{"id":248,"date":"2006-11-30T07:00:00","date_gmt":"2006-11-30T09:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2006\/11\/30\/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer\/"},"modified":"2015-01-13T13:07:31","modified_gmt":"2015-01-13T16:07:31","slug":"o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/30\/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer\/","title":{"rendered":"O CD ainda n\u00e3o morreu, mas vai morrer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/hothotheat.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e1bado, pouco mais de meia-noite. Enquanto o c\u00e9u desaba em forma de chuva, a excelente infra do Nokia Trends 2006 protege o p\u00fablico, e o prepara para uma boa escala\u00e7\u00e3o de shows, que haviam come\u00e7ado \u00e0s 22h do s\u00e1bado e s\u00f3 iriam acabar l\u00e1 pelas 8 da manh\u00e3 do domingo. Enquanto eu lamentava com amigos ter perdido o show do Soulwax que, segundo outros, tinham feito uma excelente apresenta\u00e7\u00e3o, o Hot Hot Heat adentra o palco, e o que acontece a seguir coloca v\u00e1rios elefantes atr\u00e1s da orelha deste que vos escreve: o p\u00fablico presente cantou todas (eu escrevi TODAS) as m\u00fasicas do show com a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m pode at\u00e9 dizer que isso n\u00e3o surpreende, mas \u00e9 preciso verificar que n\u00e3o estamos falando de uma banda badalada, que est\u00e1 toda hora na m\u00eddia, com disco novo na pra\u00e7a ou sendo motivo de investimento da gravadora. Deixando os m\u00e9ritos musicais da banda de lado (que s\u00e3o muitos), o \u00faltimo \u00e1lbum de est\u00fadio do Hot Hot Heat, &#8220;Elevator&#8221;, foi lan\u00e7ado em abril de 2005, na gringa, e apesar de alguns bons singles (como &#8220;Goodnight, Goodnight&#8221;), n\u00e3o repetiu o bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1 do \u00e1lbum anterior, o excelente &#8220;Make Up The Breakdown&#8221;, de 2002, que cravou hits como &#8220;Bandages&#8221; e &#8220;Get In Or Get Out&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, vamos desmembrar o par\u00e1grafo anterior: o disco novo dos caras \u00e9 de um ano e sete meses atr\u00e1s (um s\u00e9culo nas contas da m\u00fasica pop), e os maiores sucessos do quarteto s\u00e3o de quatro anos atr\u00e1s (quantas bandas surgiram e quantas outras acabaram neste tempo, hein?). E nenhum dos tr\u00eas discos oficiais do grupo foram lan\u00e7ados no Brasil. E eles n\u00e3o tocam nas r\u00e1dios brasileiras. E eles n\u00e3o aparecem na MTV. E eles n\u00e3o tocam (tanto) nas baladas. Como \u00e9 que uma banda com um curr\u00edculo destes pode ter todas as suas m\u00fasicas cantadas em coro pelo p\u00fablico? Um, dois, tr\u00eas: porque a Internet tornou o acesso \u00e0s m\u00fasicas da banda muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 essa an\u00e1lise que se pode tirar desta hist\u00f3ria acima? \u00c9 tudo t\u00e3o simples assim? N\u00e3o, meu caro amigo, e \u00e9 por isso que a sensa\u00e7\u00e3o de ver pessoas cantando as m\u00fasicas de uma banda que seu amigo do lado nunca ouviu falar mexeu com meus pensamentos. A populariza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica via MP3 &#8211; que resultou no assombro do p\u00fablico cantando todas as m\u00fasicas do Hot Hot Heat, assim, ali\u00e1s, como j\u00e1 havia acontecido com o Art Brut no Motomix 2006 &#8211; est\u00e1 causando mais mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos dos consumidores do que todos n\u00f3s supomos imaginar. A primeira grande mudan\u00e7a \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que n\u00f3s, consumidores, temos com a m\u00fasica a partir desta nova era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem se relacionava com o vinil, uma bolachona preta com uma capa de papel\u00e3o, tomou um choque com a digitaliza\u00e7\u00e3o do CD, um disquinho de acr\u00edlico com uma folhinha de alum\u00ednio, e seu tamanho. A populariza\u00e7\u00e3o do MP3 \u00e9 outra coisa: agora, a m\u00fasica n\u00e3o tem mais rosto. A capa de um disco, que diminuiu nove vezes de tamanho na troca do vinil pelo CD, praticamente inexiste na era MP3. M\u00fasica sem rosto. Agora, \u00e9 poss\u00edvel guardar 10 discos diferentes em um \u00fanico CD de 700 MB. Isso porque ainda n\u00e3o est\u00e1 sendo comercializado o DVD de 800 Gigas que