{"id":24101,"date":"2014-03-14T09:17:47","date_gmt":"2014-03-14T12:17:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=24101"},"modified":"2016-07-12T11:37:15","modified_gmt":"2016-07-12T14:37:15","slug":"tres-perguntas-erika-martins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/14\/tres-perguntas-erika-martins\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: \u00c9rika Martins"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24104\" title=\"erika1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/erika1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<br \/>\nIntrodu\u00e7\u00e3o por Bruno Capelas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela j\u00e1 namorou no port\u00e3o, pediu por favor ao seu locutor e trouxe caixas de bombom aos seus ouvintes. Agora, \u00e9 a vez de \u00c9rika Martins inventar moda. N\u00e3o que a cantora, revelada na virada dos anos 90 para os 00 com a banda Pen\u00e9lope, esteja lan\u00e7ando uma nova tend\u00eancia nem nada. Em seu segundo disco solo, &#8220;Modinhas&#8221;, \u00c9rika decidiu fazer uma viagem pelo tempo e ir em busca das modinhas, um dos primeiros g\u00eaneros musicais surgidos no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A moda chegou aqui com a corte portuguesa, no s\u00e9culo XIX, e nas ruas foi se transformando em modinha. Agora, que todo mundo fala como o Brasil influi na cultura portuguesa, achei bacana pensar no in\u00edcio&#8221;, explica ela em entrevista ao Scream &amp; Yell. Entretanto, apesar de visitar grandes can\u00e7\u00f5es do estilo, como a &#8220;Modinha&#8221; de Villa-Lobos e Manuel bandeira, a cantora aproveitou tamb\u00e9m para repaginar m\u00fasicas atuais que se encaixam no g\u00eanero, como &#8220;Dar-te-ei&#8221;, de Marcelo Jeneci, e convidar compositores contempor\u00e2neos para compor para ela, como Pedro Ver\u00edssimo (da Tom Bloch), MoMo e Botika Botikay.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nas composi\u00e7\u00f5es que o disco tem roupagem moderna: al\u00e9m do marido Gabriel Thomaz (dos Autoramas), &#8220;Modinhas&#8221; ainda cont\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o do trio Nevilton e do cantor Otto. Al\u00e9m disso, o trabalho conta com uma nova can\u00e7\u00e3o de Tom Z\u00e9, &#8220;A Curi&#8221;, que deu trabalho para ser escutada. &#8220;Ele comp\u00f4s para eu gravar e me deu a m\u00fasica em uma fita K7 &#8211; mas eu n\u00e3o tinha nenhum aparelho que pudesse tocar. S\u00f3 consegui ouvir a m\u00fasica quando encontrei na casa da minha m\u00e3e um aparelho e consegui ouvir. Gravei no celular e trouxe pro est\u00fadio&#8221;, conta a cantora. Com a palavra, \u00c9rika Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tPX00elbGNc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tPX00elbGNc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como e quando surgiu para voc\u00ea o conceito de resgatar modinhas? Houve pesquisa ou se tratam de can\u00e7\u00f5es que, por algum motivo, frequentaram algum per\u00edodo da sua vida?<\/strong><br \/>\nEu comecei a compor para um disco novo, &#8220;Memorab\u00edlia&#8221; foi a primeira a aparecer e era a ideia de uma linha condutora. Conversando com a Constan\u00e7a (ex-tecladista do Pen\u00e9lope e atual diretora art\u00edstica do selo Toca Discos), ela disse que havia lido sobre modinhas e achou o termo muito a minha cara. Fomos pesquisar (o que foi dific\u00edlimo, porque quase n\u00e3o existe material sobre o assunto. Para escutar, s\u00f3 encontramos vers\u00f5es rebuscadas, arcaicas&#8230;) e me apaixonei pelo estilo, que estava super esquecido. O disco \u00e9 tamb\u00e9m uma volta as minhas origens portuguesas, uma homenagem ao meu pai. Toda a arte foi baseada nos bordados da regi\u00e3o em ele nasceu, norte de Portugal, na tradi\u00e7\u00e3o dos &#8220;Len\u00e7os dos Namorados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar do conceito de modinhas ter vindo para o Brasil junto com a corte portuguesa, voc\u00ea escolheu nomes interessant\u00edssimos da nova gera\u00e7\u00e3o, atualizando o estilo. Como funcionou essa escolha de can\u00e7\u00f5es de gente como Pedro Ver\u00edssimo, Marcelo Jeneci, Momo e Botika Botikay, entre outros?