{"id":20724,"date":"2013-10-19T18:58:33","date_gmt":"2013-10-19T21:58:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=20724"},"modified":"2024-10-19T01:19:12","modified_gmt":"2024-10-19T04:19:12","slug":"37-mostra-de-saopaulo-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/19\/37-mostra-de-saopaulo-2013\/","title":{"rendered":"37\u00aa Mostra de SP: um Filme por dia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20727\" title=\"mostra1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mostra1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"746\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mostra1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mostra1-243x300.jpg 243w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Stanley Kubrick \u00e9 o grande homenageado da 37\u00aa Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo, com uma retrospectiva com 15 filmes do diretor apresentados no formato de alta qualidade DCP (Digital Cinema Package) e <a href=\"http:\/\/www.mis-sp.org.br\/icox\/icox.php?mdl=mis&amp;op=programacao_interna&amp;id_event=1393\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma mostra de 500 objetos<\/a> no Museu da Imagem e do Som de S\u00e3o Paulo, em cartaz at\u00e9 12 de janeiro de 2014. A 37\u00aa Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo \u00e9 dividida entre 28 salas que exibir\u00e3o mais de 370 filmes, grande parte ainda in\u00e9dito na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20725\" title=\"olhos1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/olhos1.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>18\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Eyes Wide Shut (1999)<br \/>\nTitulo Nacional: De Olhos Bem Fechados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>****<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00daltimo filme de Stanley Kubrick, \u201cDe Olhos Bem Fechados\u201d demorou tr\u00eas anos para chegar \u00e0s telas, sendo lan\u00e7ado apenas alguns meses ap\u00f3s a morte do diretor. Tendo o ent\u00e3o casal Nicole Kidman e Tom Cruise como os personagens centrais, Alice e William Harford, \u201cDe Olhos Bem Fechados\u201d \u00e9 um grandioso exerc\u00edcio sobre ci\u00fames, desejos sexuais e sonhos. Na \u00e9poca, causou bastante burburinho devido \u00e0s cenas de nudez e o alto teor de sexo, e, quatorze anos depois, continua sendo um grande epit\u00e1fio para a carreira de Kubrick. Se naquela \u00e9poca soava denso, intenso e angustiante, com um piano minimalista fustigando o est\u00f4mago do fregu\u00eas, agora permite ao espectador perceber momentos deliciosos e absurdos de com\u00e9dia tanto quanto afundar no abismo de algumas cenas, como a do pai que \u201caluga\u201d a filha para desejos sexuais de clientes, o quase sexo com uma pessoa soropositiva ou a declara\u00e7\u00e3o de amor de uma mulher a um homem frente ao corpo de seu pai, morto, na cama, passagens que amplificam um filme provocativo e genial.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20726\" title=\"julliet\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/julliet.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/julliet.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/julliet-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>19\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: La fille du 14 Juillet (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: A Garota do 14 de Julho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>*\u00bd<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Puro nonsense. A com\u00e9dia francesa \u201cA Garota do 14 de Julho\u201d come\u00e7a citando \u201cAcossado\u201d (1960), de Jean-Luc Godard, com a atriz Vimala Pons refazendo a cena de Jean Seberg vendendo jornais em Paris. Logo nos primeiros minutos \u00e9 poss\u00edvel perceber que o diretor Antonin Peretjatko, que tamb\u00e9m assina o roteiro, deseja apenas criar pequenos n\u00facleos absurdos abastecendo de tolice 88 minutos de pel\u00edcula. O ponto de partida \u00e9 a hist\u00f3ria do jovem Hector (Gr\u00e9goire Tachnakian), que trabalha no