{"id":20313,"date":"2013-09-30T18:50:43","date_gmt":"2013-09-30T21:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=20313"},"modified":"2016-07-18T16:55:51","modified_gmt":"2016-07-18T19:55:51","slug":"beady-eye-franz-e-arctic-monkeys","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/30\/beady-eye-franz-e-arctic-monkeys\/","title":{"rendered":"Beady Eye, Franz e Arctic Monkeys"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-20314  aligncenter\" title=\"beadyeye\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beadyeye.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBE\u201d, Beady Eye (Sony Music)<\/strong><br \/>\nLiam Gallagher \u00e9 um baita cara azarado. N\u00e3o bastasse ser preterido em casa com o dom de compor can\u00e7\u00f5es pop que reluzem a ouro (dom que recaiu sobre o irm\u00e3o, Noel), na hora que consegue colocar sua bandinha meia boca nos eixos e est\u00e1 prestes a sair em turn\u00ea, v\u00ea seu parceiro Gem Archer primeiramente sofrer um traumatismo craniano (em agosto) e, depois, quebrar a perna escorregando no banheiro (setembro). Haja uruca.  Problemas \u00e0 parte, \u201cBe\u201d, o segundo \u00e1lbum do Oasis sem Noel Gallagher, \u00e9 quil\u00f4metros melhor que a estreia. Da capa classuda (a modelo Linda Peccinotti posa para o marido, Harry, fot\u00f3grafo daqueles calend\u00e1rios Pirelli) ao som, mais vigoroso, o que de certa forma diminui a impress\u00e3o de xerox de d\u00e9cadas perdidas do s\u00e9culo passado, caracter\u00edstica do disco anterior. E isso come\u00e7a j\u00e1 na abertura com a poderosa \u201cFlick of the Finger\u201d, com metaleira comendo solta e uma boa letra que traz, ao cabo, um mon\u00f3logo do te\u00f3rico politico Jean-Paul Marat acerca de revolu\u00e7\u00e3o. A voz de Liam n\u00e3o mant\u00e9m o mesmo vi\u00e7o dos tempos iniciais do Oasis, mas soa rascante e forte o bastante para te convencer que ele est\u00e1 a fim. A metaleira volta a se destacar na pregui\u00e7osa &#8220;Second Bite of the Apple&#8221;, primeiro single do \u00e1lbum. Entre os destaques est\u00e3o a beatle \u201cI&#8217;m Just Saying\u201d e as baladas \u201cSoul Love\u201d e \u201cBallroom Figured\u201d. A edi\u00e7\u00e3o nacional traz as quatro faixas b\u00f4nus da vers\u00e3o deluxe gringa (\u201cBack After the Break\u201d \u00e9 bacaninha) e \u201cBE\u201d fez valer a tentativa de Liam em soar relevante, afinal, se nem o Noel conseguiu sair da sombra do Oasis&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 25 (nacional)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cDifferent Gear, Still Speeding\u201d: Liam n\u00e3o poder passar uma borracha na hist\u00f3ria (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/28\/cds-beady-eye-pj-harvey-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra: os melhores momentos do Beady Eye soam como um lado D do The Who (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/08\/balancao-planeta-terra-2011\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-20315  aligncenter\" title=\"franz\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/franz.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cRight Thoughts, Right Words, Right Action\u201d, Franz Ferdinand (Sony Music)<\/strong><br \/>\nDez anos atr\u00e1s, o Franz Ferdinand surgia no cen\u00e1rio pop com um single potente, \u201cDarts of Pleasure\u201d, que era apenas a ponte do iceberg do \u00e1lbum que chegaria \u00e0s lojas em fevereiro de 2004, e colocaria uma s\u00e9rie de grandes can\u00e7\u00f5es nas paradas do planeta (o hino \u201cTake Me Out\u201d \u00e0 frente). O sucesso foi tamanho que a banda produziu o segundo disco na estrada, e emendou as turn\u00eas sem folga. O resultado, \u201cYou Could Have It So Much Better\u201d, era um \u00e1lbum t\u00e3o poderoso quanto o primeiro. Ap\u00f3s o fim das duas turn\u00eas em uma, encerrada com um show inesquec\u00edvel em S\u00e3o Paulo, que terminou com o grupo se despindo \u2013 literalmente \u2013 da fun\u00e7\u00e3o de rockstars e jogando at\u00e9 o teclado para a plateia, os quatro integrantes sa\u00edram de f\u00e9rias e foram cuidar de vida. Consta nas ruas de Glasgow que at\u00e9 hoje eles n\u00e3o voltaram. \u201cTonight\u201d (2009) e este \u201cRight Thoughts, Right Words, Right Action\u201d (2013) est\u00e3o longe, mas muito longe de serem \u00e1lbuns ruins, s\u00f3 n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 altura daquela banda que parecia querer conquistar o mundo incendiando plateias de 2003 a 2006. \u201cRight Thoughts, Right Words, Right Action\u201d \u00e9 o Franz Ferdinand querendo colocar a galera para dan\u00e7ar. \u00c9 