{"id":22697,"date":"2002-04-01T10:57:12","date_gmt":"2002-04-01T13:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=22697"},"modified":"2014-01-02T11:11:16","modified_gmt":"2014-01-02T14:11:16","slug":"tres-cds-capital-inicial-kiko-zambianchi-e-nei-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/04\/01\/tres-cds-capital-inicial-kiko-zambianchi-e-nei-lisboa\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas CDs: Capital Inicial, Kiko Zambianchi e Nei Lisboa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-22698  aligncenter\" title=\"capital1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/capital1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Rosas e Vinho Tinto&#8221;, Capital Inicial (Abril)<\/strong><br \/>\n&#8220;220 volts&#8221; abre o disco com guitarras chupadas de &#8220;O Eleito&#8221;, m\u00fasica de Lob\u00e3o. Na sequ\u00eancia, &#8220;A Sua Maneira&#8221; \u00e9 uma vers\u00e3o de uma vers\u00e3o de uma m\u00fasica que os Paralamas do Sucesso haviam gravado no excelente &#8220;Nove Luas&#8221; (1996), original da banda argentina Soda Stereo. A suaviza\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o n\u00e3o honra nem Paralamas nem Soda Stereo. Passado o desconforto inicial causado por estas duas can\u00e7\u00f5es, o Capital Inicial preenche o resto do \u00e1lbum com aquilo que sabe fazer melhor: baladas rock. Apesar da introdu\u00e7\u00e3o com guitarra distorcida, a levada de &#8220;Como Devia Estar&#8221; \u00e9 leve, como praticamente todo o resto do \u00e1lbum, exce\u00e7\u00f5es de &#8220;Quatro Vezes Voc\u00ea&#8221;, tentativa pueril de retratar o cotidiano classe m\u00e9dia alta, e a bacana faixa t\u00edtulo em levada punk rock inspirada. Pinta como um ac\u00fastico volume 2 e n\u00e3o h\u00e1 problema nenhum nisso. Alvin L (o melhor letrista do rock brasileiro anos 90) assina onze can\u00e7\u00f5es, o que eleva a qualidade do \u00e1lbum. Como um todo, &#8220;Rosas e Vinho Tinto&#8221; \u00e9 um \u00e1lbum nota 7 e est\u00e1 um passo a frente do \u00e1lbum anterior de est\u00fadio, o \u00f3timo &#8220;Atr\u00e1s dos Olhos&#8221;, e surge como um dos melhores \u00e1lbuns da banda, mas ainda \u00e9 inferior ao pior trabalho da Legi\u00e3o Urbana (pra ficar numa compara\u00e7\u00e3o brasiliense) e n\u00e3o fica entre os cinco melhores do Ira! (em compara\u00e7\u00e3o nacional). \u00c9 mais um disco que exemplifica o capitulo &#8220;bandas medianas lan\u00e7am discos medianos&#8221;. Se continuar melhorando disco a disco, daqui h\u00e1 uns quatro ou cinco discos eles alcan\u00e7am a perfei\u00e7\u00e3o pop. Por hora \u00e9 ok, enquanto Pato Fu, Paralamas, Mundo Livre, Ira! e Los Hermanos (pra ficar s\u00f3 em cinco bandas melhores) n\u00e3o lan\u00e7am nada novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22699  aligncenter\" title=\"kiko\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/kiko.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/kiko.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/kiko-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/kiko-300x298.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Disco Novo&#8221;, Kiko Zambianchi (Abril Music)<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 no titulo do \u00e1lbum, Kiko Zambianchi parece deixar a mostra a veia de seu mais novo trabalho: mais do mesmo. A pr\u00f3pria capa, com aceno de ter sido feita as pressas, indica isso. Muitos dos jornalistas apegados a releases compraram a ideia e esqueceram\/preferiram nem ouvir o \u00e1lbum. No entanto, &#8220;Disco Novo&#8221; surge como um dos trabalhos mais inspirados da carreira do m\u00fasico. Kiko deixou de lado sua fixa\u00e7\u00e3o por funks, que datou\/descaracterizou seus primeiros trabalhos, e centrou for\u00e7a em can\u00e7\u00f5es de apelo folk, \u00f3timas para serem tocadas ao