{"id":24233,"date":"2014-03-23T13:20:02","date_gmt":"2014-03-23T16:20:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=24233"},"modified":"2016-07-18T16:54:09","modified_gmt":"2016-07-18T19:54:09","slug":"the-baggios-felipe-cordeiro-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/23\/the-baggios-felipe-cordeiro-cerebro\/","title":{"rendered":"The Baggios, Felipe Cordeiro, C\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24234  aligncenter\" title=\"baggios1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/baggios1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSina\u201d, The Baggios (Independente)<\/strong><br \/>\nRespons\u00e1veis por um dos melhores shows do cen\u00e1rio independente brasileiro na atualidade, o duo sergipano The Baggios (que completa 10 anos de estrada em 2014) chega ao segundo \u00e1lbum com o desejo n\u00edtido de quebrar tudo. \u201cSina\u201d (lan\u00e7ado em CD e tamb\u00e9m em vinil verde) \u00e9 o disco certo no momento certo da banda, pois choca as influ\u00eancias setentistas (Led Zeppelin e Black Sabbath) assumidas de Julio Andrade (guitarra e voz) e Gabriel Carvalho (bateria) com uma azeitada pitada brasileira, como se Jimmy Page tivesse nascido no sert\u00e3o e tocasse na banda de Alceu Valen\u00e7a. No novo \u00e1lbum, o formato reduzido de guitarra e bateria \u2013 que, inevitavelmente, os aproxima de duos de blues rock famosos como White Stripes e Black Keys \u2013 recebe o acr\u00e9scimo delirante de sanfona e baixo ac\u00fastico em \u201cSalom\u00e9 Me Disse\u201d, poderoso rock\u00e3o que poderia embalar a gangue de Lampi\u00e3o; de trompete e sax na porrada circular de \u201cEsturra Le\u00e3o\u201d e na cadenciada \u201cVagabundo Arrependido\u201d mais \u00f3rg\u00e3o na psicod\u00e9lica \u201cTardes Amenas\u201d. J\u00e1 o riff de \u201cSem Condi\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 um encontro de Jimi Hendrix com Jack White num boteco de beira de estrada. Gravado em Aracaj\u00fa e masterizado em Seattle, \u201cSina\u201d mostra que os limites da boa m\u00fasica brasileira est\u00e3o cada vez mais amplos. Em \u201cAfro\u201d, o duo manda seu recado: \u201cVai, vai, vai pra ro\u00e7a, vai\u201d. Aut\u00eantico rock n\u2019 roll brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<br \/>\nPre\u00e7o: R$ 15 (CD); R$ 70 (vinil)<br \/>\nDownload gratuito: <a href=\"http:\/\/www.thebaggios.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.thebaggios.com.br\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; The Baggios: &#8220;Sina&#8221; \u00e9 um disco em que buscamos ir al\u00e9m do rock (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/22\/tres-perguntas-the-baggios\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24235  aligncenter\" title=\"felipe\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/felipe.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSe Apaixone pela Loucura do Seu Amor\u201d, Felipe Cordeiro (Natura Musical)<\/strong><br \/>\nTerceiro \u00e1lbum do compositor paraense Felipe Cordeiro, \u201cSe Apaixone pela Loucura do Seu Amor\u201d marca a consagra\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do cantor. A produ\u00e7\u00e3o esperta dividida entre Carlos Eduardo Miranda e Kassin valoriza o conceito de um trabalho feito para dan\u00e7ar coladinho ou ent\u00e3o requebrar sem culpa. O maior m\u00e9rito de Felipe no disco \u00e9 desejar transformar Odair Jos\u00e9, Beto Barbosa e Caetano Veloso em uma entidade s\u00f3. Para isso, s\u00e3o apresentadas can\u00e7\u00f5es que namoram com a c\u00fambia, resgatam a lambada e ainda piscam o olho para o mambo, dub, guitarrada, rock e o que mais estiver arrastando os p\u00e9s no sal\u00e3o. Duas can\u00e7\u00f5es grudam: \u201cProblema Seu\u201d, de riff de guitarra empolgante e letra esperta, e a dan\u00e7ante \u201cEla \u00c9 Tarja Preta\u201d, parceria de Cordeiro com Bet\u00e3o Aguiar, Lu\u00ea e Arnaldo Antunes (tamb\u00e9m presente em \u201cDisco\u201d, do \u00faltimo). Mas h\u00e1 mais: a suave e deliciosa \u201cTrelel\u00e9\u201d, \u201cAlta Voltagem\u201d (que aproxima Felipe Cordeiro de Marcelo Jeneci via Guilherme Arantes), \u201c\u00c9 Fogo\u201d (trazendo Silva nos sintetizadores e no theremim) e a vers\u00e3o esperta da antiga \u201cMarcianita\u201d. A provocativa \u201cBre\u00e1 \u00c9poque\u201d quer provar que a Belle \u00c9poque parisiense do final do s\u00e9culo 19 est\u00e1 sendo revivida na Bel\u00e9m do s\u00e9culo 21 \u2013 s\u00f3 que com mais suor. \u201cSe Apaixone pela Loucura do Seu Amor\u201d flagra o m\u00fasico paraense no momento em que ele se traduz completamente brasileiro, em um disco para ser ouvido pelo Brasil e pelo resto do mundo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 20<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Kitsch Pop Cult&#8221;, Felipe Cordeiro: merengue a ser bailado entre o c\u00e9rebro e a p\u00e9lvis (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/15\/musica-kitsch-pop-cult-felipe-cordeiro\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/cerebro1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cVamos Pro Quarto\u201d, C\u00e9rebro Eletr\u00f4nico (Independente)<\/strong><br \/>\nRestrita a um cen\u00e1rio que n\u00e3o se sustenta, a m\u00fasica brasileira independente do novo s\u00e9culo est\u00e1 fadada a guetos. Se por um lado, o desastre do cen\u00e1rio inibe e frustra, por outro permite reinven\u00e7\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o, e \u00e9 mais ou menos pela segunda via que caminha o C\u00e9rebro Eletr\u00f4nico em \u201cVamos Pro Quarto\u201d. Se \u201cOnda H\u00edbrida Ressonante\u201d (2003) era o retrato de uma banda ainda imatura, e a dobradinha \u201cPare\u00e7o Moderno\u201d (2008) e \u201cDeus e o Diabo no Liquidificador\u201d (2010) filtrava as grandes influ\u00eancias dos paulistanos resultando num bom n\u00famero de can\u00e7\u00f5es inesquec\u00edveis (\u201cPare\u00e7o Moderno\u201d, \u201cMar Morro\u201d, \u201cDec\u00eancia\u201d, \u201cDesquite\u201d e, principalmente, \u201cCama\u201d), \u201cVamos Pro Quarto\u201d chuta pra longe o pensar pop quadradinho (ainda que inteligente) dos arranjos anteriores: dif\u00edcil de ser deglutido numa primeira audi\u00e7\u00e3o, \u201cVamos Pro Quarto\u201d \u00e9 uma orgia sonora psicod\u00e9lica (perfeitamente ilustrado por cenas de \u201cO Jardim das Del\u00edcias Terrenas\u201d, de Hieronymus Bosch, um dos quadros mais delirantes de todos os tempos), que clona Secos &amp; Molhados e David Bowie para criar uma paisagem sonora que se suspende no ar, quase intoc\u00e1vel (\u201cSeus Papos N\u00e3o Colam\u201d, \u201cOh! My Lou\u201d e a bela \u201cTristeza Retr\u00f4\u201d funcionam muito mais como elos de liga\u00e7\u00e3o no \u00e1lbum do que propriamente can\u00e7\u00f5es). Em meio a tanta loucura brilham n\u00fameros deliciosos como \u201cN\u00e3o Bateu\u201d, \u201cEgyptian Birinights\u201d e a \u00e9pica \u201cA Internet Parou\u201d, mostrando que ainda \u00e9 poss\u00edvel chutar o balde na m\u00fasica brasileira. Longe de ser um disco f\u00e1cil, \u201cVamos Pro Quarto\u201d flagra uma banda totalmente \u00e0 vontade com sua pr\u00f3pria loucura, e abre um precedente interessante para a \u201ccena\u201d: j\u00e1 que ningu\u00e9m aqui vai ficar rico, bora se divertir? Eis um disco corajoso e delirante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nPre\u00e7o: R$ 14<br \/>\nDownload gratuito: <a href=\"http:\/\/www.cerebrais.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cerebrais.com.br\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cDeus e o Diabo no Liquidificador\u201d, C\u00e9rebro Eletr\u00f4nico: um dos discos do ano (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/04\/mechanics-lestics-e-cerebro-eletronico\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nThe Baggios entre o rock e o Brasil; a m\u00fasica mundial de Felipe Cordeiro; C\u00e9rebro Eletr\u00f4nico surge corajoso e delirante\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/23\/the-baggios-felipe-cordeiro-cerebro\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24233"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24233"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24239,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24233\/revisions\/24239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}