u00e9!? Quase que uma cena de  filme, chegando \u00e0 garagem e a luz se apagando. Coloca na conta do  Constantina! \u2013 como costumamos falar em rela\u00e7\u00e3o aos gastos com a banda.  Risos! Fica para o aprendizado coletivo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>J\u00e1  em Paris, acho que ser\u00e1 a cidade que mais aproveitaremos da tour.  Pudemos visitar muita coisa. Visitei o Grand Palais, com uma exposi\u00e7\u00e3o  do artista Bill Viola, um performer e videoartista que possui uma  trajet\u00f3ria incr\u00edvel com belos trabalhos! Passei 7 horas para conseguir  ver toda a exposi\u00e7\u00e3o. Visitei tamb\u00e9m o Palais de Tokyo, onde assisti a  um concerto de m\u00fasica eletroac\u00fastica, com guitarras e eletr\u00f4nica. O  concerto integra a programa\u00e7\u00e3o do 14\u00ba Festival de Criation Musicale.  Pudemos visitar tamb\u00e9m o Pompidou, com a bel\u00edssima exposi\u00e7\u00e3o do Henri  Cartier-Bresson, um mestre da fotografia! Alguns, mais entusiasmados por  discos, sa\u00edram com algumas belas obras em m\u00e3os. \u201cPink Moon\u201d, de Nick  Drake, por enquanto \u00e9 TOP 1! Risos!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em breve seguimos viagem para Bruxelas e novas hist\u00f3rias a contar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dymuniadau gorau (os melhores desejos em Gal\u00eas)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25021\" title=\"despedida-de-paris\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/despedida-de-paris.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>DIARIO DE VIAGEM #3: OS SHOWS EM BRUSSELS E BERN<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Hola amigos. Como est\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Escrevo de algum lugar da Espanha que desconhe\u00e7o. Estamos dentro do trem que nos leva para Portugal, nosso \u00faltimo destino antes da volta para casa.  Pois bem, vamos dar continuidade aos relatos, que algumas boas surpresas nos foram reservadas na viagem. ; )<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No dia 06 partimos para B\u00e9lgica, mas, antes de Bruxelas, decidimos conhecer a segunda cidade mais antiga do pa\u00eds, Antu\u00e9rpia. Uma pequena e pacata cidade famosa por ter um museu dedicado \u00e0 Moda. Antu\u00e9rpia me pareceu uma cidade com certa melancolia, acho que pela sua arquitetura e ruelas pouco ocupadas por pessoas. Na tarde seguinte, em Bruxelas, tivemos a honra e prazer de conhecer pessoalmente Valentin, o agente que \u201cbookou\u201d nosso concerto por l\u00e1. Valentin \u00e9 um \u00f3timo anfitri\u00e3o, e talvez Andr\u00e9, baixista da banda, possa falar mais sobre ele, j\u00e1 que ambos s\u00e3o BONS \u201capreciadores\u201d dos EXCELENTES sucos de cevada. Juntos, puderam degustar alguns dos mais de 2.000 sabores oferecidos pelo Delirium Pub, um tipo de \u201cparque de divers\u00f5es\u201d para os amantes de cerveja. Andr\u00e9, sentado aqui ao meu lado, pediu para deixar uma dica para todos: Mort Subite \u2013 Gueuze Tripel! Confia que \u00e9 bom! ; )<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c0 noite, logo ap\u00f3s a passagem de som no Bonnefooi, fomos surpreendidos por escutar algumas palavras em portugu\u00eas que entravam pelo caf\u00e9: era Juliana, uma amiga que conhecemos em Florian\u00f3polis durante nossa tour com o disco &#8220;Colorir&#8221;, em 2007. Ao saber de nossa passagem pela vizinhan\u00e7a, ela se deslocou (com alguns amigos da cidade onde estava) para ir ao show. Acho que quando nos deparamos com esse tipo de atitude, assim como v\u00e1rias outras que posso perder de vista em citar, nos diz muito sobre continuar acreditando nos sonhos, mesmo em momentos dif\u00edceis.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25022\" title=\"onstnaitna\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/onstnaitna.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/onstnaitna.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/onstnaitna-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>E por falar em &#8216;dif\u00edcil&#8217;, vamos come\u00e7ar a pequena lista da noite. Hehehe! Logo na primeira m\u00fasica eu furei a pele da bateria por tocar numa intensidade acima do permitido. Bem no meio do cl\u00edmax! Sabe aquele gesto musical que vai com \u201ctudo\u201d e chega no \u201cnada\u201d? Poiz\u00e9, foi assim&#8230; cacete de agulha s\u00f4! Definitivamente a ilustra\u00e7\u00e3o do momento. Risos! Fiquei a pensar depois no ocorrido. Deve ter sido uma \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d para o ouvido de quem estava l\u00e1 assistindo o show, pois o gesto dizia muito do que as pessoas \u201cpoderiam\u201d ouvir. Mas, imaginem&#8230;\u201dvejam\u201d&#8230;\u201cou\u00e7am\u201d&#8230; hahaha!