Museu do Louvre e se apaixona por uma garota, Truquette (Vimala Pons), e a convida para passar f\u00e9rias na praia com um casal de amigos, o falso m\u00e9dico Pator (Vincent Macaigne) e a loura Charlotte (Marie-Lorna Vaconsin). O plano parece encaminhar-se bem at\u00e9 que entra em cena Bertier, irm\u00e3o de Pator, que est\u00e1 interessado em Truquette. H\u00e1 certo frescor em algumas passagens, hil\u00e1rias e absurdas, mas conforme a fita avan\u00e7a, o espectador cansa, muito pela falta de foco de Peretjatko, que na \u00e2nsia de satirizar estilos torna seu filme enfadonho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20775\" title=\"harmony\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/harmony.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>20\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Uroki Garmonii (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: Li\u00e7\u00f5es de Harmonia<\/strong><\/p>\n<p><strong>****\u00bd<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo nos primeiros segundos de proje\u00e7\u00e3o, Aslan, um garoto de 13 anos que vive num vilarejo com alta taxa de criminalidade no Cazaquist\u00e3o, est\u00e1 correndo atr\u00e1s de uma ovelha no quintal coberto de neve de sua casa. A cena sugere brincadeira, e at\u00e9 arranca risos da plateia quando a ovelha tenta escalar uma parede, mas \u00e9 capturada por Aslan, que a amarra e, sob o olhar atento de sua av\u00f3, corta seu pesco\u00e7o e a destrincha. Parece violento? N\u00e3o \u00e9. O jovem diretor Emir Baigazin filma a cena com olhar delicado concedendo ao momento um tom de normalidade que se seguir\u00e1 pelos 110 minutos do filme, e que explorar\u00e1 com grande acerto o universo da viol\u00eancia, que come\u00e7a no quarto de Aslan, um minilaborat\u00f3rio adolescente onde o garoto inventa armadilhas e objetos de tortura para lagartos e baratas, se expande para a escola, onde uma gangue extorque, espanca e humilha alunos (entre eles, Aslan) e alcan\u00e7a uma delegacia, onde conhecidos m\u00e9todos de tortura s\u00e3o praticados buscando conseguir uma confiss\u00e3o. \u00c9 apenas o filme de estreia de Emir Baigazin e o diretor cazaquistan\u00eas surpreende com uma obra segura, de fotografia bel\u00edssima e resultado grandioso, que justifica o Urso de Prata de melhor contribui\u00e7\u00e3o art\u00edstica no Festival de Berlim.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20831\" title=\"dawis\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/dawis.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>21\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Inside Llewyn Davis (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: Balada de um Homem Comum<\/strong><\/p>\n<p><strong>****<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Greenwich Village, 1960, cena folk: tr\u00eas tags que levam a um nome, Bob Dylan, um homem que sobreviveu a si mesmo, virou mito e continua por ai, cantando e dan\u00e7ando. Por\u00e9m, deixe-o de lado e concentre-se nos perdedores. \u00c9 mais ou menos esse o exerc\u00edcio que Joel e Ethan Coen prop\u00f5e em \u201cInside Llewyn Davis\u201d, filme que flagra um cantor folk tentando sobreviver no inverno de Nova York e, paralelamente, aos seus pr\u00f3prios fantasmas. Llewyn Davis, assim como Dylan e dezenas (qui\u00e7\u00e1 centenas) de outros folk singers, segue a trajet\u00f3ria do compositor talentoso na Nova York dos anos 60, sem nenhuma grana, sem um teto para dormir, vivendo de favores dos amigos e pequenas sess\u00f5es em caf\u00e9s no bairro bo\u00eamio. \u00c9 uma vida dura em um inverno rigoroso, e os Coen \u2013 auxiliado pela trilha delicada de T-Bone Burnett e Marcus Mumford, do Mumford and Sons \u2013 capricham no retrato melanc\u00f3lico, por vezes ir\u00f4nico, de um homem tateando o presente sem saber nada sobre o futuro em um filme que soa como uma ode a todos que tentaram alcan\u00e7ar o c\u00e9u, mas n\u00e3o conseguiram tirar os p\u00e9s do ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps. Vale mencionar a grande atua\u00e7\u00e3o de Oscar Isaac e as participa\u00e7\u00f5es luminosas de Carey Mulligan, John Goodman, Justin Timberlake e Adam Douglas Driver (da s\u00e9rie Girls, impag\u00e1vel).