{"id":2460,"date":"2009-11-10T19:14:10","date_gmt":"2009-11-10T21:14:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=2460"},"modified":"2023-03-29T00:24:43","modified_gmt":"2023-03-29T03:24:43","slug":"entrevista-elephant","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/10\/entrevista-elephant\/","title":{"rendered":"Entrevista: Elefant"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"597\" class=\"alignnone size-full wp-image-2461\" title=\"Elephant \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/elephant.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/elephant.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/elephant-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/elephant-300x298.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/danilocorci\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Corci<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No come\u00e7o dos anos 00, Nova York era \u201ca\u201d cidade da m\u00fasica. De l\u00e1 vinham, considerados por todos, as melhores ideias musicais, as bandas mais quentes e, claro, os Strokes, que quanto mais se aproxima o final da d\u00e9cada, mais gente os apontam como \u201crevolucion\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verdade ou n\u00e3o, o fato \u00e9 que em sua passagem pelo Brasil, os Strokes se mostraram apenas uma bandinha de nightclub ao vivo, uma tristeza s\u00f3. Mas se eles s\u00e3o supervalorizados, tamb\u00e9m \u00e9 verdade afirmar que se n\u00e3o fossem por eles, outras dezenas de bandas nova-iorquinas n\u00e3o teriam a menor chance de galgar o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos casos mais curiosos \u00e9 o Elefant, quarteto formado pelo argentino Diego Garcia nos vocais, Mod, na guitarra, Jeff Berrall, no baixo e Kevin McAdams, na bateria. Tudo come\u00e7ou com o EP &#8220;Gallery Girl&#8221;, em 2003, seguido do \u00e1lbum &#8220;Sunlight Makes Me Paranoid&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em compara\u00e7\u00e3o com o que era feito na \u00e9poca, o disco atendia bem ao briefing: era rock, mas pop o suficiente, com integrantes devidamente vestidos em brech\u00f3s. Mas havia algo ali de diferente. O disco, celebra\u00e7\u00e3o de baladas e lindas garotas melanc\u00f3licas, trazia melodias leves e despretensiosas, com dez can\u00e7\u00f5es redondas, que praticamente impede a escolha de uma como a melhor. Era sinal de algo raro naquela efervesc\u00eancia toda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro sinal que o Elefant tamb\u00e9m era diferente: a banda n\u00e3o se apressou em gravar um novo disco, regra b\u00e1sica para os grupos dos anos 00. Tr\u00eas anos se passaram at\u00e9 surgir &#8220;The Black Magic Show&#8221;, com uma reviravolta e tanto. Ainda que a tentativa de som leve estivesse l\u00e1, a banda parecia cada vez mais introspectiva, n\u00e3o no sentido Interpol, mas sim no de ruptura com que havia feito antes. Alguns narizes foram torcidos e a banda, apontada por muitos como a \u201cthe next big thing\u201d foi deixada de lado. A atmosfera experimental de colocar novos elementos nos sons n\u00e3o caiu bem para o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas como que imitando o nome de batismo da banda, o Elefant parece querer voltar a serem notados com um terceiro disco, programado para sair no come\u00e7o de 2010. Eles parecem n\u00e3o ter pressa alguma em lan\u00e7ar novos materiais, indo contra a corrente vigente. Conversamos, via e-mail, com Kev para saber o que ainda pode se esperar da banda. O resultado voc\u00ea l\u00ea abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sete anos se passaram deste o come\u00e7o da banda. Como est\u00e3o as coisas para o Elefant?<\/strong><br \/>\nKevin McAdams: Na verdade j\u00e1 s\u00e3o oito ou nove anos. Louco, n\u00e3o? Onde o tempo foi parar? Bom, as coisas est\u00e3o legais. Estamos adorando fazer o novo disco e entrar em contato novamente com os f\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas surgiram numa \u00e9poca de boas bandas em Nova York. De alguma maneira isso ajudou voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nAcredito que muitas das bandas de Nova York estavam na mesma onda. O final dos anos 90 foram t\u00e3o fracos para a m\u00fasica popular norte-americana que alguma coisa tinha de acontecer. Est\u00e1vamos querendo criar m\u00fasicas que gostar\u00edamos de ouvir. A cena nova-iorquina estava t\u00e3o pra baixo que alguma coisa boa iria acontecer. E aconteceu.