{"id":23895,"date":"2014-03-01T09:29:55","date_gmt":"2014-03-01T12:29:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=23895"},"modified":"2023-02-15T13:30:40","modified_gmt":"2023-02-15T16:30:40","slug":"para-entender-mano-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/01\/para-entender-mano-negra\/","title":{"rendered":"Para entender: Mano Negra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23896\" title=\"manonegra1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/manonegra1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"411\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das bandas de rock mais influentes da hist\u00f3ria da Fran\u00e7a, o Mano Negra teve impacto ainda maior no rock dos pa\u00edses de idioma espanhol da Am\u00e9rica Latina (no Brasil ficou com o status de banda cult). Do M\u00e9xico ao Uruguai, a numerosa trupe deixou um legado musical que marcou o rock dos anos 1990 (especialmente na Argentina) e que se estende at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manu Chao, seu irm\u00e3o Antoine (\u201cTonio\u201d) e o primo Santiago Casariego (\u201cSanti, el \u00c1guila\u201d) cresceram juntos, e passaram a adolesc\u00eancia frequentando squats e tocando em bandas de folk, rockabilly e rock\u2019n\u2019roll no underground parisiense. Manu e Santi haviam conseguido atrair certa aten\u00e7\u00e3o com a banda Hot Pants, mas, como havia sido com todas suas empreitadas anteriores, a forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o se sustentou. Decidiram ent\u00e3o chamar Tonio e outros amigos para come\u00e7ar tudo de novo. Assim nasceu o Mano Negra, em 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro disco, \u201cPatchanka\u201d (1988), era uma amostra da quizomba indecifr\u00e1vel que nortearia a carreira da banda. Havia flamenco, rockabilly, rap, punk \u00e0 la Clash e Chuck Berry unificados em uma m\u00fasica simultaneamente coesa e plural, cantada em franc\u00eas, ingl\u00eas e espanhol (e, mais tarde, at\u00e9 em \u00e1rabe). A mistureba valia tamb\u00e9m para o lineup do grupo: outros conjuntos apareciam no est\u00fadio e tocavam como se fossem parte do Mano Negra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um destes grupos, os Casse-Pieds, acabou \u201caderindo\u201d de vez: Daniel Jamet (ou \u201cRoger Cageot\u201d, guitarra), Joseph Dahan (\u201cJo\u201d, baixo), Philippe Teboul (\u201cGarbancito\u201d, percuss\u00e3o) e Thomas Darnal (\u201cHelmut Kromar\u201d, teclados) se somaram a Manu (voz e guitarra), Santi (bateria) e Tonio (trumpete e vocais) e sa\u00edram em turn\u00ea para divulgar o \u00e1lbum de estreia. Al\u00e9m deles, outro integrante dos Casse-Pieds, o guitarrista Tomas Arroyos (\u201cTomasito\u201d) continuou com eles como t\u00e9cnico de som, e era considerado integrante da banda, assim como o roadie Jacques Clayeux (\u201cEl Jako\u201d) \u2013 incluindo presen\u00e7a nos clipes e participa\u00e7\u00f5es em entrevistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Mano Negra fez sua fama nessa \u00e9poca n\u00e3o s\u00f3 pela combina\u00e7\u00e3o musical at\u00edpica, mas principalmente pelas suas en\u00e9rgicas e nada \u00f3bvias apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. Ensaiavam at\u00e9 oito horas por dia, durante semanas a fio, e quando subiam ao palco, exibiam seguran\u00e7a e coes\u00e3o em meio a energia bruta que transbordava dos altos falantes. O resultado era sempre imprevis\u00edvel, mas jamais aleat\u00f3rio ou descontrolado. Lan\u00e7avam-se em stage dives acrob\u00e1ticos, revezavam-se nos instrumentos, chamavam o publico ao palco (ou desciam para tocar na plateia), desafiavam seguran\u00e7as&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPuta\u2019s Fever\u201d, o segundo \u00e1lbum, obteve grande sucesso, e expandia a intensidade e o leque musical de seu antecessor. Nessa \u00e9poca, j\u00e1 tinham incorporado mais um integrante, o trombonista Pierre Gauth\u00e9 (\u201cKropol\u201d). A turn\u00ea de promo\u00e7\u00e3o cumpriu todo o circuito \u201cobrigat\u00f3rio\u201d de clubes e festivais pela Europa, mas teve um ap\u00eandice parisiense por bares e prostibulos em Pigalle, a zona do meretr\u00edcio da capital francesa. Sim, shows em puteiros e casas de strip-tease, que terminavam na rua, com a multid\u00e3o e a banda subindo em carros e tocando sem instrumentos el\u00e9tricos!