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20900\" title=\"miss1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/miss1.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>22\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Miss Violence (2012)<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>*****<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim que a porta de um quarto se abre, a c\u00e2mera focaliza duas irm\u00e3s indo ao encontro da fam\u00edlia em festa em uma cidade grega: \u00e9 o anivers\u00e1rio de 11 anos de uma delas, Angeliki, e enquanto a m\u00e3e prepara o bolo e a outra irm\u00e3 coloca uma can\u00e7\u00e3o de Leonard Cohen para que ela dance com o av\u00f4, desempregado, Angeliki sobe no parapeito da janela, sorri para a c\u00e2mera e se joga. Do alto da janela, a c\u00e2mera nos mostra, no ch\u00e3o, a menina de vestido branco e uma enorme po\u00e7a de sangue. O diretor Alexander Avranas, que ganhou o Le\u00e3o de Prata em Veneza pelo filme, \u00e9 extremamente cuidadoso na maneira como conta a sua hist\u00f3ria, preferindo deixar peda\u00e7os de p\u00e3o pelo caminho, para que o espectador n\u00e3o se perca e, ao mesmo tempo, v\u00e1 se acostumando com a tens\u00e3o silenciosa do drama que se seguir\u00e1 num crescendo lento, abafado e torturante. Conforme a fita avan\u00e7a, o espectador \u00e9 introduzido no lado podre da sociedade enquanto monta um quebra-cabe\u00e7a que envolve incesto, prostitui\u00e7\u00e3o infantil e viol\u00eancia familiar. \u00c9 dif\u00edcil conter a dor de est\u00f4mago ap\u00f3s o final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20903\" title=\"jaula1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/jaula1.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>23\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: La Jaula de Oro (2013)<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>****<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme come\u00e7a com Sara (Karen Mart\u00ednez) cortando todo seu cabelo e apertando os seios com uma faixa para n\u00e3o dar nenhuma pista de que \u00e9 uma menina. Ela se junta ao namorado Juan (Brandon L\u00f3pez) e ao amigo Samuel (Carlos Chajon), que est\u00e1, com outras pessoas, resgatando coisas de um lix\u00e3o, e o trio parte da favela que vive em sua terra natal (Guatemala) atr\u00e1s do sonho da terra prometida (os EUA, a jaula de ouro). No caminho conhecem Chauk (Rodolfo Dom\u00ednguez), um jovem \u00edndio que nada fala de espanhol e se junta ao grupo de imigrantes ilegais: o plano \u00e9 sair da Guatemala, atravessar o M\u00e9xico e chegar at\u00e9 Los Angeles. O trajeto ser\u00e1 recheado de percal\u00e7os, afinal se de um lado encontra-se a pol\u00edcia da fronteira, do outro est\u00e3o os traficantes de seres-humanos, e outros especialistas em se aproveitar da desgra\u00e7a alheia. Com auxilio de um excelente elenco adolescente (que ganhou um pr\u00eamio especial no Festival de Cannes), o diretor mexicano Diego Quemada-D\u00edez consegue se destacar em um tema recorrente por dividir (didaticamente) os destinos de seus personagens, todos crudel\u00edssimos, e soar o mais realista poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps. \u201cA Jaula de Ouro\u201d \u00e9 inspirado na can\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima de Enrique Franco, sucesso com Los Tigres del Norte, que questiona a fixa\u00e7\u00e3o do mexicano (e de outros pobres latinos) nos Estados Unidos, um pa\u00eds que aceita a m\u00e3o de obra barata ilegal, mas n\u00e3o concede documentos para que estes trabalhadores, criando assim uma gera\u00e7\u00e3o de servos sem rosto, que n\u00e3o conseguem ascender socialmente. A letra diz: \u201cDe que me serve o dinheiro se sou prisioneiro nesta grande na\u00e7\u00e3o \/ e choro quando me lembro que, embora a jaula seja de ouro, tamb\u00e9m \u00e9 uma pris\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20923\" title=\"mattelhorn\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mattelhorn.