<\/strong><br \/>\nA modinha \u00e9 considerada por muitos historiadores como a primeira m\u00fasica genu\u00edna civilizada brasileira. A Moda chegou com a corte e aqui, nas ruas, foi se transformando e virou Modinha. Agora todo mundo s\u00f3 fala da influ\u00eancia da m\u00fasica brasileira na cultura portuguesa, achei bacana pensar no in\u00edcio, na volta disso&#8230; Percebi a influ\u00eancia imensa das melodias e letras no meu pr\u00f3prio trabalho e comecei a visualizar no de outros compositores contempor\u00e2neos. O Pedro j\u00e1 havia feito uma nova m\u00fasica para eu gravar (sou muito f\u00e3! No meu primeiro disco solo ele comp\u00f4s &#8220;Sacarina&#8221;, que considero um hino para as garotas!). Felipe Rodarte, produtor do disco, pediu uma m\u00fasica para o Botika e ele fez &#8220;Fundidos&#8221;, que abre o disco! E tem tamb\u00e9m &#8220;Dar-te-ei&#8221; do Jeneci, que considero a mais modinha de todas, e a do Momo tem uma pegada super anos 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Otto faz um dueto com voc\u00ea em uma can\u00e7\u00e3o, o trio Nevilton lhe acompanha em outras duas m\u00fasicas al\u00e9m do Gabriel (e do Autoramas): como foi trabalhar com esse pessoal? E &#8220;A Curi&#8221;, do Tom Z\u00e9, como chegou \u00e0 voc\u00ea?<\/strong><br \/>\n&#8220;A Curi&#8221; tem uma hist\u00f3ria bem divertida. Tom Z\u00e9 comp\u00f4s para eu gravar, em parceria com Elifas Andreato, e me mandou numa fita K7! (risos!). Apesar de ser uma apaixonada e quase colecionadora de coisas antiguinhas, n\u00e3o tinha nenhum aparelho em casa que desse pra escutar. Fui para a Chapada Diamantina fazer uma imers\u00e3o, uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o do disco, e levei a fita. Encontrei na casa da minha m\u00e3e um aparelho e consegui ouvir, gravei no celular e trouxe para o est\u00fadio. A letra \u00e9 sobre evolu\u00e7\u00e3o, curiosidade e perda da inoc\u00eancia&#8230;Tem a participa\u00e7\u00e3o linda do Humberto Barros no acordeon e no teclado Fender Rhodes. Foi a primeira vez tamb\u00e9m, depois de uns 20 anos, que Fred e Gabriel gravaram juntos, momento bem emocionante e divertido! O Otto fez um dueto na &#8220;Modinha&#8221; de Villa Lobos e Manuel Bandeira, fizemos um climinha &#8220;Je T&#8217;aime&#8221;, bem Serge Gainsbourg. Sempre que nos encontr\u00e1vamos nas festinhas, shows&#8230;ele dizia que t\u00ednhamos que fazer algo juntos&#8230;pensei nele na hora pra essa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24105\" title=\"erika2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/erika2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/erika2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/erika2-300x270.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\n\u00c9rika Martins fala sobre seu disco mais recente, &#8220;Modinhas&#8221;, e comenta sobre m\u00fasica in\u00e9dita que ela ganhou de Tom Z\u00e9\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/14\/tres-perguntas-erika-martins\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[52],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24101"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24101"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24111,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24101\/revisions\/24111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}