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23897\" title=\"manonegra2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/manonegra2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"402\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no embalo de \u201cPuta\u2019s Fever\u201d, fizeram sua primeira turn\u00ea pela Am\u00e9rica Latina, tocando em pa\u00edses como Peru, Equador e Bol\u00edvia, muitas vezes em lugares que jamais haviam visto uma banda de rock. Porem, n\u00e3o emplacaram nos EUA, apesar das apresenta\u00e7\u00f5es feitas por l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda nega, mas h\u00e1 quem acredite que \u201cKing of Bongo\u201d (1991) foi concebido para agradar aos norte-americanos. Mais letras em ingl\u00eas, guitarras mais pesadas (assumindo o hardcore explicitamente em \u201cWelcome In Occident\u201d e \u201cLetter to The Censors\u201d) e clipes mais caros s\u00e3o argumentos que ajudam a sustentar essa teoria. Resultou o disco mais \u201cconvencional\u201d do Mano Negra \u2013 o que n\u00e3o os impediu o grupo de continuar com as turn\u00eas esquisitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto que veio a Cargo 92, turn\u00ea feita de barco (!) pela Am\u00e9rica Latina, passando por Cuba, M\u00e9xico, Uruguai, Brasil, Argentina, Col\u00f4mbia e outros pa\u00edses, ao longo de quatro meses e em parceria com a companhia de teatro Royal de Luxe, que se apresentava ou antes ou juntamente \u00e0 banda. Foram essa turn\u00ea e o \u00e1lbum seguinte, o inovador \u201cCasa Babylon\u201d (1994), que tornaram o Mano Negra uma lenda para o rock de pa\u00edses como Argentina e M\u00e9xico. O disco foi pensado como um passeio por r\u00e1dios do mundo todo, com samples, composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e grava\u00e7\u00f5es de rua se integrando em \u00fanica pe\u00e7a art\u00edstica de muitas cores e faces.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que \u201cCasa Babylon\u201d come\u00e7ou a ser gestado durante a Cargo 92. A rotina estressante de apresenta\u00e7\u00f5es, trabalhos no barco (os m\u00fasicos eram tamb\u00e9m a tripula\u00e7\u00e3o), viagens por terra, entrevistas e sess\u00f5es de est\u00fadio come\u00e7ou a gerar tens\u00e3o entre os membros e a primeira baixa foi Tonio, que deixou a banda assim que retornaram \u00e0 Fran\u00e7a. As grava\u00e7\u00f5es e os ensaios continuaram ao longo de v\u00e1rios meses, sem hora para acabar. Esgotados, Daniel Jamet e Jo Dahan tamb\u00e9m pularam fora. Quando o disco finalmente saiu, Manu Chao determinou que deveriam fazer uma turn\u00ea (j\u00e1 com outros m\u00fasicos agregados) de trem pelos Andes, o \u201cExpresso de Gelo e Fogo\u201d. Seis descarrilamentos, doen\u00e7as tropicais, amea\u00e7as de narcotraficantes e guerrilheiros, rigores clim\u00e1ticos: o cen\u00e1rio infernal fez com que v\u00e1rios integrantes desertassem ao longo do caminho, e quando a viagem chegou ao fim, a banda tamb\u00e9m se foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manu tentou seguir tocando o repert\u00f3rio da banda com outros m\u00fasicos (dos \u201cantigos\u201d, apenas Pierre Gauth\u00e9 seguia com ele), mas, a pedido de Santi e Tonio, parou de faz\u00ea-lo. Isso gerou uma tens\u00e3o entre Manu e Santi que nunca se resolveu por completo. Quando Dahan, Darnall e Teboul decidiram fazer o document\u00e1rio \u201cPura Vida!