{"id":21563,"date":"2005-03-15T17:36:33","date_gmt":"2005-03-15T20:36:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=21563"},"modified":"2016-07-22T20:39:07","modified_gmt":"2016-07-22T23:39:07","slug":"tres-discos-do-manic-street-preachers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/03\/15\/tres-discos-do-manic-street-preachers\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas discos do Manic Street Preachers"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-21564  aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"manics2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics2.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics2-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Forever Delayed&#8221;, Manic Street Preachers<br \/>\npor Marcelo Costa<br \/>\n30\/11\/2002<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como primeira colet\u00e2nea oficial do Manic Street Preachers, &#8220;Forever Delayed&#8221; \u00e9 perfeita, principalmente em se tratando do Brasil, terra em que mais da metade da obra dos galeses permanece in\u00e9dita (a primeira fase, quando a banda ainda era um quarteto). Assim, can\u00e7\u00f5es soberbas como &#8220;Motorcycle Emptiness&#8221; (de 1992, mas em vers\u00e3o 2002), &#8220;Little Baby Nothing&#8221; (de 1992 e com o delicioso vocal de Traci Lords em dueto), a porrada &#8220;Motown Junk&#8221; (primeiro single, independente, em 1992) e pequenas p\u00e9rolas do \u00e1lbum &#8220;Everything Must Go&#8221; (&#8220;Australia&#8221;, &#8220;A Design For Life&#8221;, &#8220;Kevin Carter&#8221;) convivem lado a lado com faixas do multiplatinado &#8220;This Is My Truth, Tell My Yours&#8221; (&#8220;The Everslasting&#8221;, &#8220;If You Tolerate This Your Childrem Will Be Next&#8221;, &#8220;You Stole The Sun From My Heart&#8221;). Destaque para o single &#8220;The Masses Against The Classes&#8221;, in\u00e9dito na discografia da banda. A vers\u00e3o importada ainda traz um segundo CD, com remixes &#8211; incluindo as imperd\u00edveis vers\u00f5es orquestradas dos singles do \u00e1lbum &#8220;Everything Musg Go&#8221;) e h\u00e1 uma vers\u00e3o em DVD, com 30 clipes e 14 remixes. A edi\u00e7\u00e3o nacional em CD compila apenas os 18 singles e duas boas in\u00e9ditas (&#8220;Door To The River&#8221; e &#8220;There By The Grace of God&#8221;). Ps. O encarte, encharcado de cita\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de Antonio Gaudi e Sylvia Plath at\u00e9 Elvis Presley, John Cassevetes e a nota de suic\u00eddio de Van Gogh (entre muitos outros), \u00e9 sublime.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-21566  aligncenter\" title=\"manics4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics4.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics4.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics4-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics4-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Lipstick Traces (A Secret History)&#8221;, Manic Street Preachers<br \/>\npor Marcelo Costa<br \/>\n25\/11\/2003<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto n\u00e3o preparam material para um disco novo, o Manics segue abastecendo seus f\u00e3s com colet\u00e2neas. Na cola de &#8220;Forever Delayed&#8221;, best of lan\u00e7ado em 2002, surge este &#8220;Lipstick Traces&#8221;, com o subt\u00edtulo de &#8220;A Secret History of Manic Street Preachers), \u00e1lbum duplo que re\u00fane 35 can\u00e7\u00f5es esquecidas no ba\u00fa da banda, entre lados b de singles e raridades. O t\u00edtulo &#8220;Tra\u00e7os de Batom&#8221; e a capa com cores de oncinha remetem ao per\u00edodo em que o grupo surgiu, com visual glitter e som hard rock na cola do Guns&#8217;n Roses, principalmente na estreia, com o \u00e1lbum &#8220;Generation Terrorists&#8221;, de 1992. De l\u00e1 pra c\u00e1 eles alcan\u00e7aram o estrelato com seu \u00e1lbum mais lento (&#8220;This Is My Truth, Tell My Yours&#8221;, de 1998) para renegar o sucesso com as porradas do disco seguinte (&#8220;Know Your Enemy&#8221;, de 2001). Neste &#8220;Lipstick Traces&#8221;, todas essas fases s\u00e3o pin\u00e7adas e esporros roqueiros convivem com belas can\u00e7\u00f5es semi-ac\u00fasticas. No primeiro CD, destaque para n\u00fameros como &#8220;Socialist Serenade&#8221; (b-side de &#8220;You Stole the Sun from My Heart&#8221;) e a pungente &#8220;Sepia&#8221;, (b-side do single &#8220;Kevin Carter&#8221;), uma daquelas can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se sabe direito o motivo por que ficou do \u00e1lbum. J\u00e1 o segundo CD \u00e9 uma festa de covers. S\u00f3 o Manics poderia juntar Chuck Berry (&#8220;Rock &#8216;N&#8217; Roll Music&#8221;), Nirvana (&#8220;Been a Son&#8221;) e Wham! (&#8220;Last Christmas&#8221;). Calma, \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o. Ainda h\u00e1 espa\u00e7o para The Clash (&#8220;Train in Vain&#8221; e &#8220;What&#8217;s My Name&#8221;), Guns&#8217;n Roses (&#8220;It&#8217;s So Easy&#8221;), Happy Mondays (&#8220;Wrote for Luck&#8221;) e Art Garfunkel (&#8220;Bright Eyes&#8221;), grande parte em registros (a maioria ao vivo), mas o que realmente vale a pena s\u00e3o as vers\u00f5es para &#8220;Raindrops Keep Fallin&#8217; on My Head&#8221; (B. J. Thomas), &#8220;Can&#8217;t Take My Eyes Off You&#8221; (The Walker Brothers), &#8220;Out of Time&#8221; (Rolling Stones) e &#8220;Velocity Girl&#8221; (Primal Scream) num disco que al\u00e9m de soar um \u00f3timo convite ao mundo obscuro do Manic Street Preachers, mostra que a banda se orgulha dos tra\u00e7os de batom de seu passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21565\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"manics3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics3.