{"id":23912,"date":"2014-03-02T17:46:46","date_gmt":"2014-03-02T20:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=23912"},"modified":"2016-09-09T18:02:25","modified_gmt":"2016-09-09T21:02:25","slug":"cinema-alabama-monroe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/02\/cinema-alabama-monroe\/","title":{"rendered":"Cinema: Alabama Monroe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23913\" title=\"albama\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/albama.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">Adriano Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma doen\u00e7a grave carrega com ela o destrutivo poder de desestabilizar qualquer rela\u00e7\u00e3o familiar, amorosa ou cotidiana. O c\u00e2ncer, ent\u00e3o, \u00e9 mestre em fazer coisas desse tipo e quem j\u00e1 conviveu com uma situa\u00e7\u00e3o assim entende bem esse cruel poder. Em \u201cAlabama Monroe\u201d (\u201cThe Circle Broken Breakdown\u201d, no original), mesmo sem ser o sustent\u00e1culo principal com que o filme belga se apoia, \u00e9 uma pe\u00e7a importante e funciona como delineador das a\u00e7\u00f5es que impulsionam a hist\u00f3ria adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado originalmente em seu pa\u00eds em 2012, a obra do diretor Felix Van Groeningen ganhou uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar desse ano na categoria de Melhor Filme Estrangeiro ap\u00f3s ganhar pr\u00eamios em festivais prestigiados como o de Berlim e o de Tribeca. Aqui no Brasil passou pelo Festival de Cinema do Rio de Janeiro no ano passado, mas s\u00f3 estreou mesmo agora em 2014. O trabalho \u00e9 baseado em uma pe\u00e7a de Jonan Heldenbergh em parceria com Mieke Dobbels, com roteiro adaptado pelo diretor em parceria com Carl Jools.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cAlabama Monroe\u201d, o espectador \u00e9 apresentado a Didier Bontinck (Jonan Heldenbergh), um m\u00fasico de bluegrass apaixonado pela Am\u00e9rica e por esse ritmo irm\u00e3o do country, e a Elise Vandevelde, uma tatuadora que exibe no pr\u00f3prio corpo in\u00fameras figuras. Os dois se encontram e passam a namorar. Com o tempo, Elise passa a integrar a banda que Didier mant\u00e9m com amigos, e o resultado desse amor arrebatador e companheiro \u00e9 a pequena e formosa Maybelle (Nell Cattrysse), que resulta em uma dedica\u00e7\u00e3o forte e af\u00e1vel de seus pais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23914\" title=\"alabama\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/alabama.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/alabama.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/alabama-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria ent\u00e3o sugere um conto de fadas. O casal se ama, mora em uma pequena fazenda em uma regi\u00e3o rural, produz uma m\u00fasica pela qual s\u00e3o apaixonados (ele, pelo menos \u00e9) em um pa\u00eds com nenhuma tradi\u00e7\u00e3o no estilo e tem uma linda e engra\u00e7ada filhinha. Isso at\u00e9 Maybelle ficar doente e, a partir disso, tudo come\u00e7a a desabar pouco a pouco, com o clima mais pesado a cada dia. Para contar essa hist\u00f3ria o diretor Felix Van Groeningen entrecorta passado e presente em um intervalo de mais ou menos sete anos, o que deixa tudo mais aflitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio desse drama enternecedor, \u201cAlabama Monroe\u201d foca em v\u00e1rios aspectos como a quebra da est\u00fapida cren\u00e7a reacion\u00e1ria de que m\u00fasicos e pessoas tatuadas n\u00e3o s\u00e3o bons pais, no papel da religi\u00e3o como inibidora de descobertas cient\u00edficas, e na inevit\u00e1vel transposi\u00e7\u00e3o de culpa entre as partes. Como disse Raul Seixas na sua can\u00e7\u00e3o \u201cPor Quem os Sinos Dobram\u201d: \u201c\u00e9 sempre mais f\u00e1cil achar que a culpa \u00e9 do outro\u201d, mesmo que n\u00e3o exista nenhuma culpa. Esses pontos s\u00e3o bem explorados e, vantagem do roteiro, n\u00e3o transformam o filme em um dramalh\u00e3o novelesco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado mais apraz\u00edvel da pel\u00edcula entra a parte musical, muito bem executada (a banda realmente existe e faz shows na B\u00e9lgica) e coordenada pelo compositor e arranjador Bjorn Eriksson. Circulam pequenas pinturas como \u201cWill The Circle Be Unbroken\u201d, de A.P. Carter, \u201cCowboy Man\u201d, de Lyle Lovett, ou \u201cIf I Needed You\u201d, de Townes Van Zandt. Com isso, apesar de alguns caminhos mais \u00f3bvios na segunda metade de exibi\u00e7\u00e3o, \u201cAlabama Monroe\u201d se constitui em um filme prodigioso onde m\u00fasica e dor conversam com inevit\u00e1vel intimidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" title=\"&quot;src&quot;:&quot;http:\/\/www.youtube.com\/v\/Wt6NmfizLyM&quot;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-includes\/js\/tinymce\/plugins\/media\/img\/trans.gif\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"340\" \/><br \/>\n&#8211; Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Oscar 2014: &#8220;A Grande Beleza&#8221; \u00e9 Grande S\u00e9tima Arte (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/07\/cinema-a-grande-beleza\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Oscar 2014: &#8220;A Ca\u00e7a&#8221;, h\u00e1 sempre mais maldade do que podemos ver (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/18\/cinema-a-caca-de-thomas-vinterberg\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Indicado ao Oscar, o filme belga \u201cAlabama Monroe\u201d \u00e9 prodigioso em unir m\u00fasica e dor com inevit\u00e1vel intimidade\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/02\/cinema-alabama-monroe\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[733],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23912"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23912\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40195,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23912\/revisions\/40195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}