{"id":244,"date":"2006-11-16T09:00:00","date_gmt":"2006-11-16T11:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2006\/11\/16\/atmosphere\/"},"modified":"2023-06-01T20:08:25","modified_gmt":"2023-06-01T23:08:25","slug":"atmosphere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/16\/atmosphere\/","title":{"rendered":"New Order em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27161\" title=\"neworder\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/neworder.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 inevit\u00e1vel, mas ver Bernard Sumner pulando no palco como um tiozinho que deixou a mulher em casa e est\u00e1 em sua primeira balada depois de anos \u00e9 algo extremamente punk. Claro, o ato tamb\u00e9m impinge ao espectador um certo ar de vergonha complacente. &#8220;Como esse cara ousa cantar e dan\u00e7ar assim?&#8221;, perguntam-se os incr\u00e9dulos. Alheio a tudo isso, Sumner n\u00e3o s\u00f3 d\u00e1 pulinhos entusiasmados, como tamb\u00e9m arrisca uns passinhos de samba e solta gritinhos afetados em v\u00e1rios momentos do show. Ele parece estar feliz, e \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o sorrir por sua felicidade, principalmente quando ele larga o microfone e encara o crooner cantando cl\u00e1ssicos de ontem, hoje e sempre como &#8220;True Faith&#8221;, &#8220;Bizarre Love Triangle&#8221;, &#8220;Temptation&#8221;, &#8220;The Perfect Kiss&#8221; e &#8220;Blue Monday&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 mesmo o movimento punk para permitir que pessoas comuns, sem nenhuma voz, sem carisma e sem jeito algum para ser Elvis Presley subissem em um palco para mostrar que a perfei\u00e7\u00e3o da arte \u00e9 algo que est\u00e1 muito pr\u00f3xima a qualquer pessoa. Imagino, c\u00e1 com meus bot\u00f5es, que deve ter sido uma decis\u00e3o dif\u00edcil para Bernard assumir o vocal da banda ap\u00f3s Ian Curtis partir para o outro lado. No entanto, com seu fio de voz e sua timidez, Sumner conseguiu seu espa\u00e7o no mundo pop. E o New Order se transformou na banda mais importante dos anos 80. N\u00e3o s\u00f3 por &#8216;culpa&#8217; de Bernard Sumner: o baixo de Peter Hook conduz a banda, e mesmo o invis\u00edvel Stephen Morris tem a sua contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doze mil pessoas que estiveram no Via Funchal, em S\u00e3o Paulo, nos dias 13 e 14 de novembro, com certeza v\u00e3o reclamar do som da casa, terr\u00edvel no come\u00e7o e t\u00e9rmino da apresenta\u00e7\u00e3o. Como disse uma amiga, \u00e9 imperdo\u00e1vel que uma banda do tamanho hist\u00f3rico do New Order viaje sem t\u00e9cnico de som. Quem procura perfei\u00e7\u00e3o tem motivos de sobra para ter odiado os dois shows. Como, a essa altura do campeonato, Bernard consegue entrar errado com a voz em &#8220;Bizarre Love Triangle&#8221;? Como &#8220;Crystal&#8221; pode ter ficado t\u00e3o horr\u00edvel ao vivo? Com tantas m\u00fasicas para tocar, pra que inventar de tocar a fraca &#8220;Who&#8217;s Joe?&#8221;? Ser\u00e1 pedir muito ouvir a bateria eletr\u00f4nica na hora que Stephen esmurra seu kit?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sinceramente, isso tudo pouco importa. Os dois shows do New Order em S\u00e3o Paulo foram marcados por uma despretens\u00e3o que at\u00e9 comove. Sumner desafinou a escaleta em &#8220;Your Silent Face&#8221; nos dois dias, mas quem vai querer prestar aten\u00e7\u00e3o nisso quando a banda est\u00e1 apresentando ao vivo uma das can\u00e7\u00f5es mais doces de um de seus melhores \u00e1lbuns, &#8220;Power, Corruption and Lies&#8221; (1983)? A magia de se assistir a um show \u00e9 exatamente o inesperado, a recria\u00e7\u00e3o daquilo que ouvimos em MP3 (e que metade do p\u00fablico presente ao Via Funchal ouvia nos velhos vinis). A perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 a imperfei\u00e7\u00e3o?, pergunta outro. N\u00e3o chega a isso, mas shows n\u00e3o s\u00e3o discos, s\u00e3o divers\u00e3o, e por mais que pare\u00e7a totalmente contradit\u00f3rio, \u00e9 at\u00e9 engra\u00e7ado ver pessoas felizes com os bra\u00e7os pra cima