ruim? N\u00e3o. S\u00f3 \u00e9 pouco. \u201cRight Action\u201d e \u201cLove Illumination\u201d s\u00e3o delicias pop que juntam batida funkeada, guitarrinha safada e refr\u00e3os grandiosos numa sonoridade que n\u00e3o traz nenhuma novidade e se confunde na pista. Al\u00e9m, bobagenzinhas simp\u00e1ticas como \u201cFresh Strawberries\u201d, \u201cGoodbye Lovers &amp; Friends\u201d e \u201cThe Universe Expanded\u201d fazem deste o quarto entre os melhores discos do Franz. \u00c9 pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 25 (nacional)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Tonight&#8221;: Na balada com o Franz Ferdinand (<a href=\"screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/na-balada-com-o-franz-ferdinand\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Festival Motomix 2006: Franz encerra turn\u00ea de forma devastadora (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/motomix2006.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-20316  aligncenter\" title=\"am\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/am.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/am.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/am-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/am-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAM\u201d, Arctic Monkeys (Sony)<\/strong><br \/>\nPouco antes de \u201cAM\u201d chegar ao mundo, Alex Turner dizia \u00e0 Rolling Stone ES que nenhum disco recente se comparava em qualidade \u00e0 sua nova cria. Ele estava errado: \u201cAM\u201d n\u00e3o \u00e9 nem o disco do ano (QOTSA, Bowie e Vampire Weekend brigam pelo posto), mas \u00e9 um baita disco, talvez o mais equilibrado dos cinco \u00e1lbuns dos Monkeys (apenas a belezinha \u201cMad Sounds\u201d e a stoner \u201cI Want It All\u201d parecem deslocadas). A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que \u201cAM\u201d \u00e9 a vers\u00e3o inglesa de \u201cEl Camino\u201d, do Black Keys, com a produ\u00e7\u00e3o lixando as arestas dos arranjos e colocando palet\u00f3 e gravata na bateria, de olho nas paradas \u2013 uma vers\u00e3o nublada, arrastada, classuda e menos descarada (Obama 0 x 1 Rainha). \u201cAM\u201d tamb\u00e9m soa, ao mesmo tempo, uma vers\u00e3o adolescente de \u201c&#8230;Like Clockwork\u201d, quase uma trilha sonora para quem se pega no sof\u00e1 de casa enquanto o irm\u00e3o vai buscar refri na cozinha ou se agarra na balada, e n\u00e3o consegue consumar o ato por falta de lugar (o visual Elvis de Turner entrega a pegada sixtie). O grande diferencial dos Monkeys \u00e9 ter um dos melhores cronistas dessa gera\u00e7\u00e3o, um cara que j\u00e1 na faixa de abertura, a potente \u201cDo I Wanna Know?\u201d, constr\u00f3i uma cantada invej\u00e1vel sob uma base de riff cortante e refr\u00e3o grandioso. \u201cR U Mine?\u201d \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o do QOTSA, que Turner plagiou inconsciente (e Josh Homme, que faz vocais em duas can\u00e7\u00f5es do disco, deixou barato) e, da\u00ed em diante, o disco praticamente mant\u00e9m-se na segunda marcha (com exce\u00e7\u00e3o de \u201cI Want It All\u201d, que est\u00e1 ali s\u00f3 para atrapalhar o clima dos amassos), seduzindo jovens casais e servindo de trilha (\u201cNumber 1 Party Anthem\u201d, uma das melhores can\u00e7\u00f5es do disco, n\u00e3o sugere \u00e0 toa) para romances adolescentes, em um momento em que a adolesc\u00eancia parece eterna. Precisa mais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 25 (nacional)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Suck It And See&#8221;: Uma luta de 11 rounds em que os dois lados do casal vencem (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/23\/musica-suck-it-and-see-arctic-monkeys\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Arctic Monkeys no Best Kept Secret 2013: altos e baixos ao vivo (e novas can\u00e7\u00f5es) (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/22\/best-kept-secret-festival-2013-holanda\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nBeady Eye avan\u00e7a em segundo disco; Franz Ferdinand lan\u00e7a disco para dan\u00e7ar; Arctic Monkeys faz trilha para sexo adolescente\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/30\/beady-eye-franz-e-arctic-monkeys\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[176,174,175,732,68],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20313"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20313"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20320,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20313\/revisions\/20320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}