{"id":216,"date":"2006-08-10T08:19:42","date_gmt":"2006-08-10T10:19:42","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2006\/08\/10\/qual-o-seu-disco-preferido-dos-beatles\/"},"modified":"2015-12-09T03:01:26","modified_gmt":"2015-12-09T06:01:26","slug":"qual-o-seu-disco-preferido-dos-beatles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/08\/10\/qual-o-seu-disco-preferido-dos-beatles\/","title":{"rendered":"Qual o seu disco preferido dos Beatles?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35785\" title=\"beatles\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/beatles.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;You say you want a revolution<br \/>\nWell you know<br \/>\nwe all want to change the world<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>You tell me that it&#8217;s evolution<br \/>\nWell you know<br \/>\nWe all want to change the world<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>But when you talk about destruction<br \/>\nDon&#8217;t you know you can count me out<br \/>\nDon&#8217;t you know it&#8217;s gonna be alright<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Alright, Alright&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 vamos n\u00f3s. A Revolution n\u00ba 1 come\u00e7a citando Beatles, falando de m\u00fasica pop e conversa de boteco, e traz promo\u00e7\u00f5es e alguns ps.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nomear algo \u00e9 sempre bem complicado. Um nome encerra (ou deveria encerrar) em si um conceito. O blog Calmantes com Champagne (uma &#8220;homenagem&#8221; a mistura suicida predileta de Kurt Cobain) e a coluna L&#8217;\u00e2ge D&#8217;or (Bu\u00f1uel fazendo tudo que n\u00e3o se poderia fazer em um filme) se amparam na ideia de escrever coisas de tal modo que as pessoas at\u00e9 acreditem que seja um suic\u00eddio, que seja algo mesmo que n\u00e3o se possa fazer, pois desnudar a alma, ser sincero, defender opini\u00f5es pr\u00f3prias e ir contra a corrente \u00e9 quase um suic\u00eddio num mundo que abaixa a cabe\u00e7a e aceita como regra o que est\u00e1 preestabelecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome Revolution tamb\u00e9m pretende encerrar em si mesmo um conceito. A ideia de revolu\u00e7\u00e3o na m\u00fasica pop sempre me interessou, pois \u00e9 quase imposs\u00edvel dissociar a m\u00fasica (e n\u00e3o s\u00f3 a m\u00fasica, mas a arte em geral) do momento em que ela foi criada. Entender quais os fatores influenciam no que os jovens ouvem (e comp\u00f5e) hoje, e quais fatores influenciaram para que os pais desses jovens ouvissem a m\u00fasica que eles ouviam em um passado nem t\u00e3o distante. A m\u00fasica como chave para se entender o mundo que nos cerca. (&#8220;A m\u00fasica \u00e9 a vida em c\u00f3digo&#8221;, assopra Ana Maria Bahiana). Filosofia de mesa de boteco, manja?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como uma can\u00e7\u00e3o de tr\u00eas minutos pode mudar n\u00e3o s\u00f3 a vida de uma pessoa, como o mundo que nos cerca. Ser\u00e1 que John Lennon estaria compondo as can\u00e7\u00f5es que comp\u00f4s se tivesse nascido na d\u00e9cada de 80? Ser\u00e1 que Jeff Tweedy seria o g\u00eanio que \u00e9 se tivesse nascido em 1940? Ser\u00e1 que voc\u00ea, caro leitor, seria a mesma pessoa se tivesse nascido 10 anos antes&#8230; ou depois?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui cabe uma cita\u00e7\u00e3o oportuna:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Ok, segunda quest\u00e3o &#8211; e ai \u00e9 papo de jornalista, de gente que est\u00e1 tentando entender o que se passa no universo adjacente e n\u00e3o se limita a curtir as coisas (n\u00e3o que s\u00f3 curtir seja limitante, mas compreender \u00e9 o nosso emprego e a nossa obsess\u00e3o &#8211; ou pelo menos deveria ser)&#8221;.