cantando &#8220;o amor vai nos separar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao vivo, e principalmente na hora do set eletr\u00f4nico, \u00e9 imposs\u00edvel levar \u00e0 s\u00e9rio o New Order. Pois seriedade n\u00e3o combina com pessoas dan\u00e7ando com os bra\u00e7os levantados, cantando e dividindo suor em pequenos esbarr\u00f5es. Mais do que um show, o New Order faz ao vivo um elogio a alegria, e tanto os acessos de divers\u00e3o de Bernard Sumner quanto a presen\u00e7a de palco absurda do &#8216;caminhoneiro&#8217; disfar\u00e7ado de baixista Peter Hook colaboram para a empolga\u00e7\u00e3o generalizada. Perdidas no meio do repert\u00f3rio, as can\u00e7\u00f5es do Joy Division apenas est\u00e3o ali para mostrar um outro lado, uma outra verdade, e causam um transe que leva v\u00e1rias pessoas as l\u00e1grimas. Divers\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o em pequenos intervalos de quatro minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O set list da segunda-feira, em S\u00e3o Paulo, teve uma m\u00fasica a menos que na ter\u00e7a, mas s\u00f3 quem estava l\u00e1 pode ver Sumner esquecer frases de &#8220;She&#8217;s Lost Control&#8221; que n\u00e3o devia estar nos dois teleprompters instalados ao lado do microfone para lembrar as letras ao vocalista (e que trazia um enorme adesivo com a palavra &#8220;Obrigado&#8221; em portugu\u00eas mesmo). No entanto, na ter\u00e7a foi poss\u00edvel ver a cara de espanto de muita gente quando o grupo sacou a dobradinha &#8220;These Days&#8221; e &#8220;Twenty Four Hours&#8221; do repert\u00f3rio do Joy Division, e as entregou ainda mais ferozes e sujas pelo som deficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dois dias, &#8220;Love Will Tear Us Apart&#8221; fechou o show, assim como em 1988. E no segundo dia teve &#8220;Atmosphere&#8221;. O som melhorou um pouco na ter\u00e7a, mesmo assim esteve longe do padr\u00e3o aceit\u00e1vel para uma apresenta\u00e7\u00e3o deste n\u00edvel. O p\u00fablico tamb\u00e9m estava mais entregue na segunda noite, cantando tudo e pulando muito. Quem esperava perfei\u00e7\u00e3o deve ter ficado frustrado. Quem esperava divers\u00e3o, se esbaldou. Quem tem cora\u00e7\u00e3o punk (n\u00e3o confunfir com emo, please) saiu realizado. Por mais que a eletr\u00f4nica sugira distanciamento, o New Order fez um dos shows mais intimistas que assisti na minha vida. \u00c9 inevit\u00e1vel, mas ver Peter Hook pulando e tocando como se tivesse 14 anos \u00e9 extremamente revitalizante. O que mais esperar de um show?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps1<\/strong> &#8211; Em Bras\u00edlia, f\u00e3s saldaram a banda com um cartaz: &#8220;Aqui n\u00f3s temos Power, Corruption And Lies&#8221;. Perfeito. Abaixo, assista a um trecho de &#8220;Regret&#8221; &#8211; hoje em dia, a minha can\u00e7\u00e3o preferida do New Order &#8211; na noite de segunda-feira, flagrada pelo chapa L\u00facio Ribeiro:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"new order - s\u00e3o paulo\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hgPbvAOMN_M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps2<\/strong> &#8211; Set List do New Order em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira Noite<br \/>\n1 &#8211; &#8220;Crystal&#8221;<br \/>\n2 &#8211; &#8220;Turn&#8221;<br \/>\n3 &#8211; &#8220;Regret&#8221;<br \/>\n4 &#8211; &#8220;Ceremony&#8221;<br \/>\n5 &#8211; &#8220;Who&#8217;s Joe&#8221;<br \/>\n6 &#8211; &#8220;Transmission&#8221;<br \/>\n7 &#8211; &#8220;Krafty&#8221;<br \/>\n8 &#8211; &#8220;Waiting for the Sirens Call&#8221;<br \/>\n9 &#8211; &#8220;Your Silent Face&#8221;<br \/>\n10 &#8211; &#8220;True Faith&#8221;<br \/>\n11 &#8211; &#8220;Bizarre Love Triangle&#8221;<br \/>\n12 &#8211; &#8220;Temptation&#8221;<br \/>\n13 &#8211; &#8220;Perfect Kiss&#8221;<br \/>\n14 &#8211; &#8220;Blue Monday&#8221;<br \/>\n15 &#8211; &#8220;She&#8217;s Lost Control&#8221;<br \/>\n16 &#8211; &#8220;Love Will Tear Us Apart&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segunda Noite<br \/>\n1 &#8211; &#8220;Crystal&#8221;<br \/>\n2 &#8211; &#8220;Regret&#8221;<br \/>\n3 &#8211; &#8220;Ceremony&#8221;<br \/>\n4 &#8211; &#8220;Twenty Four Hours&#8221;<br \/>\n5 &#8211; &#8220;These Days&#8221;<br \/>\n6 &#8211; &#8220;Transmission&#8221;<br \/>\n7 &#8211; &#8220;Krafty&#8221;<br \/>\n8 &#8211; &#8220;Waiting for the Sirens Call&#8221;<br \/>\n9 &#8211; &#8220;Your Silent Face&#8221;<br \/>\n10 &#8211; &#8220;True Faith&#8221;<br \/>\n11 &#8211; &#8220;Bizarre Love Triangle&#8221;<br \/>\n12 &#8211; &#8220;Temptation&#8221;<br \/>\n13 &#8211; &#8220;Perfect Kiss&#8221;<br \/>\n14 &#8211; &#8220;Blue Monday&#8221;<br \/>\n15 &#8211; &#8220;Atmosphere&#8221;<br \/>\n16 &#8211; &#8220;Turn&#8221;<br \/>\n17 &#8211; &#8220;Love Will Tear Us Apart&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps3<\/strong> &#8211; Pr\u00f3xima parada, Nokia Trends: n\u00e3o percam o 2ManyDJs, n\u00e3o percam!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/cityjam.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<strong>Ps4 &#8211; Promo\u00e7\u00e3o City Jam Festival &#8211; Los Hermanos e Hurtmold no Circo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">City Jam \u00e9 um festival que acontece em Londres, Nova York e S\u00e3o Paulo, levando um pouco de cada cidade para a outra, atrav\u00e9s de diferentes manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas contempor\u00e2neas, interativas e inovadoras. O Festival comemora 4 anos da revista <span style=\"text-decoration: underline;\">JungleDrums<\/span> e lan\u00e7amento de seu novo portal de cultura brasileira. Em S\u00e3o Paulo, o evento ir\u00e1 acontecer no dia 01 de dezembro, na Academia Brasileira de Circo, e contar\u00e1 com shows de Los Hermanos, Hurtmold e Clube de Balan\u00e7o, al\u00e9m de discotecagens de L\u00facio Ribeiro. Confira a programa\u00e7\u00e3o no site oficial e concorra a dois pares de ingressos aqui na Revoluttion para o evento em S\u00e3o Paulo. Para concorrer aos ingressos, basta dar uma passada no site oficial do City Jam Festival e descobrir qual banda brasileira estar\u00e1 se apresentando em Londres, no dia 26. de novembro. E escrever para mcosta@ig.com. Duas pessoas v\u00e3o ser sorteadas entre as respostas certas que chegarem, e o nome dos vencedores ser\u00e1 publicado na coluna de quinta-feira (23\/11), ok. Dedos cruzados e boa sorte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps5<\/strong> &#8211; Agora \u00e9 oficial: os dois grandes discos do rock nacional em 2006 ficaram para 2007. &#8220;Tribunal Surdo&#8221;, dos goianos do Violins, e &#8220;A Marcha dos Invis\u00edveis&#8221;, da banda curitibana Terminal Guadalupe, s\u00f3 v\u00e3o ver a luz do laser em 2007. O Violins chegou a disponibilizar quatro m\u00fasicas (&#8220;Grupo de Exterm\u00ednio de Aberra\u00e7\u00f5es&#8221;, &#8220;Anti-Her\u00f3i 1&#8221;, &#8220;O Piloto Russo na Aldeia Suskir&#8221; e &#8220;Campe\u00e3o Mundial de Bater Carteira&#8221;) de uma masteriza\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria no site oficial, e a procura foi tanta que o site caiu e saiu do ar, com previs\u00e3o de retorno com os MP3 apenas em dezembro. Das quatro faixas, destaque para a pol\u00eamica &#8220;Grupo de Exterm\u00ednio de Aberra\u00e7\u00f5es&#8221;. A Revoluttion j\u00e1 teve acesso a outras duas m\u00fasicas (&#8220;Delinquentes Belos&#8221; e &#8220;Solit\u00e1ria&#8221;). e prev\u00ea um disco sensacional pela frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os curitibanos do Terminal Guadalupe est\u00e3o finalizando a mixagem de &#8220;A Marcha dos Invis\u00edveis&#8221;, no m\u00edtico est\u00fadio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro. Enquanto isso, a banda coloca duas m\u00fasicas in\u00e9ditas &#8211; que n\u00e3o v\u00e3o entrar no novo \u00e1lbum &#8211; no My Space para download gratuito: &#8220;Ni&#8221; mistura surf music com Ramones, Monthy Phyton e brega italiano. &#8220;M\u00e1rmore Gelado&#8221; \u00e9 um cl\u00e1ssico desconhecido do rock pantaneiro (?!). Foi do repert\u00f3rio do grupo Carestia em Ascens\u00e3o, de Corumb\u00e1 (MS), e teve sucesso local no final