<br \/>\n<strong><br \/>\n&#8220;Sunlight Makes Me Paranoid&#8221;, em minha opini\u00e3o, \u00e9 um dos grandes discos desse levante de Nova York. Fazendo uma retrospectiva, como voc\u00eas lidam com ele agora?<\/strong><br \/>\nObrigado! N\u00f3s gostamos muito daquele disco. N\u00e3o havia expectativas quando o fizemos. H\u00e1 uma inoc\u00eancia genu\u00edna nele. E olhando agora, isso realmente foi importante pra cacete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 &#8220;Black Magic Show&#8221; trouxe diferentes rea\u00e7\u00f5es, algumas pessoas diziam que voc\u00ea havia evolu\u00eddo, outras que voc\u00eas perderam a m\u00e3o. De alguma maneira d\u00e1 pra dizer que o disco foi uma esp\u00e9cie de &#8220;Kid A&#8221; de voc\u00eas, porque ele soa mais tenso e menos f\u00e1cil do que o primeiro?<\/strong><br \/>\nRealmente \u00e9 um disco bem diferente de SMMP. A qualidade est\u00e9tica dele foi em dire\u00e7\u00e3o oposta ao primeiro \u00e1lbum. Escrevemos muitas can\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o conseguimos lan\u00e7ar logo ap\u00f3s &#8220;Sunlight&#8221;, levou tr\u00eas anos para conseguirmos organizar tudo. Ent\u00e3o, n\u00e3o houve uma ponte de conex\u00e3o entre os sons do primeiro e do segundo disco. O primeiro disco de uma banda geralmente define a marca dela. Por in\u00fameras raz\u00f5es, o som de BMS foi um contraste para o SMMP, o que causou essa rea\u00e7\u00e3o nos cr\u00edticos e nos f\u00e3s. Mas n\u00e3o chegaria a dizer que foi um &#8220;Kid A&#8221; da banda, longe disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As bandas que surgiram nos anos 00 parecem ter uma \u00e2nsia gigantesca por lan\u00e7ar novos materiais. Voc\u00eas, ao contr\u00e1rio, levam mais tempo para cozinhar um novo. Alguma raz\u00e3o para isso?<\/strong><br \/>\nSim, tudo menos a m\u00fasica. Temos bastante material novo. Criativamente, poder\u00edamos lan\u00e7ar um disco novo por ano, mas a pol\u00edtica do selo e a loucura do &#8220;mu sic business&#8221; atrasam o processo. Por isso eu escrevi e gravei meu \u00e1lbum solo, &#8220;It\u2019s My Time To Lose My Mind&#8221;, com o Mod coproduzindo. Eu quis criar e lan\u00e7ar um disco do meu jeito, sem as frustra\u00e7\u00f5es de ter de agradar um bando de pessoas que se preocupam apenas com os resultados. Voc\u00ea pode ouvir um pouco em <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/kevinmcadams\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.myspace.com\/kevinmcadams<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e3o em est\u00fadio agora. O que podemos esperar para o novo \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nUm disco mais pra cima, muito mais parecido com o SMMP. Estamos num bom lugar e curtindo a m\u00fasica por ela mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 o processo criativo de voc\u00eas? Todos fazem de tudo?<\/strong><br \/>\nO Diego vem com um sketch de uma m\u00fasica, um acorde, uma melodia vocal. Da\u00ed, trabalhamos em conjunto, colocando o tempo, sentimentos, estruturas, melodia, etc\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que voc\u00ea tem ouvido?<\/strong><br \/>\nMuito Beatles, Stevie Wonder e Miles Davis. Cresci ouvindo isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alguma chance de turn\u00ea na Am\u00e9rica do Sul ano que vem?<\/strong><br \/>\nEspero que sim. Assim que tivermos a data correta do lan\u00e7amento do novo disco na Am\u00e9rica do Sul, seria sensacional fazer uma turn\u00ea por a\u00ed!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Danilo Corci \u00e9 jornalista e editor dos sites <a href=\"http:\/\/www.speculum.art.br\/\"><span style=\"color: #29568f;\">Speculum<\/span><\/a> e <a href=\"http:\/\/mojobooks.com.br\/\"><span style=\"color: #29568f;\">Mojo Books<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Strokes ao vivo no Tim Festival SP, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/crf_tim.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;First Impressions of Earth&#8221;, do Strokes, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/strokes_first.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Danilo Corci\nUma das boas bandas da cena de Nova York anos 00, o Elefant est\u00e1 preparando  disco novo. 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