{"id":21672,"date":"2006-05-17T23:51:31","date_gmt":"2006-05-18T02:51:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=21672"},"modified":"2019-11-28T11:48:25","modified_gmt":"2019-11-28T14:48:25","slug":"musica-pearl-jam-pearl-jam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/05\/17\/musica-pearl-jam-pearl-jam\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: Pearl Jam, Pearl Jam"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/pearjjam_2006.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Pearl Jam&#8221;, Pearl Jam<br \/>\npor Helder Souza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em quinze anos de carreira, o \u00fanico &#8220;erro&#8221; do Pearl Jam foi ser &#8220;bom demais&#8221;, beirando a perfei\u00e7\u00e3o, isso l\u00e1 pelos idos de 1991, e mais precisamente at\u00e9 &#8220;Vitalogy&#8221;, terceiro disco do grupo, de 1994. Ap\u00f3s uma bomb\u00e1stica tr\u00edade de \u00e1lbuns (incluindo a estreia com &#8220;Ten&#8221;, de 1991, e &#8220;Vs.&#8221;, de 1993), a banda se acalmou no bom &#8220;No Code&#8221; (1996) e come\u00e7ou a mostrar sinais de cansa\u00e7o apenas em &#8220;Yield&#8221; (1998), o in\u00edcio de uma decad\u00eancia cujo ponto mais baixo foi exatamente o \u00faltimo \u00e1lbum de est\u00fadio do grupo, &#8220;Riot Act&#8221; (2002). Intitulado apenas &#8220;Pearl Jam&#8221;, o primeiro \u00e1lbum de in\u00e9ditas da turma de Eddie Vedder em quatro anos supera em qualidade o disco anterior, mas n\u00e3o \u00e9 a s\u00e9tima maravilha do mundo como a cr\u00edtica tem pintado por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tematicamente, &#8220;Pearl Jam&#8221; \u00e9 um reflexo agressivo da realidade e insatisfa\u00e7\u00e3o com o atual momento da pol\u00edtica norte-americana, tomado principalmente pela figura de Eddie Vedder, o carism\u00e1tico e engajado vocalista do grupo &#8211; famoso pelo apoio efetivo a candidatos alternativos para a presid\u00eancia dos EUA. Vedder t\u00eam por caracter\u00edstica lutar por ideais liberais, indo constantemente contra a ala conservadora da na\u00e7\u00e3o norte-americana, muitas vezes quebrando a cara. A reelei\u00e7\u00e3o de George W. Bush foi apenas uma destas derrotas ideol\u00f3gicas, e refletiu consideravelmente no novo trabalho do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 musicalmente, o novo disco pode ser comparado ao \u00e1lbum &#8220;Yield&#8221;. \u00c9 o velho retorno \u00e0s guitarras b\u00e1sicas, com riffs distorcidos e clich\u00eas perpassando em v\u00e1rias faixas o punk rock. Vocais roucos relembram a linha seguida em &#8220;Vitalogy&#8221;, mas as melodias s\u00e3o pobres, sem a virtuosidade do \u00e1lbum de 1994. &#8220;Pearl Jam&#8217; parece um \u00e1lbum feito para chocar, como \u00e9 declarado implicitamente em uma das entrevistas promocionais do disco &#8211; vinculada \u00e0 MTV e divulgada na Internet um pouco antes do lan\u00e7amento \u2013 em que Vedder afirma o contentamento com o peso sonoro do novo \u00e1lbum. O disco, por\u00e9m, n\u00e3o alcan\u00e7a esse intento, n\u00e3o choca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3pria arte do produto parece constru\u00edda para incomodar: um abacate sobre um degrade azul, em tr\u00eas momentos diferenciados pela presen\u00e7a ou n\u00e3o de polpa e caro\u00e7o. Ironia b\u00e1sica, que ainda destaca um caderninho decorado em suas p\u00e1ginas por letras sobre um fundo de figuras amb\u00edguas, cuja conota\u00e7\u00e3o remete a fei\u00e7\u00f5es humanas desfiguradas\/suturadas. Algo parecido com a tentativa da arte do \u00e1lbum &#8220;No Code&#8221; e suas fotografias de objetos triviais que evocavam outros objetos nojentos. Novamente uma decad\u00eancia. Comparada \u00e0 arte dos \u00e1lbuns anteriores, &#8220;Pearl Jam&#8221; \u00e9 uma decep\u00e7\u00e3o para quem aguardava algo magn\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Pearl Jam&#8221; \u00e9 uma decep\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 na arte e na parte musical, mas tamb\u00e9m porque 2006 parecia ser o ano do ressurgimento da banda, ap\u00f3s o pior \u00e1lbum de sua carreira, &#8220;Riot Act&#8221;. \u00c9 o primeiro passo do PJ fora do contrato-escravo com a Sony, cumprido ap\u00f3s o lan\u00e7amento da colet\u00e2nea dupla de raridades &#8220;Lost Dogs&#8221;, cuja obrigatoriedade de seu lan\u00e7amento era parte do pacto