{"id":20185,"date":"2013-09-24T00:48:46","date_gmt":"2013-09-24T03:48:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=20185"},"modified":"2019-06-22T20:17:38","modified_gmt":"2019-06-22T23:17:38","slug":"para-entender-new-model-army","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/24\/para-entender-new-model-army\/","title":{"rendered":"Para Entender: New Model Army"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre o culto, a obscuridade e um per\u00edodo de \u201cquase sucesso\u201d (final dos anos 80, come\u00e7o dos 90), a banda brit\u00e2nica New Model Army atravessa 30 anos de carreira (foi fundada em 1980) muito mais fiel \u00e0 sua premissa do que a uma est\u00e9tica espec\u00edfica. Ainda que sem mudan\u00e7as radicais, sua m\u00fasica evoluiu, estagnou e evoluiu novamente, e nesse processo estabeleceu um grupo fidel\u00edssimo de f\u00e3s, que se autodenomina \u201cThe Family\u201d, o que faz especial sentido dentro do contexto l\u00edrico e tem\u00e1tico que \u00e9 indissoci\u00e1vel ao grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 consenso para definir o New Model Army \u2013 tanto pol\u00edtica quanto musicalmente. Mais que isso, h\u00e1 contradi\u00e7\u00f5es. J\u00e1 foram chamados tanto de \u201cfolk rock\u201d como de \u201cg\u00f3ticos\u201d, de \u201cextrema esquerda\u201d e \u201creacion\u00e1rios\u201d \u2013 todos r\u00f3tulos aplic\u00e1veis a uma ou outra can\u00e7\u00e3o, \u00e9 verdade, mas invi\u00e1veis para definir a ess\u00eancia da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20192\" title=\"new1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/new1.jpg\" alt=\"\" width=\"603\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/new1.jpg 603w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/new1-300x99.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 603px) 100vw, 603px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O folk \u00e9, de fato, parte essencial \u2013 mas ele vem acompanhado de uma forte bagagem p\u00f3s-punk. Viol\u00f5es ocupam tanto espa\u00e7o nos discos quanto baixos em primeiro plano ou baterias no contratempo. Carlos Remontti, baixista da banda paulista La Carne (assumidamente influenciada pelo New Model Army), conta que \u201cuma das coisas que me chamaram a aten\u00e7\u00e3o ao ouvi-los foi que naquela porra de banda o som do baixo vinha na frente. Como assim? N\u00e3o era aquela coisa do baixo ser &#8216;coadjuvante&#8217;, &#8216;fazer a \u201ccozinha&#8217;. Pra mim, a coisa mais importante do New Model Army, e que os faz ser uma banda \u00fanica, foi isso: fazer o baixo deixar de ser coadjuvante e virar protagonista\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico integrante constante na forma\u00e7\u00e3o \u00e9 o vocalista e guitarrista Justin Sullivan (o cara do meio na foto que abre o texto). Ao longo dos anos, eles j\u00e1 foram trio, quarteto e quinteto, chegando at\u00e9 a ter um violinista (Ed Alleyne-Johsnon, tamb\u00e9m tecladista) como membro permanente entre 1989 e 1993. O circuito de turn\u00eas incessantes (geralmente por clubes pequenos) e os radicalismos de Sullivan, criado em meio aos extremos rigores da doutrina Quaker, nunca facilitaram a conviv\u00eancia dentro da banda \u2013 especialmente entre ele e o baterista Rob Heaton.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20193\" title=\"newmodelar\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/newmodelar.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1pice das tens\u00f5es internas foram as grava\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum de 1998, que recebeu o apropriado t\u00edtulo de \u201cStrange Brotherhood\u201d (\u201cEstranha Irmandade\u201d). O clima pesado, que teve seu \u00e1pice no diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer que eventualmente levaria Heaton \u00e0 morte em 2004, rendeu o pior disco da banda. As dificuldades enfrentadas no fim do s\u00e9culo levaram o grupo a se reavaliar, e o disco \u201cEight\u201d recolocou a brigada em um rumo melhor definido, deixando o som da banda mais fluido e pesado, por\u00e9m menos denso e n\u00e3o t\u00e3o sombrio. \u201cToday Is a Good Day\u201d(2009) \u00e9 o disco que melhor define esse per\u00edodo atual, assim como \u201cNo Rest for the Wicked\u201d (1985) representa melhor a primeira fase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A