viol\u00e3o ou com guitarras sem distor\u00e7\u00e3o. Um clima jovem guarda paira sobre o \u00e1lbum. A abertura com &#8220;Tudo \u00e9 Poss\u00edvel&#8221;, a levada alegre de &#8220;Norte e Sul&#8221;, o resgate de Arnaldo Baptista em &#8220;Desculpe&#8221; (do cl\u00e1ssico dos amores perdidos, &#8220;Loki&#8221;, de 1972) e o belo arranjo de &#8220;Logo de Cara&#8221; (uma das duas parcerias de Kiko com o escritor Marcelo Rubens Paiva presentes no \u00e1lbum, est\u00e1 j\u00e1 gravada pelo Ira!) destacam-se em um disco cheio de can\u00e7\u00f5es leves para se tocar no r\u00e1dio e em fins de tarde ensolarados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-22700  aligncenter\" title=\"neilisboa\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/neilisboa.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Cena Beatnik&#8221;, Nei Lisboa (Antidoto)<\/strong><br \/>\nNei Lisboa \u00e9 idolatrado no sul do pa\u00eds. L\u00e1 seus \u00e1lbuns vendem bem e a pirataria que copiava em CDR os dois \u00e1lbuns de Nei lan\u00e7ados em vinil pela EMI nos anos 80 (&#8220;Carecas da Jamaica&#8221; e &#8220;Hein?&#8221;) obrigou a major a fazer uma edi\u00e7\u00e3o em CD dos discos. &#8220;Cena Beatnik&#8221; \u00e9 o s\u00e9timo \u00e1lbum da carreira do bardo e quebra um sil\u00eancio de nove anos sem material original, j\u00e1 que o \u00faltimo \u00e1lbum, &#8220;Hi Fi&#8221;, buscava inspira\u00e7\u00e3o em 14 covers que iam de Rolling Stones (&#8220;Ruby Tuesday&#8221;) e Beatles (&#8220;Norwegian Wood&#8221;) at\u00e9 Elton John (&#8220;Bennie &amp; The Jets&#8221;) e Paul Simon (&#8220;Fifty Ways To Leave Your Lover&#8221;). Na can\u00e7\u00e3o que abre &#8220;Cena Beatnik&#8221; e d\u00e1 t\u00edtulo ao trabalho, Nei tenta justificar sua m\u00fasica cantando: &#8220;J\u00e1 no &#8216;passa nada&#8217; \/ j\u00e1 nem pe\u00e7o por favor \/ eu t\u00f4 abrindo a estrada \/ que chega aonde eu for \/ eu t\u00f4 na madrugada \/ t\u00f4 na chuva pelo calor \/ eu t\u00f4 na luta armada \/ disfar\u00e7ado de cantor&#8221;. As letras continuam sendo o diferencial carregando nas alitera\u00e7\u00f5es que Humberto Gessinger emprestou dele e n\u00e3o devolveu mais (assim como o guitarrista Augusto Licks, que era da banda de Nei nos primeiros \u00e1lbuns do bardo e saiu para ser um Engenheiro a partir de &#8220;A Revolta dos Dandis&#8221;). Dessa forma, ainda em &#8220;Cena Beatnik&#8221;, a m\u00fasica, Nei canta: &#8220;E o acaso me deixou na porta da tua casa \/ faz sil\u00eancio e faz de conta que j\u00e1 me esperava&#8221; ou &#8220;O mundo \u00e9 do vivos \/ o mundo \u00e9 dos bancos \/ e os bancos dos mendigos&#8221;, da \u00f3tima &#8220;Produ\u00e7\u00e3o Urgente&#8221;. As melodias alternam rocks suaves com baladas sutis. O repert\u00f3rio n\u00e3o chega a tocar o brilho de &#8220;Carecas da Jamaica&#8221; nem a for\u00e7a tr\u00e1gica de &#8220;Hein?&#8221;, mas une can\u00e7\u00f5es que s\u00e3o um belo atestado de sobreviv\u00eancia \/ independ\u00eancia de um artista que &#8211; com vinte anos de carreira nas costas, mesmo longe demais das capitais &#8211; ainda usa seu inspirado cinismo po\u00e9tico para escrever mais um &#8211; belo &#8211; cap\u00edtulo da m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa &#8220;Rosas e Vinho Tinto&#8221;, Capital Inicial (Abril) &#8220;220 volts&#8221; abre o disco com guitarras chupadas de &#8220;O Eleito&#8221;, m\u00fasica de \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/04\/01\/tres-cds-capital-inicial-kiko-zambianchi-e-nei-lisboa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22697"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22697"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22703,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22697\/revisions\/22703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}