{"id":22597,"date":"2013-12-30T12:35:08","date_gmt":"2013-12-30T15:35:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=22597"},"modified":"2019-02-14T02:06:46","modified_gmt":"2019-02-14T04:06:46","slug":"cinema-azul-e-a-cor-mais-quente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/30\/cinema-azul-e-a-cor-mais-quente\/","title":{"rendered":"Cinema: &#8220;Azul \u00e9 a Cor Mais Quente&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22598\" title=\"azul1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/azul1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filme europeu mais badalado de 2013, \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d (\u201cLa Vie d&#8217;Ad\u00e8le, Part 1 &amp; 2\u201d), sexto longa dirigido pelo cineasta franco tunisiano Abdellatif Kechiche, mostra que o sexo \u2013 mesmo em tempos de internet, com a pornografia a um toque do mouse \u2013 ainda seduz e incomoda o espectador ao ponto de levar um filme apenas bom ao posto de sensa\u00e7\u00e3o em Cannes e furor por onde quer que passe exibindo o romance de duas belas garotas em cenas brutas e longas, softcore para as massas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d, inspirado na graphic novel de mesmo nome da autora Julie Maroh (lan\u00e7ada no Brasil pela Martins Fontes), foca na passagem da adolesc\u00eancia para a vida adulta de Ad\u00e8le (Ad\u00e8le Exarchopoulos), explorando os primeiros romances e descobertas sexuais da jovem, que, ainda no ensino m\u00e9dio, aos 15 anos, come\u00e7a a sair com um garoto, mas n\u00e3o se sente completa sexualmente. \u201cParece que estou fingindo\u201d, confessa para um amigo, antes de terminar o relacionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fisgada pelo amor \u00e0 primeira vista ao cruzar com Emma (L\u00e9a Seydoux), a garota de cabelo azul, em uma pra\u00e7a, Ad\u00e8le passa a ter sonhos er\u00f3ticos com sua paix\u00e3o, impulsionada ainda por um gesto provocativo de uma amiga de sala de aula, que a beija e desperta nela algo que ela nem sabia que existia. Curiosa, apaixonada e, de certa forma, irrespons\u00e1vel, Ad\u00e8le se entrega para Emma come\u00e7ando uma hist\u00f3ria de amor intensa, ainda que natural e comum, que a guiar\u00e1 pela grande parte das tr\u00eas horas e sete minutos de proje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22600\" title=\"adele2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kechiche filma mal, exagerando em closes clich\u00eas de l\u00e1bios e no corpo de Ad\u00e8le deitada na cama \u2013 diversas vezes \u2013 criando cenas que desnudam totalmente o personagem e levantam a quest\u00e3o: sem a decantada cena de sexo de sete minutos (longa tamb\u00e9m na vers\u00e3o em quadrinhos, mas n\u00e3o tanto) e toda nudez filmada com voracidade por Kechiche, \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d teria toda repercuss\u00e3o que teve? Para que serve uma cena de Ad\u00e8le nua no chuveiro no trecho final do filme? A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que se para Maroh, \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d \u00e9 &#8220;apenas&#8221; uma hist\u00f3ria de amor, para Kechiche, o amor se confunde com sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma passagem em particular, a de Ad\u00e8le sonhando com Emma a masturbando, \u00e9 emblem\u00e1tica na maneira em que cada um dos autores explora o corpo do personagem, e a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se toda nudez deve ser castigada, mas sim a op\u00e7\u00e3o rasa de utilizar nudez e cenas de sexo como mecanismo de manipula\u00e7\u00e3o do espectador e promo\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do controverso, artif\u00edcio gratuito que superestima uma hist\u00f3ria de amor comum entre duas pessoas, com um come\u00e7o rom\u00e2ntico, um desenvolvimento rotineiro e um t\u00e9rmino traum\u00e1tico. Quem nunca?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22601\" title=\"adele3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como subtexto, Kechiche pincela (e provoca) as diferen\u00e7as da sociedade francesa ao recriar o cotidiano de seus dois personagens centrais (com base em estere\u00f3tipos): a fam\u00edlia culta (de Emma), que tem a casa decorada com quadros, discute a qualidade do vinho e prepara pratos elaborados lida normalmente com o homossexualismo enquanto a fam\u00edlia tradicional (de Ad\u00e8le) se refestela com macarronada enquanto assiste TV durante o jantar e acredita que um bom marido, que coloque dinheiro em casa, seja necess\u00e1rio para que uma mulher realize seus sonhos (como pintar).