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>23\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Matterhorn (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: A Montanha Matterhorn<\/strong><\/p>\n<p><strong>**\u00bd<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matterhorn \u00e9 uma das montanhas mais conhecidas dos Alpes, separando a Su\u00ed\u00e7a da It\u00e1lia, um local id\u00edlico onde Fred (Ton Kas, excelente) pediu sua mulher em casamento, mas esque\u00e7a a montanha e esque\u00e7a a mulher de Fred, pois eles s\u00e3o secund\u00e1rios na trama de um filme que focaliza um homem solit\u00e1rio e extremamente met\u00f3dico que v\u00ea sua vida mudar com a apari\u00e7\u00e3o de Theo (o tamb\u00e9m elogi\u00e1vel Ren\u00e9 van &#8216;t Hof), um homem de pensamentos desordenados e com um lado inocente, por vezes infantil, que, por fim, comove Fred e o instiga a sair de sua zona de conforto. Leve e despretensioso, \u201cA Montanha Matterhorn\u201d resvala em diversos temas tabus (homossexualismo, religi\u00e3o, servid\u00e3o, casamento, doen\u00e7a), mas n\u00e3o aprofunda nenhum deles, pois o diretor Dieddrick Ebbinge parece mais interessado em capturar o fragmento de tempo que faz uma pessoa mudar de comportamento devido a uma pitada m\u00e1gica do destino \u2013 atrav\u00e9s de um roteiro met\u00f3dico e formal. Funciona, mas Dieddrick Ebbinge parece produzir pouco diante de tantos temas interessantes em que esbarra na trama. Vale como passatempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20925\" title=\"iloilo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/iloilo.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/iloilo.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/iloilo-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><strong>24\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Ilo Ilo (2013)<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filme de estreia do diretor singapurense Anthony Chen, \u201cIlo Ilo\u201d (pr\u00e9-selecionado para representar o pa\u00eds na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar) retrata uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia de Singapura no momento em que eles contratam uma emprega filipina para trabalhar (ilegalmente) em sua casa. A fam\u00edlia Lim \u00e9 composta pela m\u00e3e Hwee (Yann Yann Yeo), que trabalha no RH de uma empresa em meio a uma crise financeira e est\u00e1 gr\u00e1vida, o pai Teck (Tian Wen Chen), um homem esfor\u00e7ado que ap\u00f3s anos trabalhando como vendedor encontra-se desempregado, e o pequeno Jiale (Koh Jia Ler), um garoto hiperativo que n\u00e3o v\u00ea com bons olhos a chegada de Teresa (Angeli Bayani), a empregada filipina que abandonou seu pa\u00eds (e seu filho pequeno) atr\u00e1s de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Este n\u00facleo \u00e1gil de atores surpreende em outro filme que focaliza a mudan\u00e7a de um personagem devido a um ato alheio a si (no caso o pequeno Jiale ap\u00f3s a chegada de Teresa). Anthony Chen vai um pouco al\u00e9m questionando sutilmente pequenos v\u00edcios sociais em um filme que, facilmente, poderia ter sido feito no Brasil (talvez n\u00e3o com a mesma qualidade, mas sobre o mesmo tema). Vale ir atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20928\" title=\"horas\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/horas.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/horas.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/horas-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><strong>24\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Las Horas Muertas (2013)<\/strong><\/p>\n<p><strong>**\u00bd<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sebastian (Kristyan Ferrer), 17 anos, \u00e9 incumbido por seu tio de tomar conta de um motel enquanto ele passa por exames de sa\u00fade. O Motel Palma Real est\u00e1 localizado no litoral desolado de Veracruz, no M\u00e9xico, e Sebastian cria uma rotina pessoal para tocar o neg\u00f3cio na aus\u00eancia do parente. Entra em cena ent\u00e3o uma fixa\u00e7\u00e3o sexual adolescente, em