dos anos 80. Esta vers\u00e3o, com forte influ\u00eancia grunge e cita\u00e7\u00e3o de Chico Buarque, foi gravada em junho de 2005, em um show na tradicional casa noturna Era S\u00f3 O Que Faltava, em Curitiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ps6<\/strong> &#8211; O show de Patti Smith no fechamento da casa novaiorquina CBGB foi transmitido por uma r\u00e1dio, e caiu inteiro na Web. Siga o link para baixar Patti Smith cantando &#8220;Pale Blue Eyes&#8221;, &#8220;Marquee Moon&#8221;, &#8220;Sonic Reducer&#8221;, &#8220;Free Money&#8221; e outras. <a href=\"http:\/\/www.bigozine2.com\/archive\/ARrarities06\/ARpscbgb.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Tudo aqui, com direito a capinha!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2006\/11\/biiz_stone2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<strong>Ps7<\/strong> &#8211; Rolling Stone x Bizz: O tema da coluna anterior rendeu tr\u00eas dezenas de \u00f3timos coment\u00e1rios. Para alguns que achavam que a compara\u00e7\u00e3o era um erro, vale muito ler os comments para verificar que h\u00e1 muito mais semelhan\u00e7as entre as duas publica\u00e7\u00f5es do que algumas pessoas sup\u00f5e imaginar. Separei alguns trechos dos coment\u00e1rios dos leitores, mas quem quiser ir ler todos (ou mesmo, opinar) <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/09\/bizz-x-rolling-stone\/\"><span style=\"text-decoration: underline;\">o link direto \u00e9 este<\/span><\/a>. Acima, a capa das novas edi\u00e7\u00f5es da Bizz e da Rolling Stone. Abaixo, doze trechos de coment\u00e1rios:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Erika Morais: Quem compra revista &#8220;de m\u00fasica&#8221; hoje em dia? A mesma pessoa que acessa consome m\u00fasica pela internet: l\u00ea o S&amp;Y, escuta r\u00e1dio gringa e baixa m\u00fasica em seu PC. Sou eu e (quase) todos que comentaram aqui, todos que est\u00e3o nas comunidades das revistas no orkut e n\u00e3o podem perder a oportunidade de estar bem informado&#8230; Somos um p\u00fablico de massa? N\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o estamos isolados em guetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Henrique: Me parece, acima de tudo, que ambas podem se completar nas suas qualidades e defici\u00eancias. Embora eu ache, ao contr\u00e1rio de voc\u00ea, que jornalismo musical neste pa\u00eds \u00e9 muito chapa branca, n\u00e3o vejo porque dar um tratamento mais &#8220;aproximado&#8221; na feitura das mat\u00e9rias (pelo menos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 entrevistas e reportagens), sem necessariamente se distanciar de um senso cr\u00edtico. Afinal, tamb\u00e9m ao contr\u00e1rio do que dizem certos &#8220;professores&#8221; da mat\u00e9ria, jornalismo \u00e9 opini\u00e3o sim, e n\u00e3o paneas informa\u00e7\u00e3o. Sen\u00e3o vira um grande release. E pago com o meu suado dinheirinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Murilo Andrade: Acho que quanto mais publica\u00e7\u00f5es, melhor. O mercado consumidor vai com tempo &#8216;moldando&#8217; os conte\u00fados e interesses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ricardo: N\u00e3o seria tamb\u00e9m um pouco de comodismo dos jornalistas brasileiros n\u00e3o fazer esse tipo de mat\u00e9ria que fizeram com o killers? Entendo o teu ponto de vista, concordo parcialmente com ele, mas acho que tamb\u00e9m tem um pouco de pregui\u00e7a jornal\u00edstica a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giuliano Martins: \u00c9 not\u00f3rio que a RS chegou para balan\u00e7ar o mercado de revistas como a TRIP e a Bizz. A concorr\u00eancia pode ser ben\u00e9fica para o leitor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Angelo Cavalcante: Gostei da tua coloca\u00e7\u00e3o ao falar da capa da Bravo com P. Viola e A. Antunes e &#8220;a hora do samba&#8221; citando Wado, Curumim&#8230; Minha pergunta \u00e9: O mercado &#8220;independente&#8221; sustenta o rascunho de mercado fonogr\u00e1fico brasileiro? Por exemplo, o Wado ta no 3\u00b0 disco, e pouco se fala