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, a for\u00e7a de \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d est\u00e1 na entrega de Ad\u00e8le Exarchopoulos \u2013 m\u00e9rito de Kechiche, que segundo consta, assediou moralmente as atrizes durante as filmagens para conseguir grandes atua\u00e7\u00f5es? \u2013 ao personagem, e sua qu\u00edmica com L\u00e9a Seydoux (Emma), que credenciam o filme, ainda que a obra esteticamente tropece em cenas desnecessariamente longas. No final, temos uma experi\u00eancia de amor carnal tradicional, mais forte que a raz\u00e3o, que ir\u00e1 marcar as duas pessoas para sempre, mas n\u00e3o sobrevive \u00e0 trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kechiche fez uma obra cinematograficamente insatisfat\u00f3ria, que diz mais sobre quem v\u00ea do que sobre si pr\u00f3pria, e neste reflexo se vangloria, mas o cinema pode mais. Superstimado, \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d se valoriza por duas grandes atrizes e pela delicada observa\u00e7\u00e3o de que o amor \u00e9 igual para todo mundo, independente do sexo, ainda que uma parcela enorme da sociedade (ainda) n\u00e3o aceite \u2013 e recrimine, mas a vida de Ad\u00e8le, por\u00e9m, n\u00e3o se resume a seu primeiro grande amor, ainda que ele seja marcante. Viver \u00e9 acumular tristezas, cicatrizes e cora\u00e7\u00f5es partidos. E seguir em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22599\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"adele1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele1.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele1.jpg 338w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Lucas Guarni\u00e9ri<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando dois corpos se entrela\u00e7am, <span class=\"null\">como se fosse uma vers\u00e3o doce e suave de uma obra de Schiele<\/span>, eles assustam. Se forem do mesmo sexo, e ainda por cima enamorados, podem causar repulsa em quem assiste. Afinal, o corpo nu incomoda. Egon Schiele inquietou a sociedade vienense no in\u00edcio do s\u00e9culo XX ao optar por, em suas pinturas, representar prostitutas e trabalhadoras da classe baixa, transformando seus corpos em verdadeiras composi\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas. A rela\u00e7\u00e3o entre o filme \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d e o pintor vai al\u00e9m da mera cita\u00e7\u00e3o presente no filme. O vencedor da premia\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de Cannes, a Palma de Ouro, choca ao mostrar a juventude em todos seus aspectos. Sobretudo o sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, seria raso definir o filme apenas por isso. Apesar de ser um dos principais atrativos para quem procura assisti-lo, o diretor franco-tunisiano Abdellafit Kechiche nos apresenta uma obra cinematogr\u00e1fica quase documental sobre a vida de Ad\u00e8le (Ad\u00e8le Exarchopoulos, cujo nome foi emprestado para a sua personagem), que vive um romance existencialista com a estudante de Belas Artes, Emma (L\u00e9a Seydoux).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rotina documentada de Ad\u00e8le pode parecer desnecess\u00e1ria, mas caminha para fluir com os acontecimentos. Seus h\u00e1bitos cotidianos como acordar \u2013 pegar o \u00f4nibus, amarrar os cabelos, comer e confrontar suas amigas \u2013 s\u00e3o registros depurados alternando entre closes, que por vezes beiram o invasivo, a fim de causar afinidade entre o telespectador e a personagem, sendo poss\u00edvel conhec\u00ea-la detalhadamente ao longo das 3 horas de dura\u00e7\u00e3o da trama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22602\" title=\"adele4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1logo inicial do filme pode passar despercebido. O professor de literatura indaga aos alunos a seguinte situa\u00e7\u00e3o: \u201cQuando voc\u00ea esbarra com algu\u00e9m interessante pela rua e segue caminhando, como se nada tivesse acontecido, seria um ganho ou uma perda diante do encontro\/desencontro?