{"id":24261,"date":"2014-03-24T01:31:00","date_gmt":"2014-03-24T04:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=24261"},"modified":"2016-09-04T13:49:19","modified_gmt":"2016-09-04T16:49:19","slug":"a-nova-fase-dos-raimundos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/24\/a-nova-fase-dos-raimundos\/","title":{"rendered":"A nova fase dos Raimundos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24262\" title=\"raimundos1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/raimundos1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/marquinhozp\" target=\"_blank\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Demorou, mas enfim o Raimundos apresenta um disco de in\u00e9ditas. \u201cCantigas de Roda\u201d, o oitavo trabalho de est\u00fadio dos brasilienses, \u00e9 o primeiro com m\u00fasicas novas desde \u201cKavookavala\u201d, de 2002. Por\u00e9m, o guitarrista Marco Aur\u00e9lio Mesquita, o Marquim, garante que nesses 12 anos n\u00e3o faltou trabalho, mesmo que entre altos e baixos. Integrantes sa\u00edram, alguns voltaram, mas a banda que j\u00e1 arrastou multid\u00f5es nos anos 90 conseguiu sobreviver, de um jeito ou de outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fazer o novo disco, Marquim, Dig\u00e3o (vocal e guitarra), Canisso (baixo) e Caio (bateria) revisitaram o passado. Voltaram a se encontrar na casa do pai de Dig\u00e3o e correram atr\u00e1s de grana. Tiveram a ideia de fazer um crowdfunding para financiar o disco, que deu t\u00e3o certo que as contribui\u00e7\u00f5es dos f\u00e3s renderam R$ 120 mil. Assim, puderam at\u00e9 chamar Billy Graziadei, vocalista e guitarrista do Biohazard, para produzir o CD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 5 de fevereiro, os 1.699 f\u00e3s que participaram do crowdfunding receberam em primeira m\u00e3o o link para baixar \u201cCantigas de Roda\u201d. Eles puderam constatar que o velho Raimundos estava de volta, em 12 faixas nas quais o hardcore temperado com ritmos nordestinos encontra letras \u00e0s vezes raivosas, em outras sacanas. Demor\u00f4! Nesta entrevista ao PLUG, parceiro do Scream &amp; Yell, Marquim faz um resumo dessa hist\u00f3ria toda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/byTb3AoRkmY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/byTb3AoRkmY\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foram 12 anos sem que o Raimundos gravasse um disco de in\u00e9ditas. Voc\u00eas estavam meio enferrujados j\u00e1?<\/strong><br \/>\n(Risos) Na verdade, foi assim. Lan\u00e7amos um disco em 2002, o \u201cKavookavala\u201d, depois um EP virtual com a MTV, que tinha quatro m\u00fasicas. Em 2007, o Caio entrou junto com o Canisso, que voltou, ent\u00e3o n\u00e3o poder\u00edamos lan\u00e7ar um disco de jeito nenhum, pois t\u00ednhamos que nos acostumar com eles, a banda tinha que funcionar direito ao vivo. Em 2011, lan\u00e7amos um DVD ao vivo e, agora, o novo de in\u00e9ditas. Ent\u00e3o o hiato teve bastante coisa. (Risos) A gente n\u00e3o estava parado totalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o foram f\u00e9rias nem aposentadoria.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o! De jeito nenhum. Est\u00e1vamos fazendo show, o que dava. O per\u00edodo de 2002 a 2008 foi bem chato, porque o Canisso saiu, depois foi o Fred que saiu, da\u00ed o Canisso voltou, ent\u00e3o a banda n\u00e3o estabilizava nunca. A gente n\u00e3o conseguia fazer muita coisa, s\u00f3 tocava ao vivo mesmo. A\u00ed o Caio entrou, e voltou aquela for\u00e7a de querer fazer m\u00fasica nova. Tem m\u00fasica nesse disco novo que \u00e9 de 2007, 2008. Foi um processo longo e lento, mas que valeu a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem d\u00favida, foram muitos altos e baixos. Voc\u00eas inclusive voltaram a gravar na casa do pai do Dig\u00e3o, como no come\u00e7o da banda. Mas, depois desses \u00faltimos anos, como voc\u00ea classifica o atual momento?<\/strong><br \/>\nA banda est\u00e1 num momento de ascens\u00e3o cautelosa. (Risos) Uma ascens\u00e3o consciente, um momento maduro. Todo mundo j\u00e1 tem mais de 40, menos o Caio, que \u00e9 moleque. A gente tem consci\u00eancia total do que est\u00e1 fazendo e tem controle da situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estamos em gravadora, ent\u00e3o a empresa \u00e9 toda nossa. Tanto que pudemos fazer esse disco com cuidado, com calma. Foram tr\u00eas, quatro meses pra terminar as m\u00fasicas e mais dois planejando o crowdfunding, que rolou direitinho, pra nossa alegria e pra constata\u00e7\u00e3o de que estamos num momento bom. A\u00ed fomos gravar em Los Angeles com tudo pronto. Foi uma prepara\u00e7\u00e3o muito longa. Pra se ter uma ideia, o Caio passou um ano estudando todas as letras do Raimundos pra aprender a compor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que o Raimundos foi uma das principais bandas brasileiras dos anos 90, tanto que vendeu 3 milh\u00f5es de c\u00f3pias. Como \u00e9 ter sido mainstream e depois recome\u00e7ar de baixo?