\u201d, sobre a trajet\u00f3ria da banda, Manu se recusou a participar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPura Vida\u201d faz parte do DVD \u201cOut of Time\u201d (2005), dois discos com um document\u00e1rio sobre os shows em Pigalle, um compilado de apresenta\u00e7\u00f5es pelo mundo, v\u00e1rios clipes e trechos de shows, al\u00e9m do filme j\u00e1 citado. \u00c9 item obrigat\u00f3rio para qualquer entusiasta de m\u00fasica desafiadora e livre. Ou para f\u00e3s de teatro (sim, teatro!). Ou do esp\u00edrito beatnik. Ou&#8230; bem, de qualquer coisa que tenha a ver com tes\u00e3o pela vida, com cren\u00e7a na pr\u00f3pria arte, com levar as paix\u00f5es pessoais \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sete anos de atividades, o Manu Negra gravou quatro discos de est\u00fadio e um ao vivo (&#8220;In the Hell of Patchinko&#8221;, 1992). Abaixo, cinco m\u00fasicas para voc\u00ea adentrar no universo do grupo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cSALGA LA LUNA\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerada a obra-prima da banda, cruza o flamenco espanhol com escalas m\u00e9dio-orientais para embalar uma poesia sentida e delirante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mano Negra - Salga La Luna\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PbIJCXtDCXo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cMALA VIDA\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior hit, uma avalanche punk feita com flamenco e m\u00fasica de cabar\u00e9 franc\u00eas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mano Negra - Mala Vida\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qWV2kM1laIc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cSIDI H\u2019 BIBI\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o do Mano Negra para este tema tradicional da Arg\u00e9lia era um dos pontos altos dos shows. Cantada por Garbancito, que incitava o p\u00fablico a subir no palco e se descabelar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mano Negra - Sidi Hbibi (Live)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1ayhYqROuY0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cTHE MONKEY\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Stooges e Beastie Boys dan\u00e7am sobre uma base percussiva veloz, enquanto samples de todo tipo de discurso se entrela\u00e7am: um \u00f3timo exemplo de como &#8220;Casa Babylon&#8221; n\u00e3o tinha nenhum limite autoimposto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mano Negra - The Monkey (Official Audio)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cKO8jSKu5OI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cLA VIDA\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa combina\u00e7\u00e3o de ska, raggamuffin, dancehall e rock, veio boa parte dos primeiros discos do Skank, do Rey Az\u00facar, dos Fabulosos Cadillacs, e de mais uma por\u00e7\u00e3o de discos&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mano Negra   La Vida   Video Clip\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1fstgoHv9ds?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yel<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Para Entender: New Model Army -&gt; Extensa discografia que merece ser vasculhada (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/24\/para-entender-new-model-army\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para Entender: The Replacements -&gt; Em seu auge, a banda lan\u00e7ou discos perfeitos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/28\/para-entender-the-replacements\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Para entender: Black Crowes -&gt; Uma m\u00fasica bela, intensa e pouco acomodada (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/16\/para-entender-black-crowes\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma das bandas de rock mais influentes da hist\u00f3ria da Fran\u00e7a, o Mano Negra teve impacto ainda maior na Am\u00e9rica Latina&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/01\/para-entender-mano-negra\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1720,131],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23895"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23895"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23895\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72752,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23895\/revisions\/72752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}