\u201d. Ad\u00e8le descobre a resposta ao virar a esquina, quando avista os cabelos azuis de Emma, e a tens\u00e3o que permeia o filme nos arrebata pela primeira vez. Dentro dessa rela\u00e7\u00e3o, as experi\u00eancias, por vezes, oscilam entre dores emocionais e afetivas. S\u00e3o altos e baixos de uma hist\u00f3ria que n\u00e3o se define pelo cunho homoer\u00f3tico, mas pela profundidade de fases como o primeiro amor ou a descoberta do sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor ainda toca em temas como diferen\u00e7as sociais e culturais, n\u00edtidas em cenas como a hora do jantar das fam\u00edlias de ambas as personagens. Enquanto uma n\u00e3o dispensa uma boa macarronada, que come at\u00e9 se lambuzar, a outra \u00e9 uma grande apreciadora de vinhos e frutos do mar. Isso reflete em suas filhas: Emma possui uma bagagem cultural a qual inclui filosofia e arte, enquanto Ad\u00e8le almeja se tornar uma professora do maternal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo distante de militar por qualquer coisa, o filme \u00e9 uma pe\u00e7a importante para a atual situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica francesa, pa\u00eds que passou recentemente por um per\u00edodo de intensas manifesta\u00e7\u00f5es e debates sobre conceder o direito de se casar e adotar filhos \u00e0 pessoas do mesmo sexo. \u00c9 a mensagem outorgada por meio da trama que mostra, com a naturalidade presente nas cenas corriqueiras, os sentimentos que s\u00e3o (ou deveriam ser) universais, e a rela\u00e7\u00e3o das duas jovens fortifica essa posi\u00e7\u00e3o. Uma bandeira erguida n\u00e3o pela necessidade de tratamento ou visibilidade diferenciada para os homossexuais, e sim abordagens mais naturais diante dessa quest\u00e3o, mesmo que as atrizes (heterossexuais) n\u00e3o se assumam como porta-vozes da causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o epicentro do filme seja a jornada da jovem Ad\u00e8le pelo autoconhecimento, \u00e9 imposs\u00edvel se abster ao ato de falar sobre as t\u00e3o comentadas cenas de sexo. Todo inc\u00f4modo gerado \u00e9 justific\u00e1vel, afinal, como falar da descoberta da sexualidade sem sexo? S\u00e3o retratos crus do desejo e a manifesta\u00e7\u00e3o do corpo feminino que est\u00e3o inseridos num contexto chocante e nocivo ao ego daqueles que n\u00e3o s\u00e3o capazes de entender o processo genu\u00edno do amadurecimento e do amor desmedido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22603\" title=\"adele5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/adele5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, seria ingenuidade pensar que cenas beirando o expl\u00edcito n\u00e3o causariam estardalha\u00e7o. Uma das muitas pol\u00eamicas envolvendo o longa parte das pr\u00f3prias atrizes, que se sentiram desconfort\u00e1veis durante as constantes repeti\u00e7\u00f5es de tais cenas e pela excessiva carga de trabalho. Destacaram que a obsess\u00e3o de Kechiche em \u201cprojetar a realidade\u201d fazia com que por vezes tivessem a sensa\u00e7\u00e3o de terem suas intimidades captadas sem perceberem. Chegaram a dizer que jamais trabalhariam com o diretor novamente (retratando a declara\u00e7\u00e3o posteriormente). No entanto, apesar da inseguran\u00e7a e cansa\u00e7o latentes no processo de filmagem, ambas evidenciaram que a cumplicidade entre elas foi crucial para facilitar a tarefa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra pol\u00eamica parte da autora francesa dos quadrinhos, que inspirou o roteiro do filme. Julie Maroh diz que a obra audiovisual de Kechiche \u00e9 um \u201cverdadeiro porn\u00f4\u201d, e ainda demonstrou sua insatisfa\u00e7\u00e3o diante da indiferen\u00e7a do diretor sobre seu desejo de acompanhar as grava\u00e7\u00f5es do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, deve-se retirar todo o esp\u00edrito experimental presente no romance das duas personagens e permitir-se, abertamente, contemplar o filme da forma como deve ser. Uma obra intimista, sobre a juventude e as descobertas que ela carrega, que independe do sexo ou das classes presentes. Acompanhar o processo de Ad\u00e8le pelas fases de menina\/jovem\/mulher em sua jornada individual \u00e9 uma experi\u00eancia ampla demais para caber em um ponto de vista limitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3qxWpl-_PQo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3qxWpl-_PQo\" \/><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><br \/>\n&#8211; Lucas Guarni\u00e9ri (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/cemcruzeiros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@cemcruzeiro<\/a>s) \u00e9 mineiro, estudante de publicidade e apreciador da boa arte<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 24 filmes de 2013 no Brasil, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/11\/23\/top-21-filmes-que-vi-em-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa e Lucas Guarni\u00e9ri\nFilme europeu mais badalado de 2013, &#8220;Azul \u00e9 a Cor Mais Quente&#8221; divide opini\u00f5es enquanto gera controv\u00e9rsia. 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