<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O show para, procura-se outra pele e&#8230; nada. O jeito ent\u00e3o foi desmontar o bumbo e girar a pele para uma parte que o batedor n\u00e3o tocasse no furo. Consegui com isso continuar o show numa boa, at\u00e9 a \u00faltima nota, do \u00faltimo compasso, da \u00faltima m\u00fasica, quando a pele se rompeu por completo! Mas a\u00ed isso j\u00e1 n\u00e3o era mais o foco. O foco passou ent\u00e3o para uma nova sonoridade que entrara no contexto (risos!): um pequeno delay que apareceu sem avisar da guitarra do Bruno. N\u00e3o sabemos ainda o porque, mas o famoso pedal \u201cverde\u201d ficou doid\u00e3o e, sem estar acionado, come\u00e7ou a processar o som que sa\u00eda da guitarra em forma de delay infinito, com uma modula\u00e7\u00e3o muito louca e esquisita. Mas at\u00e9 que foi massa, porque utilizamos como sonoridade no meio de &#8220;Benjamin Guimar\u00e3es&#8221;. ; )<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O p\u00f3s concerto foi massa para vendas de discos e nos rendeu boas conversas sobre a m\u00fasica e a cena europ\u00e9ia. Valentin nos disse sobre a dificuldade em agendar um concerto nas casas locais. Explicou rapidamente como funciona o contexto, que acredito ser realidade em v\u00e1rios outros lugares da Europa. Cada club possui uma gama de figuras determinadas chamadas de \u201cbookers\u201d. Estes bookers s\u00e3o uma esp\u00e9cie de \u201ccuradores\u201d locais que mant\u00eam os contatos diretamente com as casas de shows, sendo apenas atrav\u00e9s deles a possibilidade de tocar nestas casas. \u00c9 muito dif\u00edcil uma banda conseguir bookar um concerto sem que passe por estes agentes, j\u00e1 que as casas n\u00e3o possuem uma produ\u00e7\u00e3o e\/ou curadoria local para gest\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o. Resumindo em poucas palavras: a circula\u00e7\u00e3o pela Europa se torna muito dif\u00edcil se voc\u00ea n\u00e3o possui um bom booker, pois conseguir casas e espa\u00e7os que abram portas diretamente a artistas parece n\u00e3o ser a pol\u00edtica muito adotada por aqui.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25023\" title=\"cosntntina\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/cosntntina.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/cosntntina.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/cosntntina-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dois dias depois seguimos viagem rumo a Bern, Su\u00ed\u00e7a. Depois de sete horas dentro do carro, come\u00e7amos a ver os primeiros tra\u00e7os de pra\u00e7as, casas, parques e bicicletas pelas ruas. Em Bern h\u00e1 uma quantidade enorme de pais e filhos que andam de bicicleta pela cidade. Muito gostoso de ver as cenas! Chegamos direto ao Musigbistrot para o soundcheck (passagem de som). Fomos recebidos pela produtora, Dragana, de forma incr\u00edvel. Uma linda casa que possui na sala, um pequeno palco para apresenta\u00e7\u00f5es musicais. N\u00e3o \u00e9 uma casa especializada em um g\u00eanero musical, tendo uma programa\u00e7\u00e3o que passeia entre o rock, jazz e folk. Um lugar para concertos mais intimistas. Conseguimos o contato do Musigbistrot atrav\u00e9s da esposa de um grande amigo nosso. A forma como a ponte foi realizada nos deu uma abertura legal para negociarmos o show. Mas ap\u00f3s nossa passagem por l\u00e1, percebemos que esta \u00e9 a pol\u00edtica adotada pelo Musigbistrot, e n\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 lindo!<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A gest\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o possuem um cuidado com os artistas, algo raro de viver por a\u00ed. Um respeito bem legal pelo of\u00edcio do m\u00fasico. E nessa energia, o show n\u00e3o poderia ser de outra forma. Fluido. Leve. Gostoso. Foi bem legal fechar os olhos e abrir, vendo os rostos que estavam do lado de fora tomando seus vinhos e conversando distraidamente, acomodados ali dentro, em p\u00e9, sentados e atentos ao que ouviam. Para essa noite, o set teve uma atmosfera mais leve, com mais improvisos eletr\u00f4nicos e alguns pequenos instantes de m\u00fasica livre. Tivemos boas conversas no p\u00f3s concerto, com m\u00fasicos locais e pessoas que estavam l\u00e1 simplesmente pela curiosidade ao desconhecido. Estas surpresas acabaram por alimentar a caminhada dos pr\u00f3ximos 900 km que tivemos de percorrer para estar aqui no trem! : )<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Vamo que vamo que o pr\u00f3ximo cap\u00edtulo \u00e9 sobre Portugal!