que um jovem trabalhando em um motel de beira de praia poder\u00e1 encontrar uma mulher sedutora, que o levar\u00e1 para cama e realizar\u00e1 os seus desejos. O diretor Aar\u00f3n Fern\u00e1ndez (tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelo roteiro) cumpre a risca o estereotipo estil\u00edstico colocando em cena a morena\u00e7a Miranda (Adriana Paz), que costuma frequentar o motel com seu amante, casado, e num dia em que seu par lhe d\u00e1 um cano, aproxima-se de Sebastian. \u00c9 tudo bastante simples e esquem\u00e1tico em \u201cLas Horas Muertas\u201d, um filme fetiche que sugestiona um jogo de voyeur, que fica no tom superficial, enquanto trata seus personagens com delicada naturalidade em um filme com jeit\u00e3o de f\u00e9rias de ver\u00e3o que, embora n\u00e3o seja ver\u00e3o, embora n\u00e3o sejam f\u00e9rias, e embora Veracruz esteja longe de ser o para\u00edso, funciona exatamente por seu realismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20983\" title=\"grand1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/grand1.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>25\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Grand Central (2013)<\/strong><\/p>\n<p>B<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros minutos do segundo filme da diretora francesa Rebecca Zlotowski conhecemos Gary Manda (Tahar Rahim). Ele est\u00e1 em um trem, escondendo-se do cobrador porque n\u00e3o pagou a passagem. Um batedor de carteira, Tcherno (Johan Lib\u00e9reau), o assalta, e Gary vai atr\u00e1s recupera-la e consegue, al\u00e9m da carteira, um amigo (embora o roteiro acelerado n\u00e3o consiga convencer o espectador disso). Com qualifica\u00e7\u00f5es quase nulas, nenhum conhecimento de l\u00edngua estrangeira e pouco estudo, Gary e Tcherno est\u00e3o indo trabalhar em uma usina nuclear, a personagem secund\u00e1ria de \u201cGrand Central\u201d, um filme que fica no meio do caminho entre um romance da classe trabalhadora (destacando a presen\u00e7a luminosa de L\u00e9a Seydoux) e um thriller que denuncia os perigos da falta de qualifica\u00e7\u00e3o para se trabalhar com materiais extremamente delicados. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que Rebecca Zlotowski quis fazer dois filmes dentro de um, e o resultado final diminui a for\u00e7a de uma hist\u00f3ria que traz boas ideias, mas que n\u00e3o se concretizam na tela.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21002\" title=\"grand\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/grand.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/grand.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/grand-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><strong>26\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Yi Da\u00ed Zong Shi (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: O Grande Mestre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***1\/2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis a hist\u00f3ria ver\u00eddica de Ip Man, o mestre de artes marciais que ficou conhecido no Ocidente por ter sido o mentor de Bruce Lee. Sob a \u00f3tica classuda de Won Kar Wai, que assina o roteiro junto a Zou Jingzhi e Xu Haofen, e tem o auxilio da fotografia esplendorosa de Philippe Le Sourd, a hist\u00f3ria come\u00e7a nos anos 30 no sul da China, e Kar Wai opta por n\u00e3o focar a trama em apenas Ip Man (interpretado por Tony Leung), mas sim nas tr\u00eas escolas de kung fu que fizeram hist\u00f3ria na China e, principalmente, em Hong Kong daquele per\u00edodo at\u00e9 o meio dos anos 60, quando lp Man recebe Bruce em sua escola. As idas e voltas do roteiro (mapeando guerras e momentos importantes dos personagens e da regi\u00e3o) acabam confundindo um pouco o espectador, mas as pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7a v\u00e3o se juntando na sequencia em um filme fotograficamente t\u00e3o bonito que, em algumas cenas na neve e na chuva (sempre chove nos filmes de Kar Wai), deixa o espectador sem ar. Provavelmente, o filme mais classudo de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21066\" title=\"closed\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/closed.