nele&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ivan Santos: Pra mim falta justamente aquilo que o cara fala no editorial da primeira RS: &#8220;o que importa \u00e9 opini\u00e3o&#8221;. Seja contra ou a favor, mas opini\u00e3o, e de prefer\u00eancia, embasada, n\u00e3o achismo (o que \u00e9 muito comum por a\u00ed). S\u00f3 que pra variar, o editorial promete aquilo que a revista n\u00e3o cumpre, vide as resenhas burocr\u00e1ticas\/chapa branca. E isso vale tanto pra RS quanto pra Bizz. Que infelizmente tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00e1 entregando o que vende (tanto em reportagem quanto em opini\u00e3o). Os editoriais da Bizz tamb\u00e9m tem colocado coisas que eu acho muito acertadas. O problema \u00e9 que quando voc\u00ea l\u00ea a revista, n\u00e3o condiz com o que se promete l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gustavo Silva: Acho o jornalismo musical um tanto quanto sucateado, mas n\u00e3o por op\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Como voc\u00ea frisa, n\u00e3o h\u00e1 oportunidade de realizar grandes materias com grandes nomes (caso do Killers). Al\u00e9m do mais, o cen\u00e1rio musical nacional mainstream n\u00e3o colabora nem um pouco para aumentar a qualidade das publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo Vinhas: Como leitor ass\u00edduo da RS Latina (ainda que baseada na Argentina, ela abrange Chile, Paraguai, Uruguai, Col\u00f4mbia, Peru, Venezuela e Bol\u00edvia, j\u00e1 que o mercado argentino abastece esses pa\u00edses), posso dizer que o que me incomoda nela \u00e9 o tom excessivamente reverente das reportagens. Qualquer banda com mais de tr\u00eas discos \u00e9 &#8220;cl\u00e1ssica&#8221; e nenhum artista ganha pared\u00e3o, ou sequer uma resenha negativa l\u00e1. N\u00e3o que descer a lenha seja a \u00fanica fun\u00e7\u00e3o do jornalismo cultural, mas acariciar o ego dos artistas tamb\u00e9m n\u00e3o o \u00e9. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma uniformidade textual que me incomoda: voc\u00ea s\u00f3 sabe se um texto \u00e9 do Oscar Jalil, do Claudio Kleiman ou do Pablo Hernandez se olhar os cr\u00e9ditos da mat\u00e9ria. Ningu\u00e9m tem um texto disting\u00fc\u00edvel, e isso \u00e9 fundamental em qualquer jornalismo opinativo, como \u00e9 o caso da m\u00fasica. Isso facilita a identifica\u00e7\u00e3o do ouvinte. Esse tipo de coisa pode vir a se anunciar na RS Brasil. Veremos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodney: \u00c9 claro que tem v\u00e1rios pontos nos quais eu concordo e em outros, n\u00e3o (continuo achando que uma das concorrentes da RS \u00e9 a Trip, at\u00e9 porque as duas falam muito de comportamento). Agora, o mais bacana dessa vinda da Rolling Stone \u00e9 o fato dela ter inicado esse debate sobre o jornalismo impresso e o mercado de revistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JW: Dei meu voto de confian\u00e7a \u00e0 RS, e acho que valeu a pena; por\u00e9m, no geral&#8230; vi mais gra\u00e7a nas mat\u00e9rias que n\u00e3o eram relacionadas \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e1bio: Eu n\u00e3o sei se vou ter grana para comprar as duas revistas. Este m\u00eas eu preferi comprar a RS para conhecer. Achei boas as suas observa\u00e7\u00f5es. Me diz, qual o erro grotesco na entrevista com o Dylan? (Ent\u00e3o, quando ele diz, no meio da mat\u00e9ria, que o Brian Wilson gravava discos de quatro faixas, ele est\u00e1 querendo dizer que eram quatro canais &#8211; four tracks. Erro de tradu\u00e7\u00e3o. Imagina o Pet Sounds com apenas quatro m\u00fasicas?)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa \u00c9 inevit\u00e1vel, mas ver Bernard Sumner pulando no palco como um tiozinho que deixou a mulher em casa e est\u00e1 \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/16\/atmosphere\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/244"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=244"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75141,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/244\/revisions\/75141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}