{"id":21420,"date":"2013-11-13T07:40:15","date_gmt":"2013-11-13T09:40:15","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=21420"},"modified":"2024-09-02T12:03:56","modified_gmt":"2024-09-02T15:03:56","slug":"disco-do-ano-marcos-bragatto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/13\/disco-do-ano-marcos-bragatto\/","title":{"rendered":"Disco do Ano: Marcos Bragatto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">a<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21421\" title=\"sabbath\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/sabbath.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Discos do Ano #10<br \/>\n\u201c13\u201d: reencontro com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria<br \/>\npor <a href=\"https:\/\/twitter.com\/rockemgeral\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcos Bragatto<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Artista &#8211; Black Sabbath<br \/>\n\u00c1lbum &#8211; \u201c13\u201d<br \/>\nLan\u00e7amento &#8211; 10\/06\/2013<br \/>\nSelo &#8211; Vertigo\/Universal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a reuni\u00e3o anunciada \u00e0s 11h11 da matina do dia 11\/11\/11 fosse apenas para uma turn\u00ea mundial com a forma\u00e7\u00e3o original do Black Sabbath, j\u00e1 estaria de bom tamanho. Mas a hist\u00f3ria que veio a seguir teve contornos de drama m\u00e9dico, desentendimentos e suspense para resultar na grava\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de um dos melhores \u00e1lbuns de 2013, mas no melhor trabalho envolvendo Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler em muitos anos. Sim, porque \u201c13\u201d \u2013 que outro nome poderia ter um disco do Sabbath lan\u00e7ado em 2013? \u2013 supera com vantagem qualquer trabalho feito por cada um deles, solo ou com outros projetos, em pelo menos 18 anos. E isso levando-se em conta que se trata de uma das poucas bandas na hist\u00f3ria do rock a emplacar seis \u00e1lbuns seguidos dignos de nota m\u00e1xima, nos anos 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha do produtor Rick Rubin para comandar o processo foi certeira. F\u00e3 da banda \u2013 quem n\u00e3o \u00e9? \u2013 desde sempre, Rubin coleciona a produ\u00e7\u00e3o de trabalhos que resgataram, por assim dizer, sonoridades perdidas, como fez com Johnny Cash na s\u00e9rie \u201cAmerican Recordings\u201d, a partir dos anos 90. De estilo simples e minimalista, foi dele a escolha do baterista do Rage Against The Machine, Brad Milk, para substituir o cansado e ganancioso Bill Ward, que acabou n\u00e3o participando das grava\u00e7\u00f5es por n\u00e3o chegar a um acordo com os outros tr\u00eas remanescentes da forma\u00e7\u00e3o original do Sabbath. Pior para ele, porque Rubin levou o grupo a um encontro com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca da sonoridade perdida pregada pelo produtor, entretanto, n\u00e3o resultou, como apregoado aos quatro ventos, em um disco datado ou de sotaque retr\u00f4. Primeiro porque, quase quarenta anos depois, as t\u00e9cnicas, equipamentos e instrumentos s\u00e3o outros; na hora de gravar, tudo \u00e9 diferente. E, depois, porque Tony Iommi, o homem que um dia viu as pontas dos dedos decepadas para depois criar o heavy metal, tinha riffs poderosos guardados numa caixa de pandora que Rubin n\u00e3o hesitou em descortinar e agrupar em 11 faixas \u2013 oito na vers\u00e3o padr\u00e3o e outras tr\u00eas de b\u00f4nus \u2013 que n\u00e3o ficam nada a dever aos melhores dias do Black Sabbath, sem uma \u00fanica exce\u00e7\u00e3o. Mesmo com as dificuldades de se gravar em mais de um est\u00fadio, em Los Angeles e em Birmingham, no Reino Unido, e com as interrup\u00e7\u00f5es por conta do tratamento quimioter\u00e1pico de Iommi e os compromissos de celebridade de Ozzy, o disco guarda uma unidade tem\u00e1tico\/sonora impressionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o por acaso a sombria \u201cEnd Of the Beginning\u201d, que abre o disco, \u00e9 uma prima distante de \u201cBlack Sabbath\u201d, a m\u00fasica do \u00e1lbum de estreia, de 1970, que inaugurou o subg\u00eanero que iria mudar a cara do rock para sempre. Al\u00e9m da lentid\u00e3o arrastada, cruel e pesada que permeia a m\u00fasica e todo o \u00e1lbum, a faixa capta com precis\u00e3o a tem\u00e1tica do Mal \u2013 em m\u00fasica e letra -, marca registrada do Sabbath. O primeiro single, \u201cGod Is Dead?\u201d, cujo t\u00edtulo j\u00e1 inflexiona uma c\u00ednica d\u00favida, mant\u00e9m o lastro de um cen\u00e1rio sinistro e ca\u00f3tico que Geezer Butler j\u00e1 descrevia h\u00e1 40 anos, mas tamb\u00e9m remete \u00e0s boas baladas da carreira solo de Ozzy. Ainda que se apontem recursos de est\u00fadio, Ozzy funciona \u2013 e muito bem \u2013 se reafirmando como uma das principais vozes do heavy metal em todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 no excepcional coletivo de riffs de Tony Iommi, eterno especialista no assunto, que passam os melhore momentos de \u201c13\u201d. Imposs\u00edvel n\u00e3o se sentir impulsionado a balan\u00e7ar a cabe\u00e7a com \u201cAge of Reason\u201d, por exemplo, uma traulitada sonora que tem a consistente base de Butler e surpreendentes interl\u00fadios cativantes por natureza. Um exerc\u00edcio de composi\u00e7\u00e3o bem sucedido que envolve opostos como poucos conseguem fazer no mundo da m\u00fasica. \u201cLive Forever\u201d, a mais \u201cveloz\u201d do disco, marcada pelos versos \u201cn\u00e3o quero viver para sempre\/mas n\u00e3o que morrer\u201d, caracter\u00edsticos de Ozzy, traz outro incentivo ao bater cabe\u00e7a coletivo instant\u00e2neo. \u201cDead Father\u201d, de sonoridade mais agressiva, fecha a trinca riff\u00f4nica mais que perfeita e nos induz a quest\u00f5es como \u201cPor que Tonny Iommi n\u00e3o desencravou esse riff antes?