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/closed.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/closed-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><strong>27\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Pard\u00e9 (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: Cortinas Fechadas<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>****<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme come\u00e7a com uma c\u00e2mera est\u00e1tica observando um t\u00e1xi parar ao longe. Dele sai um homem, que traz consigo uma mochila, e \u00e9 acompanhado pelo taxista, que carrega uma mala. A cena se desenrola lentamente, e \u00e9 dessa maneira que o cineasta iraniano Jafar Panahi nos apresenta o primeiro personagem de seu novo filme, o roteirista e codiretor Kambozia Partovi, acompanhando de um cachorro (escondido na mochila). Proibido de filmar por 20 anos pelo governo iraniano, Panahi abre \u201cCortinas Fechadas\u201d com uma dupla provoca\u00e7\u00e3o: primeiro por estar desrespeitando a lei e continuar filmando e, segundo, por colocar em cena um c\u00e3o, animal considerado impuro no pa\u00eds e banido pelo Isl\u00e3 por lei. O filme segue e enquanto Partovi rascunha o roteiro e o c\u00e3o brinca com uma bola de t\u00eanis, outros personagens invadem a casa, como se tivessem sa\u00eddo do papel para o mundo real (o roteirista se lembra de ter trancado todas as portas, e n\u00e3o sabe como as pessoas entraram). Mundo real e cinema se confundem (e confundem o espectador \u2013 muito) em \u201cCortinas Fechadas\u201d, um filme sobre um diretor (o pr\u00f3prio Panahi entrar\u00e1 em cena) assombrado pelos fantasmas de seus personagens, do pr\u00f3prio cinema e, principalmente, pela justi\u00e7a de seu pa\u00eds que o impede de trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21084\" title=\"trem\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/trem.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>28\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Night Train To Lisbon (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: Trem Noturno Para Lisboa<\/strong><\/p>\n<p><strong>**<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria come\u00e7a em Berna, na Su\u00ed\u00e7a, numa manh\u00e3 chuvosa em que um professor, Raimund Gregorius (Jeremy Irons), impede que uma garota (Sarah B\u00fchlmann) se jogue de uma ponte. Ela o acompanha at\u00e9 seu local de trabalho, e o abandona deixando para tr\u00e1s uma capa de chuva que, em um dos bolsos, traz um livro, e um ticket de trem para Lisboa. Completamente envolvido pela hist\u00f3ria autobiogr\u00e1fica do livro (de um m\u00e9dico que viveu o conturbado per\u00edodo da ditadura Salazarista), o professor parte para Lisboa a fim de conhecer as pessoas por tr\u00e1s de hist\u00f3ria, e se envolve com as mem\u00f3rias de revolucion\u00e1rios portugueses. Inspirado na obra hom\u00f4nima de Pascal Mercier, \u201cNight Train To Lisbon\u201d destaca uma fotografia bel\u00edssima de Lisboa enquanto o roteiro tenta costurar (n\u00e3o muito a contento) um triangulo amoroso, o vazio da alma de alguns homens, cr\u00edticas \u00e0 Igreja e ao Estado al\u00e9m da hist\u00f3ria revolucion\u00e1ria portuguesa. H\u00e1 bons momentos e boas ideias, mas o que se sobressai \u00e9 o erro de escolher um elenco estelar (a francesa M\u00e9lanie Laurent \u2013 em vers\u00e3o morena, a alem\u00e3 Martina Gedeck e a brit\u00e2nica Charlotte Rampling interpretam mulheres portuguesas) e, por isso, trocar a l\u00edngua portuguesa por um ingl\u00eas com sotaque, o que, al\u00e9m de soar estranho, tamb\u00e9m soa inveross\u00edmil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21086\" title=\"habi\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/habi.