a Iomega anunciou a patente em mar\u00e7o. Imagina, 800 gigas! Eu conseguiria guardar em cinco discos de DVD os 5 mil CDs que ocupam toda a minha sala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso tudo quer dizer que CD tal qual o conhecemos ainda n\u00e3o morreu, mas vai morrer, e logo. O CD vai morrer, mas n\u00e3o a m\u00fasica. E \u00e9 preciso estar atento (e forte) para perceber que o CD \u00e9 apenas um suporte de transporte do arquivo m\u00fasica, como eram o vinil e a fita K7. O CD \u00e9 mais simples, mais pr\u00e1tico, mas tamb\u00e9m mais caro, muito mais caro do que deveria custar. A populariza\u00e7\u00e3o do MP3 \u00e9 algo que veio para ficar. Logo, aparelhos v\u00e3o sair de f\u00e1brica prontos para executar o arquivo (seja ele com extens\u00e3o MP3 ou ent\u00e3o WMA e outras vari\u00e1veis). At\u00e9 hoje n\u00e3o me preocupei em adquirir um iPod porque meu discman toca MP3. Dois CDs de 700 MB na mochila e estou carregando pra cima e pra baixo no m\u00ednimo 20 discos (e umas 230 m\u00fasicas). Em casa, ou\u00e7o hoje em dia muito mais MP3 do que discos de vinil ou mesmo CDs. Coloco o CD de MP3 no aparelho de DVD (um Pionner que reproduz MP3, WMA e outros) e, como ele est\u00e1 conectado no sistema de som da sala, sinto que estou ouvindo m\u00fasica como sempre ouvi. O suporte mudou, mas a m\u00fasica continua a mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravadoras alertam o medo de perder o controle sobre a m\u00fasica (apesar de Gwen Stefani ter batido a marca de 1 milh\u00e3o de downloads legais com a m\u00fasica &#8220;Hollaback Girl&#8221; &#8211; ou seja, ter vendido 1 milh\u00e3o de vezes a mesma m\u00fasica) enquanto artistas reclamam que a m\u00fasica que eles fazem est\u00e1 sendo passada de m\u00e3o em m\u00e3o sem que as pessoas paguem por isso. No caso das gravadoras, \u00e9 preciso agradecer por ela ter abastecido o mercado quando n\u00e3o havia mercado. \u00c9 imposs\u00edvel imaginar a m\u00fasica brasileira sem todos os discos dos anos 60 e 70, por exemplo. Mas agora o tempo mudou, e as gravadoras continuam fazendo o papel de conectar o artista ao seu p\u00fablico. Elas s\u00f3 precisam se adaptar aos novos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 sobre os artistas, vale lembrar que &#8211; no come\u00e7o da hist\u00f3ria &#8211; eles ganhavam dinheiro fazendo shows de cidade em cidade. N\u00e3o havia como registrar as can\u00e7\u00f5es para que as pessoas ouvissem (nem haviam aparelhos), ent\u00e3o a lembran\u00e7a que o p\u00fablico tinha de um show era \u00fanica. O artista ir onde o povo est\u00e1 era uma regra de sobreviv\u00eancia. Isso retorna agora, em um grau menor, j\u00e1 que um artista no ramo da m\u00fasica n\u00e3o produz apenas m\u00fasica (embora devesse, mas a discuss\u00e3o neste momento n\u00e3o \u00e9 essa), mas tamb\u00e9m moda, al\u00e9m de poder unir sua obra a diversas outras situa\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, enquanto alguns poucos vivem sob a luz dos holofotes, outros milhares lan\u00e7am bons discos, e devem permanecer num semi-anonimato, mas com um p\u00fablico fiel, como exemplificou o Hot Hot Heat, uma banda que de dez amigos seus que voc\u00ea perguntar, um deve conhecer bem, e que fez mais de duas mil pessoas entoarem suas can\u00e7\u00f5es como se fossem hinos. Sobretudo, um p\u00fablico jovem, que com certeza n\u00e3o tem a mesma paix\u00e3o pelo objeto CD\/vinil que a gera\u00e7\u00e3o anterior tem. Pra qu\u00ea ter cinco mil discos se voc\u00ea pode ter todos em MP3 espalhados em HDs, Ipods e CDRs? Comprar m\u00fasica pela Internet j\u00e1 virou uma realidade para muita gente, e logo ir\u00e1 pegar voc\u00ea tamb\u00e9m, caro leitor. O CD morreu, meu amigo. Viva a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/cityjam2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<strong>Ps1<\/strong>: os cinco ganhadores da promo\u00e7\u00e3o Los Hermanos no Circo s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ana Alice Gallo<br \/>\n\u00c9rika Ermida de Freitas<br \/>\nLigia Medina<br \/>\nTiago Dezotti<br \/>\nVanessa Cazotto Ferreira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os convites devem ser retirados na porta do evento, ap\u00f3s as 20h, mediante apresenta\u00e7\u00e3o do RG.