\u201d ou \u201cSer\u00e1 que Tony Iommi vai continuar compondo assim pra sempre?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco desencadeou, \u00e0 duras penas, por conta da sa\u00fade fr\u00e1gil de Tony Iommi, uma turn\u00ea mundial subsequente que passou pelo Brasil em outubro e j\u00e1 est\u00e1 registrada \u2013 via shows na Austr\u00e1lia, em abril e maio \u2013 no DVD \u201cLive\u2026 Gathered In Their Masses\u201d, a ser lan\u00e7ado no pr\u00f3ximo dia 26\/11. O giro prossegue na Europa at\u00e9 o final do ano, e, at\u00e9 agora, numa prova de vitalidade, cinco das 11 m\u00fasicas de \u201c13\u201d vem sendo tocadas nos shows. O disco chegou ao topo das paradas americana e brit\u00e2nica e em outros 49 pa\u00edses, incluindo o Brasil, onde foi certificado como \u201cDisco de Platina\u201d, por superar a marca de 40 mil c\u00f3pias vendidas. \u00c9 o primeiro \u00e1lbum com Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler em 35 anos, e traz as primeiras m\u00fasicas in\u00e9ditas desde as duas faixas de \u201cReunion\u201d, disco ao vivo lan\u00e7ado em 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"gD\"><em>&#8211; Marcos Bragatto (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/rockemgeral\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@rockemgeral<\/a>) \u00e9 jornalista e edita o <a href=\"http:\/\/www.rockemgeral.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.rockemgeral.com.br\/<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/o0W91FrTlYk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/o0W91FrTlYk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fM0Y0rLi0CM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fM0Y0rLi0CM\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rifIo5LC4-4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rifIo5LC4-4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Semanalmente teremos um convidado no Scream &amp; Yell escrevendo sobre o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/discodoano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">disco do ano<\/em><\/a><\/p>\n<p><em><\/em><strong>Especial Melhores de 2013:<\/strong><br \/>\n&#8211; Disco do Ano #1: \u201cFade\u201d, do Yo La Tengo, por Cristiano Castilho (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/24\/disco-do-ano-cristiano-castilho\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #2: \u201cRandom Access Memories\u201d, do Daft Punk, por Rodrigo Levino (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/31\/disco-do-ano-rodrigo-levino\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #3: \u201c\u2026Like Clockwork\u201d, do QOTSA, por Mariana Tramontina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/07\/disco-do-ano-mariana-tramontina\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #4: &#8220;Shaking the Habitual&#8221;, do The Knife, por Tiago Ferreira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/14\/disco-do-ano-tiago-ferreira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #5: &#8220;The Next Day&#8221;, de David Bowie, por Carol Nogueira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/29\/disco-do-ano-carol-nogueira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #6: &#8220;Nocturama&#8221;, de Nick Cave &amp; The Bad Seeds, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/23\/disco-do-ano-gabriel-innocentini\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #7: &#8220;Dream River&#8221;, de  Bill Callahan, por Jo\u00e3o Vitor Medeiros (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/22\/disco-do-ano-joao-vitor-medeiros\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #8: &#8220;Foi no M\u00eas Que Vem&#8221;, de Vitor Ramil, por Thiago Pereira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/29\/disco-do-ano-thiago-pereira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #9: &#8220;Tooth &amp; Nail&#8221;, de Billy Bragg, por Giancarlo Rufatto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/06\/disco-do-ano-giancarlo-rufatto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #11: &#8220;Estado de Nuvem&#8221;, de Bruno Souto, por Jos\u00e9 Fl\u00e1vio J\u00fanior (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/25\/disco-do-ano-jose-flavio-junior\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n-&#8220;Black Sabbath&#8221; e &#8220;Paranoid&#8221; Deluxe Edition, Black Sabbath, por Marcelo Costa\u00a0(<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/10\/black-sabbath-u2-e-spiritualized\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201c13\u201d supera com vantagem qualquer trabalho feito por Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler, solo ou com outros projetos, em pelo menos 18 anos, avisa Bragatto\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/13\/disco-do-ano-marcos-bragatto\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":141,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[257,54],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21420"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/141"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21420"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21420\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83254,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21420\/revisions\/83254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}