{"id":24333,"date":"2014-03-29T11:00:01","date_gmt":"2014-03-29T14:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=24333"},"modified":"2014-05-06T10:24:19","modified_gmt":"2014-05-06T13:24:19","slug":"humberto-gessinger-ao-vivo-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/29\/humberto-gessinger-ao-vivo-em-sp\/","title":{"rendered":"Humberto Gessinger ao vivo em SP"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24334\" title=\"humberto1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e v\u00eddeos por Marcelo Costa<br \/>\nFotos por Liliane Callegari<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">30 anos se passaram desde que Humberto Gessinger formou os Engenheiros do Hawaii, e desde sempre (mais propriamente a partir do segundo disco da banda, \u201cA Revolta dos Dandis\u201d, de 1987), o mundo se divide em quem acredita que Humberto Gessinger \u00e9 g\u00eanio e naqueles que veem no ga\u00facho uma das piores coisas surgidas na m\u00fasica brasileira em todos os tempos. Contaminados pela paix\u00e3o (tanto de amor quanto de \u00f3dio), os dois lados est\u00e3o errados, e a primeira turn\u00ea solo de Humberto em 30 anos serve como um \u00f3timo trampolim para analisar uma carreira que, a margem da derrocada da ind\u00fastria, segue firme e com f\u00e3s fieis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Divulgando \u201cInsular\u201d, seu primeiro disco totalmente solo (o projeto Humberto Gessinger Trio, que lan\u00e7ou um \u00e1lbum em 1996, foi praticamente um embri\u00e3o da segunda forma\u00e7\u00e3o dos Engenheiros, que, desde sempre, teve em Humberto seu l\u00edder e porta-voz, mas as coisas agora s\u00e3o diferentes), Humberto Gessinger voltou a S\u00e3o Paulo para romper tr\u00eas anos de sil\u00eancio com a cidade (seu \u00faltimo show na capital havia sido em 2011 com o projeto Pouca Vogal) que o recebeu, 28 anos atr\u00e1s, para tr\u00eas shows min\u00fasculos no Rose Bombom, o terceiro deles neste mesmo 21 de mar\u00e7o. Humberto relembra em seu blog oficial:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEm S\u00e3o Paulo, n\u00e3o \u00e9ramos ningu\u00e9m. Nossa hist\u00f3ria ainda estava por ser escrita. Tive este insight em meio ao primeiro show na Paulic\u00e9ia desvairada. N\u00e3o dava pra chamar aquela d\u00fazia de pessoas, por mais animada que estivesse, de S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o me limitei a um gen\u00e9rico &#8220;valeu, rapaziada!&#8221;. (Marcelo) Pitz, grande baixista e figura dulc\u00edssima, deve ter pensado que fora esquecimento meu, chegou ao microfone e tascou: &#8220;obrigado, S\u00e3o Paulo!&#8221;. Achei engra\u00e7ado. Hoje, penso que ambos est\u00e1vamos certos. Era e n\u00e3o era a cidade.  Essa S\u00e3o Paulo s\u00e3o tantas cidades&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24335\" title=\"humberto2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De uma d\u00fazia de pessoas em 1986 para cerca de 3 mil e 500 pessoas em 2014, muita coisa aconteceu na carreira de Humberto Gessinger durante esse espa\u00e7o de tempo, e boa parte dessas hist\u00f3rias surgem estampadas em camisetas variadas (a lojinha caprichada ir\u00e1 abastecer a mitologia nos shows seguintes), que relembram discos e turn\u00eas dos Engenheiros numa plateia que traz desde f\u00e3s grisalhos (ser\u00e1 que algum daquele show do Rose Bombom? Quem sabe) at\u00e9 adolescentes que devem ter descoberto os Engenheiros fu\u00e7ando os discos do pais ou atrav\u00e9s do Pouca Vogal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhado de Rafael Bisogno na bateria e (o ex-Fresno e atual Esteban) Rodrigo Tavares na guitarra, Humberto entra de baixo em punho apresentando \u201cSampa no Walkman\u201d (1991), fidel\u00edssima \u00e0 vers\u00e3o original, e emenda com o primeiro n\u00famero do disco novo, \u201cTudo Est\u00e1 Parado\u201d, uma das can\u00e7\u00f5es mais cantadas pelo p\u00fablico na noite (outras cinco can\u00e7\u00f5es do novo \u00e1lbum iriam entrar no set list da noite), o que por si s\u00f3 j\u00e1 permite discuss\u00f5es sobre quantos artistas do s\u00e9culo passado conseguem agradar seu p\u00fablico ao juntar material novo e antigo, ambos esperados com a mesma aten\u00e7\u00e3o pela audi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cToda Forma de Poder\u201d (1986) surge em arranjo cadenciado valorizando a grande letra de Humberto. \u201cAt\u00e9 o Fim\u201d (2003), um dos mantras da carreira do ga\u00facho, vem na sequencia e j\u00e1 come\u00e7a a deixar a plateia rouca, que grita a letra: \u201cN\u00e3o vim at\u00e9 aqui pra desistir agora \/ Entendo voc\u00ea se voc\u00ea quiser ir embora\u201d. Seguem-se \u201cArmas Qu\u00edmicas e Poemas\u201d (2004), a bonita \u201cPose\u201d (1992) e a nova \u201cBora\u201d (2013), com Humberto aliterando \u201cbora\/boreal\u201d. A primeira parte da noite resvala em um rock direto, sujo e quase punk, depois se transforma em um classic rock t\u00edpico de FM, com solos de guitarra encharcados de delay.