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cityjamfestival.com\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Bons shows pra voc\u00eas<\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/wearescientists.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps2<\/strong>: o We Are Scientists (foto maior) at\u00e9 que fez um show legal. Fazia tempo que eu n\u00e3o pulava\/cantava tanto quanto pulei\/cantei em &#8220;Nobody Move, Nobody Get Hurt&#8221;, mas falta muito para o trio fazer um graaaande show. Eles t\u00eam apenas um disco, d\u00e1 pra acreditar? J\u00e1 o Hot Hot Heat foi uma celebra\u00e7\u00e3o. Ao vivo, as influ\u00eancias do Cure t\u00e3o presentes em est\u00fadio d\u00e3o lugar a um som mais urgente, que aproxima a banda do Franz Ferdinand. Showz\u00e3o com todo mundo cantando. J\u00e1 o Bravery parece que foi um fiasco. Eu mesmo s\u00f3 vi duas m\u00fasicas da banda. Amigos comentavam que a melhor m\u00fasica do show havia sido um cover do INXS. Existe algum problema quando um cover \u00e9 a melhor m\u00fasica do show. Ainda mais quando \u00e9 um cover do INXS. E o 2Many DJs (fotos menores) foi bacana, mas faltou algo. Pulei muito quando eles tocaram &#8220;Girls &amp; Boys&#8221;, do Blur, mas no geral me pareceu tudo Chemical Brothers demais desta vez. Todo momento parecia que iria entrar &#8220;Hey Boy, Hey Girl&#8221;. E eles n\u00e3o precisavam ter enfiado CSS e Bonde do Role no set. Ok, CSS tudo bem. :o) Por fim, perdi o Ladytron. Apesar de <a href=\"http:\/\/velvetzine.blig.ig.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">amigos<\/span><\/a> derramarem elogios \u00e0 banda, n\u00e3o tive pique para assistir ao show \u00e0s cinco da manh\u00e3. Queria, muito, mas a minha cama me pedia de volta. Dizem que foi um showz\u00e3o com direito a bis e integrante da banda mostrando que n\u00e3o rolava tocar mais nada, pois os t\u00e9cnicos j\u00e1 est\u00e3o desmontando tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps3<\/strong>: Para assistir e se emocionar: Snow Patrol ao vivo no Botanic Gardens, em Belfast, 26 de novembro \u00faltimo. Est\u00e1 tudo ali: &#8220;You Are All I Have&#8221;, &#8220;Chocolate&#8221;, &#8220;Spitting Games&#8221;, &#8220;Run&#8221; e? &#8220;Chasing Cars&#8221; (de arrebentar o cora\u00e7\u00e3o). <a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/northernireland\/atl\/spvital.shtml\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Assista aqui<\/span><\/a>. Ali\u00e1s, o \u00f3timo &#8220;Eyes Open&#8221; \u00e9 o \u00e1lbum mais vendido na Inglaterra em 2006, 1 milh\u00e3o e 200 mil c\u00f3pias. As gravadoras ainda v\u00e3o sobreviver alguns anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps4<\/strong>: Acho lindos os velhos vinis, mas sou obrigado a assumir que adoro a praticidade do CD. E, agora, ainda mais o MP3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/mojobooks1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps5<\/strong>: O amigo <a href=\"http:\/\/smoke.zip.net\/\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Danilo Corci<\/span><\/a> est\u00e1 bancando uma id\u00e9ia muito bacana: &#8220;Se um disco pudesse ser convertido em palavras, que hist\u00f3ria que ele contaria?&#8221;. As hist\u00f3rias em quest\u00e3o est\u00e3o rendendo a primeira tiragem da Mojo Books, uma s\u00e9rie de livros em PDF inspirados em discos, da qual eu farei parte em janeiro. Os primeiros volumes ser\u00e3o lan\u00e7ados no pr\u00f3ximo dia 2 de dezembro e trazem &#8220;Technique&#8221;, do New Order, revisto por Ricardo Giassetti, &#8220;Black Celebration&#8221;, do Depeche Mode, recriado por Danilo Corci e &#8220;In It for the Money&#8221;, do Supergrass, recontado por Delfin. Fique atento para baix\u00e1-los gratuitamente no <a href=\"http:\/\/www.speculum.art.br\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Speculum<\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3posito, vou escrever sobre o Doo&#8230; deixa pra l\u00e1. :o)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps6<\/strong>: Na sexta-feira dia 08\/12 assumo as pick-ups na festa de aniversario do \u00f3timo site <a href=\"http:\/\/sampaist.com\/\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Sampaist<\/span><\/a>, no Studio SP. Confere, abaixo, o flyer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/sampaist.