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics3-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manics3-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Lifeblood&#8221;, Manic Street Preachers<br \/>\nPor Jonas Lopes<br \/>\n15\/03\/2005<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;1985&#8221;, faixa de abertura de &#8220;Lifeblood&#8221;, o vocalista James Dean Bradfield canta em primeira pessoa a hist\u00f3ria de um adolescente que descobriu sua voz em 1985. Um rapaz que descobriu o ceticismo de Nietzsche, as can\u00e7\u00f5es dos Smiths e percebeu o poder de sua rebeldia. O instrumental da m\u00fasica segue a linha nost\u00e1lgica da letra. N\u00e3o fosse pela voz super caracter\u00edstica de Bradfield, algum desavisado poderia acreditar que se trata de uma faixa perdida do New Order. A m\u00fasica seguinte, &#8220;The Love Of Richard Nixon&#8221; lembra algum dos primeiros trabalhos do Duran Duran. E assim s\u00e3o as outras can\u00e7\u00f5es. Em seu s\u00e9timo \u00e1lbum, o trio gal\u00eas esqueceu de vez seu passado hard rock e busca na d\u00e9cada de 80 o combust\u00edvel para seu som. Esta est\u00e9tica oitentista na sonoridade da banda se faz presente atrav\u00e9s de sintetizadores, efeitos nas vozes, teclados et\u00e9reos. Os riffs de &#8220;To Repel Ghosts&#8221; e &#8220;Empty Souls&#8221; possuem efeitos dignos do p\u00f3s-punk, enquanto &#8220;A Song For Departure&#8221; \u00e9 tecnopop puro. &#8220;Lifeblood&#8221; traz uma consist\u00eancia n\u00e3o vista (ouvida) em um disco dos Manic Street Preachers desde os excelentes &#8220;The Holy Bible&#8221; (1994) e &#8220;Everything Must Go&#8221; (1996). Uma de suas principais qualidades, inclusive, \u00e9 sua curta dura\u00e7\u00e3o (45 minutos). Quem lembra do irregular e intermin\u00e1vel &#8220;Know Your Enemy&#8221; deve concordar. &#8220;Always Never&#8221; \u00e9 a m\u00fasica que mais remete ao som grandioso de &#8220;Everything Must Go&#8221;. E, ainda no passado, a balada&#8221;I Live To Fall Asleep&#8221; parece uma homenagem ao ex-guitarrista Richey James, desaparecido h\u00e1 dez anos. &#8220;Lifeblood&#8221; \u00e9 pop redondinho e despretensioso. Despretensioso musicalmente, diga-se. Porque os temas das letras continuam sendo os t\u00edpicos do trio. Revolu\u00e7\u00e3o, pol\u00edtica, aliena\u00e7\u00e3o, socialismo (os caras at\u00e9 j\u00e1 tocaram em Cuba, para Fidel), anti-imperialismo. Tudo aquilo que os Manics sempre pregaram est\u00e1 expl\u00edcito em t\u00edtulos (&#8220;Glasnost&#8221; e &#8220;The Love Of Richard Nixon&#8221;) e letras. Em &#8220;Empty Souls&#8221;, James canta frases como &#8220;exposed to a truth we don\u2019t know\/collapsing like the Twin Towers&#8221;. Talvez seja mais f\u00e1cil dominar o mundo com os refr\u00e3os bacanas do que com a postura engajada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21583\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"dvd\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dvd.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dvd.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dvd-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Faixa a Faixa: \u201cThis Is My Truth, Tell Me Yours\u201d, Manic Street Preachers (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/1999\/03\/13\/faixa-a-faixa-manics-this-is-my-trut\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Faixa a Faixa: \u201cKnow Your Enemy\u201d, Manic Street Preachers (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/01\/28\/faixa-a-faixa-know-your-enemy\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cSend Away The Tigers\u201d, Manic Street Preachers: os melhores dias vir\u00e3o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/05\/10\/manic-street-preachers-lanca-oitavo-disco\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cJournal For Plague Lovers\u201d, Manic Street Preachers: sonoridade \u00e1rida (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/22\/fleet-foxes-manics-e-pavement\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cPostcards from a Young Man\u201d, Manic Street Preachers: chocolate amargo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/16\/cds-brandon-flowers-weezer-e-manics\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; V\u00eddeo: Tr\u00eas can\u00e7\u00f5es do Manic Street Preachers no formato ac\u00fastico (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/03\/08\/tres-cancoes-manic-street-preachers\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; V\u00eddeo: Tr\u00eas can\u00e7\u00f5es do Manic Street Preachers ao vivo em Oslo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/20\/tres-videos-manic-street-preachers-em-oslo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Manic Street Preachers ao vivo no Norwegian Wood Festival, Oslo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/16\/norwegian-wood-festival-2013-oslo\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Forever Delayed&#8221;, Manic Street Preachers por Marcelo Costa 30\/11\/2002 Como primeira colet\u00e2nea oficial do Manic Street Preachers, &#8220;Forever Delayed&#8221; \u00e9 perfeita, principalmente em \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/03\/15\/tres-discos-do-manic-street-preachers\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[263,262],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21563"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21563"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38952,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21563\/revisions\/38952"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}