<\/strong><br \/>\nQuando entrei, em 2001, eles eram reconhecidos na rua por todo mundo. A\u00ed rolou aquela merda, quando eles sa\u00edram da Warner e os shows come\u00e7aram a diminuir. Mas o engra\u00e7ado \u00e9 que nunca vi em nenhum deles, nem no Dig\u00e3o, nem no Canisso, nem no Fred (ex-baterista da banda), essa sensa\u00e7\u00e3o de \u201cAi que droga, estamos por baixo\u201d. Eu, no lugar deles, ficaria deprimido de ter sido a maior banda do Brasil e depois fazer dois shows por m\u00eas. Eles nunca pensaram assim, mas sim que era legal estar na estrada come\u00e7ando de novo. Como se fosse uma banda iniciante, tendo que conquistar os f\u00e3s do zero. Acho isso uma atitude muito bacana. Acho que o momento por baixo foi em 2005, mas depois da entrada do Caio e da volta do Canisso, a gente come\u00e7ou a fazer show pra caramba e a tocar em programas de televis\u00e3o importantes, como o \u201cBBB\u201d, e em festivais como o SWU. De l\u00e1 pra c\u00e1, a gente vem crescendo sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco novo tem m\u00fasicas que s\u00e3o a cara do velho Raimundos. Isso aconteceu naturalmente ou foi planejado?<\/strong><br \/>\nA gente se reuniu na casa do Dig\u00e3o e cada um chegou com ideias mais ou menos prontas, com riffs, com peda\u00e7os. A gente trabalha sempre assim, os quatro em conjunto. Foram dois meses fazendo letras e m\u00fasicas, trabalhando 10, 12 horas por dia, lapidando as ideias at\u00e9 as m\u00fasicas ficarem prontas. Mas n\u00e3o rolou um lance de \u201cVamos fazer um som com gosto de antigamente\u201d? N\u00e3o! Com exce\u00e7\u00e3o do cover do Zenilton, que ficou igual ao do primeiro disco, porque afinal \u00e9 o Zenilton, e n\u00e3o tem o que fazer. (Risos) Essa m\u00fasica a gente quis deixar a cara do primeiro disco. As outras foram saindo naturalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 que ponto tem o dedo do Billy Graziadei no disco?<\/strong><br \/>\nQuando chamamos o Billy, as m\u00fasicas estavam 90% prontas. Mandamos as m\u00fasicas pra ele, que nos devolveu muitas ideias. Algumas aceitamos, outras n\u00e3o. Mas, por exemplo, a introdu\u00e7\u00e3o de \u201cBaculejo\u201d com bateria tribal foi ideia dele. Na grava\u00e7\u00e3o, ele tamb\u00e9m deu muitas ideias. Ele que insistiu na participa\u00e7\u00e3o do Sem Dog (rapper do Cypress Hill) em \u201cDubmundos\u201d e chamou um baixista que fez um arranjo maneir\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que li\u00e7\u00e3o voc\u00eas tiram da hist\u00f3ria do crowdfunding?<\/strong><br \/>\nA de que, se as gravadoras n\u00e3o inventarem um jeito novo de trabalhar, as bandas j\u00e1 t\u00eam uma alternativa muito boa. As gravadoras t\u00eam um esquema de canibalismo muito forte, elas querem, por exemplo, 80% do CD e 20% do show. Hoje podemos falar n\u00e3o pras gravadoras e dizer pros f\u00e3s que eles t\u00eam a escolha de fazermos um disco com gravadora e ficar uma bosta ou fazer com eles e eles serem donos do projeto. Os f\u00e3s viram parte da banda, se tornam s\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/U6wXo72_A1Y\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/U6wXo72_A1Y\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tDRXBBeOKgk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tDRXBBeOKgk\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kyYBAn5zSGc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kyYBAn5zSGc\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcos Paulino \u00e9 jornalista e editor do caderno <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, do jornal <a href=\"http:\/\/www.gazetadelimeira.com.br\/\" target=\"_blank\">Gazeta de Limeira<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Dig\u00e3o: &#8220;Continuamos com esse jeito simples de falar das coisas que a gente vive&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/02\/entrevista-digao-do-raimundos\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A banda est\u00e1 num momento de ascens\u00e3o cautelosa. 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