{"id":21889,"date":"2002-10-10T10:15:42","date_gmt":"2002-10-10T13:15:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=21889"},"modified":"2016-07-22T20:37:15","modified_gmt":"2016-07-22T23:37:15","slug":"tres-cds-qotsa-the-vines-e-jon-spencer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/10\/10\/tres-cds-qotsa-the-vines-e-jon-spencer\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas CDs: QOTSA, The Vines e Sepultura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29429\" title=\"sepultura\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sepultura.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sepultura.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sepultura-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/sepultura-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Under a Pale Grey Sky&#8221; &#8211; Sepultura (Sum) <\/strong><br \/>\nO Sepultura acabou na sa\u00edda de Max, ok. O Sepulnation que surgiu ap\u00f3s \u00e9 outra coisa e \u00e9 inferior, principalmente porque Derrick urra mais do que canta. E mais: Max Cavalera tinha o que dizer. A trag\u00e9dia \u00e9 que a qu\u00edmica da banda eram os quatro juntos, o que tamb\u00e9m sepulta o Soulfly (com direito a trocadilho infame). Assim, &#8220;Under a Pale Grey Sky&#8221;, registro do \u00faltimo show da forma\u00e7\u00e3o original do grupo, \u00e9 obrigat\u00f3rio e impec\u00e1vel. Ao vivo no Brixton Academy em Londres, no fim de dezembro de 1996, a banda vasculha todo o repert\u00f3rio em 28 tijoladas, com todo o set list da apresenta\u00e7\u00e3o preenchendo dois CDs, num repert\u00f3rio bastante parecido com a apresenta\u00e7\u00e3o que o grupo realizou na tour Brasil no mesmo ano. De &#8220;Necromancer&#8221;, do primeiro \u00e1lbum, &#8220;Bestial Devastation&#8221; (1985), passando por &#8220;Troops Of Doom&#8221; (&#8220;Schizophrenia&#8221;, de 1987) at\u00e9 cl\u00e1ssicos com &#8220;Inner Self&#8221;, &#8220;Terrytory&#8221;, &#8220;Roots Bloody Roots&#8221; e &#8220;Arise&#8221;, os irm\u00e3os Cavalera, mais Paulo Jr e Andreas Kisser mostram ao vivo o entrosamento que os fez uma das bandas mais inovadoras do metal em todos os tempos (n\u00e3o a toa, &#8220;Roots Blood Roots&#8221; foi eleito na gringa, meses atr\u00e1s, um dos 10 \u00e1lbuns mais influentes da hist\u00f3ria do heavy metal). No setor covers temos Chico Science sendo lembrado com &#8220;Mon\u00f3logo ao P\u00e9 do Ouvido&#8221;, a b\u00e1sica &#8220;Policia&#8221;, dos Tit\u00e3s, &#8220;We Gotta Know&#8221;, do Cro-Mags, e &#8220;Orgasmatron&#8221; do Motorhead, fechando. Tem um q de ca\u00e7a-niqueis, mas vale a pena cada centavo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21891  aligncenter\" title=\"vines\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vines.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Highly Evolved&#8221;, The Vines<\/strong><br \/>\nPrepare a bebida. Junte tr\u00eas doses do melhor que o rock produziu na d\u00e9cada de 90 (o grunge) com mais duas doses de britpop. O resultado: can\u00e7\u00f5es barulhentas com vocais gritados a l\u00e1 Nirvana de um lado e rocks simples, quase tendendo a baladas, a l\u00e1 Oasis do outro. Um vocalista que tem surtos psic\u00f3ticos tanto quanto escreve letras para a sua amada, a maconha (&#8220;Mary Jane&#8221;). Uma das melhores estreias em muuuuiiiiito tempo, &#8220;Highly Evolved&#8221;, o \u00e1lbum, \u00e9 empolgante do inicio ao fim. Alternando porradas com baladas, o The Vines deixa b\u00eabado e n\u00e3o induz a ressaca. &#8220;Highly Evolved&#8221;, a m\u00fasica, abre o \u00e1lbum no esquema verso\/chorus\/verso e \u00e9 matadora. Apenas 1m34s de rock dos bons e letra bacana: &#8220;If you feel low \/ You can buy love \/ From a payphone \/ I don&#8217;t feel low&#8221;. Na sequ\u00eancia, uma balada inspirada (&#8220;Autumn Shade&#8221;). Na porrada &#8220;Outtathaway!