{"id":2140,"date":"2009-09-27T13:22:59","date_gmt":"2009-09-27T16:22:59","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=2140"},"modified":"2023-03-29T00:24:19","modified_gmt":"2023-03-29T03:24:19","slug":"entrevista-dark-room-notes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/27\/entrevista-dark-room-notes\/","title":{"rendered":"Entrevista: Dark Room Notes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2141\" title=\"Dark Room Notes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/drm.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por Danilo Corci<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 muitas d\u00favidas que a Irlanda \u00e9 um pa\u00eds cheio de nuances, onde a predomin\u00e2ncia do verde parece refletir numa produ\u00e7\u00e3o cultural criativa e sem medo de riscos. \u00c9 de l\u00e1 que, ultimamente, v\u00e1rias bandas dos mais variados estilos tem despontando e chamado bastante a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos casos mais recentes \u00e9 o Dark Room Notes. Formado em Galway, em 2004, por Ronan Gaughan, Ruari Ferrie, Ruairi Cavanagh \u2013 mais tarde substitu\u00eddo por Arran Murphy \u2013 e Darragh Shanahan, a banda faz o que pouca gente ainda acharia poss\u00edvel ser feito em pleno anos 00: um synthpop da melhor qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da forma\u00e7\u00e3o e de alguns anos se preparando, em 2007 lan\u00e7aram o EP &#8220;Dead Star Program&#8221;, chamando a aten\u00e7\u00e3o na cena local. Mas com &#8220;We Love You Dark Matter&#8221;, de 2009, finalmente capturaram a aten\u00e7\u00e3o ampla, em especial na Europa continental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, em especial &#8220;Love Like Nicotine&#8221;, parecem prontas para tocar em clubes e agitar qualquer alma perdida no lugar. Por usarem e abusarem de sintetizadores e vocais empostados, est\u00e3o sendo comparados ao Interpol e, claro, ao Joy Division. Nada poderia ser mais distante. O Dark Room Notes est\u00e1 muito mais para Gary Numan do que para o jeito soturno. E isso \u00e9 \u00f3timo, n\u00e3o se engane. Para saber um pouco mais da banda, conversamos, via e-mail, com Ruairi Ferrie. A entrevista voc\u00ea l\u00ea abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas come\u00e7aram?<\/strong><br \/>\n\u00c9ramos adolescentes e t\u00ednhamos uma banda de grunge, o que n\u00e3o durou muito. Descobrimos que os sintetizadores faziam sons muito mais interessantes do que guitarras. E que os computadores faziam um som ainda melhor. Eu e Ronan nos juntamos com Arran h\u00e1 cinco anos para formar a banda e Darragh est\u00e1 com a gente h\u00e1 tr\u00eas. O resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E de onde vem o nome da banda?<\/strong><br \/>\nArran estava fazendo um curso de fotografia e quando se juntou \u00e0 banda, no seu primeiro ensaio, ela levou seu notebook. Nele estava escrito Dark Room Notes. N\u00f3s t\u00ednhamos inventados dezenas de nomes horr\u00edveis e sentimos que aquele poderia funcionar bem. Sorte nossa que ela n\u00e3o estava fazendo um curso de tric\u00f4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Creio que pouqu\u00edssimos brasileiros conhecem a banda. O que voc\u00ea falaria para eles?<\/strong><br \/>\nSomos um pouco pop, um pouco rock, um pouco electro e um pouco techno, algumas vezes at\u00e9 house e trance (n\u00e3o de verdade). Na verdade, fazemos a m\u00fasica que queremos fazer sem se preocupar com r\u00f3tulos e categorias que v\u00e3o nos enfiar. Se soar bom pra n\u00f3s \u00e9 s\u00f3 o que importa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda \u00e9 relativamente nova. Por que a escolha do synthpop, um g\u00eanero que j\u00e1 parecia esquecido?<\/strong><br \/>\nA banda pode ser nova, mas n\u00f3s absorvemos diferentes g\u00eaneros de m\u00fasica desde muito pequenos. Acho que um estilo que, de fato, nos atrai muito \u00e9 o pop. Tocamos muito sintetizadores, ent\u00e3o se torna synthpop. Poder\u00edamos escrever m\u00fasica pop com guitarras, mas gostamos de dar mais profundidade \u00e0 m\u00fasica e reche\u00e1-las de elementos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em alguns sites comparam voc\u00eas ao Joy Division e Interpol. Ouvindo o som de voc\u00eas, isso me parece t\u00e3o distante que at\u00e9 causa surpresas. Voc\u00eas s\u00e3o muito mais \u201cdivertidos\u201d, n\u00e3o concorda?<\/strong><br \/>\nAcho que estas bandas se levam muito a s\u00e9rio. Esta compara\u00e7\u00e3o nunca nos pareceu \u00f3bvia. \u00c9 uma maneira pregui\u00e7osa de categorizar uma banda. H\u00e1 um pouco de trevas em nossas letras e, talvez, nossa imagem nos fa\u00e7a parecer s\u00e9rios demais, mas o humor permeia nosso trabalho. Tentamos nos divertir o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Fazer o disco foi uma experi\u00eancia deliciosa, ent\u00e3o esperamos que isto esteja claro em todo o \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Irlanda \u00e9 um pa\u00eds de forte tradi\u00e7\u00e3o musical. Onde voc\u00eas se encaixam neste cen\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nUm dos mais interessantes coment\u00e1rios que ouvimos sobre o disco quando ele foi lan\u00e7ado \u00e9 que ele nada tinha de irland\u00eas. Isto n\u00e3o foi planejado, mas tamb\u00e9m n\u00e3o foi uma surpresa. Nunca pensamos em nos definir pelo lugar de onde viemos e a menos que voc\u00ea esteja imerso na cultura musical tradicional de seu pa\u00eds (coisa que n\u00e3o estamos), n\u00e3o h\u00e1 uma raz\u00e3o para que sejamos identificados com uma nacionalidade em particular. Isto em qualquer lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 tem um EP e um disco lan\u00e7ado. J\u00e1 d\u00e1 para viver da banda?