extensa discografia compreende 12 \u00e1lbuns de est\u00fadio (o mais recente, \u201cBetween Dog and Wolf\u201d, foi lan\u00e7ado no dia 23 de setembro deste ano), seis ao vivo, duas compila\u00e7\u00f5es de lados B e sete antologias. Al\u00e9m dos j\u00e1 citados, \u201cThe Ghost of Cain\u201d (de 1986, de onde o Sepultura tirou \u201cThe Hunt\u201d, presente no \u00e1lbum \u201cChaos AD\u201d e no show do Rock in Rio 2013), \u201cThunder and Consolation\u201d (1989) e \u201cThe Love of Hopeless Causes\u201d (1993) talvez estejam entre os obrigat\u00f3rios, embora valha passear por todos os discos (ok, esque\u00e7a \u201cStrange Brotherhood\u201d). E para quem quiser um mergulho r\u00e1pido na banda, selecionamos cinco can\u00e7\u00f5es que ajudam a definir a f\u00faria e as sutilezas de Justin Sullivan e seus companheiros de batalha.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vxqWdSOVI9U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cVengeance\u201d<\/strong><br \/>\nA letra prega justi\u00e7a pelas pr\u00f3prias m\u00e3os e aponta o dedo na cara de criminosos de guerra, traficantes de drogas, advogados corporativos e pol\u00edticos corruptos. \u00c9 uma das principais respons\u00e1veis pela pecha de extremista que acompanha a banda, mas a desconcertante linha de baixo e a entrega de Sullivan criam um envolvimento inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yJjj0hHBvDg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cVagabonds\u201d<\/strong><br \/>\n\u00danica can\u00e7\u00e3o do New Model Army a chegar ao Top 40, &#8220;Vagabonds&#8221; \u00e9 a can\u00e7\u00e3o-emblema da banda, mais at\u00e9 que a famigerada \u201c51st State\u201d. Riff de violino, bateria marcial e guitarras secas amparando um vocal declamado, fora o refr\u00e3o inesquec\u00edvel (\u201cSomos velhos, somos jovens \/ estamos juntos nessa \/ vagabundos e crian\u00e7as \/ prisioneiros para sempre \/ com a pulsa\u00e7\u00e3o em f\u00faria \/e olhos cheios de espanto\u201d).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0xOX-xy3lNo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPurity\u201d<\/strong><br \/>\nA complexa espiritualidade de Justin Sullivan traduzida em uma can\u00e7\u00e3o onde o lado folk sobressai, com um vigor que n\u00e3o arranha \u2013 ao contr\u00e1rio, valoriza \u2013 a melodia. O refr\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 matador.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_muQt6nvkqg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFate\u201d<\/strong><br \/>\nMesmo sem um refr\u00e3o propriamente dito, \u00e9 um folk rock de apelo pop. Faixa mais marcante de &#8220;The Love of Hopeless Causes&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Bb4scBe8oj4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cToday Is a Good Day\u201d<\/strong><br \/>\nUm riff nervoso e pesada\u00e7o emoldura uma letra que celebra (sim, celebra!) a crise financeira de 2008, em especial a quebra da bolsa de Nova Iorque. N\u00e3o uma volta, e sim a atualiza\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes que o New Model Army fortaleceu na primeira metade dos anos 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&gt;&gt; Influ\u00eancia assumida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depoimentos de m\u00fasicos que t\u00eam no New Model Army uma influ\u00eancia indispens\u00e1vel:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carlos Remontti (baixista do <a href=\"http:\/\/lacarne.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">La Carne<\/a>)<\/strong><br \/>\n\u201cL\u00e1 pelos 15 anos, eu tocava &#8216;rock nacional&#8217; no viol\u00e3o, ouvia Joy Division e andava com os livrinhos de bolso da Brasiliense \u2013 Comunismo, Anarquismo, etc. Vai vendo.