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sarav\u00e1!<br \/>\nConstantinos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25311\" title=\"constatina1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constatina1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em><strong>DIARIO DE VIAGEM #4: LISBOA, VILA REAL, BRAGAN\u00c7A, PORTO<br \/>\n<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ap\u00f3s 15 horas dentro de um trem, ensaios e muita batata frita para os vegetarianos, aportamos em Lisboa. E em pouco tempo alugamos o carro que nos levaria para todas as cidades de Portugal. De Lisboa, colocamos o p\u00e9 na estrada rumo a Vila Real, cidade onde fizemos nosso primeiro concerto em terras portuguesas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ap\u00f3s mais quatro horas na estrada pudemos chegar \u00e0s ruas de pedra de Vila Real &#8211; uma cidade pequenina ao norte de Portugal com uma arquitetura que nos fez lembrar Ouro Preto. Ali j\u00e1 chegamos direto para a passagem de som, onde tocamos em um casar\u00e3o de 500 anos de idade. O Club Vila Real \u00e9 uma casa que funciona como um centro cultural para a cidade. Na programa\u00e7\u00e3o encontramos shows, exposi\u00e7\u00f5es, exibi\u00e7\u00e3o de filmes e etc.. M\u00e1rio, o diretor do clube, nos recebeu juntamente com Nuno, o produtor dos shows de Vila Real e Bragan\u00e7a. M\u00e1rio \u00e9 de uma leveza impec\u00e1vel, n\u00e3o perde as boas energias mesmo em casos extremos! Nos sentimos em casa. Nuno \u00e9 um desses guerreiros que acredita e faz toda sua produ\u00e7\u00e3o no formato do it yourself.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No dia seguinte partimos para Bragan\u00e7a, cidade pr\u00f3xima a Vila Real, na regi\u00e3o chamada Tr\u00e1s dos Montes. Bragan\u00e7a \u00e9 uma cidade menor que Vila Real e bem bonita. Nuno nos contou sobre as a\u00e7\u00f5es que realiza atrav\u00e9s da produtora <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/dbionicos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dedos Bi\u00f4nicos<\/a>. Pudemos jantar juntos e conversar sobre alguns problemas das produ\u00e7\u00f5es independentes de concertos de m\u00fasica. Cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que os problemas em Portugal s\u00e3o basicamente os mesmos que vivenciamos no Brasil. Nas pequenas cidades os recursos destinados para cultura n\u00e3o chegam, gerando uma grande dificuldade de mobilizar um p\u00fablico em torno da arte atual independente. Nuno chegou a ser bem pontual em sua coloca\u00e7\u00e3o, sobre como apenas os grandes centros possuem acesso \u201cfacilitado\u201d a estes recursos, e como a\u00e7\u00f5es independentes possuem obst\u00e1culos de inser\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias locais, resultando em um problema de comunica\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, este para mim foi um dos grandes problemas que enxerguei em toda nossa trajet\u00f3ria &#8211; apesar de termos passado, relativamente, pouco tempo para grandes conclus\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Para mim, est\u00e1 a\u00ed um dos grandes problemas da cena cultural de l\u00e1. N\u00e3o sou um pesquisador e muito menos especialista no assunto, mas me parece que tanto bandas quanto produtoras\/produtores n\u00e3o criam la\u00e7os com suas m\u00eddias locais. O processo neste sentido me pareceu ser um pouco fragmentado, n\u00e3o se estabelecendo conex\u00f5es em redes e\/ou la\u00e7os dentro dessa cadeia produtiva. Percebi tamb\u00e9m, em alguns concertos, que muitos m\u00fasicos n\u00e3o criam interc\u00e2mbios entre as bandas, realizando o concerto, e logo em seguida, deixando o espa\u00e7o sem conversas ou trocas. Sinto que no contexto europeu ainda existe a f\u00f3rmula do showcase como algo que possa dar visibilidade a estas bandas. Para mim, este formato j\u00e1 est\u00e1 mais do que desgastado, pois se pensa em business e n\u00e3o em arte. Muitos artistas se encaixam em um padr\u00e3o para atender as demandas de \u201colheiros\u201d e esquecem da espontaneidade. O showcase, para mim, \u00e9 um sin\u00f4nimo de cart\u00e3o de visita para uma gravadora e\/ou produtor\/booker que possivelmente ir\u00e1 \u201ccomprar\u201d esta banda para seu casting. E no meio disso tudo, por muitas vezes, esquecemos do significado da arte, da m\u00fasica. N\u00e3o estou aqui a criticar as escolhas, respeito todas elas. Meus escritos seguem na dire\u00e7\u00e3o de tentar traduzir um pouco das experi\u00eancias e conversas que tivemos.