<\/strong> Andr\u00e9 Forastieri na resenha sobre o disco &#8220;Nevermind&#8221;, do Nirvana (1991)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revolution ser\u00e1 mais ou menos isso: uma tentativa de entender o que se passa no universo adjacente. Neste espa\u00e7o ser\u00e1 defendido que Morrissey \u00e9 o maior ingl\u00eas vivo (e Lou Reed o maior americano&#8230; ser\u00e1 Chico o maior brasileiro vivo?); que mais de 90% das bandinhas novas que surgem aqui e ali t\u00eam muito a dizer (mas voc\u00ea precisa ouvi-las e ouvi-las e ouvi-las para perceber isso); que Bob Dylan \u00e9 Deus (com Primal Scream, BRMC, Supergrass, Walkmen e muita gente se ajoelhando aos seus p\u00e9s); que Deus \u00e9 uma mulher (\u00e9 Bob Dylan quem diz); que o rock nacional mainstream morreu, obrigado (e renasceu no cen\u00e1rio independente, mas ningu\u00e9m ainda descobriu isso); que Flaming Lips, Radiohead, Wilco, Asian Dub Foundation e Mercury Rev levam a m\u00fasica pop para o futuro; que o futuro \u00e9 o pr\u00f3ximo segundo; e que a vida (como diria Woody Allen) \u00e9 cheia de solid\u00e3o, mis\u00e9ria, sofrimento e tristeza, mas passa r\u00e1pido demais. Vamos combinar: n\u00e3o v\u00e1 desperdi\u00e7\u00e1-la choramingando, ok.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revolution tamb\u00e9m \u00e9 uma homenagem &#8211; atravessada &#8211; aos Beatles, claro, a banda que mudou o rumo da m\u00fasica pop. Antes deles, a m\u00fasica pop era algo descart\u00e1vel, consum\u00edvel, como se consome um doce ou uma goma de mascar. Depois deles, a m\u00fasica se transformou em algo pr\u00f3ximo da arte. No come\u00e7o da hist\u00f3ria da m\u00fasica pop, o or\u00e7amento da foto de uma capa de disco n\u00e3o ultrapassava 50 libras (R$ 185). S\u00f3 a capa do \u00e1lbum &#8220;Sgt. Peppers Lonely Heart&#8217;s Club Band&#8221; custou 2867 libras (mais de R$ 10 mil). Eles passaram da posi\u00e7\u00e3o de bons mo\u00e7os de terninhos e franjinhas para homens cabeludos, com roupas coloridas e consumidores de drogas. De um extremo ao outro, os Beatles fizeram tudo que era poss\u00edvel fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eles fizeram tudo primeiro. Os Beatles foram a primeira banda a ter um \u00e1lbum dentro da parada de singles brit\u00e2nica (&#8220;With The Beatles&#8221;, 7\u00ba lugar em 1963); foram os primeiros artistas a terem mais de um milh\u00e3o de discos encomendados antes do lan\u00e7amento oficial do single (&#8220;I Want To Hold Your Hand&#8221;, 1963); foram os primeiros artistas a &#8220;tomarem&#8221; de si mesmos o n\u00famero 1 do chart brit\u00e2nico (&#8220;I Want To Hold Your Hand&#8221; e &#8220;She Loves You&#8221;); foram os primeiros a ocuparem os cinco primeiros lugares no chart norte-americano com &#8220;Twist And Shout&#8221;, &#8220;Can&#8217;t Buy Me Love&#8221;, &#8220;She Loves You&#8221;, &#8220;I Want To Hold Your Hand&#8221; e &#8220;Please Please Me&#8221; (mar\u00e7o de 1964); foram o primeiro grupo de rock a tocar em um est\u00e1dio (Shea Stadium, Nova Iorque, 15\/08\/1965) inaugurando a era dos mega-shows; foram a primeira banda a ter um selo pr\u00f3prio (Apple); e tamb\u00e9m cravaram nas paradas o primeiro single com mais de 7 minutos de dura\u00e7\u00e3o (&#8220;Hey Jude&#8221;, 1968). A lista de &#8220;primeiros&#8221; dos Beatles \u00e9 enorme e triplicaria este par\u00e1grafo. O que importa, aqui, \u00e9 dizer mais uma vez o que todo mundo disse, mas alguns poucos insistem em contrariar: os Beatles s\u00e3o a maior express\u00e3o musical art\u00edstica do s\u00e9culo XX. Ponto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo que aconteceu ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o de Paul, John, George e Ringo encontra refor\u00e7o na tese acima. Os Beatles fizeram tudo antes, e melhor. Em uma \u00e9poca em que a pr\u00f3pria industria fonogr\u00e1fica come\u00e7ava a engatinhar, o quarteto de Liverpool elevou o n\u00edvel das grava\u00e7\u00f5es, ampliando canais, uso de efeitos diversos e a mistura \u00e9tnica de sons. Elevou o n\u00edvel das exig\u00eancias para apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. Transformou o que era uma bobagem -can\u00e7\u00f5es pops de tr\u00eas minutos &#8211; em algo art\u00edstico, discutido e analisado