comercial com a antiga gravadora. O novo \u00e1lbum ganhou lan\u00e7amento pelo selo Monkey Wrench, sendo distribu\u00eddo pela mesma Sony do contrato anterior. Agora que a banda t\u00eam dom\u00ednio sobre o que grava e lan\u00e7a, o material n\u00e3o cumpre a expectativa de tudo aquilo que se esperava de um grupo com o nome que eles carregam. &#8220;Pearl Jam&#8221; \u00e9 at\u00e9 um disco bom, mas fica devendo em compara\u00e7\u00e3o com a discografia da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 quase como uma longa viagem adolescente: come\u00e7a rebelde, gritante, feroz e vai se amaciando conforme as musicas v\u00e3o passando. Como numa fadiga ap\u00f3s tanta energia desperdi\u00e7ada, as musicas se acalmam, se elaboram e a mensagem se torna matura, frustrada e sonhadora. O \u00e1lbum parte de um in\u00edcio gritado e cortante acompanhado de um riff sujo, punk e repetitivo (&#8220;The whole world,&#8230; World over. It&#8217;s a worldwide suicide&#8221;) at\u00e9 chegar a uma mensagem final mel\u00f3dica, profunda e quase ing\u00eanua (\u201cLet me run into the rain, to shine a human light today. Life comes from within your heart and desire\u201d). Um &#8220;qu\u00ea&#8221; de &#8220;Vitalogy&#8221; no ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum come\u00e7a com a voraz &#8220;Life Wasted&#8221;, uma can\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e cruel, que relembra um pouco o ideal musical inicial do grunge, da qual a banda fez parte no projeto Temple Of The Dog e no \u00e1lbuns &#8216;Ten&#8221; e &#8220;Vs&#8221;. Este formato b\u00e1sico se segue nas duas pr\u00f3ximas m\u00fasicas: &#8220;World Wide Suicide&#8221; e &#8220;Comatose&#8221;. Riffs grudentos e distorcidos acompanham um refr\u00e3o t\u00e3o &#8220;grunge&#8221; quanto, que n\u00e3o salvam as duas can\u00e7\u00f5es de formarem o bloco fraco do \u00e1lbum. &#8220;Comatose&#8221; chega a ser uma cat\u00e1strofe por sua falta de criatividade, com clich\u00eas t\u00e3o prov\u00e1veis e for\u00e7ados que parecem implorar a mudan\u00e7a de faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Severed Hand&#8221; inicia com um efeito elaborado e prenuncia um acerto de contas com o apreciador do disco. Bem mais complexa, relembra o clima do \u00e1lbum &#8220;No Code&#8221;. A banda trabalha perfeitamente a melodia sem perder o peso da proposta inicial. &#8220;Marker In the Sand&#8221; \u00e9 mais um passo ascendente em qualidade e pode ser quase entendida como uma prepara\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica para a musica seguinte, &#8220;Parachutes&#8221;. As duas s\u00e3o can\u00e7\u00f5es virtuosas, embora tristes. &#8220;Marker In The Sand&#8221; \u00e9 mais pesada e pessimista, por\u00e9m muito bem trabalhada. &#8220;Parachutes&#8221;, por sua vez, \u00e9 a melhor can\u00e7\u00e3o do CD. Linda, quase id\u00edlica\/circense, traz uma virtuosidade que surge para aplacar o des\u00e2nimo inicial do \u00e1lbum. Segue &#8220;Uneployable&#8221;, trazendo novamente as guitarras distorcidas, por\u00e9m numa frequ\u00eancia super apraz\u00edvel, relembrando a sonoridade de &#8220;Vs&#8221;, sem perder, novamente, o intuito agressivo da mensagem global do trabalho (&#8220;Yeah, so this life is sacrifice&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Big Wave&#8221;, can\u00e7\u00e3o sucessora, \u00e9 um retrocesso esperado. Afinal, um \u00e1lbum de protesto n\u00e3o poderia terminar calminho. A m\u00fasica destaca novamente a ess\u00eancia adolescente e clich\u00ea que relembra os antecessores do fen\u00f4meno grunge. &#8220;Gone&#8221;, a pr\u00f3xima, engana com um tom ac\u00fastico que explode num poderoso refr\u00e3o (&#8220;I&#8217;m gone, long gone, this time I&#8217;m letting go of it all&#8221;), a partir do qual a can\u00e7\u00e3o se alterna entre o calmo e o maci\u00e7o. Relembra em muito o \u00e1lbum &#8220;Yield&#8221;, tendo como sequ\u00eancia uma can\u00e7\u00e3o curta e diferente de tudo o que havia sido demonstrado at\u00e9 ent\u00e3o: &#8220;Wasted Reprise&#8221;, a pitada t\u00edmida de foco experimental sempre contida nos trabalhos do Pearl Jam desde &#8220;Vs.