<br \/>\nA\u00ed lembro que uma das coisas que me chamaram a aten\u00e7\u00e3o ao ouvir New Model Army foi que naquela porra de banda o som do baixo vinha na frente. Como assim? N\u00e3o era aquela coisa do baixo ser &#8216;coadjuvante&#8217;, &#8216;fazer a cozinha&#8217;. Porra nenhuma. Pra mim, a coisa mais importante do New Model Army, e que os faz ser uma banda \u00fanica, foi isso: fazer o baixo deixar de ser coadjuvante e virar protagonista \u2013 talvez a maior contribui\u00e7\u00e3o dos anos 80 para o rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E tem tamb\u00e9m o lance da longevidade, n\u00e9? Mesmo com f\u00e3s pela Europa, Jap\u00e3o e Am\u00e9rica, o New Model Army nunca foi de vender milh\u00f5es de discos e nem foi &#8216;sucesso comercial&#8217;. E mesmo assim seguem na lida at\u00e9 hoje. E l\u00e1 se v\u00e3o trinta e tantos anos! Eles s\u00e3o um caso raro de bandas que n\u00e3o vivem do passado. Vivem NO presente e DO presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00d3, sem medo de errar, creio que a exist\u00eancia do New Model Army fez sim eu tocar baixo do jeito que toco. De curtir o som da palheta, de acreditar no anti-artista, de ter pra mim que no rock moderno o baixo deve estar na frente, que n\u00e3o se deixar acomodar e n\u00e3o se deslumbrar \u00e9 o que faz voc\u00ea seguir em frente etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E hoje, depois de quatro discos lan\u00e7ados de forma independente com o La Carne, de n\u00e3o me considerar artista, de n\u00e3o tocar baixo em casa \u2013 s\u00f3 toco baixo com minha banda \u2013 e de dividir o palco todos esses anos com caras que salvaram a minha vida de um cotidiano med\u00edocre, os versos de \u201cVagabonds\u201d \u2013 \u201cWe are old, we are young, we are in this together, Vagabonds and children, prisoners forever\u2026\u201d \u2013 nunca fizeram tanto sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, e tem um epis\u00f3dio \u00f3timo! Nos shows que eles fizeram aqui, em 2007, o Linari (vocalista do La Carne) presenteou o Sullivan com um livro-colet\u00e2nea (bil\u00edngue) de novos poetas brasileiros, um DVD do filme \u201cCarandiru\u201d, uma camisa do Osasco Futebol Clube e tr\u00eas CDs do La Carne.<br \/>\nHere comes the waaaarrrr!!!!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Luis Naressi (guitarrista do <a href=\"http:\/\/labirinto.mus.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Labirinto<\/a>)<\/strong><br \/>\n\u201cTive uma rela\u00e7\u00e3o muito peculiar com o New Model Army quando mais novo. No meu emprego, tem um cara (amigo do Justin Sullivan) que me &#8216;catequizou&#8217; mostrando \u2013 um por m\u00eas \u2013 todos os \u00e1lbuns originais do New Model Army. Na \u00e9poca, n\u00e3o tinha dessas de baixar a discografia da banda e conhecer tudo, ent\u00e3o fui ouvindo tudo at\u00e9 o \u201cStrange Brotherhood\u201d. Foi a melhor coisa que fiz na vida, me mostrou o quanto me ligava nesses temas oitentistas soturnos e n\u00e3o sabia. Meu jeito de ver os anos 1980 mudou depois dos discos \u201cThunder and Consolation\u201d e \u201cNo Rest For the Wicked\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre tantas qualidades que admiro no New Model Army, uma delas \u00e9 essencial para mim: o engajamento pol\u00edtico que nos faz refletir sobre temas que, at\u00e9 ent\u00e3o, nos passavam despercebidos no cotidiano. Voc\u00ea s\u00f3 passa a analisar cada passo da sua vida depois que percebe o qu\u00e3o insignificante voc\u00ea \u00e9 nesse mundo e quanta merda existe na maneira de governar pessoas. Portanto \u00e9 esse engajamento que nos permite tentar melhorar um pouco essa quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B-MZADe7aak?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RbdQxKTNcn4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1ElXFocy8pg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/es7BgsWq1_g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XSEn7Fhbw64?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Para entender #1: The Replacements, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/28\/para-entender-the-replacements\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma extensa discografia que compreende 12 \u00e1lbuns de est\u00fadio, seis ao vivo, duas compila\u00e7\u00f5es de lados B e sete antologias&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/24\/para-entender-new-model-army\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":47105,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[170,732,169,131],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20185"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20185"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20185\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52129,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20185\/revisions\/52129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}