por desconhecidos e catedr\u00e1ticos. Tudo isso &#8211; e mais, muito mais &#8211; batido no liquidificador pop beatle rendeu uma discografia de 13 discos oficiais, mais dois \u00e1lbuns que reuniam os singles da banda (&#8220;Past Masters Volume One&#8221; e &#8220;Two&#8221;), um CD duplo de grava\u00e7\u00f5es raras na BBC e tr\u00eas CDs triplos com raridades das sess\u00f5es de grava\u00e7\u00f5es ao longo dos anos em que a banda permaneceu junta, e que rendeu a s\u00e9rie &#8220;Anthology&#8221;. Isso tudo sem contar a infind\u00e1vel cole\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns piratas que flagram desde a banda em est\u00fadio tanto como apresenta\u00e7\u00f5es em r\u00e1dios e shows. Um acervo musical riqu\u00edssimo que, mesmo ap\u00f3s 35 anos do fim da banda, consegue impressionar e conquistar f\u00e3s por sua qualidade e variedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, nada mais normal que come\u00e7ar a primeira Revolution falando de Beatles. Ent\u00e3o, qual \u00e9 o seu disco preferido dos Beatles? Eu sempre gostei mais do &#8220;Revolver&#8221; (1966), mas ap\u00f3s fazer uma grande pesquisa (que resultou em um text\u00e3o de mais de 150 mil toques), ouvir todos os discos detalhadamente, o &#8220;\u00c1lbum Branco&#8221; (1968) deu um salto \u00e0 frente, tomando para si o posto de preferido (e a can\u00e7\u00e3o &#8220;It Won&#8217;t Be Long&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;With The Beatles&#8221;, in\u00edcio da carreira do quarteto, virou hit aqui em casa em pleno 2006). No entanto, acho que o disco deles que mais ouvi na vida foi &#8220;The Beatles Ballads&#8221;&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o gostar dos Beatles (tem gente que n\u00e3o gosta), mas n\u00e3o pode negar a import\u00e2ncia da banda. Se os Beatles n\u00e3o tivessem existido, o mundo (como um todo, n\u00e3o s\u00f3 o mundo pop) seria bem diferente, bem mais chato, e provavelmente eu n\u00e3o estaria escrevendo tudo isso. Agrade\u00e7a a Paul, John, George e Ringo por estarmos aqui, monologando. :o)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escreva para maccosta@hotmail.com respondendo qual disco dos Beatles \u00e9 o seu preferido e escolha um dos itens que est\u00e3o sendo sorteados nesta semana (e boa sorte):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Um exemplar da revista Rock Life n.\u00ba 7 (com Syd Barret e David Gilmour na capa, e reportagens sobre Wander Wildner, Mudhoney, Thom Yorke, Secret Machines, Rammstein, Patti Smith e Primal Scream, entre outras coisas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Uma vers\u00e3o especial e comemorativa da marca de 1000 c\u00f3pias vendidas do CD &#8220;Vc Vai Perder O Ch\u00e3o&#8221;, da banda curitibana Terminal Guadalupe, com a arte no formato &#8220;capa de vinil&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Um CD &#8220;Return To The Sea&#8221;, da banda canadense Islands (cortesia loja <span style=\"text-decoration: underline;\">Velvet CDs<\/span>). Segundo o <span style=\"text-decoration: underline;\">Pitchfork<\/span>, &#8220;a banda est\u00e1 armada de uma linda cole\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es pop que bebem em fontes t\u00e3o diferentes quanto indie-rock, calipso, country, hip-hop e o som da Elephant 6&#8221;. O Islands v\u00eam sendo bastante comparado ao Arcade Fire.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps1: Vou precisar desenferrujar nessa coisa de escrever coluna&#8230; essa primeira saiu truncada&#8230; mas prometo melhorar&#8230; ou tentar melhorar. Mas vamos combinar o seguinte: toda quinta-feira entra uma coluna nova aqui, text\u00e3o, tal. Na segunda entra uma resenhazinha curtinha de algum CD qualquer. Fechado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps2: Um dos prov\u00e1veis discos do ano j\u00e1 est\u00e1 circulando na Web: &#8220;Another Fine Day&#8221;, do Golden Smog. Ahn? Quem? Bem, o Golden Smog \u00e9 um combo que junta o Sr. Wilco, Jeff Tweedy, com Gary Louris, Marc Perlman, Kraig Jarret Johnson, Dan Murphy, Jody Stephens e Linda Pitmon. A banda disponibilizou quatro m\u00fasicas desse disco em seu My Space. Ouve l\u00e1 e me diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps3: Finalmente ganha edi\u00e7\u00e3o nacional o debute do Raconteurs, &#8220;projeto paralelo&#8221; de Jack White e Brendan Benson. Na boa, o White Stripes vai ficar no banco de reservas. J\u00e1 que falei em lan\u00e7amentos, no mesmo pacote Rough Trade que a Trama lan\u00e7ou no Brasil e que traz o Islands est\u00e3o os \u00f3timos The Brakes e Jenny Lewis. Procure.