&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Army Reserve&#8221; relembra algumas can\u00e7\u00f5es do fraco &#8220;Riot Act&#8221;, com uma sonoridade atual e comercial que, no entanto, n\u00e3o soa exagerada. Evoca em parte o Soundgarden, apesar de n\u00e3o ter o dedo de Matt Cameron na sua composi\u00e7\u00e3o. &#8220;Army Reserve&#8221; alia-se com &#8220;Come Back&#8221; e &#8220;Inside Job&#8221; na categoria de melhores can\u00e7\u00f5es do disco. A pen\u00faltima m\u00fasica exibe uma calma e bel\u00edssima melodia, que por alguns segundos evoca &#8211; na voz de Eddie Vedder &#8211; a emo\u00e7\u00e3o contagiante de Janis Joplin. N\u00e3o cont\u00e9m grandes surpresas instrumentais a n\u00e3o ser uma pequena distorcida em seu ep\u00edlogo. Serviria perfeitamente para fechar o disco, que prossegue (felizmente) com &#8220;Inside Job&#8221;, uma maravilhosa e riqu\u00edssima can\u00e7\u00e3o, onde pode-se perceber mais enfaticamente o trabalho do tecladista Boom Gaspar, havaiano amigo pessoal de Vedder que foi inserido na banda a partir do \u00e1lbum &#8220;Riot Act&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Pearl Jam&#8221; come\u00e7a barulhento, tentando chocar, e termina de modo espetacular, afirmando uma progress\u00e3o qualitativa em um \u00e1lbum cheio de altos e baixos, que n\u00e3o surpreende, mas tamb\u00e9m n\u00e3o deixa claramente a desejar. \u00c9 superior \u00e0 &#8220;Riot Act&#8221;, mas n\u00e3o arranha o status cl\u00e1ssico do in\u00edcio de carreira do grupo. Definitivamente \u00e9 um disco viril, engajado e idealista. Mas tamb\u00e9m \u00e9 um \u00e1lbum de uma banda de quarent\u00f5es que j\u00e1 h\u00e1 muito perceberam que nada mais resta al\u00e9m da simples esperan\u00e7a, e que moicanos e guitarras quebradas n\u00e3o ir\u00e3o mudar o mundo. Musica \u00e9 musica, e se \u00e9 assim, que seja apenas boa. E estamos diante de um bom disco, cheio de altos e baixos, mas um bom disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/N9mVG9Kg-Ew\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/N9mVG9Kg-Ew\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cLightning Bolt\u201d mostra Pearl Jam confort\u00e1vel e acomodado, por Lucas Breda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/17\/musica-lightning-bolt-pearl-jam\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Pearl Jam Brasil Tour 2011: o Scream &amp; Yell acompanhou os cinco shows! (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/15\/pearl-jam-brasil-tour-2011\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cRiot Act\u201d, Pearl Jam: a causa empobreceu a ess\u00eancia, por Gisele Fleury (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/06\/05\/musica-riot-act-do-pearl-jam\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cBackspacer\u201d, Pearl Jam: salve a volta de Brendan O\u2019Brien, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/20\/bunnymen-wilco-e-pearl-jam\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cUkelele Songs\u201d, Eddie Vedder parece mais focado que nunca, por M\u00e1rcio Padr\u00e3o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/04\/musica-ukulele-songs-eddie-vedder\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n<span>&#8211; \u201cInto the Wild\u201d: Eddie Vedder merece a sua aten\u00e7\u00e3o, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/09\/17\/disco-da-semana-into-the-wild-eddie-vedder\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; \u201cInto The Wild\u201d, o filme, valoriza as rela\u00e7\u00f5es humanas, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2007\/11\/04\/mostra-de-sp-into-the-wild\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Melhores de 2005: Pearl Jam, quarto melhor show. Veja a lista completa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/outros\/listas\/2006showinternacional.htm\">aqui<\/a><span>)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Pearl Jam&#8221;, Pearl Jam por Helder Souza Em quinze anos de carreira, o \u00fanico &#8220;erro&#8221; do Pearl Jam foi ser &#8220;bom demais&#8221;, beirando \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/05\/17\/musica-pearl-jam-pearl-jam\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[266],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21672"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21672"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21672\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21682,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21672\/revisions\/21682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}