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em Bragan\u00e7a tocamos no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MABacal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu do Abade de Ba\u00e7al<\/a>, um pr\u00e9dio com arquitetura linda! Um show mais intimista, com poucas pessoas na plateia, mas com uma intera\u00e7\u00e3o bem diferente de todas as outras experi\u00eancias. Perguntas e conversas entre m\u00fasicas marcaram este concerto. Percebo que a\u00e7\u00f5es como essa, desenvolvidas pelo Nuno atrav\u00e9s da Dedos Bi\u00f4nicos, est\u00e3o em um plano de a\u00e7\u00f5es formativas de p\u00fablico, sendo um pouco diferente de quando estamos tocando num contexto de pub ou Club, como foi descrito em Londres. Mesmo tendo um rendimento financeiro pequeno, acredito muito mais na pot\u00eancia deste tipo de a\u00e7\u00e3o, pois ali a proposta proporciona um ambiente de fomento da arte. Uma das coisas que mais escutei p\u00f3s concerto foi: \u201cVoltem mais vezes!\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25314\" title=\"constantina3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constantina3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constantina3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constantina3-300x285.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No dia seguinte partimos para Lisboa, rumo ao <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/loungelisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lounge Club<\/a>. O Lounge me lembrou muito uma casa que temos em BH chamada &#8216;A Obra&#8217;. Um clube pequenino com uma infra para discotecagem. N\u00e3o possuem backline para bandas, mas acabou por ficar famoso em oferecer muitos concertos em Lisboa. A casa j\u00e1 possui 15 anos de idade, com programa\u00e7\u00e3o intensa durante toda a semana. Para esse dia, escolhemos um set mais r\u00edtmico e rock, que nos rendeu boas trocas, j\u00e1 que ali n\u00e3o existia palco. Primeiro show que me lembro de pedidos calorosos de \u201cmais uma!\u201d. Como t\u00ednhamos estourado o tempo de concerto, o bis com certeza ficou para a pr\u00f3xima!<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No dia seguinte&#8230; est\u00e3o percebendo n\u00e9? Em Portugal tivemos concertos todos os dias, ent\u00e3o foi assim: chegar, armar passagem de som, dar uma caminhada pela cidade, voltar e fazer o concerto. Chegamos em Porto. O que dizer de Porto? Acho que guardarei os elogios, desejo a todos que um dia possam conhec\u00ea-la! \ud83d\ude42<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>L\u00e1 realizamos o concerto atrav\u00e9s da s\u00e9rie \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bodyspace.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bodyspace Apresenta<\/a>\u201d. Tocamos no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mhabitos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maus H\u00e1bitos<\/a>, um incr\u00edvel espa\u00e7o dedicado a arte contempor\u00e2nea. L\u00e1 acontecem shows, exposi\u00e7\u00f5es, instala\u00e7\u00f5es e afins. Possui tamb\u00e9m um excelente restaurante dedicado a culin\u00e1ria vegetariana (raro de encontrar por l\u00e1). O Maus H\u00e1bitos foi um dos melhores lugares onde tivemos suporte t\u00e9cnico para realiza\u00e7\u00e3o do show. O som ficou impec\u00e1vel! Pena que nesta noite o sal\u00e3o esteve com bem menos pessoas que esper\u00e1vamos. Tem dias que acontece dessa forma. Mas ainda sim, penso que as iniciativas desenvolvidas por Andr\u00e9 Gomes atrav\u00e9s do Bodyspace e a s\u00e9rie \u201cBodyspace Apresenta\u201d tem uma pot\u00eancia. Aos poucos este projeto est\u00e1 alcan\u00e7ando os ouvidos atentos, sensibilizando e criando um di\u00e1logo interessante com a cena local.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>J\u00e1 em Braga passamos por uma experi\u00eancia, digamos, \u201cdiferente\u201d. Tocamos em um evento chamado \u201cNoite Cool\u201d. Evento que celebrou uma noite sem \u00e1lcool, inserida no programa \u201cBraga Capital Jovem da Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria\u201d, alertando a popula\u00e7\u00e3o para os perigos da condu\u00e7\u00e3o sob o efeito do \u00e1lcool. <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TOCA.braga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">TOCA<\/a> \u00e9 uma ONG gerida por v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es culturais que ocupa um cinema desativado dentro de um shopping no centro da cidade. Na programa\u00e7\u00e3o encontra-se de tudo um pouco: oficinas, shows, palestras, exposi\u00e7\u00f5es e afins. Um espa\u00e7o que busca em suas a\u00e7\u00f5es solidificar e fomentar a arte contempor\u00e2nea com a popula\u00e7\u00e3o local. Iniciativa que percebi ainda estar em seu est\u00e1gio inicial, mas que, se bem estruturada, render\u00e1 frutos positivos a cidade.