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>28\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Habi, la Extranjera (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: Habi, a Estrangeira<\/strong><\/p>\n<p><strong>*1\/2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de partida desta colabora\u00e7\u00e3o Brasil \/ Argentina \u00e9 bem interessante: devido a um endere\u00e7o errado, An\u00e1lia, uma garota argentina de 20 anos (a boa surpresa Martina Juncadella), visita um templo mu\u00e7ulmano, e deslumbra-se com o local. An\u00e1lia ent\u00e3o se transforma em Habiba, ou Habi, e passa a frequentar o templo, usar roupas mu\u00e7ulmanas e viver o cotidiano da religi\u00e3o. Se o ponto de partida \u2013 crise de identidade e fuga da realidade \u2013 \u00e9 interessante, a solu\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica encontrada pela diretora e roteirista Mar\u00eda Florencia \u00c1lvarez soa excessivamente formalista, rasa e \u00f3bvia. An\u00e1lia\/Habi deseja viver uma nova vida, ser uma nova pessoa, mas trope\u00e7a na nova identidade falsa, no choque cultural e na confus\u00e3o da passagem da adolesc\u00eancia para a vida adulta, per\u00edodo em que muitas pessoas se sentem deslocadas do mundo, como se fossem estrangeiros em sua pr\u00f3pria \u00f3rbita. \u00c9 um pequeno fragmento de tempo na vida do personagem, que o roteiro n\u00e3o explora. O personagem \u00e9 vago, as op\u00e7\u00f5es de dramatiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o \u00f3bvias (um romance imposs\u00edvel, a dificuldade de lidar com o drama da vizinha de pens\u00e3o que apanha do namorado) e o resultado \u00e9 um filme de \u00f3tima premissa, e fica nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21101\" title=\"enoughsaid\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/enoughsaid.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/enoughsaid.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/enoughsaid-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>29\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Enough Said (2013)<br \/>\nTitulo Nacional: \u00c0 Procura do Amor<\/strong><\/p>\n<p><strong>***1\/2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com\u00e9dia rom\u00e2ntica \u00e9 um g\u00eanero cuja receita \u00e9 simples, mas geralmente resulta em equivoco. Uma pitada a mais de a\u00e7\u00facar, e o filme pode causar diabete. Duas pitadas a menos, pode se transformar num dramalh\u00e3o com final feliz. Nos \u00faltimos anos, raros foram os casos em que o g\u00eanero foi valorizado em seus m\u00ednimos detalhes, e a diretora e roteirista Nicole Holofcener entra neste seleto grupo com \u201cEnough Said\u201d, que no Brasil ganhou o t\u00edtulo bestinha de \u201c\u00c0 Procura do Amor\u201d \u2013 releve. Na trama escrita por Nicole, uma massagista divorciada se apaixona pelo ex-marido de uma de suas clientes. A trama acontece em paralelo, e, como toda boa com\u00e9dia rom\u00e2ntica, voc\u00ea sabe tintin por tintin o que vai acontecer em cena nos 93 minutos do filme logo ap\u00f3s o d\u00e9cimo-terceiro minuto de proje\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o desmerece \u201cEnough Said\u201d porque 1) Nicole soa o mais casual poss\u00edvel na narrativa e nos di\u00e1logos 2) e tem o aux\u00edlio de uma dupla excelente de atores, o falecido James Gandolfini (em uma de suas \u00faltimas atua\u00e7\u00f5es) e Julia Louis-Dreyfus, que soam t\u00e3o \u00e0 vontade em seus papeis que n\u00e3o parecem interpretar um roteiro, tamanha a qu\u00edmica. O resultado \u00e9 um pequeno grande filme, que merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21121\" title=\"darblood1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/darblood1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/darblood1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/darblood1-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>30\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Dark Blood (2012)<\/strong><\/p>\n<p><strong>**1\/2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim que a proje\u00e7\u00e3o come\u00e7a, ouve-se a voz do diretor, George Sluizer, explicando que \u201cDark Blood\u201d foi filmado em 1993, e o filme n\u00e3o foi terminado devido \u00e0 morte de River Phoenix \u2013 aos 23 anos, por insufici\u00eancia card\u00edaca induzida por drogas. Sluizer passou quase 20 anos pensando