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps7<\/strong>: Nesta sexta tem PELVs, em S\u00e3o Paulo. A banda est\u00e1 lan\u00e7ando seu quarto \u00e1lbum em 15 anos, novamente pela <a href=\"http:\/\/mmrecords.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Midsummer Madness<\/span><\/a>. Segue, abaixo, uma entrevista r\u00e1pida com eles:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/pelvs02.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas perguntas para Gordinho, da Pelvs<br \/>\n<strong>01) Qual a import\u00e2ncia do tempo no som da Pelvs? O que mudou do primeiro \u00e1lbum para o novo?<\/strong><br \/>\n<em>O tempo \u00e9 um fator importante. A PELVs sempre trabalha sem press\u00e3o para entregar um disco novo, ent\u00e3o acabamos demorando muito para gravar, mixar e finalizar. Talvez se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos tanto tempo, o resultado seria totalmente diferente. N\u00e3o sei se melhor ou pior. Quanto \u00e0 mudan\u00e7a na sonoridade ao longo dos anos, \u00e9 muito natural. Gosto de pensar que existe uma evolu\u00e7\u00e3o desde o primeiro disco at\u00e9 o &#8220;anotherspot&#8221; e isso acontece porque n\u00f3s, pessoalmente, mudamos e vamos incorporando outras refer\u00eancias com o tempo. O fato de n\u00f3s termos ganho seguran\u00e7a no est\u00fadio faz bastante diferen\u00e7a tamb\u00e9m, j\u00e1 que sempre produzimos os discos sozinhos. Agora, a forma como o som da PELVs mudou de um disco para outro na minha cabe\u00e7a \u00e9 a seguinte: O &#8220;Peter Greenaway&#8217;s Surf&#8221; \u00e9 um disco muito cru, feito por adolescentes sem nenhuma experi\u00eancia. O &#8220;Members to Sunna&#8221; \u00e9 o disco em que a PELVs descobriu o est\u00fadio. Muitas id\u00e9ias e muitos recursos, mas faltava um pouco de controle sobre o resultado. No &#8220;Peninsula&#8221; a id\u00e9ia foi domar esses instintos de usar todas as id\u00e9ias que aparecem. Isso aliado a mais experi\u00eancia no est\u00fadio fez um disco mais redondo. A gente tentou n\u00e3o ser t\u00e3o certinho no disco novo. Tentamos ousar mais. Usamos bateria eletr\u00f4nica em algumas faixas, gravamos m\u00fasicas mais longas e com mais detalhes. A id\u00e9ia \u00e9 que o disco n\u00e3o seja t\u00e3o imediato, mas que as pessoas possam descobrir coisas diferentes a cada audi\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) Como manter-se na ativa por quinze anos em um mercado t\u00e3o desrespeitoso como o nosso?<\/strong><br \/>\n<em>Fazer o que tem vontade e depois n\u00e3o acreditar que as coisas boas v\u00e3o acontecer de repente. Esse ceticismo nos previne de ter decep\u00e7\u00f5es e eu acho que as decep\u00e7\u00f5es s\u00e3o o principal motivo para o fim de bandas como a PELVs.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) O disco novo coloca a banda na estrada. Voc\u00eas t\u00eam tocado regularmente?<\/strong><br \/>\n<em>Temos ensaiado bastante ultimamente, mas nem lembro quando foi o \u00faltimo show. N\u00e3o procuramos muitos shows desde que come\u00e7amos a gravar o disco. Agora, nossa vontade \u00e9 tocar o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Temos esses dois shows (Rio, 29\/11 e SP, 1\/12), depois alguns shows marcados e queremos tocar bastante a partir de janeiro. Temos muita vontade de ir para o Sul novamente. Nunca passamos do Paran\u00e1. E gostar\u00edamos de ir ao Nordeste mais uma vez. Fizemos shows muito bons em 2004 em Salvador e Recife. Quem sabe dessa vez tocamos em mais cidades. No show, a gente tenta equilibrar o repert\u00f3rio, mas o mais importante \u00e9 tocar as m\u00fasicas que funcionam melhor ao vivo. Muitas vezes a escolha do repert\u00f3rio surpreende as pessoas que v\u00e3o aos shows esperando as m\u00fasicas mais agitadas. E sempre tem uma m\u00fasica que a gente nunca gravou que gostamos de tocar.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e1bado, pouco mais de meia-noite. Enquanto o c\u00e9u desaba em forma de chuva, a excelente infra do Nokia Trends 2006 protege o p\u00fablico, \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/30\/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/248"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=248"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/248\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":397,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/248\/revisions\/397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}