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps4: O Tim Festival confirmou os nomes de Patti Smith, Devendra Banhart, Yeah Yeah Yeahs e Clap Your Hands Say Yeah para o festival. J\u00e1 o Motomix incluiu o Radio 4 na programa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 contava com Franz Ferdinand e Art Brut. Ali\u00e1s, voc\u00ea viu que o Radio 4 entra no palco \u00e0s 5 da manh\u00e3? E ai, voc\u00ea est\u00e1 guardando dinheiro para tantos shows? Vai ter pique? Prepare-se!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps5: O Terminal Guadalupe \u00e9 umas melhores bandas da cena mais efervescente em atividade no Pa\u00eds: a de Curitiba. No site oficial do TG \u00e9 poss\u00edvel baixar gratuitamente os quatro \u00e1lbuns oficiais do quarteto (incluindo um EP lan\u00e7ado apenas virtualmente e a vers\u00e3o da banda para &#8220;Que Saudade de Voc\u00ea&#8221;, de Odair Jos\u00e9, gravada especialmente para o tributo &#8220;Vou Tirar Voc\u00ea Desse Lugar&#8221;). Minhas dicas: ou\u00e7a &#8220;O B\u00eabado de Ulisses&#8221;, &#8220;Burocracia Rom\u00e2ntica&#8221;, &#8220;Esquim\u00f3 Por Acidente&#8221; e &#8220;Por Tr\u00e1s do Fator Gallagher&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps6: Por mais que fale de Beatles, essa coluna foi escrita ao som de Velvet Underground (o terceiro \u00e1lbum, na vers\u00e3o do box &#8220;Peel Slowly and See&#8221; com v\u00e1rios b\u00f4nus) e Devendra Banhart (&#8220;Rejoicing In The Hands&#8221;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps7: Pra fechar: os Beatles surgiram em minha vida ainda crian\u00e7a. Deve ter sido ali por 1970 e pouco. Lembro de encontrar na extensa cole\u00e7\u00e3o de discos de meu pai (com 95% focado na MPB da \u00e9poca) o vinil &#8220;A Collection of Beatles Oldies&#8221;, uma colet\u00e2nea lan\u00e7ada no Brasil em 1967, e que chamava a aten\u00e7\u00e3o pela sua capa colorida. Lembro da capa, mas n\u00e3o lembro se cheguei a ouvir esse disco. Nessa \u00e9poca eu estava mesmo interessado em bolinha de gude e jogar futebol no campinho com os outros meninos. Depois me lembro da como\u00e7\u00e3o que foi a recep\u00e7\u00e3o da morte de John Lennon. Naquela \u00e9poca, a fam\u00edlia Costa saia de Taubat\u00e9 (interior de S\u00e3o Paulo) para passar o m\u00eas de dezembro com os av\u00f3s, na capital. E foi na casa da minha av\u00f3, ali na sala, que vi minha m\u00e3e chorar pelo assassinato de Lennon. Meu primeiro disco dos Beatles, uma colet\u00e2nea de 20 m\u00fasicas chamada &#8220;The Beatles Ballads&#8221;, \u00e9 o disco n\u00famero 2 da minha discoteca de vinis (o primeiro \u00e9 o disco &#8220;As Aventuras da Blitz&#8221;, de 1982) e foi uma das bases dos meus primeiros anos de m\u00fasica pop. M\u00fasicas preferidas deste disco de vinil que acompanhou toda minha adolesc\u00eancia: &#8220;Do You Want To Know A Secret&#8221;, &#8220;Nowhere Man&#8221;, &#8220;All My Loving&#8221; e &#8220;She&#8217;s Leaving Home&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa &#8220;You say you want a revolution Well you know we all want to change the world You tell me that \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/08\/10\/qual-o-seu-disco-preferido-dos-beatles\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=216"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35786,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216\/revisions\/35786"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}