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>De volta a Lisboa, dois dias antes de nossa volta para o Brasil, realizamos um concerto \u201csecreto\u201d organizado pelo Sofar Sounds Lisboa. J\u00e1 em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, o Sofar Lisboa apresenta uma produ\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel! Fomos super bem recebidos pela equipe e com uma estrutura bem legal, fizemos um concerto em formato \u201cConstantina na sua sala\u201d no bel\u00edssimo terra\u00e7o do Sunset Destination Hostel no fim de tarde de frente para o rio Tejo. A tarde teve in\u00edcio com o trio Birds Are Indie, passando pelas belas vozes do duo Golden Slumbers, e fechando com a gente distribuindo percuss\u00f5es para o p\u00fablico. At\u00e9 cesto de lixo nesta tarde virou instrumento musical em nossas m\u00e3os. \ud83d\ude42<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25312\" title=\"constantina2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constantina2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constantina2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/constantina2-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>De l\u00e1 para o dia seguinte, pudemos conhecer um pouco mais das vielas de Lisboa. Uma cidade que possui belos lugares para se conhecer.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>C\u00e1 de volta, hoje ao terminar o nosso di\u00e1rio, algumas perguntas emergem. Quest\u00f5es que ainda precisam ser (re)pensadas, (re)discutidas para os pr\u00f3ximos planos, para as poss\u00edveis pr\u00f3ximas tours. H\u00e1 sempre um processo p\u00f3s-viv\u00eancias para avalia\u00e7\u00e3o do investimento de energia, de tempo e o investimento financeiro. Porque sim, foi um investimento, e a aprova\u00e7\u00e3o no M\u00fasica Minas e as a\u00e7\u00f5es para arrecadar fundos foram essenciais para que se concretizasse. Com certeza valeu a pena. Pensando de um modo geral, se era o que esper\u00e1vamos, iremos dizer que n\u00e3o, e que isso n\u00e3o seja interpretado como ruim, mas com certeza precisaremos de mais um tempo para absorver tudo que pudemos capturar das experi\u00eancias e trocas depois de um m\u00eas na estrada.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Levamos nossa m\u00fasica para lugares que ainda n\u00e3o t\u00ednhamos passado, para pessoas que n\u00e3o nos conheciam, apesar de todas as facilidades que sites, streamings e downloads podem proporcionar ao universo da m\u00fasica independente. \u00c9 uma decis\u00e3o e investimento importantes para uma banda, claro que respeitando a vontade e as condi\u00e7\u00f5es de cada uma. \u00c9 preciso circular, e se relacionar com o p\u00fablico. J\u00e1 disse aqui e volto ressaltar, a campanha \u201cConstantina na sua sala\u201d pode nos fazer (re)lembrar o porque de ainda continuarmos aqui. O que podemos desde j\u00e1 colocar em palavras \u00e9 que, de todo processo coletivo vivenciado nesta intensidade, o fica s\u00e3o as pessoas!! Constantina de alguma forma nasceu para cruzar pessoas&#8230; pessoas que nos fazem, mesmo em pequenos instantes, sentir a pot\u00eancia de estarmos vivos!<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sarav\u00e1!<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Abra\u00e7os e obrigado por ter acompanhado nossa trajet\u00f3ria por aqui<br \/>\nConstantinos.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24892\" title=\"constantina2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/constantina2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Constantina: &#8220;A m\u00fasica Instrumental esteve por muito tempo marginalizada&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/19\/tres-perguntas-constantina\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Constantina\nA banda mineira est\u00e1 em turn\u00ea pela Europa e ir\u00e1 contar no Scream &#038; Yell suas hist\u00f3rias de viagem, os percal\u00e7os, os shows. Confira!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/06\/diario-de-viagem-constantina-na-europa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24885"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24885"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24885\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73720,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24885\/revisions\/73720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}