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSurfando Karmas e DNA\u201d (2002) e \u201cEu Que N\u00e3o Amo Voc\u00ea\u201d (1999), ao lado da nova \u201cTchau Radar\u201d (2013) rendem o momento mais datado da noite, sonoramente. O p\u00fablico embarca cantando as letras e fechando os olhos durante os solos sonolentos de Tavares, \u201cviajando\u201d no tempo. O show volta a criar ritmo com uma vers\u00e3o fidel\u00edssima de \u201cAndo S\u00f3\u201d (1991) e, principalmente, com a \u00f3tima \u201cA Revolta dos Dandis\u201d (1987). Inaugurando a terceira parte do show, repleto de baladas, surge em arranjo quase folk \u201cA Ponte Para o Dia\u201d, detentora do pr\u00eamio \u201cParab\u00f3lica\u201d de pior letra do disco novo pelo refr\u00e3o \u201cAtravessar a travessia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordeom em punho, Humberto declama a bonita \u201cSomos Quem Podemos Ser\u201d (de 1986, com Tavares cantando o segundo trecho e, oportunamente, atualizando a segunda parte da letra para \u201cgarotos n\u00e3o sabem mais portugu\u00eas\u201d) e emenda com uma de suas mais sinceras baladas, \u201cDe F\u00e9\u201d (1996). Segue-se o hino \u201cTerra de Gigantes\u201d (de 1987, ainda no formato acordeom) at\u00e9 que Humberto se dirige ao piano para o segundo bloco de baladas, aberto com \u201cPiano Bar\u201d (1991) e seguida por \u201c3&#215;4\u201d (1999), \u201cTchau Radar\u201d (2013) e \u201cPra Ser Sincero\u201d (1990). O show termina com \u201cExercito de Um Homem S\u00f3\u201d (1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24336\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/humberto3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trio volta ao palco com uma das can\u00e7\u00f5es mais queridas pelos f\u00e3s, \u201cDom Quixote\u201d (2003), e emenda \u201cRefr\u00e3o de Bolero\u201d (1987). Nova pausa, e o segundo bis \u00e9 aberto com a can\u00e7\u00e3o que, talvez, melhor resuma o letrista Humberto Gessinger: \u201cA Viol\u00eancia Travestida Faz Seu Trottoir\u201d, fiel ao arranjo Rush do disco \u201cO Papa \u00e9 Pop\u201d (1990), dispara frases certeiras contra a viol\u00eancia do capitalismo (que separa o povo conforme o dinheiro que ele possui) ao mesmo tempo em que escorrega para imagens piegas (\u201cUm cheque sem fundo no fundo do cora\u00e7\u00e3o?\u201d). Para fechar o show, \u201cInfinita Highway\u201d (1987), com o baterista Gl\u00e1ucio Ayala, da \u00faltima forma\u00e7\u00e3o dos Engenheiros, entrando em cena e descendo a porrada no kit.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25 m\u00fasicas depois, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que esta turn\u00ea \u201cInsular\u201d \u00e9 uma das melhores de Humberto Gessinger em muito tempo. O trio est\u00e1 afiado e a boa sele\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rio valoriza uma carreira solit\u00e1ria, criada a margem do ch\u00e1 dos cinco do rock nacional (\u00e9 emblem\u00e1tico que este mesmo Citibank Hall ver\u00e1, em abril, um show conjunto de Biquini Cavad\u00e3o, RPM e Tit\u00e3s), e que alterna bons momentos (principalmente quando Humberto exibe seu lado gauchesco) com passagens piegas (os solos de guitarra, a est\u00e9tica datada setentista) de um compositor que ousa errar vergonhosamente e acertar genialmente, muitas vezes numa mesma letra\/can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada pessoa pode at\u00e9 escolher um lado, e isso dir\u00e1 mais sobre ela do que, necessariamente, sobre Humberto Gessinger, um grande artista com uma carreira admir\u00e1vel marcada por erros e acertos, e que, em meio a um cen\u00e1rio musical vilanizado pela estupidez do capitalismo cego da dire\u00e7\u00e3o das grandes gravadoras, criou o seu pr\u00f3prio universo, e mant\u00e9m um grupo fiel de f\u00e3s, que acompanha seus passos, compra seus discos, veste suas camisetas e leva pra casa a caneca (de chimarr\u00e3o) que ele exibe v\u00e1rias vezes durante a noite, e tamb\u00e9m est\u00e1 \u00e0 venda na lojinha. Sem se vender ao sistema, Humberto Gessinger segue em frente. Dignamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SZ9v7kzxiN0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SZ9v7kzxiN0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YZoSJo2hsUM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YZoSJo2hsUM\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sphI7b5x9oQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sphI7b5x9oQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0qDfORTiX4s\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0qDfORTiX4s\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Humberto Gessinger: &#8220;Quero viver esse momento com intensidade&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/13\/entrevista-humberto-gessinger\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cInsular\u201d: Gessinger est\u00e1 ficando velho. Mas continua o mesmo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/02\/tres-cds-humberto-wander-e-nei\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas CDs dos Engenheiros do Hawaii, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/09\/05\/tres-cds-do-engenheiros-do-hawaii\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAc\u00fastico MTV Engenheiros do Hawaii\u201d, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/11\/11\/acustico-mtv-engenheiros-do-hawaii\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\n30 anos se passaram desde que Humberto Gessinger formou os Engenheiros do Hawaii, e agora, finalmente, ele estreia solo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/29\/humberto-gessinger-ao-vivo-em-sp\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24333"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24338,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24333\/revisions\/24338"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}