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea est\u00e1 brincando, n\u00e9? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paix\u00e3o e sexo s\u00e3o temas recorrentes no Dark Room Notes. Elementos cruciais da vida, na opini\u00e3o de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEstar\u00edamos perdidos sem eles!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alguns dos timbres de sintetizadores que voc\u00eas usam s\u00e3o fant\u00e1sticos. Quais s\u00e3o os equipamentos?<\/strong><br \/>\nTivemos bastante sorte de ter acesso a v\u00e1rios equipamentos anal\u00f3gicos durante as grava\u00e7\u00f5es. Tem Moogs, Pro-Ones, Putneys, Jupiters, Junos, Wurlitzers, a lista \u00e9 gigante. Mas n\u00e3o pudemos ficar com eles, ent\u00e3o, no momento, somos uma banda bem digital ao vivo. Fazemos de tudo para recriar aquele som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi trabalhar com Ciaran Bradshaw? (nota: Ciaran \u00e9 um Bonadio irland\u00eas).<\/strong><br \/>\nMaravilhoso. Ele nos guiou por todo o processo, e tem estado conosco desde o in\u00edcio. Apesar de ser o mais novo da fam\u00edlia DRN, ele \u00e9 o mais experiente e se mant\u00e9m como uma influ\u00eancia positiva para a banda. Sua produ\u00e7\u00e3o tem tantos m\u00e9ritos quanto os das m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a cria\u00e7\u00e3o? Como se d\u00e1 o processo? Algu\u00e9m j\u00e1 chega com algo pronto?<\/strong><br \/>\nDepende. Algumas can\u00e7\u00f5es chegam prontas de uma pessoa, mas ultimamente o processo colaborativo tem sido maior, onde apenas a menor das sementes de ideias vem de uma pessoa e o resto da banda brinca com ela at\u00e9 virar uma m\u00fasica do DRN. O segundo disco ser\u00e1 muito mais de um esfor\u00e7o colaborativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas tem alguma influ\u00eancia liter\u00e1ria j\u00e1 que s\u00e3o da Irlanda?<\/strong><br \/>\nNem tanto. Se algo da literatura nos influenciou, ent\u00e3o talvez sejam as s\u00e1tiras c\u00f4micas e fant\u00e1sticas de Flann O\u2019Brien.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hoje em dia, as bandas lan\u00e7am discos muito rapidamente. Voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o trabalhando em um novo \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nCerteza. Come\u00e7amos a escrever novas m\u00fasicas antes de o primeiro disco ter sa\u00eddo. Nosso segundo sair\u00e1 ainda mais r\u00e1pido, ainda que as m\u00fasicas precisem ainda de mais tempo e trabalho. Estamos doidos para voltar para o processo de escrever e criar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00eas tem ouvido?<\/strong><br \/>\nThom Yorke cantando &#8220;All For The Best&#8221;. Miracle Legion, The XX. E um pouco de Kings of Convenience para relaxar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que outras bandas irlandesas voc\u00ea me recomendaria?<\/strong><br \/>\nSubplots (<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/subplots\">http:\/\/www.myspace.com\/subplots<\/a>)<br \/>\nVillagers (<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/wearevillagers\">http:\/\/www.myspace.com\/wearevillagers<\/a>)<br \/>\ne Spilly Walker (<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/spillywalker\">http:\/\/www.myspace.com\/spillywalker<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o futuro? Quais os pr\u00f3ximos passos?<\/strong><br \/>\nAcabar o novo disco, grav\u00e1-lo, lan\u00e7\u00e1-lo, tocar no m\u00e1ximo de pa\u00edses que conseguirmos e, se poss\u00edvel, repetir tudo de novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">My Space: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/darkroomnotesireland\"><strong>http:\/\/www.myspace.com\/darkroomnotesireland<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Danilo Corci \u00e9 jornalista e editor dos sites <a href=\"http:\/\/www.speculum.art.br\/\">Speculum<\/a> e <a href=\"http:\/\/mojobooks.com.br\/\">Mojo Books<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"603\" class=\"size-full wp-image-2142 aligncenter\" title=\"Dark Room Notes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/drn.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/drn.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/drn-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/drn-298x300.jpg 298w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Danilo Corci\nEles s\u00e3o da Irlanda e est\u00e3o chamando a aten\u00e7\u00e3o com um som que, segundo eles, \u00e9 um pouco pop, rock, electro e techno.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/27\/entrevista-dark-room-notes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":120,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/120"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2140"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2151,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140\/revisions\/2151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}