&#8221; o vocalista Craig Nichools diz n\u00e3o acreditar no tempo para logo na faixa seguinte (a bacana &#8220;Sunshinin&#8221;) dizer &#8220;the weather for me are the birds flyin&#8221;. Outra bela balada beatle (&#8220;Homesick&#8221;) e chegamos a can\u00e7\u00e3o mais Nirvana dos \u00faltimos sete anos: &#8220;Get Free&#8221;. Em &#8220;Factory&#8221;, Nirvana e Oasis se encontram e se alternam. Para o final, um \u00e9pico de microfonia que bate os seis minutos de dura\u00e7\u00e3o, &#8220;1969&#8221;. Um dos prov\u00e1veis discos do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21890\" title=\"queens1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/queens1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Songs For The Deaf&#8221;, Queens On The Stone Age<\/strong><br \/>\nTrilha  sonora do inferno. \u00c9 a primeira coisa que vem a cabe\u00e7a ap\u00f3s uma audi\u00e7\u00e3o  que castiga os ouvidos e purifica a alma de &#8220;Songs For The Deaf&#8221;,  sucessor do tamb\u00e9m demolidor &#8220;Rated R&#8221;. O \u00e1lbum \u00e9 QOTSA em estado bruto.  Do mesmo quilate que &#8220;Rated R&#8221;, este &#8220;Songs&#8221; abriga rocks cadenciados  com levadas metal (&#8220;No One Knows&#8221;), punk songs ensurdecedoras de  estourar caixas de som e t\u00edmpanos desavisados (&#8220;Six Shooter&#8221;), baterias  de dois bumbos batendo no est\u00f4mago, cortesia Dave Grohl (&#8220;First It  Giveth&#8221;), vocais insanos de Mark Lanegan (&#8220;Song For The Dead&#8221; &#8211; &#8220;Hanging  Tree&#8221;) e can\u00e7\u00f5es que colam no ouvido e n\u00e3o desgrudam de jeito nenhum  (&#8220;Another Love Song&#8221; &#8211; &#8220;Go with the Flow&#8221;). Dave Grohl assume a bateria  em todo o \u00e1lbum, ritmando a porrada com breaks secos e uso constante de  pratos. Mark Lanegan canta tr\u00eas sozinho e divide o vocal com Josh Homme  em outras duas. Nas letras, an\u00e1lises sem demagogia de assuntos variados,  seja o amor (&#8220;I never told you it would last forever&#8221; canta Pete Stahl  na excelente &#8220;Another Love Song&#8221;, alternando um riff inspirado com  teclados setentistas), seja a imagem de Deus propagando a publicidade  (&#8220;I know that god is in the radio \/ Just repeating a slogan \/ You come  back another day \/ And do no wrong&#8221;, canta Lanegan em &#8220;God In The  Radio&#8221;), seja o fim do mundo (&#8220;Every dog has his day \/ I paid attention \/  Cost me so much to today&#8221; canta Josh em &#8220;Sky Is Falling&#8221;), seja a  falsidade (&#8220;No more pictures, we ain&#8217;t friends \/ It&#8217;s raining in my room  \/ There&#8217;s blood in my spoon&#8221; diz a letra de &#8220;I&#8217;m Gonna Leave&#8221;). Na  situa\u00e7\u00e3o atual do rock mundial, a procura do novo Nirvana (uma bandinha  que agrade a MTv, aos punks, aos rockers e aos titios), &#8220;Songs For The  Deaf&#8221; afasta com muito barulho a etiqueta do Queens On The Stone Age  que, assim, sobrevive aos hypes da ind\u00fastria lan\u00e7ando mais um disco  matador.<\/p>\n<p>Nota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa &#8220;Under a Pale Grey Sky&#8221; &#8211; Sepultura (Sum) O Sepultura acabou na sa\u00edda de Max, ok. 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