em uma maneira de terminar o filme, e optou por narrar os trechos que River Phoenix n\u00e3o teve tempo de gravar. A atua\u00e7\u00e3o de Phoenix n\u00e3o surpreende (pelo contr\u00e1rio), mas Judy Davis est\u00e1 excelente como Buffy e Jonathan Pryce mant\u00e9m o n\u00edvel como Harry. Eles formam um casal de atores cujo carro quebra no meio do deserto do Novo M\u00e9xico, e a casa mais pr\u00f3xima \u00e9 de um rapaz solit\u00e1rio (e meio maluco), interpretado por Phoenix, que se interessa pela atriz. Relevando os \u201cremendos\u201d falados, \u201cDark Blood\u201d parte de uma premissa \u00f3bvia de suspense, que \u00e9 valorizada por um excelente desfecho, e que provoca: quem causa problemas somos n\u00f3s mesmos, \u00e0s vezes com uma pequena ajuda de algumas outras pessoas, mas a culpa quase sempre \u00e9 nossa. Uma boa ideia em um filme que provavelmente n\u00e3o teria chamado tanto a aten\u00e7\u00e3o na \u00e9poca se houvesse chegado aos cinemas completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21139\" title=\"scola\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/scola.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><strong><strong>31\/10\/2013<br \/>\nTitulo Original: Che Strano Chiamarsi Federico! &nbsp;Scola Racconta Fellini (2012)<br \/>\nTitulo Nacional: Que Estranho Chamar-se Federico! Scola conta Fellin<\/strong><\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>****1\/2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar a Mostra Internacional de S\u00e3o Paulo 2013 com chave de ouro, a absolutamente emocionante homenagem de Ettore Scola para Federico Fellini, nos 20 anos da morte do cineasta de \u201cA Doce Vida\u201d e \u201cOito e Meio\u201d (entre dezenas de outros cl\u00e1ssicos). Scola relembra seus 50 anos de amizade com Fellini numa cr\u00f4nica cinematogr\u00e1fica que mistura fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio, e o resultado \u00e9 uma obra que emociona desde a sua aberta, em espanhol, com a voz de Federico Garcia Lorca declamando a frase que d\u00e1 t\u00edtulo ao filme. Scola ent\u00e3o corta para os anos 30, quando Fellini chega a reda\u00e7\u00e3o da revista sat\u00edrica Marc\u2019Aurelio (a mesma que Scola come\u00e7aria a trabalhar oito anos depois), e dezenas de cartuns e memorias emocionais povoam a tela. Entre os v\u00e1rios bel\u00edssimos momentos de \u201cQue Estranho Chamar-se Federico!\u201d est\u00e3o a recria\u00e7\u00e3o dos passeios noturnos de Fellini por Roma (passagens sensacionais com a prostituta Monalisa e um artista de rua) e um trecho magnifico que diz que os cinco Oscars alcan\u00e7ado por Fellini foram um pr\u00eamio n\u00e3o s\u00f3 para o diretor, mas para todas as pessoas de bem na It\u00e1lia, que se emocionavam com o trabalho do homem. No final, focando o cortejo de tr\u00eas dias que se seguiu a sua morte, com seu corpo sendo velado no famoso est\u00fadio 5 da Cinecitt\u00e0, o pr\u00f3prio Fellini d\u00e1 o mote para Scola: \u201cMeu produtor, sempre que via a fita terminada, me dizia: \u2018Mas vai acabar assim? Sem um tra\u00e7o de esperan\u00e7a? Por favor, me de uma pontinha de esperan\u00e7a\u2019\u201d. E Scola o faz de forma magnifica em um filme atemporal, emocional e obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Que estranho chamar se Federico\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OJ2DNdag-SI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nBalan\u00e7o do Scream &#038; Yell da Mostra de Cinema de S\u00e3o Paulo coloca o filme grego &#8220;Miss Violence&#8221; como o melhor do festival\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/19\/37-mostra-de-saopaulo-2013\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":84541,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[226],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20724"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20724"}],"version-history":[{"count":50,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84542,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20724\/revisions\/84542"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}